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	<title>transtornos mentais - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>transtornos mentais - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>O que acontece na infância não fica na infância</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/o-que-acontece-na-infancia-nao-fica-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 15:09:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
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		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A infância é a fase crítica do desenvolvimento, é nela que nossas crenças vão se formando e essas crenças guiarão nossos comportamentos e a forma de pensar e sentir. </p>
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<p>A infância é a fase crítica do desenvolvimento, é nela que nossas crenças vão se formando e essas crenças guiarão nossos comportamentos e a forma de pensar e sentir.&nbsp;</p>



<p>Nos primeiros 36 meses de vida, o cérebro chega ao ápice de conexões neurais, ultrapassando a quantidade de conexões realizadas durante toda a vida adulta. Quem acredita que um bebê é muito pequeno para se incomodar com uma briga entre&nbsp;os pais, por exemplo, está enganado. Recém-nascidos conseguem perceber a&nbsp;diferença entre uma voz calma e um grito nervoso. As vivências de situações estressantes, como discussões frequentes entre os pais, abuso físico ou emocional, podem prejudicar o desenvolvimento da criança.&nbsp;</p>



<p>Para se ter uma ideia, no primeiro ano de vida, o bebê identifica e expressa várias emoções. De zero a três meses, por exemplo, o bebê já esboça, através de expressão fisionômica, satisfação, excitamento, alegria, angústia. Com 6 meses começa a manifestar desprazer. Aos sete/oito meses demonstra através da ansiedade o reconhecimento de pessoas próximas e estranha as que não consegue identificar. Aos nove meses já é capaz de expressar satisfação pela companhia e demonstrar alegria.&nbsp;</p>



<p>São muitas conexões neurais e aprendizados que ocorrem na primeira infância (0 a 6 anos), por isso ela é uma etapa determinante para o estabelecimento de habilidades fundamentais, que terão grande impacto na vida futura. Todos os estímulos recebidos, ou deixados de receber, surtem efeito no desenvolvimento.</p>



<p>É importante estimular a criança nessa fase, valorizar seus comportamentos positivos ao invés de focar nos seus erros, proporcionar um ambiente saudável e acolhedor.</p>



<p>De acordo com Papalia &amp; Feldman, ao longo de cinco décadas, Emmy E. Werner e sua equipe acompanharam 698 crianças nascidas em 1955 em uma ilha havaiana, desde o ventre da mãe. Verificou-se ao final do estudo, que um ambiente favorável pode compensar os efeitos de complicações no nascimento, ou seja, crianças que nasceram com baixo peso e outras complicações graves que cresceram num ambiente familiar estável e enriquecedor, tiveram um bom desenvolvimento físico e psicológico. Em contrapartida, as que nasceram nas mesmas condições, porém cresceram ambientes precários, tiveram seu desenvolvimento seriamente comprometido. Essas crianças que passaram por complicações no nascimento mas cresceram em ambiente favorável e estimulador, também apresentaram menos problemas linguísticos, perceptuais, emocionais e escolares do que crianças com nascimento sem intercorrências mas com pouco estímulo intelectual e apoio emocional recebido em casa.</p>



<p>Assim, o estudo identificou três tipos de fatores de proteção que reduziam o impacto do estresse inicial causado pelos problemas no nascimento, que são os atributos individuais, como inteligência, os laços afetivos com pelo menos um membro da família, e as recompensas em outros ambientes, como escola, trabalho, religião (que trazem significado e controle à própria vida).</p>



<p>Podemos identificar através desse estudo a influência tanto biológica quanto ambiental sobre o desenvolvimento, e a importância dos estímulos.</p>



<p>São vários os estímulos necessários que contribuem para um desenvolvimento adequado, como emocional, motor, cognitivo, alimentar, comportamental, entre outros.</p>



<p>O afeto, o sentir-se seguro, o auxílio para identificar e expressar emoções, contribui para o desenvolvimento da inteligência emocional, habilidade muito importante de ser bem desenvolvida pois interfere diretamente em várias fases da vida. Dificuldades de se relacionar, falta de manejo para lidar com determinadas emoções, como frustração, isolamento ou evitação social, ansiedade são só alguns exemplos que podem estar relacionadas a uma inabilidade emocional.&nbsp;</p>



<p>Para compreender melhor a importância de se desenvolver de forma adequada o lado emocional, e como fazer isso, sugiro a leitura do texto “<a href="https://casule.com/blog/psicologia/o-papel-do-adulto-junto-as-emocoes-na-infancia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O papel do adulto junto às emoções na infância</a>”, disponível aqui no blog.</p>



