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		<title>Terapia do esquema: o novo enfoque cognitivo</title>
		<link>https://casule.com/blog/terapia-do-esquema-o-novo-enfoque-cognitivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2017 20:01:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Terapia Cognitivo-Comportamen­tal (TCC) vem ganhando cada vez mais espaço no campo acadêmico e terapêutico. Em função de sua objetividade e eficácia, observa-se um interesse crescen­te tanto por parte dos profissionais da área de saúde como pelo público em geral. Em alguns casos, como no transtorno obsessi­vo-compulsivo (TOC), a terapia associada à intervenção medicamentosa se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Terapia Cognitivo-Comportamen­tal (TCC) vem ganhando cada vez mais espaço no campo acadêmico e terapêutico. Em função de sua objetividade e eficácia, observa-se um interesse crescen­te tanto por parte dos profissionais da área de saúde como pelo público em geral. Em alguns casos, como no transtorno obsessi­vo-compulsivo (TOC), a terapia associada à intervenção medicamentosa se tornou o tratamento-padrão, sendo bastante comum a procura específica por esse tipo de proce­dimento por parte dos próprios portadores. Inicialmente restrita aos casos de depressão, fobias e pânico, a TCC vem expandindo sua área de atuação, abrangendo desde os casos já citados até terapia de casais, de família e a esquizofrenia (BECK, 1997).</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, em relação aos transtor­nos de personalidade, essa eficácia citada não foi observada dentro da prática clíni­ca. Esse fato contribuiu para novas adap­tações da teoria cognitiva, resultando em uma maior ênfase no conceito de esque­mas. Perris (2000) propõe uma divisão de gerações dentro da terapia cognitiva. Enquanto a primeira geração seria orien­tada para o aqui e o agora, incluindo o estabelecimento de metas e tarefas e atin­gindo níveis mais superficiais da estrutura da personalidade do indivíduo, a segunda, teria um foco no desenvolvimento e na manutenção dos esquemas, especialmente os formados na primeira infância.</p>
<p style="text-align: justify;">A proposta da Terapia do Esquema (TE) de Jeffrey Young é justamente aper­feiçoar o modelo cognitivo com o objetivo de criar novas estratégias de tratamento para os transtornos de personalidade e também para os pacientes mais crônicos, mais rígidos e que não respondem bem ao tratamento cognitivo padrão. Para isso, a TE utiliza elementos provenientes de abordagens distintas como a Gestalt-terapia, a Psicodinâmica, conceitos da teoria do apego além, é claro, da própria teoria cognitiva tradicional proposta por Aaron Beck e seguidores.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conceito e personalidade</h2>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com os chamados trans tornos de personalidade apresentam padrões disfuncionais rígidos, inflexíveis, profundos e raramente buscam a psicoterapia. Em geral, o paciente chega ao tratamento por imposição de terceiros como o cônjuge e a família ou quando seu comportamento passa a afetar de maneira drástica os relacionamentos pessoais e pro fissionais. Na verdade, ele não sente esses traços de personalidade como disfuncionais; parecem certos aos seus olhos, resultando daí a tendência em recusar qualquer tipo de ajuda ou mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Os traços disfuncionais fazem parte da própria construção da personalidade e da identidade do indivíduo. Em casos assim, a objetividade da qual se reveste a terapia cognitiva tradicional, com a definição de problemas a serem tratados e metas a serem alcançadas, muitas vezes perde o sentido, pois o paciente pode trazer questões mais amplas e difusas como uma sensação de vazio, com as dificuldades se espalhando por diversas áreas da vida e de seus relacionamentos e uma falta de motivação para o engajamento no processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito de esquema proposto por Beck é central dentro da Terapia Cognitiva. Podemos considerá-lo como estruturas cognitivas que codificam, avaliam e interpretam, impondo um padrão de percepção da realidade, numa espécie de filtro cognitivo. Young (2003) não propõe um outro conceito de esquema, apenas enfatiza o que considera um nível mais “profundo” de cognição: os esquemas que vão aparecendo na infância e que foram chamados por ele de Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs). Esses estariam no centro dos transtornos de personalidade, sendo mais rígidos e difíceis de ser modificados. São basicamente resultantes de necessidades emocionais centrais para a criança que de alguma forma não foram atendidas, como a necessidade de um apego seguro, de afeto, carinho, estabilidade, das noções de autonomia e competência, de liberdade para expressão das emoções, da espontaneidade, do brincar e de limites adequados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os EIDs acabam constituindo o núcleo do autoconceito e da concepção de mundo do indivíduo, sendo a mudança, portanto, vista como ameaçadora. Apesar de se desenvolverem precocemente, os EIDs vão sendo elaborados durante toda a vida, podendo ser derivados de experiências negativas regulares e constantes, não precisando, necessariamente, de um evento traumático. Assim, como o conceito de modelos operacionais do psicanalista e etologista inglês John Bowlby, a criança desenvolve expectativas resultantes da natureza de suas relações com as figuras de apego. Esses modelos ajudam a interpretar e a manter uma consistência das cognições acerca do mundo interno e externo.</p>
<p style="text-align: justify;">Festinger propôs em sua Teoria da Dissonância Cognitiva que procuramos sempre um estado de harmonia em nossas cognições. Young (2003) afirma que devido à consistência cognitiva, os EIDs lutam para permanecer vivos. Como o comportamento e o caráter do indivíduo são guiados por ele, muitas vezes esse modo de ser é tudo o que ele conhece para se estabelecer nas relações com as mais diversas áreas de sua vida. Os esquemas seriam algo quase in questionável, sendo uma verdade, a priori, natural. Por mais que sejam disfuncionais para os outros, são familiares ao indivíduo, podendo fazer com que sejam recriadas na vida atual condições semelhantes às que foram “nocivas” na infância e participaram da geração desses esquemas. Uma mulher que tenha passado por experiências constantes de rejeição e desamparo pode, por meio de um mecanismo de manutenção do esquema, escolher um relacionamento afetivo que reproduza a mesma situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os EIDs, apesar de serem inicialmente adaptativos, acabam deixando de ter um caráter transitório para se tornarem um padrão de comportamento, envolvendo não apenas as cognições como também as memórias afetivas, corporais e as emoções. Young (2003) descreve 18 esquemas principais, sendo que um ou mais estarão em diferentes transtornos de personalidade (Veja o tópico Diferentes domínios).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilos de enfrentamento</h2>
<p style="text-align: justify;">As formas de resposta à ameaça, são basicamente de três tipos em todos os organismos: luta, fuga ou congelamento. No contexto da infância, um EID representa também uma ameaça, que é caracterizada pela frustração das necessidades emocionais da criança. Podemos classificar então, três estilos de manejo (coping styles) para lidar com os esquemas: supercompensação, evitação e rendição.</p>
<p style="text-align: justify;">A supercompensação é um conceito similar à formação reativa, com o indivíduo se com portando e pensando de maneira exatamente oposta à do momento ou período de aquisição do esquema. Uma pessoa com um EID de fracasso e com um estilo de supercompensação pode desenvolver uma estratégia de não-aceitação de suas falhas, não admitindo a crítica. Na evitação, o paciente se afasta das situações que possam deflagrar os EIDs, seja por meio da evitação comportamental, cognitiva ou afetiva. Aqui também há uma sobreposição com o conceito psicanalítico de mecanismos de defesa como a repressão, supressão e negação (YOUNG, 2003). Um indivíduo com um EID de abandono pode evitar relacionamentos afetivos mais íntimos com o objetivo de se manter distante do perigo de ser abandonado ou rejeitado pela figura amada.</p>
<p style="text-align: justify;">Na rendição ou submissão, o indivíduo “se entrega” aos esquemas, aceitando-os como verdadeiros e inquestionáveis. São comuns aqui, o uso das chamadas distorções cognitivas como a desqualificação do positivo, a supergeneralização e abstração seletiva. Uma pessoa com um esquema de privação emocional e um estilo de submissão pode escolher como parceiro alguém que irá tratá-la de forma fria e distante, mantendo esse padrão.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe aqui fazer uma distinção importante entre o esquema em si e as estratégias utilizadas pelo indivíduo para lidar com o mesmo. O comportamento não é o esquema e, sim, a maneira utilizada pelo paciente para lidar com ele. As estratégias de coping, ou aquelas utilizadas para lidar com o esquema, não são necessariamente as mesmas nas diferentes situações e mo mentos da vida da pessoa; ao contrário do esquema, que permanece estável.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Processo terapêutico</h2>
