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		<title>Detectando um mentiroso</title>
		<link>https://casule.com/blog/detectando-um-mentiroso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2015 22:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mentira Embora achemos não muito aceitável, a mentira está entre nós desde que somos muito pequenos. Nossos pais, por exemplo, amenizam nossa infância com histórias nem sempre muito verdadeiras (como fomos concebidos, que as pessoas não morrem, mas viajam para as estrelas, e por aí vai). Pensamos, entretanto, que esse hábito ficaria restrito ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2299" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS.jpg" alt="Fotolia_81277261_XS" width="600" height="400" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS.jpg 424w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></h2>
<h2 style="text-align: justify;">A mentira</h2>
<p style="text-align: justify;">Embora achemos não muito aceitável, a mentira está entre nós desde que somos muito pequenos. Nossos pais, por exemplo, amenizam nossa infância com histórias nem sempre muito verdadeiras (como fomos concebidos, que as pessoas não morrem, mas viajam para as estrelas, e por aí vai).</p>
<p style="text-align: justify;">Pensamos, entretanto, que esse hábito ficaria restrito ao período mais primitivo de nossa existência e, à medida que crescemos, esse hábito naturalmente é deixado para trás.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é à toa então que nosso imaginário seja então frequentemente preenchido de histórias improváveis e duvidosas, ou seja, de inverdades presentes em todos os níveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se é de seu conhecimento, mas uma pesquisa recente procurou averiguar o quanto essa tendência se faz presente e descobriu-se o seguinte: as pessoas na vida adulta mentem uma a cada cinco interações diárias. (1)</p>
<p style="text-align: justify;">Pamela Meyer, autora de um best-seller intitulado “Liespotting”, aferiu que mentimos tanto em nosso cotidiano, que os registros da pesquisadora chegaram a registrar 200 mentiras em um único dia. (2)</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a “mentirinha” se tornou tão comum (e aceitável socialmente) que não ficou restrita aos nossos primeiros anos, mas é ela ainda usada (amplamente, diga-se de passagem) como um método para se evitar pequenas decepções em nosso círculo social da maturidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contar alguma coisa a alguém, é usual que as pessoas acabem, na grande parte das vezes, relatando apenas alguns “aspectos da verdade”. Assim sendo, sem que perceba, reconta-se tendenciosamente partes dos acontecimentos vividos que instintivamente possam ir ao encontro daquilo que as pessoas, de fato, desejariam ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja então que a realidade nua e crua – aquela discutida pelos filósofos durante séculos – dificilmente é repassada adiante em sua forma “bruta”, mas reconstruída, particularmente para que esteja em sintonia com os propósitos individuais de uma interação.</p>
<p style="text-align: justify;">É dessa maneira que as histórias retalhadas dão um contorno mais grandioso a nossa pessoa ao nos fazer sentir mais aceitáveis aos olhos dos demais e, funcionando como uma verdadeira cola social, assegura maiores chances de aceitabilidade.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Mas, mentimos então o tempo todo?</h3>
<p style="text-align: justify;">Ao que tudo indica nas pesquisas, “sim”. E, embora não totalmente intencional, esse hábito atua como método altamente adaptativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, não seria de todo incorreto dizer que, a rigor, falamos muito pouco a respeito do que verdadeiramente se passou conosco ao usarmos distintos níveis de mentira (ou, da verdade, se você preferir).</p>
<p style="text-align: justify;">Essas graduações podem partir daquelas popularmente denominadas de “mentira branca” (ou seja, sem maiores consequências) e podem chegar aos níveis que constituem um quadro de mentira patológica, isto é, de quando se mente de uma maneira contínua e compulsiva, sem controle.</p>
<p style="text-align: justify;">As mentiras “leves” podem incluir: o atraso a um compromisso importante porque  “pegamos muito trânsito” (quando na verdade não saímos no horário correto), o “esquecimento” de uma tarefa de trabalho (quando na verdade não sabíamos fazê-la), a data de aniversário de um amigo importante (quando na verdade, estávamos sem vontade de cumprimentá-lo) etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, temos sempre prontas em nossa cabeça inverdades pouco comprometedoras,  prontas para serem usadas. E, no outro extremo, temos o quadro psicopatológico denominado de “mitomania”.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quando a mentira se tornou doença</h3>
<p style="text-align: justify;">Nesses casos, o indivíduo vive em um ciclo de fabulações, ao criar situações falsas e, o pior, ao fazer de tudo para que se possa acreditar nelas. Assim, na mitomania, a pessoa se sente confortável com invencionice, ao preencher com mais e mais detalhes o enredo da fábula recém-criada.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas vezes podem ser as pequenas mentiras, entretanto, outras vezes são histórias mais elaboradas, de maneira mais detalhada e sofisticada. Dessa forma, na mitomania, o paciente usa da invenção deliberada para enganar pessoas e tirar vantagens, e nunca as admite, muito embora tenha plena consciência de que são fictícias, bem como ainda não se constrange quando é colocado a prova e eventualmente descoberto.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que os casos de mentira desonesta e criminosa, usualmente oriunda dos psicopatas ou estelionatários, não se aplicaria a esses casos, já que são considerados como desvios de caráter.</p>
<h3 style="text-align: justify;">5 maneiras de detectar um mentiroso</h3>
<h4 style="text-align: justify;">a) Comece fazendo perguntas neutras.</h4>
<p style="text-align: justify;">Comece observando como uma pessoa responde questões neutras. Pergunte, por exemplo, a respeito do tempo, planos para o final de semana, ou qualquer coisa que possa provocar uma resposta normal e confortável. Quando a pessoa responder, observe a linguagem corporal e o movimento dos olhos (assim se estabelece um padrão de como a pessoa age ao falar a verdade). Certifique-se de fazer perguntas suficientes para detectar esse padrão.</p>
<h4 style="text-align: justify;">b) Comece a pesquisar um tema mais “delicado”.</h4>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que saímos do um território mais neutro em direção à “zona de mentira&#8221;, fique atento às mudanças observadas na linguagem corporal, nas expressões faciais, no movimento dos olhos ou ainda na estrutura das frases. É inevitável que padrões distintos aparecerão ao se contar uma situação que, na verdade, não ocorreu. Por isso então que se torna importante observar uma linha de base de comportamento normal antes de entrar nessa fase.</p>
