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	<title>transtorno obsessivo compulsivo - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>transtorno obsessivo compulsivo - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>A terapia Cognitivo Comportamental para o tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo</title>
		<link>https://casule.com/blog/a-terapia-cognitivo-comportamental-para-o-tratamento-do-transtorno-obsessivo-compulsivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Danilo Uba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é considerado um transtorno mental grave, com alta prevalência na população mundial, estimada entre 1,1% a 1,8%, sendo o quarto diagnóstico psiquiátrico mais comum.&#160; Afeta predominantemente indivíduos jovens, com os sintomas aparecendo na adolescência e muitas vezes ainda na infância, com menor frequência após os 20 anos e dificilmente surge [&#8230;]</p>
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<p>O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é considerado um transtorno mental grave, com alta prevalência na população mundial, estimada entre 1,1% a 1,8%, sendo o quarto diagnóstico psiquiátrico mais comum.&nbsp; Afeta predominantemente indivíduos jovens, com os sintomas aparecendo na adolescência e muitas vezes ainda na infância, com menor frequência após os 20 anos e dificilmente surge após os 40 anos.  No Brasil estima-se que exista entre 3 e 4 milhões de pessoas acometidas pela doença.</p>



<p>Atualmente, na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais (DSM-5), o TOC está classificado entre os Transtornos Obsessivo-Compulsivos e Relacionados, onde se caracteriza pela presença de obsessões e/ou compulsões as quais consomem um tempo significativo do indivíduo, causando sofrimento e comprometendo seu desempenho profissional e seus relacionamentos interpessoais.</p>



<p>As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos intrusivos, repetitivos e recorrentes que causam ansiedade, medo ou desconforto. As mais comuns são os medos de contaminação e a preocupação com sujeira, as dúvidas sobre a possibilidade de falhas e a necessidade de ter certeza. Também são comuns pensamentos, impulsos ou imagens indesejáveis e perturbadores de conteúdo violento, sexual ou blasfemo.</p>



<p>As compulsões, no entanto, são comportamentos conscientes, estereotipados e recorrentes, podendo ser explícitos (comportamentais) ou implícitos (mentais) realizadas como tentativa de reduzir<em> </em>a aflição causada por obsessões ou por regras rígidas.&nbsp; O objetivo das compulsões é prevenir ou reduzir momentaneamente a ansiedade ou sofrimento, mas não oferecem prazer ou gratificação. As principais compulsões são as verificações, lavagens, contagem, necessidades de perguntar ou conferir, rituais de previsão e simetria, guardar ou colecionar e compulsões múltiplas.&nbsp;</p>



<p>Para realizar o diagnóstico, as obsessões e/ou as compulsões devem ser consideradas graves o suficiente para causar marcada aflição, perda de tempo e prejuízos ao funcionamento cotidiano. Caso haja outro transtorno presente, as obsessões e as compulsões não podem estar restritas ao conteúdo desse transtorno.&nbsp;</p>



<p>A presença do TOC interfere de maneira bastante acentuada na vida dos indivíduos, os sintomas Obsessivos Compulsivos (OC) podem consumir muito tempo da pessoa, seja na execução de rituais, ou pensando sobre as suas obsessões, muitas vezes impedindo-a de envolver-se com atividades mais produtivas. O prejuízo causado muitas vezes gera sobrecarga e estresse, provocando sentimentos de culpa, raiva, frustração, além de afetar a auto-estima e causar depressão.</p>



<p>Normalmente, o TOC compromete não só a vida do paciente como a de toda a sua família, que reage a manifestação do transtorno de duas maneiras, ou se opõem de forma rígida às exigências do paciente (polo antagonístico), ou se acomodam aos seus sintomas (polo de acomodação). No primeiro caso, os familiares se recusam a se envolver nos rituais, tendendo a ser rígidos, críticos e punitivos, o que leva a um aumento dos sintomas da doença, da ansiedade e da depressão e induz os pacientes a realizarem seus rituais de forma escondida. No polo de acomodação, àquele chamado de acomodação familiar, os membros da família participam diretamente dos sintomas dando condições para que o indivíduo realize a compulsão, o que por sua vez também reforça os sintomas. Existe ainda um terceiro padrão de comportamento, onde a família se encontra dividida, com membros em cada um dos dois polos. Nota-se, então, a necessidade de aproximar a família do tratamento de indivíduos com TOC, pois ela é coadjuvante no processo de mudança, podendo contribuir ou limitar avanços.</p>



<p>Apesar de todo prejuízo causado pelo transtorno muitas das pessoas acometidas pelo TOC nunca foram diagnosticadas e, menos ainda, tratadas. Muito se deve ao desconhecimento da doença, à dificuldade, por parte do próprio paciente, de seus familiares e até mesmo dos profissionais da saúde, de reconhecer os sintomas do TOC. Além disso, muitos não procuram tratamento adequado pois apresentam receio de expor seus sintomas pelas próprias crenças de que os pensamentos se tornem realidade ou até mesmo por medo de serem visto como loucos.<br></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O TRATAMENTO DO TOC COM A TCC</strong></h2>



<p>O TOC sempre foi considerado um transtorno raro e de difícil tratamento, no entanto, com o desenvolvimento do modelo comportamental e do modelo cognitivo grande parte dos pacientes conseguem reduzir ou até eliminar por completo os seus sintomas.&nbsp;</p>



<p>A TCC é uma abordagem que se baseia nas premissas que nossas cognições têm uma influência controladora sobre nossas emoções e comportamentos e o modo como agimos pode afetar profundamente nossos padrões de pensamento e nossas emoções. Desta forma, por meio da TCC, o paciente é ajudado a pensar e a agir de modo mais realista e adaptado sobre seus problemas psicológicos, reduzindo seus sintomas .&nbsp;</p>



<p>O tratamento com a TCC baseia-se no aqui-e-agora, e o principal objetivo da terapia consiste em ajudar os pacientes a promover as mudanças desejadas em suas vidas. Desse modo, o tratamento concentra-se na solução de problemas tendo os objetivos explicitamente estabelecidos, além de que todos os aspectos da terapia são explicados ao paciente que, junto com o terapeuta, procura trabalhar numa relação cooperativa na qual planejam as estratégias para enfrentar os problemas claramente identificados na oportunidade de criar uma nova aprendizagem adaptativa e produzir mudanças fora do ambiente clínico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Atualmente, a TCC é um tratamento considerado de primeira linha para os sintomas OC. Utiliza, no tratamento do TOC, intervenções comportamentais e cognitivas que já haviam sido comprovadas como efetivas no tratamento de outros transtornos, como as fobias e a depressão. Esse modelo tem como objetivo principal corrigir aprendizagens erradas e substituí-las por novas aprendizagens, além de modificar pensamentos, avaliações, interpretações e crenças distorcidas, com isso, procura cortar o círculo vicioso representado pelo alívio dos sintomas obtido com os rituais e com as evitações, responsáveis pela perpetuação dos sintomas OC.&nbsp;</p>



<p>As sessões da TCC para o TOC são estruturadas, colaborativas, focadas nos sintomas e problemas identificados por meio das escalas, da lista de sintomas e do autorrelato do paciente. A estrutura da sessão, em geral, segue uma sequência, começando pela checagem dos sintomas (intensidade e frequência) e checagem do humor; revisão das tarefas de casa e sua discussão; exercícios comportamentais ou cognitivos; combinação de novas tarefas de EPR; resumo da sessão pelo terapeuta; tarefa de casa para a semana seguinte e o <em>feedback </em>da sessão por parte do paciente.</p>



<p>Normalmente, o modelo da TCC para o tratamento do TOC se estrutura da seguinte forma:&nbsp;<br></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Avaliação do Paciente&nbsp;</strong></h3>



<p>Realizada através de uma entrevista semiestruturada, a avalição do paciente tem o objetivo de estabelecer o diagnóstico de TOC, a forma como o TOC se manifesta, os pensamentos automáticos, as crenças disfuncionais e as comorbidades associadas, determinar o início e o curso dos sintomas, a interferência na vida do paciente e da família, a existência de outros membros da família com os sintomas, a presença de doenças médicas e investigar os tratamentos realizados, sua efetividade e o uso atual de medicamentos.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Psicoeducação e Motivação para o tratamento</strong></h3>



<p>A psicoeducação tem como finalidade informar o paciente sobre seu transtorno, dando informações sobre o TOC e fundamentos da TCC. É utilizada ao longo de todo o tratamento para reforçar ou acrescentar informações sobre o transtorno. São abordados principalmente os seguintes assuntos: o que é o TOC e suas implicações; explanação do modelo cognitivo-comportamental e como ele pode ajudar na redução dos sintomas; funcionamento das sessões, agenda, monitoramento dos sintomas, revisão de tarefas, exercícios de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR); combinações acerca do que é esperado do paciente como a realização de atividades fora da sessão, frequência e assiduidade; criar expectativas positivas de mudança e instaurar a confiança no paciente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Identificação, listagem, avaliação da intensidade e hierarquização dos sintomas</strong></h3>



<p>A identificação dos sintomas consiste em habilitar o paciente a reconhecer obsessões, compulsões e evitações associadas ao TOC.&nbsp; Solicita ao paciente uma lista mais detalhada e completa possível dos sintomas OC, incluindo freqüência, horários, locais, objetos ou situações que desencadeiam as obsessões e que o impelem a realizar rituais .&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Exercícios de Exposição e Prevenção de Resposta</strong></h3>



<p>&nbsp;Essa é uma parte muito importante do processo, é onde começa a terapia propriamente dita. Depois dos sintomas terem sidos identificados, listados e hierarquizados, o terapeuta em colaboração com o paciente estabelecem os primeiros exercícios de EPR.&nbsp;</p>



<p>A EPR fundamenta-se em uma modalidade de aprendizagem e de mudança de comportamento denominada Habituação, que consiste no desaparecimento espontâneo das reações de medo ou desconforto que ocorrem sempre que o indivíduo entra em contato direto com objetos ou situações que provocam tais reações, desde que, de fato, não sejam perigosos. A cada nova exposição, a intensidade do desconforto é menor, podendo, com a repetição, desaparecer por completo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Alta e Estratégias de Prevenção de Recaídas</strong></h3>



<p>O objetivo principal da terapia é a eliminação completa dos sintomas, porém, tendo a maior parte destes eliminada, associada também a uma redução da ansiedade, já pode-se propor o espaçamento das sessões e, posteriormente, a alta. No entanto, pela natureza crônica do transtorno o paciente está sujeito a ter recaídas, com isso se faz necessário orientá-lo e treiná-lo em estratégias de prevenção de recaídas ao final do tratamento, que devem ser revistas e reforçadas em sessões periódicas de acompanhamento após a alta.</p>



