<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>TAG - Casule Saúde e Bem-estar</title>
	<atom:link href="https://casule.com/tag/tag/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://casule.com/tag/tag/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Dec 2024 20:59:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://casule.com/wp-content/uploads/2019/07/cropped-favicon-casule-am-1-32x32.png</url>
	<title>TAG - Casule Saúde e Bem-estar</title>
	<link>https://casule.com/tag/tag/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Transtorno de ansiedade generalizada</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/transtorno-de-ansiedade-generalizada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno de ansiedade generalizada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://casule.com/?p=25065</guid>

					<description><![CDATA[<p>Você sabe o que é transtorno de ansiedade generalizada (TAG)? Nesse vídeo, a psicóloga Gabriela explica sobre o transtorno e seu tratamento.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/transtorno-de-ansiedade-generalizada/">Transtorno de ansiedade generalizada</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você é uma pessoa preocupada? <br>Sempre fica pensando no futuro? <br>E se aquilo não der certo? <br>E se fulano não gostar de mim? <br>E se eu não conseguir fazer? <br><br>Você sabia que isso pode ser o transtorno de ansiedade generalizada (TAG)? Nesse vídeo, eu te explico sobre este transtorno e seu tratamento.</p>



<iframe src="https://www.youtube.com/embed/3NrthRqnjwA" width="853" height="480" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>



<p id="block-d76711ee-8602-49de-a094-9969abcfdd74">Confira com <a rel="noreferrer noopener" href="https://casule.com/equipe/" target="_blank">Gabriela Nogueira</a>, psicóloga da Casule!</p>



<p id="block-16963602-1935-401a-afb1-9cc3e7c72400">Venha conhecer a Casule ou marque um <a rel="noreferrer noopener" href="https://casule.com/marcar-consulta/#marcar-consulta" target="_blank">atendimento online aqui</a>&nbsp;(Realizamos atendimento no Brasil e Internacional)</p>



<p id="block-6ea29660-2e97-44d6-b0f6-ab63d11546e7">Você pode falar direto com nossa central de atendimento pelo WhatsApp:&nbsp;<a href="https://goo.gl/yWewR2">https://casule</a><a href="https://casule.com/zap-atendimento/?text=Ol%C3%A1%2C+acabei+de+ver+um+v%C3%ADdeo+no+blog+da+Casule+e+cliquei+para+entender+como+funciona+o+trabalho+de+voc%C3%AAs+relacionado+a+Quando+eu+devo+perdoar+meu+parceiro%3F" target="_blank" rel="noreferrer noopener">.com/zap-atendimento</a></p>



<p id="block-013f0e1f-d55d-4f92-b668-d0feea334e9b">Acompanhe nossos bastidores no Stories do&nbsp; Instagram: <a href="https://goo.gl/M5ZpjM">https://goo.gl/M5ZpjM</a><canvas width="122" height="20"></canvas><canvas width="122" height="20"></canvas><canvas width="180" height="29"></canvas></p>



<p id="block-1364e32e-d4bd-4c15-a4b1-1b8ca1dc127b">Aproveita pra curtir a Casule lá no Facebook: <a href="https://goo.gl/NPVvLU">https://goo.gl/NPVvLU</a></p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/transtorno-de-ansiedade-generalizada/">Transtorno de ansiedade generalizada</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A psicoterapia no tratamento do TAG</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/a-psicoterapia-no-tratamento-do-tag/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade Generalizada (TAG)]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento da TAG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://casule.com/?p=23828</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos o número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de transtorno de ansiedade aumentou significativamente e a psicoterapia se tornou uma das alternativas mais indicadas para o tratamento, inclusive para o Transtorno de Ansiedade Generalizada, conhecido como TAG.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/a-psicoterapia-no-tratamento-do-tag/">A psicoterapia no tratamento do TAG</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos últimos anos o número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de transtorno de ansiedade aumentou significativamente e a psicoterapia se tornou uma das alternativas mais indicadas para o tratamento, inclusive para o Transtorno de Ansiedade Generalizada, conhecido como TAG.&nbsp;</p>



<p>O TAG é caracterizado por ansiedade e preocupação excessiva, sendo frequente a manifestação de sintomas como insônia, dificuldade de relaxamento e concentração, irritabilidade aumentada, angústia constante e prejuízos psicossociais por comprometer a capacidade de realizar tarefas de maneira rápida e eficiente. As preocupações tomam tempo e energia, são intensas e duradouras, gerando um sofrimento subjetivo podendo ocorrer sem eventos precipitantes.&nbsp;</p>



<p>Para fins diagnósticos é imprescindível à avaliação de um profissional para investigar a duração, sintomas, fatores associados e desencadeantes, que são necessários para preencher o diagnóstico e orientar sobre as possibilidades de tratamento e intervenção. E como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) auxilia de forma eficaz no tratamento do TAG?&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Por meio da relação terapêutica (terapeuta e paciente) para o manejo do tratamento</li><li>Variedade de técnicas com o objetivo de auxiliar no pensamento, comportamento e humor do paciente.&nbsp;</li><li>Psicoeducação e desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento das situações e sintomas&nbsp;</li><li>Reestruturação cognitiva, elaboração e avaliação para solução de problemas e tomada de decisão&nbsp;</li><li>Treinamento de técnicas de relaxamento e mindfulness</li></ul>



<p>A psicoterapia oferece muitos benefícios para promover a saúde, bem-estar, diminuição ou remissão dos sintomas e permite ser adaptada de acordo com a necessidade de cada paciente. Se precisar, lembre-se: busque ajuda, cuide-se!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="block-5772e0d8-0798-4073-b8a0-adc90bef39f4">Terapia Casule</h2>



<p id="block-38a5d0dc-6a39-4793-a21f-1991036ab115">A Casule é uma clínica que pensa na sua saúde e no seu bem-estar que atende de forma presencial e&nbsp;<a href="https://casule.com/terapia/#form" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>online</strong></a>. Isso faz que possamos cuidar de pessoas em qualquer parte do Brasil e do Mundo!</p>



<p id="block-1ae7026b-de6d-425e-9d79-b59990b99dd6">Venha nos conhecer! Marque uma conversa com nossos terapeutas&nbsp;<strong><a href="https://casule.com/terapia/#form" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a></strong>!</p>



