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	<title>luto - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>luto - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Como enfrentar o LUTO?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/como-enfrentar-o-luto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lidar com a perda de uma pessoa querida é sempre uma tarefa difícil. O luto é um processo triste e doloroso que infelizmente todos nós estamos sujeitos a passar. Esse momento provoca em nós diversas reações emocionais.</p>
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<p>Lidar com a perda de uma pessoa querida é sempre uma tarefa difícil. O luto é um processo triste e doloroso que infelizmente todos nós estamos sujeitos a passar. Esse momento provoca em nós diversas reações emocionais.</p>



<p>Ficamos tristes, com raiva, em alguns momentos nos sentimos culpados, ansiosos e cheios de dúvidas em relação ao futuro. É comum a gente se afastar, e se isolar do convívio social. Além disso, evitar encontros que antes eram muito prazerosos, também é uma forma de evitar a situação, se apegando a ideia de que esses momentos perderam a graça e não fazem mais sentido pra nós.</p>



<p>Questionamentos sobre o tempo de duração deste luto também são questionamentos comuns, e não existe um tempo certo para que as coisas se ajeitem ou que tudo volte a normal, pois o período do luto vai depender de cada pessoa, de cada relação afetiva, e de como foram os últimos momentos em vida dessa pessoa querida.</p>



<p>Geralmente o primeiro ano após a perda é o mais delicado, porque é nesse ano que ocorrem os primeiros aniversários sem aquela pessoa, os primeiros eventos que ela gostava de participar ou que são importantes para a família e agora essa pessoa já não está mais presente.&nbsp;</p>



<p>Porém, em algumas pessoas a vivência do luto dura um pouco menos e em outras um pouco mais. E precisamos ficar atentos em como estamos vivenciando ou como as pessoas próximas a nós estão vivenciando o Luto.</p>



<p>Em algumas situações o processo de luto que antes era normal e esperado, pode se tornar algo tão intenso, podendo evoluir para um adoecimento, o que chamamos de luto complicado. O luto complicado leva o indivíduo a desenvolver doenças psíquicas ou psicossomáticas onde há, inclusive, alterações físicas como sudorese, palpitações, fraqueza. Está muito relacionado com a perda abrupta, como em caso de acidentes, tragédias inevitáveis, casos de suicídios e infartos. Também se torna ¨complicado¨ quando evitamos a vivência do luto e logo após o acontecimento agimos como se nada tivesse acontecido, voltamos a trabalhar e assumimos vários compromissos de uma só vez.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por isso é importante viver este processo e passar por todas as etapas.</h3>



<p>Precisamos viver a fase da negação, da raiva, da barganha, da depressão &#8211; que é o momento de se dar ao direito de chorar, de sofrer e de sentir falta, para que assim a gente possa viver a fase da aceitação. Que não quer dizer o esquecimento, mas sim de continuar nossa vida, porque nós estamos vivos e existem outras pessoas que também precisam de nós.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mas como superar o luto?</h2>



<p>A melhor forma de passar por este processo é entender a nossa impotência. Por mais que tenhamos feito de tudo para que aquela pessoa continuasse entre nós, o poder de ¨decidir¨ pela vida ou pela morte não é nosso. Se eu tivesse feito desse jeito talvez isso não teria acontecido. Mas quem garante que não teria acontecido? É difícil aceitar que não podemos controlar tudo, e precisamos aceitar que fomos e somos impotentes diante da vida.&nbsp;</p>



<p>Outra forma que torna esse momento ¨menos difícil¨ é não evitar as lembranças. As vezes pensamos que não falar sobre a pessoa que partiu, ou não lembrar de alguns momentos irá ajudar… Mas essa é uma grande ilusão. É necessário sim, relembrar os bons momentos, falar sobre o que a pessoa gostava, rir das histórias passadas, comentar as qualidades e fazer até algumas brincadeiras sobre coisas da personalidade daquela pessoa.</p>



<p>Uma técnica que tem funcionado bastante é o Diário de Pensamentos, onde você não precisa dizer a ninguém, nem falar nada se não quiser… É só escrever. Escreva para a pessoa que partiu. Uma espécie de cartas. Coloque nessas cartas suas emoções, seus sentimentos, sua raiva, sua angústia e sua saudade!</p>



<p>O luto é um momento de dor. A superação do luto não significa esquecer a pessoa amada, pois as lembranças e também a ausência irão continuar, e nada nem ninguém vai ocupar este lugar, ou substituir essa pessoa.</p>



<p>O mais importante é saber que você não precisa enfrentar este momento sozinho.</p>



<p>Procure ajuda! A dor e a saudade vão continuar, mas você vai aprender a conviver com ela. Conte comigo!</p>
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		<title>O Processo do Luto</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/o-processo-do-luto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[etapas do luto]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[processo de luto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vida é um ciclo e possui muitas etapas. A morte talvez seja a mais difícil de compreender, pois não temos uma resposta “concreta”. E lidar com algo tão abstrato e subjetivo e ao mesmo tão intenso e real, não é nada fácil.</p>
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<p>A vida é um ciclo e possui muitas etapas. A morte talvez seja a mais difícil de compreender, pois não temos uma resposta “concreta”. E lidar com algo tão abstrato e subjetivo e ao mesmo tão intenso e real, não é nada fácil.</p>



<p>Para a maioria de nós a morte é sinônimo de perda, luto, tristeza. Mas essa situação pela qual todos passamos também é superação.</p>