<p>Fonte:</p>



<p>Rangé, B., Asbahr, F., Moritz, K., &amp; Ito, L. (2001). Transtorno obsessivo-compulsivo. In B. Rangé (Org.), <em>Psicoterapias cognitivo-comportamentais: Um diálogo com a psiquiatria </em>(Cap. 13, pp. 230-246). Porto Alegre: Artmed.</p>



<p>Cordioli, A. V. (2008a). A terapia cognitivo-comportamental no transtorno obsessivo-compulsivo. <em>Revista Brasileira de Psiquiatria, 30</em>, 65-72.<br><br>Cordioli, A. V. (2014). <em>Toc: Manual de Terapia Cognitivo-comportamental para o transtorno obsessivo-compulsivo </em>(2a ed.). Porto Alegre: Artmed.</p>
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		<title>Você sabe o que significa TOC?</title>
		<link>https://casule.com/blog/voce-sabe-o-que-significa-toc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 15:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno obsessivo compulsivo]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos de ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O TOC ou Transtorno Obsessivo Compulsivo é um dos transtornos relacionados à ansiedade e tem como característica a presença de sintomas obsessivos e/ou compulsivos. De maneira geral, os sintomas são observados ainda na infância ou na adolescência, as ocorrências dos casos são observadas em ambos os sexos e os sintomas podem evoluir e/ou se modificar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>	O TOC ou Transtorno Obsessivo Compulsivo é um dos transtornos relacionados à ansiedade e tem como característica a presença de sintomas obsessivos e/ou compulsivos. De maneira geral, os sintomas são observados ainda na infância ou na adolescência, as ocorrências dos casos são observadas em ambos os sexos e os sintomas podem evoluir e/ou se modificar ao longo da vida.&nbsp;</p>



<p>	É importante que o diagnóstico do TOC seja feito o mais rápido possível. Isso porque, quanto mais tempo se demora a ter o diagnostico, maior é a probabilidade de se agravar os sintomas. No entanto, é comum que isso não aconteça com a agilidade necessária porque muitas pessoas entendem os sintomas como sendo manias ou algo comum, que todo mundo faz, algumas pessoas acreditam que possam resolver o problema sozinhos, ou por vergonha de ter que contar ao médico sobre suas obsessões ou compulsões e deixam de relatar o que estão passando.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas o que são as compulsões e obsessões?&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>	</strong>Algumas pessoas podem apresentar apenas um desses sintomas e outros os dois quando se tem o diagnóstico de TOC. No entanto, não se tem nenhum dado que faça relação entre os sintomas e a sua intensidade ou a prevalência deles.&nbsp;</p>



<p>	As obsessões são compostas por pensamentos, imagens, ideias ou cenas que surgem de maneira invasiva e repetitiva que geram uma grande ansiedade para a pessoa, pois são percebidos como pensamentos intrusos dos quais ela não possui controle. Outra característica que costuma incomodar é o fato de que o paciente com TOC identifica esses sintomas como sendo irracionais e que são “criados” em sua mente e não de fora.&nbsp;</p>



<p>	As compulsões surgem, de maneira geral, como uma forma de amenizar ou prevenir a ansiedade causada pelas obsessões, elas são observadas na forma de comportamentos executados de forma repetitiva. Em alguns casos os comportamentos compulsivos podem ocorrer mesmo sem a presença das obsessões.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual a diferença entre mania e TOC?</strong></h2>



<p><strong>	</strong>Alguns comportamentos repetitivos são tidos como mania, outros são incentivados até como brincadeira de criança. Mas o que os difere dos comportamentos obsessivos compulsivos é o quanto eles causam desconforto, a intensidade com que são executados ou o prejuízo que eles causam. Por vezes, esses comportamentos causam prejuízos na vida da pessoa e para que ele não tenha suas atividades cotidianas como trabalhar, estudar, 	se relacionar com as pessoas, prejudicadas, é preciso buscar a ajuda de um profissional.&nbsp;<strong>	</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>TOC tem tratamento?</strong></h2>