<p id="block-c8a32c32-8cd5-450d-b0a7-d68bb46e8e3c">Curtiu o texto? Fica a vontade para relaxar com a gente, conheça nossos&nbsp;<a href="https://lp2.casule.com/audio-motivador-whatsapp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">áudios de relaxamento</a>, é GRÁTIS!</p>



<p id="block-e9f232f8-7a43-4002-9446-3a4f0ebb6398">Compartilhe também a Casule em suas redes sociais,&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/clinicacasule/" target="_blank">Instagram</a>,&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/clinicacasule/" target="_blank">Facebook</a>&nbsp;e&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.youtube.com/c/casuleplay" target="_blank">Youtube</a>.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/a-psicoterapia-no-tratamento-do-tag/">A psicoterapia no tratamento do TAG</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dicas para Controlar a Ansiedade (Vídeo Completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/dicas-para-controlar-a-ansiedade-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ansioso]]></category>
		<category><![CDATA[crisedeansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://casule.com/?p=20445</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sentimentos de Ansiedade são comuns e esperados diante de situações incertas e que nos deixam em dúvida em relação ao futuro. Mas apesar de ser comum, tais sentimentos não são nada confortáveis. Por isso, separei algumas dicas que vão te ajudar a controlar as Crises de Ansiedade nesse período de Pandemia, e que também podem [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/dicas-para-controlar-a-ansiedade-video-completo/">Dicas para Controlar a Ansiedade (Vídeo Completo)</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DwUjtsAz4uA" width="853" height="480" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></figure>



<script src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script>

<div class="g-ytsubscribe" data-channelid="UCfFAcxuhkcSTcQbrX6-uRVg" data-layout="default" data-count="default"></div>



<p>Sentimentos de Ansiedade são comuns e esperados diante de situações incertas e que nos deixam em dúvida em relação ao futuro. Mas apesar de ser comum, tais sentimentos não são nada confortáveis. Por isso, separei algumas dicas que vão te ajudar a controlar as Crises de Ansiedade nesse período de Pandemia, e que também podem ser utilizadas em outros contextos.</p>



<p>Confira com  Renata Giovannini, psicóloga da Casule! Quer tomar um café? </p>



<p>Venha conhecer a Casule ou marque um <a href="https://casule.com/marcar-consulta/#marcar-consulta">atendimento online aqui</a>&nbsp;(em qualquer lugar do mundo)</p>



<p> Você pode falar direto com nossa central de atendimento pelo WhatsApp:&nbsp;<a href="https://goo.gl/yWewR2">https://goo.gl/yWewR2</a></p>



<p>Acompanhe nossos bastidores no Stories do&nbsp; Instagram: <a href="https://goo.gl/M5ZpjM">https://goo.gl/M5ZpjM</a> </p>



<p>Aproveita pra curtir a Casule lá no Facebook: <a href="https://goo.gl/NPVvLU">https://goo.gl/NPVvLU</a></p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/dicas-para-controlar-a-ansiedade-video-completo/">Dicas para Controlar a Ansiedade (Vídeo Completo)</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pensamentos intrusivos: quais os transtornos em que eles podem aparecer?</title>
		<link>https://casule.com/blog/pensamentos-intrusivos-quais-os-transtornos-em-que-eles-podem-aparecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2020 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[obsessão]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento indesejavel]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento intrusivo]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<category><![CDATA[tept]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno dismórfico corporal]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno do pânico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://casule.com/?p=15575</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os pensamentos são considerados intrusivos quando são vivenciados pelo sujeito de forma espontânea, involuntária e indesejada, podendo se configurar de diversas formas, como por exemplo, através de lembranças, ideias, sensações, impulsos e pensamentos. Dessa maneira, cada transtorno terá a sua característica e em cada pessoa ele será disfuncional e irá se manifestar de um aspecto, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/pensamentos-intrusivos-quais-os-transtornos-em-que-eles-podem-aparecer/">Pensamentos intrusivos: quais os transtornos em que eles podem aparecer?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os pensamentos são considerados intrusivos quando são vivenciados pelo sujeito de forma espontânea, involuntária e indesejada, podendo se configurar de diversas formas, como por exemplo, através de lembranças, ideias, sensações, impulsos e pensamentos. Dessa maneira, cada transtorno terá a sua característica e em cada pessoa ele será disfuncional e irá se manifestar de um aspecto, pois cada indivíduo terá uma resposta e avaliação sobre esses pensamentos chamados de intrusivos.&nbsp;</p>



<p>No Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) o individuo crê que há uma dualidade entre pensamento e ação, são indissociáveis, ou seja, ao ter um pensamento sobre algo ele irá se tornar realidade, e o conteúdo da vivência desses pensamentos geralmente estão relacionados ao medo de cometer erros ou serem contaminados por algo.&nbsp;</p>



<p>No Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado por preocupações futuras, pensamentos repetitivos, geralmente negativos e de forma exacerbada.&nbsp;</p>



<p>No Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) há presença de imagens, sensações, lembranças, impulsos advindos de um evento traumático real. Dessa forma, se houver algum estímulo semelhante ao evento traumático, pode ocorrer uma associação por parte do indivíduo e como resposta ele vivenciar “novamente” o trauma.&nbsp;</p>



<p>Em relação ao Transtorno de Pânico, nota-se a avaliação de sintomas fisiológicos, ou seja, as sensações são consideradas intrusivas e geralmente são associadas a pensamentos catastróficos pelo indivíduo.&nbsp;</p>



<p>Na Ansiedade pela Saúde há uma hipervigilância, uma observação exacerbada relacionada a diversos sintomas e sensações fisiológicas, além de “imperfeições” no corpo que são interpretadas (pensamentos) como possíveis doenças, como por exemplo: uma verruga como câncer de pele ou uma indigestão como gastrite.&nbsp;</p>



<p>Na Esquizofrenia, as intrusões se manifestam através de delírios e alucinações, no entanto, o sujeito acredita que esses elementos são totalmente reais, concretos, e não pensamentos que podem ser resistidos, elaborados ou suprimidos.&nbsp;</p>