<p>Todas as pessoas passam pelo processo do luto, o que varia é a intensidade que vivenciam esses sentimentos, e isso depende de muitos fatores, como personalidade, crença, sensibilidade, resiliência, etc. Por isso para uns a dor desse momento parece não ter fim, enquanto para outros, é mais rápido.</p>



<p>Vale salientar que, apesar de comumente relacionarmos o luto à morte de alguém, ele também pode ser vivenciado em outros tipos de perdas e mudanças intensas que acontecem na nossa vida, tais como: ir morar em outro país (deixando todas as pessoas queridas “pra trás”), o término de um relacionamento, a separação dos pais, perder o emprego&#8230;&nbsp;</p>



<p>O luto é então atrelado a perdas e todo mundo passa por isso em algum momento, mas em diferentes níveis e intensidades. E é normal manifestarmos todas essas sensações, afinal, nosso emocional está reagindo.</p>



<p>Como qualquer outro sentimento, é preciso viver o luto, senti-lo e compreendê-lo, e assim, naturalmente vamos restabelecendo nosso equilíbrio emocional. Reprimir pode parecer bom num primeiro momento, mas traz ainda mais complicações num futuro não muito distante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mas o que é o luto de fato?</h2>



<p>Podemos classificá-lo como uma angústia pela separação física de alguém que temos apreço e consideração. É um processo emocional frente a ausência e vazio causados, em geral, pela morte. Ainda que haja outras pessoas envolvidas na mesma dor, esse processo é individual, pois cada um tem a sua capacidade própria de interpretar e reagir a esse vazio e essa dor.&nbsp;</p>



<p>Essa reação pode ocorrer através de manifestações físicas (choro, atitudes/gestos explosivos) e emocionais (tristeza, raiva, ira, apatia).</p>



<p>O luto pode ser visto como um reflexo da capacidade individual de lidar com situações de fragilidade.</p>



<p>Podemos entender que o luto é “normal” quando há um repertório de respostas saudáveis que possibilitam a expressão da dor da perda e leva à superação, ou seja, a pessoa é capaz de voltar à sua rotina. Por outro lado, quando esse processo acarreta uma série de sintomas físicos e mentais resultantes da incapacidade de se expressar ou fazê-lo de forma inapropriada, seguido por um isolamento ou período de negação prolongado, dizemos que esse luto é patológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As fases do luto</h2>



<p>A psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross identificou algumas etapas comuns de quem passa pela perda, que classificou como estágios do processo do luto, que são negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.</p>



<p>Cada estágio pode durar minutos, horas, dias, semanas ou meses, e não precisam ocorrer necessariamente nessa ordem. Também pode acontecer de voltarmos a um estágio que já havia sido superado, por exemplo, pode vivenciar a negação, a raiva, a barganha, voltar para a raiva&#8230;</p>



<p>Vamos entender então cada estágio, enumerados apenas para fins didáticos:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. <strong>Negação</strong></h3>



<p>No estágio da negação vivenciamos um sentimento avassalador, perdemos o chão, o mundo fica confuso, como se a vida não fizesse sentido. Ficamos em estado de choque, entorpecidos. É normal questionamentos do tipo “como conseguirei viver agora?”, “será que serei capaz de continuar?”, “nada mais faz sentido, porque deveria me esforçar?”. Simplesmente vemos o dia passar.</p>



<p>Mas são esses questionamentos a forma que encontramos para sobreviver. Eles mostram que entendemos a realidade (a perda) e começamos o processo de cura (ao se questionar você está buscando soluções, mesmo que de forma inconsciente).</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. <strong>Raiva</strong></h3>



<p>A raiva é energia, e se faz necessária para alcançar o reequilíbrio. Se permita sentí-la. A medida que você aceita esse sentimento, mais rápido irá se dissipar. Na revolta é comum sentirmos raiva de nós mesmos, da equipe médica, da família, do próprio ente que morreu e até de Deus. A raiva funciona como uma força, nos sustentando temporariamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. <strong>Barganha/Negociação</strong></h3>



<p>Somos capazes de qualquer coisa para evitar esse momento. Se estamos numa situação de risco de vida com a pessoa querida, tentamos negociar com Deus: “Por favor, Deus, serei uma pessoa melhor se você simplesmente deixá-la viver.”&nbsp;</p>



<p>Se já houve a perda, a barganha surge como uma mágica para o fazer acordar d um pesadelo. “Queria acordar e ver que era só um pesadelo, faria tudo diferente”. Entramos em imaginações sem fim&#8230;“ Se&#8230; então&#8230;” ou “E se…”. Desejamos voltar no tempo e fazer o possível para evitar o que aconteceu, mudar os fatos, ter previsto e evitado. Esses pensamentos podem nos colocar numa situação de culpa, “eu poderia ter evitado, mas não o fiz”. Buscamos falhas. Mas não temos bola de cristal, não podemos prever o que irá acontecer. E há também uma barganha com a dor, onde faríamos qualquer coisa para não senti-la. Estacionamos no passado buscando uma saída.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. <strong>Depressão</strong></h3>



<p>Passado a fase da barganha (foco no passado), nos transportamos para o presente. A sensação de vazio se intensifica e o nível da dor é muito profundo, incomparável. Pode ocorrer a sensação de que essa dor jamais passará.&nbsp;</p>



<p>Vale salientar que essa depressão do luto é normal, faz parte do processo, é uma resposta esperada, e não tem relação com o transtorno depressivo, porque é uma fase, possui um tempo definido, que varia de pessoa para pessoa, mas passa. Aos poucos as atividades diárias vão nos ocupando novamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">5. <strong>Aceitação</strong></h2>