<p><strong>	</strong>No tratamento do TOC observa-se melhores resultados quando se associa o uso de medicação ao de psicoterapia. É importante que o paciente siga de forma correta a prescrição médica para que se obtenha resultados positivos. Outro fator importante para o tratamento do TOC é que a família passe por uma psicoeducação junto com o paciente sempre que possível, desta forma, eles entenderão melhor a respeito do transtorno e o que poderá auxiliar no quadro do paciente. No processo de psicoterapia o psicólogo atuará para reduzir as distorções cognitivas, os comportamentos compulsivos e os pensamentos obsessivos.&nbsp;</p>
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		<title>Você sabe o que é TOC?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/voce-sabe-o-que-e-toc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2017 22:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adulto]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[compulsão]]></category>
		<category><![CDATA[criança e adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[obsessão]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno obsessivo compulsivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No nosso dia a dia constantemente escutamos a expressão TOC, muitas vezes usada para brincar com pessoas muita organizadas, que adoram limpeza ou que possuem algum tipo de ritual, mas a realidade é que TOC é um transtorno mental que exige bastante atenção e tratamento.  Importante ressaltar que nem sempre as pessoas com essas manias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">No nosso dia a dia constantemente escutamos a expressão TOC, muitas vezes usada para brincar com pessoas muita organizadas, que adoram limpeza ou que possuem algum tipo de ritual, mas a realidade é que TOC é um transtorno mental que exige bastante atenção e tratamento.  Importante ressaltar que nem sempre as pessoas com essas manias possuem algum transtorno, por isso a importância de esclarecer o seu significado.</p>
<p>TOC é a abreviação de transtorno obsessivo-compulsivo e tem como característica a presença de obsessões e/ou de compulsões. As obsessões são pensamentos, ideias ou sensações negativas e involuntárias que invadem a mente do paciente e causam ansiedade e sofrimento constantes. Já as compulsões são comportamentos voluntários, padronizados e recorrentes, que têm como função aliviar o sofrimento causado pelas obsessões.</p>
<p>Mesmo sendo comum, nem sempre obsessões e compulsões estão associadas. Os pacientes apresentam simultaneamente diferentes obsessões e compulsões, e podem mudá-las ao longo do tempo. Um exemplo comum são pessoas que tem muito medo de serem contaminadas e por isso lavam as mãos ou fazem outros rituais de higiene com bastante frequência, tanto que muitas vezes chegam a se ferir, a obsessão é estar limpo e a compulsão é se lavar.</p>
<h2>Existem quatro tipos principais de TOC:</h2>
<p>&#8211; Os lavadores, que apresentam a obsessão de contaminação e as compulsões de lavagem e limpeza;</p>
<p>&#8211; Os verificadores, que têm medo de ferir-se ou ferir outras pessoas, medo de cometer involuntariamente obscenidades ou impulsos;</p>
<p>&#8211; Os colecionadores possuem uma incapacidade de adquirem e se desfazerem de objetos sem valor;</p>
<p>&#8211; Os ordenadores apresentam obsessão de simetria e ordenação e a compulsão de arrumação e repetição.</p>
<p>O TOC é uma doença geralmente secreta que às vezes leva anos até ser diagnosticada. Ele pode causar um impacto devastador na qualidade de vida dos pacientes, pois atinge  questões pessoais, como área acadêmica, social, profissional, além de atingir também os familiares e amigos mais próximos.</p>
<p>Apesar de ser um nome popular, o diagnóstico correto só pode ser feito por um profissional. Ele é realizado baseado nos sintomas do paciente. A característica essencial para ser caracterizado transtorno é a presença de obsessões, compulsões ou ambas, que devem ocupar tempo, causar sofrimento e interferir significativamente na rotina do indivíduo.</p>
<p>O tratamento deve ser individualizado, pois depende das características e da gravidade dos sintomas de cada um. Seu objetivo é a pessoa conseguir controlar suas obsessões e compulsões e que o nível de desconforto chegue perto de zero. A terapia cognitivo –comportamental e/ou a farmacologia têm se mostrado as maneiras mais eficazes para o tratamento.</p>
<p>Ainda não se sabe ao certo a origem do TOC, mas evidências apontam sua natureza biológica, psicológica e ambiental. Ele pode surgir em qualquer idade.</p>
<p>Na infância a presença de obsessões e compulsões é igual a que ocorre com os adultos, porém é importante destacar que, nessa fase, existem alguns rituais, repetições e superstições que são comuns e característicos da idade, por isso as crianças precisam ainda de mais atenção das pessoas próximas, principalmente dos pais, aos seus comportamentos para que o diagnóstico seja feito precocemente e o tratamento seja efetivo.</p>
<p>É comum que as pessoas acometidas pelo transtorno obsessivo-compulsivo escondam de amigos e familiares suas ideias e comportamentos, justamente por terem noção do absurdo das exigências que o transtorno impõe e sentirem vergonha, por isso é importante à disseminação do conhecimento do transtorno tanto para que os pacientes não tenham medo do preconceito e procurem ajuda, quanto para os familiares observarem e ajudarem no diagnóstico.</p>
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		<item>
		<title>TOC deve ser tratado precocemente em crianças</title>
		<link>https://casule.com/blog/toc-deve-ser-tratado-precocemente-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2016 17:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[manias]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[tcc]]></category>
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		<category><![CDATA[transtorno obsessivo compulsivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rituais fazem parte da rotina de qualquer criança pequena. Muitas fazem questão de ouvir sua história favorita antes de dormir, ou de dar boa noite para seus bichinhos de pelúcia e bonecas. Outras têm mania de contar árvores quando passeiam de carro ou evitam pisar nas divisões da calçada enquanto caminham. Mas, quando esses comportamentos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Rituais fazem parte da rotina de qualquer criança pequena. Muitas fazem questão de ouvir sua história favorita antes de dormir, ou de dar boa noite para seus bichinhos de pelúcia e bonecas. Outras têm mania de contar árvores quando passeiam de carro ou evitam pisar nas divisões da calçada enquanto caminham.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, quando esses comportamentos típicos da infância se tornam muito frequentes e começam a interferir na rotina ou a causar sofrimento, eles podem ser sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).</p>
<p style="text-align: justify;">Os casos em que a doença se manifesta antes dos 10 anos são classificados pelos especialistas como TOC de início precoce. Acreditava-se que, quanto mais cedo os sintomas aparecessem, pior seria a evolução do quadro, mas estudos recentes indicam que não é a idade de início o fator determinante para um mau prognóstico e sim o tempo que o paciente permanece sem tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Especialista no transtorno, a professora Maria Conceição do Rosário fundou a Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (UPIA) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que hoje atende aproximadamente 500 crianças por mês.</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista à Agência FAPESP, Rosário falou sobre a importância de diagnosticar e tratar precocemente crianças com TOC.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Crianças pequenas tendem a gostar de repetições e rituais. Quando isso deixa de ser normal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Maria Conceição do Rosário – Existem fases do desenvolvimento em que os rituais costumam ficar mais intensos e frequentes, como entre 2 e 5 anos de idade, durante a adolescência e no período pré-natal – um mês antes de dar à luz e nos três meses seguintes ao parto para mulheres e homens que se tornam pais. São períodos de transição na vida e os rituais ajudam a organizar a rotina e a deixar o indivíduo menos ansioso. No caso de crianças pequenas, os rituais costumam surgir na hora de comer, de dormir ou de tomar banho. Uma parte das pessoas pode manifestar sintomas obsessivo-compulsivos nessas fases, mas depois eles desaparecem. No entanto, isso pode significar que há uma predisposição. Esses são períodos de maior vulnerabilidade e, se o indivíduo passar por uma situação traumática ou estressante nessa fase, pode desenvolver a doença. Mas há uma diferença entre ter sintomas obsessivo-compulsivos e ter TOC. Essa diferenciação é feita com base em três fatores: o tempo que a pessoa gasta com os rituais e pensamentos obsessivos, a interferência que eles causam em sua rotina e o incômodo que eles provocam. Se a criança começa a se atrasar para atividades, deixa de brincar por medo de se sujar ou porque acha que aquilo vai dar azar, ou não consegue dormir se a mãe não contar a mesma história várias vezes do mesmo jeito e fica transtornada com a situação, pode ser um sinal de alerta. Mas quando não são muito frequentes, nem muito intensos, os sintomas obsessivo-compulsivos podem ser organizadores e auxiliar no desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Até quanto tempo por dia a manifestação dos sintomas seria considerada normal?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Em geral, até uma hora por dia – somando todos os rituais e pensamentos obsessivos. No entanto, isso pode variar. Em alguns casos, por exemplo, pode durar apenas 40 minutos e causar um grande incômodo ou interferir muito na rotina. Isso já nos permite fechar o diagnóstico. É preciso considerar em que momentos do dia eles estão aparecendo, se existe um fator desencadeante e o que acontece quando a pessoa tem esses pensamentos. Ela fica mais tranquila ao fazer o ritual ou mais ansiosa? Fica muito incomodada? São parâmetros muitas vezes difíceis de avaliar. Na dúvida, os pais devem levar a criança para uma avaliação. Importante ressaltar que avaliar não significa tratar as crianças. Há casos em que apenas uma orientação e readequação da rotina já resolvem. A demora para diagnosticar e tratar, por outro lado, pode piorar a evolução do quadro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Estudos anteriores diziam que o TOC de início precoce – antes dos 10 anos – era mais grave e tinha pior evolução do que os casos em que os sintomas começavam na idade adulta. Mas estamos descobrindo que não é a idade em que a doença se manifesta que faz a diferença e sim o tempo que a pessoa fica sem tratamento. Isso é o mais determinante. Há estudos de neuroimagem que mostram ocorrer uma alteração na neurotransmissão após o tratamento – tanto com medicamentos como com terapia comportamental. Uma das hipóteses é que, quanto antes for regularizada a neurotransmissão no cérebro, menos o desenvolvimento será comprometido. A segunda hipótese propõe que, quanto mais tempo a criança passa com sintomas obsessivo-compulsivos sem tratamento adequado, maior o risco de comprometimento da escolaridade, da sociabilidade, da autoestima e da maneira como ela se relaciona com os pais, com o mundo e consigo mesma. Quanto mais tempo ela passar com todas essas vivências, mais difícil será ter uma vida normal. Uma terceira hipótese para a pior evolução em pacientes com início precoce é a ocorrência de comorbidades. Quanto mais tempo sem tratamento, maior o risco de o paciente desenvolver transtornos associados, como depressão fobia social, ansiedade generalizada, dependências químicas, entre outros. Esse é um dos principais fatores de pior resposta ao tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Quais são os transtornos associados mais frequentes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Quanto mais jovem for a criança, maior o risco de sofrer também de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), tiques e outros transtornos de ansiedade. Na idade adulta, a depressão é o mais frequente, chegando a atingir até 80% dos pacientes, segundo alguns estudos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Existe uma idade mínima para se fechar o diagnóstico de TOC?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Não. No caso de transtornos do espectro autista, por exemplo, costuma-se esperar até os 3 anos para fechar o diagnóstico. Já para fazer o diagnóstico de TDAH, é preciso que os sintomas apareçam até os 12 anos. No caso do TOC não existe um parâmetro de idade. A doença pode se manifestar em qualquer faixa etária. O que precisa ficar claro é que TOC abrange quadros muito heterogêneos. Para tentar reduzir essa heterogeneidade e facilitar as pesquisas e o atendimento clínico, tentamos determinar possíveis subgrupos. Um desses subgrupos é o TOC de início precoce. É um quadro bem diferente daquele que surge apenas na idade adulta. A evolução do quadro vai depender do tipo de sintomas, do perfil da família, do tipo de tratamento a que a criança tem acesso. Mas, se não for tratado, certamente acabará se tornando um quadro mais grave. Outro fator preditivo de pior prognóstico é a gravidade dos sintomas logo que eles aparecem. Quanto mais intensos forem no início do quadro, pior é o prognóstico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Qual é a causa da doença?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Há uma interação de fatores, genéticos, ambientais e neurobiológicos. Mas, independentemente da etiologia, a consequência é uma alteração funcional no cérebro. Atualmente, a hipótese mais aceita é que ocorram alterações da neurotransmissão nos circuitos córtico-estriato-tálamo-corticais. Todos os estudos indicam que esses circuitos estão comprometidos de alguma maneira. Mas não se trata de uma lesão, como no caso de um tumor ou um cisto. É uma mudança no funcionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de TOC?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – O fato de a criança ter pais com sintomas obsessivo-compulsivos ou com tiques é um fator de risco, pois sabemos que há uma predisposição genética e há uma associação de TOC com a síndrome de Tourette (transtorno neuropsiquiátrico caracterizado por tiques, espasmos ou vocalizações que ocorrem repetidamente da mesma maneira com considerável frequência). Situações estressantes vivenciadas pela criança também são fatores de risco. Uma situação traumática pode desencadear a doença, mas não necessariamente precisa ser algo trágico. Pode, por exemplo, ser apenas a mudança para longe de uma pessoa com quem a criança tinha forte vínculo, como um irmão que casou. Em adolescentes e adultos há alguns poucos estudos que falam sobre o uso de drogas. E a exposição a toxinas como chumbo, cigarro e álcool durante a gestação é fator de risco para qualquer patologia psiquiátrica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Como é feito o diagnóstico?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – O diagnóstico é fundamentalmente clínico. Por enquanto, não há exames que detectem o TOC. Existem algumas escalas e instrumentos de avaliação para monitorar a presença e a gravidade dos sintomas. Mas servem mais para monitorar sua evolução durante o tratamento e não para fazer o diagnóstico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Existem comportamentos repetitivos típicos da doença que ajudam no diagnóstico?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Em geral, os mais frequentes são medo de contaminação e mania de limpeza, mania de arrumação e necessidade de que tudo esteja em ordem simétrica, pensamentos de agressão, medo de que possa ferir alguém ou ser ferido, medo de que algo ruim possa acontecer. Mas, na verdade, os pacientes com TOC podem ter apresentações muito variadas. O fato de não ter nenhum desses sintomas mais comuns não quer dizer que não seja TOC ou que seja um caso mais grave da doença. Outra característica do TOC na infância é que os sintomas obsessivo-compulsivos tendem a mudar ao logo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – É algo que ocorre com tanta frequência que chama a atenção de quem convive com a criança?