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	<title>mentira - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>mentira - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Por que as crianças mentem?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/por-que-as-criancas-mentem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 15:31:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
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		<category><![CDATA[Por que as crianças mentem]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> É comum que os pais fiquem preocupados quando notam que os filhos estão criando o habito de mentir e não sabem a melhor maneira de abordar o assunto.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/por-que-as-criancas-mentem/">Por que as crianças mentem?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&nbsp;É comum que os pais fiquem preocupados quando notam que os filhos estão criando o habito de mentir e não sabem a melhor maneira de abordar o assunto.</p>



<p>&nbsp;Existem vários tipos de mentira e várias razões para a criança mentir.</p>



<p>Um estudo realizado no Canadá, utilizou como modelo o fato de que as crianças de cerca de 2 anos dizem “mentiras primárias”, criadas para esconder ações erradas, sem levar em consideração as punições que podem acarretar. </p>



<p>Por volta dos 4 anos, aparecem as “mentiras secundárias”, que são mais plausíveis e têm o propósito de esconder atitudes e <a href="https://mundoemcores.com/criancas-que-apanham-tem-mais-problemas-de-comportamento/">comportamentos</a>. Já as “mentiras terciárias” surgem entre 7 e 8 anos e são aquelas que costumam se fundir ao que é real com o objetivo de criar histórias aceitáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Em geral, as crianças começam a mentir por volta dos 2 anos de idade e o fazem pelos seguintes motivos:</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Esconder alguma coisa para não levar uma bronca;</li><li>Tornar uma história mais emocionante quando conta para outra criança ou adulto;</li><li>Chamar a atenção, mesmo quando eles sabem que você já sabe a verdade;</li><li>Conseguir algo que eles querem;</li><li>Esquecimento do que houve de fato, imaginação ou medo de serem castigados;</li><li>Maiores de 6 anos mentem para evitar julgamentos, punições ou constrangimentos;</li><li>Para ajudar alguém a se sentir melhor;</li><li>Impressionar ou para evitar decepcionar os pais.</li></ul>



<p>Quando os pais são muitos autoritários e julgam com muita força essas atitudes, os episódios de mentira tendem a aumentar, pois gera tensão e a criança pode ficar desconfortável para se abrir.&nbsp;</p>



<p>É preciso compreender a fase pela qual seu filho está passando e, principalmente, entender o que está por trás desse comportamento.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Algumas dicas:</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Exemplo:</h3>



<p>As crianças crescem aprendendo e repetindo o comportamento dos pais. Se você pede para seu pequeno dizer que você não está sempre que alguém liga, ele começa a naturalizar esses pequenos tipos de mentiras.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Crie uma relação de confiança:</h3>



<p>Para que seu filho te conte a verdade mesmo quando fizer algo errado, é muito importante que a confiança dele seja maior que o medo. Escute o que a criança tem a dizer e através de perguntas busque entender o que levou a contar a mentira. Conecte-se com empatia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Não relacione a mentira à ideia de castigo;</h3>



<p>O mais importante na hora de repreensão é uma conversa sincera sobre as principais consequências da mentira.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Converse sobre o assunto;</h3>



<p>Use uma linguagem adequada a idade da criança e explique de forma clara as consequências da mentira, que pode trazer problemas, nos prejudicar ou prejudicar outras pessoas. E aproveite para enfatizar a importância da honestidade.</p>



<p>&nbsp;Crie um ambiente aberto e seguro para que a verdade seja dita.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mostre que você sabe quando a criança mente;</h3>



<p>Se seu filho está inventando uma história sobre algo, você pode responder dizendo: “essa é uma ótima história poderíamos transformar isso em um livro.” Isso encoraja a imaginação do seu pequeno sem incentivar a mentira, mostrando que as pessoas conseguem perceber quando algo é inventado e quando é verdade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dê atenção&nbsp;</h3>