<p>O estágio de aceitação, como o nome diz, é a fase onde já aceitamos essa nova realidade sem a presença física daquele ente querido, e entendemos que as coisas serão diferentes. Porém, aceitar não quer dizer estar bem. Para a maioria das pessoas é difícil estar bem com esta situação, mas aprendemos a viver com isso, com a saudade.</p>



<p>Essas são as fases conhecidas do luto, mas, como já exposto, por tratar-se de um processo subjetivo, é importante salientar que algumas pessoas podem apresentar outras reações emocionais, chegando, inclusive, a reações psicossomáticas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">6. Superação</h3>



<p>Numa sociedade que não nos prepara para a perda, e até mesmo taxa a expressão emocional como fraqueza, a psicoterapia ocupa um lugar importante nesse processo, oferecendo espaço para o paciente se manifestar e vivenciar a perda, a separação, reorganizar os pensamentos e sentimentos e começar uma readaptação saudável. Faz parte dessa reorganização a avaliação das preocupações, confiança e apoio, identificação de distorções cognitivas (que é uma visão distorcida das coisas) e desenvolvimento de novas habilidades. A dor do luto deve dar lugar à saudade, a uma memória afetiva agradável. Os pensamentos negativos devem reduzir até cessar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E o que mais pode ajudar a superar o luto?</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Dê tempo ao tempo;</li><li>Aceite seus sentimentos e saiba que o luto é um processo;</li><li>Expresse-se (conversas com alguém, desenho, escrita, arte, trabalhos manuais, formas de expressão corporal como dança, teatro&#8230;);</li><li>Não se isole, passe um tempo com amigos e familiares;</li><li>Cuide do corpo e da mente: exercite-se regularmente, coma bem e durma o suficiente, pratique técnicas de respiração, experimente fazer meditação;</li><li>Aceite seus sentimentos:<strong> </strong>esconder, evitar ou negar o que sente não lhe torna mais forte. Mas atente-se à maneira como irá fazer isso, buscando formas saudáveis, que não prejudique a si nem a terceiros;</li><li>Faça coisas que gosta;</li><li>Filtre seus pensamentos: busque repelir os conteúdos negativos que te fazem mal e foque em conteúdos edificantes. Cultive pensamentos positivos. Algumas estratégias que ajudam e que são facilmente incorporadas no dia-a-dia são o pote da gratidão, livros com mensagens afirmativas de leitura diária, listar pelo menos 3 coisas agradáveis que aconteceram ao longo do dia, relembrar suas forças e qualidades;</li><li>Aceite ajuda<strong>.</strong></li></ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="block-a3a8de2c-02e0-47cb-8b0a-d91c9e9e21a1">Terapia Casule</h2>



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		<title>Como enfrentar a perda do cônjuge</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-enfrentar-a-perda-do-conjuge/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2019 14:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você está passando por uma grande perda e não sabe como enfrentá-la? O luto é realmente um processo que toma muita energia e quando o estamos vivenciando parece que nunca vai deixar de existir&#8230; É recolher os cacos, os pedaços que ficaram após a perda e reconstruir a vida, seguir um dia de cada vez. [&#8230;]</p>
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<p>Você está passando por uma grande perda e não sabe como enfrentá-la? O luto é realmente um processo que toma muita energia e quando o estamos vivenciando parece que nunca vai deixar de existir&#8230; É recolher os cacos, os pedaços que ficaram após a perda e reconstruir a vida, seguir um dia de cada vez. Segundo Cristine Longaker, a palavra luto significa em sua raíz “ser rasgado” e esse termo define muito bem o sentimento de quem está passando por ele, é um sentir-se despedaçado.&nbsp;</p>



<p>Por isso, compreender o percurso do luto vai te ajudar a enfrentá-lo percebendo e respeitando o seu tempo além de preservar sua saúde física e mental. É importante que os familiares e amigos de quem vive este momento também estejam atentos aos aspectos que envolvem o luto para que possam dar um suporte e trazer conforto a quem precisa.</p>



<p>John Bowlby foi um psicólogo e psiquiatra britânico que muito contribuiu para o estudo do luto. Segundo ele este é um processo adaptativo e universal, “a perda de uma pessoa amada é uma das experiências mais intensamente dolorosas que o ser humano pode sofrer.” Todos os que perderam um ente querido sabem muito bem do que ele fala aqui e compreendem o verdadeiro significado desta frase.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Cada pessoa expressa de uma maneira particular a perda de alguém importante de acordo com o papel que aquela pessoa exercia e com o vínculo afetivo desenvolvido ao longo da vida. Uma outra reação à perda significativa pode ser a aparente falta de sofrimento e a busca pelo excesso de afazeres no dia-a-dia, o que pode encobrir uma grande dor e dar a falsa impressão de que está tudo bem resolvido. É necessário atenção a essas pessoas, já que esta é uma forma de fugir do problema para evitar viver um momento sofrido, dolorido, mas importante para resolver internamente a perda. O afastamento ou aproximação de sua religião é uma reação que também faz parte deste momento, alguns se revoltam com Deus, outros se apoiam na fé. É importante permitir todos os sentimentos para se sentir bem consigo, não se julgue por sentir algo que você não acha certo sentir neste momento ou que vá contra seus princípios, afinal você não precisa carregar mais este peso além do luto que está enfrentando.</p>