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Há casos em que é preciso ser muito atento para perceber, pois frequentemente os pacientes escondem os sintomas. É comum os pais não notarem. O TOC não altera a capacidade de inteligência da criança e não faz com que ela perca a noção da realidade. Isso por um lado é bom, mas por outro pode dificultar o diagnóstico. A criança percebe que seu comportamento é diferente, é estranho, pode ficar com medo de acharem que ela é louca, de brigarem com ela, de não brincarem mais com ela. Se a família não souber lidar com os sintomas ou se acomodar a eles, pode piorar muito a evolução.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Por que não é bom a família se acomodar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – Há casos em que mães, pais, irmãos ou até cônjuges acabam fazendo todas as vontades do doente. Já tratei uma família que tinha duas máquinas de lavar em casa porque o adolescente não aceitava que as roupas dele fossem lavadas com as demais por medo de contaminação. Isso não é bom. Mas também não adianta simplesmente dizer para a família parar de fazer o que o paciente pede. É um processo de acompanhamento da família. Parte do tratamento diz respeito a ajudar a família a lidar com os sintomas do paciente. Brigar ou deixar de castigo, além de não ajudar, vai fazer a criança se abrir cada vez menos. Fazer tudo que ela quer também é ruim. Como o quadro é multifatorial, o tratamento precisa ser multimodal. Tem de abranger os pacientes e todas as pessoas que estão em volta, como familiares, professores. A criança passa boa parte do dia na escola, então tem que se conversar com a escola, com os professores e com os diretores. É preciso buscar estratégias para essa criança não sofrer bullying e não ser isolada do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agência FAPESP – Como é o tratamento do TOC?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rosário – É baseado em um “tripé”: psicoeducação, psicoterapia e tratamento farmacológico. A psicoeducação, essencial no tratamento, consiste em orientar o paciente e seus familiares sobre os sintomas e sobre a melhor forma de lidar com eles. No Brasil, foi criada em 1996 a Associação de Portadores de TOC e de Síndrome de Tourette (www.astoc.org), que desenvolve um trabalho pioneiro de dar apoio a familiares e a portadores, promover encontros de pacientes e, principalmente, divulgar informações atualizadas sobre esses transtornos. Em relação à psicoterapia, as técnicas comportamentais ou cognitivo-comportamentais têm maiores dados de eficácia. Quanto mais nova a criança, mais importante a presença dos pais no processo de psicoterapia. Nos casos moderados a graves, ou quando a psicoterapia não está disponível, recomenda-se o tratamento com medicações já aprovadas pelo FDA [Food and Drug Administration, órgão do governo dos Estados Unidos], para o uso em crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2014/08/toc-deve-ser-tratado-precocemente-em-criancas</p>
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		<title>Qual é a diferença entre TOC e Transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva?</title>
		<link>https://casule.com/blog/qual-e-a-diferenca-entre-toc-e-transtorno-da-personalidade-obsessivo-compulsiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 16:03:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[manias]]></category>
		<category><![CDATA[obsessões]]></category>
		<category><![CDATA[rituais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qual é a diferença existente entre o TOC e o Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsivo? Vamos ver os critérios para um e para outro, segundo o DSM-5, a fim de entendermos melhor: TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO– 300.3 (F42) A) Presença de obsessões, compulsões ou ambas: Obsessões são definidas por (1) e (2): 1) Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Qual é a diferença existente entre o TOC e o Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsivo? Vamos ver os critérios para um e para outro, segundo o DSM-5, a fim de entendermos melhor:</p>
<p>TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO– 300.3 (F42)</p>
<p>A) Presença de obsessões, compulsões ou ambas:</p>
<p>Obsessões são definidas por (1) e (2):</p>
<p>1) Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento, durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e indesejados e que, na maioria dos indivíduos, causam acentuada ansiedade ou sofrimento.</p>
<p>2) O indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação.</p>
<p>As compulsões são definidas por (1) e (2)</p>
<p>1) Comportamentos repetitivos (p. ex, lavas as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (p. ex, orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que o indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas.</p>
<p>2) Os comportamentos ou os atos mentais visam previnir ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não tem uma conexão realista com o que visam neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.</p>
<p>Critério B:</p>
<p>As obsessões ou compulsões tomam tempo (p. ex. tomam mais de uma hora por dia) ou causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional, ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.</p>
<p>Critério C:</p>
<p>Os sintomas obsessivo-compulsivos não se devem ao efeito de uma substância (p. ex. droga de abuso, medicamento) ou outra condição médica</p>
<p>Critério D:</p>
<p>A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas de outro transtorno mental.</p>
<p>Especificar se:</p>
<p>Com insight bom ou razoável</p>
<p>Com insight pobre</p>
<p>Com insight ausente / crenças delirantes</p>
<p>Diagnóstico diferencial com relação ao Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva:<br />
“Embora o transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva e o TOC tenham nomes semelhantes, suas manifestações clínicas são bem diferentes. O transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva não é caracterizado por pensamentos intrusivos, imagens ou impulsos ou por comportamentos repetitivos que são executados em resposta e essas intrusões; em vez disso, ele envolve um padrão mal-adaptativo duradouro e disseminado de perfeccionismo excessivo e controle rígido. Se um indivíduo manifesta sintomas de TOC e transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva, ambos os diagnósticos podem ser dados” (DSM-5, p. 241-242).</p>
<p>TRANSTORNO DA PERSONALIDADE OBSESSIVO-COMPULSIVA – 301.4 (F60.5)</p>
<p>Um padrão difuso de preocupação com ordem, perfeccionismo e controle mental e interpessoal à custa de flexibilidade, abertura e eficiência que surge no início da vida adulta e está presente em vários contatos, conforme indicado por quatro (ou mais) dos seguintes:</p>
<p>1) É tão preocupado com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou horários a ponto de o objetivo principal da atividade ser perdido.</p>
<p>2) Demonstra perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas (p. ex, não consegue completar um projeto porque seus padrões próprios demasiadamente rígidos não são atingidos).</p>
<p>3) É excessivamente dedicado ao trabalho e à produtividade em detrimento de atividades de lazer e amizades (não explicado por uma óbvia necessidade financeira).</p>
<p>4) É excessivamente consciencioso, escrupuloso e inflexível quanto a assuntos de moralidade, ética ou valores (não explicado por identificação cultural ou religiosa).</p>
<p>5) É incapaz de descartar objetos usados ou sem valor mesmo quando não têm valor sentimental.</p>
<p>6) Reluta em delegar tarefas ou trabalhar com outras pessoas a menos que elas se submetam à sua forma exata de fazer as coisas.</p>
<p>7) Adota um estilo miserável de gastos em relação a si e a outros; o dinheiro é visto como algo a ser acumulado para futuras catástrofes.</p>
<p>8) Exibe rigidez e teimosia (DSM-5, p. 678-679).</p>
<p>Diagnóstico diferencial com relação ao TOC:</p>
<p>Apesar dos nomes semelhantes, o transtorno obsessivo-compulsivo costuma ser distinguido do transtorno da personalidade obsessivo-compulsivo pela presença, no primeiro, de obsessões e compulsões verdadeiras. Quando atendidos os critérios para os dois, ambos devem ser registrados (DSM-5, p. 681).</p>
<p>CONCLUSÃO</p>
<p>A principal definição para o TOC é a presença de obsessões e compulsões:</p>
<p>Obsessões: pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos e indesejados.</p>
<p>Compulsões: são comportamentos repetitivos ou atos mentais que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.</p>
<p>Ainda que tenham nomes praticamente idênticos, a diferença essencial entre o TOC e o Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsivo é a presença ou ausência dessas obsessões e compulsões (e a reação da pessoa à tais obsessões e compulsões). De modo que na personalidade obsessiva o principal é a presença da preocupação com ordem, perfeccionismo e controle mental.</p>
<p>Fonte: http://www.psicologiamsn.com/2015/05/diferenca-entre-toc-e-transtorno-da-personalidade-obsessivo-compulsiva.html</p>
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		<item>
		<title>Transtorno Obsessivo Compulsivo &#8211; TOC</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-obsessivo-compulsivo-toc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Schumann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 20:56:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno obsessivo compulsivo]]></category>
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		<title>Consumismo compulsivo!</title>
		<link>https://casule.com/blog/consumismo-compulsivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2015 17:43:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[colecionismo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[compulsão]]></category>
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		<category><![CDATA[consumo exagerado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; 1. O que leva a uma pessoa a acumular muitos objetos?  A pessoa passa a acumular objetos, muitas vezes na tentativa de preencher espaços vazios como se estivesse preenchendo algo dentro de sim mesmo, mas não percebe que este espaço vazio dentro de si nunca é preenchido e precisa sempre de mais e mais. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: justify;">1. O que leva a uma pessoa a acumular muitos objetos?</h2>
<div style="text-align: justify;"> A pessoa passa a acumular objetos, muitas vezes na tentativa de preencher espaços vazios como se estivesse preenchendo algo dentro de sim mesmo, mas não percebe que este espaço vazio dentro de si nunca é preenchido e precisa sempre de mais e mais. A pessoa chega em um ponto onde ela não consegue diferenciar o que pode jogar fora e o que realmente é necessário jogar fora, ela olha para o objeto como se ele tivesse vida ou sentimento e fosse sofrer caso ela o jogo fora.</div>
<div style="text-align: justify;">Muitas pessoas às vezes por algum trauma constroem como se fosse um “ninho” para se proteger, ou melhor, onde se sintam protegidas de tudo e todos</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<h2 style="text-align: justify;">2. Como se difere a compulsão de um consumo exagerado?</h2>
<div style="text-align: justify;"> O TOC Colecionismo também pode levar o indivíduo ao consumo exagerado, isto é, comprar coisas que não será utilizada, coisas sem necessidades. A compulsão começa aí onde o indivíduo já perdeu o controle e se deixar levar pelo impulso da compra e o desejo de suprir suas necessidades que ele mesmo não sabe do que.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<h2 style="text-align: justify;">3. Como é o tratamento?</h2>
<div style="text-align: justify;"> O tratamento indicado para este tipo de transtorno é o tratamento farmacológico (psiquiatria) e psicoterápico (psicologia), a psicoterapia mais indicada é a TCC (Terapia Comportamental Cognitiva), através da psicoterapia é que será possível conhecer o indivíduo e todas suas histórias de contingências a qual levaram o mesmo a se comportar de tal forma, só a partir de então que começam as intervenções e implementação de novos repertórios e modelagens de novos comportamentos. É importante lembrar que não é um tratamento simples é necessário o acompanhamento multidisciplinar e o mais importante é o empenho do indivíduo para redescobrir-se.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<h2 style="text-align: justify;">4. A sociedade de consumo pode estimular esse transtorno ou não?</h2>
<div style="text-align: justify;"> Na verdade todos nós somos sugestionais, o que às vezes nos deixamos levar por consumos exagerado. O importante é sempre nos vigiarmos para que não deixemos o externo controlar nossos comportamentos, e sim para que nós mesmos conseguíssemos controlá-lo. Nós devemos controlar nossa mente e não nossa mente nos controlar.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<h2 style="text-align: justify;">5. Existem graus de colecionismo? Por exemplo, a pessoa que tem uma gavetinha de objetos pode evoluir para uma que tenha uma casa cheia de objetos?</h2>
<div style="text-align: justify;"> Sim, é possível que esta gavetinha tome conta da casa toda, é como se fosse um vício, no início um pouco satisfaz, quando o organismo se acostuma precisa de mais e mais. O importante é perceber-se sempre, e se conhecer alguém com uma gavetinha é importante buscar tratamento logo no início só assim a evolução de transtorno se interrompe e fica mais fácil e rápido o tratamento.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">FONTE:http://www.marisapsicologa.com.br/consumismo-compulsivo.html</div>
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			</item>
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		<title>Compreenda o que é e como tratar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)</title>
		<link>https://casule.com/blog/compreenda-o-que-e-e-como-tratar-o-transtorno-obsessivo-compulsivo-toc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2015 22:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[jf]]></category>
		<category><![CDATA[mania]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
