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	<title>terapia comportamental - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>terapia comportamental - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Agorafobia, o medo de ter medo</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2015 22:00:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Agorafobia: um dos transtornos de ansiedade mais comuns caracteriza-se pelo extremo desconforto diante da possibilidade de permanecerem lugares onde, aparentemente, não é possível receber ajuda caso a pessoa se sinta mal; com receio de sofrer uma crise, ela limita sua mobilidade a locais que considera &#8220;seguros&#8221; . Conceitos-chave A agorafobia é um transtorno de ansiedade. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Agorafobia: um dos transtornos de ansiedade mais comuns caracteriza-se pelo extremo desconforto diante da possibilidade de permanecerem lugares onde, aparentemente, não é possível receber ajuda caso a pessoa se sinta mal; com receio de sofrer uma crise, ela limita sua mobilidade a locais que considera &#8220;seguros&#8221; .</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conceitos-chave</h2>
<p style="text-align: justify;">A agorafobia é um transtorno de ansiedade. Consiste em medo intenso de sentir-se mal em lugares apinhados ou nos quais pode haver a percepção de dificuldade de escapar, se necessário, ou de receber auxílio. A evitação funciona como um mecanismo de defesa que mantém o problema. Ou seja: quanto mais o paciente foge de seus pavores, mais eles o perseguem. O tratamento cognitivo-comportamental demonstrou grande eficácia &#8211; pelo menos no combate aos sintomas mais agudos da patologia; a terapia baseia-se na exposição gradual às situações que causam medo.</p>
<p style="text-align: justify;">O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais(DSM-IV-TR), editado pela Associação Americana de Psiquiatria, um cânone do diagnóstico clínico, define a agorafobia como o medo de estar em lugares de onde pode ser difícil ou constrangedor escapar ou nos quais pode não haver auxílio à mão se a pessoa sofrer um ataque de pânico. A crise é caracterizada por ansiedade intensa, aumenta da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, respiração agitada, sudorese, sensação de sufocação, falta de ar, náuseas, tremores e despersonalização .</p>
<p style="text-align: justify;">Por medo de ser tomada por esses sintomas, a pessoa tende a evitar situações que acredita serem mais prováveis ocorrer ou só as enfrenta acompanhada. Os temores costumam estar relacionados a experiências que se tenta eliminar ou reduzir ao máximo para evitar a angústia. Entre os locais temidos estão os espaços abertos, lojas concorridas, centros públicos com grande circulação de pessoas e estádios de futebol. Multidões também são assustadoras para esses pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Em linhas gerais, podemos dizer que a agorafobia é o medo do medo. Os pacientes apavoram-se diante de situações que possam desencadear sen­sações de ansiedade, ativando aspectos fisiológicos e psíquicos, causando o sentimento de morte iminente. Entre os medos típicos desses quadros estão os de desmaiar, ter um infarto, perder o controle, enlouquecer, passar ridículo ou asfixiar-se e até o de ser ridiculariza­do. A evitação se baseia principalmente no receio da incapacitação ou da expo­sição pública. Para o paciente, a vida se toma mais limitada a cada dia, já que ele se autoimpõe inúmeras restrições.</p>
<p style="text-align: justify;">A agorafobia caracteriza-se pelo aparecimento isolado de medo ou mal-estar intenso, na ausência de um perigo real, acompanhado de pelo menos quatro de um total de 13 sintomas somáticos ou cognitivos. As crises têm início brusco e atingem rapidamente sua expressão máxima em dez minutos ou menos, sendo em geral acompanhadas de sensação de estar sob grande risco e necessidade urgente de fugir de grande perigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como começa o problema? Jorge, de 19 anos, descreveu sua pri­meira crise: &#8220;Deviam ser 3 da manhã. Despertei sobressaltado com a sen­sação estranha de que coração ia sair do peito. Batia forte e rápido. Fiquei assustado. Era muito difícil respirar e eu suava. À medida que passavam os minutos, a coisa piorava. Meus pais me levaram ao pronto-socorro por­ que estávamos com medo que fosse um infarto. Lá, fizeram um exame físico e o diagnóstico foi que eu tinha sofrido uma crise de pânico&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ocasionalmente, os acessos ines­perados são num primeiro momento atribuídos a uma causa física. Jorge demorou algum tempo até aceitar que seu problema era psicológico. Embora tivesse sentido ansiedade em outras ocasiões, nunca tinha sido intensa, nem com manifestações físicas tão acentuadas. Depois da má experiên­cia, ficou dois meses sem sair de casa. Achava que, se lhe havia ocorrido uma vez, poderia se repetir a qualquer momento. E assim foi. Limitou suas ati­vidades e já não assistia às aulas da fa­culdade por receio de sofrer uma nova crise. Deixou de guiar pela mesma razão. Quando saía de casa, procurava fazê-lo sempre acompanhado.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os fatores desencadeantes do ataque de pânico, dois se destacam: o stress psicológico e um conjunto de reações fisiológicas. O primeiro pode ser intensificado por problemas profissionais, de relações afetivas ou<br />
familiares. As reações fisiológicas em geral não são perigosas, embora muito desagradáveis (a pessoa está sujeita a hipoglicemia, quedas repentinas da pressão arterial etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, as crises apa­recem em um momento tranquilo, meses depois de uma etapa difícil de luto ou adaptação. Outras vezes, não existe um antecedente claro. Embora tenham sido identifícadas variáveis de predisposição, o transtorno pode surgir em qualquer pessoa. Faz-se uma distinção entre vulnerabilidade biológica (própria de pessoas com um sistema nervoso autônomo bastante reativo e fragilidade psicológica ca­racterística daqueles que se preocupam excessivamente com a saúde por terem convivido com uma enfermidade neles mesmos ou em alguém próximo).</p>
