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	<title>bipolar - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>bipolar - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Entenda o caso: mulher flagrada com mendigo</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/mulher-flagrada-com-mendigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Schumann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 21:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A notícia do envolvimento de uma mulher com um morador de rua trouxe muita repercussão na mídia. A mulher foi extremamente exposta e o morador de rua infelizmente teve "dias de glória". Mas o que pode explicar esse surto que a  mulher teve?<br />
Neste vídeo, a Dra. Cristiane Schumann levanta algumas hipóteses e explica o que é  transtorno bipolar do humor com sintomas psicóticos, em estado hipomaníaco.<br />
Lembrando que o mais importante é que  saúde mental da mulher seja reabilitada e as pessoas  esqueçam rápido o que aconteceu e a ajude nesse processo de recuperação.</p>
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<p>Parafilia? Transtorno bipolar?&nbsp;</p>



<p>A notícia do envolvimento de uma mulher com um morador de rua trouxe muita repercussão na mídia. A mulher foi extremamente exposta e o morador de rua infelizmente teve &#8220;dias de glória&#8221;. Mas o que pode explicar esse surto que a&nbsp; mulher teve?&nbsp;</p>



<p>Neste vídeo, a Dra. Cristiane Schumann levanta algumas hipóteses e explica o que é&nbsp; transtorno bipolar do humor com sintomas psicóticos, em estado hipomaníaco.</p>



<p>Lembrando que o mais importante é que &nbsp;saúde mental da mulher seja reabilitada e as pessoas&nbsp; esqueçam rápido o que aconteceu e a ajude nesse processo de recuperação.</p>



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<p> </p>



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		<item>
		<title>Transtorno Bipolar</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/transtorno-bipolar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[bipolar]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[humor deprimido]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno bipolar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A variação de humor no nosso dia a dia é algo muito comum e normal! Passamos por diversas situações ao longo do dia, e da vida, e por consequência, nosso humor e nossas emoções podem se manifestar e alternar de formas diferentes. Mas quando essa mudança se torna um problema? Nesse vídeo vou te ensinar algumas características do Transtorno Bipolar, e te dar algumas dicas para lidar com pessoas que sofrem com essa desordem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A variação de humor no nosso dia a dia é algo muito comum e normal! Passamos por diversas situações ao longo do dia, e da vida, e por consequência, nosso humor e nossas emoções podem se manifestar e alternar de formas diferentes. </p>



<p>Mas quando essa mudança se torna um problema? Nesse vídeo vou te ensinar algumas características do Transtorno Bipolar, e te dar algumas dicas para lidar com pessoas que sofrem com essa desordem.</p>



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		<item>
		<title>Diagnóstico diferencial entre Transtorno Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline</title>
		<link>https://casule.com/blog/diagnostico-diferencial-entre-transtorno-bipolar-e-transtorno-de-personalidade-borderline/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Feb 2019 13:05:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[bipolar]]></category>
		<category><![CDATA[borderline]]></category>
		<category><![CDATA[diagnosticodiferencial]]></category>
		<category><![CDATA[diferencas]]></category>
		<category><![CDATA[semelhancas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O transtorno bipolar e o transtorno de personalidade borderline apresentam características clínicas semelhantes que frequentemente tornam difícil e complexo fazer seu diagnóstico diferencial, podendo implicar em indicações terapêuticas inadequadas. Antes de entendermos as diferenças dos critérios diagnósticos, faz-se necessário entender as características clínicas de cada transtorno. O transtorno de personalidade borderline se caracteriza por um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O transtorno bipolar e o transtorno de personalidade borderline apresentam características clínicas semelhantes que frequentemente tornam difícil e complexo fazer seu diagnóstico diferencial, podendo implicar em indicações terapêuticas inadequadas. Antes de entendermos as diferenças dos critérios diagnósticos, faz-se necessário entender as características clínicas de cada transtorno.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O transtorno de personalidade borderline se caracteriza por um padrão de instabilidade e desregulação emocional, cognitiva e comportamental em diversos âmbitos da vida do indivíduo (Barlow, 2016; Linehan, 2010). Para Linehan, a disfunção do sistema de desregulação emocional é a patologia fundamental, mas não definidora do transtorno. </p>



<p>Para ele, a desregulação emocional é um produto da combinação da vulnerabilidade emocional (alta sensibilidade aos estímulos emocionais) e dificuldades para modular reações emocionais (Linehan, 2010). Nos pacientes borderline, a desregulação emocional é marcada pela instabilidade emocional e dificuldades para lidar com sentimentos de raiva, frustração e hostilidade.&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A desregulação interpessoal se dá também no aspecto interpessoal, os relacionamentos podem ser difíceis, intensos, conflituosos e marcados pelo medo do abandono, na verdade, há um grande esforço para impedir uma possível rejeição (tendem a fazer de tudo pelo parceiro). No entanto, mesmo sem a intenção, acaba aumentando ainda mais a probabilidade que o abandono ocorra, na medida que muitos se comportam de forma ciumenta, obsessiva e dependentes de seus parceiros, por exemplo.</p>



<p>Do ponto de vista comportamental, também há disfuncionalidades apresentadas por comportamentos impulsivos, muitas vezes autoagressivos ou excessivos, como o uso abusivo de álcool e drogas, por exemplo. Talvez seja esse o ponto mais preocupante &#8211; a alta incidência de comportamento suicida em pacientes borderline. Há ideação suicida, ameaças de suicídio e até mesmo histórico de tentativas de suicídio. Há também comportamentos de autoagressão não suicida (automutilação, por exemplo), tudo isso contribui para o surgimento e manutenção de humor negativo diário (Barlow, 2016; Linehan, 2010).&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A desregulação cognitiva se dá por formas breves e não psicóticas de distúrbios cognitivos, como despersonalização, dissociação e delírios que geralmente passam quando o estresse diminui. Geralmente, o pensamento é muito rígido e dicotômico, característica marcante da personalidade borderline (Linehan, 2010).&nbsp;</p>