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		<category><![CDATA[transtorno obsessivo compulsivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante uma reunião em sua sala no início de janeiro, o psiquiatra Euripedes Constantino Miguel interrompeu por uns segundos a conversa, subiu em uma cadeira e alcançou no alto de uma estante os dois grossos volumes do livro Clínica psiquiátrica, que editou em 2011 com dois outros professores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1gde.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2497" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1gde.jpg" alt="018-025_Capa_Toc_205-1gde" width="600" height="239" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1gde.jpg 580w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1gde-300x119.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1gde-480x191.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante uma reunião em sua sala no início de janeiro, o psiquiatra Euripedes Constantino Miguel interrompeu por uns segundos a conversa, subiu em uma cadeira e alcançou no alto de uma estante os dois grossos volumes do livro Clínica psiquiátrica, que editou em 2011 com dois outros professores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). “Aqui está condensada a contribuição de nosso grupo para a compreensão e o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo”, afirmou, enquanto depositava na mesa os dois calhamaços com 2.500 páginas e quase seis quilos de papel. Nas edições mais recentes do Congresso de Clínica Psiquiátrica, médicos e psicólogos que participaram da sessão Como eu trato receberam os exemplares do livro e uma senha para fazer um curso on-line de educação continuada coordenado pela equipe de Miguel. “No primeiro ano houve 1.200 inscritos, no segundo 2 mil e neste esperamos ter 4 mil”, disse. A publicação dessa e de outras duas obras – Medos, dúvidas e manias, relançada em 2012, e Compêndio de clínica psiquiátrica, deste ano – e a oferta do programa de formação continuada foram a maneira que ele e seu grupo encontraram de fazer chegar ao maior número possível de especialistas em saúde mental do país o conhecimento mais recente produzido por pesquisadores brasileiros sobre uma doença complexa, desafiadora e, quase sempre, torturante: o transtorno obsessivo-compulsivo ou, simplesmente, TOC.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos cinco anos o grupo liderado por Miguel publicou ao menos 70 artigos científicos apresentando uma série de avanços que ajudam a conhecer melhor as características mais frequentes do transtorno obsessivo-compulsivo e os outros distúrbios psiquiátricos que podem acompanhá-lo ao longo da vida, agravando-o. Com o auxílio de técnicas de neuroimagem, os pesquisadores obtiveram evidências de que as duas formas de tratamento internacionalmente recomendadas para amenizar os sintomas do TOC – a terapia cognitivo-comportamental e o uso de antidepressivos – atuam de maneira distinta no cérebro, em ambos os casos interferindo na atividade do circuito neuronal supostamente envolvido no problema. Eles também demonstraram que uma alternativa extrema, uma cirurgia cerebral que interrompe permanentemente a comunicação entre partes desse circuito neuronal e no Brasil só é feita de modo experimental, ajudou a controlar os sintomas no TOC de alta gravidade, em que nem terapia nem medicação haviam surtido efeito, em metade dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra contribuição relevante, talvez até a mais interessante para quem tem TOC, é a constatação de que, nos casos leves e moderados, o resultado do tratamento com medicação é semelhante ao efeito da psicoterapia – no TOC, os medicamentos mais usados são os antidepressivos inibidores de recaptura de serotonina e a forma de psicoterapia preferencial é a terapia cognitivo-comportamental. O importante, dizem os pesquisadores, é tratar o problema de forma continuada. O acompanhamento de 158 pessoas com TOC por dois anos deixou claro que os sintomas regrediam mais com o aumento da duração do tratamento. “Esse trabalho mostra que, independentemente do tratamento adotado no início, o importante é mantê-lo, porque a melhora leva tempo para aparecer”, afirma a psiquiatra Roseli Shavitt, uma das autoras do estudo e coordenadora do Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (Protoc) da USP. “O TOC é uma doença crônica para a qual não existe solução fácil”, comenta Juliana Diniz, outra psiquiatra da equipe. “Para surtir resultado, o tratamento leva no mínimo meses; com frequência, anos; e não é incomum que dure a vida toda”, conta.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2496" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1.jpg" alt="018-025_Capa_Toc_205-1" width="600" height="430" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1.jpg 800w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1-300x215.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1-768x550.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1-610x437.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1-480x344.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-1-600x430.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Conhecido por estranhezas e exageros como os cometidos pelo personagem de Jack Nicholson no filme Melhor impossível – ele lavava as mãos o tempo todo, usando um sabonete novo a cada vez, e evitava encostar nas pessoas por receio de se contaminar –, o TOC é um problema psiquiátrico relativamente frequente. Estudos feitos em vários países indicam que o problema atinge de 2% a 3% das pessoas, proporção que pode variar de acordo com a região ou a metodologia da pesquisa. Esse índice, porém, pode ser até um pouco mais elevado. A equipe da psiquiatra Laura Andrade, também da USP, conduziu há alguns anos um levantamento em que foram entrevistados pessoalmente cerca de 5 mil moradores da Região Metropolitana de São Paulo. Publicado em 2012, o estudo detectou que 4% dos participantes haviam apresentado sintomas obsessivo-compulsivos no ano anterior ao levantamento – taxa bastante expressiva, ainda que inferior à de depressão (11%) e à de diferentes formas de ansiedade (19%).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Pensamentos indesejados</h2>
<p style="text-align: justify;">Mas o TOC não é apenas comum. Pode ser também mais grave e mais complexo do que o retratado no cinema. Quem tem TOC é continuamente atormentado por pensamentos indesejados (obsessões) que invadem a mente e, por mais que se tente evitá-los, geram muita ansiedade, além de medos irracionais, como o de ser contaminado por algum vírus ao tocar uma maçaneta, ou dúvidas atrozes, como a de ter deixado aberto o registro de gás do fogão. Na maior parte dos casos, mas nem sempre, as obsessões são seguidas por uma necessidade incontrolável de repetir certos rituais mecânicos e mentais (compulsões) – por exemplo, lavar as mãos até sangrarem, verificar dezenas de vezes o registro do fogão ou contar números ou rezar – que ajudam a tranquilizar. Esses pensamentos e rituais costumam consumir várias horas do dia. Os manuais de diagnóstico médico classificam como TOC quando esse tempo é superior a uma hora, com ou sem sofrimento intenso. Em boa parte dos casos, eles interferem no desempenho do trabalho e no convívio com a família e na relação com os amigos. É uma situação bem diferente da vivida por quem é asseado e gosta de estar sempre com as mãos limpas ou por pessoas que são cautelosas e voltam para verificar se a porta de casa está mesmo fechada ou ainda por quem é organizado e prefere manter as camisas no guarda-roupa ordenadas por cores.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista médico, o que atualmente se conhece como TOC começou a ser estudado com mais rigor no século XIX na França, na Alemanha e na Inglaterra sob diferentes nomes. E já foi “explicado sucessivamente como um transtorno da vontade, do intelecto e das emoções”, conta o psiquiatra e historiador peruano German Berrios, da Universidade de Cambridge, no livro Uma história da psiquiatria clínica, publicado em 2012 pela editora Escuta. À medida que desenvolvia sua teoria sobre o funcionamento da mente, o médico austríaco Sigmund Freud buscava explicações para o mecanismo psicológico que a psicanálise chama de neurose obsessiva. Inicialmente, Freud interpretou a neurose obsessiva como um conflito entre o consciente e o inconsciente, resultado da repressão do desejo sexual. Diferentemente da histeria, em que a energia podia saltar misteriosamente da mente para o corpo e, por exemplo, causar a paralisia de um membro, na neurose obsessiva essa energia permaneceria na esfera psíquica. Mais tarde, em 1907, quando começou a atender a um paciente chamado Ernst Lanzer, caso que ficou conhecido como o homem dos ratos, Freud percebeu que, além da energia sexual, a neurose obsessiva também tinha forte componente de agressividade, explica o psicanalista Renato Mezan, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Essa conclusão teria auxiliado o médico austríaco a criar todo um modelo de desenvolvimento psíquico.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Bottom-up e top-down</h2>
<p style="text-align: justify;">Hoje a medicina explica o TOC a partir de uma visão mais neurobiológica. Para os médicos, o TOC é consequência da interação de fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais. Essa interação altera o funcionamento de circuitos que conectam áreas mais externas do cérebro, regiões do córtex ligadas ao processamento das emoções, do planejamento e ao controle das respostas de medo, a áreas internas como os núcleos da base e o tálamo, que integram informações emocionais, cognitivas e motoras, regulando a resposta ao ambiente. No TOC, a troca de informações entre essas áreas, mediada principalmente pelo neurotransmissor serotonina, estaria desregulada. Estudos feitos com roedores e com seres humanos já sugeriam que tanto os antidepressivos que agem sobre a serotonina quanto a terapia cognitivo-comportamental modificam o funcionamento desse circuito. Mais recentemente o psiquiatra Marcelo Queiroz Hoexter, da equipe de Euripedes Miguel, em parceria com o grupo de Geraldo Busatto Filho, também da USP, conseguiu os indícios mais consistentes já obtidos de que os tratamentos modificam não só o funcionamento, mas a estrutura de algumas regiões cerebrais.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2494" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2.jpg" alt="018-025_Capa_Toc_205-2" width="600" height="506" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2.jpg 800w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2-300x253.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2-768x647.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2-610x514.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2-480x404.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-2-600x506.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Hoexter selecionou 38 pessoas com TOC que jamais haviam sido tratadas e, depois de uma seleção aleatória, as encaminhou para um grupo de terapia ou de uso do antidepressivo fluoxetina. Trabalhando em parceria com o grupo de Rodrigo Bressan, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadores de Harvard, ele comparou imagens cerebrais feitas por ressonância magnética no início do estudo e depois de três meses de tratamento e verificou que um dos núcleos da base – o putâmen – havia aumentado de volume nas pessoas que tomaram a medicação e melhoraram. “Acreditamos que a fluoxetina altere a plasticidade neuronal, aumentando a conectividade dos circuitos neuronais dessa região e, consequentemente, seu volume”, diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ele, esses resultados, somados aos de outros trabalhos, sugerem que a medicação promove uma alteração morfológica que começa nas regiões mais profundas do cérebro e caminha para as mais superficiais, como o córtex – padrão conhecido comobottom-up. Já a terapia cognitivo-comportamental faria o contrário, influenciando primeiro a remodelagem da região cortical, ligada à consciência, e depois de áreas mais profundas (top-down). “Como o acompanhamento foi de apenas três meses, não conseguimos medir alterações no volume do córtex”, explica Hoexter. “Há indícios de que elas ocorram mais lentamente.”</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos gravíssimos, nos quais nem a psicoterapia nem a medicação surtem efeitos, os pesquisadores brasileiros têm adotado uma medida mais radical para interromper o funcionamento desse circuito: uma cirurgia experimental em que usam radiação para lesar uma região milimétrica da cápsula interna, feixe de fibras que conectam os núcleos da base ao tálamo (ver Pesquisa Fapesp nº 98). Nos últimos 10 anos o psiquiatra Antônio Carlos Lopes, da equipe da USP, vem acompanhando 17 pessoas com TOC refratário, que não haviam respondido a diversos medicamentos nem a anos de terapia, e passaram pela cirurgia. Cerca de metade apresentou uma melhora significativa depois da operação, que causou poucos efeitos colaterais – em geral, dor de cabeça frequente, que era controlada com anti-inflamatórios, de acordo com estudo submetido para publicação numa revista científica de alto impacto. Segundo Lopes, os resultados indicam que nem mesmo a cirurgia é curativa. “Ela parece funcionar mais como um potencializador dos efeitos da medicação e da terapia cognitivo-comportamental”, conta Lopes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Complexo e heterogêneo</h2>
<p style="text-align: justify;">Diante de resultados nem sempre animadores dos tratamentos, Miguel e seu grupo seguem tentando compreender o TOC. Desde 2003 ele coordena uma rede formada pelos principais especialistas do país em TOC – hoje quase 70 colaboradores de sete instituições integram o Consórcio Brasileiro de Pesquisa em Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo, o C-TOC – que estudam as características desse problema na nossa população com o objetivo de tentar compreender sua origem e como tratá-lo de forma mais adequada. Num esforço possivelmente inédito na psiquiatria brasileira, os pesquisadores do C-TOC realizaram entrevistas minuciosas que em média duravam quatro horas com 1.001 pessoas com TOC atendidas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-4.jpg"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2495" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/018-025_Capa_Toc_205-4.jpg" alt="018-025_Capa_Toc_205-4" width="600" height="234" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Compulsões:</strong> movimentos ritualizados, como o de lavar as mãos inúmeras vezes, aliviam a ansiedade<br />
Analisando as informações dessa amostra, a maior já reu-nida no mundo, eles verificaram que apenas 8% das pessoas com TOC apresentavam exclusivamente sintomas de obsessão e compulsão, o que chamam de TOC puro. Na maioria dos casos, o TOC apareceu acompanhado de pelo menos mais um problema psiquiátrico ao longo da vida: 68% dos participantes do estudo sofriam também de depressão e 63% de outros transtornos de ansiedade, os distúrbios mais frequentes na população geral. Quase 35% apresentavam sinais de fobia social, que se caracteriza pelo medo excessivo de estar em público.</p>
<p style="text-align: justify;">A constatação de que o TOC puro é exceção, e não regra, forneceu aos pesquisadores uma pista de por que nem sempre os tratamentos funcionam como o esperado. A presença de doenças extras – os médicos as chamam de comorbidades – indicaria um grau de comprometimento maior do cérebro como um todo e dos circuitos possivelmente associados ao TOC. Numa comparação com o que ocorre nas doenças cardiovasculares, Miguel conta que ter TOC puro seria o equivalente a “ter hipertensão, mas não ser obeso nem ter diabetes”, algo pouco frequente na vida real. Para ele, esse comprometimento maior do sistema nervoso ajuda a explicar por que a proporção de pessoas com TOC que melhora quando submetidas aos tratamentos – as diretrizes internacionais indicam a realização de terapia cognitivo-comportamental, o uso de antidepressivos que atuam sobre o neurotransmissor serotonina ou a associação de ambos, que costuma ser mais eficaz – é menor do que projetavam estudos iniciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas anteriores que testaram cada um desses tratamentos isoladamente indicavam que até 60% dos pacientes melhoravam, taxa que era um pouco mais positiva quando a terapia era associada à medicação. Mas esses trabalhos em geral haviam sido realizados com pessoas que apresentavam a forma pura do TOC. Quando avaliou esses tratamentos em pessoas com uma ou mais doenças psiquiátricas associadas ao TOC, o grupo brasileiro viu que a taxa de resposta caía à metade: 30% melhoravam com terapia, 30% com antidepressivos e cerca de 50% com a associação dos dois tratamentos. “A existência de comorbidades é o principal fator que permite predizer se a pessoa responderá ao tratamento”, explica Miguel. “Nesse sentido, elas são mais importantes do que o tipo de sintoma obsessivo-compulsivo que a pessoa apresenta do que a forma de tratamento a que se submete e do que a existência de outros casos de TOC na família [indicador de predisposição genética para o problema].”</p>
<p style="text-align: justify;">Com base nesses resultados, agora se sabe que, em algumas situações, tratar a comorbidade é tão importante quanto combater os sintomas do TOC. É que a depressão, a ansiedade pura e a fobia social, transtornos companheiros do TOC, muitas vezes impedem as pessoas de começar o tratamento. “Às vezes, a depressão e a ansiedade são tão intensas que as pessoas não suportam fazer terapia em grupo [estratégia adotada no Protoc] nem usar medicação, porque os sintomas ansiosos podem se intensificar transitoriamente no início”, conta Juliana. Nesses casos, segundo os pesquisadores, é preciso combater o problema secundário antes de avançar contra o TOC.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de atrapalhar o início do tratamento, os outros transtornos mentais associados ao TOC podem prejudicar a resposta ao tratamento por levar as pessoas a interromper a terapia e o uso da medicação. Em trabalho publicado em 2011 na Clinics, Juliana comparou as comorbidades de um grupo de pessoas que completou 12 semanas de tratamento com as de outro que desistiu pelo caminho. Juliana constatou que os casos de ansiedade e fobia social eram bem mais comuns em quem abandonava o acompanhamento médico.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Alto risco</h2>