<p style="text-align: justify;">A Terapia do Esquema (TE) se divide em duas fases: (1) avaliação e conceituação do caso e (2) mudança do esquema (YOUNG, 2003). Nesse primeiro mo mento, destaca-se a importância da relação terapêutica para o processo de tratamento, com uma influência clara dos conceitos de Bowlby sobre o apego.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria do apego afirma que temos, assim como outros animais, mecanismos pré-programados, instintuais, que buscam o estabelecimento de uma relação segura e estável com as figuras cuidadoras, resultante de respostas instintuais que visam ligar o par mãe/bebê, tendo como objetivo a defesa contra quaisquer estímulos ameaçadores do meio. Young compreende, como um dos principais papéis do terapeuta, oferecer estabilidade e segurança que pode ter faltado ao pa ciente na infância, fornecendo uma base segura, dentro dos limites adequados para essa mesma relação. Ainda na fase inicial, o terapeuta auxilia o paciente a entender o modelo terapêutico, o conceito de esquemas, a identificar os EIDs, relacioná-los aos problemas do presente e a compreender as suas origens no passado. Também são identificados aqui os estilos de coping e as estratégias utilizadas pelo paciente para lidar com os esquemas na sua vida cotidiana, bem como as situações que deflagram os mesmos. Podem ser aplicados inventários com o objetivo de confirmar e identificar esquemas como o Questionário de Esquemas de Young (YQS) e também tarefas de casa que auxiliem tanto o terapeuta quanto o paciente nesse processo de identificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Após o estabelecimento de uma relação terapêutica adequada e a identificação dos esquemas, o terapeuta pode utilizar técnicas experienciais para deflagrar os esquemas dentro da própria sessão terapêutica como a utilização de relatos de imagens mentais do paciente, sejam espontâneas ou de cenas sugeridas pelo próprio terapeuta, uma vez que acredite que esta imagem esteja relacionada a algo que deflagre o esquema. Filmes, livros, sonhos, enfim, atividades cotidianas também podem ser utilizadas com o mesmo objetivo dos procedimentos anteriores: realizar uma conceituação do caso que pode ir se refinando no decorrer do processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda fase mencionada por Young é a de mudança do esquema. Essa fase apresenta intervenções cognitivas, comportamentais, experienciais e inter pessoais, sempre com o objetivo de auxiliar o paciente a observar e a combater as distorções originadas pelos EIDs. Geralmente, começa-se pelas intervenções cognitivas que podem incluir os tradicionais registros de pensamentos automáticos, de identificação de distorções cognitivas, a construção e o uso de cartões que contradigam os esquemas. Lembrando que um esquema envolve não apenas cognições como também sensações fisiológicas, memórias afetivas e corporais, as técnicas experienciais têm como objetivo deflagrar o esquema dentro da sessão terapêutica, permitindo a expressão dos sentimentos e das emoções do paciente. Técnicas gestálticas como a criação de diálogos imaginários, de representação de papéis, de imaginação visual e de catarse emocional podem ser utilizadas com esse objetivo. Em relação às técnicas interpessoais, uma vez que os esquemas do paciente são ativados na ligação com o terapeuta, a relação terapêutica é mais uma vez realçada, auxiliando na identificação destes padrões, bem como numa relação que traga ao paciente aquilo que lhe faltou quando da criação dos seus EIDs. É o que Young chama de limited reparenting.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a intervenção comportamental é a parte final do tratamento, o que não significa que algumas alterações comportamentais não possam ter sido sugeridas antes dessa etapa, ou mesmo já na primeira fase do tratamento. A mudança de comporta mento proposta é uma verdadeira quebra dos padrões do paciente. Uma vez que ele já conhece os seus EIDs, seu desenvolvimento e suas estratégias de respostas e reações aos mesmos pode agora se distanciar desses esquemas, questionando-os e assumindo comportamentos mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das fases e etapas do tratamento estarem delineadas, o terapeuta deve se preparar para enfrentar possíveis resistências do paciente em executar tarefas que impliquem em uma participação mais colaborativa no processo terapêutico. Nesse sentido, não há uma rigidez excessiva em relação às técnicas, abrindo espaço para uma maior criatividade do terapeuta na condução do processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em função das dificuldades no tratamento de pacientes com transtornos de personalidade, a abordagem dos esquemas teve um forte impacto dentro da terapia cognitiva. Além de Young, o próprio Beck revisou o modelo cognitivo tradicional para o trata mento desses pacientes mais difíceis. Mais do que uma revolução na teoria, observa-se uma mudança de foco levando à chamada segunda geração de terapias cognitivas. A busca pelos esquemas iniciais desadaptativos e crenças mais centrais, sua origem e seu fortalecimento no desenvolvimento do indivíduo, a ênfase na relação terapêutica e a necessidade de construção de uma relação sólida e estável que seja também um instru mento de mudança podem levar a um aumento maior no tempo de tratamento em comparação com a TCC convencional. Perris (2001) chama a atenção para o fato de a Terapia do Esquema estar sendo usada de maneira incorreta em alguns casos, em pacientes que não se enquadram no conceito de uma excessiva rigidez à mudança e de transtornos de personalidade e que, portanto, poderiam se beneficiar mais rapidamente com a prática da TCC tradicional.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Diferentes domínios</h2>
<p style="text-align: justify;">Os 18 Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) descritos por Young (2003) agrupam-se em cinco categorias amplas, chamadas por ele de Domínios de Esquema e que correspondem às necessidades não atendidas da criança em seu período de desenvolvimento. São eles:</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; <strong>Desconexão e rejeição:</strong> ligado às falhas de vinculação segura com o outro, de carinho, de estabilidade, da maternagem em geral. Forte dificuldade no estabelecimento de relações afetivas saudáveis. Os esquemas ligados a este domínio são os de abandono/instabilidade, desconfiança/abuso, privação emocional, vergonha, isolamento social/ alienação. Em função de seu desenvolvimento precoce, esses esquemas são bastante difíceis de ser acessados.</p>
<p style="text-align: justify;">2 – <strong>Autonomia e desempenho prejudicados</strong>: os indivíduos não conseguem desenvolver um senso de confiança, de se estabelecer no mundo por si mesmo, possuindo geralmente famílias super protetoras que, na tentativa de proteger a criança, acabam não reforçando a sua autonomia. Os esquemas aqui envolvidos são os de dependência/incompetência, vulnerabilidade, emaranhamento/self subdesenvolvido, fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;">3 – <strong>Limites prejudicados</strong>: ligado às falhas na aplicação de limites realistas, na capacidade de seguir regras e normas, de respeitar os direitos de terceiros e de cumprir as próprias metas pessoais. O egoísmo é a principal característica desses indivíduos, sendo a família geralmente permissiva. Dentro desse domínio estão merecimento/grandiosidade e autocontrole/autodisciplina insuficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">4 – <strong>Orientação para o outro:</strong> com o objetivo de ganhar aprovação e evitar retaliação, os pacientes nesse domínio têm uma ênfase excessiva no atendimento dos desejos e necessidades do outro, às custas das suas próprias necessidades. A família de origem geralmente estabelece uma relação de amor condicional, ou seja, a criança só recebe atenção e aprovação se ela suprime sua livre expressão e se comporta da maneira desejada. Os esquemas aqui envolvidos são os de subjugação, auto-sacrifício, busca de aprovação/reconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">5 – <strong>Supervigilância e inibição</strong> – em função de uma educação rígida, repressora, na qual não houve possibilidade de expressar suas emoções de maneira livre, os indivíduos com esquemas ligados a esse domínio são geralmente tristes e introvertidos, com regras internalizadas excessivamente rígidas, autocontrole e pessimismo exagerados e uma hipervigilância para possíveis eventos negativos. Os esquemas que aqui se apresentam são: negativismo/pessimismo, inibição emocional, padrões inflexíveis, caráter punitivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Young (2003) afirma também que o temperamento inato da criança tem relevância na maneira como os EIDs se estabelecem.</p>
<p style="text-align: justify;">REFERÊNCIAS</p>
<p style="text-align: justify;">BECK, J. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artes Médicas, (1997).</p>
<p style="text-align: justify;">JAMES, I. Schema Therapy: the next generation, but should it carry a health warning? Behavioural and Cognitive psychotherapy. 2001, 27, 401-407.</p>
<p style="text-align: justify;">PERRIS, C. Personality-related disorders of interpersonal behavior: A developmental &#8211; constructive cognitive psychotherapy approach to treatment based on attachment theory. Clinical Psychology and Psychotherapy. 2000, 7, 97-117.</p>
<p style="text-align: justify;">YOUNG, J. Terapia cognitiva para transtornos de personalidade: uma abordagem focada nos esquemas. Porto Alegre: Artes Médicas, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">YOUNG, J.; KLOSKO,J.S.; WEISHAAR, M.E. Schema therapy: a practitioner’s guide. New York : The Guilford Press, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">Artigo retirado da revista: PSIQUE Ciência e Vida</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://psicoterapiaepsicologia.webnode.com.br/news/terapia-do-esquema-um-novo-enfoque-cognitivo/</p>
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		<title>Relacionamentos abusivos</title>
		<link>https://casule.com/blog/relacionamentos-abusivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 May 2016 02:13:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Todo mundo já ouviu falar de relacionamentos abusivos. O primeiro cenário que vem à mente quando se trata desse assunto é do relacionamento fisicamente agressivo, certo? A palavra “abuso” remete muito ao contexto do abuso sexual ou de agressão, mas, na verdade, existem mais variações de abusividade dentro de um relacionamento e algumas são, talvez, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todo mundo já ouviu falar de relacionamentos abusivos. O primeiro cenário que vem à mente quando se trata desse assunto é do relacionamento fisicamente agressivo, certo? A palavra “abuso” remete muito ao contexto do abuso sexual ou de agressão, mas, na verdade, existem mais variações de abusividade dentro de um relacionamento e algumas são, talvez, até mais frequentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema dessas variações de abusos nos relacionamentos é que muitas se tornam um pouco complicadas de serem identificadas. A pessoa que é vítima do abuso geralmente não enxerga a situação ou simplesmente se recusa a admitir que sua pessoa amada seja um agressor abusivo. O fator que ajuda a mascarar essas variações é o quão sutis e disfarçadas elas acontecem no dia a dia. Isso é duplamente verdade no caso de relacionamentos entre adolescentes, porque nesses momentos de “primeiro amor” é normal valorizar a intensidade e a paixão acima de tudo; achar que o relacionamento tem que ser épico, dramático, que nem os filmes e livros românticos te fazem acreditar. Além disso, as imagens de relacionamento abusivo mais divulgadas não são de adolescentes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Sinais de abusos em relacionamentos</h2>