<p>&nbsp;Existem 5 etapas que fazem parte da vivência de um processo de luto &#8211; a negação, a raiva, a barganha, a tristeza e a aceitação &#8211; e cada pessoa passa por elas de forma e intensidade diferentes, por isso dizemos que o luto é um processo individual. Isso não significa que você deva passar por ele sozinho, é uma forma natural e necessária para elaborar uma perda que deixou um grande vazio e deve ser dividido com as pessoas próximas para que o peso deste sofrimento seja amenizado e para que esta ferida emocional cicatrize.&nbsp;</p>



<p>É muito importante que o luto seja vivenciado e que as emoções relacionadas a ele sejam permitidas, pois é uma adaptação ao rompimento brusco de um vínculo significativo para quem ficou. O luto nada mais é do que a tomada de consciência da perda, do vazio que ficou. Várias reações emocionais são despertadas com o luto como a culpa, a raiva, a revolta, a tristeza, a ansiedade&#8230; Chorar e procurar quem se perdeu numa outra pessoa faz parte deste processo, além disso pode ocorrer a falta de concentração, a busca pela solidão (o que para alguns é uma tentativa de se aproximar do ente querido através de lembranças e pensamentos), desorientação e a apatia. O luto traz alterações no corpo também, fique atento: alterações de sono, de apetite, dor física, tensão muscular e falta de energia podem ocorrer.&nbsp;</p>



<p>Começar a reparar em outras pessoas que têm por perto quem você perdeu também é natural, por exemplo, se você está num lugar público e percebe uma família que aproveita o momento com todos juntos e você sente falta de seu companheiro que se foi, não se culpe por sentir inveja porque elas têm por perto o ente querido, respeite este seu sentimento e o aceite sem culpa.&nbsp;</p>



<p>A boa notícia é que vai passar, é uma fase de transição e não um estado constante. Serão dias bons e ruins, altos e baixos e o tempo é importante para que a ferida seja curada. E tal como uma ferida profunda, ela vai cicatrizar e deixar de doer, mas estará ali depois como uma cicatriz que pode se tornar uma história, uma lembrança, uma saudade que não dói mais, mas estará sempre presente.</p>



<p>Não existe um tempo certo para que uma pessoa supere a perda de alguém, para alguns demora meses, para outros, anos. Geralmente o primeiro ano é o mais difícil, pois é neste período que acontecem as primeiras datas sem a pessoa amada, mas não significa que este é o tempo que dura o luto para todos. Além do sofrimento relacionado à perda, quando se começa a resolver o luto internamente é comum surgir a culpa. Por exemplo, quando a pessoa se diverte pela primeira vez após um período de luto ou quando acha graça de alguma situação ou até mesmo percebe que está se sentindo bem, pode ser que haja uma cobrança interna por achar que não pode se divertir ou sorrir nunca mais. Quando se sentir assim, bem, pense que o luto está caminhando para se resolver e que a vida vai prosseguir com saudade, com lembranças boas, com histórias para contar que darão cor novamente à sua vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Considera-se o luto resolvido quando a dor da perda não ocupa mais o centro da vida e que ela pode seguir com as cicatrizes daquela perda, mas não com o sofrimento de antes. Existe uma vida maravilhosa para se viver com tudo o que foi construído!<br></p>
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		<title>Como lidar com o luto? (Vídeo Completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-lidar-com-o-luto-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2019 15:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando perdemos alguém que amamos, somos conduzidos a uma das fases mais difíceis da vida. A dor de não conviver mais com a pessoa querida nos provoca diversas emoções que nos deixam em dúvida sobre o futuro. Não sabemos mais sobre o que falar, como agir, ou o que fazer. Apesar do luto ser uma [&#8230;]</p>
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<p>Quando perdemos alguém que amamos, somos conduzidos a uma das fases mais difíceis da vida. A dor de não conviver mais com a pessoa querida nos provoca diversas emoções que nos deixam em dúvida sobre o futuro. Não sabemos mais sobre o que falar, como agir, ou o que fazer. Apesar do luto ser uma condição pela qual todos um dia irão passar, este ainda é um assunto bastante evitado. Aprenda neste vídeo algumas dicas para enfrentar este momento tão delicado.</p>