<p>É importante salientar também que precisamos estar atentos para realizar os estímulos adequados em cada idade, compatível com o amadurecimento neural daquela determinada faixa etária. O desenvolvimento ocorre por etapas, e para ser bem-sucedido, é necessário a etapa anterior estar adequadamente desenvolvida para passar para a etapa seguinte sem atropelos. Cada etapa é um degrau para a seguinte, se esse degrau não estiver firme, se deixarmos lacunas, tudo o que vem depois será comprometido.</p>



<p>Para exemplificar vejamos o que envolve o desenvolvimento da fala. A criança, para estar apta à falar, primeiro precisa desenvolver a audição (esse desenvolvimento ocorre no 3º mês intra-útero, ou seja, o feto já é capaz de perceber sons), então precisa receber estímulos externos (sons do ambiente, conversas direcionadas a ela). O processo de respiração, sucção, mastigação e deglutição também contribuem para essa preparação. Por isso, somente pelo décimo segundo mês, final do primeiro ano de vida, é que a criança consegue fazer uma construção mais estruturada da fala.</p>



<p>Por causa das etapas e da maturação necessária para aprender novas habilidades não devemos, por exemplo, forçar uma alfabetização precoce. Há uma razão para definir a idade de início. Senão, o tempo que deveria estar sendo empregado para desenvolver habilidades anteriores, necessárias para capacitar a criança a ler e escrever, estará sendo “perdido” ao ensinar algo que ela ainda não está preparada.&nbsp;</p>



<p>Para a criança ter sucesso na escrita, deve ter bem desenvolvida a coordenação motora apendicular (controle dos braços, mãos, dedos, agarre, preensão, manipulação), sistema visuomotor, o tônus muscular, o equilíbrio, o esquema e imagem corporal. Tudo isso dará a base para a escrita, e são desenvolvidos através de brincadeiras com objetos e ao ar livre, correr, rastejar, pular, dançar, jogar bola, andar se equilibrando numa corda, manipular objetos, fazer desenhos e pinturas com diferentes instrumentos e materiais, etc. Veja que brincar é fundamental para o desenvolvimento!</p>



<p>Podemos perceber com esse texto que tudo o que acontece na infância (seja uma ação ou a ausência dela) gera uma consequência no desenvolvimento. É preciso estar atendo às necessidades de cada fase e o papel que estamos exercendo junto a esse ser humano em formação, pois será determinante para os sucessos ou dificuldades posteriores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Terapia Casule</h2>



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<p><strong>Referências bibliográficas:</strong></p>



<p>Brites, L. <em>PEPI: Programa Especializado em Psicomotricidade Infantil. </em>(2020). Londrina: Instituto Neurosaber de Ensino.</p>



<p>Mendes, R.<em> Imersão em TCC Infantil: Desenvolvimento Infantil</em>. (2020). Juiz de Fora: NEISME – Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Saúde Mental.</p>



