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	<title>terapia cognitiva - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>terapia cognitiva - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>O que é Transtorno da Personalidade Histriônica?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-e-transtorno-da-personalidade-histrionica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2018 13:05:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Transtorno da Personalidade Histriônica (TPH) se manifesta quando as pessoas demonstram comportamentos dramáticos, buscando chamar atenção para si e enfatizando enormemente a intensidade de suas emoções. Isso é feito porque possuem uma demanda muito grande por afeto, o que os leva a querer sempre ser o centro das atenções e a apresentar até mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">O Transtorno da Personalidade Histriônica (TPH) se manifesta quando as pessoas demonstram comportamentos dramáticos, buscando chamar atenção para si e enfatizando enormemente a intensidade de suas emoções. Isso é feito porque possuem uma demanda muito grande por afeto, o que os leva a querer sempre ser o centro das atenções e a apresentar até mesmo posturas egocêntricas e manipuladoras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Personalidade Histriônica</h2>
<p class="p1"><span class="s1">Sendo assim, o paciente com a estrutura de personalidade histriônica apresenta comportamentos exibicionistas, podendo utilizar de sua aparência para chamar atenção e se sentindo desconfortável quando seu objetivo não é atingido. Ademais, seu comportamento pode ser sedutor ou provocante, sendo tal transtorno caracterizado, também, pela superficialidade emocional de fala, elevada dramatização e pelos pacientes já presumirem, mesmo sem conhecer profundamente os outros, um alto grau de intimidade.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Apesar desse comportamento, as pessoas com TPH acreditam que sua postura não é anormal, mas creem que a perturbação de seus relacionamentos e as emoções negativas, como raiva e desânimo, surgem por causa de fatores externos, sob os quais eles não têm controle. Fica claro, assim, que assumem uma postura de vítima.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Todo esse comportamento encontra fundamento na crença, sempre presente em tal transtorno, de que o paciente não pode ficar sozinho, precisando do outro para sobreviver. Por isso, os comportamentos apresentados têm objetivo de garantir que sempre haja a aprovação dos outros, uma vez que qualquer sinal de rejeição é visto como algo muito maior do que realmente é.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Tal crença é oriunda de necessidades desenvolvimentistas que não foram supridas, tais como validação e afeto. Portanto, o tratamento, muitas vezes, deve se concentrar em tais aspectos, para que, trabalhando a visão distorcida dos pacientes, possa-se desenvolver a sua capacidade de julgamento para que seja mais condizente à realidade, racionalizando a interação com o outro e ressignificando as experiências de rejeição.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Através do tratamento, pode-se promover o bem-estar do paciente, para que ele atinja o nível de segurança emocional desejado, consiga tolerar a frustração, superar o temor de rejeição e a dependência da aprovação do outro, aumentando a sua autossuficiência. Além disso, o desenvolvimento de empatia e de habilidades de comunicação também são metas importantes no tratamento.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1"> Ainda que o transtorno traga consideráveis prejuízos na interação interpessoal, com o tratamento adequado, que valide os sentimentos do paciente e faça com que ele se sinta compreendido, pode-se fazer com que o paciente veja suas necessidades de outro modo, e consiga se relacionar de modo saudável e duradouro.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1">Referência consultada: </span></p>
<p class="p2"><span class="s1">BECK, AARON T. <b>Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade</b>. Posto Alegre: Artmed, 2017.</span></p>
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		<title>Crianças que desafiam: o Transtorno Opositivo Desafiador</title>
		<link>https://casule.com/blog/criancas-que-desafiam-o-transtorno-opositivo-desafiador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2017 15:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia infantil]]></category>
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		<category><![CDATA[TDO]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo comportamental infantil]]></category>
		<category><![CDATA[terapia infantil]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno opositivo desafiador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com a CID 10 – F.91.3 (Classificação Internacional de Doenças), o TOD – Transtorno Desafiador Opositivo é um “tipo de transtorno de conduta que ocorre habitualmente em crianças jovens, caracterizado essencialmente por um comportamento provocador, desobediente ou perturbador, e não acompanhado de comportamentos delituosos ou de condutas agressivas ou dissociais graves”. Manifesta-se na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">De acordo com a CID 10 – F.91.3 (Classificação Internacional de Doenças), o TOD – Transtorno Desafiador Opositivo é um “tipo de transtorno de conduta que ocorre habitualmente em crianças jovens, caracterizado essencialmente por um comportamento provocador, desobediente ou perturbador, e não acompanhado de comportamentos delituosos ou de condutas agressivas ou dissociais graves”.</p>
<p style="text-align: justify;">Manifesta-se na infância antes dos 8 anos de idade, e pode agravar-se na adolescência. Geralmente inicia-se no ambiente doméstico e estende-se para outros ambientes e situações.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevalência é de 2 a 16% da população em idade escolar, sendo mais comum em meninos do que meninas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe uma causa específica para este transtorno, mas acredita-se que fatores genéticos associados a desencadeadores domésticos podem estar associados. O TOD é mais comum em filhos de pais que apresentam transtornos de conduta, humor, personalidade antissocial ou uso abusivo de drogas, e também nos casos de separação dos pais e alienação parental, quando a criança vivencia situações e experiências negativas.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum entre os 2 e 3 anos de idade a criança apresentar um comportamento desafiador e opositor, principalmente quando está com fome, cansada, estressada ou chateada. Estes sintomas tendem a diminuir e desaparecer com o passar do tempo, o que não acontece nas crianças que apresentam o transtorno. Por isso, o diagnóstico de TOD deve ser bastante criterioso, uma vez há um padrão recorrente de comportamento opositor, desafiador, negativista, desobediente e extremamente hostil, que é caracterizado por teimosia exagerada, resistência a cumprir com as regras e combinados, além de incomodar e perturbar as pessoas deliberadamente. Para uma hipótese de TOD, os sintomas citados acima devem persistir por pelo menos 6 meses, e causar prejuízo social e acadêmico significativo, além de destoar do comportamento observado em outras crianças da mesma idade e nível de desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes o TOD ocorre em comorbidade com outros transtornos, incluindo transtornos de humor, ansiedade, conduta e déficit de atenção/hiperatividade, aumentando a necessidade do diagnóstico precoce e intervenção, para desenvolver ações preventivas junto à criança, família e educadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Um diagnóstico de TOD somente será possível no caso de deficiência intelectual, quando o comportamento opositor for maior do que o observado em crianças da mesma idade, gênero e grau de deficiência, bem como nas perdas auditivas ou transtorno de linguagem, quando há dificuldade em atender comandos devido a prejuízos causados por estes quadros.</p>
<p style="text-align: justify;">A intervenção e tratamento precoce do TOD são fundamentais para melhorar o comportamento e a qualidade de vida da criança com este transtorno, além de prevenir que evolua para um Transtorno de Conduta.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o diagnóstico de TOD, pelo menos <strong>quatro</strong> das características abaixo deverão estar presentes:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Frequentemente perde a paciência;<br />
2) Frequentemente discute com adultos;<br />
3) Frequentemente desafia ou se recusa ativamente a obedecer às solicitações ou regras dos adultos;<br />
4) Frequentemente perturba as pessoas de forma deliberada;<br />
5) Frequentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;<br />
6) Frequentemente se aborrece sem motivos;<br />
7) Frequentemente mostra-se enraivecido e ressentido;<br />
8) Frequentemente é rancoroso ou vingativo.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento pode incluir a psicoterapia numa <strong>abordagem cognitivo-comportamental</strong>, que busca melhorar as habilidades de resolução de problemas, de comunicação e controle de impulso, e a psicoterapia familiar, que promove mudanças dentro do ambiente doméstico, e visa melhorar também as habilidades de comunicação e as interações familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à medicação, embora não seja considerada eficaz para o tratamento do TOD, pode ser usada quando outros transtornos estiverem presentes, caso o especialista considere conveniente. Vale ressaltar que nem todo comportamento opositor e desafiador é um transtorno, e algumas vezes os pais necessitam de ajuda para estabelecer limites. Embora representem uma figura de autoridade para os filhos, não significa que deverá desempenhar somente funções punitivas. Por isso, é importante regras firmes e claras, mas flexíveis para permitir experimentação e escolha, respeito e acolhimento para ouvir as demandas da criança, e liberdade que permita o processo de crescimento e construção de individualidade.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A importância das regras</h2>
