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	<title>desatenção - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>desatenção - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Dificuldade de concentração</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/dificuldade-de-concentracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Oct 2021 16:04:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem diversas causas para a falta de concentração e é importante que você busque um psicólogo para fazer uma melhor avaliação do seu caso.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mesmo tendo milhões de coisa a fazer, muitas pessoas não conseguem se concentrar para assistir às aulas do EAD, trabalhar ou estudar. O tempo vai passando e a ansiedade vai ficando cada vez maior. Quem sofre com isso, sabe que o esforço para focar é muito grande mesmo em tarefas simples.</p>



<p>Antes de tudo, é importante que você identifique a causa dessa falta de atenção e existem diversas causas, como iremos observar, e é importante que você busque um psicólogo para fazer uma melhor avaliação do seu caso.</p>



<p>Confira esse vídeo com algumas dicas para melhorar a sua concentração</p>



<figure><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PsKLbE40CGo" width="853" height="480" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></figure>



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		<title>Sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade no adulto</title>
		<link>https://casule.com/blog/sintomas-do-transtorno-do-deficit-de-atencao-hiperatividade-no-adulto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2018 12:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Déficit de Atenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas pesquisas científicas se debruçam sobre o TDAH na infância devido ao início precoce do aparecimento da doença, mas pouco se fala como as crianças com TDAH ficam quando se tornam adultas. Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, cerca de 2/3 das crianças com o diagnóstico continuam com os sintomas da doença, apesar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas pesquisas científicas se debruçam sobre o TDAH na infância devido ao início precoce do aparecimento da doença, mas pouco se fala como as crianças com TDAH ficam quando se tornam adultas. Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, cerca de 2/3 das crianças com o diagnóstico continuam com os sintomas da doença, apesar da manifestação clínica ser um pouco diferente.</p>
<p>Os sintomas estão relacionados à desatenção e hiperatividade/impulsividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desatenção</h2>
<p>A desatenção em adultos pode ser observada em conversas com outras pessoas, em tarefas que exijam organização e sustentação da atenção ao longo do tempo e nas dificuldades com os estudos e/ou trabalho, bem como na memorização. É importante ressaltar que diante de situações estimulantes, os adultos conseguem manter a concentração, assim como as crianças. A dificuldade está nas tarefas que eles julgam como “chatas”, “trabalhosas”, ou quando se encontram entediados ou distraídos por estímulos internos (emoções) ou externos. Nesses casos, a dificuldade de concentração se manifesta em níveis significativamente maiores dos que os observados pelas outras pessoas, comprometendo o desempenho nas tarefas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O hiperfoco é um sintoma de TDAH que se manifesta como uma pergunta muito frequente dos pacientes: “como eu consigo ter concentração demais em algumas coisas e quase nada em outras?”. O hiperfoco é a atenção excessiva a detalhes ou atividades específicas, geralmente pouco relevantes (como séries, redes sociais), e ocorre em pessoas com e sem TDAH. No entanto, como no TDAH há uma alteração na capacidade de controlar voluntariamente a atenção, o paciente tem dificuldade no autocontrole dos estímulos, isto é, o que é mais estimulante, o que não é, o que vai focar e o que não vai focar. O hiperfoco tem uma duração limitada, chegando a certo ponto que a pessoa começa a ficar cansada ou até mesmo, exausta, de modo que, após certo tempo, acaba se dispersando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Hiperatividade/impulsividade</h2>
<p>A hiperatividade/impulsividade é observada quando o adulto apresenta dificuldade em permanecer parado, comumente em situações específicas. Esta dificuldade em geral está acompanhada por agitação, maior intensidade emocional, impulsividade, falta de autocontrole, alteração no sono e nas atividades que exijam que fiquem parados por longos períodos. Pode-se citar alguns exemplos de impulsividade, como interromper alguém, fazer comentários pouco assertivos de forma não intencional e se comportar de modo inconveniente em algum contexto social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Disfunção executiva</h2>