<p>Papalia, D.E. &amp; Feldman, R.D. (2013). <em>Desenvolvimento Humano.</em> Tradução: Carla Filomena M.P. Vercesi [et al.]. 12 ed. Porto Alegre: Ed. Artmed.</p>
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		<title>Psicofármacos</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicofarmacos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2019 11:33:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiolítico]]></category>
		<category><![CDATA[Antidepressivo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicofármacos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A&#160;psicofarmacologia&#160;é o ramo da farmácia que trata de substâncias conhecidas como psicotrópicas. As drogas psicotrópicas ou psicofármacos atuam de forma seletiva no&#160;sistema nervoso central&#160;(SNC), sendo também conhecidas como agentes psicoativos ou psicoterápicos. Desta forma, incluem nesta classe os fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente as ações do SNC, que devido a tais propriedades, fizeram reduzir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A&nbsp;psicofarmacologia&nbsp;é o ramo da farmácia que trata de substâncias conhecidas como psicotrópicas. As drogas psicotrópicas ou psicofármacos atuam de forma seletiva no&nbsp;sistema nervoso central&nbsp;(SNC), sendo também conhecidas como agentes psicoativos ou psicoterápicos. Desta forma, incluem nesta classe os fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente as ações do SNC, que devido a tais propriedades, fizeram reduzir de forma considerável o número de internações em hospitais psiquiátricos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Embora tenha sido diversos os avanços observados na categoria dos psicofármacos, até o momento não se conhece de forma bem estabelecida os mecanismos que levam às patologias que afetam o SNC e que causam os distúrbios mentais e emocionais. Desta forma, os fármacos pertencentes a esta classe tem como objetivo o tratamento dos sintomas, e não a cura em finito, já que os mecanismos não são bem elucidados. Acredita-se que uma das razões dos distúrbios e alterações ocorra por um desequilíbrio na concentração e/ou ação das aminas cerebrais, substâncias que atuam regulando os mecanismos bioquímicos, fisiológicos, psicológicos e clínicos deste sistema.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Em 1976 a&nbsp; Organização Mundial de Saúde&nbsp;(OMS) dividiu esses fármacos de acordo com dois critérios: classificação farmacológica e classificação terapêutica. Com base na classificação farmacológica, esses fármacos são divididos em sedativos&nbsp;ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, liberadores indiretos de catecolaminas, psicodislépticos ou alucinógenos, metabólitos do SNC e antagonistas da serotonina. Quanto à classificação terapêutica, temos os sedativos ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, psicotogênicos e drogas para sintomas de&nbsp; doenças neurodegenerativas.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes antipsicóticos, também conhecidos como neurolépticos, são usados no tratamento da&nbsp;esquizofrenia. Apesar de não curar, produz calma e melhoram os sintomas desta patologia, que incluem alucinações auditivas e visuais, sem afetar a consciência ou deprimir os centros vitais. Também não causam a dependência física&nbsp;ou psíquica.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes ansiolíticos, popularmente conhecidos como tranquilizantes, são aqueles utilizados no tratamento da ansiedade. Quanto à classificação, podem ser divididos em: carbamatos de propanodiol e compostos relacionados, benzodiazepinas e compostos diversos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O diazepam é o fármaco mais prescrito para o tratamento da ansiedade e tensão, apresentando maior eficácia que o clordiazepóxido, sendo o mais vendido no mundo. Também é utilizado na síndrome da abstinência alcoólica e como adjuvante à anestesia. Os efeitos adversos desses fármacos incluem sonolência (mais comum) e ataxia, vertigem, cefaleia, fadiga, fraqueza muscular e icterícia (mais raros). Com doses elevadas e a longo prazo podem provocar a dependência.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes antidepressivos, como o nome sugere, são utilizados no tratamento da depressão, melhorando os sintomas. As principais classes são: compostos tricíclicos, inibidores da MAO, sais de lítio e estrôncio e agentes antidepressivos diversos.</p>



<p> Por fim, os agentes alucinógenos, também conhecidos como psicomiméticos, psicodislépticos, psicodélicos, além de outras denominações, possuem pouca aplicação terapêutica, sendo consumidos de forma ilegal, por produzirem efeitos alucinógenos. As drogas desta classe incluem a LSD, mescalina e psilocibina.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Benefícios dos Psicofármacos no Tratamento Psicológico</strong></p>



<p>Hoje em dia, os psicofármacos tornaram-se protagonistas da contemporaneidade e quanto a isso não há objeções. Nunca se prescreveu e consumiu tantos remédios em comparação com outro período histórico.</p>



<p>	Essa popularidade tem consequências positivas e negativas.</p>



<p>	Apesar de haver, atualmente, um uso abusivo de medicamentos, nesse texto serão abordadas as suas contribuições e o lugar dos psicofármacos em um tratamento psicológico.</p>



<p>	Fármaco vem da palavra&nbsp;<em>pharmakón</em>, que significa tanto veneno quanto remédio.</p>



<p>Ou seja, de acordo com a dose, aquilo que mata também pode curar.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Foi na década de 50 que ocorreu a chamada “explosão farmacológica”, época em que as pesquisas científicas dessa área aumentaram em demasia, paralela a criação de medicamentos mais eficazes.</p>



<p> O desenvolvimento e expansão da farmacologia em parceria com a Psiquiatria partiu do princípio de amenizar os efeitos colaterais que algumas substâncias químicas poderiam provocar no organismo do ser humano.</p>



<p>Para entender os benefícios dos psicofármacos nos tratamentos psicológicos, é necessária a reflexão de que nos casos considerados graves – em que os sintomas atingem uma proporção a ponto de deixar o sujeito paralisado na vida – a indicação do psicofármaco é muito bem vinda pois a pessoa pode encontrar-se em um quadro de angústia tão avassalador, que não consegue nem falar de seu sofrimento.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O medicamento, então, assumiria uma função de desbloquear aquilo que está bloqueando a fala e seria uma espécie de catalizador do processo terapêutico, ou seja, uma ferramenta de&nbsp;“<em>fazer falar”</em>.</p>