<p style="text-align: justify;">Os modelos etiológicos podem ser compreendidos sob vários pontos de vista. Tomamos aqui especificamente o ponto de vista cognitivo-comporta­mental. Segundo essa óptica, durante a crise ocorre um aprendizado mediante condicionamento clássico: o mal-estar físico é associado a sensações fisiológicas inofensivas. Como resultado desse con­dicionamento, do primeiro ataque em diante, a pessoa fica ansiosa a cada vez que se percebe uma pequena mudança no organismo. O passo seguinte é a con­solidação e generalização do aprendiza­do. Aprende-se assim a ter medo diante de outras situações parecidas. Desse modo, o comportamento de escape, a evitação ou ambos são reforçados pelo alívio imediato da ansiedade, assim, a probabilidade de o indivíduo optar pela estratégia de fuga aumenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas físicos da ansiedade são habitualmente avaliados por meio do Inventário de ansiedade de Beck ou de relatos dos pacientes. O teste explora os aspectos físicos e facilita a discri­minação entre ansiedade e depressão. Costuma também ser aplicado o Questionário de ansiedade traço-estado, de C. D. Spielberger, R. L. Gorsuch e R. E. Lushene. Com base na Escala de sintomas de ataque de pânico. O questio­nário pondera a gravidade da crise de angústia, trata-se de um instrumento autoadministrado com 14 perguntas. O paciente deve informar a gravidade dos sintomas, por meio de uma escala de quatro pontos (inexistente, intensidade leve, moderada e grave).</p>
<p style="text-align: justify;">A pessoa que sofre do transtorno costuma fazer a interpretação catas­trófica sobre suas sensações corporais durante os ataques de pânico. Com base nisso, terapeutas comportamen­tais defendem a importância de um &#8220;modelo educativo&#8221; na terapia no qual o paciente é treinado a identificar e desconfiar de suas conclusões trági­cas. Experimentos comportamentais em que a pessoa é exposta a estímulos internos e externos temidos servem para colocar à prova suas crenças sobre as sensações somáticas.</p>
<p style="text-align: justify;">O paciente deve conhecer o fun­cionamento da resposta fisiológica, aceitando-a como uma emoção normal, para que possa reconhecer a crise e lidar com ela. A pessoa aprende a detectar níveis elevados de ansiedade e a aplicar o controle da ativação fisiológica (aumen­to de batimentos cardíacos, variação da pressão arterial etc.) inicialmente em situações de tranquilidade e, depois, em momentos de stress. A meta é recuperar a mobilidade e a autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento psicológico apoia-se em técnicas de controle físico (relaxamento e respiração profunda) e em métodos cognitivos (controle dos pensamentos catastróficos com base em argumentos racionais, análise verbal e busca de alternativas) até o paciente estar preparado para a parte, em geral, mais difícil do tratamento: a exposição ao estímulo que causa desconforto.</p>
<p style="text-align: justify;">Profissionais que seguem a linha cognitiva defendem que é necessário aproximar-se daquilo que se teme para comprovar que os pensamentos automáticos não se realizam. A pro­posta é que a pessoa se familiarize com esse estado fisiológico até que não produza medo nem ansiedade. Para realizar a exposição é preciso elaborar antes uma lista de situações temidas, graduadas da menor inten­sidade para a maior, para que sejam enfrentadas uma a uma.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento começa com a fase educativa. É um momento de esclare­cimentos. Terapeuta e paciente reú­nem as informações colhidas durante a fase de avaliação. O objetivo é que a pessoa compreenda a agorafobia e aprenda o que fazer para controlar os sintomas. Para isso, são analisa­ das a hipóteses sobre a origem e a manutenção do problema. Convém que a ansiedade seja vista como uma emoção normal, às vezes até positiva, que tem função adaptativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente quando sua intensidade é demasiado elevada, mantém -se por muito tempo ou surge em situa­ções não ameaçadoras é que pode perder o caráter útil e necessário. É preciso, portanto, elucidar se a ansiedade é positiva ou negativa e, principalmente, perder o medo dela, conscientizando-se que, embora seja uma reação desconfortável, não é incontrolável nem insuportável. E são as interpretações negativas que intensificam sintomas.</p>
<p style="text-align: justify;">Alex, de 19 anos, estudante de engenharia civil, teve sua primeira crise no segundo semestre do curso. Certa tarde começou a perceber &#8220;coisas estranhas&#8221;. Os objetos dian­te dele pareciam deformados, sua visão estava normal, mas o mundo ao seu redor parecia irreal (era o que especialistas chamam de &#8220;sen­timento de desrealização&#8221;). Desde então, não deixava de se perguntar se os objetos eram ou não como os via. Quando se dava conta do que fazia, concluía que era absurdo e se angustiava. Perdeu muitas aulas na faculdade e trancou a matrícula. Na fase educativa do seu tratamento foi necessário demonstrar a ele que a ansiedade às vezes causa esse tipo de sintoma. O stress para se adaptar às mudanças em sua vida, com o início do curso, havia feito com que expe­rimentasse a desrealização. Depois de receber dados sobre alucinações e delírios, ele parou de se preocupar com o risco de enlouquecer, o que o tornou menos ansioso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Um inimigo com várias faces</h2>
<p style="text-align: justify;">Acessos de pânico, comportamentos compulsivos e fobias são algumas expressões da ansiedade, um transtorno que pode ser curado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser mais ou menos ansioso é um traço relativamente estável de personalidade que se reflete na percepção de situações como perigosas ou ameaçadoras. O estado de ansiedade propriamente dito, entretanto, pode ser considerado um momento de ruptura que causa enorme desconforto. Tensão, apreensão e inquietude dominam todos os outros aspectos da personalidade e desencadeiam (ou são desencadeados) por manifestações orgânicas &#8211; provocadas pela ativação do siste­ma nervoso autônomo &#8211; que vão da aceleração do batimento cardíaco ao suor intenso, da respiração arquejante à repetição de gestos estere­otipados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os transtornos de ansiedade, embora as­ sociados à presença de estados de tensão, assu­mem diversas formas. O reconhecimento de uma matriz comum a todos eles é uma aquisição relativa­mente recente da ciência. O transtorno de ansiedade pode se manifestar como súbito ataque de pânico, como fobia simples (na qual se sente que a ameaça provém de estímulos bem específicos), ou ainda como fobia social (provocada quando esquemas cognitivos &#8220;mal calibrados&#8221; percebem ameaças potenciais em situações sociais banais).</p>