<p style="text-align: justify;">Russell Barkley, um dos mais conceituados especialistas na área da hiperatividade, considera que o comportamento de oposição se encontra associado ao transtorno de hiperatividade, sendo este o responsável pelas dificuldades da criança na regulação das emoções. Por outro lado, as famílias de hiperativos parecem ter elas próprias dificuldade em gerir as emoções, pelo que não conseguem ensinar ás crianças como fazê-lo adequadamente. Estas crianças precisam, então, de ser educadas com alguma firmeza, temperada de afeto. Segundo Barkley, sempre que os pais queiram dar uma ordem devem posicionar-se perto da criança, com voz firme, sem deixarem de ser amorosos, usando o verbo na forma imperativa. De preferência há que olhar diretamente nos olhos da criança e, se houver resistência, socorrerem-se de uma discreta pressão física (segurar-lhe no braço, por exemplo). Há que evitar retardar ou desistir de uma ordem quando esta já foi proferida.</p>
<p style="text-align: justify;">Um aspecto de enorme importância prende-se com a consistência entre o casal, ou seja, o pai e a mãe devem esforçar-se por ter a mesma atitude, caso contrário essa desarmonia será facilmente detectada pela criança e até usada para manipular os progenitores. Face a este quadro, torna-se muitas vezes necessário um acompanhamento psicológico. O psicólogo pode ajudar a criança a lidar com a frustração e a encontrar canais mais saudáveis de escoamento dos sentimentos de hostilidade, ao mesmo tempo que se torna necessário ajudar os pais a lidar por essa difícil e desgastante tarefa.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que os pais não devem fazer</h2>
<p style="text-align: justify;">O conhecimento de certas estratégias comportamentais pode ajudar muitos pais a corrigirem hábitos que, de uma maneira ou de outra, acabam por contribuir para o aumento da tensão familiar. Vamos referir alguns aspectos que devem ser evitados porque estimulam a desobediência.</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar ordens á distância &#8211; Falar de um quarto para o outro (onde está a criança) é algo completamente ineficaz pois ela irá manter-se desatenta e sem cumprir a ordem. As ordens têm de ser dadas presencialmente, assegurando-se que ela as compreendeu.</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar ordens vagas &#8211; Pedir á criança que se comporte &#8220;como um bom menino&#8221; não clarifica o que se espera e o que não se espera que ela faça. Há que ser o mais concreto possível!</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar ordens complexas &#8211; Havendo de antemão dificuldade em fixar na memória de curto prazo as actividades a fazer, solicitar a execução de várias tarefas só servirá para tornar a sua realização menos provável.</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar ordens com antecedência &#8211; Ordenar a uma criança com TOD que, quando acabar de brincar, tem de arrumar os brinquedos, só serve para interromper o prazer que ela está a ter, já que as ordens serão esquecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar ordens acompanhadas de muitas explicações &#8211; Muitos pais, de modo a evitar parecer autoritários, perdem-se em argumentações sobre as necessidades do cumprimento das ordens. Como a criança náo consegue estar atenta durante muito tempo, é bastante provável que no final da explanação do progenitor ela já não se lembre da maior parte do que foi dito.</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar ordens sob a forma de pergunta &#8211; Perguntar &#8220;podes ir agora fazer os trabalhos de casa ?&#8221; deixa um espaço livre para que a criança diga que não. As ordens devem ser claras e assertivas.</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar ordens em tom ameaçador &#8211; É frequente que, antevendo a batalha que vai ser travada após uma solicitação, os pais deem a ordem já em tom de ameaça, como se a recusa já tivesse ocorrido. Assim, a criança tende a imitar o progenitor e a reagir no mesmo tom, uma vez que o clima de hostilidade já está instalado.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Fontes:</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.guiameubebe.com.br/artigos/157-tod-transtorno-desafiador-opositivo</p>
<p>http://umdiacomtdah.blogspot.com.br/2012/07/transtorno-de-oposicao-e-desafio-tod.html</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<item>
		<title>Terapia do esquema: o novo enfoque cognitivo</title>
		<link>https://casule.com/blog/terapia-do-esquema-o-novo-enfoque-cognitivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2017 20:01:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Terapia Cognitivo-Comportamen­tal (TCC) vem ganhando cada vez mais espaço no campo acadêmico e terapêutico. Em função de sua objetividade e eficácia, observa-se um interesse crescen­te tanto por parte dos profissionais da área de saúde como pelo público em geral. Em alguns casos, como no transtorno obsessi­vo-compulsivo (TOC), a terapia associada à intervenção medicamentosa se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Terapia Cognitivo-Comportamen­tal (TCC) vem ganhando cada vez mais espaço no campo acadêmico e terapêutico. Em função de sua objetividade e eficácia, observa-se um interesse crescen­te tanto por parte dos profissionais da área de saúde como pelo público em geral. Em alguns casos, como no transtorno obsessi­vo-compulsivo (TOC), a terapia associada à intervenção medicamentosa se tornou o tratamento-padrão, sendo bastante comum a procura específica por esse tipo de proce­dimento por parte dos próprios portadores. Inicialmente restrita aos casos de depressão, fobias e pânico, a TCC vem expandindo sua área de atuação, abrangendo desde os casos já citados até terapia de casais, de família e a esquizofrenia (BECK, 1997).</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, em relação aos transtor­nos de personalidade, essa eficácia citada não foi observada dentro da prática clíni­ca. Esse fato contribuiu para novas adap­tações da teoria cognitiva, resultando em uma maior ênfase no conceito de esque­mas. Perris (2000) propõe uma divisão de gerações dentro da terapia cognitiva. Enquanto a primeira geração seria orien­tada para o aqui e o agora, incluindo o estabelecimento de metas e tarefas e atin­gindo níveis mais superficiais da estrutura da personalidade do indivíduo, a segunda, teria um foco no desenvolvimento e na manutenção dos esquemas, especialmente os formados na primeira infância.</p>
<p style="text-align: justify;">A proposta da Terapia do Esquema (TE) de Jeffrey Young é justamente aper­feiçoar o modelo cognitivo com o objetivo de criar novas estratégias de tratamento para os transtornos de personalidade e também para os pacientes mais crônicos, mais rígidos e que não respondem bem ao tratamento cognitivo padrão. Para isso, a TE utiliza elementos provenientes de abordagens distintas como a Gestalt-terapia, a Psicodinâmica, conceitos da teoria do apego além, é claro, da própria teoria cognitiva tradicional proposta por Aaron Beck e seguidores.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conceito e personalidade</h2>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com os chamados trans tornos de personalidade apresentam padrões disfuncionais rígidos, inflexíveis, profundos e raramente buscam a psicoterapia. Em geral, o paciente chega ao tratamento por imposição de terceiros como o cônjuge e a família ou quando seu comportamento passa a afetar de maneira drástica os relacionamentos pessoais e pro fissionais. Na verdade, ele não sente esses traços de personalidade como disfuncionais; parecem certos aos seus olhos, resultando daí a tendência em recusar qualquer tipo de ajuda ou mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Os traços disfuncionais fazem parte da própria construção da personalidade e da identidade do indivíduo. Em casos assim, a objetividade da qual se reveste a terapia cognitiva tradicional, com a definição de problemas a serem tratados e metas a serem alcançadas, muitas vezes perde o sentido, pois o paciente pode trazer questões mais amplas e difusas como uma sensação de vazio, com as dificuldades se espalhando por diversas áreas da vida e de seus relacionamentos e uma falta de motivação para o engajamento no processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito de esquema proposto por Beck é central dentro da Terapia Cognitiva. Podemos considerá-lo como estruturas cognitivas que codificam, avaliam e interpretam, impondo um padrão de percepção da realidade, numa espécie de filtro cognitivo. Young (2003) não propõe um outro conceito de esquema, apenas enfatiza o que considera um nível mais “profundo” de cognição: os esquemas que vão aparecendo na infância e que foram chamados por ele de Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs). Esses estariam no centro dos transtornos de personalidade, sendo mais rígidos e difíceis de ser modificados. São basicamente resultantes de necessidades emocionais centrais para a criança que de alguma forma não foram atendidas, como a necessidade de um apego seguro, de afeto, carinho, estabilidade, das noções de autonomia e competência, de liberdade para expressão das emoções, da espontaneidade, do brincar e de limites adequados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os EIDs acabam constituindo o núcleo do autoconceito e da concepção de mundo do indivíduo, sendo a mudança, portanto, vista como ameaçadora. Apesar de se desenvolverem precocemente, os EIDs vão sendo elaborados durante toda a vida, podendo ser derivados de experiências negativas regulares e constantes, não precisando, necessariamente, de um evento traumático. Assim, como o conceito de modelos operacionais do psicanalista e etologista inglês John Bowlby, a criança desenvolve expectativas resultantes da natureza de suas relações com as figuras de apego. Esses modelos ajudam a interpretar e a manter uma consistência das cognições acerca do mundo interno e externo.</p>