<p>Em relação ao Transtorno Dismórfico Corporal, o automonitoramento é constante através de autoexame e observação, pois qualquer imperfeição é interpretada negativamente de modo exagerado, como feiura e deformidade.</p>



<p>E como a terapia pode auxiliar o paciente? Uma das formas é que mediante as avaliações realizadas e a identificação das respostas desencadeadas pelos pacientes em relação aos seus pensamentos intrusivos há uma gama de técnicas com objetivo de tratar esses elementos considerados intrusivos e indesejados, proporcionando autocontrole e diminuição dos sentimentos negativos causados no paciente. </p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/pensamentos-intrusivos-quais-os-transtornos-em-que-eles-podem-aparecer/">Pensamentos intrusivos: quais os transtornos em que eles podem aparecer?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que fazer quando a ansiedade aumenta e as tarefas pendentes também?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-fazer-quando-ansiedade-aumenta-e-tarefas-pendentes-tambem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2017 20:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#estresse]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[dificuldade de concentração]]></category>
		<category><![CDATA[insônia]]></category>
		<category><![CDATA[irritabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento negativo]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia jf]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia individual]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=4613</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ansiedade me paralisa. Tenho muitas obrigações que deveria estar cumprindo agora mesmo, mas não consigo e sinto que não posso avançar. Quanto mais a lista de tarefas pendentes cresce, mais me custa começar a fazê-la. Assim, saber que tudo o que tenho que fazer está se acumulando me causa ainda mais preocupação. Isto é algo muito comum, às [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/o-que-fazer-quando-ansiedade-aumenta-e-tarefas-pendentes-tambem/">O que fazer quando a ansiedade aumenta e as tarefas pendentes também?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A ansiedade me paralisa. Tenho muitas obrigações que deveria estar cumprindo agora mesmo, mas não consigo e sinto que não posso avançar. Quanto mais a lista de tarefas pendentes cresce, mais me custa começar a fazê-la. Assim, saber que tudo o que tenho que fazer está se acumulando me causa ainda mais preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto é algo muito comum, às vezes a ansiedade se apresenta de uma forma bastante paradoxal, pois ter uma carga alta de trabalho pode nos sobrecarregar a ponto de não sabermos por onde começar. É o pesadelo correndo atrás do rabo, quanto mais obrigações, mais ansiedade… e quanto mais ansiedade, mais dificuldade para começarmos a agir.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma boa ideia para o primeiro passo será cortar o círculo vicioso que nos envolve em uma espiral de estresse e preocupação sem saída. Relaxe, respire fundo e organize-se. Antes de tudo, o que é a coisa mais importante que você tem que fazer? Assim que você fizer uma lista de prioridades para poder enfrentar o que está por vir, comece a colocá-la em prática.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Tipos de ansiedade e estratégias de enfrentamento</h2>
<p style="text-align: justify;">Às vezes você não pode evitar as situações estressantes e não há outra saída, senão as enfrentar. Assim, proponho que você desenhe de forma inteligente este enfrentamento. Pense que antes de abordar um problema de ansiedade grave, é importante que você identifique a forma como a ansiedade se apresenta recorrendo à ajuda de um profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas de ansiedade podem se apresentar com frequência diferente, de uma forma variada, e ser desencadeados por diferentes fatores. Por exemplo, se os sintomas se apresentam em forma de crises repentinas de forma aguda e com intensidade, poderia se tratar de um ataque de pânico.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casos graves é possível que o profissional aborde o problema com tratamento farmacológico,Mas também existem outras terapias psicológicas que podem ajudar a gerir situações estressantes e que provocam ansiedade. Um exemplo é a psicoeducação para detectar sintomas como a ansiedade antecipatória. Além disso, há o treinamento em técnicas de relaxamento e técnicas cognitivo-comportamentais que ajudam a avaliar o risco real de ameaça.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Transtorno de ansiedade generalizada</h2>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de ansiedade generalizada se caracteriza por um estado crônico de ansiedade e preocupação que dura mais de seis meses. Além disso, a pessoa não o pode controlar e percebe que ele é excessivo, apresentando e se manifestando em forma de diversos sintomas:</p>
<div id="div-gpt-ad-1457971634808-2" style="text-align: justify;" data-google-query-id="CK2n3siZ6NICFYSIkQodIxMABQ"></div>
<div id="div-gpt-ad-1460481506084-0" style="text-align: justify;" data-google-query-id="CLn05ciZ6NICFdYOkQodwtoBow"></div>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Fadiga.</li>
<li>Irritabilidade.</li>
<li>Tensão muscular.</li>
<li>Insônia.</li>
<li>Dificuldade de concentração.</li>
<li>Inquietação.</li>
<li>Existe uma capacidade reduzida para enfrentar as situações estressantes e uma atitude hipervigilante que leva a exagerar a importância de eventos menores, por isso até mesmo os acontecimentos normais podem causar uma grande preocupação. A vulnerabilidade tem sido associada a este transtorno com a existência de relações de apego inseguro durante a infância.
<p>As pessoas que sofrem deste transtorno usam a preocupação como estratégia de defesa para evitar efeitos negativos intensos. Assim, ao se preocuparem com ameaças pouco realistas, elas evitam ter que enfrentar problemas mais reais. As técnicas cognitivo-comportamentais podem ajudar na aquisição de estratégias para detectar as preocupações realistas e enfrentar os problemas cotidianos.</p>
<h2>Não deixe que a ansiedade o impeça de brilhar</h2>
<p>A ansiedade pode ofuscar o nosso potencial, impedir o nosso progresso no desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes começamos a escolher, a enfrentar situações novas que representam um desafio, mas que nos permitem alcançar conquistas importantes. Ou o que pode parecer mais simples, ficamos na zona de conforto e, assim, evitamos a incerteza que tanto nos perturba.</p>
<p>Não deixe que a ansiedade o impeça de conseguir tudo aquilo que deseja. O medo do fracasso é um dos fatores que podem detê-lo e fazê-lo viver de forma “confortável”, sem arriscar. Mas… isso compensa? Provavelmente não. É essencial trabalhar a tolerância à frustração, o enfrentamento de situações estressantes e a aparição da ansiedade antecipatória.</li>