<p style="text-align: justify;">Há também o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), no qual a mente é invadida por pensamentos incômodos que são exorcizados com rituais repetitivos. Pelo menos na adolescência, quase todos passamos por um período em que cultivamos pequenos rituais que ajudam a aliviar estados de ansiedade. Não são poucas as pessoas que, antes de sair de casa, têm o hábito de verificar, repetidamente, se a porta está trancada. Em geral, tudo termina aí. Mas, para quem sofre de TOC, essas atividades podem, literal­mente, consumir o tempo, exigindo uma ou mais horas do dia para ser executadas, tornando as ações cotidianas mais banais extenuantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses comportamentos rituais ou compulsões são res­postas destinadas a aliviar um estado de ansiedade que se manifesta por meio de ideias obsessivas e pensamentos perturbadores, dos quais a pessoa não consegue se livrar. A gama de elucubrações pode ser muito vasta, indo desde a ideia de ser infectado por bactérias que parecem estar por todo lado até a presença constante de imagens ou cenas consideradas repugnantes ou o receio de fazer mal a pessoas queridas.</p>
<p style="text-align: justify;">Racionalmente, o paciente sabe bem que os rituais que emprega &#8211; como lavar continuamente as mãos, com determinada série de números ou dispor os objetos segundo uma simetria particular &#8211; não têm nenhum significado, salvo o de proporcionar uma pausa momentânea na ansiedade que o incomoda.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra face dos transtornos de ansiedade se manifesta na fobia social, na qual a permanente impressão de ser observado e julgado muitas vezes leva a uma paralisia. Em certo sentido, pessoas que sofrem dessa fobia são incapazes de &#8220;esquecer o próprio medo&#8221; para inserir-se na situação social em que estão naquele momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes esse estado só se manifesta em situações específicas &#8211; como falar em público, comer, escrever ou telefonar na presença de muita gente. Em alguns pacientes, porém, os sintomas surgem até mesmo quando é reduzido o número de pessoas à sua volta. A perspectiva de enfrentar uma das situações tão temidas provoca um forte estado de apreensão dias antes. Não é raro que o sociofóbico manifeste sua ansiedade fisicamente, enrubescendo, suando ou tremendo, algo que o faz se sentir ainda mais como alvo de possíveis críticas. Deflagra-se então uma espiral de desconforto, sensação que persiste mesmo após a situação crítica, alimentada por pensamentos de autodepreciação e receio da opinião alheia. A fobia social pode interferir nas atividades escolares, profissionais e na capacidade de fazer e manter amizades.</p>
<p style="text-align: justify;">Um caso particular é o transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Além de apresentar graus de intensidade &#8211; do mais leve, em que é difícil distingir dos traços de personalidade, até o mais preocupante &#8211; está, muitas vezes, associado a outras formas de ansiedade e, sobretudo, à depressão maior. Para pacientes com TAG, qualquer problema (seja mal-estar físico, dificuldade no trabalho ou discussão familiar) pode ser motivo para a antecipação de situações catastróficas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casos mais graves, ao levantar de manhã, a pessoa fica ansiosa só de pensar nas atividades cotidianas que deverá enfrentar. A ansiedade mani­festa-se também fisicamente, por meio de cansaço, cefaleia, tensões e dores musculares, dificuldade de digestão, tremores, convulsões, irritabilidade, suor e acessos de calor. Em muitas ocasiões, o paciente percebe a desproporção entre a realidade da situação e o nível de ansiedade, mas essa consciência racional não consegue dissolver os temores que ocupam a mente. A incapacidade de relaxar repercute na força de concentração, perturbada pela constante intrusão de sentimentos de ansiedade, e na possibilidade de ter um sono tranquilo. Pessoas que sofrem de TAG, diferentemente das que têm outros tipos de ansiedade, não evitam situações específicas. Se o transtorno não assumir formas graves, não interferirá na capacidade de integração social e na ativi­dade profissional. Por isso, a importância dessa forma de ansiedade foi por muito tempo subestimada. Atualmente, porém, o problema recebe maior atenção, seja porque se apresenta, com frequência, associado à depressão maior ou porque o acúmulo da experiência clínica revelou que, nas formas mais intensas, até mesmo a execução das atividades cotidianas mais banais pode se tornar algo extremamente penoso. Diversos estudos confirmaram a existência de duas dimensões psicopatológicas independentes do TAG. Uma delas é caracterizada por medo, temor, preocupação e angústia; e outra pela tristeza, humor deprimido e sentimento de culpa. Ambas as manifestações estão presentes em todas as pessoas com transtornos depressivos ou com TAG, mas uma delas costuma predominar.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Percepção corporal</h2>
<p style="text-align: justify;">O segundo passo do tratamento consiste em aprender a controlar as próprias reações. São sugeri das diversas técnicas e exercícios de relaxamento, cujo propósito é alcançar um estado fisiológico antagônico à ansiedade, ativando o ramo parassimpático do sistema nervoso central.</p>
<p style="text-align: justify;">O relaxamento muscular progressi­vo, usado com frequência, compreende exercícios de tensão e distensão mus­cular seguidos de relaxamento mental. Essa técnica pode ser dominada em pouco tempo e é muito eficaz. Existem exercícios de respiração em diferentes posições corporais que devem ser praticados várias vezes ao dia. No momento da crise, são aplicados para evitar a hiperventilação.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo do terceiro passo do tratamento é que a pessoa enfrente gradualmente as situações temidas. Com a exposição, busca-se descon­dicionar os estímulos associados à resposta de ansiedade. Cada vez que é evitada a situação temida (como sair à rua ou entrar em um determinado lugar), o desconforto é reduzido, mas o problema se mantém. É necessário, portanto, provocar o fenômeno oposto: conseguir extinguir a ansiedade sem recorrer à evitação. O indivíduo precisa enfrentar a situação apesar da ansiedade, comprovando que não acontece aquilo que ele teme e que, em caso de ocorrer, não é tão catastrófico e insuportável quanto acreditava.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com os sintomas, são realizados exercícios de exposição a dois tipos de estímulos: internos (sen­sações corporais) e externos (situações temidas). A exposição interoceptiva consiste em provocar as sensações corporais que apavoram a pessoa. Por meio de exercícios simples, ela se expõe aquilo que teme, comprova que suas interpretações não são corretas e se familiariza com esse estado fisiológico até perder o medo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dado paciente, por exemplo, temia a &#8220;chegada&#8221; da taquicardia. Tinha até mesmo deixado de praticar esportes porque as batidas do cora­ção lhe lembravam as palpitações das crises. As tarefas de exposição consistiram em subir escadas até que aumentasse o ritmo cardíaco. Em seguida, ele deveria se sentar e se concentrar nos batimentos. Nas primeiras exposições, o mal-estar era grande ao notar a aceleração. Depois de várias tentativas, a an­siedade diminuiu.</p>