<p>Histórias inventadas pelas crianças, quando elas aumentam os fatos, podem ser uma maneira delas ganharem admiração ou respeito dos outros. Se isso estiver acontecendo frequentemente com seu filho, tente elogiá-lo mais. Isso ajuda a aumentar a autoestima da criança e evita que ela use outros métodos para chamar atenção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Use recursos lúdicos como livrinhos, histórias e vídeos sobre o tema;</h3>



<p>O ato de mentir requer um trabalho cognitivo complexo envolvendo manipulação da informação, percepção, linguagem e controle inibitório. Por esse motivo, a princípio não há com o que se preocupar se a sua criança está mentindo, pois isso pode ser um bom sinal de desenvolvimento cognitivo e de aprendizagem das regras sociais. É claro que cabe ao adulto orientá-la sobre o certo e o errado.</p>



<p>Enxergue essa situação como um convite para construir um ambiente com mais diálogo e escuta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Terapia Casule</h2>



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		<title>Mentira Compulsiva &#8211; Mitomania</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/mentira-compulsiva-mitomania/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconfiança]]></category>
		<category><![CDATA[compulsão]]></category>
		<category><![CDATA[mentira]]></category>
		<category><![CDATA[Mitomania]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe quando a mentira deixa de ser algo “normal” e passa a ser algo patólogico? </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você sabe quando a mentira deixa de ser algo “normal” e passa a ser algo patólogico?&nbsp;</p>



<p>A mentira compulsiva &#8211; mitomania, pode trazer sérios prejuízos para as relações sociais e afetivas, mas principalmente para a autoestima, autoconfiança e dia a dia da pessoa que mente em excesso. Nesse vídeo vou te explicar porque isso acontece, e como ajudar uma pessoa que está passando por esse comprometimento.</p>