<li>O caminho para o sucesso nunca é um mar de rosas, mas nele podemos aprender com os obstáculos e superá-los. Uma forma de enfrentar os desafios que encontramos ao longo da vida e ser menos ansioso é definir metas realistas. Assumir seus limites e potenciar suas habilidades pode levá-lo para onde você desejar.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">FONTE:https://amenteemaravilhosa.com.br/ansiedade-aumenta-tarefas-pendentes/</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/o-que-fazer-quando-ansiedade-aumenta-e-tarefas-pendentes-tambem/">O que fazer quando a ansiedade aumenta e as tarefas pendentes também?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Causas, Sintomas e Tratamento</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag-causas-sintomas-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2016 22:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[jf]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologo]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<category><![CDATA[tcc]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno de ansiedade generalizada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=3501</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade generalizada (TAG) exibem ansiedade excessiva e preocupam-se com múltiplos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana. Embora não seja incomum experimentar o stress, ocasionalmente, as pessoas que sofrem com TAG raramente obtêm alívio das suas preocupações. Apesar de alguns dos sintomas poderem ser semelhantes aos de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag-causas-sintomas-e-tratamento/">Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Causas, Sintomas e Tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade generalizada (TAG) exibem ansiedade excessiva e preocupam-se com múltiplos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não seja incomum experimentar o stress, ocasionalmente, as pessoas que sofrem com TAG raramente obtêm alívio das suas preocupações.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de alguns dos sintomas poderem ser semelhantes aos de uma fobia, o TAG não está associado a uma situação ou coisa específica. Há um mal-estar que lança uma sombra sobre todas as atividades da vida do paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não seja tão intensa como um ataque de pânico, dura muito mais tempo e quase não dá paz ao paciente. Quem sofre de TAG descreve o transtorno como uma sensação de estar &#8220;ligado&#8221; o tempo todo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Sintomas do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">Enquanto as pessoas que sofrem de TAG se preocupam com as mesmas coisas que as outras pessoas se preocupam &#8211; relacionamentos, dinheiro, saúde, trabalho, etc. &#8211; eles têm um nível muito mais elevado de preocupação que é quase constante.</p>
<p style="text-align: justify;">O nível de preocupação não está em sintonia com a realidade e é muito acentuado. A maioria das pessoas com TAG percebe que as suas preocupações são exageradas, mas não consegue livrar-se da sua ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas geralmente aparecem lentamente, geralmente entre a infância e a meia idade, mas podem ocorrer a qualquer momento. Em alguns casos, um grande evento de vida, como uma mudança na saúde ou uma transição de vida, como um divórcio, podem desencadear o transtorno.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas tendem a ser constantes mas podem ser agravados durante períodos de stress. O que define a preocupação de que sofre de TAG além das preocupações normais é que a preocupação é intrusiva, excessiva, debilitante e persistente, durando mais de seis meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de comportamento, o TAG pode causar dificuldade de concentração ou focalização, e uma incapacidade em relaxar, aproveitar o tempo, ou ficar sozinho. A fadiga, náuseas e dores de cabeça são alguns dos sintomas físicos. Alguma experiência de afrontamentos, tremores, sudorese e impulsos frequentes para ir ao banheiro também podem ocorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">A insónia é outro sinal, porque as pessoas com a doença muitas vezes sentem-se como se não pudessem parar a sua mente. Pessoas com TAG também são nervosas, inquietas e assustam-se facilmente, tendo sempre uma sensação de estar no limite.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como as pessoas com transtorno do pânico, os pacientes com TAG têm dificuldade nas tarefas diárias. No entanto, as pessoas com TAG não são tomados por um medo avassalador, mas uma ansiedade generalizada de nível mais baixo levando-os a evitar até mesmo tarefas simples.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Causas do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">O TAG afeta milhões de adultos em todo o mundo, atingindo duas vezes mais mulheres que homens. Isso traduz-se em cerca de 3,1 por cento da população que sofre com a doença, e cerca de um terço dos casos pode ser classificada como grave. [Porque as doenças mentais persistem nos humanos]</p>
<p style="text-align: justify;">Como acontece com todos os problemas de saúde mental, constitui tipicamente uma combinação de fatores biológicos e ambientais. Um desequilíbrio de substâncias químicas cerebrais que ocorrem naturalmente, tais como a serotonina, dopamina e norepinefrina, são frequentemente vistas em pessoas com TAG e podem ser um indicador de uma propensão a desenvolver a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Um desequilíbrio destas substâncias químicas, chamadas neurotransmissores, pode afetar a estabilidade emocional e o bem-estar mental. Perseverar um trauma, especialmente durante a infância, pode ter uma associação ao TAG.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que sofreram abuso ou trauma, incluindo assistir a um evento traumático, enquanto criança, estão em maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade generalizada mais tarde na sua vida.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Associação ao vício</h2>
<p style="text-align: justify;">Muitos que sofrem de TAG utilizam álcool, tranquilizantes ou outras drogas para acalmar os seus nervos e proporcionar-lhes algum alívio. O fato de que poucas pessoas com TAG recebem tratamento sugere que muitos são auto-medicados.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de haver um alta taxa de comorbidade (TAG e abuso de substâncias ocorrem juntos) normalmente o TAG estava presente antes do vício. Existe muito pouca evidência de que o TAG seja induzido por abuso de substâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente aqueles que sofrem de TAG e outros transtornos de ansiedade têm baixa auto-estima, que é um fator de abuso de substâncias. Há um alto nível, entre os sofredores de TAG, de abuso de drogas de prescrição.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos formam tolerância a alguns dos medicamentos que foram dados para tratar os sintomas físicos, levando-os a visitar vários médicos à procura de prescrições. Os pacientes também são aconselhados a evitar a cafeína e alguns medicamentos para a gripe podem agravar os sintomas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Tratamento do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">O TAG pode ser difícil de diagnosticar, porque são os sintomas, como insónia ou dor de cabeça, que fazem com que alguém procure atendimento médico. Estima-se que menos da metade das pessoas que vivem com TAG recebam tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como acontece com muitos problemas de saúde mental, alguns pacientes respondem à psicoterapia, outros são ajudados com medicamentos, e outros ainda precisam de uma combinação de tratamentos para alcançar o sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitiva, que ensina ao paciente novas formas de reagir a situações, pode ajudar a reduzir a ansiedade e a preocupação. Muitos também encontrar grupos de auto-ajuda e de apoio benéfico para compartilhar os seus desafios e discutir mecanismos de <em>coping</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista da intervenção farmacológica, os medicamentos ansiolíticos (contra a ansiedade) e antidepressivos são os dois tipos mais comuns de medicamentos usados ​​para tratar o transtorno de ansiedade generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.ciencia-online.net/2014/06/transtorno-de-ansiedade-generalizada.html</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag-causas-sintomas-e-tratamento/">Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Causas, Sintomas e Tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agorafobia, o medo de ter medo</title>
		<link>https://casule.com/blog/agorafobia-o-medo-de-ter-medo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2015 22:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[agorafobia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[panico]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[relaxamento]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=2600</guid>

