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	<title>antissocial - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>antissocial - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Transtornos de personalidade – uma visão geral</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtornos-de-personalidade-uma-visao-geral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2018 11:30:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Transtornos de personalidade, em geral, são padrões generalizados e persistentes de perceber, reagir e se relacionar que causam sofrimento significativo ou comprometimento funcional. Os transtornos de personalidade variam significativamente em suas manifestações, mas acredita-se que todos sejam causados por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Muitos tornam-se menos graves com a idade, mas certos [&#8230;]</p>
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<p>Transtornos de personalidade, em geral, são padrões generalizados e persistentes de perceber, reagir e se relacionar que causam sofrimento significativo ou comprometimento funcional. </p>



<p>Os transtornos de personalidade variam significativamente em suas manifestações, mas acredita-se que todos sejam causados por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Muitos tornam-se menos graves com a idade, mas certos traços podem persistir com alguma intensidade após os sintomas agudos diminuírem. O diagnóstico é clínico. O tratamento é feito com terapias psicossociais e, algumas vezes, terapia medicamentosa.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p> Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (caráter + temperamento). Pode-se dizer que é o &#8220;jeitão&#8221; de ser da pessoa, o modo de sentir as emoções ou o &#8220;jeitão&#8221; de agir. Em outras palavras, é o modo habitual, estável ao longo dos anos, de receber e processar os estímulos vindos do mundo e de devolver uma resposta (comportamento) ao meio externo. É a forma de ser, nunca um estado.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p> Já os traços de personalidade são os aspectos do comportamento duradouro da pessoa; é a sua tendência à sociabilidade ou ao isolamento; à desconfiança ou à confiança nos outros. Um exemplo: lavar as mãos é um hábito, a higiene é um traço, pois implica em manter-se limpo regularmente escovando os dentes, tomando banho, trocando as roupas, etc. O comportamento final de uma pessoa é o resultado de todos os seus traços de personalidade. O que diferencia uma pessoa da outra é a amplitude e intensidade com que cada traço é vivido.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="560" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/personalidades-Casule.jpg" alt="personalidades---Casule" class="wp-image-11838" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/personalidades-Casule.jpg 960w, https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/personalidades-Casule-480x280.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 960px, 100vw" /></figure>



<p>Um transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e mal-ajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta, causando a ele próprio, ou mais comumente aos que lhe estão próximos, sofrimento e incômodo. </p>



<p>Geralmente esses indivíduos são pouco motivados para tratamento, uma vez que os traços de caráter pouco geram sofrimento para si mesmos, mas perturbam suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente aparecem no início da adolescência e tornam-se crônicos (permanecem pela vida toda). </p>



<p>Por convenção, o diagnóstico só deve ser dado a adultos, ou no final da adolescência, pois a personalidade só está completa nessa época, na maioria das vezes. Muitas vezes, no entanto, o desajuste é notado desde a infância.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p> O Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, quinta Edição (DSM-5) lista 10 tipos distintos de transtornos de personalidade. Alguns tipos (p. ex., antissocial, borderline) tendem a diminuir ou desaparecer com a idade; em outros (p. ex., transtorno obsessivo-compulsivo, esquizotípico) a probabilidade é menor.</p>



<p>	Cerca de 10% da população geral e até metade dos pacientes psiquiátricos em unidades hospitalares e ambulatoriais têm transtorno de personalidade. No geral, não há distinções claras em termos de sexo, classe socioeconômica e raça.&nbsp;</p>



<p> Para a maioria dos transtornos de personalidade, os níveis de hereditariedade são de cerca de 50%, o que é semelhante ou mais alto do que aqueles de muitos outros transtornos psiquiátricos maiores. Esse grau de hereditariedade vai contra a suposição comum de que os transtornos de personalidade são falhas de caráter principalmente moldadas por um ambiente adverso.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Tipos de transtornos de personalidade</strong></p>



<p>	Existem muitos tipos de transtornos de personalidade. Não podemos esquecer que se trata de classificação. Esta classificação é descritiva e, muitas vezes, não bate com a realidade prática. Algumas pessoas não se encaixam perfeitamente em um modelo; outras preenchem critérios para diferentes diagnósticos. Obviamente temos que pensar nas pessoas como seres únicos e nos sintomas como parte de uma doença ou transtorno de causa única, mas ainda não completamente conhecida. Daí a falta de precisão dos diagnósticos.</p>



<p>	O DSM-5 divide os 10 tipos de transtornos de personalidade em três grupos (A, B, e C), com base em características semelhantes.&nbsp;</p>