<h4 style="text-align: justify;">c) Fique ligado nas linguagens corporais.</h4>
<p style="text-align: justify;">O comportamento mentiroso, muitas vezes, pode ser detectado através de sinais como olhares rápidos de um lado ou outro, enquanto se explica alguma coisa; toques rápidos no nariz com a ponta dos dedos; o mordiscar os lábios; dificuldade de se olhar diretamente a outra pessoa no ato da explanação ou ainda piscar excessivamente enquanto se descreve a situação (veja que todos são sinais típicos de desvio de direção ou de “efeito fumaça”).</p>
<h4 style="text-align: justify;">d) Preste atenção ao tom, cadência e estrutura das sentenças.</h4>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes, quando uma pessoa está mentindo, ela irá mudar um pouco o tom e cadência de sua voz. O ponto central é atentar na velocidade. Muitas vezes, as sentenças mais elaboradas ou estruturadas é um sinal que a pessoa está ativamente tentando blindar a história mentirosa para que não seja descoberta e, por isso, sem que perceba, acaba se “alongando” nas justificativas e explicações. E, finalmente:</p>
<h4 style="text-align: justify;">e) Preste atenção quando a pessoa muda repentinamente o “rumo da prosa”.</h4>
<p style="text-align: justify;">Como a mentira causa desconforto interno, “trocar” de foco no meio da conversa (mudar de um assunto para outro) pode ser uma pista importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Evidente que esses sinais precisam de treino para serem aferidos, mas vale a nota para ilustrar o quanto podemos, efetivamente, detectar tais comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Passemos então ao mais importante.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O autoengano</h3>
<p style="text-align: justify;">Até aqui falamos das mentiras corriqueiras que possuem como objetivo enganar os outros ao cumprir as funções sociais que, conforme descrevemos, na grande maioria das vezes assumem funções inócuas e inexpressivas, entretanto, existem as outras mentiras, mais importantes, que têm como objetivo nos autoenganar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu explico novamente.</p>
<p style="text-align: justify;">As “mentirinhas” têm como objetivo manipular o exterior, mas o autoengano visa aquietar nosso interior.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que essas últimas, definitivamente, podem ser as mais desastrosas, pois nos afastam da realidade interna e, de maneira efetiva, nos afastam daquilo que verdadeiramente precisaríamos ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Encontramos assim pessoas que se dizem “satisfeitas com o emprego”, “felizes com o relacionamento” ou ainda “realizadas com sua vida” – o que, nem de longe, muitas e muitas vezes, é verídico.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas mentiras têm a função então de não nos colocar no foco, pois ainda que insatisfeitos com nossa vida, permanecemos fora da zona de desafio, pois o desconhecido, muitas vezes, nos tira da condição do controle e do conhecimento das coisas. Portanto, muitas pessoas passam uma vida inteira infelizes, pelo simples receio de seguir em frente e enfrentar aquilo que ainda é inexplorado.</p>
<p style="text-align: justify;">Sério isso, não acha? Saiba então que a maioria dos meus pacientes que buscam terapia, o fazem exatamente por conta das mentiras internas que precisam ser desconstruídas.</p>
<p style="text-align: justify;">Pense nisso.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Conclusão</h3>
<p style="text-align: justify;">A primeira e mais óbvia dedução que podemos extrair deste texto é a de que tudo acima descrito pode também ser uma grande invencionice minha. Quem sabe…</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda, e claramente mais sensata, é a de que somos exímios criadores de realidades, ou seja, quase sempre estamos tentando dar sentidos às coisas e, assim, manipulando a existência a favor de nossa sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, seja dentro de uma pequena ou até de uma grande mentira (ou verdade, pois acho que, a rigor, no final das contas, tanto faz), apenas estamos procurando dar algum contorno àquilo que, efetivamente, nos sirva a algum propósito e que consiga, então, nos dar algum sentido de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez usemos desse recurso para poder sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma pena, entretanto, que muitos descubram isso apenas no final da vida e então possam, finalmente, se aceitar.</p>
<p style="text-align: justify;">(1) http://psycnet.apa.org/journals/psp/70/5/979/</p>
<p style="text-align: justify;">(2) http://www.amazon.com.br/Liespotting-Proven-Techniques-Detect-Deception-ebook/dp/B003R0LBZ8/ref=sr_1_1?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1437837478&amp;sr=1-1&amp;keywords=liespotting</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/2015/07/29/detectando-um-mentiroso/</p>
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		<item>
		<title>Psicologia Positiva = Relacionamento Saudável</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia-positiva-relacionamento-saudavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2015 19:47:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Psicologia Positiva estuda o peso dos aspectos positivos da vida humana, como alegria, felicidade, bem-estar e as atitudes de &#8220;desabrochar&#8221; e &#8220;florescer&#8221;, no equilíbrio físico e mental. Seu criador, o psicólogo americano Martin Seligman, a define como &#8220;o estudo científico do funcionamento humano ideal que visa descobrir e promover os fatores que permitem que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A</strong> <strong>Psicologia Positiva</strong> estuda o peso dos aspectos positivos da vida humana, como alegria, felicidade, bem-estar e as atitudes de &#8220;desabrochar&#8221; e &#8220;florescer&#8221;, no equilíbrio físico e mental. Seu criador, o psicólogo americano <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Seligman" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Martin Seligman</a>, a define como &#8220;o estudo científico do funcionamento humano ideal que visa descobrir e promover os fatores que permitem que indivíduos e comunidades prosperem&#8221;. Segundo Daniela Levy, psicóloga que está à frente da Associação de Psicologia Positiva da América Latina (APPAL), esta ciência pode tornar seus relacionamentos mais saudáveis e felizes.</p>