<p style="text-align: justify;">Nós sabemos que dói chegar à conclusão de que você está sendo vítima de abuso. Dói, mas é um mal necessário. O primeiro passo é identificar o abuso e então se livrar do que te prende a isso. Entretanto, é mais fácil falar do que fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes você não consegue sair desse namoro/casamento/situação e os motivos são os mais diversos: medo da reação da outra pessoa, medo de ficar sozinha, esperança de que a pessoa vai mudar, ou porque você simplesmente ama a outra pessoa e, quando a gente ama, tentamos o máximo para manter a pessoa por perto. O que você precisa entender é que o amor não suporta o sofrimento constante. Não vale a pena se permitir sofrer desse jeito porque você ama a pessoa. Quando ela abusa de você, sua atitude é a maior prova de que o amor não é recíproco. Amor não sufoca, não controla, não humilha, não abandona, não machuca, não faz pressão psicológica, não ameaça, não agride, não mente. Isso é abuso, amor é outra coisa.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O abuso pode tomar várias formas:</h2>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violência sexual:</strong> a pessoa te força a fazer qualquer tipo de ato sexual (qualquer MESMO; sim, beijo conta, sim, qualquer tipo de toque que não te agrade conta) quando você não quer/não está pronta; faz chantagem emocional para que você pratique qualquer tipo de ato sexual (ex: dizer que fazer um ato x é demonstração de amor, e que se você o ama você não deveria ter problema em fazê-lo); se aproveita de quando você está bêbada/em estado alterado para insistir em atos que você negou; não respeita o teu “não” em situações sexuais; acredita que, em um relacionamento romântico e sexual, você tem a obrigação de praticar qualquer ato sexual sempre que a pessoa deseja.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violência física:</strong> a pessoa te bate, chuta, ou te ataca fisicamente; te ameaça fisicamente, com ou sem armas; joga objetos na tua direção durante brigas, ou destrói objetos; tende a demonstrar comportamento violento quando com raiva (mesmo que não chegue a te bater); te segura com força, te empurra ou te impede fisicamente de ir a algum lugar, sair de algum lugar, ou fazer algum movimento; se machuca fisicamente de propósito, culpando você pelo sofrimento emocional em que se encontra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violência emocional:</strong> a pessoa te xinga; mente, trai, descumpre acordos; reage violentamente se você faz qualquer coisa que a própria pessoa fez sem demonstrar remorso; reage desproporcionalmente a qualquer coisa que a desagrade, mesmo que pareça não fazer sentido; age de forma punitiva quando você faz qualquer coisa que a desagrade (ex: exigindo que você peça desculpas exageradamente, que você “pague” ou “se redima” pelo que fez, pedindo supostas provas de amor e sacrifícios em troca de perdão); controla com quem você anda, o que faz, o que veste (este controle pode ir desde demonstrar desaprovação, reclamando dos teus amigos, das tuas roupas, das tuas escolhas, a impedir fisicamente/com ameaças que você veja certas pessoas/vista certas roupas/faça certas coisas); controla o teu uso de dinheiro (ex: exigir que você pague por tudo, criticar excessivamente os teus gastos pessoais, pedir dinheiro e bens materiais como provas de amor); viola tua privacidade, lendo tuas mensagens e e-mails, mexendo nas tuas coisas, frequentemente aparecendo sem avisar no teu local de estudo, trabalho ou residência; faz questão de saber onde você está, e com quem, a cada momento, pedindo detalhes; te critica, humilha, age como se tuas opiniões e conquistas não fossem importantes; tenta te virar contra tua família e amigos, especialmente se estes já repararam no abuso e portanto não aprovam o relacionamento; ameaça se machucar/se matar.</p>
<p style="text-align: justify;">E estes são só alguns exemplos! O relacionamento pode ser abusivo de inúmeras formas, e o que mais importa é o sentimento da vítima: se você tem medo da pessoa com quem se relaciona, se você evita dizer ou fazer certas coisas com medo da repercussão, ou sente que está presa numa situação sem saída, o relacionamento é abusivo, e o melhor a fazer é sair. Infelizmente, sair de um relacionamento abusivo não é fácil.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Por que as mulheres sentem tanta dificuldade em sair de um relacionamento abusivo?</h2>
<p style="text-align: justify;">Segundo o livro de John Shore, Seven Reasons Women Stay in Abusive Relationships (and how to defeat each one of them)1, as razões mais comuns pelas quais as mulheres mantém um relacionamento abusivo são:</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 1: o medo de recriar sua identidade. As mulheres que estão em um relacionamento abusivo, geralmente são muito dependentes, seja qual for o sentido, da pessoa que está em sua vida.2 Ela volta seu eu em torno do outro. A partir do momento que esse outro não existir mais, ela terá de se voltar a si mesma e, por mais que quem vê de fora acredite ser a melhor coisa, para a vítima não é. John diz que quando uma vítima desse tipo de situação decide dar um basta, é uma espécie de cura não somente pra si mesma, mas também para todos aqueles que estão ao seu redor. Eis os motivos: a) serve de encorajamento ao próximo; b) é uma forma de refutar a imagem da mulher como um modelo padrão de vitimização; c) mostra à pessoa agressora que seu comportamento não é aceitável; d) tira a vítima da eterna esperança de que ela pode mudar a pessoa agressora pois é algo que dificilmente vá acontecer; e) você só tem uma vida, não a desperdice com quem te faz mal, reaja; f) você está no controle da sua vida, a escolha é sua, percorrer o caminho doloroso de salvar a si mesma ou sofrer até morrer ao lado de uma pessoa que te abusa.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 2: medo do desconhecido. Algumas mulheres não querem trocar o certo pelo duvidoso, ainda que o  “certo” seja errado. Há quatro motivos principais para esse medo acontecer: a) poderia ser pior; b) não estar habituada a ficar sozinha; c) medo de nunca mais achar outra pessoa; d) medo de não se manter financeiramente. Poderia ser pior ficar sozinha? Absolutamente não. Sabe o ditado “antes só do que mal acompanhada”? Maior verdade. Não fique tentando pesar prós e contras, pois se você teve de chegar a esse ponto, provavelmente é porque não vale a pena. Se valesse, você já saberia de cara, sem precisar pensar se aquele sábado que a pessoa te tratou tão bem e te comprou flores não compensa a humilhação que te faz passar no domingo quando você deu um abraço em um amigo de longa data na rua. Se o medo for de nunca mais arrumar outra pessoa, saiba que você não precisa de ninguém. Simples assim. A sua felicidade tem que vir de você mesma. E jamais se mantenha em uma situação de abuso por medo de não ter dinheiro suficiente. Recorra aos familiares, amigos, procure um emprego melhor, faça qualquer coisa, porque qualquer coisa é melhor do que ser maltratada.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 3: vergonha dos outros. O que é esse medo? É aquele pavor básico que algumas mulheres sofrem de admitir para a família e amigos que seu relacionamento não foi bem sucedido. Ninguém vai estar lá para tomar seu lugar quando seu parceiro começar a te humilhar, bater ou pegar seu dinheiro. Portanto, você não deve nada a ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 4: pressão de ser como os seus pais. Seus pais casaram aos 18 anos, tiveram 4 filhos, estão casados há mais de 30 anos e são felizes. Os valores da família, do sagrado casamento, foram ensinados a você desde pequena e você quer segui-los, você quer ser a filha que foi criada para ser. Então você não se divorcia porque precisa ser forte, o padre disse “até que a morte os separe”, certo? Certíssimo… isso só está custando a sua vida. Você não é a cópia dos seus pais, você não tem que repetir padrão algum. Se seus pais estão felizes casados há tanto tempo, faça a si mesma o favor de tomar como inspiração e procurar alguém que te faça feliz. Casamento por si só não significa nada. Mulher completa não precisa de uma aliança no dedo, precisa é ser feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 5: você ama as características amáveis que a pessoa tem. Se amor fosse simples, já teriam esgotado os roteiros de filmes. Amor é coisa complicada mesmo. A pessoa te bate, mas é “só” de vez em quando só e poxa, você ama o jeito que ela fala, você ama os abraços ela, vocês têm uma ótima química no sexo. A pessoa vale a pena. Só tem esse probleminha, mas… né. Por amor, tudo vale a pena. BEEEEEEP. Errado. Por amor só vale o amor. Agredir não é amor, é violência. Humilhar, xingar, ameaçar não é amor. Amor de uma via só não sustenta um relacionamento. Desculpa, eu sei que você ama aquela pessoa, mas lamento informar que não é reciproco. Quem ama cuida, quer ver o bem do outro. Clichê, mas verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 6: não acreditar que a pessoa é assim. Muitas mulheres não enxergam que o comportamento abusivo faz parte da personalidade da pessoa. É quem ela é. Não é um vírus que é acionado quando a pessoa fica muito muito irritada e toma conta dela, como se ficasse inconsciente e o mal a possuísse. A pessoa é responsável pelas agressões e abusos SIM. Aceite, quem está nesse relacionamento com você É uma pessoa abusiva. Essa característica faz parte da pessoa, não vai sumir do nada numa bela manhã de sol em julho.</p>
<p style="text-align: justify;">Razão 7: a pessoa mente; diz que vai mudar, diz que nunca mais vai acontecer, diz que não sabe o que deu nela, pede desculpa, se transforma na pessoa mais amorosa do mundo nos dias seguintes até que age abusivamente mais uma vez. É um loop eterno. A pessoa não vai mudar, justamente pelo exposto na razão nº 6: a pessoa é assim. Quanto mais cedo você aceitar isso, menos lesada sairá desse relacionamento tóxico.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estou num relacionamento abusivo, quero sair dele. E agora?</h2>