					<description><![CDATA[<p>Agorafobia: um dos transtornos de ansiedade mais comuns caracteriza-se pelo extremo desconforto diante da possibilidade de permanecerem lugares onde, aparentemente, não é possível receber ajuda caso a pessoa se sinta mal; com receio de sofrer uma crise, ela limita sua mobilidade a locais que considera &#8220;seguros&#8221; . Conceitos-chave A agorafobia é um transtorno de ansiedade. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/agorafobia-o-medo-de-ter-medo/">Agorafobia, o medo de ter medo</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Agorafobia: um dos transtornos de ansiedade mais comuns caracteriza-se pelo extremo desconforto diante da possibilidade de permanecerem lugares onde, aparentemente, não é possível receber ajuda caso a pessoa se sinta mal; com receio de sofrer uma crise, ela limita sua mobilidade a locais que considera &#8220;seguros&#8221; .</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conceitos-chave</h2>
<p style="text-align: justify;">A agorafobia é um transtorno de ansiedade. Consiste em medo intenso de sentir-se mal em lugares apinhados ou nos quais pode haver a percepção de dificuldade de escapar, se necessário, ou de receber auxílio. A evitação funciona como um mecanismo de defesa que mantém o problema. Ou seja: quanto mais o paciente foge de seus pavores, mais eles o perseguem. O tratamento cognitivo-comportamental demonstrou grande eficácia &#8211; pelo menos no combate aos sintomas mais agudos da patologia; a terapia baseia-se na exposição gradual às situações que causam medo.</p>
<p style="text-align: justify;">O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais(DSM-IV-TR), editado pela Associação Americana de Psiquiatria, um cânone do diagnóstico clínico, define a agorafobia como o medo de estar em lugares de onde pode ser difícil ou constrangedor escapar ou nos quais pode não haver auxílio à mão se a pessoa sofrer um ataque de pânico. A crise é caracterizada por ansiedade intensa, aumenta da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, respiração agitada, sudorese, sensação de sufocação, falta de ar, náuseas, tremores e despersonalização .</p>
<p style="text-align: justify;">Por medo de ser tomada por esses sintomas, a pessoa tende a evitar situações que acredita serem mais prováveis ocorrer ou só as enfrenta acompanhada. Os temores costumam estar relacionados a experiências que se tenta eliminar ou reduzir ao máximo para evitar a angústia. Entre os locais temidos estão os espaços abertos, lojas concorridas, centros públicos com grande circulação de pessoas e estádios de futebol. Multidões também são assustadoras para esses pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Em linhas gerais, podemos dizer que a agorafobia é o medo do medo. Os pacientes apavoram-se diante de situações que possam desencadear sen­sações de ansiedade, ativando aspectos fisiológicos e psíquicos, causando o sentimento de morte iminente. Entre os medos típicos desses quadros estão os de desmaiar, ter um infarto, perder o controle, enlouquecer, passar ridículo ou asfixiar-se e até o de ser ridiculariza­do. A evitação se baseia principalmente no receio da incapacitação ou da expo­sição pública. Para o paciente, a vida se toma mais limitada a cada dia, já que ele se autoimpõe inúmeras restrições.</p>
<p style="text-align: justify;">A agorafobia caracteriza-se pelo aparecimento isolado de medo ou mal-estar intenso, na ausência de um perigo real, acompanhado de pelo menos quatro de um total de 13 sintomas somáticos ou cognitivos. As crises têm início brusco e atingem rapidamente sua expressão máxima em dez minutos ou menos, sendo em geral acompanhadas de sensação de estar sob grande risco e necessidade urgente de fugir de grande perigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como começa o problema? Jorge, de 19 anos, descreveu sua pri­meira crise: &#8220;Deviam ser 3 da manhã. Despertei sobressaltado com a sen­sação estranha de que coração ia sair do peito. Batia forte e rápido. Fiquei assustado. Era muito difícil respirar e eu suava. À medida que passavam os minutos, a coisa piorava. Meus pais me levaram ao pronto-socorro por­ que estávamos com medo que fosse um infarto. Lá, fizeram um exame físico e o diagnóstico foi que eu tinha sofrido uma crise de pânico&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ocasionalmente, os acessos ines­perados são num primeiro momento atribuídos a uma causa física. Jorge demorou algum tempo até aceitar que seu problema era psicológico. Embora tivesse sentido ansiedade em outras ocasiões, nunca tinha sido intensa, nem com manifestações físicas tão acentuadas. Depois da má experiên­cia, ficou dois meses sem sair de casa. Achava que, se lhe havia ocorrido uma vez, poderia se repetir a qualquer momento. E assim foi. Limitou suas ati­vidades e já não assistia às aulas da fa­culdade por receio de sofrer uma nova crise. Deixou de guiar pela mesma razão. Quando saía de casa, procurava fazê-lo sempre acompanhado.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os fatores desencadeantes do ataque de pânico, dois se destacam: o stress psicológico e um conjunto de reações fisiológicas. O primeiro pode ser intensificado por problemas profissionais, de relações afetivas ou<br />
familiares. As reações fisiológicas em geral não são perigosas, embora muito desagradáveis (a pessoa está sujeita a hipoglicemia, quedas repentinas da pressão arterial etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, as crises apa­recem em um momento tranquilo, meses depois de uma etapa difícil de luto ou adaptação. Outras vezes, não existe um antecedente claro. Embora tenham sido identifícadas variáveis de predisposição, o transtorno pode surgir em qualquer pessoa. Faz-se uma distinção entre vulnerabilidade biológica (própria de pessoas com um sistema nervoso autônomo bastante reativo e fragilidade psicológica ca­racterística daqueles que se preocupam excessivamente com a saúde por terem convivido com uma enfermidade neles mesmos ou em alguém próximo).</p>