<p style="text-align: justify;">Daniela defende que comunicar positivamente é muito importante para conservar não só casamentos, como também amizades ou relações profissionais, sociais e familiares. &#8220;Eles se tornam mais saudáveis e duradouros, livres de mágoas&#8221;, completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista da Psicologia Positiva, uma pessoa que mantém bons relacionamentos ganha muito com a interação e o apoio do outro. Ter alguém para ‘cuidar’ e sentir-se ‘cuidado’ &#8211; assim como compartilhar a vida, eventos, pensamentos e sentimentos &#8211; torna o ser humano mais apto a lidar com as dificuldades e a comemorar experiências bem-sucedidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você quer começar a ‘praticar’ a psicologia positiva, Daniela Levy cita exemplos de situações positivas que reforçam laços entre as pessoas, confira:</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Amor incondicional se traduz em segurança</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O psicólogo inglês Donald Winnicott observou que, em crianças que brincavam próximas de suas mães, o nível de criatividade era maior do que naquelas que brincavam distantes. Isso porque elas arriscam mais, caem e levantam novamente e tentam executar tarefas de várias maneiras por se sentirem seguras na presença de uma pessoa que as ama incondicionalmente. &#8220;Saber que somos amados incondicionalmente cria um espaço psicológico de segurança e proteção&#8221;, explica Daniela.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Casamento</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Você precisa estar casado ou quer estar casado? &#8211; Muitas pessoas ficam casadas por sacrifício ou acomodação, o que acaba gerando infelicidade e frustração. O fato de o parceiro saber que continua com a outra pessoa por precisar estar e não por querer estar elimina qualquer significado e prazer que poderia existir na relação. &#8220;Quando a pessoa está constantemente abrindo mão do significado e do prazer pelo outro, e a relação não é equilibrada nesse sentido, não há como ser feliz&#8221;, adverte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Cultivo da intimidade</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Conhecer e ser conhecido &#8211; De acordo com Daniela, a noção errada de que &#8220;achar um amor&#8221; garante eterna satisfação e felicidade na relação é um engano. Da mesma forma, engana-se quem pensa em encontrar o emprego dos sonhos, o lugar ideal para trabalhar e, assim, não precisar trabalhar duro. Isso não é diferente em qualquer relação: o desafio está na habilidade em cultivar e conquistar a intimidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Cultivar a intimidade envolve conhecer e ser conhecido. No casamento, é importante engajar-se em atividades que tenham significado e sejam prazerosas para os dois.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Passado feliz fortalece a relação do presente</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Expert em relacionamentos, o psicólogo norte-americano John Gottman consegue prever o sucesso de uma relação baseado em como o parceiro descreve seu passado. Ele conclui que, quando os parceiros relatam os aspectos felizes do tempo que passaram juntos, a relação tem mais possibilidade de prosperar. Valorizar as experiências significativas e prazerosas do passado e do presente fortalece a relação.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.vilamulher.com.br/familia/relacionamento/psicologia-positiva-relacionamento-saudavel-13787.html</p>
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		<item>
		<title>Transtorno de Personalidade Borderline, o limite das emoções!</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-de-personalidade-borderline-o-limite-das-emocoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2015 15:51:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno de personalidade borderline]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Amar ou odiar demais as pessoas ao redor, viver sob constante medo de ser abandonado e construir e destruir relações sociais com facilidade são algumas características de pessoas que vivem constantemente nos limites das emoções. O Transtorno de Personalidade Borderline, também conhecido como Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável, acomete cerca de 3% da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Amar ou odiar demais as pessoas ao redor, viver sob constante medo de ser abandonado e construir e destruir relações sociais com facilidade são algumas características de pessoas que vivem constantemente nos limites das emoções.</p>
<p style="text-align: justify;">O Transtorno de Personalidade Borderline, também conhecido como Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável, acomete cerca de 3% da população nacional, sendo mais frequente em mulheres, que representam 80% do total de pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem sofre desse transtorno de personalidade sofre e causa danos a quem está ao redor, uma vez que são pessoas que apresentam padrão instável e intenso nas relações pessoais. As principais características são:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sentimentos exacerbados</strong>: amam ou odeiam demais as pessoas que estão ao redor, o que causa desconforto e desgaste emocional ao paciente e às pessoas que o rodeiam;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Medos</strong>: as pessoas que sofrem com o Transtorno de Personalidade Borderline são assombradas com o medo do abandono e fazem esforços intensos para evitar que o fato ocorra. Por exemplo: um familiar, amigo ou cônjuge que precisa se ausentar para uma viagem de trabalho pode ser interpretado pela pessoa como uma tentativa de abandono.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Impulsividade</strong>: atitudes impensadas são comuns nos pacientes que sempre se arrependem posteriormente ao ato. Frequentemente colocam-se em situações de risco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Compulsividade</strong>: compulsões para compras, uso de álcool e drogas, direção perigosa e sexo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção</strong>: a necessidade de ser o centro das atenções é constante e a ideia de serem deixados de lado pode provocar reações exageradas como ameaças, chantagens e até mesmo tentativas de suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Automutilação</strong>: há pacientes que são autodestrutivos e podem se automutilar com cortes em membros superiores com a intenção de se matar, aliviar o sofrimento mental, manipular situações ou até mesmo para sentir prazer com a dor.</p>
