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	<title>hiperatividade - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>hiperatividade - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>A Síndrome do Pensamento Acelerado na Infância	 </title>
		<link>https://casule.com/blog/a-sindrome-do-pensamento-acelerado-na-infancia%e2%80%a8/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 11:10:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agenda lotada, exigência de alto rendimento e pouco tempo para se divertir&#8230; Estamos falando de adulto? Não, mas sim de crianças.           A rotina das crianças está cada vez mais agitada, e isto em alguns casos tem provocado nos pequenos a Síndrome do Pensamento Acelerado.          Você já ouviu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Agenda lotada, exigência de alto rendimento e pouco tempo para se divertir&#8230; Estamos falando de adulto? Não, mas sim de crianças.<span class="Apple-converted-space">  </span><br />
<span class="Apple-converted-space">         </span>A rotina das crianças está cada vez mais agitada, e isto em alguns casos tem provocado nos pequenos a Síndrome do Pensamento Acelerado.<br />
<span class="Apple-converted-space">         </span>Você já ouviu falar dela? Pode até ser confundida com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, mas ao contrário do TDAH, que possui causas genéticas e ambientais, a Síndrome do Pensamento Acelerado está relacionada à dificuldade no gerenciamento dos pensamentos.<br />
<span class="Apple-converted-space">         </span>No mundo moderno, crianças e também adolescentes são bombardeados por informações a todo o momento e submetidos excessivamente a diversas tarefas, preocupações e estímulos sociais.<br />
<span class="Apple-converted-space">         </span>A criança se sente sempre cansada, como se 24 horas do dia não fossem o suficiente para realizar todas as suas tarefas, tem dificuldade de concentração e de atenção, se esquece das coisas facilmente e está constantemente irritada, sofre por antecipação, possui má qualidade do sono, dificuldade de relaxar e desacelerar seus pensamentos. É uma espécie de cansaço mental, isso porque o cérebro “rouba” a energia que deveria ser utilizada para outros funcionamentos do corpo e tudo isso começa a externalizar em sintomas físicos, como dores de cabeça, dores musculares, dores de estômago, etc., por exemplo. <span class="Apple-converted-space">    </span><br />
<span class="Apple-converted-space">         </span>Isso acaba por estressar e desgastar o cérebro, impedindo-o de desenvolver outras funções, como a reflexão, resiliência, paciência, criatividade, empatia e tolerância. Através do pensamento, a criança vai adiante aos seus planejamentos; ela avança tanto e idealiza um planejamento rígido, que, quando volta à realidade, fica frustrada em excesso.<span class="Apple-converted-space">  </span><br />
<span class="Apple-converted-space">         </span>Essa rotina acelerada tem muito a ver com as novas demandas sociais. Cada vez mais cedo, as crianças precisam se preparar para entrar na faculdade e se tornar profissionais capacitados dentro do mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Sim, é importante que tenham suporte para o futuro, mas cada criança tem seu ritmo e sua demanda.<br />
<span class="Apple-converted-space">         </span>A responsabilidade que os pais têm é de parar e perceber quais atividades são realmente importantes para o futuro do filho, pensando também na qualidade de vida da criança. Além disso, os pais devem ficar atentos a sinais como mudança repentina de humor, irritabilidade, falta de memória e dificuldade em manter a atenção e a concentração. E se necessário, </span><span class="s2">é aconselhado buscar ajuda profissional.<span class="Apple-converted-space">  </span><br />
<span class="Apple-converted-space">   </span></span><span class="s1"> <span class="Apple-converted-space">    </span>Para desacelerar é preciso:</span></p>
<p class="p2"><span class="s1">&#8211; Separar o tempo para a brincadeira: Não veja seu filho como um pequeno adulto, ou seja, cheio de responsabilidades. Deixe que ele tenha um tempo para brincar do jeito que quiser. </span></p>
<p class="p2"><span class="s1">&#8211; Diminuir as atividades: Se a criança tiver mais de uma atividade além da escola, o ideal é que pelo menos uma delas seja escolhida por ela mesma.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1">&#8211; Incentivar momentos de afetividade: Guarde um momento para sentar e conversar com seu filho e ouça o que ele tem a dizer. </span></p>
<p class="p2"><span class="s1">&#8211; Deixar a tecnologia de lado: O uso excessivo de aparelhos tecnológicos como celulares e tablets exige muito do cérebro adulto, imagine das crianças. Por isso é preciso uma desintoxicação digital.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1">&#8211; Diminuir o ritmo: Quem quer fazer tudo ao mesmo tempo acaba inevitavelmente não concretizando nada e torna-se uma pessoa insatisfeita e agitada.</span></p>
<p class="p2"><span class="s1">&#8211; Desacelerar a rotina dos pais: Os pais são os exemplos que os filhos vão seguir. Tente pegar mais leve com você mesmo.</span></p>
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		<title>Sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade no adulto</title>