<p style="text-align: justify;">Não existe uma fórmula única, assim como não existe um único tipo de abuso. Alguns relacionamentos são mais fáceis de se livrar do que outros, dependendo do nível de dependência (emocional, econômica, social). O caminho mais indicado é procurar todo o apoio possível (de amigos e familiares confiáveis, que você sabe que estarão sempre do teu lado), e cortar todos os laços com a pessoa que te abusava. Isso não é fácil, e normalmente não se faz da noite para o dia, exatamente por conta da dependência: você pode depender da pessoa para apoio emocional, por razões práticas e financeiras (se, por exemplo, vocês moram juntos), por razões sociais (se vocês estudam juntos, e têm um grande grupo de amigos em comum, por exemplo)… O jeito é tentar encontrar esse apoio em canais diferentes: ligar para a melhor amiga quando pensar em ligar para o ex; ficar na casa de algum amigo ou parente, se possível, caso precise sair de onde mora; ativar todos os canais de segurança possíveis se sentir que está em perigo (se a pessoa ainda tiver acesso a você e for perigosa, insistir em te ver, aparecer onde você está, continuar tentando entrar em contato; tudo isso é comum em casos de abuso).</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você conseguir sair de vez, é possível que os problemas não acabem com o fim do relacionamento. A pessoa abusiva é imprevisível, e pode insistir por um tempo; você pode continuar com medo não só de quem te abusou, mas de futuros relacionamentos; você pode ter reações intensas a coisas que te lembrem o trauma (ficar especialmente sensível a possibilidades de violência, por exemplo); você pode pensar em voltar; você pode, de fato, voltar – o que esperamos que não aconteça, mas acontece com frequência, e você não deve se sentir fraca por isso –; você pode sofrer de sintomas de estresse pós-traumático. Mesmo assim, tudo isso será melhor do que continuar sofrendo o abuso, e, se você puder, procure ajuda para superar o trauma e o sofrimento dele decorrente.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.revistacapitolina.com.br/relacionamentos-abusivos/</p>
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		<title>Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Causas, Sintomas e Tratamento</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2016 22:15:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade generalizada (TAG) exibem ansiedade excessiva e preocupam-se com múltiplos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana. Embora não seja incomum experimentar o stress, ocasionalmente, as pessoas que sofrem com TAG raramente obtêm alívio das suas preocupações. Apesar de alguns dos sintomas poderem ser semelhantes aos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade generalizada (TAG) exibem ansiedade excessiva e preocupam-se com múltiplos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não seja incomum experimentar o stress, ocasionalmente, as pessoas que sofrem com TAG raramente obtêm alívio das suas preocupações.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de alguns dos sintomas poderem ser semelhantes aos de uma fobia, o TAG não está associado a uma situação ou coisa específica. Há um mal-estar que lança uma sombra sobre todas as atividades da vida do paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não seja tão intensa como um ataque de pânico, dura muito mais tempo e quase não dá paz ao paciente. Quem sofre de TAG descreve o transtorno como uma sensação de estar &#8220;ligado&#8221; o tempo todo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Sintomas do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">Enquanto as pessoas que sofrem de TAG se preocupam com as mesmas coisas que as outras pessoas se preocupam &#8211; relacionamentos, dinheiro, saúde, trabalho, etc. &#8211; eles têm um nível muito mais elevado de preocupação que é quase constante.</p>
<p style="text-align: justify;">O nível de preocupação não está em sintonia com a realidade e é muito acentuado. A maioria das pessoas com TAG percebe que as suas preocupações são exageradas, mas não consegue livrar-se da sua ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas geralmente aparecem lentamente, geralmente entre a infância e a meia idade, mas podem ocorrer a qualquer momento. Em alguns casos, um grande evento de vida, como uma mudança na saúde ou uma transição de vida, como um divórcio, podem desencadear o transtorno.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas tendem a ser constantes mas podem ser agravados durante períodos de stress. O que define a preocupação de que sofre de TAG além das preocupações normais é que a preocupação é intrusiva, excessiva, debilitante e persistente, durando mais de seis meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de comportamento, o TAG pode causar dificuldade de concentração ou focalização, e uma incapacidade em relaxar, aproveitar o tempo, ou ficar sozinho. A fadiga, náuseas e dores de cabeça são alguns dos sintomas físicos. Alguma experiência de afrontamentos, tremores, sudorese e impulsos frequentes para ir ao banheiro também podem ocorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">A insónia é outro sinal, porque as pessoas com a doença muitas vezes sentem-se como se não pudessem parar a sua mente. Pessoas com TAG também são nervosas, inquietas e assustam-se facilmente, tendo sempre uma sensação de estar no limite.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como as pessoas com transtorno do pânico, os pacientes com TAG têm dificuldade nas tarefas diárias. No entanto, as pessoas com TAG não são tomados por um medo avassalador, mas uma ansiedade generalizada de nível mais baixo levando-os a evitar até mesmo tarefas simples.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Causas do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">O TAG afeta milhões de adultos em todo o mundo, atingindo duas vezes mais mulheres que homens. Isso traduz-se em cerca de 3,1 por cento da população que sofre com a doença, e cerca de um terço dos casos pode ser classificada como grave. [Porque as doenças mentais persistem nos humanos]</p>
<p style="text-align: justify;">Como acontece com todos os problemas de saúde mental, constitui tipicamente uma combinação de fatores biológicos e ambientais. Um desequilíbrio de substâncias químicas cerebrais que ocorrem naturalmente, tais como a serotonina, dopamina e norepinefrina, são frequentemente vistas em pessoas com TAG e podem ser um indicador de uma propensão a desenvolver a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Um desequilíbrio destas substâncias químicas, chamadas neurotransmissores, pode afetar a estabilidade emocional e o bem-estar mental. Perseverar um trauma, especialmente durante a infância, pode ter uma associação ao TAG.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que sofreram abuso ou trauma, incluindo assistir a um evento traumático, enquanto criança, estão em maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade generalizada mais tarde na sua vida.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Associação ao vício</h2>
<p style="text-align: justify;">Muitos que sofrem de TAG utilizam álcool, tranquilizantes ou outras drogas para acalmar os seus nervos e proporcionar-lhes algum alívio. O fato de que poucas pessoas com TAG recebem tratamento sugere que muitos são auto-medicados.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de haver um alta taxa de comorbidade (TAG e abuso de substâncias ocorrem juntos) normalmente o TAG estava presente antes do vício. Existe muito pouca evidência de que o TAG seja induzido por abuso de substâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente aqueles que sofrem de TAG e outros transtornos de ansiedade têm baixa auto-estima, que é um fator de abuso de substâncias. Há um alto nível, entre os sofredores de TAG, de abuso de drogas de prescrição.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos formam tolerância a alguns dos medicamentos que foram dados para tratar os sintomas físicos, levando-os a visitar vários médicos à procura de prescrições. Os pacientes também são aconselhados a evitar a cafeína e alguns medicamentos para a gripe podem agravar os sintomas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Tratamento do TAG</h2>
<p style="text-align: justify;">O TAG pode ser difícil de diagnosticar, porque são os sintomas, como insónia ou dor de cabeça, que fazem com que alguém procure atendimento médico. Estima-se que menos da metade das pessoas que vivem com TAG recebam tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como acontece com muitos problemas de saúde mental, alguns pacientes respondem à psicoterapia, outros são ajudados com medicamentos, e outros ainda precisam de uma combinação de tratamentos para alcançar o sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitiva, que ensina ao paciente novas formas de reagir a situações, pode ajudar a reduzir a ansiedade e a preocupação. Muitos também encontrar grupos de auto-ajuda e de apoio benéfico para compartilhar os seus desafios e discutir mecanismos de <em>coping</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista da intervenção farmacológica, os medicamentos ansiolíticos (contra a ansiedade) e antidepressivos são os dois tipos mais comuns de medicamentos usados ​​para tratar o transtorno de ansiedade generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.ciencia-online.net/2014/06/transtorno-de-ansiedade-generalizada.html</p>
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		<title>Efeitos da Terapia Cognitivo-Comportamental no Cérebro</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-identificar-o-transtorno-humor-bipolar-em-criancas/</link>
		
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		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 13:13:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como sabemos, o cérebro humano apresenta uma extrema capacidade de mudança, isto é, decorrente de estimulações vindas do ambiente, da aprendizagem e, finalmente, das emoções, nossas estruturas cerebrais reagem prontamente a vários tipos de situações. Assim, diferentemente do que se sabia décadas atrás, nosso cérebro está em constante interação com o meio ambiente, sendo afetado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como sabemos, o cérebro humano apresenta uma extrema capacidade de mudança, isto é, decorrente de estimulações vindas do ambiente, da aprendizagem e, finalmente, das emoções, nossas estruturas cerebrais reagem prontamente a vários tipos de situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, diferentemente do que se sabia décadas atrás, nosso cérebro está em constante interação com o meio ambiente, sendo afetado de uma maneira ininterrupta através das experiências que temos em nosso cotidiano. Portanto, longe de ser uma estrutura finalizada, nossa mente e nosso cérebro estão em profunda e contínua transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo foi demonstrado por uma investigação junto a motoristas de taxi da cidade de Londres. Como se sabe, para se desempenhar bem essa função, os motoristas devem, obrigatoriamente, memorizar cerca de 320 rotas que passam pela referida cidade, composta por aproximadamente 25 mil ruas e mais de 20 mil locais de interesse público. (1)</p>
<p style="text-align: justify;">Comparados a um grupo controle (o de não motoristas), investigações de ressonância magnética no cérebro mostraram um aumento expressivo do volume do hipocampo posterior – região associada à memória, comprovando assim a capacidade de mudança do cérebro dos taxistas, o que ocorreu, inclusive, na fase adulta.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A investigação</h2>