<p style="text-align: justify;">Festinger propôs em sua Teoria da Dissonância Cognitiva que procuramos sempre um estado de harmonia em nossas cognições. Young (2003) afirma que devido à consistência cognitiva, os EIDs lutam para permanecer vivos. Como o comportamento e o caráter do indivíduo são guiados por ele, muitas vezes esse modo de ser é tudo o que ele conhece para se estabelecer nas relações com as mais diversas áreas de sua vida. Os esquemas seriam algo quase in questionável, sendo uma verdade, a priori, natural. Por mais que sejam disfuncionais para os outros, são familiares ao indivíduo, podendo fazer com que sejam recriadas na vida atual condições semelhantes às que foram “nocivas” na infância e participaram da geração desses esquemas. Uma mulher que tenha passado por experiências constantes de rejeição e desamparo pode, por meio de um mecanismo de manutenção do esquema, escolher um relacionamento afetivo que reproduza a mesma situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os EIDs, apesar de serem inicialmente adaptativos, acabam deixando de ter um caráter transitório para se tornarem um padrão de comportamento, envolvendo não apenas as cognições como também as memórias afetivas, corporais e as emoções. Young (2003) descreve 18 esquemas principais, sendo que um ou mais estarão em diferentes transtornos de personalidade (Veja o tópico Diferentes domínios).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilos de enfrentamento</h2>
<p style="text-align: justify;">As formas de resposta à ameaça, são basicamente de três tipos em todos os organismos: luta, fuga ou congelamento. No contexto da infância, um EID representa também uma ameaça, que é caracterizada pela frustração das necessidades emocionais da criança. Podemos classificar então, três estilos de manejo (coping styles) para lidar com os esquemas: supercompensação, evitação e rendição.</p>
<p style="text-align: justify;">A supercompensação é um conceito similar à formação reativa, com o indivíduo se com portando e pensando de maneira exatamente oposta à do momento ou período de aquisição do esquema. Uma pessoa com um EID de fracasso e com um estilo de supercompensação pode desenvolver uma estratégia de não-aceitação de suas falhas, não admitindo a crítica. Na evitação, o paciente se afasta das situações que possam deflagrar os EIDs, seja por meio da evitação comportamental, cognitiva ou afetiva. Aqui também há uma sobreposição com o conceito psicanalítico de mecanismos de defesa como a repressão, supressão e negação (YOUNG, 2003). Um indivíduo com um EID de abandono pode evitar relacionamentos afetivos mais íntimos com o objetivo de se manter distante do perigo de ser abandonado ou rejeitado pela figura amada.</p>
<p style="text-align: justify;">Na rendição ou submissão, o indivíduo “se entrega” aos esquemas, aceitando-os como verdadeiros e inquestionáveis. São comuns aqui, o uso das chamadas distorções cognitivas como a desqualificação do positivo, a supergeneralização e abstração seletiva. Uma pessoa com um esquema de privação emocional e um estilo de submissão pode escolher como parceiro alguém que irá tratá-la de forma fria e distante, mantendo esse padrão.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe aqui fazer uma distinção importante entre o esquema em si e as estratégias utilizadas pelo indivíduo para lidar com o mesmo. O comportamento não é o esquema e, sim, a maneira utilizada pelo paciente para lidar com ele. As estratégias de coping, ou aquelas utilizadas para lidar com o esquema, não são necessariamente as mesmas nas diferentes situações e mo mentos da vida da pessoa; ao contrário do esquema, que permanece estável.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Processo terapêutico</h2>
<p style="text-align: justify;">A Terapia do Esquema (TE) se divide em duas fases: (1) avaliação e conceituação do caso e (2) mudança do esquema (YOUNG, 2003). Nesse primeiro mo mento, destaca-se a importância da relação terapêutica para o processo de tratamento, com uma influência clara dos conceitos de Bowlby sobre o apego.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria do apego afirma que temos, assim como outros animais, mecanismos pré-programados, instintuais, que buscam o estabelecimento de uma relação segura e estável com as figuras cuidadoras, resultante de respostas instintuais que visam ligar o par mãe/bebê, tendo como objetivo a defesa contra quaisquer estímulos ameaçadores do meio. Young compreende, como um dos principais papéis do terapeuta, oferecer estabilidade e segurança que pode ter faltado ao pa ciente na infância, fornecendo uma base segura, dentro dos limites adequados para essa mesma relação. Ainda na fase inicial, o terapeuta auxilia o paciente a entender o modelo terapêutico, o conceito de esquemas, a identificar os EIDs, relacioná-los aos problemas do presente e a compreender as suas origens no passado. Também são identificados aqui os estilos de coping e as estratégias utilizadas pelo paciente para lidar com os esquemas na sua vida cotidiana, bem como as situações que deflagram os mesmos. Podem ser aplicados inventários com o objetivo de confirmar e identificar esquemas como o Questionário de Esquemas de Young (YQS) e também tarefas de casa que auxiliem tanto o terapeuta quanto o paciente nesse processo de identificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Após o estabelecimento de uma relação terapêutica adequada e a identificação dos esquemas, o terapeuta pode utilizar técnicas experienciais para deflagrar os esquemas dentro da própria sessão terapêutica como a utilização de relatos de imagens mentais do paciente, sejam espontâneas ou de cenas sugeridas pelo próprio terapeuta, uma vez que acredite que esta imagem esteja relacionada a algo que deflagre o esquema. Filmes, livros, sonhos, enfim, atividades cotidianas também podem ser utilizadas com o mesmo objetivo dos procedimentos anteriores: realizar uma conceituação do caso que pode ir se refinando no decorrer do processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda fase mencionada por Young é a de mudança do esquema. Essa fase apresenta intervenções cognitivas, comportamentais, experienciais e inter pessoais, sempre com o objetivo de auxiliar o paciente a observar e a combater as distorções originadas pelos EIDs. Geralmente, começa-se pelas intervenções cognitivas que podem incluir os tradicionais registros de pensamentos automáticos, de identificação de distorções cognitivas, a construção e o uso de cartões que contradigam os esquemas. Lembrando que um esquema envolve não apenas cognições como também sensações fisiológicas, memórias afetivas e corporais, as técnicas experienciais têm como objetivo deflagrar o esquema dentro da sessão terapêutica, permitindo a expressão dos sentimentos e das emoções do paciente. Técnicas gestálticas como a criação de diálogos imaginários, de representação de papéis, de imaginação visual e de catarse emocional podem ser utilizadas com esse objetivo. Em relação às técnicas interpessoais, uma vez que os esquemas do paciente são ativados na ligação com o terapeuta, a relação terapêutica é mais uma vez realçada, auxiliando na identificação destes padrões, bem como numa relação que traga ao paciente aquilo que lhe faltou quando da criação dos seus EIDs. É o que Young chama de limited reparenting.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a intervenção comportamental é a parte final do tratamento, o que não significa que algumas alterações comportamentais não possam ter sido sugeridas antes dessa etapa, ou mesmo já na primeira fase do tratamento. A mudança de comporta mento proposta é uma verdadeira quebra dos padrões do paciente. Uma vez que ele já conhece os seus EIDs, seu desenvolvimento e suas estratégias de respostas e reações aos mesmos pode agora se distanciar desses esquemas, questionando-os e assumindo comportamentos mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das fases e etapas do tratamento estarem delineadas, o terapeuta deve se preparar para enfrentar possíveis resistências do paciente em executar tarefas que impliquem em uma participação mais colaborativa no processo terapêutico. Nesse sentido, não há uma rigidez excessiva em relação às técnicas, abrindo espaço para uma maior criatividade do terapeuta na condução do processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em função das dificuldades no tratamento de pacientes com transtornos de personalidade, a abordagem dos esquemas teve um forte impacto dentro da terapia cognitiva. Além de Young, o próprio Beck revisou o modelo cognitivo tradicional para o trata mento desses pacientes mais difíceis. Mais do que uma revolução na teoria, observa-se uma mudança de foco levando à chamada segunda geração de terapias cognitivas. A busca pelos esquemas iniciais desadaptativos e crenças mais centrais, sua origem e seu fortalecimento no desenvolvimento do indivíduo, a ênfase na relação terapêutica e a necessidade de construção de uma relação sólida e estável que seja também um instru mento de mudança podem levar a um aumento maior no tempo de tratamento em comparação com a TCC convencional. Perris (2001) chama a atenção para o fato de a Terapia do Esquema estar sendo usada de maneira incorreta em alguns casos, em pacientes que não se enquadram no conceito de uma excessiva rigidez à mudança e de transtornos de personalidade e que, portanto, poderiam se beneficiar mais rapidamente com a prática da TCC tradicional.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Diferentes domínios</h2>
<p style="text-align: justify;">Os 18 Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) descritos por Young (2003) agrupam-se em cinco categorias amplas, chamadas por ele de Domínios de Esquema e que correspondem às necessidades não atendidas da criança em seu período de desenvolvimento. São eles:</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; <strong>Desconexão e rejeição:</strong> ligado às falhas de vinculação segura com o outro, de carinho, de estabilidade, da maternagem em geral. Forte dificuldade no estabelecimento de relações afetivas saudáveis. Os esquemas ligados a este domínio são os de abandono/instabilidade, desconfiança/abuso, privação emocional, vergonha, isolamento social/ alienação. Em função de seu desenvolvimento precoce, esses esquemas são bastante difíceis de ser acessados.</p>