		<link>https://casule.com/blog/sintomas-do-transtorno-do-deficit-de-atencao-hiperatividade-no-adulto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2018 12:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Déficit de Atenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas pesquisas científicas se debruçam sobre o TDAH na infância devido ao início precoce do aparecimento da doença, mas pouco se fala como as crianças com TDAH ficam quando se tornam adultas. Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, cerca de 2/3 das crianças com o diagnóstico continuam com os sintomas da doença, apesar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas pesquisas científicas se debruçam sobre o TDAH na infância devido ao início precoce do aparecimento da doença, mas pouco se fala como as crianças com TDAH ficam quando se tornam adultas. Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, cerca de 2/3 das crianças com o diagnóstico continuam com os sintomas da doença, apesar da manifestação clínica ser um pouco diferente.</p>
<p>Os sintomas estão relacionados à desatenção e hiperatividade/impulsividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desatenção</h2>
<p>A desatenção em adultos pode ser observada em conversas com outras pessoas, em tarefas que exijam organização e sustentação da atenção ao longo do tempo e nas dificuldades com os estudos e/ou trabalho, bem como na memorização. É importante ressaltar que diante de situações estimulantes, os adultos conseguem manter a concentração, assim como as crianças. A dificuldade está nas tarefas que eles julgam como “chatas”, “trabalhosas”, ou quando se encontram entediados ou distraídos por estímulos internos (emoções) ou externos. Nesses casos, a dificuldade de concentração se manifesta em níveis significativamente maiores dos que os observados pelas outras pessoas, comprometendo o desempenho nas tarefas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O hiperfoco é um sintoma de TDAH que se manifesta como uma pergunta muito frequente dos pacientes: “como eu consigo ter concentração demais em algumas coisas e quase nada em outras?”. O hiperfoco é a atenção excessiva a detalhes ou atividades específicas, geralmente pouco relevantes (como séries, redes sociais), e ocorre em pessoas com e sem TDAH. No entanto, como no TDAH há uma alteração na capacidade de controlar voluntariamente a atenção, o paciente tem dificuldade no autocontrole dos estímulos, isto é, o que é mais estimulante, o que não é, o que vai focar e o que não vai focar. O hiperfoco tem uma duração limitada, chegando a certo ponto que a pessoa começa a ficar cansada ou até mesmo, exausta, de modo que, após certo tempo, acaba se dispersando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Hiperatividade/impulsividade</h2>
<p>A hiperatividade/impulsividade é observada quando o adulto apresenta dificuldade em permanecer parado, comumente em situações específicas. Esta dificuldade em geral está acompanhada por agitação, maior intensidade emocional, impulsividade, falta de autocontrole, alteração no sono e nas atividades que exijam que fiquem parados por longos períodos. Pode-se citar alguns exemplos de impulsividade, como interromper alguém, fazer comentários pouco assertivos de forma não intencional e se comportar de modo inconveniente em algum contexto social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Disfunção executiva</h2>
<p>O grande problema do TDAH é o comprometimento das chamadas “funções executivas”, isto é, a capacidade de planejamento, execução de tarefas, organização, persistência, manejo do tempo, regulação emocional, controle de impulsos, estabelecimento de prioridades, tomada de decisão e integração de diferentes atividades mentais de momento a momento, entre outras. As funções executivas capacitam o indivíduo para o desempenho de ações, e um déficit nessas funções compromete as relações pessoais e acadêmicas/profissionais, na medida que gera problemas na estimativa e uso do tempo, no cumprimento de obrigações, além de dificuldades de colocar em prática o que foi acordado no plano teórico. Infelizmente, muitas vezes, os pacientes apresentam autoestima rebaixada e crença de desvalor geradas a partir de experiências negativas que podem ocorrer no âmbito acadêmico/profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nayara Benevenuto Peron</p>
<p>Psicóloga e Terapeuta Cognitivo-Comportamental</p>
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		<title>Bipolaridade ou oscilação de humor?</title>
		<link>https://casule.com/blog/bipolaridade-ou-oscilacao-de-humor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jun 2016 20:17:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Bipolaridade é uma doença grave e vem sendo detectada com mais frequência nos últimos anos. Porém, nem toda troca de humor repentina leva a um quadro de bipolaridade, em alguns casos o que se pode notar é uma oscilação de humor. Esses transtornos podem se iniciar em qualquer faixa etária, e por isso é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Bipolaridade é uma doença grave e vem sendo detectada com mais frequência nos últimos anos. Porém, nem toda troca de humor repentina leva a um quadro de bipolaridade, em alguns casos o que se pode notar é uma oscilação de humor. Esses transtornos podem se iniciar em qualquer faixa etária, e por isso é importante prestar atenção para os sintomas e procurar ajuda de um psicólogo caso eles apareçam.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Oscilações de humor e como tratá-las</h2>
<p style="text-align: justify;">Oscilações de humor podem ocorrer devido a várias causas, e nas mulheres os hormônios apontam como um dos grandes responsáveis. Essa oscilação se diferencia da bipolaridade por aparecer sempre no mesmo período do ciclo. Falta se sono, má alimentação e trocas de temperatura também podem ser motivos para as pessoas sofrerem pequenas oscilações de humor.</p>