<p style="text-align: justify;">Tendo isso em mente, um grupo de pesquisadores procurou verificar como psicoterapia cognitivo-comportamental poderia afetar o volume do cérebro e sua atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o foco se concentrou em pacientes com ansiedade social – um dos problemas mais comuns de saúde mental.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo recrutou 26 indivíduos que foram tratados com terapia cognitivo-comportamental (fornecidas através de orientações dadas pela internet) por um período de nove semanas. (2)</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, antes e depois do tratamento, os cérebros dos pacientes foram examinados por ressonância magnética.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado foi bem interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto mais expressiva foi a melhora registrada junto aos pacientes tratados, menor fora o tamanho da amídala ao final da intervenção em psicoterapia, se comparado ao grupo controle.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que a amídala cerebral é aquela região associada com a manifestação das emoções, ou seja, quanto maior for o volume da amídala cerebral, nos casos de ansiedade social, maior será a severidade dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, após o tratamento, verificou-se uma reorganização importante, o que resultou em um menor volume da substância cinzenta e da responsividade neuronal das amídalas, contribuindo para um menor nível de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo sugere então que a redução do volume da amídala propiciou uma redução expressiva e direta da atividade cerebral dos pacientes tratados com a psicoterapia.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conclusão</h2>
<p style="text-align: justify;">É por essa e tantas outras razões que a psicoterapia moderna pode ser denominada como aquela que oferece, efetivamente, uma “fala curativa” aos pacientes. Com direito, inclusive, a alterações cerebrais significativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora exista hoje um número expressivo de pessoas que ainda é bastante refratária a esse tipo de tratamento, a psicoterapia cognitivo-comportamental – considerada padrão ouro para tratar 85% dos problemas de saúde mental -, ainda se mostra uma das melhores opções. (3). Pense nisso.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências</p>
<p style="text-align: justify;">(1) http://www.bbc.com/news/health-16086233</p>
<p style="text-align: justify;">(2) http://www.nature.com/tp/journal/v6/n2/pdf/tp2015218a.pdf</p>
<p style="text-align: justify;">(3) http://clinicalevidence.bmj.com/x/index.html</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/2016/03/29/efeitos-da-terapia-cognitivo-comportamental-no-cerebro-um-estudo/</p>
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		<title>Adeus às crenças negativas</title>
		<link>https://casule.com/blog/adeus-as-crencas-negativas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 13:06:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nossa mente adora inventar histórias, versões e verdades que, por nos ferirem das mais variadas formas, causam sofrimento. Já observou como, a maior parte do tempo, estamos em desacordo com os acontecimentos? “Isso deveria ser de outro jeito.” “Ninguém me entende.” “Fulano é muito duro comigo.” No entanto, há uma maneira simples de superar essas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nossa mente adora inventar histórias, versões e verdades que, por nos ferirem das mais variadas formas, causam sofrimento. Já observou como, a maior parte do tempo, estamos em desacordo com os acontecimentos? “Isso deveria ser de outro jeito.” “Ninguém me entende.” “Fulano é muito duro comigo.” No entanto, há uma maneira simples de superar essas e outras lamúrias.</p>
<p style="text-align: justify;">O The Work, técnica de autoindagação criada pela americana Byron Katie, nos ajuda a identificar, questionar e desconstruir pensamentos que roubam a paz de espírito. O método surgiu a partir de uma experiência muito pessoal vivida por Katie. Depois de sofrer de depressão severa por quase uma década, ela acordou numa manhã de fevereiro de 1986 e experimentou o que chama de “despertar para a realidade”. “Descobri que, quando acreditava nos meus pensamentos, eu sofria, mas quando não acreditava neles, não sofria.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso vale para qualquer ser humano. A liberdade é tão simples quanto isso”, assegura ela, que, desde então, diz sentir plenitude constante. Em pouco tempo, o boca a boca engrenou e a americana passou a ser convidada a compartilhar o que havia sentido naquela manhã iluminada. E, assim, o método se consolidou. “Indicado a qualquer pessoa, trata-se de um trabalho de questionamento e conscientização. Não é sobre tentar mudar a mente”, ressalta a terapeuta e palestrante catarinense Ariana Schlösser, aluna de Katie e especialista em Th e Work.</p>
<p style="text-align: justify;">A seguir, Ariana explica como fazer bom uso dessa ferramenta transformadora e avisa: “É bom fazer o exercício de manhã, à tarde e à noite. Na verdade, quanto mais, melhor”.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Etapa 1</h2>
<p style="text-align: justify;">Escreva o pensamento estressante. Um por vez. Por exemplo: “Paulo deveria me entender”. Agora deixe a sua mente fazer as quatro perguntas-chave do método contemplando cada uma sem pressa. Mergulhe em si mesmo e espere que as respostas mais profundas aflorem. Deixe de fora o “mas”, o “porque” ou o “e”. Simplesmente responda, sem tentar se justificar ou se defender:</p>
<h3 style="text-align: justify;">1. Isso é verdade?</h3>
<p style="text-align: justify;">Reflita: é verdade que ele deveria entender você? Mantenha-se quieto e espere pela resposta do coração. O intelecto deve ficar de fora do exercício.</p>
<h3 style="text-align: justify;">2. Você pode saber com absoluta certeza que isso é verdade?</h3>
<p style="text-align: justify;">Você pode realmente saber o que ele deveria ou não deveria entender? Pode absolutamente saber o que é o melhor para Paulo: entender ou deixar de fazê-lo? O termo &#8220;absolutamente&#8221; &#8211; que significa 100% de certeza &#8211; muda tudo. Essa condição vai devagar abrindo espaço na mente para possibilidades até então ignoradas. em consequência, o ego começa a se sentir muito ameaçado nesse estágio. Siga se observando.</p>
<h3 style="text-align: justify;">3. Como você reage ou o que acontece quando você acredita nesse pensamento?</h3>
<p style="text-align: justify;">Observe suas reações. Você experimenta raiva, estresse, frustração? Você lança para Paulo &#8220;aquele olhar&#8221;? Tenta mudá-lo de alguma maneira? Como você sente essas reações? Perceba-se amorosamente.</p>
<h3 style="text-align: justify;">4. Quem você seria sem esse pensamento?</h3>
<p style="text-align: justify;">Feche os olhos. Imagine-se na presença de Paulo, cuja compreensão você tanto almeja. Imagine-se olhando para ele, só por um momento, sem pensar: &#8220;Quero que ele me entenda&#8221;. O que você vê? Como seria sua vida sem esse pensamento? Como você poderia estar presente e aberto para ele e para si mesmo nesse momento? O que você faria de diferente?</p>
<h2 style="text-align: justify;">Etapa 2</h2>
<p style="text-align: justify;">Após o registro das quatro respostas, inicia-se a etapa da inversão. As inversões são a oportunidade de considerar o oposto daquilo que você acredita ser verdade. Podemos inverter o pensamento “Paulo deveria me entender” da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: justify;">1. 1.Paulo não deveria me entender Reflita: essa não é a realidade, às vezes?<br />
2 2. .Eu deveria me entender Reflita: esse é o meu trabalho, não o dele.<br />
3. 3.Eu deveria entender Paulo Reflita: sou capaz de entender que ele não me entende?</p>
<p style="text-align: justify;">Permita-se explorar ao máximo as inversões. Para cada uma, pergunte-se em qual grau isso é verdadeiro. Você pode encontrar exemplos específicos na sua vida onde a inversão é mais ou menos verdadeira? Mantenha sempre a intenção de expandir o olhar sobre as situações, as pessoas e os próprios sentimentos. Não se trata de sentir culpa, e sim de descobrir alternativas que possam lhe trazer paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte:http://bonsfluidos.uol.com.br/noticias/autoconhecimento/adeus-as-crencas-negativas.phtml#.VvvMPOIrLIX</p>
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		<item>
		<title>Cabeça nas nuvens: o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)</title>
		<link>https://casule.com/blog/cabeca-nas-nuvens-o-transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah/</link>
		
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2016 11:13:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O TDAH não termina na infância. Ao contrário do que se supunha há alguns anos, pode prosseguir pela adolescência e chegar à idade adulta. Inúmeras pesquisas têm indicado nos últimos anos que, diferentemente do que se pensava, os sintomas do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDA/H) não desaparecem na adolescência. A característica essencial desse problema de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O TDAH não termina na infância. Ao contrário do que se supunha há alguns anos, pode prosseguir pela adolescência e chegar à idade adulta. Inúmeras pesquisas têm indicado nos últimos anos que, diferentemente do que se pensava, os sintomas do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDA/H) não desaparecem na adolescência. A característica essencial desse problema de saúde mental é um padrão persistente e acentuado de desatenção e/ou hiperatividade. Estudos longitudinais mostram que o TDA/H persiste na vida adulta em torno de 60% a 70% dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">O transtorno pode ser diagnosticado tanto em crianças como em adolescentes e adultos. Estudos nacionais e internacionais apontam prevalência de 3% a 6% nas crianças em idade escolar e de até 5% em adolescentes e adultos. De forma geral, pessoas com TDA/H tendem a apresentar dificuldades de concentração, problemas de aprendizado, distúrbios motores e de comportamento, instabilidade, hiperatividade e retardos da fala.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a maioria dos indivíduos apresente sintomas tanto de desatenção como de impulsividade, em alguns há predominância de um ou outro padrão. Fatores preditivos da persistência nos adultos incluem história familiar de TDA/H, comorbidade psiquiátrica e adversidades psicossociais.</p>
<h2 style="text-align: justify;">SINAIS COMUNS</h2>