<p> O <strong>grupo A</strong> é caracterizado por parecer estranho ou excêntrico. Ele inclui os seguintes transtornos de personalidade e suas características distintivas:</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong> Paranóide</strong>: desconfiança e suspeita. Pessoas com esse transtorno tendem a desconfiar dos outros e achar que vão ser enganadas. Por causa disso, elas podem ser hostis ou emocionalmente desapegadas.</p>



<p><strong>Esquizoide</strong>: desinteresse em outras pessoas. Quem tem o problema é indiferente às interações sociais.</p>



<p><strong>Esquizotípico</strong>: ideias e comportamentos excêntricos. Pode levar a um comportamento excêntrico, pensamentos e crenças incomuns ou bizarras, sentimento de desconforto em ambientes sociais e dificuldade para ter relacionamentos íntimos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong> O grupo B</strong> é caracterizado por parecer dramático, emocional ou errático:</p>



<p><strong>Antissocial</strong>: irresponsabilidade social, desrespeito por outros, falsidade e manipulação dos outros para ganho pessoal. Quem tem o transtorno não reconhece os sentimentos e necessidades de outros. Também pode repetidamente mentir, agredir, roubar e ter comportamentos ilegais.</p>



<p><strong>Bordeline</strong>: intolerância de estar sozinho e desregulação emocional. As características principais incluem o medo do abandono, relacionamentos intensos e instáveis, explosões emocionais extremas, comportamento autodestrutivo e sentimento crônico de vazio.</p>



<p><strong>Histriônico</strong>: busca atenção. Pessoas com este transtorno são altamente emotivas e dramáticas, têm uma necessidade excessiva de atenção e aprovação e podem usar a aparência física para consegui-la.</p>



<p><strong> Narcisista</strong>: autoestima desregulada, frágil e grandiosidade aparente. São as pessoas com autoestima inflada e necessidade de admiração. Elas costumam ter pouca empatia ou preocupação com os outros e têm fantasias de sucesso, poder ou beleza.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>	O&nbsp;<strong>grupo C</strong>&nbsp;é caracterizado por parecer ansioso ou apreensivo:</p>



<p><strong>Esquivo</strong>: evitar contato interpessoal por causa de sensibilidade à rejeição. Pessoas que evitam a interação social e são extremamente sensíveis aos julgamentos negativos dos outros; elas podem ser tímidas e isoladas socialmente e ter sentimentos de inadequação.</p>



<p><strong>Dependente</strong>: submissão e necessidade de ser cuidado, além de dificuldade de separar-se de seus entes queridos ou tomar decisões por conta própria. Quem tem o problema pode ser submisso e tolerar relações abusivas.</p>



<p><strong>Obsessivo-compulsivo</strong>: perfeccionismo, rigidez, e obstinação. São pessoas preocupadas com regras e ordem e que valorizam o trabalho acima de outros aspectos da vida; são perfeccionistas e têm uma necessidade de estar no controle. É importante não confundir com o transtorno obsessivo-compulsivo, que é uma forma de transtorno de ansiedade.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>	Pessoas com transtornos de personalidade parecem muitas vezes incoerentes, confusas e frustrantes para os que estão a sua volta (incluindo médicos). Essas pessoas podem ter dificuldade em entender os limites entre elas mesmas e os outros. Sua autoestima pode ser inapropriadamente alta ou baixa. Elas têm estilos inconsistentes, desconectados, sobre-emocionais, abusivos ou irresponsáveis de paternidade/maternidade, o que pode levar a problemas físicos ou mentais em seus cônjuges ou filhos.</p>



<p> Pessoas com transtornos de personalidade podem não reconhecer que têm problemas.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Tratamento</strong></p>



<p>	O tratamento mais indicado para os transtornos de personalidade é a psicoterapia. Tanto psicoterapia individual como em grupo são eficazes para muitos desses transtornos se o paciente estiver buscando tratamento e estiver motivado para mudar.</p>



<p>	Tipicamente, transtornos de personalidade não são muito responsivos a medicamentos, embora alguns deles possam ser eficazes para sintomas específicos (p. ex., depressão, ansiedade).</p>



<p>	Transtornos que muitas vezes coexistem com transtornos de personalidade (p. ex., do humor, ansiedade, abuso de drogas, sintomas somáticos e os transtornos alimentares) podem tornar o tratamento desafiador, prolongar o tempo até a remissão, aumentar o risco de recaída e diminuir a resposta ao tratamento.&nbsp;</p>