<p style="text-align: justify;">O Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável muitas vezes é confundido com o Transtorno Bipolar, pois a pessoa é extremamente reativa a fatores externos, ficando feliz, triste ou irritada dependendo do ambiente, porém, diferentemente do paciente bipolar, a variação de humor do Borderline é fugaz e em reação a um evento bom ou ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento para o transtorno é medicamentoso e psicoterápico, ou seja, é indispensável a associação da medicação para controlar as compulsões, impulsões, oscilações de humor em conjunto com a psicoterapia para trabalhar o funcionamento psíquico do paciente e entender a fundo os medos e desenvolver um melhor autocontrole.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto importante é a estruturação emocional da família para lidar com o transtorno, uma vez que o Borderline causa danos à pessoa e aos que estão ao redor. O apoio de um terapeuta familiar é importante para direcionar como ser claro nos limites sem passar agressividade e raiva, pois isso tende a piorar o quadro do paciente, como não passar informações contraditórias e como desenvolver um controle maior, pois os pacientes tendem a levar os familiares ao limite emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">A patologia precisa ser encarada com seriedade, pois as tentativas de suicídio são frequentes nesses pacientes e cerca de 10% deles realmente efetivam o suicídio, pelo fato de se sentirem desafiados pelos familiares e amigos que menosprezam as inquietações psicológicas.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas que sofrem com esse transtorno de personalidade são muito suscetíveis às emoções, amam demais e sufocam os que estão ao redor, odeiam demais, prejudicando as relações pessoais, têm medo de serem largadas, oscilam de humor constantemente, desenvolvem compulsões que causam danos à saúde e por fim o que elas precisam é de tratamento adequado, de pessoas bem orientadas e carinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Doenças psiquiátricas precisam ser levadas a sério, pois elas envolvem questões complexas como a dinâmica familiar e a vida!</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.dm.com.br/revista/2014/11/transtorno-de-personalidade-borderline-o-limite-das-emocoes.html</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>CONSUMO COMPULSIVO</title>
		<link>https://casule.com/blog/consumo-compulsivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2014 18:08:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 2% e 8% da população mundial sofre desse mal, que coloca em risco não só a conta bancária, mas também a estabilidade familiar. Quem é que não gosta de fazer compras por prazer? Vivemos numa sociedade consumista onde os apelos para o consumo estão presentes em todos os lugares, estimulando-nos a comprar mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Cerca de 2% e 8% da população mundial sofre desse mal, que coloca em risco não só a conta bancária, mas também a estabilidade familiar. Quem é que não gosta de fazer compras por prazer? Vivemos numa sociedade consumista onde os apelos para o consumo estão presentes em todos os lugares, estimulando-nos a comprar mais e mais a cada dia. As campanhas publicitárias tratam os produtos como caminhos para a felicidade, para a realização e o prazer: quem não quer ter um sorriso branco, tornar-se irresistivelmente atraente e ter todos os olhares voltados para si? É o que prometem vários produtos! Gostar de comprar não é o mesmo que ser um comprador compulsivo! O consumo compulsivo não tem nada a ver com o endividamento puro e simples ligado a fatores econômicos ou sociais e é um distúrbio psicológico. A pessoa que se endivida uma vez sofre tanto que vai fugir ao máximo de novas prestações. Já o comprador compulsivo quer sentir a satisfação pessoal que o ato de comprar proporciona: ele costuma comprar coisas supérfluas e sem necessidade, gastando o que não pode e muitas vezes arrependendo-se depois. É como se fosse um vício! A pessoa compra por comprar, porque o preço estava bom e não se importa se o objeto da compra será útil ou não. Uma paciente, que não gosta de tomar café, relatou ter 3 cafeteiras em casa, compradas somente porque o preço estava em promoção. Ela conta que não podia deixar de comprar! Quem compra de forma compulsiva não se preocupa como vai pagar, se tem ou não dinheiro disponível para isso, tornando-se muito ansioso e impaciente quandopassa algum tempo sem comprar nada: o ato de comprar serve como um alívio da ansiedade elevada. Além disso, como a compra produz um alívio temporário, daqui a pouco o mal estar retorna: a pessoa compulsiva sente a necessidade de buscar um novo alívio no consumo, assim como um drogado que vai atrás da promessa de prazer na próxima dose. São pessoas insatisfeitas e infelizes. E como comprar apenas alivia, mas não resolve o problema, a pessoa sempre estará comprando, num processo que tende ao infinito, trazendo problemas no relacionamento familiar e muitas dívidas. Mas, se o comportamento de comprar compulsivamente é um distúrbio, por que pouca gente procura o tratamento psicológico? O problema só é notado quando a pessoa não tem mais como conseguir dinheiro para pagar suas dívidas, quando a sua compulsão já ultrapassou todos os limites do seu crédito: mesmo assim, ela só admite ter um problema quando a família ou parceiro a pressionam e a ameaçam com a separação, de expulsá-la do convívio ou de denunciá-la .A compulsão por compras é um distúrbio provocado pela ansiedade elevada. Pessoas muito ansiosas tornam-se compulsivas como uma forma de tentar aliviar os sintomas da sua ansiedade, embora criem outro grande problema – no caso, o endividamento – e, ainda assim, não conseguem aliviar a sua ansiedade: daqui a pouco, lá estão elas novamente com suas atitudes compulsivas. É um círculo vicioso que não tem fim e que traz cada vez mais sofrimento. Para resolver o problema, é preciso entender os fatores que geram a elevação da ansiedade, aprender a lidar com eles e superá-los de forma que a compulsão seja superada e o problema se resolva. Ao invés de criticarem a pessoa porque ela está endividada ou dar uma sériede conselhos que só colaboram para que a pessoa se sinta pior do que já está, a família pode ajudá-la a superar essa compulsão, estimulando-a a buscar o tratamento psicológico, destacando a sua importância para superar esse problema.</p>
<p>Fonte : http://cerejafina.com/consumo-compulsivo</p>
<p>&#8230;.</p>
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		<title>Depressão Major</title>
		<link>https://casule.com/blog/depressao-major/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2014 20:59:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Depressão Major é também conhecida por depressão unipolar, como referência à presença de apenas um pólo, ou humor extremo, neste caso o depressivo, por oposto à depressão bipolar, composta pela alternância entre humor depressivo e mania (euforia, intensa agitação e actividade). As pessoas reagem de formas diferentes na depressão major. Algumas apresentam dificuldades de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Depressão Major é também conhecida por depressão unipolar, como referência à presença de apenas um pólo, ou humor extremo, neste caso o depressivo, por oposto à depressão bipolar, composta pela alternância entre humor depressivo e mania (euforia, intensa agitação e actividade).</p>
<p>As pessoas reagem de formas diferentes na depressão major. Algumas apresentam dificuldades de sono, perdem peso e sentem-se genericamente agitadas e irritáveis. Outras podem dormir e comer em excesso e sentirem-se sem valor e dominadas por sentimentos de culpabilização. Ainda outras podem estar aparentemente bem, funcionarem bem no trabalho e aparentarem bem-estar em situações sociais, enquanto, lá no fundo, se sentem verdadeiramente deprimidas e sem interesse pela vida. Não existe uma forma única de viver a depressão – no entanto, a maior parte das pessoas fica dominada ou por um humor depressivo ou por uma perda generalizada de interesse nas actividades que anteriormente a interessavam, ou por uma conjugação destes dois aspectos. Além disso, apresentam outros sintomas físicos e mentais que podem incluir fadiga, dificuldades de concentração e memória, sentimentos de impotência e desespero, dores de cabeça, dores no corpo e pensamentos suicidas.</p>