<p> Assim, a mascarada rivalidade existente entre Psiquiatria e Psicologia, deixaria de existir em prol de uma parceria muito relevante.</p>



<p>Como ilustração, pensemos em um indivíduo com o diagnóstico de transtorno do pânico que apresenta sintomas, tais como:&nbsp; <strong>ansiedade</strong>, angústia, pensamentos negativos, medo generalizado, etc.</p>



<p>Nesse exemplo, o psicofármaco poderia ser o primeiro passo na direção de um tratamento, pois, de que forma uma pessoa com o contato social tão restrito iria frequentar um consultório de Psicologia?</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A partir dessa lógica, a medicação seria útil no alívio momentâneo dos sintomas, a fim de abrir caminho para que o paciente se tornasse mais acessível à exploração psicoterapêutica. Ou seja, o papel dos psicofármacos seria semelhante a um anestésico em uma cirurgia: eles representariam as condições que permitem uma intervenção.</p>



<p>Além disso, a aliança entre Psiquiatria e Psicologia é imprescindível nos casos de psicose, em que a simbolização através da fala é muito precário, quando não inexistente.</p>



<p>	É preciso apostar na intercessão entre mente e corpo, que não significa um todo completo, mas uma direção de tratamento que leve em consideração as particularidades do caso e que promova um diálogo com outros profissionais.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>&nbsp;<a href="https://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/">https://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/</a></p>