<p> Em geral, o objetivo do tratamento dos transtornos de personalidade é reduzir o sofrimento subjetivo, permitir que os pacientes entendam que seus problemas têm origem interna, diminuir comportamentos significativamente mal-adaptativos e socialmente indesejáveis e modificar traços de personalidade problemáticos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> <a href="http://www.sospsiquiatria.com/sos2/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12&amp;Itemid=27&quot; http://www.sospsiquiatria.com/sos2/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12&amp;Itemid=27">http://www.sospsiquiatria.com/sos2/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12&amp;Itemid=27&#8243; http://www.sospsiquiatria.com/sos2/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12&amp;Itemid=27</a></p></blockquote>
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		<title>Mundo da Criança: Transtornos Disruptivos</title>
		<link>https://casule.com/blog/mundo-da-crianca-transtornos-disruptivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 20:04:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#estresse]]></category>
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		<category><![CDATA[antissocial]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento agressivo]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade antissocial]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia infantil]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo comportamental infantil]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de familia]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno de conduta]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno desafiador opositor]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno disruptivo]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muitos pais, professores e cuidadores questionam o que é normal e esperado durante o desenvolvimento infantil. O fato é que durante o percurso de seu desenvolvimento, as crianças passarão por alguns momentos em que irão fazer birra, mentir, matar aula, desobedecer, desafiar e até mesmo apresentar algum comportamento agressivo. Mas e quando tais características são constantes? Como é possível saber se tais comportamentos estão dentro do esperado ou se são patológicos?</p>
<p style="text-align: justify;">Um primeiro aspecto que deve ser enfatizado é que todos os nossos comportamentos são aprendidos e para que se faça a distinção deles entre normal e patológico deve-se observar se ocorrem esporadicamente, de forma isolada ou se são caracterizados como síndromes.</p>
<p style="text-align: justify;">Um segundo aspecto relevante é entender o que são comportamentos agressivos e comportamentos antissociais. Quando se pensa em comportamento agressivo imagina-se que o mesmo esteja invadindo o direito alheio, de forma que não respeite os limites da convivência social.</p>
<p style="text-align: justify;">Os comportamentos agressivos são constituídos por várias atitudes sociais inábeis, tais como gritar, ameaçar, quebrar ou xingar. Deve-se atentar o fato de que o temperamento da criança e o ambiente em que ela se encontra influenciam na expressão da agressividade em diferentes graus. Sugere-se que crianças com comportamentos agressivos constantes possam evoluir para práticas antissociais.</p>
<p style="text-align: justify;">A definição mais utilizada para o comportamento antissocial é “qualquer conduta que reflita a violação das regras sociais ou atos contra os outros, incluindo comportamentos como roubo, mentiras, vandalismo e fugas”. São comportamentos que visam benefícios próprios a qualquer custo e independem dos danos que podem ser causados aos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Novamente, é importante falar que os comportamentos agressivos, desafiadores e antissociais podem aparecer durante o desenvolvimento de crianças e adolescentes e são considerados normais, especialmente nas idades pré-escolares e na adolescência. O preocupante é quando passa a existir um padrão consistente dessas condutas, causando prejuízos aos demais e à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os transtornos disruptivos são caracterizados por comportamentos de transgressão de regras, comportamentos desafiadores e antissociais, que provocam incômodo nas pessoas, gerando impacto no ambiente social e possui implicações severas. Costuma-se apontar que as crianças com algum tipo de transtorno disruptivo geram sentimentos negativos nas pessoas, incluindo raiva, frustração e ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa classificação mais geral inclui dois transtornos: o Transtorno de Conduta (TC) e o Transtorno Desafiador Opositivo (TDO). Ambos atingem crianças e adolescentes. Quando as características globais citadas são apresentadas por pessoas com mais de 18 anos são classificadas como Transtorno da Personalidade Antissocial (TPAS).</p>
<p style="text-align: justify;">Considera-se que o Transtorno Desafiador Opositivo preceda o Transtorno de Conduta. Isso porque se verifica que as crianças que recebem o diagnóstico de TDO têm maior risco de desenvolver posteriormente o TC. E da mesma forma, aqueles com TC possuem maior propensão a serem diagnosticados com TPAS após os 18 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Argumenta-se que os aspectos do TDO estão presentes no TC, sendo que o diagnóstico do TDO não é realizado se os critérios para o TC são satisfeitos. Resumidamente, considera-se o TC como um quadro mais amplo e mais complexo que o TDO.</p>