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		<title>Como ajudar a criança a lidar com o luto?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-ajudar-crianca-lidar-com-o-luto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Apr 2018 14:20:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação emocional]]></category>
		<category><![CDATA[apoio psicológico]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>        É comum algumas pessoas dizerem que crianças pequenas não compreendem a morte, e por isso muitas vezes tem-se a ideia de que tudo que é relacionado a este conceito é prejudicial para a criança, fazendo com que exista um silêncio amedrontador e desconversas sobre esse assunto.         Na maioria das vezes o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">        É comum algumas pessoas dizerem que crianças pequenas não compreendem a morte, e por isso muitas vezes tem-se a ideia de que tudo que é relacionado a este conceito é prejudicial para a criança, fazendo com que exista um silêncio amedrontador e desconversas sobre esse assunto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">         Na maioria das vezes o luto é associado à morte, mas esse processo engloba outras perdas como, por exemplo, perda de um emprego, perda de um animal de estimação, perda de um relacionamento, etc.. Mas vamos falar um pouco sobre a perda de um ente querido durante a fase infantil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">        O luto é o processo de adaptação emocional que acompanha qualquer perda.</span> <span style="font-weight: 400;">E sem dúvida a morte de um ente querido é a situação mais difícil de compreender. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">    </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">         Em qualquer fase da vida, perder uma pessoa querida gera tristeza, mas durante a infância, uma perda pode ser ainda mais significativa, afetando as crianças de forma diferente. </span> <span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">         É importante deixar claro que o não falar sobre morte com crianças pode acarretar alterações em seu desenvolvimento. Com essas dificuldades e a falta de entendimento das crianças, o luto pode conduzir ao isolamento, infantilização, desinteresse, medo, culpa, sintomas psicossomáticos, insônia, pesadelos, perda de apetite, ansiedade de separação, crises de pânico, incapacidade ou recusa de encarar a realidade, depressão, baixa autoestima, baixo rendimento escolar e em alguns casos tentativas de suicídio.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">         Cada criança lida com a perda de sua própria maneira, variando de acordo com a sua idade, a causa da morte e o grau de proximidade. Por isso, é importante acompanhar de perto o comportamento dessas crianças para fornecer o melhor apoio possível a elas durante os momentos mais difíceis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">         Ao contrário de um adulto, a criança vai crescer com a memória da perda e aprender a entendê-la de maneiras diferentes ao longo de cada etapa do seu desenvolvimento. Portanto, é essencial ajudá-las a lidar com o problema de forma saudável durante todo o seu crescimento.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">         Dessa forma, no processo de elaboração do luto infantil o mais importante é que a criança expresse seus sentimentos, inclusive os negativos, como raiva e culpa que são considerados normais nesse processo. E o papel da família é ajudar a criança nos momentos de tristeza, além de incentivar que ela expresse seus sentimentos.</span></p>
<p><b><br />
</b><b>O luto de acordo o desenvolvimento cognitivo: </b></p>
<p><b>Antes dos 3 anos </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; Não há compreensão do significado da morte e a criança raramente se perturba, mas pode ficar ansiosa em função da reação dos familiares.</span></p>
<p><b>A partir dos 3 anos </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; A criança entende a morte como um processo reversível, sendo algo temporário e não permanente.</span></p>
<p><b>Aos 5/6 anos </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; A criança começa a entender a morte, mas a considera um evento não natural e passa a associar a causa da morte a termos mágicos.</span></p>
<p><b>Após os 7 anos </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; Começa a compreender que a morte é irreversível e passa a questionar a respeito. Também passa a fazer menção às causas concretas da morte como algum tipo de doença, veneno ou acidente.</span></p>
<p><b>Aos 10 anos </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; Entende a morte como fim da experiência da vida e tem condições de compreender o sentimento de perda.</span></p>
<p><b>Após os 11 anos </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; A criança entende o real sentido da morte e passa a percebê-la como condição natural do ciclo de vida.</span></p>
<p><b>Como ajudar a criança a lidar com o luto:</b></p>
<p><b>Apoio de pessoas importantes na vida da criança </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; Durante um momento difícil como esse, é importante que as pessoas que tenham algum envolvimento na vida da criança tentem ajudá-la a entender o processo pelo qual está passado e a lidar com a perda de uma forma mais positiva. Entender suas necessidades, conversar e observar como a criança lida com a situação são algumas maneiras de ajudar.</span></p>
<p><b>A despedida </b><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <span style="font-weight: 400;">Algumas pessoas acreditam que ao evitar que a criança vá ao velório ou enterro, estará poupando-a de mais sofrimento. No entanto, este é um momento essencial para iniciar o processo de superação do luto, já que permite que a criança se despeça e comece a tomar consciência do que está acontecendo. No entanto, também é preciso prepará-la para tudo que vai acontecer. É extremamente importante que alguém de confiança sente com ela, explique como tudo acontece. Assim, a própria criança poderá decidir se quer presenciar ou não. Caso opte por ir, é interessante que ela vá acompanhada por alguém de sua confiança, caso opte por não comparecer, uma ideia é criar um ritual próprio para que se despeça, como uma pequena cerimônia íntima em casa.</span></p>