<p style="text-align: justify;">Para tratar as oscilações é preciso conhecer quais são os gatilhos que levam a quadros de tristeza ou agitação extremas. Psicólogos são profissionais treinados para auxiliar no autoconhecimento, e o auxilio deles pode ser indispensável para encentrar as causas da agitação ou da depressão.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Bipolaridade, sintomas e tratamento</h2>
<p style="text-align: justify;">A bipolaridade ocorre nos casos mais graves e mais específicos de oscilações de humor. Nesses casos, há crises frequentes de depressão e mania, e é possível que uma tenha mais frequência que a outra. Além disso, na bipolaridade é difícil determinar em que momento uma troca brusca de humor pode surgir, e os sintomas variam dependendo da forma que a doença se manifesta.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Mania</h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Irritabilidade – nessa caso, a pessoa torna muito exigente e dá respostas muito agressivas quando os outros não aceitam suas opiniões.</li>
<li>Desequilíbrio emocional – sem motivos aparentes a pessoa fica triste, fala muito rápido e troca de assuntos.</li>
<li>Interpretação errada de acontecimentos – as pessoas tendem a se aborrecer por qualquer coisa.</li>
<li>Grandiosidade: excesso de amor próprio, a pessoa se acha o centro do universo.</li>
<li>Hiperatividade: energia suficiente para fazer várias atividades sem parar.</li>
<li>Diminuição do sono e da vontade de dormir.</li>
<li>Ideias estranhas, sem foco na realidade.</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;">Depressão:</h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Baixa autoestima: nesses casos há desconfiança da própria capacidade de executar tarefas antes consideradas simples.</li>
<li>Negatividade: pacientes que apresentam o quadro de depressão podem ficar cultivando pensamentos negativos.</li>
<li>Culpa e sentimento de impotência.</li>
<li>Dificuldade de pensamento, pensamento lento ou medo de tomar decisões.</li>
<li>Perda de interesse no trabalho ou em atividades que antes eram prazerosas.</li>
<li>Perda de energia e cansaço excessivo.</li>
<li>Ingestão excessiva de bebidas alcoólicas ou outras substâncias com esse efeito</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em ambos os casos, tanto quando ocorrem oscilações de humor como em casos de bipolaridade, é essencial o acompanhamento profissional. O acompanhamento pode ser realizado por um psicólogo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:www.psicologoeterapia.com.br/depressao/bipolaridade-ou-oscilacao-de-humor/</p>
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		<item>
		<title>Cabeça nas nuvens: o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)</title>
		<link>https://casule.com/blog/cabeca-nas-nuvens-o-transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2016 11:13:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O TDAH não termina na infância. Ao contrário do que se supunha há alguns anos, pode prosseguir pela adolescência e chegar à idade adulta. Inúmeras pesquisas têm indicado nos últimos anos que, diferentemente do que se pensava, os sintomas do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDA/H) não desaparecem na adolescência. A característica essencial desse problema de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O TDAH não termina na infância. Ao contrário do que se supunha há alguns anos, pode prosseguir pela adolescência e chegar à idade adulta. Inúmeras pesquisas têm indicado nos últimos anos que, diferentemente do que se pensava, os sintomas do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDA/H) não desaparecem na adolescência. A característica essencial desse problema de saúde mental é um padrão persistente e acentuado de desatenção e/ou hiperatividade. Estudos longitudinais mostram que o TDA/H persiste na vida adulta em torno de 60% a 70% dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">O transtorno pode ser diagnosticado tanto em crianças como em adolescentes e adultos. Estudos nacionais e internacionais apontam prevalência de 3% a 6% nas crianças em idade escolar e de até 5% em adolescentes e adultos. De forma geral, pessoas com TDA/H tendem a apresentar dificuldades de concentração, problemas de aprendizado, distúrbios motores e de comportamento, instabilidade, hiperatividade e retardos da fala.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a maioria dos indivíduos apresente sintomas tanto de desatenção como de impulsividade, em alguns há predominância de um ou outro padrão. Fatores preditivos da persistência nos adultos incluem história familiar de TDA/H, comorbidade psiquiátrica e adversidades psicossociais.</p>
<h2 style="text-align: justify;">SINAIS COMUNS</h2>
<p style="text-align: justify;">Crianças com o transtorno não conseguem ficar sentadas em sala de aula e prestar atenção por muito tempo. Com freqüência, são rejeitadas por colegas em razão da inquietude, agravada pelos comportamentos impulsivos. Se não há intervenção, os problemas acadêmicos e sociais tendem a piorar, levando a conseqüências adversas no futuro.<br />