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		<title>Por que as crianças contam mentiras?</title>
		<link>https://casule.com/blog/por-que-as-criancas-contam-mentiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2017 19:04:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[criança e adolescente]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia cognitivo comportamental infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Imitar os pais Se o modelo principal das crianças são os pais, é óbvio que, se esses adultos têm o hábito de mentir, os filhos certamente vão imitar. Vira solução fácil para os problemas. E a mentira passada dentro de casa pode ter várias formas, como, por exemplo, agir sorridentemente quando está à frente daquela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;"><strong> Imitar os pais</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Se o modelo principal das crianças são os pais, é óbvio que, se esses adultos têm o hábito de mentir, os filhos certamente vão imitar. Vira solução fácil para os problemas. E a mentira passada dentro de casa pode ter várias formas, como, por exemplo, agir sorridentemente quando está à frente daquela tia de quem você não gosta muito e falar mal dela “pelas costas”.</p>
<p style="text-align: justify;">MELHOR FORMA DE AGIR: aqui o primeiro passo depende da coerência dos pais. Se você quer criar uma criança honesta, precisa conviver com isso. A criança não entende por que o pai diz “mentir é feio” e, depois, quando alguém com quem ele não quer falar liga, o pai pede para dizer que não está. O melhor é evitar essas situações. Caso a mentira seja para imitar um colega, é importante apontar as consequências do ato. A principal delas é a perda da confiança das pessoas, o que torna a vida bastante difícil.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong> Esconder angústia e frustrações</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A criança pode estar passando por um momento difícil e usa a mentira para acobertar o que não está indo bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Melhor forma de agir<strong>:</strong> fique sempre muito atento. Desde situações mais comuns, quando a criança inventa dores frequentes para não ir à escola – e isso aponta que algo não vai bem por lá –, até ela começar a evitar situações que envolvam novidades e expectativas, como um curso novo, uma viagem, dormir na casa de alguém. É por isso que conversar e não reprimir de imediato é tão importante. E, se o problema for específico com a escola, levar o fato até o coordenador ou o professor é fundamental. Se o caso se tornar extremo, procure a ajuda de um profissional.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong> Mentira social</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Muito comum na vida adulta, na maioria das vezes tem como intuito não magoar a outra pessoa. É aquela mentira que muitas vezes pode ser encarada como “algo que faz parte da vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">&gt;&gt;Melhor forma de agir<strong>:</strong> mostre para a criança que ela não precisa dizer que adorou o brinquedo que a avó deu, se ela não gostou, mas que ela deve sempre agradecer, porque a avó pensou nela com carinho quando lhe comprou o presente. Esse tipo de situação pode ajudar a criança a desenvolver argumentos. Outro bom exemplo ocorre quando a criança encontra a vizinha e diz: “Como você é feia!”. É importante, primeiro, que os pais não a repreendam de forma constrangedora. Depois, porém, é preciso conversar e explicar que ela não precisa dizer tudo aquilo que passa pela cabeça e que muitas coisas podem deixar as outras pessoas tristes. Esta é uma maneira de ensinar o que é ter compaixão por alguém.</p>
<div class="fotoMateria box160" style="text-align: justify;"></div>
<h2><strong>A habilidade de mentir</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A professora canadense Victoria Talwar, do departamento de educação e conselho psicológico da Universidade McGill, de Montreal (Canadá), começou a estudar o comportamento das crianças há dez anos e deu de cara com ela: a mentira. Seu interesse, a princípio, era no desenvolvimento cognitivo das crianças e na habilidade delas de entender a perspectiva do outro. Chegou à conclusão de que “mentir é um comportamento que demonstra essa habilidade”. É como se a honestidade exigisse, digamos, menos esforço. “Para mentir – e mentir bem –, a criança precisa entender no que a outra pessoa acredita e saber de maneira estratégica adaptar a falta de verdade para ser plausível”. Mas isso não simplifica em nada essa história.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong> Com quantos anos as crianças começam a mentir?</strong></h2>