<p><b>Ajuda profissional</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; As marcas de uma perda podem permanecer com a criança de forma negativa durante seu crescimento se não forem bem resolvidas. Se após a perda de um ente querido a criança não demonstrar sinais de recuperação ou estiver ainda muito afetada com o acontecido, pode ser interessante procurar a ajuda de um psicólogo que a ajude a lidar com o problema. O apoio dos familiares também é muito importante. Lidar com o luto em família, compartilhando a dor, é uma forma eficiente de fortalecer os laços e de acelerar o processo de recuperação.</span></p>
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		<title>Etapas do luto (vídeo completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/etapas-do-luto-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Oct 2017 20:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[etapas do luto]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CLIQUE e inscreva-se no canal: Etapas do luto Você já parou pensar na diferença entre tristeza e luto? Ou em quais são as etapas pelas quais cada um passa durante esse processo? Confira com Felipe Mendes, psicólogo da Casule! Quer tomar um café? Venha conhecer a Casule ou marque um atendimento online aqui (em qualquer lugar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/i0RhSf3XfAQ?list=PL7HjJi5IlOnSuyglBYSux1wH-BSJb2hSa" width="853" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<h2>Etapas do luto</h2>
<p>Você já parou pensar na diferença entre tristeza e luto? Ou em quais são as etapas pelas quais cada um passa durante esse processo?<br />
Confira com Felipe Mendes, psicólogo da Casule!</p>
<p>Quer tomar um café? Venha conhecer a Casule ou marque um <a href="https://casule.com/marcar-consulta/#marcar-consulta" target="_blank" rel="noopener noreferrer">atendimento online aqui</a> (em qualquer lugar do mundo)</p>
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		<title>O quanto você está preparado para as Fases do Luto?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-quanto-voce-esta-preparado-para-as-fases-do-luto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Sep 2017 14:30:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luto é a angústia da perda. Um processo sentimental que ocorre quando o ser humano vivência uma perda de importância emocional para ele. Vivido e sentido totalmente no âmbito individual. Mesmo que haja um grupo, família ou mais de uma pessoa passando pela mesma perda, cada indivíduo expressará seus sentimentos, assim como reagirá com mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luto é a angústia da perda.</strong> Um processo sentimental que ocorre quando o ser humano vivência uma perda de importância emocional para ele. Vivido e sentido totalmente no âmbito individual. Mesmo que haja um grupo, família ou mais de uma pessoa passando pela mesma perda, cada indivíduo expressará seus sentimentos, assim como reagirá com mais ou menos intensidade de maneira única (choro, <a href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/raiva">raiva</a>, <a href="http://www.minhavida.com.br/temas/tristeza">tristeza</a>, questionamentos, interferências na vida social ou emocional).</p>
<p>O luto não é doença ou síndrome, nem mesmo sinônimo de vida desestruturada e sim um processo, e como tal tem suas fases:</p>
<ol>
<li><strong>Negação</strong>: quando a pessoa evitar falar, fingir não estar acontecendo e usar sua estrutura emocional para lutar contra a morte;</li>
</ol>
<p><strong><em>“Isso não é verdade!”<br />
“Vai passar.”<br />
“Sempre dou um jeito em tudo, vou resolver isso também.”</em></strong></p>
<ol start="2">
<li><strong>Raiva</strong>: momento de ira, questionamentos, revolta, expressados de forma inquieta, chorosa, normalmente relacionada por não poder mais negar o fim;</li>
</ol>
<p><strong><em>“Isso não é justo!”<br />
“Por que fizeram isso comigo?”</em></strong></p>
<ol start="3">
<li><strong>Barganha</strong>: uma negociação que se faz consigo mesmo, com o meio, até com Deus e outras entidades religiosas, onde entende que não pode mais negar a ideia de morte, mas ainda tenta desviar os sentimentos para outras ideias, camuflar, ou mesmo negociar uma última oportunidade, último momento, para depois se permitir a aceitar;</li>
</ol>
<p><strong><em>“Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, terei uma vida saudável.”<br />
“Vou acordar cedo todos os dias, tratar bem as pessoas, parar de beber, procurar um emprego e tudo ficará bem.”<br />
“Vou pensar mais positivamente e tudo se resolverá.”<br />
“Vou mudar minhas atitudes, meu comportamento, e tudo se resolverá”.</em></strong></p>
<ol start="4">
<li><strong>Tristeza</strong>: quando já não há mais força emocional, para lutar contra os medos e a dor da perda e o fim é assumido e encarado;</li>
</ol>
<p><strong><em>“Não tenho capacidade para lidar com isso.”<br />
“Nunca mais as coisas ficarão bem.”<br />
“Eu me odeio.”</em></strong></p>
<ol start="5">
<li><strong>Aceitação</strong>: quando a dor começa dar espaço para um processo de superação. Sofrer a dor da perda, não tomará mais todo o espaço da vida já poderá voltar a pensar em planejar, construir e seguir em frente, enquanto ainda lida com sua dor.</li>
</ol>
<p><strong><em>“Não é o fim do mundo.”<br />
“Posso superar isso.”<br />
“Posso aprender com isso e melhorar.”</em></strong></p>
<p><strong>É importante entender que: </strong>Não há um tempo certo para cada estágio, nem mesmo é necessário que se siga a ordem ou que ocorra todos, isso sempre será muito particular de cada caso. As pessoas podem superar uma fase, mas, depois, retornar a ela, estacionar em uma delas sem ter avanços por um longo período ou ainda suplantar todas as fases rapidamente até a aceitação. Porém, sabe-se que, normalmente, é essa a ordem do processo e que a fase mais longa é a da <strong>tristeza</strong> para a aceitação.</p>
<p><strong>Ninguém está preparado para perder</strong> (morte; separação; término; fim de uma amizade; entre outros) é normal não conseguirmos nos desapegar. <strong>Superar o luto requer tempo.</strong></p>
<p>E sufocar a tristeza e as lágrimas pode ser prejudicial. Porém amigos e familiares surgirão com frases prontas: “Não chore!”; “Segue a sua vida.”; “Foi melhor assim.”. Como não chorar diante da dor da separação/término? Ou da perda de um filho ou esposa? Temos, sim, o direito de chorar o quanto quiser e pelo tempo que desejar. Muitos querem ficar sozinhos, outros preferem partilhar sua dor. Tudo isso ajuda a elaborar o processo do luto na vida. Assim como o sentimento de <strong>culpa, </strong>durante esse processo irá surgir e muitos questionamentos vão aparecer: <em>“Por que ofendi tal pessoa naquele dia?”; “Por que não a abracei mais?”; “Por que não lhe disse que a amava?” </em>ou <em>“O que não fiz que devesse ter feito?”.</em></p>
<h3></h3>
<h3>O papel de um psicólogo num processo de luto:</h3>