<p>O grande problema do TDAH é o comprometimento das chamadas “funções executivas”, isto é, a capacidade de planejamento, execução de tarefas, organização, persistência, manejo do tempo, regulação emocional, controle de impulsos, estabelecimento de prioridades, tomada de decisão e integração de diferentes atividades mentais de momento a momento, entre outras. As funções executivas capacitam o indivíduo para o desempenho de ações, e um déficit nessas funções compromete as relações pessoais e acadêmicas/profissionais, na medida que gera problemas na estimativa e uso do tempo, no cumprimento de obrigações, além de dificuldades de colocar em prática o que foi acordado no plano teórico. Infelizmente, muitas vezes, os pacientes apresentam autoestima rebaixada e crença de desvalor geradas a partir de experiências negativas que podem ocorrer no âmbito acadêmico/profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nayara Benevenuto Peron</p>
<p>Psicóloga e Terapeuta Cognitivo-Comportamental</p>
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		<title>Estresse no trabalho</title>
		<link>https://casule.com/blog/estresse-no-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 May 2016 20:05:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como definir o que as pessoas chamam de “estresse”  As vezes as pessoas confundem cansaço com estresse. Quando estamos casados podemos precisar de apenas uma boa noite de sono. Mas em quadros de estresse talvez nem consigamos dormir pois existe a possibilidade de pensamentos em turbilhão que não permitem um sono regular. O estresse se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Como definir o que as pessoas chamam de “estresse”</h2>
<p style="text-align: justify;"> As vezes as pessoas confundem cansaço com estresse. Quando estamos casados podemos precisar de apenas uma boa noite de sono. Mas em quadros de estresse talvez nem consigamos dormir pois existe a possibilidade de pensamentos em turbilhão que não permitem um sono regular.</p>
<p style="text-align: justify;">O estresse se instala com o acumulo de situações desgastantes emocionalmente.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A pressão do trabalho pode evoluir para alguma síndrome mais grave</h2>
<p style="text-align: justify;">A pressão no trabalho pode evoluir para o estresse  e o estresse pode evoluir para quadros ansiosos e depressivos mais significativos, como por exemplo a síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo, a depressão, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Quem é o culpado</h2>
<p style="text-align: justify;"><a title="psicologo" href="http://www.marisapsicologa.com.br/psicologos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> </a>O problema nunca é o que acontece com a pessoa, o problema sempre está no que a pessoa faz com o que acontece com ela. Há pessoas que lidam com os despostas mais terríveis mas  tem o dom de não se deixar contaminar por maus tratos e dão a volta por cima. Outras pessoas se estressam até com um simples pedido feito pelo chefe de forma totalmente tranquila. O que determina o quanto uma pessoa irá se estressar é a própria fragilidade emocional de cada um associada a sua história de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">O ambiente de trabalho pode ocasionar esses quadros de cansaço ou estresse?</h2>
<p style="text-align: justify;">O ambiente de trabalho poderá causar estresse quando ultrapassar o limite que o funcionário suporta. Como este limite é bastante pessoal o chefe nunca saberá quando será ultrapassado – apenas o próprio funcionário perceberá que seu limite está chegando. Alguns suportam uma critica por dia, outros suportam penas uma critica por semana, mas sempre tem aquele que acredita que não pode errar nunca e não suportará uma critica na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Ambientes muito competitivos também são vilões?</h2>
<p style="text-align: justify;">A competição é apenas um dos agentes estressores, podemos citar a critica, a realização de tarefas sem a percepção de sentido no que faz, a repetição mecânica de atividades, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Falta de reconhecimento</h2>
<p style="text-align: justify;"><a title="psicologo" href="http://www.marisapsicologa.com.br/psicologos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> </a>A falta de reconhecimento tem tudo a ver com a sensação de trabalho “à toa”, e talvez ninguém goste de realizar tarefas inúteis, sendo assim este pode ser um fator estressante.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Quando pode ser um exagero do funcionário?</h2>