<p>Também é comum o sentimento de vazio, baixa autoestima, demonstrando uma autoimagem negativa e self instável, corroborando com a ideia de Grotstein (1987) que indivíduos com personalidade borderline possuem um transtorno global da regulação e da experiência de self. Na prática clínica, é comum os pacientes se queixarem de um sentimento crônico de vazio, medo intenso de ficar só e perturbação da identidade.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Já o transtorno bipolar, embora seja uma doença crônica, não é um transtorno de personalidade. Segundo o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, DSM -5, o transtorno bipolar é caracterizado por uma desregulação do estado de humor, que oscila entre o extremamente baixo – depressão – ao extremamente alto – mania e/ou hipomania. Um paciente que se encontra em episódio depressivo maior pode apresentar perda de interesse/prazer por quase todas as atividades durante pelo menos duas semanas; alterações no apetite ou peso, no padrão de sono e atividade psicomotora; diminuição da energia; sentimento de culpa e/ou desvalia; dificuldade para pensar ou concentrar-se ou tomar decisões; pensamentos recorrentes sobre a morte, ideação, planos ou mesmo tentativas suicidas (APA, 2014).&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>No polo oposto, o paciente em estado maníaco pode apresentar humor elevado, eufórico e irritável. O comportamento é marcado por ser excessivo, ele passa a fazer diversas atividades de alto risco; reduz drasticamente a necessidade de sono; tem delírios por grandiosidade ou autoestima inflada; apresenta fuga de ideias ou pensamentos acelerados; sua atenção é desviada muito mais facilmente por estímulos externos insignificantes e, também, há um aumento da loquacidade (pressão por falar). Ressalte-se que, para diagnosticar um episódio maníaco, deve haver graves prejuízos no funcionamento psicossocial do paciente.&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O DSM-5 faz distinção entre o transtorno bipolar de tipos I e II, sendo o tipo I caracterizado pela presença de episódios maníacos ou mistos sindrômicos completos e, no tipo II, haver pelo menos um episódio depressivo maior e um episódio hipomaníaco.</p>



<p>Para pensar no diagnóstico diferencial, o primeiro ponto é diferenciar que borderline é um é transtorno de personalidade e bipolar é um transtorno de humor, ou seja, um começa desde a infância, está relacionado ao modo característico como a pessoa se comporta e pensa. No transtorno de personalidade borderline, nota-se prejuízo na vida da própria pessoa com o transtorno, ou o mais comum, prejuízo maior na vida de outros que convivem com a pessoa. Já no transtorno bipolar, não há transtorno na estrutura de sua personalidade.&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A instabilidade no transtorno de personalidade borderline se dá em todos os aspectos da vida da pessoa, enquanto que no transtorno bipolar, a instabilidade fica restrita ao humor – mais rebaixado ou mais elevado.</p>



<p> Quando o paciente tem transtorno bipolar com fases bem marcadas, tanto de depressão, quanto de hipomania, facilita no diagnóstico. Mas fica mais complexo se o paciente for bipolar e estiver em estado de hipomania, pois ele pode apresentar sintomas semelhantes ao transtorno de personalidade borderline &#8211; impulsividade, mudança de humor, compulsão, irritabilidade, alterações de sono, por exemplo. Nesse caso, é importante investigar um pouco mais da história do paciente, colher mais dados antes da hipótese diagnóstica. Uma pergunta que pode ser feita é: “a pessoa sempre foi assim ou ela tem se comportado dessa forma nos últimos tempos?” </p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Outra opção é investigar a presença de sintomas psicóticos (mais frequentes no transtorno bipolar), a autoestima, a regulação do self e observar e analisar a relação terapêutica estabelecida com o paciente no decorrer do tratamento. Pacientes borderline geralmente costumam ir de um extremo ao outro, da idealização à frustração. Isso provavelmente irá ocorrer com o próprio profissional.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências:</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> <br> <br> <br><br> APA (2014). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed.<br> <br><br> Barlow, D.H. (2016). Manual clínico dos transtornos psicológicos. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed.<br> <br><br> Grotstein, J.S. (1987). The borderline as a disorder of self-regulation. Hillsdale: The Analytic Press.<br> &nbsp;&nbsp;<br> Linehan, M. (2010). Terapia cognitivo-comportamental para transtorno da personalidade borderline: guia do terapeuta. Porto Alegre: Artmed. </p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Ansiedade Social e Fobia Social</title>
		<link>https://casule.com/blog/ansiedade-social-e-fobia-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2014 20:18:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#emoções]]></category>
		<category><![CDATA[ataque de pânico]]></category>
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		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[panico]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é? A ansiedade social é provavelmente, de entre os problemas de ansiedade, o menos conhecido e o mais negligenciado. Para que possa compreender melhor o que é a ansiedade social e a sua forma mais severa a Fobia Social, torna-se necessário que comecemos por perceber o que é uma situação social. Uma situação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que é?</h2>
<p>A ansiedade social é provavelmente, de entre os problemas de ansiedade, o menos conhecido e o mais negligenciado. Para que possa compreender melhor o que é a ansiedade social e a sua forma mais severa a Fobia Social, torna-se necessário que comecemos por perceber o que é uma situação social. Uma situação social é qualquer situação na qual a pessoa e outras pessoas estão presentes. As situações sociais podem incluir interacção com os outros (o que frequentemente referimos como situações interpessoais) ou situações nas quais a pessoa é o foco de atenção ou que poderá ser reparada por outros (frequentemente referimos como situações de desempenho). Alguns dos seguintes exemplos de situações interpessoais e de desempenho podem ser temidas por pessoas que têm níveis elevados de ansiedade social.</p>
<p>Ansiedade social refere-se ao nervosismo ou desconforto em situações sociais, habitualmente devido ao medo que a pessoa tem de poder fazer alguma coisa que possa ser embaraçoso ou ridículo, ou na qual possa causar má impressão, ou que possa ser julgada, criticada ou avaliada negativamente por outras pessoas. Para muitas pessoas, a ansiedade social está limitada a certas situações sociais. Por exemplo, algumas pessoas ficam muito desconfortáveis em situações formais relacionadas com o trabalho, como por exemplo fazer apresentações ou reuniões, mas ficam razoavelmente confortáveis em situações mais casuais, como por exemplo em festas ou a socializar com os amigos. Outras pessoas podem reagir exactamente ao contrário; estão mais confortáveis em situações formais de trabalho do que em situações não estruturadas de encontro social. De facto, não é nada pouco habitual ouvir uma celebridade a dizer que se sente razoavelmente confortável a desempenhar o seu papel em frente a grandes audiências mas que se sente tímida e nervosa quando interage com uma pessoa ou em pequenos grupos em que a intimidade é maior.</p>
