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	<title>ansiedade de separação - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>ansiedade de separação - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Superando o fim do relacionamento</title>
		<link>https://casule.com/blog/4054-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2016 20:40:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amigos e família são os componentes-chave para superar o fim de um relacionamento. Em um determinado momento, você também precisará confiar em si mesma. Nunca se envergonhe do que você está passando, e nunca tenha medo de pedir ajuda quando necessário 1. Deixe de segui-lo Se você realmente quer seguir adiante e superar sua dor, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Amigos e família são os componentes-chave para superar o fim de um relacionamento. Em um determinado momento, você também precisará confiar em si mesma. Nunca se envergonhe do que você está passando, e nunca tenha medo de pedir ajuda quando necessário</p>
<h2 style="text-align: justify;">1. Deixe de segui-lo</h2>
<p style="text-align: justify;">Se você realmente quer seguir adiante e superar sua dor, você precisa deixar de segui-lo em toda rede social. Você precisa cortar todos os laços para conseguir remendar seu coração e perceber que não precisa dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ver as fotos dele em noitadas e novas namoradas será devastador e muito mais difícil de seguir em frente. Facilite sua vida e apenas clique em “desfazer amizade” ou “unfollow” no Instagram, Facebook, Twitter e qualquer outro lugar onde possa ver as atualizações da vida dele.</p>
<h2 style="text-align: justify;">2. Não tenha medo de chorar</h2>
<p style="text-align: justify;">É isso mesmo, meninas… chorem! Se você precisa chorar por uma semana inteira, chore. Segurar o choro só vai piorar as coisas e prolongar o processo de superação do fim de um relacionamento. Se você precisa chamar suas amigas e chorar e desabafar, faça isso. Isso ajudará você a botar para fora todas as emoções e perceber que ele não valia suas lágrimas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">3. Encontre algo para desviar sua mente dele</h2>
<p style="text-align: justify;">E não quer dizer outro cara! Encontre algo para fazer que te tire de casa e desvie sua mente dele! Pode ser praticar exercícios (mostre a ele o que ele está perdendo!) ou um novo hobby como uma aula de dança. Escolha algo que ajudará sua mente a relaxar e trazer sua confiança de volta.</p>
<h2 style="text-align: justify;">4. Desabafe com seus amigos e família</h2>
<p style="text-align: justify;">Esso é o momento quando você mais precisa de seus amigos e família, então aproveite. Converse com eles sobre como você está se sentindo e suas lutas diárias para seguir em frente. Fazer uma noite de meninas pode ser a melhor terapia para o fim de um relacionamento, então peça a suas amigas os melhores conselhos delas. Um bom amigo vai te ouvir e fazê-la sentir que não está sozinha.</p>
<h2 style="text-align: justify;">5. Trace um plano</h2>
<p style="text-align: justify;">Foque em seguir adiante fazendo você mesma um plano de um ano. Escreva todas as coisas que quer conseguir no próximo ano ou algo do tipo e mantenha-se nele. Faça tudo que sempre quis mas nunca teve tempo. Se aquele cara te segurava de realizar seu sonho, corra atrás do sonho agora e mostre a seu ex que não precisa dele.</p>
<h2 style="text-align: justify;">6. Fale com um profissional</h2>
<p style="text-align: justify;">Se o seu foi o fim de um relacionamento realmente muito ruim com o cara com quem estava há anos e anos e você simplesmente não consegue se reestabelecer, fale com um profissional. Não há nada de errado em consultar ajuda profissional se você está tendo dificuldades. Eles nunca te julgarão nem serão parciais em relação à situação, então você sabe que receberá os melhores conselhos que existem.</p>
<h2 style="text-align: justify;">7. Aceite</h2>
<p style="text-align: justify;">Esse é o passo mais importante para seguir em frente. Em determinado momento, você precisa aceitar o fato de que acabou e não funcionará. A realidade dura, às vezes, é o melhor para superar uma mágoa. O fim pode ter sido a melhor coisa para você, e perceber que não estava indo a lugar nenhum é um processo natural. Às vezes leva tempo demais para a pessoa perceber e elas apenas se fecham mais e mais. Faça disso um dever para você e peça ajuda àqueles ao seu redor.</p>
<p style="text-align: justify;">Leia:http://irresistivel.com.br/7-dicas-para-superar-o-fim-de-um-relacionamento/#BR4D2Gbwz9F4l0SS.99</p>
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		<title>4 perguntas que você deve fazer a si mesma antes de pedir o divórcio.</title>