<p style="text-align: justify;">O Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) se caracteriza por um padrão de comportamentos negativista, desafiador, desobediente e hostil direcionado para figuras de autoridade. Segundo os critérios diagnósticos do DSM, o TDO deve persistir por no mínimo seis meses e apresentar no mínimo quatro dos seguintes comportamentos com frequência:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Perde a calma com frequência;</li>
<li>Frequentemente tem discussões com adultos;</li>
<li>Constantemente desacata ou se recusa obedecer a solicitações ou regras de adultos;</li>
<li>Adota comportamento incomodativo;</li>
<li>Frequentemente responsabiliza terceiros por seus erros ou comportamentos inadequados;</li>
<li>Demonstra irritação com facilidade;</li>
<li>Geralmente aparenta estar com raiva e ressentido;</li>
<li>Mostra-se rancoroso ou vingativo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Geralmente, o TDO se manifesta antes dos oito anos e possui pouca probabilidade de aparecer após o início da adolescência. Esses comportamentos devem ser observados em lugares públicos, além da escola e do ambiente familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra característica importante é que devido ao excesso de atividade, a dificuldade de se acalmar e uma grande reatividade pode-se facilmente confundir o diagnóstico com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).</p>
<p style="text-align: justify;">No transtorno de conduta, crianças e adolescentes apresentam comportamentos antissociais ou muito difíceis de lidar que trazem prejuízos significativos, mantendo um padrão repetitivo e persistente em que viola normas e regras sociais. Em geral, demonstram pouca empatia e apresentam pouca ou nenhuma preocupação pelos sentimentos, desejos e bem estar dos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na maioria dos casos, não apresentam sentimentos de culpa ou remorso e justificam seus comportamentos agressivos com a suposta hostilidade que outros lhes direcionam. Observa-se que o TC está associado com início precoce de comportamento sexual, consumo de bebidas alcoólicas, uso de substâncias ilícitas e ações perigosas.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico para TC tem se mostrado difícil de ser realizado, pois esses indivíduos apresentam a capacidade de manipular o ambiente e as pessoas, dissimular seus comportamentos e demonstrar sentimentos de culpa para evitar punição.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o DSM, para que o TC seja diagnosticado, deve-se apresentar pelo menos três dos seguintes critérios nos últimos 12 meses, em que pelo menos um deles esteja presente nos últimos 6 meses:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Provocações, ameaças e intimidações frequentes;</li>
<li>Frequentes lutas corporais;</li>
<li>Uso de armas capazes de causar danos corporais;</li>
<li>Crueldade física com pessoas;</li>
<li>Crueldade com animais;</li>
<li>Roubo com confronto com a vítima;</li>
<li>Coação sexual;</li>
<li>Incêndios provocados com o intuito de causar danos;</li>
<li>Destruição deliberada de propriedade alheia;</li>
<li>Invasão de casas, prédios ou automóveis alheios;</li>
<li>Mentiras frequentes para obter ganhos ou para se esquivar de obrigações;</li>
<li>Roubo de objetos valiosos sem confronto com a vítima;</li>
<li>Frequente permanência na rua à noite com a proibição dos pais (início antes dos 13 anos);</li>
<li>Pelo menos duas fugas de casa enquanto vive na casa dos responsáveis legais;</li>
<li>Faltas frequentes na escola (início antes dos 13 anos).</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;">O TC pode ser classificado em dois subtipos:</h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Tipo com início na infância: é definido pela presença de pelo menos um critério antes dos dez anos de idade.</li>
<li>Tipo com início na adolescência: é definido pela ausência de quaisquer critérios antes dos 10 anos de idade.</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;">Esses subtipos ainda podem ser classificados como:</h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Leve: os problemas de conduta causam danos considerados pequenos aos demais. P. ex.: mentir.</li>
<li>Moderado: os danos causados pelos problemas de conduta estão situados entre o leve e o severo. P. ex.: furtos sem confronto com a vítima.</li>
<li>Grave: os problemas de conduta causam sérios danos aos demais. P. ex.: sexo forçado.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Quanto à avaliação psicoterápica é necessário realizar uma avaliação minuciosa para que uma linha de base possa ser traçada. É importante conhecer a pessoa, sua demanda, sua história de vida e de aprendizagem, as relações que estabelece com o meio. Tudo isso ajuda no levantamento e realização do diagnóstico topográfico e funcional, em que pode-se apontar diagnósticos diferenciais e escolher as melhores técnicas e direcionamento do processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se ressaltar que a avaliação deve ocorrer durante todo o processo psicoterápico, pois novas interpretações podem ser formuladas, novas situações ocorrem e novas habilidades podem surgir. Dessa forma, quando realizada uma avaliação constante pode-se focar as metas, verificar resultados alcançados, restabelecer intervenções e objetivos terapêuticos.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://mundodapsi.com/mundo-crianca-transtornos-disruptivos/</p>
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