<p>A intensidade da ansiedade social e a extensão das situações sociais temidas variam de pessoa para pessoa. Por exemplo, algumas pessoas sentem algum receio com que lidam razoavelmente bem, enquanto outras se sentem completamente esmagadas pela intensidade do seu receio. Para algumas pessoas o receio encontra-se limitado a um única situação social (por exemplo, falar em publico), enquanto que para outras pessoas, a ansiedade social surge em quase todas as situações sociais.</p>
<p>A ansiedade social está relacionada com diversos factores que poderão incluir estilos e traços de personalidade (por exemplo, introversão, timidez ou perfeccionismo). As pessoas que são tímidas sentem-se frequentemente desconfortáveis em certas situações sociais, em especial aquelas situações que envolvem interagir com outras pessoas e conhecer novas pessoas. As pessoas que são introvertidas tendem a ser mais sossegadas e evitam ou retiram-se mais de situações sociais, podendo preferir estar sozinhas. No entanto, as pessoas introvertidas não são necessariamente ansiosas ou receosas quando socializam. Por último, a disposição para o perfeccionismo está associada à tendência para manter elevadas expectativas para si mesmo que são difíceis ou impossíveis de cumprir. O perfeccionismo pode conduzir a pessoa a sentir-se ansiosa em publico pelo receio que as outras pessoas reparem nas suas “falhas” e os julguem negativamente.</p>
<p>Como é que a Ansiedade Social pode interferir nos relacionamentos, no trabalho e na escola, e em outras actividades do dia-a-dia?</p>
<p>A ansiedade social pode fazer com que seja difícil para as pessoas estabelecerem e manterem relações saudáveis. Pode afectar todos os níveis de relacionamento, desde o relacionamento com estranhos e conhecidos casuais àqueles com a família e outros significativos. Para muitas pessoas, mesmo a maneira mais simples de interacção social (tal como fazer uma pequena conversa, pedir direcções, cumprimentar um vizinho) são muito difíceis. Para essas pessoas marcar encontros pode estar completamente fora de questão. A ansiedade social pode ser mais fácil de lidar junto de pessoas mais familiares, como amigos e família, mas nem sempre. Para algumas pessoas, a ansiedade pode aumentar à medida que as relações se tornam mais íntimas. A ansiedade social pode ainda interferir com as relações existentes, principalmente se o companheiro(a) de uma pessoa com ansiedade social quiser socializar com outras pessoas. A ansiedade social pode ter um impacto na escolha dos estudos e da profissão. Pode por exemplo afectar o tipo de curso a fazer na faculdade e qual o tipo de emprego que a pessoa pode aceitar. Pode ainda afectar o desempenho no trabalho e o envolvimento na escola. Praticamente qualquer actividade que envolva contacto com outras pessoas pode ser afectada pela ansiedade social.</p>
<p>Quando a ansiedade social se torna severa, pode conduzir para uma condição conhecida como fobia social.</p>
<p>Exemplos de situações temidas</p>
<p>Convidar alguém para sair<br />
Falar com alguém que é percebido como mais autoritário, ou divertido, ou interessante, ou que de alguma forma colha maior reconhecimento social<br />
Iniciar a manter uma conversa<br />
Ir a uma festa<br />
Convidar amigos para jantar<br />
Conhecer pessoas novas<br />
Falar ao telefone<br />
Expressar uma opinião pessoal<br />
Ir a uma entrevista de emprego<br />
Ter um comportamento assertivo (por exemplo, dizer não quando não se quer fazer alguma coisa)<br />
Devolver um artigo e obter o reembolso<br />
Manter um contacto olhos nos olhos<br />
Conversar com pessoas do sexo oposto</p>
<h2>Soluções psicoterapêuticas</h2>
<p>De todos os tratamentos disponíveis, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem-se mostrado o melhor tratamento para a fobia social. A terapia cognitivo-comportamental baseia-se na premissa de que o que a pessoa pensa afecta o modo como se sente, e os sentimentos afectam o comportamento. Neste sentido, se houver uma modificação da maneira como se pensa as situações sociais a pessoa irá sentir menos ansiedade e consequentemente não necessitará de ter os comportamentos de evitamento das situações sociais.</p>
<p>A terapia cognitivo-comportamental para fobia social envolve normalmente:</p>
<p>Aprender a controlar os sintomas físicos da ansiedade através de técnicas de relaxamento e exercícios respiratórios.<br />
Aprender a modificar os pensamentos negativos que provocam ansiedade em situações sociais.<br />
Enfrentar o medo de uma maneira gradual (sempre à sua medida) e sistemática as situações sociais de forma a que as deixe de evitar.<br />
A intervenção psicoterapêutica pode ser feita num contexto individual – o cliente e o seu psicoterapeuta – ou em contexto de grupo (de 6 a 12 participantes). Qualquer das situações é eficaz e tem vantagens específicas: o contexto individual resulta mais personalizado, com lugar ao trabalho de outras situações adicionais à fobia social; o contexto de grupo resulta mais económico e propicia uma aprendizagem mais rápida de algumas das técnicas. Na terapia de grupo para a Fobia Social utiliza-se para além das técnicas referidas, o desempenho de papéis, a filmagem e observação de vídeos, a entrevista simulada, o treino de competências sociais e outros exercícios que visam trabalhar situações sociais em que a pessoa se sente ansiosa. À medida que as pessoas praticam e se preparam para as situações que inicialmente temiam, vão-se tornando cada vez mais confiantes nas suas competências sociais, e sua ansiedade vai diminuir. A primeira sessão, de avaliação, é sempre individual e pode ser utilizada para discutirmos qual poderá ser o melhor enquadramento para si, para que possa decidir sobre como prefere que seja feito o seu acompanhamento.</p>
<p>Fonte: http://oficinadepsicologia.com/sobre-ansiedade/ansiedade-social</p>
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		<title>Perturbação de personalidade narcísica</title>
		<link>https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-narcisica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 20:06:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Perturbação de personalidade narcísica O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. [&#8230;]</p>
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<h1>Perturbação de personalidade narcísica</h1>
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<p>O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. Um dia, Narciso aproximou-se de um lago e apaixonou-se pela sua própria imagem ao vê-la reflectida na água, lançando-se ao lago para se unir aquele por quem se apaixonara – ele próprio.</p>