<p style="text-align: justify;">2 – <strong>Autonomia e desempenho prejudicados</strong>: os indivíduos não conseguem desenvolver um senso de confiança, de se estabelecer no mundo por si mesmo, possuindo geralmente famílias super protetoras que, na tentativa de proteger a criança, acabam não reforçando a sua autonomia. Os esquemas aqui envolvidos são os de dependência/incompetência, vulnerabilidade, emaranhamento/self subdesenvolvido, fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;">3 – <strong>Limites prejudicados</strong>: ligado às falhas na aplicação de limites realistas, na capacidade de seguir regras e normas, de respeitar os direitos de terceiros e de cumprir as próprias metas pessoais. O egoísmo é a principal característica desses indivíduos, sendo a família geralmente permissiva. Dentro desse domínio estão merecimento/grandiosidade e autocontrole/autodisciplina insuficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">4 – <strong>Orientação para o outro:</strong> com o objetivo de ganhar aprovação e evitar retaliação, os pacientes nesse domínio têm uma ênfase excessiva no atendimento dos desejos e necessidades do outro, às custas das suas próprias necessidades. A família de origem geralmente estabelece uma relação de amor condicional, ou seja, a criança só recebe atenção e aprovação se ela suprime sua livre expressão e se comporta da maneira desejada. Os esquemas aqui envolvidos são os de subjugação, auto-sacrifício, busca de aprovação/reconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">5 – <strong>Supervigilância e inibição</strong> – em função de uma educação rígida, repressora, na qual não houve possibilidade de expressar suas emoções de maneira livre, os indivíduos com esquemas ligados a esse domínio são geralmente tristes e introvertidos, com regras internalizadas excessivamente rígidas, autocontrole e pessimismo exagerados e uma hipervigilância para possíveis eventos negativos. Os esquemas que aqui se apresentam são: negativismo/pessimismo, inibição emocional, padrões inflexíveis, caráter punitivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Young (2003) afirma também que o temperamento inato da criança tem relevância na maneira como os EIDs se estabelecem.</p>
<p style="text-align: justify;">REFERÊNCIAS</p>
<p style="text-align: justify;">BECK, J. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artes Médicas, (1997).</p>
<p style="text-align: justify;">JAMES, I. Schema Therapy: the next generation, but should it carry a health warning? Behavioural and Cognitive psychotherapy. 2001, 27, 401-407.</p>
<p style="text-align: justify;">PERRIS, C. Personality-related disorders of interpersonal behavior: A developmental &#8211; constructive cognitive psychotherapy approach to treatment based on attachment theory. Clinical Psychology and Psychotherapy. 2000, 7, 97-117.</p>
<p style="text-align: justify;">YOUNG, J. Terapia cognitiva para transtornos de personalidade: uma abordagem focada nos esquemas. Porto Alegre: Artes Médicas, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">YOUNG, J.; KLOSKO,J.S.; WEISHAAR, M.E. Schema therapy: a practitioner’s guide. New York : The Guilford Press, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">Artigo retirado da revista: PSIQUE Ciência e Vida</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://psicoterapiaepsicologia.webnode.com.br/news/terapia-do-esquema-um-novo-enfoque-cognitivo/</p>
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		<title>Como a terapia cognitiva funciona?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-terapia-cognitiva-funciona/</link>
		
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		<pubDate>Sun, 15 May 2016 00:14:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste vídeo, a partir de um recente workshop do Instituto Beck, o Dr. Aaron Beck descreve a teoria e conceitos cognitivo. Ele fornece exemplos para ilustrar como a TCC é utilizada para modificar a chave para crenças negativas e percepções.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Neste vídeo, a partir de um recente workshop do Instituto Beck, o Dr. Aaron Beck descreve a teoria e conceitos cognitivo. Ele fornece exemplos para ilustrar como a TCC é utilizada para modificar a chave para crenças negativas e percepções.</p>
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		<title>Como a Terapia Cognitivo-Comportamental funciona?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-terapia-cognitivo-comportamental-funciona/</link>
		
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		<pubDate>Mon, 09 May 2016 13:52:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é o tipo de terapia que tem se mostrado mais eficaz no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos, como depressão, ansiedade, pânico, fobia social, fobias, compulsões e adições (vícios). Mas o que é a TCC? Em que ela é diferente das demais terapias? Aaron Beck era um psiquiatra e psicanalista que lecionava como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é o tipo de terapia que tem se mostrado mais eficaz no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos, como depressão, ansiedade, pânico, fobia social, fobias, compulsões e adições (vícios). Mas o que é a TCC? Em que ela é diferente das demais terapias?</p>
<p style="text-align: justify;">Aaron Beck era um psiquiatra e psicanalista que lecionava como professor na University of Pensilvania, no início da década de 60. Observando seus pacientes deprimidos, ele observou que pensamentos negativos ec renças distorcidas pareciam ser um aspecto central no discurso destes pacientes. Desenvolveu então um tratamento de curta duração cujo principal objetivo era identificar e questionar a veracidade dessas crenças. Para Beck, o que vinha primeiro na depressão era uma forma negativa de interpretar os acontecimentos. Ao interpretar eventos neutros de forma negativa, o paciente se sentia triste e desconfortável e, a partir daí, agia de forma a perpetuar essa depressão, com comportamentos depressivos (como ficar na cama o dia inteiro).</p>
<p style="text-align: justify;">A TCC nos ensina técnicas para melhorar nosso humor através da reestruturação da forma de processar informações<br />
Exemplificando, digamos que João, ao ser chamado atenção pelo seu chefe, teve o seguinte pensamento automático: “Eu faço tudo errado mesmo. Sou um fracassado.” A partir daí, passou o dia todo desanimado e quieto na sua mesa (reagiu com um comportamento depressivo e se isolou).</p>
<p style="text-align: justify;">Neste caso, o paciente deixou de considerar outras variáveis (o chefe podia estar sendo exigente demais) e fez uma generalização (“eu faço TUDO errado” ao invés de “eu não fiz ESTE trabalho da forma que meu chefe gostaria que eu tivesse feito”.)</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, ele concluiu automaticamente que, por ter cometido uma falha no trabalho, ele era “um fracasso”.</p>
<p style="text-align: justify;">Se este paciente conseguisse pensar de forma mais funcional, ele perceberia que ter frustrado uma expectativa de seu chefe não significa que ele faz tudo errado e, muito menos, que é um fracassado. Não teria se sentido tão decepcionado e envergonhado e não teria tido a atitude de passar o dia isolado na sua mesa de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Beck acreditava, portanto, que, se conseguisse mudar os pensamentos negativos das pessoas com depressão, conseguiria melhorar o humor e o comportamento delas. Esse tipo de terapia foi denominada terapia cognitivo-comportamental (TCC). Podemos aprender a analisar os pensamentos para que eles funcionem a nosso favor</p>
<h2 style="text-align: justify;">CRENÇAS QUE NOS FAZEM SOFRER</h2>
<p>Começando na infância, as pessoas desenvolvem algumas crenças sobre si mesmas, os outros e o mundo. Essas crenças são extremamente arraigadas, de tal forma que a pessoa as aceita como verdades absolutas e nunca as questiona. Uma vez que essas crenças estejam estabelecidas, a pessoa tende a focalizar tudo o que comprova essas crenças e a descartar ou desconsiderar qualquer evidência que as contradiga.</p>
<p style="text-align: justify;"> Essas crenças se dividem em 3 grandes grupos:</p>
<p style="text-align: justify;"> 1-      <strong>Crenças de desamor</strong> (ninguém nunca vai me amar, não sou bom o bastante para ser amado, sempre vou ser rejeitado, vou morrer sozinho…)</p>
<p style="text-align: justify;"> 2-      <strong>Crenças de desamparo</strong> (sou muito frágil em um mundo perigoso, alguma desgraça vai me acontecer e sou impotente frente a isso, não posso contar com ninguém…)</p>
<p style="text-align: justify;"> 3-      <strong>Crenças de desvalor</strong> (não consigo fazer as coisas direito, não vou ter sucesso como as outras pessoas, sou um fracassado, não tenho valor, tenho muito mais defeitos do que os outros….)</p>
<h2 style="text-align: justify;">A TCC é menos “profunda” que outros tipo de terapia?</h2>
<p style="text-align: justify;">Não. Esse é um erro comum de quem não conhece a terapia cognitivo-comportamental.  A TCC tem resultados duradouros, porque modifica as crenças centrais do paciente sobre si mesmo e sobre o mundo, quando essas crenças são disfuncionais. Assim, a pessoa fica menos sujeita a cometer “erros” de interpretação que distorcem a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://psiquiatrarj.com.br/tema/terapia-cognitivo-comportamental-como-funciona/</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Relacionamentos abusivos</title>
		<link>https://casule.com/blog/relacionamentos-abusivos/</link>
		