Além de desatenção, hiperatividade e impulsividade – consideradas os principais sintomas –, outra manifestação comum é a pouca coordenação motora, a ponto de, muitas vezes, os pais rotularem os filhos de desajeitados ou desastrados.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, as crianças com o distúrbio apresentam tendência de movimentação constante: agitam as mãos ou os pés, remexem-se na cadeira, abandonam seu lugar para correr ou escalar (muros, móveis etc.), sobretudo em situações em que isso é inapropriado. Falam demais ou têm dificuldade de brincar e permanecer em silêncio durante determinadas atividades de lazer que requerem esse comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os sinais de desatenção estão os problemas para se fixar em detalhes ou a propensão a erros por descuido em atividades intelectuais. Esses meninos e meninas não conseguem acompanhar instruções longas e/ou terminar os deveres escolares ou domésticos nem organizar as tarefas; relutam em envolver-se em atividades que exijam esforço mental por longo período (como ler textos extensos ou livros sem gravuras) ou as evitam; distraem-se facilmente com estímulos alheios às tarefas ou atividades diárias que estão executando, muitas vezes chegando a esquecer-se delas.</p>
<p style="text-align: justify;">A desatenção leva à distração, ao “sonhar acordado” e à dificuldade de persistir em uma única tarefa por um período mais prolongado. Como a atenção é desviada de um estímulo a outro, com freqüência os pais e os professores dizem que esses jovens agem como se não ouvissem ou como se vivessem com a cabeça nas nuvens.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da puberdade, os sintomas de TDA/H mudam. A maioria dos adolescentes não apresenta hiperatividade, por exemplo. Entretanto, grande número manifesta persistência sintomática especificamente de déficits de função executiva, incluindo dificuldades organizacionais na administração do tempo, no planejamento, no processo de tomada de decisões, que podem causar prejuízos significativos em diversas áreas. O desaparecimento total dos sintomas é raro – mas podem ser controlados.</p>
<p style="text-align: justify;">Adultos ou adolescentes com TDA/H nem sempre conseguem manter a atenção em reuniões, leituras e trabalhos tediosos, tendem a ser lentos e ineficientes, a adiar suas tarefas (muitas vezes deixando-as para a última hora) e a manejar o tempo de forma deficiente, o que os leva a ser desorganizados e a sentir-se sobrecarregados. Dependendo da intensidade dos sintomas, têm pouca habilidade para gerenciar emoções. Costumam, por exemplo, romper relacionamentos de maneira impulsiva, perder ou abandonar empregos de modo súbito e envolver-se em acidentes com maior freqüência que a maioria das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, é comum apresentarem um histórico de fracassos ao longo da vida (com evidente comprometimento da auto-estima) em decorrência das dificuldades que encontram na comunicação efetiva com seus interlocutores, na organização de rotinas pessoais e domésticas, na finalização de estudos ou especialização, na obtenção e manutenção de um bom emprego e no desenvolvimento da intimidade nas relações amorosas. Também exibem problemas na administração das finanças pessoais e no manejo do uso de substâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, estão mais predispostos a comportamento delinqüente, abuso de drogas ou alcoolismo do que aqueles que não têm TDA/H. A prevalência de risco de abuso/dependência de drogas é de 54% entre adultos portadores do transtorno e de 27% entre não-portadores. Habitualmente, o uso de substâncias é iniciado com álcool ou tabaco, seguido por maconha ou outra droga de abuso.<br />
O tratamento, porém, do TDA/H reduz as possibilidades de abuso/dependência de drogas à metade, ou seja, para o mesmo nível da população geral. O diagnóstico de TDA/H em adolescentes e adultos requer cuidadosa análise da história clínica, obtida por intermédio do relato do paciente acerca de seus sintomas e do impacto deles em sua vida. Em geral, do ponto de vista psiquiátrico, buscam-se informações sobre o início do transtorno na infância, sobre a persistência ao longo da vida e a ocorrência atual dos sintomas, considerando a adaptação dos critérios da quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), da Associação Psiquiátrica Americana (APA), para a vida adulta.</p>
<h2 style="text-align: justify;">FATORES DE RISCO</h2>
<p style="text-align: justify;">Escalas de avaliação para adultos têm sido adaptadas no Brasil por pesquisadores sob recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), caso de Paulo Mattos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que tem se dedicado ao estudo e tratamento do TDA/H em adolescentes e adultos. Fatores de risco e de proteção devem ser examinados com cuidado, como os psicossociais, cognitivos, educacionais e familiares. É preciso levar em conta também a possibilidade de outros diagnósticos psiquiátricos concomitantes, visto que é freqüente a presença de diversas patologias psiquiátricas comórbidas ao TDA/H, como transtornos de conduta, do humor e de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">No que se refere ao tratamento, nos últimos dez a 20 anos houve aumento no uso de fármacos, sobretudo de estimulantes, com orientação da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e do Adolescente para um monitoramento sistemático dos efeitos da medicação no comportamento. Mais recentemente, os estudos têm enfocado a eficácia de terapias medicamentosas e não-medicamentosas.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido a principal modalidade não-medicamentosa citada na literatura internacional, pois atua nos principais déficits comportamentais do portador de TDA/H, como os de comportamento inibitório, de auto-regulação da motivação, de organização e planejamento, além de direcionar o paciente a um objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso deve ocorrer concomitantemente a mudanças ambientais. A orientação à família e seu engajamento no tratamento de TDA/H, em especial no caso de crianças e adolescentes, auxiliam no entendimento de que não se trata de rebeldia ou preguiça. É fundamental explicar para os pais as multifacetadas razões pelas quais o filho tem determinados comportamentos e sintomas, e encorajá-los a participar da intervenção possibilita o aumento da aderência ao tratamento.</p>