		<link>https://casule.com/blog/4-perguntas-que-voce-deve-fazer-si-mesma-antes-de-pedir-o-divorcio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2016 19:56:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O divórcio é uma decisão muito séria em um relacionamento. Antes de decidir se divorciar definitivamente, é necessário refletir profundamente sobre os motivos que têm te levado a pensar em optar por ele. Em primeiro lugar, entenda que todo casal tem desentendimentos – mais graves ou menos graves -, independentemente de nível social ou de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O divórcio é uma decisão muito séria em um relacionamento. Antes de decidir se divorciar definitivamente, é necessário refletir profundamente sobre os motivos que têm te levado a pensar em optar por ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, entenda que todo casal tem desentendimentos – mais graves ou menos graves -, independentemente de nível social ou de quanto tempo a relação possui. Isso é natural e necessário para que o casal amadureça com as diferenças, aprendendo a conviver com os defeitos e qualidades um do outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Se seu casamento chegou em um ponto crítico, antes de procurar um advogado, procure responder com sinceridade às quatro perguntas abaixo. Elas podem te ajudar a repensar sua decisão.</p>
<h2 style="text-align: justify;">1 – Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance?</h2>
<p style="text-align: justify;">Apenas cobrar mudanças da outra parte não resolve o problema. É necessário que você também tenha se esforçado para que a relação pudesse se recuperar. Muitas vezes, o término da relação pode parecer uma alternativa atraente para os problemas enfrentados no dia a dia mas, talvez, não seja a melhor forma de solucionar as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">É possível que a saída mais saudável seja reavaliar o que te incomoda e, ainda que já tenha feito muito pelo casamento, tentar ainda um último esforço para mantê-lo vivo, conversando com seu marido abertamente sobre os temas relevantes que estejam incomodando.</p>
<h2 style="text-align: justify;">2 – Como essa decisão afetaria meus filhos?</h2>
<p style="text-align: justify;">Quando você pensa em se divorciar, precisa entender que essa decisão é muito séria e poderá afetar outras pessoas, além de você mesma. Se tiver filhos, reflita sobre como eles serão afetados caso você realmente decida se separar. Embora muitos digam que um divórcio pacífico é melhor, para os filhos, que um casamento conturbado, divórcios quase nunca são completamente pacíficos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se, por fim, chegar à conclusão de que a separação é mesmo a melhor saída, converse com seus filhos junto com seu marido para garantir que eles entendam os motivos reais que levaram vocês a decidir assim. Quanto mais sincero o diálogo, menores as chances de que eles saiam traumatizados do processo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O divórcio vai melhorar minha vida?</h2>
<p style="text-align: justify;">Avalie seu casamento com sinceridade. Faça uma lista das coisas que te incomodam e, ao lado dela, uma lista com as coisas boas que vocês vivem juntos. Confronte-as e avalie os resultados: os pontos negativos superam os positivos em número ou gravidade? Se não, talvez valha a pena tentar superar os problemas do relacionamento.</p>
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<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas se separam acreditando que isso as fará mais felizes mas, com o passar do tempo, acabam percebendo que o divórcio não solucionou todos os seus problemas, como imaginavam, apenas criou problemas novos. Para que isso não aconteça, pense muito bem antes de tomar uma atitude definitiva.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estou pronta para enfrentar as consequências?</h2>
<p style="text-align: justify;">Uma separação traz muitas consequências negativas. Ainda que tenha sido você a pedir o divórcio, tenha a certeza de que não será fácil. Você sentirá falta de algumas coisas, sentirá saudades e vontade de voltar atrás, e terá de conviver com as dificuldades decorrentes de viver sozinha, dali por diante.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, há a questão financeira. Sozinha é mais difícil organizar suas contas e manter o mesmo padrão de vida. Naturalmente que ninguém precisa se manter em um relacionamento ruim apenas por esse motivo mas, se você hesitou diante de algum dos itens citados, talvez seja o caso de proporcionar, a si mesma, a oportunidade de ter mais tempo para pensar se deseja, de fato, se divorciar.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.dicasdemulher.com.br/4-perguntas-que-voce-deve-fazer-a-si-mesma-antes-de-pedir-o-divorcio/</p>
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		<title>Ansiedade de separação na infância: quais são os sinais de alerta?</title>