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		<pubDate>Sun, 01 May 2016 02:13:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Todo mundo já ouviu falar de relacionamentos abusivos. O primeiro cenário que vem à mente quando se trata desse assunto é do relacionamento fisicamente agressivo, certo? A palavra “abuso” remete muito ao contexto do abuso sexual ou de agressão, mas, na verdade, existem mais variações de abusividade dentro de um relacionamento e algumas são, talvez, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todo mundo já ouviu falar de relacionamentos abusivos. O primeiro cenário que vem à mente quando se trata desse assunto é do relacionamento fisicamente agressivo, certo? A palavra “abuso” remete muito ao contexto do abuso sexual ou de agressão, mas, na verdade, existem mais variações de abusividade dentro de um relacionamento e algumas são, talvez, até mais frequentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema dessas variações de abusos nos relacionamentos é que muitas se tornam um pouco complicadas de serem identificadas. A pessoa que é vítima do abuso geralmente não enxerga a situação ou simplesmente se recusa a admitir que sua pessoa amada seja um agressor abusivo. O fator que ajuda a mascarar essas variações é o quão sutis e disfarçadas elas acontecem no dia a dia. Isso é duplamente verdade no caso de relacionamentos entre adolescentes, porque nesses momentos de “primeiro amor” é normal valorizar a intensidade e a paixão acima de tudo; achar que o relacionamento tem que ser épico, dramático, que nem os filmes e livros românticos te fazem acreditar. Além disso, as imagens de relacionamento abusivo mais divulgadas não são de adolescentes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Sinais de abusos em relacionamentos</h2>
<p style="text-align: justify;">Nós sabemos que dói chegar à conclusão de que você está sendo vítima de abuso. Dói, mas é um mal necessário. O primeiro passo é identificar o abuso e então se livrar do que te prende a isso. Entretanto, é mais fácil falar do que fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes você não consegue sair desse namoro/casamento/situação e os motivos são os mais diversos: medo da reação da outra pessoa, medo de ficar sozinha, esperança de que a pessoa vai mudar, ou porque você simplesmente ama a outra pessoa e, quando a gente ama, tentamos o máximo para manter a pessoa por perto. O que você precisa entender é que o amor não suporta o sofrimento constante. Não vale a pena se permitir sofrer desse jeito porque você ama a pessoa. Quando ela abusa de você, sua atitude é a maior prova de que o amor não é recíproco. Amor não sufoca, não controla, não humilha, não abandona, não machuca, não faz pressão psicológica, não ameaça, não agride, não mente. Isso é abuso, amor é outra coisa.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O abuso pode tomar várias formas:</h2>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violência sexual:</strong> a pessoa te força a fazer qualquer tipo de ato sexual (qualquer MESMO; sim, beijo conta, sim, qualquer tipo de toque que não te agrade conta) quando você não quer/não está pronta; faz chantagem emocional para que você pratique qualquer tipo de ato sexual (ex: dizer que fazer um ato x é demonstração de amor, e que se você o ama você não deveria ter problema em fazê-lo); se aproveita de quando você está bêbada/em estado alterado para insistir em atos que você negou; não respeita o teu “não” em situações sexuais; acredita que, em um relacionamento romântico e sexual, você tem a obrigação de praticar qualquer ato sexual sempre que a pessoa deseja.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violência física:</strong> a pessoa te bate, chuta, ou te ataca fisicamente; te ameaça fisicamente, com ou sem armas; joga objetos na tua direção durante brigas, ou destrói objetos; tende a demonstrar comportamento violento quando com raiva (mesmo que não chegue a te bater); te segura com força, te empurra ou te impede fisicamente de ir a algum lugar, sair de algum lugar, ou fazer algum movimento; se machuca fisicamente de propósito, culpando você pelo sofrimento emocional em que se encontra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violência emocional:</strong> a pessoa te xinga; mente, trai, descumpre acordos; reage violentamente se você faz qualquer coisa que a própria pessoa fez sem demonstrar remorso; reage desproporcionalmente a qualquer coisa que a desagrade, mesmo que pareça não fazer sentido; age de forma punitiva quando você faz qualquer coisa que a desagrade (ex: exigindo que você peça desculpas exageradamente, que você “pague” ou “se redima” pelo que fez, pedindo supostas provas de amor e sacrifícios em troca de perdão); controla com quem você anda, o que faz, o que veste (este controle pode ir desde demonstrar desaprovação, reclamando dos teus amigos, das tuas roupas, das tuas escolhas, a impedir fisicamente/com ameaças que você veja certas pessoas/vista certas roupas/faça certas coisas); controla o teu uso de dinheiro (ex: exigir que você pague por tudo, criticar excessivamente os teus gastos pessoais, pedir dinheiro e bens materiais como provas de amor); viola tua privacidade, lendo tuas mensagens e e-mails, mexendo nas tuas coisas, frequentemente aparecendo sem avisar no teu local de estudo, trabalho ou residência; faz questão de saber onde você está, e com quem, a cada momento, pedindo detalhes; te critica, humilha, age como se tuas opiniões e conquistas não fossem importantes; tenta te virar contra tua família e amigos, especialmente se estes já repararam no abuso e portanto não aprovam o relacionamento; ameaça se machucar/se matar.</p>
<p style="text-align: justify;">E estes são só alguns exemplos! O relacionamento pode ser abusivo de inúmeras formas, e o que mais importa é o sentimento da vítima: se você tem medo da pessoa com quem se relaciona, se você evita dizer ou fazer certas coisas com medo da repercussão, ou sente que está presa numa situação sem saída, o relacionamento é abusivo, e o melhor a fazer é sair. Infelizmente, sair de um relacionamento abusivo não é fácil.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Por que as mulheres sentem tanta dificuldade em sair de um relacionamento abusivo?</h2>
<p style="text-align: justify;">Segundo o livro de John Shore, Seven Reasons Women Stay in Abusive Relationships (and how to defeat each one of them)1, as razões mais comuns pelas quais as mulheres mantém um relacionamento abusivo são:</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 1: o medo de recriar sua identidade. As mulheres que estão em um relacionamento abusivo, geralmente são muito dependentes, seja qual for o sentido, da pessoa que está em sua vida.2 Ela volta seu eu em torno do outro. A partir do momento que esse outro não existir mais, ela terá de se voltar a si mesma e, por mais que quem vê de fora acredite ser a melhor coisa, para a vítima não é. John diz que quando uma vítima desse tipo de situação decide dar um basta, é uma espécie de cura não somente pra si mesma, mas também para todos aqueles que estão ao seu redor. Eis os motivos: a) serve de encorajamento ao próximo; b) é uma forma de refutar a imagem da mulher como um modelo padrão de vitimização; c) mostra à pessoa agressora que seu comportamento não é aceitável; d) tira a vítima da eterna esperança de que ela pode mudar a pessoa agressora pois é algo que dificilmente vá acontecer; e) você só tem uma vida, não a desperdice com quem te faz mal, reaja; f) você está no controle da sua vida, a escolha é sua, percorrer o caminho doloroso de salvar a si mesma ou sofrer até morrer ao lado de uma pessoa que te abusa.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 2: medo do desconhecido. Algumas mulheres não querem trocar o certo pelo duvidoso, ainda que o  “certo” seja errado. Há quatro motivos principais para esse medo acontecer: a) poderia ser pior; b) não estar habituada a ficar sozinha; c) medo de nunca mais achar outra pessoa; d) medo de não se manter financeiramente. Poderia ser pior ficar sozinha? Absolutamente não. Sabe o ditado “antes só do que mal acompanhada”? Maior verdade. Não fique tentando pesar prós e contras, pois se você teve de chegar a esse ponto, provavelmente é porque não vale a pena. Se valesse, você já saberia de cara, sem precisar pensar se aquele sábado que a pessoa te tratou tão bem e te comprou flores não compensa a humilhação que te faz passar no domingo quando você deu um abraço em um amigo de longa data na rua. Se o medo for de nunca mais arrumar outra pessoa, saiba que você não precisa de ninguém. Simples assim. A sua felicidade tem que vir de você mesma. E jamais se mantenha em uma situação de abuso por medo de não ter dinheiro suficiente. Recorra aos familiares, amigos, procure um emprego melhor, faça qualquer coisa, porque qualquer coisa é melhor do que ser maltratada.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 3: vergonha dos outros. O que é esse medo? É aquele pavor básico que algumas mulheres sofrem de admitir para a família e amigos que seu relacionamento não foi bem sucedido. Ninguém vai estar lá para tomar seu lugar quando seu parceiro começar a te humilhar, bater ou pegar seu dinheiro. Portanto, você não deve nada a ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 4: pressão de ser como os seus pais. Seus pais casaram aos 18 anos, tiveram 4 filhos, estão casados há mais de 30 anos e são felizes. Os valores da família, do sagrado casamento, foram ensinados a você desde pequena e você quer segui-los, você quer ser a filha que foi criada para ser. Então você não se divorcia porque precisa ser forte, o padre disse “até que a morte os separe”, certo? Certíssimo… isso só está custando a sua vida. Você não é a cópia dos seus pais, você não tem que repetir padrão algum. Se seus pais estão felizes casados há tanto tempo, faça a si mesma o favor de tomar como inspiração e procurar alguém que te faça feliz. Casamento por si só não significa nada. Mulher completa não precisa de uma aliança no dedo, precisa é ser feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 5: você ama as características amáveis que a pessoa tem. Se amor fosse simples, já teriam esgotado os roteiros de filmes. Amor é coisa complicada mesmo. A pessoa te bate, mas é “só” de vez em quando só e poxa, você ama o jeito que ela fala, você ama os abraços ela, vocês têm uma ótima química no sexo. A pessoa vale a pena. Só tem esse probleminha, mas… né. Por amor, tudo vale a pena. BEEEEEEP. Errado. Por amor só vale o amor. Agredir não é amor, é violência. Humilhar, xingar, ameaçar não é amor. Amor de uma via só não sustenta um relacionamento. Desculpa, eu sei que você ama aquela pessoa, mas lamento informar que não é reciproco. Quem ama cuida, quer ver o bem do outro. Clichê, mas verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 6: não acreditar que a pessoa é assim. Muitas mulheres não enxergam que o comportamento abusivo faz parte da personalidade da pessoa. É quem ela é. Não é um vírus que é acionado quando a pessoa fica muito muito irritada e toma conta dela, como se ficasse inconsciente e o mal a possuísse. A pessoa é responsável pelas agressões e abusos SIM. Aceite, quem está nesse relacionamento com você É uma pessoa abusiva. Essa característica faz parte da pessoa, não vai sumir do nada numa bela manhã de sol em julho.