<p>&nbsp;<a href="https://opsicologoonline.com.br/beneficios-dos-psicofarmacos/">https://opsicologoonline.com.br/beneficios-dos-psicofarmacos/</a></p>
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		<title>Os semelhantes sintomas dos transtornos mentais</title>
		<link>https://casule.com/blog/os-semelhantes-sintomas-dos-transtornos-mentais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 14:21:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[diagnósticos]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno mental]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito está sendo observado hoje a respeito de pessoas que se auto intitulam com algum transtorno mental baseado em seus sintomas. Muitos transtornos possuem sintomas semelhantes, por exemplo: não é porque a pessoa está sem vontade para realizar tarefas básicas do dia a dia que podemos dar um laudo de depressão. Estima-se também que, em até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito está sendo observado hoje a respeito de pessoas que se auto intitulam com algum transtorno mental baseado em seus sintomas. Muitos transtornos possuem sintomas semelhantes, por exemplo: não é porque a pessoa está sem vontade para realizar tarefas básicas do dia a dia que podemos dar um laudo de depressão.</p>
<p>Estima-se também que, <strong>em até 50% dos casos, a depressão é confundida com outros problemas de saúde, como hipotireoidismo, diabetes tipo 2, etc</strong>. Diversos outros fatores contribuem para um diagnóstico.</p>
<p>Muitas pessoas falam que acreditam ser bipolares pelo fato de possuírem alteração de humor. A bipolaridade não é um distúrbio que se altera de uma hora para outra, várias vezes ao dia.</p>
<p><div id="attachment_11548" style="width: 970px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11548" class="size-full wp-image-11548" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2018/10/Os-semelhantes-sintomas-dos-transtornos-mentais-psicologia-joana-casule.jpg" alt="Os-semelhantes-sintomas-dos-transtornos-mentais---psicologia---joana---casule" width="960" height="560" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2018/10/Os-semelhantes-sintomas-dos-transtornos-mentais-psicologia-joana-casule.jpg 960w, https://casule.com/wp-content/uploads/2018/10/Os-semelhantes-sintomas-dos-transtornos-mentais-psicologia-joana-casule-480x280.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 960px, 100vw" /><p id="caption-attachment-11548" class="wp-caption-text">Em até 50% dos casos, a depressão é confundida com outros problemas de saúde</p></div></p>
<p>Existem critérios para diagnosticar uma pessoa com bipolaridade. Vários outros distúrbios possuem como características mudança de humor.</p>
<p>Para saber qual a verdadeira causa dos sintomas, é necessário procurar ajuda de algum profissional da saúde. Como falado anteriormente, o próprio desânimo pode ser um sintoma relacionado à alguma doença física, nem sempre é mental.</p>
<p>Apenas um profissional da saúde ou psicólogo pode orientar qual caminho a ser tomado. Não deve-se desesperar.</p>
<p>As redes sociais nem sempre são confiáveis e o diagnóstico recebido por uma pessoa com sintomas semelhantes ao seu, nem sempre significa o mesmo transtorno.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Afinal, o que são os transtornos mentais?</title>
		<link>https://casule.com/blog/afinal-o-que-sao-os-transtornos-mentais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2018 13:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[aspectos cognitivos]]></category>
		<category><![CDATA[predisposições genéticas]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se fala sobre transtornos mentais, mas será que as pessoas sabem o que de fato são eles? Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM 5), transtornos mentais são definidos como alterações significativas em aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais, que afetam diferentes áreas da vida da pessoa (social, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala sobre transtornos mentais, mas será que as pessoas sabem o que de fato são eles? Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM 5), transtornos mentais são definidos como alterações significativas em aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais, que afetam diferentes áreas da vida da pessoa (social, profissional, familiar, afetiva, etc.), trazendo sofrimento para ela e pessoas próximas.</p>
<p>Os transtornos mentais surgem da interação entre predisposições genéticas e o meio. Isso quer dizer que existem reações que são predefinidas por características genéticas, porém elas só se desenvolvem a partir de experiências do meio, as quais moldam também os padrões de pensamentos e comportamentos, deixando a pessoa vulnerável, em maior ou menor medida, a algumas alterações psicológicas.</p>
<p>É importante ressaltar que toda variação emocional e comportamental deve ser avaliada segundo o contexto em que se encontra o indivíduo. É normal, por exemplo, sentir-se triste diante de uma perda, ou muito ansioso diante de uma ameaça real. Além disso, alguns comportamentos podem ser considerados saudáveis em algumas culturas e valores e, ao mesmo tempo, desviantes em outras. Portanto, é fundamental entender a pessoa em sua totalidade, seu conjunto de crenças, valores, história de vida e momento em que se encontra.</p>
<p>Ainda existem situações em que o sofrimento mental é considerado fraqueza, frescura, falta de vontade, entre outras percepções distorcidas, que podem ter um efeito comprometedor no quadro da pessoa. Existe um conjunto de mecanismos cerebrais e psicológicos que define os padrões de reações de alguém, e às vezes eles podem se encontrar alterados, o que não pode ser negligenciado. Os transtornos de humor, os transtornos de ansiedade, os transtornos psicóticos, dentre outros, afetam significativamente a produtividade, qualidade de vida e relações interpessoais, deixando a pessoa limitada até mesmo para enfrentar a situação e se estabilizar sozinha.</p>
<p>Assim como outras doenças e problemas orgânicos, os transtornos mentais também atrapalham a vida do paciente, podendo afetar a saúde física, relacionamentos, profissão, bem como podem levar a risco de morte nos casos de sofrimento intenso (suicídio, nas alterações de humor; problemas de saúde graves, em transtornos alimentares; etc.). Portanto, fica claro que a saúde mental deve ser prioridade, e os transtornos mentais necessitam de boa avaliação e acompanhamento por profissionais capacitados, a fim de ajudar na estabilização e prevenção de quadros mais graves.</p>