<p style="text-align: justify;"><a title="psicologo" href="http://www.marisapsicologa.com.br/psicologos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> </a>Este limite é muito delicado pois há várias formas de reconhecimento e algumas podem ser muito sutis. Um chefe pode demonstrar reconhecimento solicitando mais serviço para um determinado funcionário  &#8211; pode significar confiança, mas se este funcionário não perceber assim poderá achar que está sendo explorado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Atitude competitiva</h2>
<p style="text-align: justify;">Se uma pessoa pretende realizar mais do que tem capacidade pode se estressar por exigir demais de si mesmo. Não respeitar os próprios limites e não trabalhar com prazer de realizar coisas boas podem levar ao estresse.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Paixão do funcionário com os valores da empresa ajuda?</h2>
<p style="text-align: justify;">Não acredito que a paixão seja o ideal, a paixão também pode estressar. Considero produtivo ter empolgação – é um sentimento menos intenso que a paixão e por isso mesmo pode ser  mais duradoura e harmoniosa. Sentir-se empolgado pelo que faz, pelo que pode fazer pode ser fundamental para realizar muitas coisas sem estresse.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;">Problemas pessoais também podem aumentar o estresse no trabalho</h3>
<p style="text-align: justify;">O estresse é pessoal, o trabalho pode ser apenas um dos fatores.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.marisapsicologa.com.br/estresse-no-trabalho.html</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cabeça nas nuvens: o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)</title>
		<link>https://casule.com/blog/cabeca-nas-nuvens-o-transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2016 11:13:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O TDAH não termina na infância. Ao contrário do que se supunha há alguns anos, pode prosseguir pela adolescência e chegar à idade adulta. Inúmeras pesquisas têm indicado nos últimos anos que, diferentemente do que se pensava, os sintomas do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDA/H) não desaparecem na adolescência. A característica essencial desse problema de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O TDAH não termina na infância. Ao contrário do que se supunha há alguns anos, pode prosseguir pela adolescência e chegar à idade adulta. Inúmeras pesquisas têm indicado nos últimos anos que, diferentemente do que se pensava, os sintomas do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDA/H) não desaparecem na adolescência. A característica essencial desse problema de saúde mental é um padrão persistente e acentuado de desatenção e/ou hiperatividade. Estudos longitudinais mostram que o TDA/H persiste na vida adulta em torno de 60% a 70% dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">O transtorno pode ser diagnosticado tanto em crianças como em adolescentes e adultos. Estudos nacionais e internacionais apontam prevalência de 3% a 6% nas crianças em idade escolar e de até 5% em adolescentes e adultos. De forma geral, pessoas com TDA/H tendem a apresentar dificuldades de concentração, problemas de aprendizado, distúrbios motores e de comportamento, instabilidade, hiperatividade e retardos da fala.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a maioria dos indivíduos apresente sintomas tanto de desatenção como de impulsividade, em alguns há predominância de um ou outro padrão. Fatores preditivos da persistência nos adultos incluem história familiar de TDA/H, comorbidade psiquiátrica e adversidades psicossociais.</p>
<h2 style="text-align: justify;">SINAIS COMUNS</h2>
<p style="text-align: justify;">Crianças com o transtorno não conseguem ficar sentadas em sala de aula e prestar atenção por muito tempo. Com freqüência, são rejeitadas por colegas em razão da inquietude, agravada pelos comportamentos impulsivos. Se não há intervenção, os problemas acadêmicos e sociais tendem a piorar, levando a conseqüências adversas no futuro.<br />