<p>Daqui surge o termo de “personalidade narcísica”, a qual tentaremos explicar de acordo com o ponto de vista de um leitor com esta personalidade.</p>
<p>Provavelmente sente, muitas vezes, que as pessoas que o(a) rodeiam têm vários defeitos. Parece que na maioria das vezes, essas não estão comparativamente à sua altura. Como se não compreendessem as suas qualidades, fossem incapazes de as reconhecer e validar de acordo com aquele que acredita ser o seu verdadeiro valor. Tendencialmente sente que só as pessoas de elevado estatuto, valor e importância é que conseguem estar ao seu nível, sendo naturalmente a essas que procura recorrer.</p>
<p>Sentir que não é suficientemente reconhecido pela maioria das pessoas é realmente intolerável. Por isso, tenta ainda mais explicitamente demonstrar ou tornar claro aos outros aquele que acredita ser o seu real valor. Procura sistematicamente que as pessoas o reconheçam, apreciem e valorizem. Ao mesmo tempo, é como se a sua auto-estima fosse muito frágil, o que faz com que tenha medo que os outros o(a) avaliem de forma negativa. E por vezes este medo é tão grande, que mesmo antes que eles o(a) possam rejeitar, torna-se imperativo desvalorizá-los.</p>
<p>Parece surgir um padrão de relações instável, uma vez que torna-se impossível manter relações estáveis e seguras com as pessoas que o(a) rodeiam já que estas parecem nunca o(a) compreender ou valorizar como desejaria. Há um desejo de ser o centro das atenções, mas as pessoas com quem interage acusam-no constantemente de se gabar e de ser pretensioso(a). Ao ouvir isto pode sentir o despertar de uma grande fúria.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há alguma dificuldade em identificar os sentimentos dos outros, em colocar-se no seu lugar e em validar as suas experiências. É que ainda por cima, quando eles parecem ser melhor sucedidos, surge uma ponta de inveja. Por vezes, os outros podem acusá-lo de ter um comportamento altivo, arrogante e de ser incapaz de amparar as suas vulnerabilidades sem os criticar.</p>
<p>As suas relações amorosas também parecem falhar sucessivamente e provavelmente sente que a maior parte das pessoas acabou por se afastar de si. Se por um lado não compreende o porquê disso acontecer, por outro lado não atribui muita importância a esses afastamentos. Como se existisse um lado de si com medo de continuar a ser desvalorizado pelas pessoas que o rodeiam e por isso também não precisasse delas por perto.<br />
Uma vez que existe a expectativa de que os outros não irão gostar de si, então exige muito desses ao mesmo tempo que dá-lhes pouco de si, não os deixando aproximar-se em demasia. É como se existisse um lado seu que procurasse intimidade nas relações com os outros, e outro lado que se sentisse extremamente inconfortável quando esta intimidade se gera. Afinal, acredita que se a outra pessoa descobrisse uma falha sua, poderia rejeitá-lo(a) e humilhá-lo(a). Porém, se isto eventualmente acontecesse, rapidamente encontraria uma forma de evitar isso, demonstrando a forma como acredita ser superior a essa pessoa.</p>
<p>Os traços de personalidade narcísica surgem, normalmente, no início da idade adulta e manifestam-se nos mais diversos contextos da vida da pessoa. A prevalência na população geral é de menos de 1%, sendo que na população psiquiátrica varia entre 2% a 16%. De salientar que é mais frequente nos homens (50% a 75%).</p>
<p>Um padrão invasivo de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por pelo menos cinco dos seguintes critérios:<br />
(1) sentimento grandioso da própria importância (por ex., exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis);<br />
(2) preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal;<br />
(3) crença de ser “especial” e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada;<br />
(4) exigência de admiração excessiva;<br />
(5) sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas;<br />
(6) é explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos;<br />
(7) ausência de empatia: relutante em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias;<br />
(8) frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia;<br />
(9) comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como intervir?</h2>
<p>O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado. Neste espaço, pretende-se:<br />
•    Criar um clima de segurança em que se sinta compreendido e cuidado;<br />
•    Aumentar a tendência para agir com sucesso, estabelecendo objectivos alcançáveis;<br />
•    Compreender a ligação entre forma como age e a forma como isso o torna mais vulnerável à crítica dos outros;<br />
•    Diminuir as interacções potencialmente arrogantes para com os outros;<br />
•    Ajudá-lo a lidar com imperfeições e as suas vulnerabilidades;<br />
•    Aumentar a consciência das suas emoções e auto-controlo;<br />
•    Diminuir possíveis explosões de fúria;<br />
•    Melhorar as relações com os outros.</p>
<p>Este é um trabalho prático e os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.</p>
</div>
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		<title>Exercício físico como forma de combater a depressão</title>
		<link>https://casule.com/blog/exercicio-fisico-como-forma-de-combater-depressao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 16:57:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A célebre frase latina “mens sana in corpore sano” (mente sã em corpo são) ilustra o facto de que o homem sempre sentiu a necessidade de exercitar o corpo para poder alcançar um equilíbrio psíquico completo. A depressão é uma das doenças que mais incapacita o ser humano. E uma das doenças psiquiátricas mais frequentes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A célebre frase latina “mens sana in corpore sano” (mente sã em corpo são) ilustra o facto de que o homem sempre sentiu a necessidade de exercitar o corpo para poder alcançar um equilíbrio psíquico completo.</p>
<p>A depressão é uma das doenças que mais incapacita o ser humano. E uma das doenças psiquiátricas mais frequentes – uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens podem vir a ter crises depressivas durante a vida, desde a juventude até à terceira idade.</p>
<p>A depressão caracteriza-se por uma alteração psíquica e orgânica global, com consequentes alterações na maneira de valorizar e percecionar a realidade e a vida. Na pessoa deprimida há uma falta de vitalidade que poderá estar acompanhada de sentimentos de tristeza, falta de confiança em si própria, sentimentos de culpa generalizados, pessimismo e descrença.</p>
<p>A prática de exercício físico é uma boa forma de prevenir e combater a depressão. O exercício físico constante e moderado tem efeitos benéficos na saúde em geral e, ao nível psicológico, pode reduzir a ansiedade, melhorar a autoestima e autoconfiança, melhorar a cognição e diminuir o stress.</p>