<p style="text-align: justify;">Os modelos etiológicos podem ser compreendidos sob vários pontos de vista. Tomamos aqui especificamente o ponto de vista cognitivo-comporta­mental. Segundo essa óptica, durante a crise ocorre um aprendizado mediante condicionamento clássico: o mal-estar físico é associado a sensações fisiológicas inofensivas. Como resultado desse con­dicionamento, do primeiro ataque em diante, a pessoa fica ansiosa a cada vez que se percebe uma pequena mudança no organismo. O passo seguinte é a con­solidação e generalização do aprendiza­do. Aprende-se assim a ter medo diante de outras situações parecidas. Desse modo, o comportamento de escape, a evitação ou ambos são reforçados pelo alívio imediato da ansiedade, assim, a probabilidade de o indivíduo optar pela estratégia de fuga aumenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas físicos da ansiedade são habitualmente avaliados por meio do Inventário de ansiedade de Beck ou de relatos dos pacientes. O teste explora os aspectos físicos e facilita a discri­minação entre ansiedade e depressão. Costuma também ser aplicado o Questionário de ansiedade traço-estado, de C. D. Spielberger, R. L. Gorsuch e R. E. Lushene. Com base na Escala de sintomas de ataque de pânico. O questio­nário pondera a gravidade da crise de angústia, trata-se de um instrumento autoadministrado com 14 perguntas. O paciente deve informar a gravidade dos sintomas, por meio de uma escala de quatro pontos (inexistente, intensidade leve, moderada e grave).</p>
<p style="text-align: justify;">A pessoa que sofre do transtorno costuma fazer a interpretação catas­trófica sobre suas sensações corporais durante os ataques de pânico. Com base nisso, terapeutas comportamen­tais defendem a importância de um &#8220;modelo educativo&#8221; na terapia no qual o paciente é treinado a identificar e desconfiar de suas conclusões trági­cas. Experimentos comportamentais em que a pessoa é exposta a estímulos internos e externos temidos servem para colocar à prova suas crenças sobre as sensações somáticas.</p>
<p style="text-align: justify;">O paciente deve conhecer o fun­cionamento da resposta fisiológica, aceitando-a como uma emoção normal, para que possa reconhecer a crise e lidar com ela. A pessoa aprende a detectar níveis elevados de ansiedade e a aplicar o controle da ativação fisiológica (aumen­to de batimentos cardíacos, variação da pressão arterial etc.) inicialmente em situações de tranquilidade e, depois, em momentos de stress. A meta é recuperar a mobilidade e a autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento psicológico apoia-se em técnicas de controle físico (relaxamento e respiração profunda) e em métodos cognitivos (controle dos pensamentos catastróficos com base em argumentos racionais, análise verbal e busca de alternativas) até o paciente estar preparado para a parte, em geral, mais difícil do tratamento: a exposição ao estímulo que causa desconforto.</p>
<p style="text-align: justify;">Profissionais que seguem a linha cognitiva defendem que é necessário aproximar-se daquilo que se teme para comprovar que os pensamentos automáticos não se realizam. A pro­posta é que a pessoa se familiarize com esse estado fisiológico até que não produza medo nem ansiedade. Para realizar a exposição é preciso elaborar antes uma lista de situações temidas, graduadas da menor inten­sidade para a maior, para que sejam enfrentadas uma a uma.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento começa com a fase educativa. É um momento de esclare­cimentos. Terapeuta e paciente reú­nem as informações colhidas durante a fase de avaliação. O objetivo é que a pessoa compreenda a agorafobia e aprenda o que fazer para controlar os sintomas. Para isso, são analisa­ das a hipóteses sobre a origem e a manutenção do problema. Convém que a ansiedade seja vista como uma emoção normal, às vezes até positiva, que tem função adaptativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente quando sua intensidade é demasiado elevada, mantém -se por muito tempo ou surge em situa­ções não ameaçadoras é que pode perder o caráter útil e necessário. É preciso, portanto, elucidar se a ansiedade é positiva ou negativa e, principalmente, perder o medo dela, conscientizando-se que, embora seja uma reação desconfortável, não é incontrolável nem insuportável. E são as interpretações negativas que intensificam sintomas.</p>
<p style="text-align: justify;">Alex, de 19 anos, estudante de engenharia civil, teve sua primeira crise no segundo semestre do curso. Certa tarde começou a perceber &#8220;coisas estranhas&#8221;. Os objetos dian­te dele pareciam deformados, sua visão estava normal, mas o mundo ao seu redor parecia irreal (era o que especialistas chamam de &#8220;sen­timento de desrealização&#8221;). Desde então, não deixava de se perguntar se os objetos eram ou não como os via. Quando se dava conta do que fazia, concluía que era absurdo e se angustiava. Perdeu muitas aulas na faculdade e trancou a matrícula. Na fase educativa do seu tratamento foi necessário demonstrar a ele que a ansiedade às vezes causa esse tipo de sintoma. O stress para se adaptar às mudanças em sua vida, com o início do curso, havia feito com que expe­rimentasse a desrealização. Depois de receber dados sobre alucinações e delírios, ele parou de se preocupar com o risco de enlouquecer, o que o tornou menos ansioso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Um inimigo com várias faces</h2>
<p style="text-align: justify;">Acessos de pânico, comportamentos compulsivos e fobias são algumas expressões da ansiedade, um transtorno que pode ser curado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser mais ou menos ansioso é um traço relativamente estável de personalidade que se reflete na percepção de situações como perigosas ou ameaçadoras. O estado de ansiedade propriamente dito, entretanto, pode ser considerado um momento de ruptura que causa enorme desconforto. Tensão, apreensão e inquietude dominam todos os outros aspectos da personalidade e desencadeiam (ou são desencadeados) por manifestações orgânicas &#8211; provocadas pela ativação do siste­ma nervoso autônomo &#8211; que vão da aceleração do batimento cardíaco ao suor intenso, da respiração arquejante à repetição de gestos estere­otipados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os transtornos de ansiedade, embora as­ sociados à presença de estados de tensão, assu­mem diversas formas. O reconhecimento de uma matriz comum a todos eles é uma aquisição relativa­mente recente da ciência. O transtorno de ansiedade pode se manifestar como súbito ataque de pânico, como fobia simples (na qual se sente que a ameaça provém de estímulos bem específicos), ou ainda como fobia social (provocada quando esquemas cognitivos &#8220;mal calibrados&#8221; percebem ameaças potenciais em situações sociais banais).</p>