<p style="text-align: justify;">O quarto passo tem relação com a capacidade cognitiva. É centrado na identificação dos pensamentos que afetam negativamente. De acordo com as teorias que fundamentam os aspectos comportamentais nos transtornos psicopatológicos, come­temos erros ou somos tendenciosos ao processar as informações. O objetivo seria, portanto, modificar a interpretação da situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos erros mais frequentes é o pensamento polarizado ou di­cotôrnico, que reduz tudo a branco ou preto. O agorafóbico aplica esse viés à avaliação do seu estado emocional: bom/mau, tranquilo/ansioso etc. Ele acredita que seu estado passa de tranquilo a tenso imediatamente, quando, na verdade, a ansiedade implica um conjunto de parâmetros (frequência cardíaca, respiratória e tônus muscular) que se alteram. Ao corrigir a tendência ao pensamento dicotômico, a pessoa chega à conclusão de que a ansieda­de passa inicialmente de zero a 10, então a 20, depois a 30 e assim por diante. Não vai de zero a 100 como às vezes tendemos a acreditar. Por isso, o objetivo não é tanto atingir a meta &#8211; nesse momento inicial, impossível &#8211; de não ficar nervoso, mas manter a ativação fisiológica em níveis toleráveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra tendência frequente é a interpretação de sintomas como in­dicadora de algo negativo. A terapia busca identificar pensamentos catastrofistas e previsões negativas com o intuito de substituí-Ios por outras for­mas mais equilibradas de pensar. Para isso, partindo dos registros diários feitos pelo paciente, é elaborada uma lista com as preocupações principais consideradas &#8211; e desconstruídas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Em busca de tranquilidade</h2>
<p style="text-align: justify;">A boa notícia é que os transtornos de ansiedade podem ser curados. Até a metade do século XX, o único tratamento que parecia surtir algum resultado nessas síndromes era a terapia psicanalítica. Nem os poucos e drásticos métodos então vigentes (coma insulínico, eletrochoque), nem os remédios (principalmente barbitúricos) eram eficazes. Um primeiro avanço foi dado com a introdução dos benzodiazepínicos, remédios an­siolíticos por excelência. Todavia, mesmo deixando de lado o fato de que não são adequados para todas as formas de transtorno (como ataques de pânico, por exemplo), eles têm um limite: agem apenas na supressão do sintoma, isto é, não influem sobre os mecanismos que explicam a doença nem sobre as causas do transtorno. Isso significa que, se confiarmos ape­nas nesse tipo de remédio, assim que seu uso for suspenso, a ansiedade retornará. Daí a importância da psicoterapia.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Para prevenir</h2>
<p style="text-align: justify;">A última fase do tratamento é dedi­cada à manutenção dos sucessos e à prevenção das recaídas. É o momento para que a pessoa em tratamento avalie sua evolução e reforce o tra­balho realizado. Normalmente, um sinal de que a terapia teve sucesso é a automatização do comportamento, sem que o paciente esteja atento à situação nem à ansiedade derivada. Pode persistir uma memória ocasio­nal, mas nunca tão negativa e intensa a ponto de evocar uma resposta de ansiedade. Uma pessoa que tenha superado o problema e que depois de algum tempo volte a apresentar algu­ma uma crise, porém, pode cometer o equívoco de pensar que piorou e que o problema retomou. É fundamental lembrar, porém, que ansiedade é sinô­nimo de grau de ativação fisiológica e faz parte do ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa fase, algumas técnicas podem se úteis. É o caso do &#8220;ensaio escrito&#8221; no qual a pessoa resume o que é o pânico-agorafobia, como é mantido, o que o transtorno signifi­ca em sua vida, como começaram os sintomas, de que maneira conseguiu controlá-los etc. Recomenda-se que o texto seja lido diariamente. Pode ser elaborada também uma lista de possíveis situações problemáticas futuras (fazer uma longa viagem, falar em público, mudar de em­ prego, sofrer de uma enfermidade, por exemplo). O paciente escreve sobre as sensações que acredita que aparecerão como se sentirá em cada situação. Com a antecipação, as manifestações se tornam passíveis de controle e menos assustadoras. Nessa etapa do tratamento é fun­damental desenvolver (ou retomar) atividades prazerosas que foram evitadas em razão do transtorno. E seguir em frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.methodus.com.br/artigo/747/agorafobia-o-medo-do-medo.html</p>
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		<title>Quando buscar ajuda psicológica para o seu filho?</title>
		<link>https://casule.com/blog/quando-buscar-ajuda-psicologica-para-o-seu-filho/</link>
		
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2015 22:00:49 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/10/shutterstock_159529073_0.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2593" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/10/shutterstock_159529073_0.jpg" alt="shutterstock_159529073_0" width="600" height="401" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/shutterstock_159529073_0.jpg 620w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/shutterstock_159529073_0-300x200.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/shutterstock_159529073_0-610x407.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/shutterstock_159529073_0-480x321.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/shutterstock_159529073_0-600x401.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente, são os pais os primeiros a reconhecer quando um filho apresenta algum problema emocional ou de comportamento. Mesmo assim, a decisão de buscar uma ajuda profissional pode ser difícil e dolorosa para os pais. O primeiro passo a ser feito é tratar de falar afetivamente com a criança sobre o problema. Uma conversa aberta e honesta sobre os sentimentos do filho pode ajudar dependendo da idade dele. Os pais também podem consultar com o médico da criança, professores ou outros adultos que conheçam bem o filho para saber mais sobre as dificuldades da criança. Alguns dos sinais indicativos de que existe a necessidade de uma avaliação de um psiquiatra ou psicólogo infantil são os seguintes:</p>
<h2 style="text-align: justify;">Em crianças pequenas:</h2>