<p>Nos adultos, a depressão major afecta duas vezes mais mulheres do que homens. Em ambos, é mais comum na faixa etária dos 25-44 anos, sendo mais provável afectar pessoas na casa dos vinte anos, ainda que a idade dos primeiros sintomas tenha vindo a diminuir ao longo do tempo. Nas crianças, a depressão clínica afecta uma proporção idêntica de rapazes e raparigas. Ao longo de toda a vida, a depressão irá afectar 10 – 25% de mulheres e 5 – 12% de homens. Em qualquer momento que se observe a população, 5 a 9% das mulheres e 2 a 3% dos homens estarão deprimidos. As pessoas com um dos pais ou irmãos que tiverem sofrido de depressão major têm 1,5 a 3 vezes mais probabilidades de vir a sofrer da mesma perturbação.</p>
<p>Para aqueles que têm episódios recorrentes de depressão major, o curso desta perturbação varia. Algumas pessoas têm crises depressivas separadas por vários anos sem qualquer sintomatologia enquanto outras podem ter períodos ao longo do tempo com vários episódios. Ainda outras podem ter crises depressivas progressivamente mais frequentes à medida que envelhecem. Alguns estudos têm vindo a identificar que quanto mais episódios depressivos uma pessoa vai tendo, assim vai diminuindo o intervalo entre eles. Além disso o número de episódios depressivos que uma pessoa teve serve como critério de previsão de próximos: das pessoas que tiveram uma única crise, 50 a 60% podem vir a sofrer um segundo episódio de depressão; dos que tiveram dois, 70% pode vir a sofrer um terceiro e 90% das pessoas que tiveram 3 episódios de depressão poderão vir a sofrer um quarto.</p>
<p>Cerca de dois terços das pessoas que têm um episódio depressivo major recuperam totalmente; o outro terço pode não conseguir ultrapassar a crise ou apenas recuperar parcialmente – neste caso, a probabilidade de vir a sofrer de nova crise depressiva major é mais elevada.</p>
<p>Diagnóstico diferencial</p>
<p>1 A pessoa tem um episódio depressivo único:Para se considerar um episódio depressivo a pessoa tem de ter apresentado, pelo menos, 5 dos 9 sintomas abaixo, durante 2 ou mais semanas consecutivas, a maior parte do tempo quase todos os dias, e estes sintomas deverão ter representado uma mudança face ao seu funcionamento anterior. Um dos sintomas tem de ter sido ou (a) humor depressivo (em crianças e adolescentes, pode corresponder a irritabilidade) ou (b) perda de interesse ou prazer, na maioria ou em todas as actividades. c)Uma perda ou ganho de peso significativos (ex: 5% ou mais de alteração no peso ao longo de 1 mês, sem esforço de regime alimentar); pode ser, igualmente, apenas aumento ou diminuição de apetite; nas crianças, este sintoma pode surgir como não ganharem o peso esperado face ao crescimento. d) Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir (insónia) ou dormir mais do que o habitual (hipersónia). e)Comportamento agitado ou lentificado, de uma forma observável para os outros. f) Fadiga ou decréscimo de energia g) Sentimentos de desvalorização pessoal ou de culpabilização elevada (não referente ao facto de estar doente). h) Dificuldades de raciocínio, concentração ou tomada de decisões. i) Pensamentos frequentes sobre morte ou suicídio (com ou sem um plano específico) ou tentativa de suicídio.<br />
Os sintomas não indicam um episódio misto<br />
Os sintomas causam grande perturbação ou dificuldades de funcionamento familiar, ocupacional ou outras áreas importantes<br />
Os sintomas não são causados por abuso de substâncias (ex: álcool, drogas, medicamentos) ou por doença do foro orgânico<br />
Os sintomas não se devem a um processo de luto ou morte de um ente querido, mantêm-se durante mais de 2 meses, ou incluem grande dificuldade no funcionamento quotidiano, pensamentos frequentes de desvalorização pessoal, ideação suicida, sintomas psicóticos ou comportamento lentificado (psicomotricidade retardada).<br />
Não existe outra perturbação que explique melhor a sintomatologia<br />
A pessoa nunca teve um episódio maníaco, misto ou hipomaníaco (a não ser que tenha sido um episódio causado por uma doença médica ou pela utilização de uma substância química)</p>
<p>Distimia</p>
<p>1 A pessoa tem humor depressivo a maior parte do tempo, quase todos os dias, durante pelo menos 2 anos. As crianças e os adolescentes podem apresentar irritabilidade e basta uma duração de um ano.<br />
Quando deprimida, a pessoa exibe pelo menos dois dos seguintes sintomas:<br />
Comer em demasia ou perda de apetite<br />
Dormir demais ou dificuldades em dormir<br />
Fadiga, falta de energia<br />
Baixa auto-estima<br />
Dificuldades de concentração ou tomada de decisão<br />
Sensação de impotência<br />
Durante o período de dois anos (um para crianças e adolescentes) não existiu nenhum período assintomático.<br />
Durante esse período (2 anos adultos, 1 ano crianças/adolescentes) não existiu nenhum episódio de depressão major<br />
Não existiu nenhum episódio maníaco, misto ou hipomaníaco<br />
Os sintomas não ocorrem apenas na presença de outra perturbação crónica<br />
Os sintomas causam forte perturbação ou dificuldades no funcionamento familiar, ocupacional ou outra área importante.</p>
<p>Estima-se que 10 a 25% das pessoas que reúnem critérios clínicos para um diagnóstico de depressão major, sofreram previamente de distimia.</p>
<p>O desenvolvimento da depressão major pode estar relacionada com algumas doenças orgânicas – cerca de 20 a 25% de pessoas afectadas por doenças oncológicas, acidentes cardiovasculares ou diabetes desenvolvem depressão major durante a doença. A intervenção nas doenças resulta mais complicada quando ocorrem em simultâneo com a depressão e o prognóstico do problema médico é menos positivo, o que faz sugerir fortemente um acompanhamento simultâneo psicoterapêutico, para resolução da depressão.</p>
<p>Frequentemente, outras situações do foro psicológico/psiquiátrico co-existem com a depressão major, como, por exemplo; o alcoolismo e toxicodependência, as perturbações de ansiedade, as perturbações de comportamento alimentar e a perturbação borderline da personalidade.</p>
<p>A gravidade da depressão major é indicada por alguns dados apontam que uma taxa de 15% de suicídio.</p>
<p>Distimia<br />
As pessoas com distimia sentem pouca ou nenhuma alegria nas suas vidas – em vez disso, as suas vidas são bastante sombrias a maioria do tempo. Se sofrer de distimia, é provável que tenha dificuldade em recordar-se de momentos em que se sentiu feliz, entusiasmado ou inspirado, parecendo que esteve deprimido toda a sua vida. Provavelmente, é-lhe difícil ter prazer nas suas actividades ou divertir-se; em vez disso, instala-se a falta de vontade de fazer coisas e a tendência para o isolamento, preocupa-se frequentemente e critica-se por se sentir um falhado. Pode, igualmente, culpabilizar-se, sentir-se irritado, sem energia e ter dificuldade em dormir normalmente.</p>