<p style="text-align: justify;">Crianças com o transtorno não conseguem ficar sentadas em sala de aula e prestar atenção por muito tempo. Com freqüência, são rejeitadas por colegas em razão da inquietude, agravada pelos comportamentos impulsivos. Se não há intervenção, os problemas acadêmicos e sociais tendem a piorar, levando a conseqüências adversas no futuro.<br />
Além de desatenção, hiperatividade e impulsividade – consideradas os principais sintomas –, outra manifestação comum é a pouca coordenação motora, a ponto de, muitas vezes, os pais rotularem os filhos de desajeitados ou desastrados.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, as crianças com o distúrbio apresentam tendência de movimentação constante: agitam as mãos ou os pés, remexem-se na cadeira, abandonam seu lugar para correr ou escalar (muros, móveis etc.), sobretudo em situações em que isso é inapropriado. Falam demais ou têm dificuldade de brincar e permanecer em silêncio durante determinadas atividades de lazer que requerem esse comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os sinais de desatenção estão os problemas para se fixar em detalhes ou a propensão a erros por descuido em atividades intelectuais. Esses meninos e meninas não conseguem acompanhar instruções longas e/ou terminar os deveres escolares ou domésticos nem organizar as tarefas; relutam em envolver-se em atividades que exijam esforço mental por longo período (como ler textos extensos ou livros sem gravuras) ou as evitam; distraem-se facilmente com estímulos alheios às tarefas ou atividades diárias que estão executando, muitas vezes chegando a esquecer-se delas.</p>
<p style="text-align: justify;">A desatenção leva à distração, ao “sonhar acordado” e à dificuldade de persistir em uma única tarefa por um período mais prolongado. Como a atenção é desviada de um estímulo a outro, com freqüência os pais e os professores dizem que esses jovens agem como se não ouvissem ou como se vivessem com a cabeça nas nuvens.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da puberdade, os sintomas de TDA/H mudam. A maioria dos adolescentes não apresenta hiperatividade, por exemplo. Entretanto, grande número manifesta persistência sintomática especificamente de déficits de função executiva, incluindo dificuldades organizacionais na administração do tempo, no planejamento, no processo de tomada de decisões, que podem causar prejuízos significativos em diversas áreas. O desaparecimento total dos sintomas é raro – mas podem ser controlados.</p>
<p style="text-align: justify;">Adultos ou adolescentes com TDA/H nem sempre conseguem manter a atenção em reuniões, leituras e trabalhos tediosos, tendem a ser lentos e ineficientes, a adiar suas tarefas (muitas vezes deixando-as para a última hora) e a manejar o tempo de forma deficiente, o que os leva a ser desorganizados e a sentir-se sobrecarregados. Dependendo da intensidade dos sintomas, têm pouca habilidade para gerenciar emoções. Costumam, por exemplo, romper relacionamentos de maneira impulsiva, perder ou abandonar empregos de modo súbito e envolver-se em acidentes com maior freqüência que a maioria das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, é comum apresentarem um histórico de fracassos ao longo da vida (com evidente comprometimento da auto-estima) em decorrência das dificuldades que encontram na comunicação efetiva com seus interlocutores, na organização de rotinas pessoais e domésticas, na finalização de estudos ou especialização, na obtenção e manutenção de um bom emprego e no desenvolvimento da intimidade nas relações amorosas. Também exibem problemas na administração das finanças pessoais e no manejo do uso de substâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, estão mais predispostos a comportamento delinqüente, abuso de drogas ou alcoolismo do que aqueles que não têm TDA/H. A prevalência de risco de abuso/dependência de drogas é de 54% entre adultos portadores do transtorno e de 27% entre não-portadores. Habitualmente, o uso de substâncias é iniciado com álcool ou tabaco, seguido por maconha ou outra droga de abuso.<br />
O tratamento, porém, do TDA/H reduz as possibilidades de abuso/dependência de drogas à metade, ou seja, para o mesmo nível da população geral. O diagnóstico de TDA/H em adolescentes e adultos requer cuidadosa análise da história clínica, obtida por intermédio do relato do paciente acerca de seus sintomas e do impacto deles em sua vida. Em geral, do ponto de vista psiquiátrico, buscam-se informações sobre o início do transtorno na infância, sobre a persistência ao longo da vida e a ocorrência atual dos sintomas, considerando a adaptação dos critérios da quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), da Associação Psiquiátrica Americana (APA), para a vida adulta.</p>
<h2 style="text-align: justify;">FATORES DE RISCO</h2>
<p style="text-align: justify;">Escalas de avaliação para adultos têm sido adaptadas no Brasil por pesquisadores sob recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), caso de Paulo Mattos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que tem se dedicado ao estudo e tratamento do TDA/H em adolescentes e adultos. Fatores de risco e de proteção devem ser examinados com cuidado, como os psicossociais, cognitivos, educacionais e familiares. É preciso levar em conta também a possibilidade de outros diagnósticos psiquiátricos concomitantes, visto que é freqüente a presença de diversas patologias psiquiátricas comórbidas ao TDA/H, como transtornos de conduta, do humor e de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">No que se refere ao tratamento, nos últimos dez a 20 anos houve aumento no uso de fármacos, sobretudo de estimulantes, com orientação da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e do Adolescente para um monitoramento sistemático dos efeitos da medicação no comportamento. Mais recentemente, os estudos têm enfocado a eficácia de terapias medicamentosas e não-medicamentosas.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido a principal modalidade não-medicamentosa citada na literatura internacional, pois atua nos principais déficits comportamentais do portador de TDA/H, como os de comportamento inibitório, de auto-regulação da motivação, de organização e planejamento, além de direcionar o paciente a um objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso deve ocorrer concomitantemente a mudanças ambientais. A orientação à família e seu engajamento no tratamento de TDA/H, em especial no caso de crianças e adolescentes, auxiliam no entendimento de que não se trata de rebeldia ou preguiça. É fundamental explicar para os pais as multifacetadas razões pelas quais o filho tem determinados comportamentos e sintomas, e encorajá-los a participar da intervenção possibilita o aumento da aderência ao tratamento.</p>
<h2 style="text-align: justify;">SISTEMA DE ATENÇÃO</h2>
<h3 style="text-align: justify;">FUNCIONAMENTO CEREBRAL</h3>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-3376" src="https://www.casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1.jpg" alt="cabecabox1" width="600" height="438" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1.jpg 349w, https://casule.com/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1-300x219.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade incomum em algumas regiões do cérebro está associada à inatenção e/ou impulsividade. Essas áreas fazem parte do sistema atencional anterior (em verde), que depende do neurotransmissor dopamina, ou do posterior (em amarelo), dependente da noradrenalina. Com o passar dos anos os sintomas do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade mudam de apresentação. A agitação motora típica das crianças hiperativas (como retratada no alto, à direita) em geral desaparece na adolescência; por outro lado, nesta fase, persistem os déficits de função executiva.</p>
<h3 style="text-align: justify;">CAUSAS INCERTAS</h3>
<p style="text-align: justify;">O TDA/H tem sido alvo de estudos de diversos grupos de pesquisadores principalmente a partir da década de 90. As causas do transtorno, porém, ainda não são totalmente conhecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A base neurobiológica do transtorno é um dos aspectos mais estudados, e sugerem-se influências múltiplas, relativas à modulação e expressão de neurotransmissores dopaminérgicos e noradrenérgicos, de base genética e neuromaturacional. Acredita-se que vários genes sejam responsáveis pela vulnerabilidade genética ao distúrbio, à qual se somam anormalidades estruturais e disfunção neuroquímica relacionadas aos circuitos subcorticais, parietais e frontais.</p>
<p style="text-align: justify;">Questões ambientais atuantes no funcionamento adaptativo e na saúde emocional da criança e do adolescente parecem ter participação importante no surgimento e manutenção dos sintomas. Esses fatores são encontrados principalmente em famílias com ocorrência de grande desentendimento e de transtornos mentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas questões psicossociais como discórdia conjugal severa, variáveis sociodemográficas, faixa etária dos pais, nível cultural familiar, psicopatologia materna e institucionalização da criança ou do jovem em lar adotivo podem desencadear o desenvolvimento da condição.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas mostram que os pais de indivíduos com esse transtorno muitas vezes se tornam demasiadamente diretivos e negativos em sua forma de educar, alterando o funcionamento psicossocial da família. Nesse contexto, as figuras parentais passam a se ver como incapazes ou menos habilidosas em desempenhar seu papel, o que também causa stress e discórdia conjugal.</p>
<p style="text-align: justify;">A proporção entre meninos e meninas portadores de TDA/H varia, segundo os estudos. Parece haver maior prevalência no sexo masculino do que no feminino, mas muitos autores relatam que as meninas tendem a apresentar o tipo predominantemente desatento em vez de hiperativo, causando menos incômodo à família e à escola, sendo menos encaminhadas para atendimento.</p>
<h3 style="text-align: justify;">PARA CONHECER MAIS</h3>
<p style="text-align: justify;">Princípios e práticas em TDA/H. L. A. Rohde e P. Mattos (orgs.). Artmed, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em adultos. P. Mattos, em SNC em Foco, vol. 2, nº 1, págs. 26-28, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/cabeca_nas_nuvens.html</p>
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		<title>Veja quais Direitos Humanos Básicos você não respeita em si mesmo</title>