<h2 style="text-align: justify;">SISTEMA DE ATENÇÃO</h2>
<h3 style="text-align: justify;">FUNCIONAMENTO CEREBRAL</h3>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-3376" src="https://www.casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1.jpg" alt="cabecabox1" width="600" height="438" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1.jpg 349w, https://casule.com/wp-content/uploads/2016/03/cabecabox1-300x219.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade incomum em algumas regiões do cérebro está associada à inatenção e/ou impulsividade. Essas áreas fazem parte do sistema atencional anterior (em verde), que depende do neurotransmissor dopamina, ou do posterior (em amarelo), dependente da noradrenalina. Com o passar dos anos os sintomas do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade mudam de apresentação. A agitação motora típica das crianças hiperativas (como retratada no alto, à direita) em geral desaparece na adolescência; por outro lado, nesta fase, persistem os déficits de função executiva.</p>
<h3 style="text-align: justify;">CAUSAS INCERTAS</h3>
<p style="text-align: justify;">O TDA/H tem sido alvo de estudos de diversos grupos de pesquisadores principalmente a partir da década de 90. As causas do transtorno, porém, ainda não são totalmente conhecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A base neurobiológica do transtorno é um dos aspectos mais estudados, e sugerem-se influências múltiplas, relativas à modulação e expressão de neurotransmissores dopaminérgicos e noradrenérgicos, de base genética e neuromaturacional. Acredita-se que vários genes sejam responsáveis pela vulnerabilidade genética ao distúrbio, à qual se somam anormalidades estruturais e disfunção neuroquímica relacionadas aos circuitos subcorticais, parietais e frontais.</p>
<p style="text-align: justify;">Questões ambientais atuantes no funcionamento adaptativo e na saúde emocional da criança e do adolescente parecem ter participação importante no surgimento e manutenção dos sintomas. Esses fatores são encontrados principalmente em famílias com ocorrência de grande desentendimento e de transtornos mentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas questões psicossociais como discórdia conjugal severa, variáveis sociodemográficas, faixa etária dos pais, nível cultural familiar, psicopatologia materna e institucionalização da criança ou do jovem em lar adotivo podem desencadear o desenvolvimento da condição.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas mostram que os pais de indivíduos com esse transtorno muitas vezes se tornam demasiadamente diretivos e negativos em sua forma de educar, alterando o funcionamento psicossocial da família. Nesse contexto, as figuras parentais passam a se ver como incapazes ou menos habilidosas em desempenhar seu papel, o que também causa stress e discórdia conjugal.</p>
<p style="text-align: justify;">A proporção entre meninos e meninas portadores de TDA/H varia, segundo os estudos. Parece haver maior prevalência no sexo masculino do que no feminino, mas muitos autores relatam que as meninas tendem a apresentar o tipo predominantemente desatento em vez de hiperativo, causando menos incômodo à família e à escola, sendo menos encaminhadas para atendimento.</p>
<h3 style="text-align: justify;">PARA CONHECER MAIS</h3>
<p style="text-align: justify;">Princípios e práticas em TDA/H. L. A. Rohde e P. Mattos (orgs.). Artmed, 2003.</p>
<p style="text-align: justify;">Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em adultos. P. Mattos, em SNC em Foco, vol. 2, nº 1, págs. 26-28, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/cabeca_nas_nuvens.html</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/cabeca-nas-nuvens-o-transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah/">Cabeça nas nuvens: o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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		<title>Hiperatividade ou falta de educação?</title>
		<link>https://casule.com/blog/hiperatividade-ou-falta-de-educacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2015 20:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[transtorno de déficit de atenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já reparou que algumas crianças se comportam como pequenos tiranos? Elas não conseguem falar, mas conseguem exercer um forte poder com os seus pais de maneira injusta e muitas vezes cruel. Constantemente, recebo em meu consultório pedidos de ajuda de pais para saber o que fazer com seus filhos. Geralmente, buscam psicoterapia para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2570" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça.jpg" alt="casule-psicologia-crianças-pirraça" width="600" height="450" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça.jpg 670w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça-300x225.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça-610x458.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça-510x382.jpg 510w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça-480x360.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/10/casule-psicologia-crianças-pirraça-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p>Você já reparou que algumas crianças se comportam como pequenos tiranos? Elas não conseguem falar, mas conseguem exercer um forte poder com os seus pais de maneira injusta e muitas vezes cruel.</p>