<p>A distimia é uma forma de depressão, mais suave mas de maior duração, que afecta mulheres duas a três vezes mais do que homens. O diagnóstico aplica-se quando uma pessoa demonstra um humor depressivo durante pelo menos 2 anos. Para ser aplicado a crianças, bastará um ano de duração, e, em vez de tristeza ou humor depressivo, a criança poderá demonstrar irritabilidade. As pessoas com distimia podem parecer medianamente deprimidas de uma forma crónica, a um ponto em que parece fazer parte das suas personalidades. Quando finalmente procuram tratamento, é provável que já sofram de distimia há vários anos, em média 10 desde os primeiros sintomas – como surge precocemente na vida, entre a infância e o início da idade adulta, é habitual as pessoas terem-se adaptado de tal forma que consideram a sua forma de sentir e estar como normal. Este carácter crónico e que afecta o funcionamento normal em muito menor grau leva a que a distimia passe despercebida, frequentemente e, logo, não seja tratada. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as probabilidades de recuperação. No caso das crianças, muito em particular, o diagnóstico e correcto tratamento são fundamentais para prevenir o desenvolvimento posterior de perturbações graves do humor, dificuldades académicas e sociais e, mesmo, o abuso de substâncias mais tarde.</p>
<p>Em qualquer momento, cerca de 3% da população pode sofrer de distimia. Quando existedepressão major na família, há uma maior probabilidade de se sofrer de distimia, e a distimia aumenta o risco de se vir a sofrer de depressão major – 10% das pessoas com distimia evoluem para depressão major.</p>
<p>A distimia surge, por vezes, associada com algumas perturbações de personalidade (evitante, dependente, histriónica, borderline, narcísica) e com o abuso de substâncias. A distimia nas crianças está relacionada frequentemente com perturbações da ansiedade, perturbações da aprendizagem, deficits de atenção e hiperactividade, perturbações de comportamento e atraso cognitivo.</p>
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		<title>Perturbação de Personalidade Evitante</title>
		<link>https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-evitante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2014 20:11:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já imaginou como seria sentir-se permanentemente inibido quando está com outras pessoas? Como seria difícil sentir que não se consegue integrar, porque não é como os outros? E se, para além do referido, sentisse cada pequeno comentário negativo como uma grande ofensa, que confirma cada vez mais a sua postura de afastamento em relação ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já imaginou como seria sentir-se permanentemente inibido quando está com outras pessoas? Como seria difícil sentir que não se consegue integrar, porque não é como os outros? E se, para além do referido, sentisse cada pequeno comentário negativo como uma grande ofensa, que confirma cada vez mais a sua postura de afastamento em relação ao contacto com os outros?</p>
<p>Não seria fácil, pois não?</p>
<p>Isto é o que sente na pele quem sofre de Perturbação Evitante da Personalidade. Ocorre-lhe alguém que conheça? O que está a ler encaixa com o que sente e para o qual nunca encontrou explicação? Espero que a seguinte descrição o possa ajudar a compreender melhor esta perturbação e, porque não, o motive a procurar ajuda, no sentido de obter uma maior qualidade de vida. Afinal, sofrer em silêncio não só agrava a situação, como em nada contribui para uma evolução positiva.</p>
<p>Apesar de ter inicio na idade adulta, alguns autores defendem que, já na infância, é possível encontrarmos alguns padrões de comportamento que podem ser indicadores do desenvolvimento futuro de uma Perturbação Evitante da Personalidade. Referimo-nos a timidez, isolamento (particularmente visível no recreio) e medo de estranhos e de situações novas, desconhecidas. No entanto, tal não se constitui como uma obrigatoriedade, sendo que a timidez pode não evoluir para este quadro na vida adulta, mas antes dissipar-se gradualmente. Se existir um agravamento desta timidez ao longo da adolescência, podemos estar perante um futuro caso de Perturbação Evitante da Personalidade.</p>
<p>Já pensou nas consequências negativas que isto implica? Durante a adolescência e início da idade adulta as relações sociais com novas pessoas são particularmente importantes. Quanto pode ser doloroso sentir que não conseguimos ter relação com as pessoas que nos rodeiam por medo? Medo de falar, de ter um comportamento que possa ser considerado como desadequado, desadaptado, de dizer algum disparate, de não ser aceite, de ser criticado ou humilhado pelos outros… Em suma, estar fechado dentro de uma redoma, com a porta aberta, mas sem conseguir sair, poder vislumbrar como é o mundo lá fora, mas não conseguir partilhá-lo com os outros. É muito limitativo, não é?</p>
<p>Já na vida adulta e em contexto profissional, é frequente que rejeitem ofertas de promoção, pelo receio de que as novas responsabilidades se possam reflectir em críticas por parte dos colegas. O trabalho em grupo só é aceite após uma série de propostas generosas, baseadas em promessas de apoio e compreensão. Ao nível das relações com os outros, estas são evitadas até ao momento em que sejam vistas como seguras, ou seja, ausentes de crítica e desaprovação. O mesmo se passa no estabelecimento de relações íntimas, que se revela como uma tarefa muito penosa para quem sofre desta perturbação, apenas superadas quando existe uma garantia de aceitação incondicional.</p>
<p>Características:</p>
<p>&#8211; Evitam actividades profissionais ou escolares que envolvam contactos interpessoais significativos, por medo de críticas, desaprovação ou rejeição;- As pessoas com esta perturbação não se agregam em actividades de grupo, a menos que surjam propostas repetidas e generosas de apoio e protecção;</p>
<p>&#8211; A intimidade interpessoal é habitualmente difícil para estas pessoas, apesar de serem capazes de estabelecer relações íntimas quando está assegurada uma aceitação sem crítica;</p>
<p>&#8211; Podem actuar com reservas, terem dificuldade em falar de si e recusarem a intimidade por medo de serem expostas, ridicularizadas ou envergonhadas;</p>
<p>&#8211; Tendem a ser tímidos, calados, inibidos e «invisíveis», com medo de que com qualquer chamada de atenção possam ser rejeitados ou rebaixados;</p>
<p>&#8211; Dúvidas acerca de competências sociais e aptidões pessoais tornam-se especialmente manifestas em contextos que envolvam estranhos. Estas pessoas consideram-se socialmente inaptas, destituídas de encanto ou inferiores aos outros;</p>
<p>&#8211; Podem até surgir sintomas físicos, quando confrontadas com situações que não lhes é possível evitar – ruborização das faces, boca seca, sudação exagerada, entre outras.</p>
<p>Prevalência:</p>
<p>Inicia-se habitualmente na infância com timidez, isolamento e medo de situações desconhecidas, em que, em vez de se assistir a uma diminuição progressiva das reacções referidas, se observa uma evolução durante a adolescência.</p>