		<link>https://casule.com/blog/veja-quais-direitos-humanos-basicos-voce-nao-respeita-em-si-mesmo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2016 15:47:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O professor Doutor Vicente Caballo elaborou uma lista dos Direitos Humanos Básicos baseado em suas pesquisas com Ansiedade/Fobia Social. Creio que essa lista seja de muita utilidade não apenas para quem sofre com ansiedade social, mas para todos nós. Aproveite! Lista de Direitos Humanos Básicos 1. O direito de manter sua dignidade e respeito &#8211; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O professor Doutor Vicente Caballo elaborou uma lista dos Direitos Humanos Básicos baseado em suas pesquisas com Ansiedade/Fobia Social. Creio que essa lista seja de muita utilidade não apenas para quem sofre com ansiedade social, mas para todos nós. Aproveite!</p>
<h2 style="text-align: justify;">Lista de Direitos Humanos Básicos</h2>
<p style="text-align: justify;">1. O direito de manter sua dignidade e respeito &#8211; inclusive se outra pessoa sente-se ferida &#8211; enquanto não viole os direitos dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">2. O direito de ser tratado com respeito e dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">3. O direito de negar pedidos sem ter que sentir-se culpado ou egoísta.</p>
<p style="text-align: justify;">4. O direito de experimentar e expressar seus próprios sentimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">5. O direito de parar e pensar antes de agir.</p>
<p style="text-align: justify;">6. O direito de mudar de opinião.</p>
<p style="text-align: justify;">7. O direito de pedir o que quiser (entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não).</p>
<p style="text-align: justify;">8. O direito de fazer menos do que é humanamente capaz de fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">9. O direito de ser independente.</p>
<p style="text-align: justify;">10. O direito de decidir o que fazer com o próprio corpo, tempo e propriedade.</p>
<p style="text-align: justify;">11. O direito de pedir informação.</p>
<p style="text-align: justify;">12. O direito de cometer erros &#8211; e ser responsável por eles.</p>
<p style="text-align: justify;">13. O direito de sentir-se bem consigo mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">14. O direito de ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">15. O direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades.</p>
<p style="text-align: justify;">16. O direito de decidir se satisfaremos as necessidades das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">17. O direito de comportar-se seguindo seus interesses &#8211; sempre que não viole os direitos dos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">18. O direito de ter opiniões e expressá-las.</p>
<p style="text-align: justify;">19. O direito de decidir se satisfaz as expectativas dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">20. O direito de falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos em que os direitos não estão totalmente claros.</p>
<p style="text-align: justify;">21. O direito de obter aquilo pelo que se paga.</p>
<p style="text-align: justify;">22. O direito de escolher não se comportar da maneira mais adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">23. O direito de ter direitos e defendê-los.</p>
<p style="text-align: justify;">24. O direito de ser ouvido e levado a sério.</p>
<p style="text-align: justify;">25. O direito de estar só quando quiser.</p>
<p style="text-align: justify;">26. O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outras pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vicente Caballo é Doutor em Psicologia pela Universidade Autônoma de Madri e Catedrático de Psicopatologia na Universidade de Granada (Espanha). Fundador e diretor da revista Behavioral Psychology/Psicologia Conductual, da Associação Psicológica Ibero-americana de Clínica e Saúde (APICSA) e do grupo de pesquisa Avanços na Psicopatologia e Terapia do Comportamento (APYTEC). Tem diversos livros publicados, numerosos artigos e capítulos de livros e ministrou conferências e cursos em 14 países. Recebeu também diversos prêmios e condecorações e, atualmente, seus interesses de pesquisa se centram na ansiedade/fobia social, no bullying e nos transtornos da personalidade.</p>
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		<title>Transtorno afetivo bipolar: o que é?</title>
		<link>https://casule.com/blog/3315-2/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 20:27:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O QUE É? O Transtorno Afetivo Bipolar leva este nome por causa da alternância de dois estados emocionais básicos: a alegria e a tristeza. Assim como acontece nas doenças físicas, que muitas vezes representam excesso ou falta de algum elemento normalmente presente no corpo, muitas doenças da mente também representam alterações para mais ou para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O QUE É?</p>
<p style="text-align: justify;">O Transtorno Afetivo Bipolar leva este nome por causa da alternância de dois estados emocionais básicos: a alegria e a tristeza. Assim como acontece nas doenças físicas, que muitas vezes representam excesso ou falta de algum elemento normalmente presente no corpo, muitas doenças da mente também representam alterações para mais ou para menos de aspectos emocionais comuns. O equivalente doentio da alegria recebe o nome de mania e o da tristeza, depressão. Estes equivalentes doentios dos aspectos emocionais constituem o que se denomina polos. Como são dois, entende-se o termo bipolar. O estado de bipolaridade é característico do chamado transtorno afetivo bipolar.</p>
<p style="text-align: justify;">QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DESTA DOENÇA?</p>
<p style="text-align: justify;">O transtorno bipolar é caracterizado pela alternância de fases de tristeza e alegria doentias, conhecidas respectivamente como depressão e mania, de onde vem o antigo nome de Psicose Maníaco Depressiva.  Diferente do que ocorre nas situações normais, estas alternâncias não acontecem em resposta a estímulos externos que explicariam os estados emocionais. Em alguns casos, essas alternâncias podem ocorrer no mesmo dia ou na mesma hora. Mas estes são casos excepcionais, não é o mais comum. Por este motivo, o diagnóstico destes casos nem sempre é fácil.</p>
<p style="text-align: justify;">QUAIS AS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS?</p>
<p style="text-align: justify;">As consequências decorrem em grande parte da inconstância emocional. Mesmo quando o quadro clínico não é dos mais graves, torna-se difícil para a pessoa ter segurança de que, dentro de alguns meses, por exemplo, estará bem para cumprir um compromisso assumido. Uma situação não rara relacionada à perda da crítica ou capacidade de julgamento é uma tendência aos gastos exagerados (que podem levar o patrimônio de uma família ou empresa à ruína). Outro aspecto que pode dificultar o relacionamento com uma pessoa no estado positivo ou de euforia é a tendência da pessoa apresentar sentimentos de grandiosidade e a incapacidade de aceitar limites. No polo oposto, da depressão, a tendência é a visão negativa do rotineiro, a auto recriminação, a autoestima rebaixada, levando até mesmo a ideias de auto eliminação (suicídio). Um aspecto positivo é que, se tratado adequadamente, o paciente pode, na maioria dos casos, retornar a uma vida normal.</p>
<p style="text-align: justify;">EXIGE E EXISTE TRATAMENTO? COMO É?</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje há uma série de tratamentos farmacológicos eficientes no tratamento da doença bipolar. O primeiro objetivo desta terapêutica é impedir a alternância de fases, ambas comprometedoras, e o retorno à vida familiar e profissional no mais breve período de tempo possível, evitando a desconexão do paciente com sua realidade.  Além da eliminação dos altos e baixos do quadro clínico, é importante cuidar dos possíveis danos que podem ter sido causados à autoimagem do paciente. Estes danos só podem ser desfeitos através de um trabalho psicoterápico. Por este motivo, em muitos casos o tratamento inclui o uso de medicações e também intervenções psicológicas.</p>
<p style="text-align: justify;">É NECESSÁRIA A INTERNAÇÃO? QUANDO?</p>
<p style="text-align: justify;">Nas situações mais acentuadas e graves, tanto no quadro da depressão como no da mania, não é raro a necessidade de afastar o paciente de seu meio, como forma de evitar prejuízos à sua autoimagem ou mesmo evitar que o paciente causa danos a si mesmo ou a outros.  Nestas situações, quando é necessário proteger o paciente de si mesmo ou de outros, se torna necessária a internação.</p>
<p style="text-align: justify;">QUE MEDICAMENTOS SÃO USADOS? ELES VICIAM?</p>
<p style="text-align: justify;">Os medicamentos psicotrópicos utilizados em Psiquiatria no tratamento dos transtornos bipolares compreendem várias categorias que genericamente recebem o nome de “estabilizadores do humor”.  O mais utilizado entre essas medicações é o sal de lítio, que nos últimos anos tem sido especialmente estudado, com várias descobertas de grande importância para o tratamento do transtorno bipolar.  Nenhuma das medicações utilizadas se caracteriza por determinar dependência. No entanto, é preciso diferenciar o “ter necessidade” do “estar dependente”. É importante que todo tratamento medicamentoso seja feito da maneira certa, sempre sob supervisão médica.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.uniica.com.br/videos/transtorno-afetivo-bipolar/</p>
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		<title>3 sinais de que uma pessoa está insegura</title>
		<link>https://casule.com/blog/3-sinais-de-que-uma-pessoa-esta-insegura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2016 16:33:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Obviamente que é quase impossível para qualquer um descobrir o estado emocional que é vivido por alguém em um determinado momento, apenas colhendo pistas instantâneas que são observadas em rápidas conversas, entretanto, para uma pessoa mais atenta, alguns sinais sempre fogem ao controle, deixando evidente o rastro de insegurança e vulnerabilidade psicológica que é sentido [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Obviamente que é quase impossível para qualquer um descobrir o estado emocional que é vivido por alguém em um determinado momento, apenas colhendo pistas instantâneas que são observadas em rápidas conversas, entretanto, para uma pessoa mais atenta, alguns sinais sempre fogem ao controle, deixando evidente o rastro de insegurança e vulnerabilidade psicológica que é sentido por alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a seguir, descrevo alguns dos indícios mais comuns presentes nas interações e que podem ser indicativos de um sentimento transitório de inferioridade:</p>