<p>Algumas antes dos 2 ou 3 anos. Quando chega aos 4, a maioria diz mentiras ocasionais. Isso parece se desenvolver mais ou menos ao mesmo tempo que outros sinais cognitivos, uma consequência da sofisticação desse crescimento.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong> Existe um período no qual mentir é normal?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Sim. Por nossas vidas inteiras. Estudos feitos com adultos sugerem que nós contamos cerca de sete mentiras por dia. A maioria delas, pequena. Por exemplo, quando uma amiga pergunta se você gostou do vestido dela, mesmo achando a cor feia, você diz que gostou, para não a ofender. O que não é normal é mentir cronicamente e, quando chega aos 10 anos, a maioria das crianças mente desse modo. Já as bem novinhas vão mentir mais indiscriminadamente, como negar que bateu no cachorro, quando você estava lá e viu que foi ela. É assim que aprendem o que podem ou não fazer.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong> É verdade que crianças espertas mentem mais?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">É mais provável que crianças inteligentes mintam mais cedo e contem mentiras plausíveis. Você pode dizer para um pai que vê seu filho de 2 anos e meio mentindo que ele deve se alegrar porque a criança está começando a desenvolver suas habilidades cognitivas, que são vitais para o crescimento futuro. Claro, continuamos querendo ensinar nossas crianças a ser honestas. Mas podemos ver que a mentira é o resultado inicial de um desenvolvimento positivo e depende dos pais ensinar seus filhos a ser honestos.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong> Como não confundir mentira com fantasia?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Frequentemente são confundidas. Fantasia é brincar de faz de conta, e isso é uma parte muito rica da vida imaginativa; as crianças aprendem sobre o mundo e incentiva a criatividade delas.</p>
<p style="text-align: justify;"> O que fazer quando a mentira é uma influência, ou seja, quando é o amigo que mente e aí ele passa a mentir também?</p>
<p style="text-align: justify;">Os pais devem contar para os responsáveis do amigo da criança, mas eles podem não acreditar. Está nas mãos deles lidar com os próprios filhos. De qualquer forma, você pode falar com a criança sobre a importância de dizer a verdade e lidar com esse comportamento mentiroso. É importante também explicar que algumas vezes outras pessoas mentem, mas que isso não torna a mentira um comportamento aceitável.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI66881-10496-2,00-POR+QUE+AS+CRIANCAS+CONTAM+MENTIRAS.html</p>
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		<item>
		<title>Como lidar com uma criança que mente,o que fazer?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-lidar-com-uma-crianca-que-menteo-que-fazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2016 20:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[corrigir os filhos]]></category>
		<category><![CDATA[educar os filhos]]></category>
		<category><![CDATA[imaginação]]></category>
		<category><![CDATA[mentira]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia jf]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia infantil jf]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de familia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por que as crianças mentem? Por mais que você explique e, talvez ponha de castigo, seu filho insiste em inventar histórias para os coleguinhas e mesmo para você. Como lidar com esta situação embaraçosa? Saiba aqui. No período da primeira infância, de 0 à 6 anos, a linha entre o real e o imaginário fantástico [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por que as crianças mentem? Por mais que você explique e, talvez ponha de castigo, seu filho insiste em inventar histórias para os coleguinhas e mesmo para você. Como lidar com esta situação embaraçosa? Saiba aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">No período da primeira infância, de 0 à 6 anos, a linha entre o real e o imaginário fantástico é bem tênue, portanto é normal que a criança diga que viu um inseto embaixo da cama, por exemplo, ou uma pessoa olhando para ela. Logo, ela pode ter fantasiado ou imaginado essa situação, assim, não mentiu, apenas imaginou, fantasiou. Mas, se o problema persiste um pouco mais, é preciso tomar algumas atitudes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como os pais devem agir?</h2>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Antes de tudo, os pais precisam assumir que são responsáveis pelo amadurecimento do filho.  Isso implica em enfrentar esses problemas e fazer a criança entender o que é certo e errado, por meios de palavras e conversas claras e sem agressividade.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">Se o seu filho mentir, faça-o perceber que foi errado e mostre o quanto é importante ser sincero. Dê exemplos do seu dia-a-dia, no trabalho, da sua infância, enfim, exemplos que ele possa entender.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">A especialista em comportamento infantil Suzy Camacho afirma que a atenção maior dos pais deve estar voltada às mentiras maldosas, que foram premeditadas para prejudicar alguém ou tirar vantagem. No <strong>caso de roubo</strong>, os pais podem fazer com que a criança reconheça o erro diante da pessoa lesada, fazendo a devolver o objeto e pedir desculpas. O constrangimento normalmente faz com que a criança não volte a roubar novamente. Se houver continuidade deste comportamento deve-se procurar o apoio de um profissional.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que os pais devem dizer?</h2>