<p style="text-align: justify;">•Mudanças importantes no rendimento acadêmico;<br />
•Notas baixas na escola, apesar da criança fazer um esforço grande;<br />
•Muita preocupação ou ansiedade excessiva, o que pode resultar em negativa para ir a escola, para deitar ou dormir, ou participar de atividades normais para uma criança da sua idade;<br />
•Hiperatividade, inquietude, movimento constante;<br />
•Pesadelos constantes;<br />
•Desobediência, agressividade constante (mais de 6 meses) e comportamento provocativo com as figuras de autoridade;<br />
•Ataques de birra frequentes e inexplicáveis;<br />
•Alterações do humor (por um largo período) como tristeza, desinteresse por brincadeiras que costumava realizar, desânimo;<br />
•Alterações do apetite.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Em pré-adolescentes ou adolescentes:</h2>
<p style="text-align: justify;">•Mudanças importantes no seu rendimento escolar;<br />
•Dificuldade para enfrentar os problemas, situações ou atividades diárias;<br />
•Mudanças significativas nos hábitos de dormir ou alimentares;<br />
•Muitas queixas físicas;<br />
•Humor depressivo, manifestado por um estado de animo e atitudes negativas;<br />
•Abuso de drogas ou de álcool;<br />
•Medo intenso em se tornar obeso sem ter em consideração o verdadeiro peso, comportamentos de restrição importante da alimentação ou indução ao vomito logo após ingerir alguma comida;<br />
•Pesadelos persistentes;<br />
•Ameaças de machucar-se a si mesmo ou aos outros;<br />
•Crises intensas de irritabilidade ou agressividade;<br />
•Ameaças de que se irá de casa;<br />
•Confronto persistente com os pais, desafio com as figuras de autoridade de forma agressiva ou não, roubos, vandalismo, ausência escolar;<br />
•Pensamentos e/ou sentimentos estranhos, pouco usuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Se os problemas persistirem por um largo período produzindo prejuízos na funcionalidade da criança (problemas que interferem na escola, no convívio social com crianças da mesma idade, na família ou no trabalho em caso de que seu filho seja adolescente) procure ajuda de um psicólogo. Lembre-se que quanto antes se avalie e se trate o problema melhores são as possibilidades de resolver a questão.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://infanciaepsicologia.blogspot.com.br/2013_08_01_archive.html</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/quando-buscar-ajuda-psicologica-para-o-seu-filho/">Quando buscar ajuda psicológica para o seu filho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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		<item>
		<title>Transtorno do pânico: o que é?</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-do-panico-o-que-e/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 14:02:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[panico]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno do pânico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é? O transtorno do pânico é definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo. As crises de pânico são entendidas como intensas, repentinas e inesperadas que provocam nas pessoas, sensação de mal estar físico e mental juntamente a um comportamento de fuga do local onde se encontra, seja indo para um pronto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/medo.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2080" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/medo.jpg" alt="Stressed businesswoman" width="600" height="904" /></a></p>
<h2 style="text-align: justify;">O que é?</h2>
<p style="text-align: justify;">O transtorno do pânico é definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo. As crises de pânico são entendidas como intensas, repentinas e inesperadas que provocam nas pessoas, sensação de mal estar físico e mental juntamente a um comportamento de fuga do local onde se encontra, seja indo para um pronto socorro, seja buscando ajuda de quem está próximo. A reação de pânico é uma reação normal quando existe uma situação que favoreça seu surgimento. Estar num local fechado onde começa um incêndio, estar afogando-se ou em qualquer situação com eminente perigo de morte, a sensação de pânico é normal. O pânico passa a ser identificado como patológico e por isso ganha o título de transtorno do pânico quando essa mesma reação acontece sem motivo, espontaneamente. Nas situações em que a própria vida está ameaçada o organismo toma medidas que normalmente não tomaria, perdendo o medo de pequenos perigos para livrar-se de um perigo maior. Para fugir de uma cobra podemos subir numa árvore mesmo tendo medo de altura ou fazendo esforços incomuns, sofrendo pequenos ferimentos que no momento não são percebidos. O estado de pânico é portanto uma reação normal e vantajosa para a auto-presenvação. Aqueles que fogem mais rapidamente do perigo de morte têm mais chances de sobreviver.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O diagnóstico</h2>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico do transtorno do pânico possui critérios bem definidos, não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo. Assim sendo estão aqui apresentados os critérios usados para fazer este diagnóstico.</p>
<p style="text-align: justify;">a) Existência de vários ataques no período de semanas ou meses.Quando houve apenas um ataque é necessária a presença de significativa preocupação com a possibilidade de sofrer novos ataques ou com as consequências do primeiro ataque. Isto é demonstrado pela preocupação com doenças, intenção de ir ao médico e fazer exames, vontade de informar-se a respeito de manifestações de doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">b) Dentre vários sintomas pelo menos quatro dos seguintes devem estar presentes:</p>
<p style="text-align: justify;">1- Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável.<br />
2- Sudorese difusa ou localizada (mãos ou pés).<br />
3- Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo.<br />
4- Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar.<br />
5- Sensação de desmaio iminente.<br />
6- Dor ou desconforto no peito (o que leva muitas pessoas a acharem que estão tendo um ataque cardíaco)<br />
7- Náusea ou desconforto abdominal<br />
8- Tonteiras, instabilidade sensação de estar com a cabeça leve, ou vazia.<br />
9- Despersonalização ou desrealização.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A despersonalização é uma sensação comum nos estados ansiosos que pode surgir mesmo fora dos ataques de pânico. Caracteriza-se por dar a pessoa uma sensação de não ser ela mesma, como se estivesse saindo de dentro do próprio corpo e observando a si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A desrealização é a sensação de que o mundo ou o ambiente em volta estão diferentes, como se fosse um sonho ou houvesse uma núvem.</p>