<h2 style="text-align: justify;">1) Autovalorização excessiva</h2>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-3302" src="https://www.casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2016/02/Fotolia_71328713_XS.jpg" alt="Fotolia_71328713_XS" width="600" height="420" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2016/02/Fotolia_71328713_XS.jpg 414w, https://casule.com/wp-content/uploads/2016/02/Fotolia_71328713_XS-300x210.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Esse, talvez, um dos mais clássicos, é frequentemente encontrado nas pessoas que estão se sentindo desprestigiadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o cérebro humano em nossa evolução antepassada foi preparado para obter o destaque perante o bando, pois dessa forma se teria mais chance de liderar o grupo, prioridade na alimentação ou ainda na escolha do(a) parceiro(a), tornar-se um líder era de fundamental importância – ou também conhecido como “macho” ou “fêmea” alfa -, assim sendo, “ser bom” passou a ser  uma necessidade vital para a sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, ainda que o tempo tenha passado e não precisemos mais brigar por um pedaço de comida, muitas pessoas, quando estão se sentindo diminuídas, têm o seu cérebro inconscientemente acionado para, de alguma forma, fazer-nos voltar ao destaque e, assim, da maneira mais simples possível, um velho mecanismo entra em ação: imediatamente damos um jeito de encaixar nas conversas assuntos como: o destino da última viagem, a comida “maravilhosa” de um determinando restaurante, o objeto “exclusivo” comprado em uma das melhores lojas de grife ou, ainda, o importante cargo, ressaltando sua “importância”.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, ficar em evidência, compensa a sensação de inferioridade, resolvendo momentaneamente o problema.</p>
<p style="text-align: justify;">O que essas pessoas, na verdade, não percebem é que ativar esse senso de grandiosidade de forma desproporcional e excessiva, apenas reforça um sentimento de esquiva e de rejeição pelos demais, uma vez que a soberba pessoal não é usualmente muito bem digerida pelo grupo, fazendo então com que esse indivíduo passe a ser, efetivamente, desconsiderado.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, fique atento para não criar um estigma sobre sua pessoa.</p>
<h2 style="text-align: justify;">2) Incapacidade de dizer “não”</h2>
<p>Esse é outro importante indicador de que temos um expressivo receio de magoar ou de decepcionar alguém. Assim sendo, nessa condição sentimo-nos incapazes de colocar de forma  sensata e objetiva nossas percepções e opiniões pessoais, deixando transparecer uma excessiva simpatia pelos demais, ao deixar passar uma impressão de que “faríamos qualquer coisa” pelo outro. O que, diga-se de passagem, nem sempre é verdadeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse tipo de comportamento vem, muitas vezes, acompanhado de notada efusividade (simpatia) interpessoal, dando margem a que o outro sinta que você o “compreendeu” ou ainda é uma pessoa “muito legal” e que essa “amizade” mereceria ser cultivada, pois, afinal de contas, aparenta ser alguém demasiadamente receptivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, tudo tem um segundo sentido que é o de aparentar sua capacidade de “conexão”, o que, diga-se de passagem, pode aumentar de maneira irreal as expectativas projetadas sobre nós e dando margens a problemas maiores como as futuras decepções.</p>
<p style="text-align: justify;">Ocorre que muitas pessoas, na verdade, nem percebem que estão fazendo isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se apenas de uma coisa: ninguém consegue ser “legal” o tempo todo. Assim, tente ser apenas e tão somente você.</p>
<h2 style="text-align: justify;">3) “Congelamento” ou a incapacidade de interagir</h2>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-3303" src="https://www.casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2016/02/Fotolia_80862496_XS.jpg" alt="Fotolia_80862496_XS" width="600" height="400" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2016/02/Fotolia_80862496_XS.jpg 424w, https://casule.com/wp-content/uploads/2016/02/Fotolia_80862496_XS-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Esse é um outro recurso que o cérebro humano lança mão para combater o senso de diminuição pessoal e semelhante a algumas categorias de comportamento animal que, quando estão se sentindo ameaçados, “paralisam” para mostrar ao inimigo ou que são inofensivas ou para serem confundidas com o entorno, diminuindo assim a chance de ataque.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessas situações, essas pessoas se sentem tão vulneráveis frente aos demais que literalmente “travam” e não conseguem sequer participar de uma simples interação, por mais fugaz que ela seja. E, na medida que isso ocorre, o desconforto pessoal é percebido por elas mesmas que tentam desesperadamente “agir” – na tentativa de recuperar seu lugar social.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, o cérebro, percebendo a situação de profundo incômodo, ao tentar reverter a situação, dá comando para que elas “falem”, que se comuniquem de qualquer jeito, qualquer coisa serve, mas obviamente isso apenas aumenta a escalada de ansiedade, fazendo com que elas se sintam ainda mais travadas e congeladas, dando então mais força ao sentimento de exclusão pessoal.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Conclusão</h2>
<p style="text-align: justify;">Veja que nem sempre estamos em dias em que nossas habilidades sociais estão em alta, ou seja, como tudo na vida, sempre há momentos em que estamos mais abertos, enquanto outros, mais reservados e introvertidos.</p>
<p style="text-align: justify;">E, veja, falar demasiadamente de nossas conquistas, ser muito simpático às vezes ou até ficar mais calado em algumas fases da vida, na verdade, é algo absolutamente normal e não deve ser fonte de preocupação. Todavia, a dica vai para quando esses mecanismos tendem a se repetir frequentemente com a passagem do tempo, engessando-nos emocionalmente ao fazer- nos agir sempre da mesma maneira e criando, portanto, problemas maiores de sociabilidade e de relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui, portanto, estariam algumas das bases futuras dos quadros de transtorno narcisista, da fobia social, dentre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, fique atento quando esses mecanismos deixam de ser um problema e se tornam um “padrão” constante de interação e que, portanto, deveriam ser objeto de cuidado e de mudança pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">A boa notícia? Está aí a psicoterapia moderna para lhe ajudar a transformar esses padrões. Felizmente, há saída (tratamento) para quase tudo. Só permanece inseguro e mal resolvido quem quer.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/</p>
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		<title>Transtorno alimentar seletivo: o que você sabe sobre isso?</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-alimentar-seletivo-o-que-voce-sabe-sobre-isso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2016 22:51:20 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em uma consulta ao pediatra, não é incomum ver pais que estão, no mínimo, preocupados com os hábitos alimentares dos seus filhos, alguns porque comem muito, outros porque comem pouco. Em sua fase de descobertas, é normal que as crianças não apresentem apetite para todos os grupos alimentares ou todos os tipos de alimentos, porém há aqueles que apresentam grande restrição alimentar, caracterizada pela recusa e desinteresse por muitos alimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A rejeição exagerada pode indicar um distúrbio chamado “<strong>Transtorno Alimentar Seletivo</strong>”. Nesse caso, a dieta fica restrita a um grupo alimentar, geralmente carboidratos e processados ricos em açúcar, que garantem energia. Crianças que apresentam o comportamento desse distúrbio têm pouco apetite, além de apresentarem extrema recusa a novos alimentos e aversão a frutas, legumes e verduras. Apesar de ser mais comum em pessoas que apresentam outros tipos de transtornos, o TAS pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer idade e persistir por anos.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante salientar que o transtorno alimentar seletivo não está ligado à bulimia ou anorexia, pois neste caso o paciente não se preocupa com o seu peso ou com a sua imagem, ele rejeita o alimento por, de fato, não se interessar por ele. Há diversas possibilidades que justificam o surgimento desse distúrbio, principalmente relacionadas a componentes biológicos e psicológicos.</p>
<p style="text-align: justify;">As desconfianças das causas são:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paladar muito aguçado:</strong><br />
Algumas pessoas, ainda na infância, apresentam o paladar muito aguçado, fugindo à normalidade. Isso pode causar certa preferência por alguns alimentos e recusa por outros, levando em conta o seu sabor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Manifestações sensoriais:</strong><br />
O cheiro ou a aparência do alimento também podem colaborar com o surgimento do distúrbio. Muitas pessoas possuem alta sensibilidade a essas características e, por isso, podem desenvolver rejeição a certos grupos alimentares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fatores psicológicos:</strong><br />
Muitas pessoas associam o alimento a experiências traumáticas ou desagradáveis já vividas, como uma azia resultante de um almoço ou jantar ou um forte enjoo após experimentar certo alimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, para os que convivem com esse distúrbio, as consequências podem ir desde a deficiência em nutrientes no organismo até problemas sérios de saúde, como diabetes e colesterol alto. Além de consequências biológicas, as consequências psicossociais têm forte influência no paciente do TAS, muitas pessoas se sentem constrangidas e tendem a se afastar de grupos sociais evitando convites para almoços, jantares e demais confraternizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Para as crianças, o tratamento deve ser feito sob orientação de um pediatra, que indicará quais os melhores caminhos para superar o distúrbio e incluir novos alimentos na dieta, já para os adultos, o acompanhamento correto é feito através de consultas clínicas, visitas ao nutricionista e o auxílio do psicólogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ser uma descoberta recente, padrões alimentares inadequados têm feito pacientes há muitos anos e, por isso, merece atenção especial. Não hesite em procurar por auxílio clínico e mantenha atenção à sua dieta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://blog.onofre.com.br/2015/02/18/transtorno-alimentar-seletivo-o-que-voce-sabe-sobre-isso/</p>
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