<p>O exercício físico liberta no cérebro substâncias, as endorfinas, que proporcionam uma sensação de paz e de tranquilidade; são neuromediadores ligados à génese do bem-estar e do prazer. Por ser um potente libertador de endorfinas, o exercício físico cria a boa dependência quando praticado regularmente, e faz falta como faria qualquer outra substância associada ao prazer. O exercício físico é altamente eficaz no combate ao stress e ansiedade, e quando é moderado e regular, descontrai o corpo e ativa o sistema imunitário.</p>
<p>O desporto pode ajudar a tratar depressões e esgotamentos nervosos quando praticado regularmente e com alguns cuidados especiais. A libertação de endorfinas, somada à melhoria na autoestima proveniente da sensação de estar a fazer algo em benefício da própria saúde e bem-estar, provoca um estado de plenitude ao praticante regular de atividade física, e traz benefícios a todos os níveis. O exercício é muito eficaz para combater o stress por ter um efeito relaxante, por favorecer uma descontração mental e ajudar a pessoa a afastar-se temporariamente dos problemas e da tensão.</p>
<p>As atividades podem reduzir a ansiedade e a tensão. Uma caminhada rápida durante 20 a 30 minutos, três a cinco vezes por semana, pode ser uma grande ajuda para gerir melhor o stress. Contudo, é necessário que o ritmo de exercício seja adequado, pois um programa de exercício muito rígido e exigente pode deixar a pessoa ainda mais stressada.</p>
<p>O exercício físico moderado produz um efeito benéfico geral sobre o organismo. A prática regular traz resultados positivos aos distúrbios de sono, aos aspetos psicológicos e aos transtornos de humor, de ansiedade, depressão, além de que melhora os aspetos cognitivos, como a memória e a aprendizagem.</p>
<p>O exercício físico sistematizado tem benefícios tanto na esfera física como mental do ser humano, ao proporcionar uma melhor qualidade de vida. O segredo está numa atividade que seja agradável para quem a pratica, optando por uma modalidade na qual a pessoa se sinta bem e que realmente goste, para evitar a frustração. É essencial transformar o treino diário num ato de prazer e aproveitar ao máximo o bem-estar que a prática do desporto proporciona, tentando conciliar o lado físico (melhoria da performance), ao estético (ter um corpo modelado…), sem esquecer que o emocional precisa de estar bem e sentir que está a praticar uma atividade adequada.</p>
<p>Fonte: http://oficinadepsicologia.com/perturbacoes-de-personalidade/histrionico-2</p>
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		<title>Série fotográfica retrata os altos e baixos de quem sofre de depressão e outros problemas psicológicos</title>
		<link>https://casule.com/blog/serie-fotografica-retrata-os-altos-e-baixos-de-quem-sofre-de-depressao-e-outros-problemas-psicologicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2014 16:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história de Liz Obert começa como muitas outras – todos os dias, ela se levantava, vestia e enfrentava o mundo lá fora. Ela acenava, falava e até podia sorrir, mas o que ia por dentro de sua alma era, sobretudo, dor. A depressão que lhe foi diagnosticada com cerca de 20 anos não melhorava [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A história de Liz Obert começa como muitas outras – todos os dias, ela se levantava, vestia e enfrentava o mundo lá fora. Ela acenava, falava e até podia sorrir, mas o que ia por dentro de sua alma era, sobretudo, dor. A depressão que lhe foi diagnosticada com cerca de 20 anos não melhorava com a terapia, muito menos com medicamentos. O problema de Obert era outro:bipolaridade.</p>
<p>Com um transtorno bipolar de nível II, a fotógrafa conhece bem a sensação de mascarar os sentimentos, de encher o peito de ar e encarar a vida lá fora, quando, na volta para casa, o sofá e, principalmente, a apatia perante a vida tomam conta do ser humano. Mesmo sabendo que isso não é um exclusivo de pessoas com distúrbios mentais, Obert decidiu que queria mostrar o lado escondido de quem vive dividido em duas personalidades. De um lado, o “eu” verdadeiro, na privacidade de casa; do outro, o “eu” que queremos que os outros vejam. E começou por ela mesma:</p>
<p><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1167" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness1.jpg" alt="MentalIllness1" width="628" height="446" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness1.jpg 628w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness1-300x213.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness1-610x433.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness1-400x284.jpg 400w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness1-480x341.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness1-600x426.jpg 600w" sizes="(max-width: 628px) 100vw, 628px" /></p>
<p>“Meu cão Niko, vinho tinto e pizza; trabalhar no estúdio, ouvir batidas na cassete, cochilar, ficar em casa, amigos chegados, tentar não pensar, dormir muuito” / “Socializar, happy hour, acampar, escalar, otimista, tudo vai ficar bem”</p>
<p>A série, chamada Dualities (“Dualidades”, em português) pretende “oferecer um vislumbre da intimidade pessoas que lutam com desordens que são, muitas vezes, incompreendidas”, afirma Obert.</p>
<p>Para tornar o projeto mais rico e conhecer melhor os personagens, a fotógrafa pede que cada modelo escreva uma frase por baixo das fotos, mostrando os diferentes estados de espírito que as atravessam. O curioso é que Obert chegou à conclusão que as fotos do lado depressivo são mais naturais e fáceis de clicar, enquanto que as outras, aquelas do mesmo jeito em que as pessoas se apresentam ao mundo, chegam a ser constrangedoras.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1168" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness2.jpg" alt="MentalIllness2" width="628" height="453" /></p>
<p>“Solidão, jogar video game, abraçar gatinhos, rir desesperadamente de comédia sarcástica, satisfação com comida do dia, introspeção, evitar meu trabalho artístico, mais solidão” / “Ver amigos, video games com amigos online, música enquanto preparo boa comida, boa cerveja, fazer trabalho artístico de que me orgulho, aproveitar a companhia de meus desempregados felinos e companheiros de quarto”</p>
<p>Para cada fotografia, Obert marca primeiro um encontro com os modelos, onde eles possam conversar, se sentir confortáveis e mostrar como gostariam de ser retratados. Apesar de já existir 10 retratos, Obert tem visto vários pedidos recusados, por pessoas que consideram que esta é uma forma de exposição muito grande de seus problemas interiores. A fotógrafa acredita que isso tem também a ver com o estigma que existe sobre os problemas psicológicos nos EUA (e um pouco pelo mundo moderno, onde, paradoxalmente, esses problemas não param de aumentar).“Eu acho que o mundo ainda precisa ser educado nesse processo. A morte de Robin Williams trouxe um pouco o tema à mídia e com isso se discutiu um pouco mais, mas a maioria do tempo [esse assunto] é silenciado”.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1169" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness3.jpg" alt="MentalIllness3" width="628" height="445" /></p>