<p style="text-align: justify;" align="justify">– Sobretudo <strong>não</strong> chame a criança de mentirosa. Isso não vai funcionar, pois só reforça a imagem negativa e vai, provavelmente, provocar a continuidade do comportamento inadequado.</p>
<p style="text-align: justify;">– Por mais que esteja nervoso, respire fundo e explique com calma as consequências negativas de uma mentira (ou roubo) com exemplos práticos e compreensíveis para a idade. Se o ato prejudicou alguém, deixe claro porque é errado fazer isso e faça-a pensar se ela gostaria que alguém agisse assim com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">– Controle-se. Não grite com a criança para obrigá-la a dizer a verdade, pois isso só a intimida ainda mais. E, por medo da bronca, pode desencadear ainda mais mentiras.</p>
<p style="text-align: justify;">– Se suspeitar que a criança está mentindo faça perguntas genéricas. Como foi o passeio? Estava bom na escola? Depois de algum tempo volte a fazer as perguntas e compare as respostas.</p>
<p style="text-align: justify;">– Castigá-la duramente não é, por incrível que pareça, a melhor tática. Só fará com que ela minta mais ainda para fugir das punições. Sua reação deve ser firme mas controlada, sem agressividade.</p>
<p style="text-align: justify;" align="justify">– Muitas crianças pensam: “Você está me punindo por que descobriu a verdade”. Para elas, a punição não está associada à mentira, mas ao fato de ter sido desmascarado. Da próxima vez, essa criança vai caprichar mais nas suas artimanhas, dissimulações e disfarces. A punição deve ser o último recurso, não o primeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">– Lembre-se que você é o herói ou heroína de seu filho e ele segue os seus exemplos. Então, nada de mentirinhas úteis: “Diga que a mamãe não está . Fale que estou tomando banho”. Não minta e nem peça para seu filho mentir.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://doutissima.com.br/2013/05/27/como-lidar-com-uma-crianca-mentirosa-5571/</p>
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		<title>Detectando um mentiroso</title>
		<link>https://casule.com/blog/detectando-um-mentiroso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2015 22:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[#psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[mentira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mentira Embora achemos não muito aceitável, a mentira está entre nós desde que somos muito pequenos. Nossos pais, por exemplo, amenizam nossa infância com histórias nem sempre muito verdadeiras (como fomos concebidos, que as pessoas não morrem, mas viajam para as estrelas, e por aí vai). Pensamos, entretanto, que esse hábito ficaria restrito ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2299" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS.jpg" alt="Fotolia_81277261_XS" width="600" height="400" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS.jpg 424w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/Fotolia_81277261_XS-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></h2>
<h2 style="text-align: justify;">A mentira</h2>
<p style="text-align: justify;">Embora achemos não muito aceitável, a mentira está entre nós desde que somos muito pequenos. Nossos pais, por exemplo, amenizam nossa infância com histórias nem sempre muito verdadeiras (como fomos concebidos, que as pessoas não morrem, mas viajam para as estrelas, e por aí vai).</p>
<p style="text-align: justify;">Pensamos, entretanto, que esse hábito ficaria restrito ao período mais primitivo de nossa existência e, à medida que crescemos, esse hábito naturalmente é deixado para trás.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é à toa então que nosso imaginário seja então frequentemente preenchido de histórias improváveis e duvidosas, ou seja, de inverdades presentes em todos os níveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se é de seu conhecimento, mas uma pesquisa recente procurou averiguar o quanto essa tendência se faz presente e descobriu-se o seguinte: as pessoas na vida adulta mentem uma a cada cinco interações diárias. (1)</p>