<p>10- Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo.<br />
11- Medo de morrer.<br />
12- Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo.<br />
13- Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">c) Há substâncias que podem geral reações de pânico como os estimulantes. Quando o pânico ocorre sob esse efeito não se pode dar este diagnóstico assim como também não pode ser dado em decorrência de outros estados ansiosos anteriores como um ataque de pânico secundário a uma exposição forçada de um fóbico social por exemplo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Causas</h2>
<p style="text-align: justify;">As causas dos ataques de pânico são desconhecidas. Contudo cada um dos pensamentos teóricos vigente possue suas próprias teorias. Observa-se também que os pacientes ao procurarem o psiquiatra pela primeira vez geralmente possuem suas próprias teorias ou explicações para o que está acontecendo consigo. Por enquanto a única recomendação que o médico pode dar aos seus pacientes é de não pensarem a respeito pois como não existem bases comprovadas para se especular a respeito das causas do pânico, qualquer idéia tem muito mais chances de estar errada do que certa. O paciente deve preocupar-se em seguir o tratamento e levar sua vida normalmente ao invés de descobrir as causas de seu transtorno.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Teorias Neuroanatômica</h3>
<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/tronco.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2079 size-full" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/tronco.jpg" alt="tronco" width="280" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Baseando no princípio de que o ataque de pânico é uma perturbação do sistema fisiológico que regula as crises normais de medo e ansiedade, cientistas elaboraram hipóteses do fluxo de acontecimentos no cérebro dos pacientes com pânico. Na figura abaixo está indicado que a reação de pânico começa no locus ceruleus (LC) porque sua estimulação produz quase todas as reações fisiológicas e autonômicas do pânico. O LC por outro lado se conecta ao nervo vago que se estende a regiões do tórax e abdômen, podendo explicar a origem do mal estar abdominal, sensação de sufocação e taquicardia tão frequentes nas crises de pânico. A ponte, onde está localiozado o LC, possui amplas conecções com o sistema límbico logo acima e é neste sistema onde se localizam as reações de medo e ansiedade. A ponte é também caracterizada por estar fora da área onde se pode exercer influência voluntária como na córtex, isto poderia explicar a origem inesperada e incontrolável das crises.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Comportamental</h3>
<p style="text-align: justify;">Para o modelo comportamental a teoria neuroanatômica é insuficiente. Vários princípios comportamentais estão envolvidos no desenvolvimento do pânico: o condicionamento clássico, o princípio do medo do medo, a teoria da interpretação catastrófica e a sensibilidade a ansiedade. No princípio do condicionamento clássico o paciente desenvolve o medo a partir de um determinado estímulo e sempre que exposto a esse estímulo, a recordação de medo é evocada fazendo com que a pessoa associe a idéia do medo ao local onde se encontra. Por exemplo, ao passar num túnel caso sinta-se mal por qualquer motivo passa a relacionar o túnel ao mal estar e gerando equivocadamente nova reação de ansiedade, que passa a ser reforçada pelo alívio da saído do túnel. Este modelo não pode explicar todas as crises de pânico nem é pretenção do pensamento comportamental explicar tudo a partir de uma só teoria comportamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.psicosite.com.br/tra/ans/panico.htm</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Como lidar com o ciúme primogênito quando nasce o segundo filho?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-lidar-com-o-ciume-primogenito-quando-nasce-o-segundo-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2015 13:13:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia infantil]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A queixa mais frequente de mulheres que têm um segundo filho é a dificuldade de lidar com o comportamento do mais velho. Crianças anteriormente dóceis e bem comportadas podem se tornar rebeldes e agressivas de uma hora para outra com a chegada de um irmãozinho. O que fazer nessa situação? Em primeiro lugar, devemos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-chegada-do-bebe.jpg"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1976" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-chegada-do-bebe.jpg" alt="casule-psicologia-chegada-do-bebe" width="600" height="449" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-chegada-do-bebe.jpg 560w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-chegada-do-bebe-300x224.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-chegada-do-bebe-510x382.jpg 510w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-chegada-do-bebe-480x359.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A queixa mais frequente de mulheres que têm um segundo filho é a dificuldade de lidar com o comportamento do mais velho.<br />
Crianças anteriormente dóceis e bem comportadas podem se tornar rebeldes e agressivas de uma hora para outra com a chegada de um irmãozinho. O que fazer nessa situação?</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, devemos considerar a perspectiva da criança que perdeu seu lugar de destaque na família.<br />
Até então, provavelmente todas as atenções estavam voltadas para ela. Cada comportamento seu mobilizava uma multidão ao seu redor, rindo de suas gracinhas e achando tudo muito lindo e divertido. De repente, ninguém mais repara nela e só quer saber do bebê que chegou.<br />
De repente, ninguém mais repara nela e só quer saber do bebê que chegou. Não deve ser nada fácil, não é?</p>
<p style="text-align: justify;">Todos nós precisamos de atenção e procuramos obtê-la com os recursos de que dispomos.<br />
Assim, a princípio, a criança começa a se esforçar profundamente nos comportamentos que costumavam dar certo, assumindo posturas exageradas. Já não existe mais a espontaneidade que tornava seus comportamentos tão graciosos, e os adultos começam a achá-la muito sem graça, criando um ciclo vicioso em que ela se esforça cada vez mais e fica cada vez mais sem graça. A situação mudou drasticamente e a criança se sente perdida, sem saber como lidar com isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante da condição desagradável de não conseguir obter atenção, a criança vai fazer diferentes tentativas, até acertar em algum alvo. O problema é que, muitas vezes, os pais estão tão entretidos com o bebê, ou com outros afazeres, que ficam totalmente alheios a esses esforços. Quando a criança apronta alguma arte, é malcriada ou agressiva, finalmente alguém nota sua presença!<br />