Além de desatenção, hiperatividade e impulsividade – consideradas os principais sintomas –, outra manifestação comum é a pouca coordenação motora, a ponto de, muitas vezes, os pais rotularem os filhos de desajeitados ou desastrados.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, as crianças com o distúrbio apresentam tendência de movimentação constante: agitam as mãos ou os pés, remexem-se na cadeira, abandonam seu lugar para correr ou escalar (muros, móveis etc.), sobretudo em situações em que isso é inapropriado. Falam demais ou têm dificuldade de brincar e permanecer em silêncio durante determinadas atividades de lazer que requerem esse comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os sinais de desatenção estão os problemas para se fixar em detalhes ou a propensão a erros por descuido em atividades intelectuais. Esses meninos e meninas não conseguem acompanhar instruções longas e/ou terminar os deveres escolares ou domésticos nem organizar as tarefas; relutam em envolver-se em atividades que exijam esforço mental por longo período (como ler textos extensos ou livros sem gravuras) ou as evitam; distraem-se facilmente com estímulos alheios às tarefas ou atividades diárias que estão executando, muitas vezes chegando a esquecer-se delas.</p>
<p style="text-align: justify;">A desatenção leva à distração, ao “sonhar acordado” e à dificuldade de persistir em uma única tarefa por um período mais prolongado. Como a atenção é desviada de um estímulo a outro, com freqüência os pais e os professores dizem que esses jovens agem como se não ouvissem ou como se vivessem com a cabeça nas nuvens.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da puberdade, os sintomas de TDA/H mudam. A maioria dos adolescentes não apresenta hiperatividade, por exemplo. Entretanto, grande número manifesta persistência sintomática especificamente de déficits de função executiva, incluindo dificuldades organizacionais na administração do tempo, no planejamento, no processo de tomada de decisões, que podem causar prejuízos significativos em diversas áreas. O desaparecimento total dos sintomas é raro – mas podem ser controlados.</p>
<p style="text-align: justify;">Adultos ou adolescentes com TDA/H nem sempre conseguem manter a atenção em reuniões, leituras e trabalhos tediosos, tendem a ser lentos e ineficientes, a adiar suas tarefas (muitas vezes deixando-as para a última hora) e a manejar o tempo de forma deficiente, o que os leva a ser desorganizados e a sentir-se sobrecarregados. Dependendo da intensidade dos sintomas, têm pouca habilidade para gerenciar emoções. Costumam, por exemplo, romper relacionamentos de maneira impulsiva, perder ou abandonar empregos de modo súbito e envolver-se em acidentes com maior freqüência que a maioria das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, é comum apresentarem um histórico de fracassos ao longo da vida (com evidente comprometimento da auto-estima) em decorrência das dificuldades que encontram na comunicação efetiva com seus interlocutores, na organização de rotinas pessoais e domésticas, na finalização de estudos ou especialização, na obtenção e manutenção de um bom emprego e no desenvolvimento da intimidade nas relações amorosas. Também exibem problemas na administração das finanças pessoais e no manejo do uso de substâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, estão mais predispostos a comportamento delinqüente, abuso de drogas ou alcoolismo do que aqueles que não têm TDA/H. A prevalência de risco de abuso/dependência de drogas é de 54% entre adultos portadores do transtorno e de 27% entre não-portadores. Habitualmente, o uso de substâncias é iniciado com álcool ou tabaco, seguido por maconha ou outra droga de abuso.<br />
O tratamento, porém, do TDA/H reduz as possibilidades de abuso/dependência de drogas à metade, ou seja, para o mesmo nível da população geral. O diagnóstico de TDA/H em adolescentes e adultos requer cuidadosa análise da história clínica, obtida por intermédio do relato do paciente acerca de seus sintomas e do impacto deles em sua vida. Em geral, do ponto de vista psiquiátrico, buscam-se informações sobre o início do transtorno na infância, sobre a persistência ao longo da vida e a ocorrência atual dos sintomas, considerando a adaptação dos critérios da quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), da Associação Psiquiátrica Americana (APA), para a vida adulta.</p>
<h2 style="text-align: justify;">FATORES DE RISCO</h2>