<p>“Eu sou pequena e necessitada, como diz a música da Sia, cercada por uma névoa de fracasso, me afogando nas expectativas que não cumpri, uma sombra de mim mesma” / “Minha vitalidade e amor pela vida são inegáveis, sou a personificação da força, beleza em movimento. Eu falo em meu nome e daqueles com uma voz clara e audível”</p>
<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1170" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness4.jpg" alt="MentalIllness4" width="628" height="447" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness4.jpg 628w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness4-300x214.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness4-610x434.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness4-400x284.jpg 400w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness4-480x342.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness4-600x427.jpg 600w" sizes="(max-width: 628px) 100vw, 628px" /> <img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1171" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness5.jpg" alt="MentalIllness5" width="628" height="445" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness5.jpg 628w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness5-300x213.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness5-610x432.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness5-400x284.jpg 400w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness5-480x340.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness5-600x425.jpg 600w" sizes="(max-width: 628px) 100vw, 628px" /> <img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1172" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness6.jpg" alt="MentalIllness6" width="628" height="440" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness6.jpg 628w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness6-300x210.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness6-610x427.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness6-480x336.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness6-600x420.jpg 600w" sizes="(max-width: 628px) 100vw, 628px" /></p>
<p>“Eu ouço música: Ryan Adams, Neil Young, Wilco, Radiohead, The National, Jeff Buckley, Pavement, Echo and the Bunnymen – coisas desse tipo; eu gosto da absorção que a música produz; envolvido pela ritmo e pela melodia, minha disposição pode ser alterada” / “Eu continuo escutando música, mas a minha playlist muda; estou mais apto a ouvir hip-hop, Al Green, John Legend, Beastie Boys, The Clash, Nirvana, Pixies”</p>
<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1173" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness7.jpg" alt="MentalIllness7" width="628" height="445" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness7.jpg 628w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness7-300x213.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness7-610x432.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness7-400x284.jpg 400w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness7-480x340.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness7-600x425.jpg 600w" sizes="(max-width: 628px) 100vw, 628px" /> <img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1174" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness8.jpg" alt="MentalIllness8" width="628" height="446" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness8.jpg 628w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness8-300x213.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness8-610x433.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness8-400x284.jpg 400w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness8-480x341.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/MentalIllness8-600x426.jpg 600w" sizes="(max-width: 628px) 100vw, 628px" /></p>
<p>Nota do redator: Legendas parcialmente ilegíveis. “Estagnado, sentimento de ódio próprio, sozinho. Eu falhei. A criatividade se foi. O mundo enloqueceu!!!” / “Me sentindo criativo e consistente, uma linha de vida só por estar, no momento, em uma base estável”</p>
<p>Todas as fotos © Liz Obert</p>
<p>Fonte:  http://www.hypeness.com.br/2014/11/serie-fotografica-mostra-a-vida-dupla-de-pessoas-com-problemas-psicologicos/</p>
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		<title>Exigências da terapia de casal</title>
		<link>https://casule.com/blog/exigencias-da-terapia-de-casal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2014 17:36:16 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Iniciar um processo de terapia de casal cria uma exigência em diversos eixos. Se todos esses eixos tomarem uma direção, o sucesso é muito mais fácil de atingir.</p>
<p>Na terapia existe um processo de mudança, que cria uma exigência ao cliente mas também ao terapeuta, pois ao processo terapêutico são exigidos diversos resultados. Na terapia de casal, a exigência aos participantes é ainda maior. Exige-se que se mude o próprio casal (neste caso, a relação), mas também os cônjuges. Assim, espera-se que se altere o outro, mas também o próprio. Tal como a exigência do terapeuta é a dobrar, pois são duas expectativas que estão em jogo.</p>
<p>Em qualquer processo terapêutico, seja individual ou conjugal, a mudança é sempre complicada e difícil. Frequentemente o casal exige resultados ao terapeuta sem tentar fazer qualquer mudança aos seus comportamentos, comunicação ou rotinas. Também frequentemente o cônjuge exige a mudança do outro, sem que o próprio identifique razões para alterar seja o que for. Nestes casos, em geral um dos cônjuges inicia o processo de terapia apenas por pressão do outro ou na esperança de que o terapeuta mencione que tudo está bem e que a relação é natural ou normal. Quando começa a haver a necessidade de mudança, estas pessoas poderão rejeitar o processo ou criar dificuldades em todos os exercícios propostos. Nesta situação, a terapia de casal não pode continuar e o processo termina.</p>
<p>Por vezes, em sessão, somos surpreendidos por cônjuges que, à partida, não estavam muito motivados, mas que depois de explicado todo o processo que leva à maioria das dificuldades no casal, revelam-se prontos a mudar o seu comportamento ou comunicação. Anteriormente não o faziam apenas porque não identificavam as situações como estando na base dos problemas. A motivação “assimétrica” é comum, da mesma forma que a facilidade de mudança pode ser muito díspar, o que pode levar a algum mal-estar por parte da pessoa menos motivada ou menos “capaz” da mudança. Mas, como se diz, cada pessoa é única e, como tal, cada casal é único. Não devemos deixar que o processo terapêutico termine ou se interrompa porque existem mais dificuldades de um dos cônjuges em proceder à mudança na relação. Todas as alterações são importantes, mesmo as mais pequenas.</p>
<h2>Exigências da terapia de casal</h2>
<p>Para o processo terapêutico, a identificação dos erros e a vontade de mudar é deveras importante, ao invés de “apontar o dedo” aos outros. O esforço de mudança deve fazer parte do processo e, por poucos resultados que traga, requer um envolvimento e um reconhecimento dos problemas muito importante. Já a responsabilização do cônjuge pelos problemas ou até a exigência ao terapeuta que opere mudanças na relação geralmente resultam em processos com resultados muito pobres.</p>