<p style="text-align: justify;">Há também o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), no qual a mente é invadida por pensamentos incômodos que são exorcizados com rituais repetitivos. Pelo menos na adolescência, quase todos passamos por um período em que cultivamos pequenos rituais que ajudam a aliviar estados de ansiedade. Não são poucas as pessoas que, antes de sair de casa, têm o hábito de verificar, repetidamente, se a porta está trancada. Em geral, tudo termina aí. Mas, para quem sofre de TOC, essas atividades podem, literal­mente, consumir o tempo, exigindo uma ou mais horas do dia para ser executadas, tornando as ações cotidianas mais banais extenuantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses comportamentos rituais ou compulsões são res­postas destinadas a aliviar um estado de ansiedade que se manifesta por meio de ideias obsessivas e pensamentos perturbadores, dos quais a pessoa não consegue se livrar. A gama de elucubrações pode ser muito vasta, indo desde a ideia de ser infectado por bactérias que parecem estar por todo lado até a presença constante de imagens ou cenas consideradas repugnantes ou o receio de fazer mal a pessoas queridas.</p>
<p style="text-align: justify;">Racionalmente, o paciente sabe bem que os rituais que emprega &#8211; como lavar continuamente as mãos, com determinada série de números ou dispor os objetos segundo uma simetria particular &#8211; não têm nenhum significado, salvo o de proporcionar uma pausa momentânea na ansiedade que o incomoda.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra face dos transtornos de ansiedade se manifesta na fobia social, na qual a permanente impressão de ser observado e julgado muitas vezes leva a uma paralisia. Em certo sentido, pessoas que sofrem dessa fobia são incapazes de &#8220;esquecer o próprio medo&#8221; para inserir-se na situação social em que estão naquele momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes esse estado só se manifesta em situações específicas &#8211; como falar em público, comer, escrever ou telefonar na presença de muita gente. Em alguns pacientes, porém, os sintomas surgem até mesmo quando é reduzido o número de pessoas à sua volta. A perspectiva de enfrentar uma das situações tão temidas provoca um forte estado de apreensão dias antes. Não é raro que o sociofóbico manifeste sua ansiedade fisicamente, enrubescendo, suando ou tremendo, algo que o faz se sentir ainda mais como alvo de possíveis críticas. Deflagra-se então uma espiral de desconforto, sensação que persiste mesmo após a situação crítica, alimentada por pensamentos de autodepreciação e receio da opinião alheia. A fobia social pode interferir nas atividades escolares, profissionais e na capacidade de fazer e manter amizades.</p>
<p style="text-align: justify;">Um caso particular é o transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Além de apresentar graus de intensidade &#8211; do mais leve, em que é difícil distingir dos traços de personalidade, até o mais preocupante &#8211; está, muitas vezes, associado a outras formas de ansiedade e, sobretudo, à depressão maior. Para pacientes com TAG, qualquer problema (seja mal-estar físico, dificuldade no trabalho ou discussão familiar) pode ser motivo para a antecipação de situações catastróficas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casos mais graves, ao levantar de manhã, a pessoa fica ansiosa só de pensar nas atividades cotidianas que deverá enfrentar. A ansiedade mani­festa-se também fisicamente, por meio de cansaço, cefaleia, tensões e dores musculares, dificuldade de digestão, tremores, convulsões, irritabilidade, suor e acessos de calor. Em muitas ocasiões, o paciente percebe a desproporção entre a realidade da situação e o nível de ansiedade, mas essa consciência racional não consegue dissolver os temores que ocupam a mente. A incapacidade de relaxar repercute na força de concentração, perturbada pela constante intrusão de sentimentos de ansiedade, e na possibilidade de ter um sono tranquilo. Pessoas que sofrem de TAG, diferentemente das que têm outros tipos de ansiedade, não evitam situações específicas. Se o transtorno não assumir formas graves, não interferirá na capacidade de integração social e na ativi­dade profissional. Por isso, a importância dessa forma de ansiedade foi por muito tempo subestimada. Atualmente, porém, o problema recebe maior atenção, seja porque se apresenta, com frequência, associado à depressão maior ou porque o acúmulo da experiência clínica revelou que, nas formas mais intensas, até mesmo a execução das atividades cotidianas mais banais pode se tornar algo extremamente penoso. Diversos estudos confirmaram a existência de duas dimensões psicopatológicas independentes do TAG. Uma delas é caracterizada por medo, temor, preocupação e angústia; e outra pela tristeza, humor deprimido e sentimento de culpa. Ambas as manifestações estão presentes em todas as pessoas com transtornos depressivos ou com TAG, mas uma delas costuma predominar.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Percepção corporal</h2>
<p style="text-align: justify;">O segundo passo do tratamento consiste em aprender a controlar as próprias reações. São sugeri das diversas técnicas e exercícios de relaxamento, cujo propósito é alcançar um estado fisiológico antagônico à ansiedade, ativando o ramo parassimpático do sistema nervoso central.</p>