<p style="text-align: justify;">Escalas de avaliação para adultos têm sido adaptadas no Brasil por pesquisadores sob recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), caso de Paulo Mattos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que tem se dedicado ao estudo e tratamento do TDA/H em adolescentes e adultos. Fatores de risco e de proteção devem ser examinados com cuidado, como os psicossociais, cognitivos, educacionais e familiares. É preciso levar em conta também a possibilidade de outros diagnósticos psiquiátricos concomitantes, visto que é freqüente a presença de diversas patologias psiquiátricas comórbidas ao TDA/H, como transtornos de conduta, do humor e de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">No que se refere ao tratamento, nos últimos dez a 20 anos houve aumento no uso de fármacos, sobretudo de estimulantes, com orientação da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e do Adolescente para um monitoramento sistemático dos efeitos da medicação no comportamento. Mais recentemente, os estudos têm enfocado a eficácia de terapias medicamentosas e não-medicamentosas.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido a principal modalidade não-medicamentosa citada na literatura internacional, pois atua nos principais déficits comportamentais do portador de TDA/H, como os de comportamento inibitório, de auto-regulação da motivação, de organização e planejamento, além de direcionar o paciente a um objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso deve ocorrer concomitantemente a mudanças ambientais. A orientação à família e seu engajamento no tratamento de TDA/H, em especial no caso de crianças e adolescentes, auxiliam no entendimento de que não se trata de rebeldia ou preguiça. É fundamental explicar para os pais as multifacetadas razões pelas quais o filho tem determinados comportamentos e sintomas, e encorajá-los a participar da intervenção possibilita o aumento da aderência ao tratamento.</p>
<h2 style="text-align: justify;">SISTEMA DE ATENÇÃO</h2>
<h3 style="text-align: justify;">FUNCIONAMENTO CEREBRAL</h3>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-3376" src="https://www.casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1.jpg" alt="cabecabox1" width="600" height="438" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1.jpg 349w, https://casule.com/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1-300x219.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade incomum em algumas regiões do cérebro está associada à inatenção e/ou impulsividade. Essas áreas fazem parte do sistema atencional anterior (em verde), que depende do neurotransmissor dopamina, ou do posterior (em amarelo), dependente da noradrenalina. Com o passar dos anos os sintomas do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade mudam de apresentação. A agitação motora típica das crianças hiperativas (como retratada no alto, à direita) em geral desaparece na adolescência; por outro lado, nesta fase, persistem os déficits de função executiva.</p>
<h3 style="text-align: justify;">CAUSAS INCERTAS</h3>
<p style="text-align: justify;">O TDA/H tem sido alvo de estudos de diversos grupos de pesquisadores principalmente a partir da década de 90. As causas do transtorno, porém, ainda não são totalmente conhecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A base neurobiológica do transtorno é um dos aspectos mais estudados, e sugerem-se influências múltiplas, relativas à modulação e expressão de neurotransmissores dopaminérgicos e noradrenérgicos, de base genética e neuromaturacional. Acredita-se que vários genes sejam responsáveis pela vulnerabilidade genética ao distúrbio, à qual se somam anormalidades estruturais e disfunção neuroquímica relacionadas aos circuitos subcorticais, parietais e frontais.</p>
<p style="text-align: justify;">Questões ambientais atuantes no funcionamento adaptativo e na saúde emocional da criança e do adolescente parecem ter participação importante no surgimento e manutenção dos sintomas. Esses fatores são encontrados principalmente em famílias com ocorrência de grande desentendimento e de transtornos mentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas questões psicossociais como discórdia conjugal severa, variáveis sociodemográficas, faixa etária dos pais, nível cultural familiar, psicopatologia materna e institucionalização da criança ou do jovem em lar adotivo podem desencadear o desenvolvimento da condição.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas mostram que os pais de indivíduos com esse transtorno muitas vezes se tornam demasiadamente diretivos e negativos em sua forma de educar, alterando o funcionamento psicossocial da família. Nesse contexto, as figuras parentais passam a se ver como incapazes ou menos habilidosas em desempenhar seu papel, o que também causa stress e discórdia conjugal.</p>
<p style="text-align: justify;">A proporção entre meninos e meninas portadores de TDA/H varia, segundo os estudos. Parece haver maior prevalência no sexo masculino do que no feminino, mas muitos autores relatam que as meninas tendem a apresentar o tipo predominantemente desatento em vez de hiperativo, causando menos incômodo à família e à escola, sendo menos encaminhadas para atendimento.</p>
<h3 style="text-align: justify;">PARA CONHECER MAIS</h3>