<p style="text-align: justify;">As comorbidades, descobriram os pesquisadores, também influenciam um desfecho que era pouco conhecido nos casos de TOC: o suicídio. A psiquiatra Albina Torres, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, analisou informações de 582 pacientes e descobriu que 36% já haviam pensando em tirar a própria vida; 20% haviam planejado se matar e 11% tinham posto o plano em prática. Albina constatou também que o risco de planejar ou tentar cometer suicídio era mais alto entre as pessoas que, além do TOC, sofriam de depressão, transtorno de estresse pós-traumático (Tept) ou de transtornos do controle de impulsos. “O TOC sempre foi considerado um transtorno com baixo risco de suicídio”, conta Albina. “Vimos que não é bem assim.”</p>
<p style="text-align: justify;">Os detalhes fornecidos pelos 1.001 pacientes brasileiros proporcionaram à psicóloga Maria Alice de Mathis investigar a evolução do TOC. Apresentados em 2012 noEuropean Neuropsychopharmacology, os resultados sugerem que o TOC se trata mesmo de uma doença associada a eventos marcantes que ocorrem durante o desenvolvimento da criança. Em 58% dos casos, o TOC havia começado antes dos 10 anos. Quando analisou os dados de todos os pacientes em conjunto, Maria Alice notou que os sintomas obsessivo-compulsivos não eram os primeiros a se manifestar: em média, surgiam entre os 12 e 13 anos de idade. O problema que apareceu mais cedo foi o medo de ficar longe dos pais ou de casa, o chamado transtorno de ansiedade da separação, forma de ansiedade que surgiu, em média, por volta dos 6 anos de idade. Um pouco mais adiante, por volta dos 7,5 anos, surgiram os sinais do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade ou TDAH (ver gráfico na página 21).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao confrontar os transtorno psiquiátricos apresentados na infância com as características do TOC no momento das entrevistas (muitos eram adultos), os pesquisadores chegaram a pelo menos duas conclusões importantes. A primeira é que as pessoas que na infância apresentavam sinais de ansiedade da separação e depois desenvolveram TOC corriam risco maior de sofrer também de transtorno de estresse pós-traumático se expostas a uma situação de ameaça (real ou imaginária) à vida. A segunda é que aqueles com sintomas de déficit de atenção com hiperatividade apresentavam probabilidade maior de desenvolver dependência química se experimentassem drogas como álcool, maconha ou cocaína. “Esses transtornos que apareceram mais cedo podem funcionar como marcadores de vulnerabilidade para outros transtornos mentais”, diz Miguel. “Se ficarmos atentos a eles, podemos evitar que outras complicações surjam”, diz.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Mais real</h2>
<p style="text-align: justify;">Segundo os pesquisadores, uma constatação que vem se confirmando nos últimos anos é a de que as comorbidades contribuem para complicar um quadro que, por si só, já é complexo. Em 2006 a psiquiatra Maria Conceição do Rosário apresentou em um artigo na revista Molecular Psychiatry as primeiras evidências consistentes de que, do ponto de vista dos sintomas, o TOC é uma doença bastante heterogênea: cada pessoa pode manifestar diferentes tipos de sintomas com intensidades que também variam. À época começavam a surgir estudos estatísticos tentando agrupar os casos de TOC segundo os 13 grupos (dimensões) de sintomas mais característicos – são 7 tipos de obsessão, que incluem o receio de agredir alguém ou medo de se contaminar, e 6 tipos de compulsões, como a de fazer verificações o tempo todo e manter tudo limpo ao redor.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa abordagem, chamada dimensional, reforçava duas observações da prática clínica. A primeira é que cada paciente é diferente do outro. A segunda, que os sintomas não são mutuamente exclusivos, já que muitas pessoas apresentavam mais de uma categoria de obsessões ou compulsões. Por exemplo, alguém com nível moderado de obsessão por simetria pode ter medo de contaminação mais intenso e não apresentar sinais relacionados ao receio de agredir outras pessoas. Durante o estágio que fez na Universidade Yale no grupo do psiquiatra James Leckman, reconhecido internacionalmente por seus trabalhos em saúde mental de crianças e adolescentes, ela começou a aprimorar a estratégia dimensional.</p>
<p style="text-align: justify;">Com Leckman e Miguel, Conceição desenvolveu um método de avaliação – um questionário para o diagnóstico do TOC conhecido pela sigla DY-Bocs. Essa escala é a primeira que permite avaliar a gravidade dos sintomas de diferentes dimensões de modo individual. Além de agrupar os sintomas por semelhança, ela dá uma ideia mais precisa do grau de incômodo que causam, do quanto interferem na rotina e em que nível alteram a percepção que a pessoa tem de si própria. “Conseguimos criar uma representação do TOC mais próxima do que imaginamos que seja a realidade”, diz Conceição, que coordena a Unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência na Unifesp e integra o C-TOC.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que esteja longe de representar toda a complexidade do TOC, esse forma de interpretar as manifestações do transtorno, segundo Conceição, vem ajudando os especialistas em saúde mental a repensar o objetivo do tratamento. “Em vez de ter por meta eliminar todos os sintomas, o objetivo passou a ser o de reduzir aqueles que mais atrapalham o indivíduo”, diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar desses avanços, Miguel já pensa há algum tempo que o caminho para lidar com o TOC pode ser outro. Em vez de esperar que se manifeste para então combater seus sintomas, a saída seria tentar evitar que se instale. Como? Cuidando melhor das grávidas e das crianças, uma vez que há indícios fortes de que o TOC, assim como outros problemas psiquiátricos, é uma doença do neurodesenvolvimento. Pensando nisso, ele e o psiquiatra Luiz Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciaram estudos em que as gestantes e seus filhos serão acompanhados por anos com o objetivo de identificar fatores que aumentem o risco de desenvolver TOC. “Queremos fazer na psiquiatria o que outras áreas da medicina, como a cardiologia, vêm fazendo há tempos”, afirma Miguel. “Identificar os fatores de risco para intervir precocemente e evitar que se desenvolva a doença.”</p>
<h2 style="text-align: justify;">Um mapa dinâmico do cérebro</h2>
<p style="text-align: justify;">No pronunciamento que fez ao Congresso dos Estados Unidos em fevereiro abordando as prioridades nacionais, o presidente Barack Obama mencionou que pesquisadores estão mapeando o cérebro e afirmou que, para o sucesso desse empreendimento e de outros em ciência e tecnologia, os investimentos deveriam alcançar níveis não vistos desde a era da corrida espacial. Os pesquisadores leram nesse discurso um apoio ao projeto Mapa da Atividade Cerebral (Brain Activity Map).</p>
<p style="text-align: justify;">Proposto em meados de 2012 por neurocientistas dos Estados Unidos e do Canadá em artigo publicado na revista Neuron, é um projeto no estilo Big Science, de iniciativas que envolvem grande parte da comunidade científica, além de instituições públicas e privadas, em torno de uma questão específica. No caso, das mais ambiciosas: compreender como o cérebro funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Para isso, sugerem que se registre por certo tempo a atividade de cada neurônio de circuitos neuronais completos. É algo complexo, que envolve grandes desafios tecnológicos. As técnicas disponíveis hoje só permitem coletar informações de umas poucas células e essas redes podem envolver milhões de neurônios, cada um deles fazendo milhares de conexões. O funcionamento dessas redes, acredita-se, deve resultar de uma interação complexa, algo maior<br />
do que a soma dos seus componentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse projeto exigiria esforço em grande escala e investimentos vultosos, semelhantes aos do sequenciamento do genoma humano, que, de 1990 a 2003, consumiu US$ 3,8 bilhões. Segundo o New York Times, espera-se que o projeto conste da proposta de orçamento que Obama deve enviar este mês para a aprovação do Congresso.</p>
<p style="text-align: justify;">No artigo da Neuron, o grupo liderado por A. Paul Alivisatos, da Universidade da Califórnia em Berkeley, acredita ser uma tarefa factível, que pode ajudar a compreender melhor a atividade cerebral e como surgem algumas doenças. E, quem sabe, a chegar a formas mais eficientes de combatê-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há garantia de que o projeto, se aprovado e posto em ação, resulte nos sonhados avanços médicos.<br />
Muitas promessas do genoma não se concretizaram, pois o funcionamento dos genes é mais complexo que o imaginado inicialmente. Mas se espera que, além de ampliar a compreensão sobre o cérebro, gere inovações e empregos – cada US$ 1 investido no genoma gerou US$ 141.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro projeto de porte nessa área ganhou um importante impulso na Europa. Em janeiro a Comissão Europeia selecionou o Projeto do Cérebro Humano (Human Brain Project) como um de seus projetos-bandeira: iniciativa ambiciosa e com metas visionárias que deve abrir caminho para inovação tecnológica e oportunidades econômicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Envolvendo a participação de 80 instituições da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, esse projeto, previsto para durar 10  anos e custar € 1,19 bilhão, tem como objetivo reunir todo o conhecimento já produzido sobre o cérebro e, usando supercomputadores, recriá-lo virtualmente e reproduzir seu funcionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/03/15/as-muitas-faces-da-obsessao/</p>
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		<title>Saiba como conseguir mudar seus hábitos!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 19:50:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comportamentos podem ser mudados quando prestamos atenção às nossas ações! Nossos dias são repletos de muitas atividades. E boa parte delas são repetições de ações que executamos há anos. Fazemos muitas coisas iguais todos os dias: acordar, tomar banho, comer, nos vestir, etc. Seguimos um padrão de comportamento e com isso determinamos nossas ações. Boa [&#8230;]</p>
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<h2 class="linha-fina" style="text-align: justify;">Comportamentos podem ser mudados quando prestamos atenção às nossas ações!</h2>
<p class="textoCorrido " style="text-align: justify;">Nossos dias são repletos de muitas atividades. E boa parte delas são repetições de ações que executamos há anos. Fazemos muitas coisas iguais todos os dias: acordar, tomar banho, comer, nos vestir, etc. Seguimos um padrão de comportamento e com isso determinamos nossas ações. Boa parte do que fazemos no nosso dia a dia são hábitos e configuram nossa rotina diária.</p>
<p class="textoCorrido " style="text-align: justify;">Hábitos são comportamentos que assimilamos através da repetição de uma ação e assim criamos um processo de aprendizado e internalização do conceito. Com o passar do tempo, deixamos de agir de forma consciente e essas ações repetitivas se tornam automáticas e inconscientes.</p>
<p class="textoCorrido publicidadeTeAds" style="text-align: justify;">Você pode lembrar-se agora de muitos e muitos aprendizados que hoje são parte de você nas suas ações. Por exemplo, o caminhar, falar e até mesmo o dirigir. No começo de qualquer processo novo, as pessoas precisam de muita atenção e concentração para conseguir ter o resultado desejado. Com o passar do tempo, o aprendizado se torna sabido e conhecido, com isso, o conceito fica internalizado.</p>
<div class="teAds" style="text-align: justify;"></div>
<p class="textoCorrido " style="text-align: justify;">Quando um comportamento que antes era novo e exigia muito esforço passa a ser incorporado se tornando um hábito, deixa o cérebro livre para observar e pensar outras coisas, deixando espaço para o novo. Assim a mente se mantém viva, em pleno movimento.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A força da repetição</h2>
<p class="textoCorrido " style="text-align: justify;">Alguns hábitos foram criados de forma consciente por nós mesmos para nos proporcionar bem-estar. Mas outros, infelizmente, precisamos de atitude para mudar o que está ruim, como, por exemplo, comer além da conta ou ser sedentário. Excesso de comida só faz mal, e não praticar atividade física é um descuido grande com o próprio corpo.</p>
<p class="textoCorrido " style="text-align: justify;">Se as pessoas estão atentas ao que estão fazendo, podem mudar isso, se assim for necessário, adquirindo hábitos saudáveis. Caso contrário, manterão uma repetição que poderá não ser nem um pouco saudável.</p>
<p class="textoCorrido " style="text-align: justify;">Você já parou para pensar em seus hábitos? Quais são as atividades do seu dia a dia que você repete constantemente? Você faz isso por opção ou se sente sem escolha? Esta pergunta pode ajudá-lo a perceber muitas ações que você vem fazendo. Será que alguns dos seus comportamentos te prejudicam, ou quem sabe, até mesmo lhe fazem mal? Será que isso lhe impedindo de crescer e ter sucesso na vida?</p>
<h2 style="text-align: justify;">Afinal, como mudar um hábito?</h2>
<p class="textoCorrido " style="text-align: justify;">Se você está disposto a mudar um comportamento seu, tenha em mente qual sua ação nova e quais resultados você espera daqui para frente. Porém, é importante que você analise bem a situação que vive antes de tomar uma atitude radical de mudança, sem preparo ou estratégia. Esse tipo de ação desorganizada é tão nociva quanto um mau hábito.</p>
<h2 class="textoCorrido " style="text-align: justify;">A mudança de hábito pode ser feita em etapas, que dividi em perguntas:</h2>
<p>1) Conscientização do problema: o que você quer mudar?<br />
2) Quando você começou a ter esse tipo de comportamento?<br />
3) Quais são os ganhos (ou recompensas) que você tem ao realizá-lo?<br />
4) O que você perde por repetir constantemente esse tipo de hábito?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Depois, é o momento de pensar qual será o plano de ação para mudança. Veja alguns passos:</h2>
<h2></h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Comece aos poucos (evito que a mudança seja considerada algo estressante e que necessite de muita energia sua para realização). Escolha um comportamento por vez e assimile o novo hábito de forma gradual. Uma boa dica é começar pequeno, escolher algo de um tamanho que não lhe cause desconforto e mudar devagar. Mais importante que a velocidade é a direção e o ritmo que você mantém para ter os resultados desejados</li>
<li>Tenha uma meta bem clara e objetiva. Quando mais você for especifico no que deseja mudar, maior a chance de sucesso duradouro</li>
<li>Seja auto-motivador: tenha estímulos que lhe motivem ao longo de sua jornada. Seja um bom treinador de você mesmo</li>
<li>Observe as pessoas que estão a sua volta que já sabem desenvolver o que você está buscando alcançar. Lembre-se que você pode aprender muito com essas pessoas. Aprenda a observar tudo a sua volta</li>
<li>pessoas de sucesso têm comportamentos que você deseja ter e também são pessoas de atitude. Aprenda a olhar com atenção o modo como fazem suas escolhas e agem perante a vida.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/16967-saiba-como-conseguir-mudar-seus-habitos</p>
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		<title>Transtornos mentais: um tema mais abordado em cinema do que se imagina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2015 15:22:18 +0000</pubDate>
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<p>As artes sempre foram um campo frutífero para a representação da loucura. Desde a bela e suicida Ofélia, de Shakespeare, passando pelo universo sinuoso de Van Gogh, até o desespero do isolamento traduzido pelo grito surdo de Edvard Munch. No século 20, o cinema tornou-se o suporte perfeito para dar forma aos transtornos psiquiátricos que afligem a sociedade. Se, em 1920, &#8216;O gabinete do Dr. Caligari&#8217; usava um expressionismo sombrio para retratar o universo distorcido do protagonista, em &#8216;Birdman&#8217; — grande vencedor do Oscar 2015 —, Alejandro González Iñárritu pinta com efeitos especiais e uma câmera inquieta, a confusão mental de Riggan (Michael Keaton), atormentado pela persona que o tornou famoso no cinema.</p>