<p>Constantemente, recebo em meu consultório pedidos de ajuda de pais para saber o que fazer com seus filhos. Geralmente, buscam psicoterapia para o filho com queixas de: falta de interesse em estudar, bagunça, hiperatividade, agressividade e birra. Se você também se pergunta por que seu filho e outras crianças agem assim, este artigo pode te ajudar com as respostas que procura.</p>
<p>Para cada uma das queixas acima, vou explorar de forma sucinta algumas reflexões para que você avalie o papel de mãe/pai e considere a criança como um ser humano que tem seus direitos e obrigações comuns a todos nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>1 – Falta de interesse em estudar</strong></h2>
<p>– A criança tem uma rotina para estudar diariamente? Se não tem é importante desenvolver este habito de forma lúdica e prazerosa para que a criança sinta vontade em compreender o que lhe é ensinado.</p>
<p>– A mãe e o pai auxiliam o filho para que ele consiga realizar suas atividades escolares? Auxiliar não implica em fazer o exercício para o filho, mas sim parar, ouvir, ver, pensar e agir, respeitando o filho como ser pensante, sensível e criativo conforme seu nível de desenvolvimento físico e mental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>2 – Bagunça</strong></h2>
<p>Quando está em casa percebe que tem brinquedos jogados pela sala, copos sobre a mesa, material de escola espalhados por todos os cômodos entre outras bagunças na casa?</p>
<p>Se você geralmente costuma arrumar e limpar toda a bagunça que as pessoas que moram na casa costumam fazer, repense, já está na hora de todos começarem a cuidar da casa como você faz. Cada vez que você faz por eles está postergando o amadurecimento deles e contribuindo para que futuramente eles façam isso na sociedade também.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>3 – Hiperatividade e agressividade</strong></h2>
<p>Quando a criança chora sua primeira atitude é poupá-la de sofrimento e satisfazer as necessidades dela ou dizer SIM/ NÃO para a criança de acordo com a situação, sendo coerente, constante e consequente nos seus comportamentos e ensinamentos a ela?</p>
<p>Se tem como habito satisfazê-la pode contribuir para o desenvolvimento de uma pessoa sem limites e má educada. A agressividade pode ser um sinal de que a criança esteja com dificuldade de reagir adequadamente a uma situação e por isso usa como mecanismo de defesa a agressão.</p>
<p>Muitas pessoas confundem hiperatividade com má educação.  A principal diferença entre elas é que a criança hiperativa não consegue controlar seus impulsos diante de situações novas. A mal educada só revela agitação quando contrariada ou quando quer alguma coisa, mas quando está sozinha fica absolutamente tranquila.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>4 – Birra</strong></h2>
<p>A mãe se recusa a atender a vontade do filho e ele chora, se debate, grita, faz um escândalo. Isso é birra! Esta é a forma mais comum de vermos uma criança manifestar sua autoafirmação de forma inadequada. Com o objetivo de contrariar uma ordem, não importa se justa ou injusta, sua intenção é tirar vantagem pessoal.</p>
<p>Estes e outros comportamentos de crianças e pais revelam o quanto é importante identificarmos a forma como nos relacionamos conosco, com os outros e com o mundo. Desta forma, contribuiremos para o desenvolvimento de pessoas felizes, autônomas e competentes.</p>
<p>Pode ser que descubra que a educação que tem dado para seu filho esteja desatualizada com os novos paradigmas que vivemos. Não se culpe pelos possíveis erros, você não está sozinho nesta e há muitos caminhos para a transformação desta realidade, buscar ajuda profissional pode ser o primeiro passo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>FONTE:http://www.sobreavida.com.br/2013/03/12/maul-educado/</p>
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		<title>Agressividade na infância: até que ponto é normal?</title>
		<link>https://casule.com/blog/agressividade-na-infancia-ate-que-ponto-e-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2015 18:56:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fragilidade e insegurança. Esses são os dois principais motivos que ocasionam comportamentos agressivos por parte das crianças, podendo resultar em ferimentos nela própria e em outras pessoas. Situações como o nascimento de um novo bebê na família, separação dos pais ou então a perda de algum parente próximo contribuem para a mudança repentina na maneira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-crianças-agressivas.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2119" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-crianças-agressivas.jpg" alt="casule-psicologia-crianças-agressivas" width="600" height="349" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Fragilidade e insegurança. Esses são os dois principais motivos que ocasionam comportamentos agressivos por parte das crianças, podendo resultar em ferimentos nela própria e em outras pessoas. Situações como o nascimento de um novo bebê na família, separação dos pais ou então a perda de algum parente próximo contribuem para a mudança repentina na maneira de agir do filho.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;As crianças são totalmente emocionais e pouco racionais. Por não saberem lidar com alguns sentimentos, podem expressá-las por meio de atos agressivos&#8221;, explica a especialista em psicologia clínica para crianças e adolescentes, Keila Gonçalves.