<p>A prevalência da Perturbação Evitante da Personalidade na população em geral situa-se entre 0,5% e 1,0%. No entanto, fica a ressalva para os casos que sofrem em silêncio ou são mal diagnosticados.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como lidar com os conflitos?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-lida-com-os-conflitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 17:09:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como lidar com um conflito? Enfrenta-o ou procura evitá-lo sempre que pode? Por mais que tentemos evitar, os conflitos fazem parte da vida. Muitas vezes são os conflitos que nos fazem crescer, que nos empurram para fora da zona de conforto, que nos ajudam a descobrir forças que desconhecíamos ter. Porém, alguns de nós evitam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como lidar com um conflito? Enfrenta-o ou procura evitá-lo sempre que pode? Por mais que tentemos evitar, os conflitos fazem parte da vida. Muitas vezes são os conflitos que nos fazem crescer, que nos empurram para fora da zona de conforto, que nos ajudam a descobrir forças que desconhecíamos ter.</p>
<p>Porém, alguns de nós evitam até aproximar-se da zona de conflitos. Por vezes é falta de autoconfiança, pois faz-nos sentir que não somos capazes de nos defendermos e, por isso, a fuga acaba por ser o caminho mais fácil.</p>
<p>Como podemos então lidar com o conflito da melhor forma?</p>
<p>&#8211; Respeite os seus interesses e os da outra parte. A insegurança pessoal e a vulnerabilidade induzem, normalmente, a uma tendência de “ganhar-perder” que pode refletir-se no evitamento do conflito. É necessário enfrentar o conflito de uma maneira moderada, já que irá proporcionar um confronto construtivo entre as partes envolvidas.</p>
<p>&#8211; Faça a distinção entre “interesses” e “posições”, em que as posições podem ser opostas mas os interesses em questão não.</p>
<p>&#8211; Desvende os seus interesses e os da outra parte de forma a reconhecer os interesses comuns e compatíveis que ambas as partes partilham, o que faz com que haja uma relação empática e que facilita a resolução do conflito.</p>
<p>&#8211; Determine os interesses em conflito entre as partes envolvidas como um problema de ambos, a ser esclarecido de modo cooperativo.</p>
<p>&#8211; Na interação comunicacional com a outra parte, ouça de forma atenta e fale de modo compreensível, para facilitar uma comunicação deveras essencial para uma resolução eficaz do conflito.</p>
<p>&#8211; Considere os enviesamentos, distorções percetivas, juízos erróneos e pensamento estereotipado que normalmente se fornecem a ambas as partes no decorrer do conflito.</p>
<p>&#8211; Aumente competências para lidar com os conflitos difíceis de maneira a não se sentir desconfortável ou desesperado quando o conflito é com pessoas mais poderosas.</p>
<p>&#8211; Explique detalhadamente ao oponente quais das suas ações o estão a incomodar e mostre-lhe os efeitos que as mesmas produzem.</p>
<p>&#8211; Será cauteloso não corresponder ao comportamento prejudicial do oponente, evitando ataques pessoais, ou seja, criticar o comportamento e não a pessoa.</p>
<p>&#8211; Conheça-se e saiba como tipicamente responde em diferentes tipos de situações de conflito.</p>
<p>E lembre-se de que a forte adesão dos litigantes aos seus valores morais fundamentais pode ser um inibidor da espiral do conflito e das consequentes destruição e violência.</p>
<p>Fonte: http://oficinadepsicologia.com/como-lida-com-os-conflitos</p>
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		<item>
		<title>Perturbação de personalidade narcísica</title>
		<link>https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-narcisica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 20:06:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perturbação de personalidade narcísica O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
<nav id="sub_nav" class="is_stuck">
<h1>Perturbação de personalidade narcísica</h1>
</nav>
</div>
<div class="pf-content">
<p>O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. Um dia, Narciso aproximou-se de um lago e apaixonou-se pela sua própria imagem ao vê-la reflectida na água, lançando-se ao lago para se unir aquele por quem se apaixonara – ele próprio.</p>
<p>Daqui surge o termo de “personalidade narcísica”, a qual tentaremos explicar de acordo com o ponto de vista de um leitor com esta personalidade.</p>
<p>Provavelmente sente, muitas vezes, que as pessoas que o(a) rodeiam têm vários defeitos. Parece que na maioria das vezes, essas não estão comparativamente à sua altura. Como se não compreendessem as suas qualidades, fossem incapazes de as reconhecer e validar de acordo com aquele que acredita ser o seu verdadeiro valor. Tendencialmente sente que só as pessoas de elevado estatuto, valor e importância é que conseguem estar ao seu nível, sendo naturalmente a essas que procura recorrer.</p>
<p>Sentir que não é suficientemente reconhecido pela maioria das pessoas é realmente intolerável. Por isso, tenta ainda mais explicitamente demonstrar ou tornar claro aos outros aquele que acredita ser o seu real valor. Procura sistematicamente que as pessoas o reconheçam, apreciem e valorizem. Ao mesmo tempo, é como se a sua auto-estima fosse muito frágil, o que faz com que tenha medo que os outros o(a) avaliem de forma negativa. E por vezes este medo é tão grande, que mesmo antes que eles o(a) possam rejeitar, torna-se imperativo desvalorizá-los.</p>
<p>Parece surgir um padrão de relações instável, uma vez que torna-se impossível manter relações estáveis e seguras com as pessoas que o(a) rodeiam já que estas parecem nunca o(a) compreender ou valorizar como desejaria. Há um desejo de ser o centro das atenções, mas as pessoas com quem interage acusam-no constantemente de se gabar e de ser pretensioso(a). Ao ouvir isto pode sentir o despertar de uma grande fúria.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há alguma dificuldade em identificar os sentimentos dos outros, em colocar-se no seu lugar e em validar as suas experiências. É que ainda por cima, quando eles parecem ser melhor sucedidos, surge uma ponta de inveja. Por vezes, os outros podem acusá-lo de ter um comportamento altivo, arrogante e de ser incapaz de amparar as suas vulnerabilidades sem os criticar.</p>
<p>As suas relações amorosas também parecem falhar sucessivamente e provavelmente sente que a maior parte das pessoas acabou por se afastar de si. Se por um lado não compreende o porquê disso acontecer, por outro lado não atribui muita importância a esses afastamentos. Como se existisse um lado de si com medo de continuar a ser desvalorizado pelas pessoas que o rodeiam e por isso também não precisasse delas por perto.<br />
Uma vez que existe a expectativa de que os outros não irão gostar de si, então exige muito desses ao mesmo tempo que dá-lhes pouco de si, não os deixando aproximar-se em demasia. É como se existisse um lado seu que procurasse intimidade nas relações com os outros, e outro lado que se sentisse extremamente inconfortável quando esta intimidade se gera. Afinal, acredita que se a outra pessoa descobrisse uma falha sua, poderia rejeitá-lo(a) e humilhá-lo(a). Porém, se isto eventualmente acontecesse, rapidamente encontraria uma forma de evitar isso, demonstrando a forma como acredita ser superior a essa pessoa.</p>