<p>Será aquele que poderá ajudar o indivíduo a identificar o estágio em que se encontra e na resolução do mesmo, que exigirá a vivência de sentimentos e pensamentos que o indivíduo tenta evitar constantemente. A tarefa do psicólogo é permitir que o paciente vivencie o luto. Entendendo que superar não é esquecer nem fingir que nada aconteceu, significa aceitar e continuar a viver, retomar sua rotina, seu trabalho, ou qualquer atividade que interrompeu durante o processo. Entender que o sofrimento e a morte fazem parte da vida e que é possível encará-la de frente, compreendê-la e admiti-la para continuar vivendo.</p>
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		<item>
		<title>Vida e morte:lidando com o luto</title>
		<link>https://casule.com/blog/vida-e-mortelidando-com-o-luto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2016 19:29:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[descontrole emocional]]></category>
		<category><![CDATA[dor da perda]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[mágoa]]></category>
		<category><![CDATA[panico]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia jf]]></category>
		<category><![CDATA[raiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia individual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A morte está presente na vida de todos nós, para alguns mais cedo, para outros, de modo mais trágico, e para os privilegiados, de forma a corresponder com os grandes ciclos naturais da vida. Embora parte da vida, a morte é vista em nossa sociedade como algo a ser evitado, postergado, como se morrer fosse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A morte está presente na vida de todos nós, para alguns mais cedo, para outros, de modo mais trágico, e para os privilegiados, de forma a corresponder com os grandes ciclos naturais da vida. Embora parte da vida, a morte é vista em nossa sociedade como algo a ser evitado, postergado, como se morrer fosse adversário do processo de viver.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa visão se baseia em três princípios. Primeiramente, quando se está na vida, é preciso encontrar forças para lutar por ela e a morte elimina qualquer possibilidade de continuidade dentro da mesma perspectiva de antes. Pode-se falar, é claro, da continuidade espiritual, da prevalência das memórias que mantêm viva uma pessoa que se foi. Mas o fato é que a morte interrompe um processo, modificando as possibilidades e os rumos dos envolvidos. Por isso, a batalha entre pulsão de vida e pulsão de morte, coloca muitas vezes as duas em extremidades opostas, apesar da morte estar contida na vida e esta naquela.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo ponto que nos faz temer a morte é o que vem depois dela. De todas as transformações, a morte é a mais definitiva e profunda, arrebatando nosso ser para uma realidade completamente desconhecida. Se há vida depois da morte&#8230; eis uma questão de foro íntimo, uma questão de fé e de percepção de vida. Da perspectiva da Terra, pura e simples, o que há na morte é a saudade e o encerramento de uma história. Se esse encerramento é uma passagem para um mundo diferente do nosso, nem todos conseguem se agarrar a essa esperança.</p>
<p style="text-align: justify;">E finalmente, o último elemento que nos faz ter repulsa à ideia da morte é a dor. Em qualquer língua, em qualquer época, em qualquer história, dor é dor, e requer muito treino, paciência e aceitação para se tornar construtiva em nossa trajetória. A dor é uma violência para a alma e nos tira do patamar de compreensão que tínhamos até então para nos lançar ao estado do limbo, no qual não se pertence a mundo nenhum, pois a conexão com a realidade fica frágil.</p>
<h2 class="bold" style="text-align: justify;">Processo de luto</h2>
<p style="text-align: justify;">Quando se perde alguém violentamente, de modo repentino ou inesperado, quem fica permanece nesse limbo por um tempo indeterminado. É comum pessoas em processo de luto por morte abrupta serem tomadas por um estado de catatonia, semelhante a um morto-vivo, ou a um robô, que passa a agir no &#8220;piloto-automático&#8221;, sem domínio ou vontade de controlar suas ações. Uma parte continua vivendo, pois entende ser necessário, mas a outra não está lá. A alma fica dividida e constantemente, o enlutado sente que morreu também e que sua história nunca mais será a mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, nunca mais será, pois a morte marca a alma. Entretanto, estamos na vida para sermos transformados a partir das experiência que o acaso (será?) nos propõe. A superação só se dá a partir de um longo processo e ela não significa esquecer, fingir que não aconteceu ou ainda não sentir dor quando lembrar. Superar significa apenas aceitar e continuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como aceitar algo que não faz sentido? Algo que não vem com avisos, que não parece ter um por quê dentro da lógica do merecimento? Como aceitar a morte de alguém bom, que tinha uma vida enorme pela frente? E que o destino levou em segundos, sem nos ter orientado para aquele momento? Como continuar sem ter mais vontade de viver, sem ter um sentido que nos norteie?</p>
<h2 class="bold" style="text-align: justify;">Da dor á aceitação</h2>
<p style="text-align: justify;">Podemos tomar como exemplo o caso  do filho de Cissa Guimarães, de 18 anos, levado pelas circunstâncias de modo violento. Uma reação bastante comum inicial seria a de procurar culpados, alguém em quem se possa descarregar a dor. O fato é que isso, além de gerar novas dores, não traz a pessoa de volta. Alguns dizem que buscar justiça traz alívio. Entretanto, no caso de acidentes e não de crimes intencionais, culpabilizar alguém só agrava a situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Há fases no processo de aceitação de morte. A estudiosa Elizabeth Kluber-Ross, autora de vários livros sobre o tema, alerta que em geral, diante da morte qualquer ser humano passa por cinco estágios: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Esses estágios não necessariamente são subsequentes, podendo estar misturados e serem vividos ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Negar é não poder ver e usar recursos para afastar a realidade que dói. Entre esses recursos temos uma infinidade de ações: acreditar que o morto ainda voltará, manter todos os objetos dele intactos, como se estivessem à espera do falecido, ou ainda negar a dor da situação, indo se divertir de modo desproporcional ao que o momento pediria, ou entregando-se a algum vício&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Ter raiva é querer culpar alguém. É procurar um responsável pela dor. Ter raiva é pensar que poderia ter sido diferente se o fulano não tivesse errado nisso, se o médico tivesse tentado aquilo, se a pessoa que ficou tivesse chegado minutos antes&#8230; A raiva não permite encarar o processo como algo que fugiu do controle, querendo devolver aos mortais o domínio do destino. A raiva é necessária para descarregar, mas é um esforço quase vão que nos liga ao passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Barganhar é tentar negociar com o destino. Fazer magia, fazer promessa, buscar psicografia. Esses recursos são importantes, mas ainda demonstram uma ligação com um passado que não se quer deixar ir. Ouvir uma palavra psicografada não deve ser um recurso proveniente de uma busca desesperada por contato, mas sim, algo que espontaneamente surge, se for essa a crença de quem fica.