<p style="text-align: justify;">Pamela Meyer, autora de um best-seller intitulado “Liespotting”, aferiu que mentimos tanto em nosso cotidiano, que os registros da pesquisadora chegaram a registrar 200 mentiras em um único dia. (2)</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a “mentirinha” se tornou tão comum (e aceitável socialmente) que não ficou restrita aos nossos primeiros anos, mas é ela ainda usada (amplamente, diga-se de passagem) como um método para se evitar pequenas decepções em nosso círculo social da maturidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contar alguma coisa a alguém, é usual que as pessoas acabem, na grande parte das vezes, relatando apenas alguns “aspectos da verdade”. Assim sendo, sem que perceba, reconta-se tendenciosamente partes dos acontecimentos vividos que instintivamente possam ir ao encontro daquilo que as pessoas, de fato, desejariam ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja então que a realidade nua e crua – aquela discutida pelos filósofos durante séculos – dificilmente é repassada adiante em sua forma “bruta”, mas reconstruída, particularmente para que esteja em sintonia com os propósitos individuais de uma interação.</p>
<p style="text-align: justify;">É dessa maneira que as histórias retalhadas dão um contorno mais grandioso a nossa pessoa ao nos fazer sentir mais aceitáveis aos olhos dos demais e, funcionando como uma verdadeira cola social, assegura maiores chances de aceitabilidade.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Mas, mentimos então o tempo todo?</h3>
<p style="text-align: justify;">Ao que tudo indica nas pesquisas, “sim”. E, embora não totalmente intencional, esse hábito atua como método altamente adaptativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, não seria de todo incorreto dizer que, a rigor, falamos muito pouco a respeito do que verdadeiramente se passou conosco ao usarmos distintos níveis de mentira (ou, da verdade, se você preferir).</p>
<p style="text-align: justify;">Essas graduações podem partir daquelas popularmente denominadas de “mentira branca” (ou seja, sem maiores consequências) e podem chegar aos níveis que constituem um quadro de mentira patológica, isto é, de quando se mente de uma maneira contínua e compulsiva, sem controle.</p>
<p style="text-align: justify;">As mentiras “leves” podem incluir: o atraso a um compromisso importante porque  “pegamos muito trânsito” (quando na verdade não saímos no horário correto), o “esquecimento” de uma tarefa de trabalho (quando na verdade não sabíamos fazê-la), a data de aniversário de um amigo importante (quando na verdade, estávamos sem vontade de cumprimentá-lo) etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, temos sempre prontas em nossa cabeça inverdades pouco comprometedoras,  prontas para serem usadas. E, no outro extremo, temos o quadro psicopatológico denominado de “mitomania”.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quando a mentira se tornou doença</h3>
<p style="text-align: justify;">Nesses casos, o indivíduo vive em um ciclo de fabulações, ao criar situações falsas e, o pior, ao fazer de tudo para que se possa acreditar nelas. Assim, na mitomania, a pessoa se sente confortável com invencionice, ao preencher com mais e mais detalhes o enredo da fábula recém-criada.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas vezes podem ser as pequenas mentiras, entretanto, outras vezes são histórias mais elaboradas, de maneira mais detalhada e sofisticada. Dessa forma, na mitomania, o paciente usa da invenção deliberada para enganar pessoas e tirar vantagens, e nunca as admite, muito embora tenha plena consciência de que são fictícias, bem como ainda não se constrange quando é colocado a prova e eventualmente descoberto.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que os casos de mentira desonesta e criminosa, usualmente oriunda dos psicopatas ou estelionatários, não se aplicaria a esses casos, já que são considerados como desvios de caráter.</p>
<h3 style="text-align: justify;">5 maneiras de detectar um mentiroso</h3>
<h4 style="text-align: justify;">a) Comece fazendo perguntas neutras.</h4>
<p style="text-align: justify;">Comece observando como uma pessoa responde questões neutras. Pergunte, por exemplo, a respeito do tempo, planos para o final de semana, ou qualquer coisa que possa provocar uma resposta normal e confortável. Quando a pessoa responder, observe a linguagem corporal e o movimento dos olhos (assim se estabelece um padrão de como a pessoa age ao falar a verdade). Certifique-se de fazer perguntas suficientes para detectar esse padrão.</p>
<h4 style="text-align: justify;">b) Comece a pesquisar um tema mais “delicado”.</h4>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que saímos do um território mais neutro em direção à “zona de mentira&#8221;, fique atento às mudanças observadas na linguagem corporal, nas expressões faciais, no movimento dos olhos ou ainda na estrutura das frases. É inevitável que padrões distintos aparecerão ao se contar uma situação que, na verdade, não ocorreu. Por isso então que se torna importante observar uma linha de base de comportamento normal antes de entrar nessa fase.</p>
<h4 style="text-align: justify;">c) Fique ligado nas linguagens corporais.</h4>