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se, no entanto, que a agressividade não é um traço de personalidade. Se seu filho está agressivo, certamente ele está sendo influenciado pelo cotidiano familiar e, em menor escala, por fatores externos, como a televisão, amizades, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Keila Gonçalves, os pais devem ficar preocupados quando as atitudes perturbadoras se tornam prolongadas. &#8220;Algumas vezes, as crianças apresentam uma agressividade não apenas transitória, mas permanente, ou seja, parecem estar sempre provocando situações de briga. Este é o momento de entrar em ação&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Observar muito bem cada atitude e manter o diálogo são os primeiros passos para descobrir a causa o problema. Muitas vezes, o pequeno da família pode estar vivendo situações de conflito, seja em casa ou na escola, que o faça desempenhar algum tipo de papel, agredindo e deixando-se agredir, como conseqüência desta dinâmica em que pode estar inserido.</p>
<p style="text-align: justify;">O comportamento hostil geralmente se origina por inúmeras razões: dificuldade de relacionamento com outras crianças; algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos adultos; pais que evitam dizer “não” quando necessário (podendo transformar em uma criança possessiva) ou excesso de cobrança.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesses casos, a criança precisa de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente assisti-la, por meio de muita observação e diálogo, para que se possa interromper esse ciclo de violência. É recomendada a ajuda de um especialista, que orientará os pais sobre a maneira correta de proceder.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra medida importante é a relação de cumplicidade entre a família e a escola. Saber sobre o comportamento do seu filho fora de casa e informar a educadora sobre os problemas percebidos podem ser fundamentais. &#8220;Muitas vezes, há uma melhora sensível quando a criança percebe que seus pais enxergaram o problema&#8221;, revela a psicóloga. Como se percebe, o afeto é o caminho mais tranqüilo e menos doloroso para arrancar a tensão de dentro do seu querido. Basta saber usá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://guiadobebe.uol.com.br/agressividade-na-infancia-ate-que-ponto-e-normal/</p>
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		<title>TDAH na vida adulta: o que é?</title>
		<link>https://casule.com/blog/tdah-na-vida-adulta-o-que-e/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2015 18:47:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>TDAH na vida adulta: comum na infância, transtorno afeta de 2% a 6% da população em idade produtiva. Falar ao celular, comer, ler, mexer no computador, abrir a janela do quarto&#8230; Você tem o hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo e qualquer ruído normalmente o incomoda? Então, há grandes chances de ser um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-tdah-adulto.jpg"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2042 size-full" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/casule-psicologia-tdah-adulto.jpg" alt="casule-psicologia-tdah-adulto" width="600" height="424" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">TDAH na vida adulta: comum na infância, transtorno afeta de 2% a 6% da população em idade produtiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar ao celular, comer, ler, mexer no computador, abrir a janela do quarto&#8230; Você tem o hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo e qualquer ruído normalmente o incomoda? Então, há grandes chances de ser um portador de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Mais comum na infância, o distúrbio passa despercebido nos primeiros anos de vida e os sintomas e desconfortos acabam tornando-se evidentes na fase adulta. As consequências podem influir diretamente no seu desempenho: dados recentes apontam que adultos com TDAH perdem, em média, 35 dias de trabalho por ano, além de gastar o dobro de tempo para realizar as tarefas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas mais comuns na vida adulta são problemas de desatenção para tarefas simples do cotidiano e do trabalho, bem como a memória. Não raro, os hiperativos são esquecidos, inquietos, impulsivos e vivem mudando de assunto. Por ter dificuldade em avaliar o próprio comportamento, podem ser considerados egoístas. Em 80% dos casos, a origem é genética. Um parente de primeiro grau tem o risco em apresentar o transtorno aumentado de duas a oito vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Desatenção, hiperatividade e impulsividade estão entre os principais sintomas do TDAH. “O diagnóstico de TDAH em adultos é oficialmente reconhecido e atualmente há um corpo sólido de conhecimento científico evidenciando que a doença se mantém ao longo da vida, contrariando a ideia de que persistia apenas até a adolescência. A modificação ou atenuação dos sinais de hiperatividade e por vezes também os de impulsividade fazem do quadro no adulto um transtorno com predomínio de sintomas cognitivos, em contraposição ao quadro predominantemente motor e comportamental na infância”, ressalta o diretor da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr), Carlos Guilherme da Silva Figueiredo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">DIAGNÓSTICO</h2>