Assim, o ato de quebrar alguma coisa, beliscar o irmãozinho ou dar um escândalo na frente das visitas acaba cumprindo a função de gerar atenção, fazendo com que esses comportamentos inadequados tenham uma chance muito grande de se repetir.<br />
Mesmo que os pais reajam com punições (batendo, gritando, colocando de castigo ou repreendendo com vigor), o objeto primário que a criança buscava era atenção. Não adianta tentarmos suprimir esse comportamento sem antes ensinarmos à criança uma maneira adequada de obter as coisas das quais necessita. Ela realmente necessita de atenção e precisa aprender novas maneiras de ser notada.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguem, então, algumas dicas para você lidar com situações como essa:<br />
1. Procure não esperar que a criança tenha comportamentos inadequados até prestar atenção nela. Por mais cansativo que seja ter que se dividir entre os cuidados do novo bebê, procure fazer um esforço para que o filho mais velho não seja tão deixado em segundo plano.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Envolva a criança nos cuidados com o bebê, respeitando, é claro, suas limitações. Dê pequenas tarefas que a façam se sentir importante.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Elogie os bons comportamentos. Afague a criança e expresse sua satisfação quando ela demonstrar carinho pelo irmãozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Diante de um comportamento inadequado, não se exalte. Quanto mais importância você der, mais fará parecer que aquilo está fazendo sucesso. Tente se mostrar indiferente.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Converse carinhosamente a respeito da situação, reafirmando que o fato de que você ainda ama profundamente aquela criança e existe espaço para os dois dentro do seu coração.</p>
<p style="text-align: justify;">Se as birras já começaram a ocorrer, você terá que ter paciência até que novos comportamentos sejam ensinados e substituam essas formas de agir. No começo, ignorar o que está sendo feito de inadequado pode até piorar a situação, porque a criança vai insistir e tentar conseguir obter atenção, mas depois o comportamento tende a cessar. Não desista. Continue insistindo nessa postura, porque essa piora é transitória e faz parte do processo de extinção do comportamento. Assim que ela conseguir uma forma mais adequada de obter atenção sem precisar ser punida, o comportamento inadequado será substituído pelos que você está ensinando.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você ainda está se preparando para a chegada do segundo bebê, ainda há tempo para criar um ambiente de cumplicidade e aconchego, em que a criança se sinta segura e possa participar da novidade com alegria, sem se sentir excluída do processo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.e-familynet.com/pages.php/PT/000/ciume.htm</p>
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		<title>Como vencer o medo de falar em público?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-vencer-o-medo-de-falar-em-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2015 00:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O medo de falar em público é, comprovadamente, de acordo com várias pesquisas já realizadas e amplamente divulgadas pela mídia, um dos maiores medos do ser humano, variando apenas o seu grau de intensidade de pessoa para pessoa. Existem pessoas que, literalmente, travam na hora de falar ou expor suas ideias publicamente. Mesmo um palestrante [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/05/post-p-blog.jpg"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1848" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/05/post-p-blog.jpg" alt="post-p-blog" width="600" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O medo de falar em público é, comprovadamente, de acordo com várias pesquisas já realizadas e amplamente divulgadas pela mídia, um dos maiores medos do ser humano, variando apenas o seu grau de intensidade de pessoa para pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem pessoas que, literalmente, travam na hora de falar ou expor suas ideias publicamente. Mesmo um palestrante “tarimbado” não irá negar que sente aquele “friozinho” incomodo no estômago antes de ficar diante de uma plateia.</p>
<p style="text-align: justify;">É inegável a sensação de desconforto causada quando estamos totalmente expostos, sendo o centro das atenções, ainda mais se tivermos um holofote nos iluminando num palco.</p>
<p style="text-align: justify;">E nem precisa ser um palco para nos causar este desconforto, pode ser até numa reunião de negócios ou mesmo numa ocasião social, quando estamos cercados de familiares ou amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem é que já não foi exposto numa situação destas? Imagine você na sua própria festa de aniversário ou numa comemoração por uma promoção e, de repente, seus amigos começam com aquele corinho famigerado, o tal do “Discurso! Discurso! Discurso!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Você já vai sentindo aquele frio no estômago, aquele arrepio na espinha, a boca seca, o rosto vai ficando todo vermelho. É quase que, inevitável, que você sinta esse desconforto pelo menos uma vez na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu costumo dizer que só há uma maneira de enfrentar este medo, que é você ter a real consciência do seu limite e a partir deste ponto, através de muita disciplina e determinação, você ir se desafiando aos poucos para vencer este medo, através do controle de suas emoções.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem hoje, inúmeras alternativas, desde processos como coaching, terapia comportamental e treinamentos específicos para melhorar a performance de comunicação interpessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse “pavor” nada mais é do que a mesma sensação que você tem ao praticar um esporte radical ou quando está exposto em uma situação conflitante. Nas situações do dia-a-dia, ao qual somos desafiados ou expostos, temos essas sensações de medo, alegria, euforia e com o tempo até de prazer, pois nossos neurotransmissores, que são os responsáveis pelo nosso equilíbrio mental e fisiológico, acabam liberando certas enzimas e endorfinas que estimulam e aceleram nosso metabolismo nestas situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando isso acontece, sentimos nosso coração disparar, a temperatura do nosso corpo abaixar, entre outras sensações físicas. É nesse momento que você precisa aprender a se conhecer melhor, para a partir deste ponto superar seus limites com muito respeito e consciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Costumo dizer que o medo pode ser o nosso maior aliado ou nosso pior inimigo e que devemos respeitá-lo, mas não aceitá-lo. Quando você tem consciência de seus medos, o que você precisa fazer é negociar com eles, fazendo uma avaliação muito criteriosa de tudo o que você ganha ou perde quando sustenta seus limites.</p>