<p style="text-align: justify;">Princípios e práticas em TDA/H. L. A. Rohde e P. Mattos (orgs.). Artmed, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em adultos. P. Mattos, em SNC em Foco, vol. 2, nº 1, págs. 26-28, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/cabeca_nas_nuvens.html</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/cabeca-nas-nuvens-o-transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah/">Cabeça nas nuvens: o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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		<title>TDAH na vida adulta: o que é?</title>
		<link>https://casule.com/blog/tdah-na-vida-adulta-o-que-e/</link>
		
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2015 18:47:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[desatenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>TDAH na vida adulta: comum na infância, transtorno afeta de 2% a 6% da população em idade produtiva. Falar ao celular, comer, ler, mexer no computador, abrir a janela do quarto&#8230; Você tem o hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo e qualquer ruído normalmente o incomoda? Então, há grandes chances de ser um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-tdah-adulto.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2042 size-full" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-tdah-adulto.jpg" alt="casule-psicologia-tdah-adulto" width="600" height="424" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">TDAH na vida adulta: comum na infância, transtorno afeta de 2% a 6% da população em idade produtiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar ao celular, comer, ler, mexer no computador, abrir a janela do quarto&#8230; Você tem o hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo e qualquer ruído normalmente o incomoda? Então, há grandes chances de ser um portador de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Mais comum na infância, o distúrbio passa despercebido nos primeiros anos de vida e os sintomas e desconfortos acabam tornando-se evidentes na fase adulta. As consequências podem influir diretamente no seu desempenho: dados recentes apontam que adultos com TDAH perdem, em média, 35 dias de trabalho por ano, além de gastar o dobro de tempo para realizar as tarefas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas mais comuns na vida adulta são problemas de desatenção para tarefas simples do cotidiano e do trabalho, bem como a memória. Não raro, os hiperativos são esquecidos, inquietos, impulsivos e vivem mudando de assunto. Por ter dificuldade em avaliar o próprio comportamento, podem ser considerados egoístas. Em 80% dos casos, a origem é genética. Um parente de primeiro grau tem o risco em apresentar o transtorno aumentado de duas a oito vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Desatenção, hiperatividade e impulsividade estão entre os principais sintomas do TDAH. “O diagnóstico de TDAH em adultos é oficialmente reconhecido e atualmente há um corpo sólido de conhecimento científico evidenciando que a doença se mantém ao longo da vida, contrariando a ideia de que persistia apenas até a adolescência. A modificação ou atenuação dos sinais de hiperatividade e por vezes também os de impulsividade fazem do quadro no adulto um transtorno com predomínio de sintomas cognitivos, em contraposição ao quadro predominantemente motor e comportamental na infância”, ressalta o diretor da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr), Carlos Guilherme da Silva Figueiredo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">DIAGNÓSTICO</h2>
<p style="text-align: justify;">O especialista explica que problemas emocionais e de relacionamento comuns nessas pessoas, somado aos diversos transtornos que aparecem depois do TDAH, dificultam o diagnóstico e requerem do profissional uma maior perícia e familiaridade para lidar com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">O manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM) classifica a síndrome em três tipos: TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e TDAH combinado. “Adultos com TDAH mantêm a tríade de sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade em graus variados. Eles apresentam, com frequência, comprometimento das funções executivas, incluindo ativação para as tarefas, persistência, planejamento, organização, automonitoramento, controle de impulsos, estabelecimento de prioridades, tomada de decisões e integração de diferentes atividades mentais de momento a momento. Em termos práticos, esse comprometimento acarreta problemas na estimativa e uso do tempo, com o cumprimento de obrigações, e dificuldades de colocar na vida prática proposições e combinações feitas no plano teórico. Essas funções têm um papel cada vez mais importante à medida que o indivíduo amadurece e passa a ser exigido em sua capacidade de autonomia para tomar decisões e resolver problemas do cotidiano”, acrescenta o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva.</p>