<p>Filmes como &#8216;Sniper americano&#8217; (Clint Eastwood, 2014), &#8216;Melancolia&#8217; (2011) — ao lado de &#8216;Ninfomaníaca&#8217; e &#8216;Anticristo&#8217;, compõe a trilogia da depressão de Lars von Trier — e &#8216;O lado bom da vida&#8217; (David O. Russell, 2012) trazem para as telas a forma patológica dos males da vida moderna. O cinema de terror também busca inspiração na psicopatia, tendo produzido clássicos como &#8216;Psicose&#8217; (Alfred Hitchcock, 1960) e &#8216;O iluminado&#8217; (Stanley Kubrick, 1980).</p>



<p>Além da representação estética, o cinema usa a narrativa para contextualizar os transtornos mentais, tornando o tema mais acessível ao espectador. “Esses distúrbios são vividos por seus portadores, suas famílias e por quem os cercam também como um drama”, analisa o psicólogo Alexandre Costa Neto, mestre em psicologia clínica e cultura. “O valor de um filme que tem como tema a saúde mental não precisa ser medido necessariamente por sua fidedignidade em retratar sinais e sintomas de determinado transtorno psiquiátrico”, completa.</p>



<p>Segundo Alexandre, nosso cotidiano está permeado por esses personagens. “A sociedade tende a ser hipócrita ao tratar a loucura como algo alheio a ela”, pondera. As patologias estão em todos os lugares, tanto dentro das família, como na cadeira do diretor — é o caso do polêmico Lars von Trier, que já afirmou sofrer de depressão. “Essas doenças estão presentes em uma parcela considerável da população, em quase todas as famílias e instituições”, afirma Alexandre, ou seja, também na vida real.</p>