<p style="text-align: justify;">O relaxamento muscular progressi­vo, usado com frequência, compreende exercícios de tensão e distensão mus­cular seguidos de relaxamento mental. Essa técnica pode ser dominada em pouco tempo e é muito eficaz. Existem exercícios de respiração em diferentes posições corporais que devem ser praticados várias vezes ao dia. No momento da crise, são aplicados para evitar a hiperventilação.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo do terceiro passo do tratamento é que a pessoa enfrente gradualmente as situações temidas. Com a exposição, busca-se descon­dicionar os estímulos associados à resposta de ansiedade. Cada vez que é evitada a situação temida (como sair à rua ou entrar em um determinado lugar), o desconforto é reduzido, mas o problema se mantém. É necessário, portanto, provocar o fenômeno oposto: conseguir extinguir a ansiedade sem recorrer à evitação. O indivíduo precisa enfrentar a situação apesar da ansiedade, comprovando que não acontece aquilo que ele teme e que, em caso de ocorrer, não é tão catastrófico e insuportável quanto acreditava.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com os sintomas, são realizados exercícios de exposição a dois tipos de estímulos: internos (sen­sações corporais) e externos (situações temidas). A exposição interoceptiva consiste em provocar as sensações corporais que apavoram a pessoa. Por meio de exercícios simples, ela se expõe aquilo que teme, comprova que suas interpretações não são corretas e se familiariza com esse estado fisiológico até perder o medo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dado paciente, por exemplo, temia a &#8220;chegada&#8221; da taquicardia. Tinha até mesmo deixado de praticar esportes porque as batidas do cora­ção lhe lembravam as palpitações das crises. As tarefas de exposição consistiram em subir escadas até que aumentasse o ritmo cardíaco. Em seguida, ele deveria se sentar e se concentrar nos batimentos. Nas primeiras exposições, o mal-estar era grande ao notar a aceleração. Depois de várias tentativas, a an­siedade diminuiu.</p>
<p style="text-align: justify;">O quarto passo tem relação com a capacidade cognitiva. É centrado na identificação dos pensamentos que afetam negativamente. De acordo com as teorias que fundamentam os aspectos comportamentais nos transtornos psicopatológicos, come­temos erros ou somos tendenciosos ao processar as informações. O objetivo seria, portanto, modificar a interpretação da situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos erros mais frequentes é o pensamento polarizado ou di­cotôrnico, que reduz tudo a branco ou preto. O agorafóbico aplica esse viés à avaliação do seu estado emocional: bom/mau, tranquilo/ansioso etc. Ele acredita que seu estado passa de tranquilo a tenso imediatamente, quando, na verdade, a ansiedade implica um conjunto de parâmetros (frequência cardíaca, respiratória e tônus muscular) que se alteram. Ao corrigir a tendência ao pensamento dicotômico, a pessoa chega à conclusão de que a ansieda­de passa inicialmente de zero a 10, então a 20, depois a 30 e assim por diante. Não vai de zero a 100 como às vezes tendemos a acreditar. Por isso, o objetivo não é tanto atingir a meta &#8211; nesse momento inicial, impossível &#8211; de não ficar nervoso, mas manter a ativação fisiológica em níveis toleráveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra tendência frequente é a interpretação de sintomas como in­dicadora de algo negativo. A terapia busca identificar pensamentos catastrofistas e previsões negativas com o intuito de substituí-Ios por outras for­mas mais equilibradas de pensar. Para isso, partindo dos registros diários feitos pelo paciente, é elaborada uma lista com as preocupações principais consideradas &#8211; e desconstruídas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Em busca de tranquilidade</h2>
<p style="text-align: justify;">A boa notícia é que os transtornos de ansiedade podem ser curados. Até a metade do século XX, o único tratamento que parecia surtir algum resultado nessas síndromes era a terapia psicanalítica. Nem os poucos e drásticos métodos então vigentes (coma insulínico, eletrochoque), nem os remédios (principalmente barbitúricos) eram eficazes. Um primeiro avanço foi dado com a introdução dos benzodiazepínicos, remédios an­siolíticos por excelência. Todavia, mesmo deixando de lado o fato de que não são adequados para todas as formas de transtorno (como ataques de pânico, por exemplo), eles têm um limite: agem apenas na supressão do sintoma, isto é, não influem sobre os mecanismos que explicam a doença nem sobre as causas do transtorno. Isso significa que, se confiarmos ape­nas nesse tipo de remédio, assim que seu uso for suspenso, a ansiedade retornará. Daí a importância da psicoterapia.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Para prevenir</h2>
<p style="text-align: justify;">A última fase do tratamento é dedi­cada à manutenção dos sucessos e à prevenção das recaídas. É o momento para que a pessoa em tratamento avalie sua evolução e reforce o tra­balho realizado. Normalmente, um sinal de que a terapia teve sucesso é a automatização do comportamento, sem que o paciente esteja atento à situação nem à ansiedade derivada. Pode persistir uma memória ocasio­nal, mas nunca tão negativa e intensa a ponto de evocar uma resposta de ansiedade. Uma pessoa que tenha superado o problema e que depois de algum tempo volte a apresentar algu­ma uma crise, porém, pode cometer o equívoco de pensar que piorou e que o problema retomou. É fundamental lembrar, porém, que ansiedade é sinô­nimo de grau de ativação fisiológica e faz parte do ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa fase, algumas técnicas podem se úteis. É o caso do &#8220;ensaio escrito&#8221; no qual a pessoa resume o que é o pânico-agorafobia, como é mantido, o que o transtorno signifi­ca em sua vida, como começaram os sintomas, de que maneira conseguiu controlá-los etc. Recomenda-se que o texto seja lido diariamente. Pode ser elaborada também uma lista de possíveis situações problemáticas futuras (fazer uma longa viagem, falar em público, mudar de em­ prego, sofrer de uma enfermidade, por exemplo). O paciente escreve sobre as sensações que acredita que aparecerão como se sentirá em cada situação. Com a antecipação, as manifestações se tornam passíveis de controle e menos assustadoras. Nessa etapa do tratamento é fun­damental desenvolver (ou retomar) atividades prazerosas que foram evitadas em razão do transtorno. E seguir em frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.methodus.com.br/artigo/747/agorafobia-o-medo-do-medo.html</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/agorafobia-o-medo-de-ter-medo/">Agorafobia, o medo de ter medo</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