<p style="text-align: justify;">O especialista explica que problemas emocionais e de relacionamento comuns nessas pessoas, somado aos diversos transtornos que aparecem depois do TDAH, dificultam o diagnóstico e requerem do profissional uma maior perícia e familiaridade para lidar com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">O manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM) classifica a síndrome em três tipos: TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e TDAH combinado. “Adultos com TDAH mantêm a tríade de sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade em graus variados. Eles apresentam, com frequência, comprometimento das funções executivas, incluindo ativação para as tarefas, persistência, planejamento, organização, automonitoramento, controle de impulsos, estabelecimento de prioridades, tomada de decisões e integração de diferentes atividades mentais de momento a momento. Em termos práticos, esse comprometimento acarreta problemas na estimativa e uso do tempo, com o cumprimento de obrigações, e dificuldades de colocar na vida prática proposições e combinações feitas no plano teórico. Essas funções têm um papel cada vez mais importante à medida que o indivíduo amadurece e passa a ser exigido em sua capacidade de autonomia para tomar decisões e resolver problemas do cotidiano”, acrescenta o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva.</p>
<h2 style="text-align: justify;">PREVALÊNCIA</h2>
<p style="text-align: justify;">O distúrbio não é novo nem reflexo da vida cada dia mais corrida. Já no século 19 passou a ser descrito por especialistas. Desde a década de 1980, passou a surgir nas classificações internacionais. O primeiro medicamento estimulante, principal forma de tratamento, foi liberado para comercialização no Brasil apenas em 1998. “Nas últimas duas décadas, o interesse, as pesquisas e o conhecimento sobre o tema aumentaram significativamente”, aponta Figueiredo.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevalência na infância e adolescência varia entre 3% e 5%, enquanto nos adultos varia de 2% a 6%. Se não tratado, o distúrbio pode levar ainda a uma série de problemas comportamentais que impactam na saúde, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">A forma de tratamento mais utilizada envolve uma abordagem múltipla, englobando psicoterapia e prescrição de medicamentos com metilfenidato e antidepressivos. A eficácia do método é de 80% em média, segundo a ABP. O que depende de cada caso. “Além da redução da desatenção, da hiperatividade e da impulsividade, o tratamento melhora os comportamentos associados ao transtorno, como o desempenho acadêmico, no trabalho e o funcionamento social”, acrescenta Silva. Estudos recentes demonstram que a prevalência de TDAH é parecida em diferentes regiões do mundo, o que descarta fatores culturais ou geográficos relacionados a sua origem.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quais os perfis mais comuns de adultos com TDAH no Brasil?</h3>
<p style="text-align: justify;">Descuido nas atividades, falta de organização, dificuldade em manter a concentração e atenção, inquietude, impulsividade e hiperatividade são apenas alguns dos sintomas típicos do adulto com TDAH.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Geralmente, são bem ou malsucedidos nos âmbitos social e profissional?</h3>
<p style="text-align: justify;">A instabilidade profissional, maior índice de desemprego e de desistência e evasões de universidades e cursos profissionalizantes, perdas e descuidos para datas e reuniões importantes, dificuldade para expressar suas ideias e para planejar-se, além de um rendimento abaixo da capacidade intelectual, são comuns em adultos.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quais são as formas mais eficazes de tratamento para se amenizarem os efeitos, sobretudo no trabalho?</h3>
<p style="text-align: justify;">O tratamento do transtorno envolve uma abordagem múltipla, englobando intervenções psicossociais e psicofarmacológicas, com eficácia no tratamento de até 80%. Além da redução da desatenção, da hiperatividade e da impulsividade, o tratamento melhora os comportamentos associados ao transtorno, como o desempenho acadêmico, no trabalho e o funcionamento social.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O que é o TDAH?</h3>
<p style="text-align: justify;">É um transtorno neurobiológico, geralmente de causas genéticas, que aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Às vezes é chamado de Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA). Em inglês, é ADD, ADHD ou de AD/HD. É reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como os EUA, os portadores são protegidos por lei para receberem tratamento diferenciado na escola.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Sintomas</h3>
<p style="text-align: justify;">– Desatenção<br />
– Hiperatividade e impulsividade</p>
<h3 style="text-align: justify;">Causas</h3>
<p style="text-align: justify;">– Estudos apontam predisposição genética e alterações nas substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios) na região frontal do cérebro<br />
– Hereditariedade<br />
– Substâncias ingeridas na gravidez, como nicotina e álcool<br />
– Sofrimento fetal<br />
– Exposição a chumbo<br />
– Problemas familiares</p>
<h3 style="text-align: justify;">Tratamento</h3>
<p style="text-align: justify;">Varia de acordo com a presença de mais doenças ou outros males associados. Consiste em psicoterapia e na prescrição de metilfenidato (medicamento psicoestimulante) e antidepressivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/01/26/noticia_saudeplena,152032/tdah-na-vida-adulta-comum-na-infancia-transtorno-afeta-de-2-a-6-da.shtml</p>
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