<p style="text-align: justify;">O medo está diretamente ligado às nossas emoções e não é um processo racional ou lógico. Portanto, quando pensamos em algo que nos assusta ou nos desconforta, geramos naturalmente um sentimento ou sensação que reflete diretamente no nosso comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">O medo pode gerar três comportamentos básicos que são a fuga, a inércia ou o movimento. Ao decidir movimentar-se para dominar o medo é necessário que você se conheça profundamente, ou seja, você precisar obter o autoconhecimento dos seus limites e também dos seus recursos e capacidades para aos poucos, aprender a controlar e transformar suas emoções em resultados positivos.</p>
<p style="text-align: justify;">São utilizadas várias técnicas como programação neurolinguística, inteligência emocional, coaching comportamental que, basicamente, fazem com que você resinifique seus limites e aprimore seus recursos através do autoconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">São também utilizados alguns exercícios de repetição e dinâmicas vivenciais de moderação e controle emocional para que você, aos poucos, vá se sentindo mais confortável diante do público e não ser lançado diretamente na “cova dos leões”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados são significativos, pois tudo é amparado e respaldado no exato momento em que é identificado um limite na comunicação, através de feedbacks pontuais e corretivos, ajustando positivamente a performance de comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o processo de Coaching de Comunicação você toma consciência da necessidade de dominar o assunto, assim como técnicas de posicionamento e postura, linguagem e comunicação adequadas, além da eliminação de gestos desnecessários e o bom uso do controle respiratório e da arte de cativar as pessoas com o olhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Para se comunicar é necessário agir com naturalidade, passar confiança e credibilidade no assunto, mas nada disso será válido se você não praticar constantemente.</p>
<p style="text-align: left;">Fonte: http://edsondepaula.com.br/blog/o-monstro-da-plateia-voce-tem-medo-de-falar-em-publico/</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como ajudar as crianças a desenvolverem resiliência?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-ajudar-as-criancas-a-desenvolverem-resiliencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2015 00:13:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Circunstâncias difíceis (por exemplo a morte de um dos pais, dificuldades financeiras ou ter sido vítima de desastre natural) podem afetar o desenvolvimento de algumas crianças. No entanto, a maioria delas pode superar bem as situações adversas por serem resilientes. Resiliência é ser capaz de se adaptar às circunstâncias difíceis de uma forma positiva. Não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-jf-resiliencia.jpg"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1812" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-jf-resiliencia.jpg" alt="casule-psicologia-jf-resiliencia" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Circunstâncias difíceis (por exemplo a morte de um dos pais, dificuldades financeiras ou ter sido vítima de desastre natural) podem afetar o desenvolvimento de algumas crianças. No entanto, a maioria delas pode superar bem as situações adversas por serem resilientes. Resiliência é ser capaz de se adaptar às circunstâncias difíceis de uma forma positiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é um traço de personalidade: essa característica varia dependendo da duração, da natureza e do acúmulo de fatores de risco e ainda do apoio que a criança recebe. Varia também de acordo com a situação: algumas crianças que mostram resiliência em um aspecto (por exemplo, escola) podem ter dificuldades em outro (por exemplo, conviver com os pares).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Alguns fatores que favorecem a resiliência</h2>
<p style="text-align: justify;">&#8211; pontos fortes pessoais: ter boas habilidades sociais e uma personalidade fácil e ser capaz de regular as emoções após um evento estressante;<br />
&#8211; apoio social: ter amigos e cuidadores disponíveis e sensíveis;<br />
&#8211; ter família, segurança, estabilidade financeira e convivência com as pessoas da comunidade em que vive;<br />
&#8211; ter bem desenvolvidas as funções executivas (por exemplo, memória, atenção, ser capaz de controlar impulsos) e o controle cognitivo. Essas habilidades ajudam a criança para se adaptar às mudanças em seu ambiente causados por um evento estressante.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como promover o desenvolvimento da resiliência nas crianças</h2>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Durante a gravidez, tenha expectativas realistas de como será sua vida após o nascimento e garanta apoio psicológico em situações estressantes para permanecer saudável e proporcionar um ambiente de carinho para a criança<br />
&#8211; Envolva a criança em atividades físicas que exijam treinamentos específicos<br />
&#8211; Brinque com jogos que envolvam a tomada de decisões, atenção e memória<br />
&#8211; Estabeleça limites e regras claras para promover o autocontrole (por exemplo, peça a criança que permaneça na mesa até o fim do jantar ou até que complete uma tarefa)<br />
&#8211; Depois de um evento estressante, tente restaurar uma rotina regular, assim que possível, tendo em mente que novas rotinas terão de ser estabelecidas<br />
&#8211; Esteja sempre física e emocionalmente disponível para as reações de seu (sua) filho(a)<br />
&#8211; Ouça as perguntas e discuta sobre as experiências traumáticas da criança. Procure ajuda<br />
de um profissional, se achar necessário<br />
&#8211; Participe de atividades conjuntas para ajudar a família a recuperar uma vida normal<br />
&#8211; Encontre tratamentos que se encaixem com a cultura, a personalidade e o desenvolvimento da criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2015/01/como-ajudar-criancas-desenvolverem-resiliencia</p>
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