<p>Fonte:  http://oficinadepsicologia.com/exigencias-da-terapia-de-casal</p>
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		<title>O que é a Personalidade Borderline?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-e-personalidade-borderline/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2014 12:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontra-se entre o tipo de personalidade mais amplamente estudado em psicologia, em virtude das suas características tão amplas, desafiadoras e peculiares. Os traços borderline na personalidade denotam a presença de um padrão global de instabilidade na forma habitual de funcionar que afecta as relações com os outros, a imagem que tem de si e os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Encontra-se entre o tipo de personalidade mais amplamente estudado em psicologia, em virtude das suas características tão amplas, desafiadoras e peculiares.<br />
Os traços borderline na personalidade denotam a presença de um padrão global de instabilidade na forma habitual de funcionar que afecta as relações com os outros, a imagem que tem de si e os afectos, bem como o comportamento, no qual existe um reduzido controlo de impulsos. Essa instabilidade está provavelmente a ter um impacto negativo no seu dia-a-dia numa variedade de contextos, nos domínios social, familiar e profissional. Como resultado dessas especificidades na sua maneira de pensar, sentir e agir, poderá sentir um grande desconforto ou sofrimento pelo rumo que a sua vida está a tomar. Parece que uma enorme desorganização e caos se instalaram, nada tem um objectivo ou sentido.</p>
<p>Está por isso convidado a continuar atento e a perceber por si mesmo se os exemplos partilhados se aproximam da experiência subjetiva vivenciada nos últimos tempos.</p>
<p>Se, por um lado, talvez se sinta frágil e vulnerável, por outro lado, talvez creia que o mundo parece ser um local mau, perigoso e as pessoas não são de confiança. Por vezes, chega mesmo a questionar a utilidade de confiar em si próprio(a), em atender ao que sente que precisa ou quer e em que é capaz de cuidar sozinho(a) de si.</p>
<p>As relações estabelecidas com os outros, apesar de muito intensas, poderão ser particularmente instáveis, marcadas por desapontamentos. Poderá criar, com as pessoas de quem se aproxima, laços de uma dependência muito forte, pois deseja ser cuidado(a), amado(a) e confiar nesses. A pessoa a quem se liga torna-se uma figura sem defeitos, que se reveste de uma grande importância, que se torna o seu apoio emocional. Esta relação de dependência dará origem a uma necessidade de atenção e cuidado permanente, a qual é particularmente intensa. Porém, receia paralelamente essa dependência, teme confiar nessa pessoa que tanto ama, pois sente um medo terrível de ser abandonado(a). Tudo isto porque é particularmente doloroso e difícil lidar com a perda ou abandono de pessoas significativas (por exemplo, término de relação amorosa, morte, ausência temporária de pessoa importante). Assim, quando sente que há um afastamento, por mais pequeno que seja, este amor transforma-se numa zanga profunda, em ressentimento.</p>
<p>Encontra-se bastante sensível a qualquer comportamento que possa ser percebido como rejeitante: um atraso a um encontro, um esquecimento de telefonar, uma desmarcação ou até uma ausência por doença ou férias de uma pessoa importante, mudando rapidamente de opinião acerca daqueles que ama. Como se em determinados momentos essas pessoas significativas pudessem ser vistas como sensíveis, cuidadores e protetoras, merecendo ser intensamente amadas, mas noutros momentos, o fizessem sentir negligenciado e traído, o que desperta em si um ódio ou zanga profunda. Isso é compreensível pois, provavelmente, antecipa que a tão indesejável e insuportável rejeição se venha a concretizar. Há por isso que evitá-la a todo o custo. Nesses momentos, podem surgir explosões de raiva e violência difíceis de controlar, com exigência de melhor cuidado e dedicação que o outro sente como exagerado e raramente compreende, ao mesmo tempo que expressa uma intensa frustração.</p>
<p>Manter um estado de humor estável é particularmente difícil. É frequente que, de forma repentina e sem explicação, dê por si a sentir-se angustiado(a), irritado(a) ou apático e noutros momentos cheio de energia e eufórico.</p>
<p>As relações com o sexo oposto podem ser provavelmente numerosas e breves. Deseja incessantemente relações românticas significativas e próximas. Quando deixado(a) sozinho(a), sente um vazio profundo e uma solidão intolerável. Provavelmente, será difícil para si encontrar estabilidade interior, pois parece sentir tédio sempre que a sua vida encontra maior serenidade ou tranquilidade. Numa procura incessante de emoções e agitação, talvez de uma forma impulsiva se envolva em consumos excessivos de substâncias, atividade sexual arriscada e com múltiplos parceiros, condução imprudente, ou até gastos financeiros excessivos.</p>
<p>Em certos momentos poderá sentir culpa, vivenciando episódios de ansiedade e depressão, o que talvez leve a que se envolva noutro tipo de comportamentos auto – destrutivos. Incapaz de lidar com a dor sentida na sequência de situações que percepciona como formas de abandono, rejeição ou de retirada de investimento emocional, debaixo de um profundo desespero, poderá apresentar gestos de violência direcionada contra si próprio(a). Esses comportamentos podem envolver a auto – mutilação do seu corpo, por corte ou queimadura, e, em casos limite, tentativas de suicídio.</p>
<p>A sua identidade, a imagem ou sentimento que possui de si próprio(a), parece ser marcada por uma instabilidade e indefinição persistente. Talvez por momentos não saiba quem é, deseje ser diferente de quem é, ou não queira estar como e onde está. Os seus objectivos de vida e valores são frequentemente variáveis, o que pode por exemplo conduzir a alterações repetidas nas preferências vocacionais ou até no emprego.</p>
<p>Durante períodos de stress, esta desagregação interna e externa sentida torna mais propícia uma alteração plena e realista da consciência no aqui e agora. Talvez tenha a sensação de que, por momentos, é um simplesmente um observador que assiste do exterior aos eventos e acontecimentos da sua própria vida.</p>
<p>Estima-se que a presença de traços borderline na personalidade encontra-se em cerca de 2 % da população em geral e em 30% a 60% da população com perturbações de personalidade. Ressalta-se que é mais frequente no sexo feminino e em familiares diretos com a perturbação. Há um aumento de risco familiar para perturbações relacionadas com substâncias, perturbação anti-social da personalidade e perturbações de humor.</p>
<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1137" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2.jpg" alt="esquizo2" width="562" height="750" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2.jpg 562w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2-225x300.jpg 225w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2-480x641.jpg 480w" sizes="(max-width: 562px) 100vw, 562px" /></p>