<h2 style="text-align: justify;">PREVALÊNCIA</h2>
<p style="text-align: justify;">O distúrbio não é novo nem reflexo da vida cada dia mais corrida. Já no século 19 passou a ser descrito por especialistas. Desde a década de 1980, passou a surgir nas classificações internacionais. O primeiro medicamento estimulante, principal forma de tratamento, foi liberado para comercialização no Brasil apenas em 1998. “Nas últimas duas décadas, o interesse, as pesquisas e o conhecimento sobre o tema aumentaram significativamente”, aponta Figueiredo.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevalência na infância e adolescência varia entre 3% e 5%, enquanto nos adultos varia de 2% a 6%. Se não tratado, o distúrbio pode levar ainda a uma série de problemas comportamentais que impactam na saúde, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">A forma de tratamento mais utilizada envolve uma abordagem múltipla, englobando psicoterapia e prescrição de medicamentos com metilfenidato e antidepressivos. A eficácia do método é de 80% em média, segundo a ABP. O que depende de cada caso. “Além da redução da desatenção, da hiperatividade e da impulsividade, o tratamento melhora os comportamentos associados ao transtorno, como o desempenho acadêmico, no trabalho e o funcionamento social”, acrescenta Silva. Estudos recentes demonstram que a prevalência de TDAH é parecida em diferentes regiões do mundo, o que descarta fatores culturais ou geográficos relacionados a sua origem.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quais os perfis mais comuns de adultos com TDAH no Brasil?</h3>
<p style="text-align: justify;">Descuido nas atividades, falta de organização, dificuldade em manter a concentração e atenção, inquietude, impulsividade e hiperatividade são apenas alguns dos sintomas típicos do adulto com TDAH.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Geralmente, são bem ou malsucedidos nos âmbitos social e profissional?</h3>
<p style="text-align: justify;">A instabilidade profissional, maior índice de desemprego e de desistência e evasões de universidades e cursos profissionalizantes, perdas e descuidos para datas e reuniões importantes, dificuldade para expressar suas ideias e para planejar-se, além de um rendimento abaixo da capacidade intelectual, são comuns em adultos.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quais são as formas mais eficazes de tratamento para se amenizarem os efeitos, sobretudo no trabalho?</h3>
<p style="text-align: justify;">O tratamento do transtorno envolve uma abordagem múltipla, englobando intervenções psicossociais e psicofarmacológicas, com eficácia no tratamento de até 80%. Além da redução da desatenção, da hiperatividade e da impulsividade, o tratamento melhora os comportamentos associados ao transtorno, como o desempenho acadêmico, no trabalho e o funcionamento social.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O que é o TDAH?</h3>
<p style="text-align: justify;">É um transtorno neurobiológico, geralmente de causas genéticas, que aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Às vezes é chamado de Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA). Em inglês, é ADD, ADHD ou de AD/HD. É reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como os EUA, os portadores são protegidos por lei para receberem tratamento diferenciado na escola.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Sintomas</h3>
<p style="text-align: justify;">– Desatenção<br />
– Hiperatividade e impulsividade</p>
<h3 style="text-align: justify;">Causas</h3>
<p style="text-align: justify;">– Estudos apontam predisposição genética e alterações nas substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios) na região frontal do cérebro<br />
– Hereditariedade<br />
– Substâncias ingeridas na gravidez, como nicotina e álcool<br />
– Sofrimento fetal<br />
– Exposição a chumbo<br />
– Problemas familiares</p>
<h3 style="text-align: justify;">Tratamento</h3>
<p style="text-align: justify;">Varia de acordo com a presença de mais doenças ou outros males associados. Consiste em psicoterapia e na prescrição de metilfenidato (medicamento psicoestimulante) e antidepressivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/01/26/noticia_saudeplena,152032/tdah-na-vida-adulta-comum-na-infancia-transtorno-afeta-de-2-a-6-da.shtml</p>
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