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		<title>Será que eu sou “normal”?</title>
		<link>https://casule.com/blog/sera-que-eu-sou-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2017 22:00:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O normal e o patológico dentro da Psicopatologia &#160; A sociedade insiste em dividir as pessoas em dois grandes grupos: loucos e normais. Mas qual seria a gradação entre normalidade e loucura? Onde termina a saúde e começa a doença? O que é normalidade? Saúde, normalidade e psicopatologia são termos altamente interligados. A psicopatologia é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>O normal e o patológico dentro da Psicopatologia</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>A sociedade insiste em dividir as pessoas em dois grandes grupos: loucos e normais. Mas qual seria a gradação entre normalidade e loucura? Onde termina a saúde e começa a doença? O que é normalidade?</p>
<p>Saúde, normalidade e psicopatologia são termos altamente interligados.</p>
<p>A psicopatologia é uma área do conhecimento que objetiva estudar os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental e passa a ocorrer quando o comportamento de uma pessoa, ou eventualmente de um grupo de pessoas, foge àquilo que é esperado como referência de determinada sociedade, ou seja, quando a pessoa passa a ter alterações importantes em relação ao comportamento que tinha no passado, com prejuízos significativos em seu funcionamento (comportamento), causando a si e a outros (especialmente seus familiares) acentuado grau de sofrimento.</p>
<p>Já o conceito de normalidade em psicopatologia está atrelado a saúde mental, mas apresenta-se repleto de controvérsias. Alguns desses conceitos podem ser vistos abaixo, conforme enumerado por Dalgalarrondo (2008):</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>Normalidade como ausência de doença</strong>. De acordo com esse conceito, quem não possui uma enfermidade mental, seria saudável. No entanto, pode-se considerar esse conceito fechado e falho, pois foca-se numa definição negativa (ausência da doença);</li>
<li><strong>Normalidade como sinônimo de bem estar</strong>. Este conceito é da OMS (1946), mas guarda alto grau de utopia, pois para ser saudável o sujeito precisa apresentar bem estar completo: físico, mental e social. Percebe-se que poucos se enquadrariam nesse conceito;</li>
<li><strong>Normalidade estatística</strong>. Aqui a normalidade teria um conceito de fenômeno quantitativo. O normal passa a ser aquilo que se observa com mais freqüência, o que torna esse conceito bastante questionável, pois nem tudo que é raro é patológico;</li>
<li><strong>Normalidade subjetiva</strong>. Aqui a ênfase é dada na percepção subjetiva do próprio sujeito em relação ao seu estado de saúde. Esse critério é questionado, pois muitos sentem-se bem e se consideram saudáveis, mesmo estando doentes.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando se fala em transtornos mentais, a Organização Mundial de Saúde, classifica  como Transtornos Mentais e Comportamentais as condições caracterizadas por alterações mórbidas do modo de pensar e/ou do humor (emoções), e/ou por alterações mórbidas do comportamento associadas a angústia expressiva e/ou deterioração do funcionamento psíquico global. Os Transtornos Mentais e Comportamentais não constituem apenas variações dentro da escala do &#8220;normal&#8221;, sendo antes, fenômenos claramente anormais ou patológicos.</p>
<p>No entanto, um <em>comportamento anormal</em> ou um curto período de <em>anormalidade do estado afetivo</em> não significa, em si, a presença de distúrbio mental ou de comportamento. Para serem categorizadas como transtornos, é preciso que essas anormalidades sejam persistentes ou recorrentes e que resultem em certa deterioração ou perturbação do funcionamento pessoal, em uma ou mais esferas da vida. Os Transtornos Mentais e Comportamentais se caracterizam também por sintomas e sinais específicos e, geralmente, seguem um curso natural mais ou menos previsível, a menos que ocorram intervenções. Nem toda deterioração humana denota distúrbio mental.</p>
<p>Diferentes modos de pensar e se comportar, entre diferentes culturas, podem influenciar a maneira pela qual se manifestam os <em>Transtornos Mentais</em>. Assim, as variações normais determinadas pela cultura não devem ser rotuladas como <strong>Transtornos Mentais</strong>, da mesma forma como, também, não podem ser tomadas como indicações de distúrbio mental as crenças sociais, religiosas e/ou políticas.</p>
<p>Os <em>Transtornos Mentais e Comportamentais</em> são identificados e diagnosticados através dos métodos clínicos semelhantes aos utilizados para os transtornos físicos. Esses métodos incluem uma cuidadosa <strong>entrevista</strong> (<em>anamnese</em>) colhida com o paciente e com outras pessoas, incluindo sua família, um <em>exame clínico</em> sistemático para verificar o estado mental e suas condições orgânicas, <em>testes e exames</em> especializados que forem necessários.</p>
<p>A partir destes conceitos, pode-se concluir que os critérios de normalidade e de doença em psicopatologia variam em função dos fenômenos específicos e de acordo com as opções filosóficas e conceituais do profissional responsável. Desta forma, a díade saúde/doença e saúde mental, pode ser interpretada de diversas formas, de acordo com o seu tempo, período histórico, contexto, cultura, sociedade e crenças.</p>
<p>Embora seja possível destacar manifestações psíquicas isoladas ao observar o estado psíquico atual de um paciente, como por exemplo, o estado de sua memória, de seu raciocínio, sua sensopercepção, etc., <em>não deve-se acreditar na valorização absoluta de quaisquer aspectos desse psiquismo isoladamente</em>, pois, cada aspecto da realidade psíquica só existe em estreita vinculação com as demais ocorrências psíquicas.</p>
<p>Assim como a sinfonia não é a somatória das notas musicais, também a vida psíquica não pode ser compreendida como um amontoado de sinais e sintomas academicamente separados. A vida psíquica se comporta como <em>um todo</em> e, tal como a sinfonia, ela se compõe de acontecimentos e ocorrências que só obtém significado nas relações entre si.</p>
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