<p>Poderão estar todos ou apenas cinco dos sintomas mencionados:<br />
(1)    esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado;<br />
(2)    um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;<br />
(3)    perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self;<br />
(4)    impulsividade em pelo menos duas das áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex. sexo, gastos financeiros, abuso de substâncias, condução imprudente, comer compulsivamente);<br />
(5)    recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento de automutilação;<br />
(6)    instabilidade afectiva devido a acentuada reatividade do humor (por ex. episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade, geralmente durando algumas horas e apenas raramente alguns dias);<br />
(7)    sentimentos crónicos de vazio;<br />
(8)   raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex. demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, agressões corporais recorrentes);<br />
(9)    ideação paranóide transitória e relacionada com stress ou sintomas dissociativos.<br />
Como intervir?<br />
O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado na procura de um maior alívio para as suas dificuldades. Tudo isto para que possa adquirir maiores graus de liberdade e bem-estar na sua vida ao mesmo tempo que aprende a gerir, reduzir ou estabilizar as suas vulnerabilidades e fragilidades. Nesse espaço, pretende-se:<br />
•    Aumentar a consciência sobre padrões de pensamento, comportamento e emoção não adaptativos, construindo novas formas de pensar, agir e sentir mais satisfatórias;<br />
•    Compreender a sintomatologia descrita à luz de acontecimentos da sua história de vida passada, presente e futura;<br />
•    Diminuir o caos relacional, aumentando as competências de eficácia interpessoal em situações de conflito;<br />
•    Diminuir a instabilidade emocional, promovendo competências de regulação das emoções, controlo da raiva e de mudanças repentinas de humor;<br />
•    Desenvolver competências de controlo dos impulsos, de tolerância de mal-estar e de consciencialização;<br />
•    Estimular a reconstrução de uma auto – imagem mais coesa, minorando a confusão sentida acerca de si próprio.</p>
<p>Este é um trabalho prático, que poderá nalguns momentos envolver familiares e amigos se isso for vantajoso. Os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.</p>
<p>Fonte:  http://oficinadepsicologia.com/perturbacoes-de-personalidade/estado-limite</p>
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		<title>Você sabe dizer não?</title>
		<link>https://casule.com/blog/voce-sabe-dizer-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2014 19:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Você é uma daquelas pessoas que: • Vive dizendo sim para o seu chefe por medo da retaliação ou de perder o emprego? • Muda todo o seu trajeto para dar carona a alguém? • Fica horas ao telefone ouvindo uma amiga se lamentar, enquanto uma pilha de trabalho inacabado espera por você sobre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Você é uma daquelas pessoas que:</p>
<p>• Vive dizendo sim para o seu chefe por medo da retaliação ou de perder o emprego?</p>
<p>• Muda todo o seu trajeto para dar carona a alguém?</p>
<p>• Fica horas ao telefone ouvindo uma amiga se lamentar, enquanto uma pilha de trabalho inacabado espera por você sobre a mesa?</p>
<p>• Vive emprestando dinheiro e nunca recebe de volta?</p>
<p>• Continua um relacionamento falido por medo de magoar seu parceiro?</p>
<p>• Passa mal de tanto comer, só porque a sua avó cismou que você tinha que repetir a macarronada três vezes e ainda comer a sobremesa?</p>
<p>Por que você faz isso consigo mesmo?</p>
<p>Dizer não pode ser estressante, mas não dizê-lo pode ser pior ainda!</p>
<p>Há pessoas que, por medo de dizerem não, vendem suas casas, fazem a faculdade errada só para agradarem seus pais, compram o carro que não queriam ter só para exibirem o mesmo status dos</p>
<p>colegas e se sentirem fazendo parte da turma, acabam com seus relacionamentos porque a família não aceita a pessoa que amam, mudam de cidade para agradar a pessoa amada, comem o que não</p>
<p>podem, bebem o que não devem…</p>
<p>Infelizmente, a maioria das pessoas dá muita importância à opinião dos outros e não suporta a ideia de ver a expressão das pessoas contrariadas ao ouvirem o seu “não”! Mas por que isso acontece?</p>
<p>As crianças aprendem desde cedo que suas opiniões, atitudes e comportamentos não costumam valer muita coisa e, sem perceberem, podem chegar à vida adulta duvidando de si mesmas, buscando a</p>
<p>aprovação e o afeto dos outros, agindo de forma a agradá-los e, infelizmente, desagradando-se na maioria das vezes. Em geral, são crianças que crescem em um lar com muitas críticas, brigas, conflitos ou</p>
<p>comentários negativos a seu respeito: “você é burro”, “não sabe fazer nada direito”, etc. E como elas só descobrem o seu valor a partir do conceito daqueles em quem ela confia, se essas pessoas não lhe</p>
<p>dão um feedback positivo, elas crescem acreditando que não tem valor algum, passando a agir de forma a agradar os outros e assim se sentirem queridas por eles, justamente porque seu próprio conceito</p>
<p>é ruim e sua autoestima é baixa.</p>
<p>Por medo de parecerem antipáticas ou de imaginarem que as pessoas deixarão de gostar delas se eles disserem não, aqueles que não sabem dizer não acabam sendo vistos como disponíveis sempre</p>
<p>para fazer tudo por todos!</p>
<p>Ou seja, quem não sabe dizer não imagina-se como uma boa pessoa, mas os outros a veem como boba, explorando-a sempre que for possível.</p>
<p>E como falar não? Pense!</p>
<p>• Você prefere desagradar a si mesmo para agradar alguém? Por que?</p>
<p>• Se é contra a sua vontade ou os seus ideais, qual é a sua dificuldade em dizer não?</p>
<p>• Diga não com educação e gentileza! Certamente a outra pessoa vai entender. E, se ela não entender, continue no seu foco e não se deixe levar pelos argumentos dela que tem como objetivo fazer você</p>
<p>dizer sim;</p>
<p>• Se você precisar expor os motivos do seu não, seja sucinto e concentre-se nisso: esse não é o momento para você dizer o que pensa sobre a pessoa!</p>
<p>• Siga até o fim com sua decisão! Dizer não e voltar atrás pode ser pior do que negar logo de início.</p>
<p>Entenda que é impossível que todas as pessoas gostem de você: sempre haverá alguém que não vai gostar de você, independente do que você fizer para agradá-la! O importante mesmo é fazer as</p>
<p>pessoas respeitarem você como você é! Quem nunca diz não, não costuma ser respeitado pelos outros a sua volta.</p>
<p>E, se você ainda continuar com dificuldade em dizer não, procure um(a) psicólogo(a) de sua confiança e faça um tratamento psicológico para aprender a respeitar a si mesmo em primeiro lugar!</p>
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