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 7: a pessoa mente; diz que vai mudar, diz que nunca mais vai acontecer, diz que não sabe o que deu nela, pede desculpa, se transforma na pessoa mais amorosa do mundo nos dias seguintes até que age abusivamente mais uma vez. É um loop eterno. A pessoa não vai mudar, justamente pelo exposto na razão nº 6: a pessoa é assim. Quanto mais cedo você aceitar isso, menos lesada sairá desse relacionamento tóxico.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estou num relacionamento abusivo, quero sair dele. E agora?</h2>
<p style="text-align: justify;">Não existe uma fórmula única, assim como não existe um único tipo de abuso. Alguns relacionamentos são mais fáceis de se livrar do que outros, dependendo do nível de dependência (emocional, econômica, social). O caminho mais indicado é procurar todo o apoio possível (de amigos e familiares confiáveis, que você sabe que estarão sempre do teu lado), e cortar todos os laços com a pessoa que te abusava. Isso não é fácil, e normalmente não se faz da noite para o dia, exatamente por conta da dependência: você pode depender da pessoa para apoio emocional, por razões práticas e financeiras (se, por exemplo, vocês moram juntos), por razões sociais (se vocês estudam juntos, e têm um grande grupo de amigos em comum, por exemplo)… O jeito é tentar encontrar esse apoio em canais diferentes: ligar para a melhor amiga quando pensar em ligar para o ex; ficar na casa de algum amigo ou parente, se possível, caso precise sair de onde mora; ativar todos os canais de segurança possíveis se sentir que está em perigo (se a pessoa ainda tiver acesso a você e for perigosa, insistir em te ver, aparecer onde você está, continuar tentando entrar em contato; tudo isso é comum em casos de abuso).</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você conseguir sair de vez, é possível que os problemas não acabem com o fim do relacionamento. A pessoa abusiva é imprevisível, e pode insistir por um tempo; você pode continuar com medo não só de quem te abusou, mas de futuros relacionamentos; você pode ter reações intensas a coisas que te lembrem o trauma (ficar especialmente sensível a possibilidades de violência, por exemplo); você pode pensar em voltar; você pode, de fato, voltar – o que esperamos que não aconteça, mas acontece com frequência, e você não deve se sentir fraca por isso –; você pode sofrer de sintomas de estresse pós-traumático. Mesmo assim, tudo isso será melhor do que continuar sofrendo o abuso, e, se você puder, procure ajuda para superar o trauma e o sofrimento dele decorrente.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.revistacapitolina.com.br/relacionamentos-abusivos/</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Causas, Sintomas e Tratamento</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag-causas-sintomas-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2016 22:15:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade generalizada (TAG) exibem ansiedade excessiva e preocupam-se com múltiplos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana. Embora não seja incomum experimentar o stress, ocasionalmente, as pessoas que sofrem com TAG raramente obtêm alívio das suas preocupações. Apesar de alguns dos sintomas poderem ser semelhantes aos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade generalizada (TAG) exibem ansiedade excessiva e preocupam-se com múltiplos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não seja incomum experimentar o stress, ocasionalmente, as pessoas que sofrem com TAG raramente obtêm alívio das suas preocupações.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de alguns dos sintomas poderem ser semelhantes aos de uma fobia, o TAG não está associado a uma situação ou coisa específica. Há um mal-estar que lança uma sombra sobre todas as atividades da vida do paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não seja tão intensa como um ataque de pânico, dura muito mais tempo e quase não dá paz ao paciente. Quem sofre de TAG descreve o transtorno como uma sensação de estar &#8220;ligado&#8221; o tempo todo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Sintomas do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">Enquanto as pessoas que sofrem de TAG se preocupam com as mesmas coisas que as outras pessoas se preocupam &#8211; relacionamentos, dinheiro, saúde, trabalho, etc. &#8211; eles têm um nível muito mais elevado de preocupação que é quase constante.</p>
<p style="text-align: justify;">O nível de preocupação não está em sintonia com a realidade e é muito acentuado. A maioria das pessoas com TAG percebe que as suas preocupações são exageradas, mas não consegue livrar-se da sua ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas geralmente aparecem lentamente, geralmente entre a infância e a meia idade, mas podem ocorrer a qualquer momento. Em alguns casos, um grande evento de vida, como uma mudança na saúde ou uma transição de vida, como um divórcio, podem desencadear o transtorno.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas tendem a ser constantes mas podem ser agravados durante períodos de stress. O que define a preocupação de que sofre de TAG além das preocupações normais é que a preocupação é intrusiva, excessiva, debilitante e persistente, durando mais de seis meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de comportamento, o TAG pode causar dificuldade de concentração ou focalização, e uma incapacidade em relaxar, aproveitar o tempo, ou ficar sozinho. A fadiga, náuseas e dores de cabeça são alguns dos sintomas físicos. Alguma experiência de afrontamentos, tremores, sudorese e impulsos frequentes para ir ao banheiro também podem ocorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">A insónia é outro sinal, porque as pessoas com a doença muitas vezes sentem-se como se não pudessem parar a sua mente. Pessoas com TAG também são nervosas, inquietas e assustam-se facilmente, tendo sempre uma sensação de estar no limite.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como as pessoas com transtorno do pânico, os pacientes com TAG têm dificuldade nas tarefas diárias. No entanto, as pessoas com TAG não são tomados por um medo avassalador, mas uma ansiedade generalizada de nível mais baixo levando-os a evitar até mesmo tarefas simples.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Causas do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">O TAG afeta milhões de adultos em todo o mundo, atingindo duas vezes mais mulheres que homens. Isso traduz-se em cerca de 3,1 por cento da população que sofre com a doença, e cerca de um terço dos casos pode ser classificada como grave. [Porque as doenças mentais persistem nos humanos]</p>
<p style="text-align: justify;">Como acontece com todos os problemas de saúde mental, constitui tipicamente uma combinação de fatores biológicos e ambientais. Um desequilíbrio de substâncias químicas cerebrais que ocorrem naturalmente, tais como a serotonina, dopamina e norepinefrina, são frequentemente vistas em pessoas com TAG e podem ser um indicador de uma propensão a desenvolver a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Um desequilíbrio destas substâncias químicas, chamadas neurotransmissores, pode afetar a estabilidade emocional e o bem-estar mental. Perseverar um trauma, especialmente durante a infância, pode ter uma associação ao TAG.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que sofreram abuso ou trauma, incluindo assistir a um evento traumático, enquanto criança, estão em maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade generalizada mais tarde na sua vida.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Associação ao vício</h2>
<p style="text-align: justify;">Muitos que sofrem de TAG utilizam álcool, tranquilizantes ou outras drogas para acalmar os seus nervos e proporcionar-lhes algum alívio. O fato de que poucas pessoas com TAG recebem tratamento sugere que muitos são auto-medicados.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de haver um alta taxa de comorbidade (TAG e abuso de substâncias ocorrem juntos) normalmente o TAG estava presente antes do vício. Existe muito pouca evidência de que o TAG seja induzido por abuso de substâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente aqueles que sofrem de TAG e outros transtornos de ansiedade têm baixa auto-estima, que é um fator de abuso de substâncias. Há um alto nível, entre os sofredores de TAG, de abuso de drogas de prescrição.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos formam tolerância a alguns dos medicamentos que foram dados para tratar os sintomas físicos, levando-os a visitar vários médicos à procura de prescrições. Os pacientes também são aconselhados a evitar a cafeína e alguns medicamentos para a gripe podem agravar os sintomas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Tratamento do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">O TAG pode ser difícil de diagnosticar, porque são os sintomas, como insónia ou dor de cabeça, que fazem com que alguém procure atendimento médico. Estima-se que menos da metade das pessoas que vivem com TAG recebam tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como acontece com muitos problemas de saúde mental, alguns pacientes respondem à psicoterapia, outros são ajudados com medicamentos, e outros ainda precisam de uma combinação de tratamentos para alcançar o sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitiva, que ensina ao paciente novas formas de reagir a situações, pode ajudar a reduzir a ansiedade e a preocupação. Muitos também encontrar grupos de auto-ajuda e de apoio benéfico para compartilhar os seus desafios e discutir mecanismos de <em>coping</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista da intervenção farmacológica, os medicamentos ansiolíticos (contra a ansiedade) e antidepressivos são os dois tipos mais comuns de medicamentos usados ​​para tratar o transtorno de ansiedade generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.ciencia-online.net/2014/06/transtorno-de-ansiedade-generalizada.html</p>