<p>A professora do Departamento de Audiovisual da Universidade de Brasília (UnB) Tânia Montoro destaca que a estreita relação entre o cinema e o inconsciente humano vem desde sua origem, que coincide com o nascimento da psicanálise, no fim do século 19. “A psicanálise também trabalha com a narração e utiliza os processos cinematográficos de identificação e projeção, intimamente ligados a transtornos psicológicos.”</p>



<p>De acordo com Tânia, que é pesquisadora de narrativas audiovisuais e processos sociais, o cinema abriu um novo caminho para explorar o subconsciente humano. “A entrada pelo universo onírico que o cinema proporcionou deu passagem para a camada de subjetividade da mente humana.”</p>



<p>A pesquisadora destaca que o cinema brasileiro tem contribuído com o tema através do ponto de vista da sexualidade e dos transtornos ligados à sua formação, como é o caso de &#8216;Amarelo manga&#8217; (Cláudio Assis, 2003) e &#8216;A concepção&#8217; (José Eduardo Belmonte, 2005). Entre os longas-metragens nacionais, Tânia cita &#8216;Bicho de sete cabeças&#8217; (Laís Bodanzky, 2001) como referência na representação de ambientes psiquiátricos. “As instituição estruturantes — como manicômios, prisões, igrejas — também fazem desenvolver psicopatias. O filme de Laís chama muita atenção para isso, porque a família e a sociedade são opressoras”, analisa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Terapia</h2>



<p>O assunto aparece abordado de maneira mais leve em comédias como &#8216;A mulher invisível&#8217; (2009), de Claudio Torres. No filme, o personagem de Selton Mello entra em depressão após ser abandonado pela mulher. Sua desconexão com o mundo agrava-se na medida em que ele passa a interagir com uma namorada imaginária. Torres, que concebeu o filme após separar-se da sua mulher, acredita que o humor pode funcionar como um tipo de terapia. “A vida é tragicômica, e a melhor maneira de sair da tristeza é rir dela. Ou exorcizá-la fazendo um filme sobre ela. É o que o personagem do Selton faz ao escrever um livro.”</p>



<p>A psicóloga Patrícia Simone de Araújo Santos enxerga os filmes como um quadro extremo das enfermidades. “Claro que uma pessoa não vai ter todos os sintomas de uma doença, mas esse exagero é necessário para que o público se identifique”, explica. “Uma pessoa com TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) que assiste ao filme Melhor impossível não só se identifica, mas tende a se sentir aliviada por isso”, avalia.&nbsp;“Essas doenças estão presentes em uma parcela considerável da população, em quase todas as famílias e instituições”&nbsp;Alexandre Costa Neto, mestre em psicologia clínica e cultura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o diagnóstico?</h2>



<h3 class="wp-block-heading">O Iluminado (1980)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/o-iluminado.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/o-iluminado.jpg" alt="o-iluminado" class="wp-image-1851" width="561"/></a></figure></div>



<p>Na adaptação da obra de Stephen King, Jack Torrance (Jack Nicholson) e sua família vão passar uma temporada em um hotel isolado, enquanto ele escreve um livro. Durante a estadia, coisas estranhas começam a acontecer. Jack se torna cada vez mais agressivo. Além dele, a esposa e o filho convivem com visões, o que pode caracterizar um transtorno psicótico.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Melhor é Impossível (1997)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/59634_Papel-de-Parede-Melhor-e-Impossivel-As-good-As-It-Gets_1024x768.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/59634_Papel-de-Parede-Melhor-e-Impossivel-As-good-As-It-Gets_1024x768.jpg" alt="59634_Papel-de-Parede-Melhor-e-Impossivel-As-good-As-It-Gets_1024x768" class="wp-image-1853" width="561"/></a></figure></div>



<p>A comédia mostra a relação entre um escritor renomado cheio de manias, uma garçonete e um artista homossexual que vai à falência . Quando o vizinho pede ajuda para ir visitar os pais, os três embarcam em uma viagem. Melvin, vivido por Jack Nicholson, apresenta alguns sintomas de TOC, como não pisar em linhas ou só usar talheres descartáveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Birdman (2014)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/birdman.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/birdman.jpg" alt="birdman" class="wp-image-1854" width="561"/></a></figure></div>



<p>Riggan Thomson é um ator famoso por ter interpretado o papel de um super-herói no passado. Para recuperar o prestígio, Riggan resolve se aventurar pela Broadway, mas o conflito entre o personagem que ele interpretou e sua nova ambição o leva a um quadro de esquizofrenia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O lado bom da vida (2012)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/o-lado-bom-da-vida.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/o-lado-bom-da-vida.jpg" alt="o lado bom da vida" class="wp-image-1855" width="561" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/o-lado-bom-da-vida.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/o-lado-bom-da-vida-980x551.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/o-lado-bom-da-vida-480x270.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></a></figure></div>



<p>Bradley Cooper é Pat, um homem bipolar que, após flagrar a traição da mulher, agride o amante e é internado em um sanatório. Após o tratamento, Pat está decidido a retomar sua vida e seu casamento, mas tudo muda quando ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence). A personagem desenvolve uma compulsão sexual, após a morte de seu marido. O pai de Pat apresenta sintomas de TOC, além de vício em apostas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um Estranho no Ninho (1975)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/um-estranho-no-ninho-existe-um-humano-no-desumano.html.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/um-estranho-no-ninho-existe-um-humano-no-desumano.html.jpg" alt="um-estranho-no-ninho-existe-um-humano-no-desumano.html" class="wp-image-1856" width="561" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/um-estranho-no-ninho-existe-um-humano-no-desumano.html.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/um-estranho-no-ninho-existe-um-humano-no-desumano.html-980x551.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/um-estranho-no-ninho-existe-um-humano-no-desumano.html-480x270.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></a></figure></div>



<p>Randle Patrick McMurphy (Jack Nicholson) é um criminoso que se finge de louco para não ir pela sexta vez para a prisão. Ele é encaminhado para uma instituição psiquiátrica, onde tem dificuldades para se adaptar. No filme, o personagem apresenta traços de personalidade antissocial, ou sociopatia, como a ausência de remorso, a incapacidade de aprender com os erros e a manipulação das pessoas do seu convívio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uma Mente Brilhante (2001)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/uma_mente_brilhante_virada_cientifica.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/uma_mente_brilhante_virada_cientifica.jpg" alt="uma_mente_brilhante_virada_cientifica" class="wp-image-1858" width="561"/></a></figure></div>



<p>O filme é uma biografia de John Nash, matemático que ganhou o Nobel de economia. O protagonista formula um complexo teorema aos 21 anos e é convidado a trabalhar em um projeto secreto. Nash ouvia vozes, não tinha respostas afetivas, era introvertido e isolado, quadros que indicam esquizofrenia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Aviador (2004)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/aviador.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/aviador.jpg" alt="aviador" class="wp-image-1859" width="561"/></a></figure></div>



<p>A cinebiografia retrata a história de Howard Hughes, um magnata com transtorno obsessivo-compulsivo centrado na busca pelo perfeccionismo a todo custo e na mania de limpeza.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sniper Americano (2014)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/sniper-americano.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/sniper-americano.jpg" alt="sniper-americano" class="wp-image-1860" width="561"/></a></figure></div>



<p>O filme de Clint Eastwood conta a história real do atirador de elite Chris Kyle, responsável por pelo menos 160 mortes no Iraque. No longa, o soldado volta da guerra e apresenta dificuldades em se reinserir na sociedade devido a uma crise de choque pós-traumático.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Psicose (1960)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/Psicose2.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/Psicose2.jpg" alt="Psicose2" class="wp-image-1861" width="561" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/Psicose2.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/Psicose2-980x784.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/Psicose2-480x384.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></a></figure></div>



<p>Em Psicose, Marion Crane (Janet Leigh) se dapara com Norman Bates (Anthony Perkins), o proprietário de um motel na beira da estrada. O jovem, aparentemente tímido e calmo, na verdade, esconde um transtorno de personalidade múltipla, onde é completamente dominado por suas distintas identidades.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/17-annie-hall-nocrop-w1800-h1330.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/17-annie-hall-nocrop-w1800-h1330.jpg" alt="17-annie-hall-nocrop-w1800-h1330" class="wp-image-1862" width="562" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/17-annie-hall-nocrop-w1800-h1330.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/17-annie-hall-nocrop-w1800-h1330-980x582.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/17-annie-hall-nocrop-w1800-h1330-480x285.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></a></figure></div>



<p>O longa mostra a vida de um Alvy Singer (Woody Allen), um comediante pessimista que se apaixona pela complicada Annie Hall (Diane Keaton). O protagonista, obcecado pela morte, tem um quadro de distimia, similar a uma depressão suave, mas de longa duração.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cisne Negro (2010)</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/9b68f-natalie-portman-cisne-negro-hd-443.jpg"><img decoding="async" src="https://casule.com//wp-content/uploads/2015/05/9b68f-natalie-portman-cisne-negro-hd-443.jpg" alt="9b68f-natalie-portman-cisne-negro-hd-443" class="wp-image-1863" width="561"/></a></figure></div>



<p>Nina (Natalie Portman), uma jovem bailarina, é escalada para protagonizar a peça Lago dos Cisnes. Ao encarnar o papel, a dançarina confronta duas personalidades distintas, uma inocente e graciosa e outra maliciosa e sensual. Quem assiste ao filme, vê a sanidade de Nina sucumbir a esse confronto.</p>



<p class="has-text-align-left">Fonte:http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/cinema/2015/03/02/noticia_cinema,165189/transtornos-mentais-um-tema-mais-abordado-em-cinema-do-que-se-imagina.shtml</p>
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