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão é o último estágio antes da aceitação e não é por acaso. Quem se deprime está mais perto de ver as coisas como elas são e ver a devastação que a morte causou. O perigo desse estágio é o tempo de permanência. A depressão é a maior ladra da vida e por isso deve ser combatida quando o tempo é superior a seis meses e a intensidade tira o enlutado das atividades que o ligam à vida (trabalho, convívio familiar, convívio social, saúde, fé no futuro).</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, a aceitação é o processo que nos torna capazes de ver, tocar, falar sobre a morte e ao mesmo tempo, deixá-la ir para onde tiver que ir, longe de nossos domínios, de nosso controle racional. Deixar ir não significa esquecer, tampouco não sofrer nunca mais. Deixar ir é fazer as pazes com o tempo, com novas chances para quem ficou, com a única certeza de que absolutamente tudo muda e que é preciso se transformar junto com a vida e com a morte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.personare.com.br/vida-e-morte-lidando-com-o-luto-m780</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A dor do luto, seus estágios e o caminho para superação.</title>
		<link>https://casule.com/blog/dor-do-luto-seus-estagios-e-o-caminho-para-superacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2016 20:04:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[dor da perda]]></category>
		<category><![CDATA[dor emocional]]></category>
		<category><![CDATA[emocional]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia jf]]></category>
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		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de familia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia individual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a proximidade das festas de final de ano, das comemorações em família e do inevitável balanço do ano que está acabando, é natural experimentar emoções como tristeza e saudade pela ausência de pessoas queridas, por estarem distantes ou, nos casos mais dolorosos, por morte. Em muitas famílias, junto com a alegria pelos reencontros e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com a proximidade das festas de final de ano, das comemorações em família e do inevitável balanço do ano que está acabando, é natural experimentar emoções como tristeza e saudade pela ausência de pessoas queridas, por estarem distantes ou, nos casos mais dolorosos, por morte. Em muitas famílias, junto com a alegria pelos reencontros e a comemoração de conquistas, pairam lembranças nostálgicas e um tanto de pesar pelo que se perdeu, sejam pessoas, lugares, oportunidades ou sonhos. Mas, se lugares podem ser revisitados, oportunidades e sonhos se renovam, a perda de cônjuge, parente ou amigo representa a dor por algo irrecuperável.</p>
<p style="text-align: justify;">A morte é inevitável, faz parte do ciclo da vida, e nem por isso é um acontecimento fácil de superar, ao contrário, dependendo de vários fatores, como grau de proximidade, tipo de relacionamento, como o falecimento se deu (doença longa, acidente, suicídio), pode causar tamanho sofrimento que leva à depressão. A morte de um filho, por exemplo, é tão devastadora que, muitas vezes, a família se desestrutura de tal forma que os pais se separam. Pelo espírito gregário do ser humano, as mortes coletivas, causadas por catástrofes naturais ou não, também provocam os sintomas percebidos no luto particular e suas consequências emocionais.</p>
<p style="text-align: justify;">O luto tem cinco estágios: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Na negação, há a incapacidade de aceitar o fato, a sensação de se estar vivendo um pesadelo do qual vai se despertar. Quando a realidade se impõe, emerge a raiva, e um senso de injustiça, acompanhado da pergunta Por quê? e suas variações. Quando a negação e a raiva mostram-se inúteis, passa-se à barganha, que consiste na tentativa de acordo para que as coisas voltem ao que eram, com promessas, negociação com a emoção ou em busca de achar um culpado, tudo feito, na maioria dos casos, em segredo. Na depressão, as pessoas enlutadas começam a ter real percepção da perda, costumam se isolar, ter crises de choro, problemas para dormir e dificuldade para exercer suas funções diárias, com diminuição da produtividade no trabalho, por exemplo. Na aceitação, o indivíduo enfrenta a situação conscientemente, as emoções já não estão à flor da pele, o desespero e a desesperança diminuíram e o processo de cura emocional se inicia.</p>
<p style="text-align: justify;">A fase aguda do luto dura, geralmente, dois meses, podendo demorar um ano ou mais para que se vençam os sentimentos mais fortes. Superar uma perda não significa esquecer, mas aceitar o acontecido e prosseguir com a vida, inclusive pensando em quem ficou e compartilha conosco a falta e a saudade. É ser capaz de refletir e falar sobre a morte, acreditando que a transformação é necessária, e que há coisas que fogem ao nosso controle, porém, não devem nos aprisionar. É celebrar cada momento, amando e se alegrando sem se preocupar com a transitoriedade da existência, porque aquele instante é único.</p>
<p style="text-align: justify;">O luto precisa ser vivido em todas as suas fases, mas quando a dor da perda permanece muito grande, a pessoa não manifesta sinais de reação e o sofrimento se prolonga indefinidamente, com claros sintomas de depressão, ou abuso de álcool e drogas, então é o caso de procurar psicoterapia.</p>
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<p>FONTE:http://www.contioutra.com/a-dor-do-luto-seus-estagios-e-o-caminho-para-a-superacao/#ixzz4KjWUPMbX</p>
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