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		<title>Efeitos da Terapia Cognitivo-Comportamental no Cérebro</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-identificar-o-transtorno-humor-bipolar-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 13:13:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como sabemos, o cérebro humano apresenta uma extrema capacidade de mudança, isto é, decorrente de estimulações vindas do ambiente, da aprendizagem e, finalmente, das emoções, nossas estruturas cerebrais reagem prontamente a vários tipos de situações. Assim, diferentemente do que se sabia décadas atrás, nosso cérebro está em constante interação com o meio ambiente, sendo afetado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como sabemos, o cérebro humano apresenta uma extrema capacidade de mudança, isto é, decorrente de estimulações vindas do ambiente, da aprendizagem e, finalmente, das emoções, nossas estruturas cerebrais reagem prontamente a vários tipos de situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, diferentemente do que se sabia décadas atrás, nosso cérebro está em constante interação com o meio ambiente, sendo afetado de uma maneira ininterrupta através das experiências que temos em nosso cotidiano. Portanto, longe de ser uma estrutura finalizada, nossa mente e nosso cérebro estão em profunda e contínua transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo foi demonstrado por uma investigação junto a motoristas de taxi da cidade de Londres. Como se sabe, para se desempenhar bem essa função, os motoristas devem, obrigatoriamente, memorizar cerca de 320 rotas que passam pela referida cidade, composta por aproximadamente 25 mil ruas e mais de 20 mil locais de interesse público. (1)</p>
<p style="text-align: justify;">Comparados a um grupo controle (o de não motoristas), investigações de ressonância magnética no cérebro mostraram um aumento expressivo do volume do hipocampo posterior – região associada à memória, comprovando assim a capacidade de mudança do cérebro dos taxistas, o que ocorreu, inclusive, na fase adulta.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A investigação</h2>
<p style="text-align: justify;">Tendo isso em mente, um grupo de pesquisadores procurou verificar como psicoterapia cognitivo-comportamental poderia afetar o volume do cérebro e sua atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o foco se concentrou em pacientes com ansiedade social – um dos problemas mais comuns de saúde mental.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo recrutou 26 indivíduos que foram tratados com terapia cognitivo-comportamental (fornecidas através de orientações dadas pela internet) por um período de nove semanas. (2)</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, antes e depois do tratamento, os cérebros dos pacientes foram examinados por ressonância magnética.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado foi bem interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto mais expressiva foi a melhora registrada junto aos pacientes tratados, menor fora o tamanho da amídala ao final da intervenção em psicoterapia, se comparado ao grupo controle.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que a amídala cerebral é aquela região associada com a manifestação das emoções, ou seja, quanto maior for o volume da amídala cerebral, nos casos de ansiedade social, maior será a severidade dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, após o tratamento, verificou-se uma reorganização importante, o que resultou em um menor volume da substância cinzenta e da responsividade neuronal das amídalas, contribuindo para um menor nível de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo sugere então que a redução do volume da amídala propiciou uma redução expressiva e direta da atividade cerebral dos pacientes tratados com a psicoterapia.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conclusão</h2>
<p style="text-align: justify;">É por essa e tantas outras razões que a psicoterapia moderna pode ser denominada como aquela que oferece, efetivamente, uma “fala curativa” aos pacientes. Com direito, inclusive, a alterações cerebrais significativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora exista hoje um número expressivo de pessoas que ainda é bastante refratária a esse tipo de tratamento, a psicoterapia cognitivo-comportamental – considerada padrão ouro para tratar 85% dos problemas de saúde mental -, ainda se mostra uma das melhores opções. (3). Pense nisso.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências</p>
<p style="text-align: justify;">(1) http://www.bbc.com/news/health-16086233</p>
<p style="text-align: justify;">(2) http://www.nature.com/tp/journal/v6/n2/pdf/tp2015218a.pdf</p>
<p style="text-align: justify;">(3) http://clinicalevidence.bmj.com/x/index.html</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/2016/03/29/efeitos-da-terapia-cognitivo-comportamental-no-cerebro-um-estudo/</p>
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		<title>Adeus às crenças negativas</title>
		<link>https://casule.com/blog/adeus-as-crencas-negativas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 13:06:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nossa mente adora inventar histórias, versões e verdades que, por nos ferirem das mais variadas formas, causam sofrimento. Já observou como, a maior parte do tempo, estamos em desacordo com os acontecimentos? “Isso deveria ser de outro jeito.” “Ninguém me entende.” “Fulano é muito duro comigo.” No entanto, há uma maneira simples de superar essas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nossa mente adora inventar histórias, versões e verdades que, por nos ferirem das mais variadas formas, causam sofrimento. Já observou como, a maior parte do tempo, estamos em desacordo com os acontecimentos? “Isso deveria ser de outro jeito.” “Ninguém me entende.” “Fulano é muito duro comigo.” No entanto, há uma maneira simples de superar essas e outras lamúrias.</p>
<p style="text-align: justify;">O The Work, técnica de autoindagação criada pela americana Byron Katie, nos ajuda a identificar, questionar e desconstruir pensamentos que roubam a paz de espírito. O método surgiu a partir de uma experiência muito pessoal vivida por Katie. Depois de sofrer de depressão severa por quase uma década, ela acordou numa manhã de fevereiro de 1986 e experimentou o que chama de “despertar para a realidade”. “Descobri que, quando acreditava nos meus pensamentos, eu sofria, mas quando não acreditava neles, não sofria.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso vale para qualquer ser humano. A liberdade é tão simples quanto isso”, assegura ela, que, desde então, diz sentir plenitude constante. Em pouco tempo, o boca a boca engrenou e a americana passou a ser convidada a compartilhar o que havia sentido naquela manhã iluminada. E, assim, o método se consolidou. “Indicado a qualquer pessoa, trata-se de um trabalho de questionamento e conscientização. Não é sobre tentar mudar a mente”, ressalta a terapeuta e palestrante catarinense Ariana Schlösser, aluna de Katie e especialista em Th e Work.</p>
<p style="text-align: justify;">A seguir, Ariana explica como fazer bom uso dessa ferramenta transformadora e avisa: “É bom fazer o exercício de manhã, à tarde e à noite. Na verdade, quanto mais, melhor”.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Etapa 1</h2>
<p style="text-align: justify;">Escreva o pensamento estressante. Um por vez. Por exemplo: “Paulo deveria me entender”. Agora deixe a sua mente fazer as quatro perguntas-chave do método contemplando cada uma sem pressa. Mergulhe em si mesmo e espere que as respostas mais profundas aflorem. Deixe de fora o “mas”, o “porque” ou o “e”. Simplesmente responda, sem tentar se justificar ou se defender:</p>
<h3 style="text-align: justify;">1. Isso é verdade?</h3>
<p style="text-align: justify;">Reflita: é verdade que ele deveria entender você? Mantenha-se quieto e espere pela resposta do coração. O intelecto deve ficar de fora do exercício.</p>
<h3 style="text-align: justify;">2. Você pode saber com absoluta certeza que isso é verdade?</h3>
<p style="text-align: justify;">Você pode realmente saber o que ele deveria ou não deveria entender? Pode absolutamente saber o que é o melhor para Paulo: entender ou deixar de fazê-lo? O termo &#8220;absolutamente&#8221; &#8211; que significa 100% de certeza &#8211; muda tudo. Essa condição vai devagar abrindo espaço na mente para possibilidades até então ignoradas. em consequência, o ego começa a se sentir muito ameaçado nesse estágio. Siga se observando.</p>
<h3 style="text-align: justify;">3. Como você reage ou o que acontece quando você acredita nesse pensamento?</h3>
<p style="text-align: justify;">Observe suas reações. Você experimenta raiva, estresse, frustração? Você lança para Paulo &#8220;aquele olhar&#8221;? Tenta mudá-lo de alguma maneira? Como você sente essas reações? Perceba-se amorosamente.</p>