<p style="text-align: justify;">O comportamento mentiroso, muitas vezes, pode ser detectado através de sinais como olhares rápidos de um lado ou outro, enquanto se explica alguma coisa; toques rápidos no nariz com a ponta dos dedos; o mordiscar os lábios; dificuldade de se olhar diretamente a outra pessoa no ato da explanação ou ainda piscar excessivamente enquanto se descreve a situação (veja que todos são sinais típicos de desvio de direção ou de “efeito fumaça”).</p>
<h4 style="text-align: justify;">d) Preste atenção ao tom, cadência e estrutura das sentenças.</h4>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes, quando uma pessoa está mentindo, ela irá mudar um pouco o tom e cadência de sua voz. O ponto central é atentar na velocidade. Muitas vezes, as sentenças mais elaboradas ou estruturadas é um sinal que a pessoa está ativamente tentando blindar a história mentirosa para que não seja descoberta e, por isso, sem que perceba, acaba se “alongando” nas justificativas e explicações. E, finalmente:</p>
<h4 style="text-align: justify;">e) Preste atenção quando a pessoa muda repentinamente o “rumo da prosa”.</h4>
<p style="text-align: justify;">Como a mentira causa desconforto interno, “trocar” de foco no meio da conversa (mudar de um assunto para outro) pode ser uma pista importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Evidente que esses sinais precisam de treino para serem aferidos, mas vale a nota para ilustrar o quanto podemos, efetivamente, detectar tais comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Passemos então ao mais importante.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O autoengano</h3>
<p style="text-align: justify;">Até aqui falamos das mentiras corriqueiras que possuem como objetivo enganar os outros ao cumprir as funções sociais que, conforme descrevemos, na grande maioria das vezes assumem funções inócuas e inexpressivas, entretanto, existem as outras mentiras, mais importantes, que têm como objetivo nos autoenganar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu explico novamente.</p>
<p style="text-align: justify;">As “mentirinhas” têm como objetivo manipular o exterior, mas o autoengano visa aquietar nosso interior.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que essas últimas, definitivamente, podem ser as mais desastrosas, pois nos afastam da realidade interna e, de maneira efetiva, nos afastam daquilo que verdadeiramente precisaríamos ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Encontramos assim pessoas que se dizem “satisfeitas com o emprego”, “felizes com o relacionamento” ou ainda “realizadas com sua vida” – o que, nem de longe, muitas e muitas vezes, é verídico.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas mentiras têm a função então de não nos colocar no foco, pois ainda que insatisfeitos com nossa vida, permanecemos fora da zona de desafio, pois o desconhecido, muitas vezes, nos tira da condição do controle e do conhecimento das coisas. Portanto, muitas pessoas passam uma vida inteira infelizes, pelo simples receio de seguir em frente e enfrentar aquilo que ainda é inexplorado.</p>
<p style="text-align: justify;">Sério isso, não acha? Saiba então que a maioria dos meus pacientes que buscam terapia, o fazem exatamente por conta das mentiras internas que precisam ser desconstruídas.</p>
<p style="text-align: justify;">Pense nisso.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Conclusão</h3>
<p style="text-align: justify;">A primeira e mais óbvia dedução que podemos extrair deste texto é a de que tudo acima descrito pode também ser uma grande invencionice minha. Quem sabe…</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda, e claramente mais sensata, é a de que somos exímios criadores de realidades, ou seja, quase sempre estamos tentando dar sentidos às coisas e, assim, manipulando a existência a favor de nossa sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, seja dentro de uma pequena ou até de uma grande mentira (ou verdade, pois acho que, a rigor, no final das contas, tanto faz), apenas estamos procurando dar algum contorno àquilo que, efetivamente, nos sirva a algum propósito e que consiga, então, nos dar algum sentido de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez usemos desse recurso para poder sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma pena, entretanto, que muitos descubram isso apenas no final da vida e então possam, finalmente, se aceitar.</p>
<p style="text-align: justify;">(1) http://psycnet.apa.org/journals/psp/70/5/979/</p>
<p style="text-align: justify;">(2) http://www.amazon.com.br/Liespotting-Proven-Techniques-Detect-Deception-ebook/dp/B003R0LBZ8/ref=sr_1_1?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1437837478&amp;sr=1-1&amp;keywords=liespotting</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/2015/07/29/detectando-um-mentiroso/</p>
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