<p>Os traços de personalidade narcísica surgem, normalmente, no início da idade adulta e manifestam-se nos mais diversos contextos da vida da pessoa. A prevalência na população geral é de menos de 1%, sendo que na população psiquiátrica varia entre 2% a 16%. De salientar que é mais frequente nos homens (50% a 75%).</p>
<p>Um padrão invasivo de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por pelo menos cinco dos seguintes critérios:<br />
(1) sentimento grandioso da própria importância (por ex., exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis);<br />
(2) preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal;<br />
(3) crença de ser “especial” e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada;<br />
(4) exigência de admiração excessiva;<br />
(5) sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas;<br />
(6) é explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos;<br />
(7) ausência de empatia: relutante em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias;<br />
(8) frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia;<br />
(9) comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como intervir?</h2>
<p>O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado. Neste espaço, pretende-se:<br />
•    Criar um clima de segurança em que se sinta compreendido e cuidado;<br />
•    Aumentar a tendência para agir com sucesso, estabelecendo objectivos alcançáveis;<br />
•    Compreender a ligação entre forma como age e a forma como isso o torna mais vulnerável à crítica dos outros;<br />
•    Diminuir as interacções potencialmente arrogantes para com os outros;<br />
•    Ajudá-lo a lidar com imperfeições e as suas vulnerabilidades;<br />
•    Aumentar a consciência das suas emoções e auto-controlo;<br />
•    Diminuir possíveis explosões de fúria;<br />
•    Melhorar as relações com os outros.</p>
<p>Este é um trabalho prático e os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.</p>
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		<title>O que fazer quando estiver aborrecido?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-fazer-quando-estiver-aborrecido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2014 17:00:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já reparou que às vezes o trabalho é tão entediante, que você pode, de facto, adormecer? Tome consciência dessa reacção interna. Escolha agora o que decide fazer. Pode por exemplo fingir que é o seu último dia no trabalho. Experimente levar esta ideia a sério… não poderá fazer nada a longo prazo, pois é o último [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já reparou que às vezes o trabalho é tão entediante, que você pode, de facto, adormecer?</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1181" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/saude3-e1415811572700.jpg" alt="saude3" width="600" height="450" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/saude3-e1415811572700.jpg 600w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/saude3-e1415811572700-300x225.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/saude3-e1415811572700-510x382.jpg 510w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/saude3-e1415811572700-480x360.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Tome consciência dessa reacção interna.</p>
<p>Escolha agora o que decide fazer. Pode por exemplo fingir que é o seu último dia no trabalho. Experimente levar esta ideia a sério… não poderá fazer nada a longo prazo, pois é o último dia. Mas experimente pensar no que pode fazer a curto prazo. Faça uma ou outra coisa que sempre teve intenção de fazer e não conseguiu. O foco intencional é fundamental.</p>
<p>Pode sempre agradecer ao colega que foi sempre tão agradável. Pode rasgar papéis que não servem para nada ou deixar post-its para alguém que viesse tomar o seu lugar. Qualquer coisa que lhe venha à cabeça é válido. Tome consciência desses pensamentos, pare ao dar-lhes atenção. Isso é uma atitude Mindful.</p>
<p>Sendo que isto é apenas uma brincadeira… NÃO diga ao seu patrão tudo o que sempre lhe quis dizer. Afinal de contas, amanhã é outro dia. Aí. Nessa mesma cadeira! Divirta-se.</p>
<p>Fonte: http://oficinadepsicologia.com/o-que-fazer-quando-estiver-aborrecido</p>
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		<title>Manifesto anti-acomodação</title>
		<link>https://casule.com/blog/manifesto-anti-acomodacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2014 12:21:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Somos todos iguais. Buscamos as mesmas coisas. É incrível como tantas vezes nos camuflamos debaixo de uma capa que não deixa que ninguém nos veja realmente. Procuramos as estrelas mas não vemos o céu. Queremos conhecer o universo mas nem nos conhecemos a nós próprios. Estamos debaixo da terra, num buraco bem fundo e não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Somos todos iguais. Buscamos as mesmas coisas. É incrível como tantas vezes nos camuflamos debaixo de uma capa que não deixa que ninguém nos veja realmente. Procuramos as estrelas mas não vemos o céu. Queremos conhecer o universo mas nem nos conhecemos a nós próprios. Estamos debaixo da terra, num buraco bem fundo e não vemos nada. Por isso é fácil fingir e de vez em quando escrever qualquer coisa que mostra a sensibilidade com que captamos a natureza das coisas à nossa volta. Vemos que as coisas não fazem sentido e então tentamos descrever o que nos vai no pensamento. Mas, apesar disso, nós também não saímos da roda das coisas fúteis em que estamos metidos. E porquê? Será assim tão difícil fugir a isto tudo?” *</p>
<p>É difícil e muito poucas pessoas o fazem. Abandonar todas as nossas seguranças, deixar de fazer tudo aquilo que não faz sentido e entregarmo-nos à vida é muito difícil. Gera uma guerra interior. Queremo-nos libertar mas há algo que nos impede…</p>
<p>“Gostava de ser eu próprio. De me libertar das palavras dos outros, de flutuar no espaço e no tempo. Não tenho tempo. Roubam-me o tempo. Todos querem saber de algo que eu faço e eu só queria uma oportunidade para viver. Estou farto de ouvir um milhão de vozes sempre a dizerem-me o que devo fazer. Quero ser livre.” *</p>
<p>Quem nunca pensou isto? Crescemos demasiado aprisionados e quando nos conseguimos libertar, pagamos bem caro por essa libertação. No entanto, o preço a pagar é incontestavelmente menor que aquilo que ganhamos com essa liberdade. A vida só faz sentido se for vivida consoante aquilo em que acreditamos. Consoante o que nós queremos fazer e não quando fazemos o que os outros nos dizem para fazer. Não podemos deixar de ser o que realmente somos.</p>
<p>*Citações do livro “Onde está o Branco em ti”, de Ricardo Antunes, Editora Quinta Essência.</p>
<p>Fonte: http://oficinadepsicologia.com/manifesto-anti-acomodacao</p>
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