<h3 style="text-align: justify;">4. Quem você seria sem esse pensamento?</h3>
<p style="text-align: justify;">Feche os olhos. Imagine-se na presença de Paulo, cuja compreensão você tanto almeja. Imagine-se olhando para ele, só por um momento, sem pensar: &#8220;Quero que ele me entenda&#8221;. O que você vê? Como seria sua vida sem esse pensamento? Como você poderia estar presente e aberto para ele e para si mesmo nesse momento? O que você faria de diferente?</p>
<h2 style="text-align: justify;">Etapa 2</h2>
<p style="text-align: justify;">Após o registro das quatro respostas, inicia-se a etapa da inversão. As inversões são a oportunidade de considerar o oposto daquilo que você acredita ser verdade. Podemos inverter o pensamento “Paulo deveria me entender” da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: justify;">1. 1.Paulo não deveria me entender Reflita: essa não é a realidade, às vezes?<br />
2 2. .Eu deveria me entender Reflita: esse é o meu trabalho, não o dele.<br />
3. 3.Eu deveria entender Paulo Reflita: sou capaz de entender que ele não me entende?</p>
<p style="text-align: justify;">Permita-se explorar ao máximo as inversões. Para cada uma, pergunte-se em qual grau isso é verdadeiro. Você pode encontrar exemplos específicos na sua vida onde a inversão é mais ou menos verdadeira? Mantenha sempre a intenção de expandir o olhar sobre as situações, as pessoas e os próprios sentimentos. Não se trata de sentir culpa, e sim de descobrir alternativas que possam lhe trazer paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte:http://bonsfluidos.uol.com.br/noticias/autoconhecimento/adeus-as-crencas-negativas.phtml#.VvvMPOIrLIX</p>
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		<title>Veja dicas para vencer a insegurança e construir uma autoimagem positiva</title>
		<link>https://casule.com/blog/veja-dicas-para-vencer-inseguranca-e-construir-uma-autoimagem-positiva/</link>
		
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2016 16:45:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há algumas pessoas que parecem estar permanentemente andando na corda bamba, tal a insegurança que permeia seus passos no dia a dia. O ruim é que, muitas vezes, tal sentimento não só gera um desconforto diário como atrasa, inviabiliza ou impede muitas realizações. Então, se você já se sentiu assim, ‘prejudicado’ por sua falta de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há algumas pessoas que parecem estar permanentemente andando na corda bamba, tal a insegurança que permeia seus passos no dia a dia. O ruim é que, muitas vezes, tal sentimento não só gera um desconforto diário como atrasa, inviabiliza ou impede muitas realizações. Então, se você já se sentiu assim, ‘prejudicado’ por sua falta de confiança, está na hora de pensar sobre o assunto para mudar. E adivinha por onde começar? Sim, pelo início de tudo, os primeiros anos de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">“A capacidade do indivíduo de acreditar ou não em si mesmo depende de sua história. Os relacionamentos na infância com os pais ou cuidadores são fundamentais no desenvolvimento do self – o eu, a autoimagem”, explica Cristiane Moraes Pertusi, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), que atua em psicoterapia de família e casal, aconselhamento de carreira e coaching.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Pergunta básica: eu gosto de mim?</h2>
<p style="text-align: justify;">A construção de uma autoimagem positiva depende, então, da maneira como experimentamos nossas relações afetivas e, também, de fatores sociais e relacionais que o meio externo propicia para a qualidade dessas vivências. “A maior ou menor insegurança tem a ver com o autoconceito: o que a pessoa acha que é, seja consciente ou inconscientemente. Isso envolve características físicas e psicológicas, pontos positivos e negativos, autoestima. Em resumo, a percepção de seu próprio valor”, diz a psicóloga.</p>
<p style="text-align: justify;">A insegurança traz, a reboque, uma série de situações e sentimentos negativos. O sujeito, por exemplo, paralisa quando tem que tomar uma decisão, encontra dificuldade de saber qual o melhor caminho a seguir, acredita que está sempre sendo julgado e criticado. “Enfim, não há confiança em si mesmo e, a partir daí, surgem vários ‘medos’: alguns específicos, como o de dirigir, e outros gerais, como o de enfrentar opiniões contrárias a sua”, salienta Leonard F. Verea, médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão (Itália), especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Autossabotagem</h2>
<p style="text-align: justify;">É possível, também, que a insegurança leve o indivíduo a não se considerar merecedor de ser feliz ou alcançar seus objetivos e sonhos. “Ele acaba desenvolvendo crenças e valores que limitam seu olhar sobre si mesmo e a vida. Daí para se autossabotar, ou seja, criar situações que bloqueiam sua felicidade, é um pulo”, diz o psiquiatra. Além da influência dos primeiros anos de vida – conceitos que lhe foram transmitidos verbalmente ou por atitudes –, o quadro é agravado pelas condições da sociedade moderna. “Há muita competição e exigência de que cada um seja perfeito em todas as áreas da vida. Como se isso fosse possível, e fazendo com que sejamos cobrados além de nossa capacidade.”</p>
<p style="text-align: justify;">A falta de autoconfiança é, no mínimo, limitante. O inseguro perde a oportunidade de conhecer e experimentar o novo – seja uma pessoa, um lugar, um desafio. Por não valorizar seu potencial e não identificar suas habilidades, ele se fecha em si mesmo. “Nessa, deixa passar possíveis parceiros interessantes, não enxerga uma boa chance de emprego, não se lança em estudos e viagens, não investe em projetos pessoais e profissionais – e assim por diante”, considera Leonard Verea, acrescentando que tudo isso faz com que a pessoa se sinta infeliz, não fazendo o que gosta e não buscando prazeres.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Aprovação alheia</h2>
<p style="text-align: justify;">Há outro aspecto que ronda a insegurança: a dependência excessiva de pessoas e situações. “A opinião alheia influencia e direciona as ações. Existe uma real dificuldade de construir a vida com independência afetiva e até financeira. Dessa forma, fica travado o crescimento psicológico e social”, destaca Cristiane Moraes Pertusi. E tem outro lado: como não confia em si mesmo, alguns inseguros também não acreditam no outro. “E, aí, se tornam perfeccionistas ou controladores, pois esta é a única forma de se sentirem mais seguros.”</p>
<p style="text-align: justify;">A boa notícia é que tal sentimento é passível de modificação. Uma criança insegura pode se tornar um adulto seguro. “O caminho é se valorizar mais, acreditar no seu potencial, ir atrás do autoconhecimento”, recomenda Verea. “Como o desenvolvimento psicológico e social é contínuo durante a vida, dá para melhorar o autoconceito e a autoestima. As relações experimentadas são como o oxigênio ou o ar que respiramos: se ele for bom e puro, construiremos nosso self positivo; se for poluído, trará distorções e prejuízos”, completa Pertusi. Veja, a seguir, dicas de ambos os terapeutas para ter mais segurança:</p>
<h2 style="text-align: justify;">DICAS PARA SE TORNAR UMA PESSOA MAIS SEGURA</h2>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Cultive o pensamento positivo. “Avalie os bons aspectos da sua vida, valorizando-os. Ao mesmo tempo, considere o que você poderia aprimorar ou modificar para se fortalecer em todos os sentidos”, aconselha Cristiane Moraes Pertusi</li>
<li style="text-align: justify;">Confie em si mesmo. Isso, claro, requer autorreflexão e autoconhecimento. “Caso esteja se sentindo vacilante em seus relacionamentos e sua carreira, busque auxílio de um psicoterapeuta ou coaching”.</li>
<li style="text-align: justify;">Corra atrás do autoconhecimento, recomenda Leonard Verea. “Observe quais sentimentos e pensamentos o levam à insegurança. E, ao descobrir, tente se lembrar quando foi a primeira vez que se viu assim. Talvez você perceba que é possível olhar para o fato de forma diferente”.</li>
<li style="text-align: justify;">Não tenha medo de mudanças. E vá além: analise se alguma área está precisando de uma virada radical. Em caso positivo, liste ações que ajudarão a melhorar seu desempenho</li>
<li style="text-align: justify;">Faça uma lista de suas qualidades e seus pontos fortes. “Trata-se de um ótimo exercício para encher o copo da autoestima”, avalia Pertusi. Pense no que o faz ser único e especial, escreva e, se possível, fixe em um lugar visível para conferir sempre. “Identifique suas habilidades e as coloque em prática”, completa Verea.</li>
<li style="text-align: justify;">Converse com pessoas que são importantes para você. Peça um feedback de seus pontos fortes. “Só depois solicite que falem dos aspectos que precisaria desenvolver”, diz a psicóloga<br />
Invista em relações afetivas positivas – amorosas ou de amizade –, que lhe façam bem e onde você é admirado.</li>
<li style="text-align: justify;">Valorize sua opinião frente a fatos e situações.</li>
<li style="text-align: justify;">Seja paciente e flexível consigo próprio e pare de se criticar por qualquer coisa. Não exija tanto de você, e tenha tolerância e positividade em relação a seus pensamentos, não se martirizando à toa.</li>
<li style="text-align: justify;">“Não se menospreze ou se rebaixe. Em vez disso, modifique o que acredita não ser legal em você”, sugere Leonard Verea.</li>
<li style="text-align: justify;">Não se leve tão a sério. “Você pode aprender com seus erros e reformular suas atitudes sempre que necessário”, salienta Pertusi.</li>
<li style="text-align: justify;">Se necessário, procure apoio com psicoterapia e aconselhamento psicológico.</li>
</ul>
<p>Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/12/01/inseguranca-razoes-aparecem-ja-na-infancia-mas-e-possivel-mudar-isso.htm</p>
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