		<link>https://casule.com/blog/ansiedade-de-separacao-na-infancia-quais-sao-os-sinais-de-alerta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2015 15:42:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A ansiedade de separação é encarada como uma característica que faz parte do desenvolvimento infantil e refere-se às preocupações da criança ou dos pais relativamente à perda de outros significativos na sua vida. Só que por vezes a ansiedade de separação que seria esperada torna-se excessiva e prejudicial na vida da criança. Nesses casos pode [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-ansiedade-separacao.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-2116" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-ansiedade-separacao.jpg" alt="Mother comforting her crying little girl - parenthood concept" width="600" height="314" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-ansiedade-separacao.jpg 458w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-ansiedade-separacao-300x157.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A ansiedade de separação é encarada como uma característica que faz parte do desenvolvimento infantil e refere-se às preocupações da criança ou dos pais relativamente à perda de outros significativos na sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que por vezes a ansiedade de separação que seria esperada torna-se excessiva e prejudicial na vida da criança. Nesses casos pode estar-se perante uma Perturbação de Ansiedade de Separação.</p>
<p style="text-align: justify;">A perturbação da ansiedade de separação pressupõe na sua essência uma ansiedade excessiva relativamente à separação de casa ou daqueles a quem a criança está ligada.</p>
<h2 style="text-align: justify;">E quais os sinais de alerta da perturbação da ansiedade de separação?</h2>
<p style="text-align: justify;">As crianças que podem estar a vivenciar esta perturbação podem manifestar alguns dos seguintes sinais durante pelo menos 1 mês:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Um mal-estar excessivo quando antecipam ou ocorre a separação de casa ou de figuras de maior vinculação;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Preocupação excessiva pela possível perda das principais figuras de vinculação ou por possíveis males que possam acontecer a essas pessoas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Preocupação excessiva com a possibilidade de que um acontecimento adverso possa levar à separação de uma importante figura de vinculação;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211;  Resistência persistente ou recusa em ir à escola ou a outro local por medo da separação;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Uma resistência ou medo persistente e excessivo em estar em casa sozinho ou sem as principais figuras de vinculação, ou noutros locais, sem adultos significativos;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211;  Recusa em adormecer sem estar próximo de uma importante figura de apego ou em adormecer fora de casa;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211;  Pesadelos repetidos que envolvem o tema da separação;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Queixas repetidas de sintomas físicos (como dores de cabeça, dores de estômago, náuseas, vômitos) quando ocorre ou se antecipa a separação em relação a figuras importantes a quem está muito ligado.</p>
<h2 style="text-align: justify;">E que motivos leva a que a angústia de separação normativa se possa transformar em perturbação?</h2>
<p style="text-align: justify;">São diversos os motivos que estão na origem e na manutenção da perturbação da angústia de separação, entre eles:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Grande instabilidade familiar;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Dificuldades sérias e prolongadas de adaptação a novos contextos (como entrada no Jardim-de-Infância);</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Mudanças bruscas e excessivas na vida da criança;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Ansiedade excessiva dos cuidadores, criando contextos de desenvolvimento de superproteção e menor autonomia para as crianças;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Permissividade excessiva e contextos de exigência excessiva de autonomia e de independência.</p>
<h2 style="text-align: justify;">E há soluções?</h2>
<p style="text-align: justify;">Há. Em primeiro lugar respirar com a maior tranquilidade possível com a garantia de que há soluções:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A diminuição da ansiedade por parte das figuras parentais e outras figuras significativas é essencial para que a própria criança se sinta segura e confiante;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211;  Transmita-lhe confiança, um contexto tranquilo, com rotinas e regras;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Tente perceber o que poderá estar na origem da ansiedade de separação e o que a está a manter e procurar solucionar se assim for possível;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Ajude a criança a sentir-se capaz de enfrentar o que teme e ajude-a a gerar estratégias para lidar com o que está a sentir;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Mostre-lhe gradualmente que consegue ficar sozinha e que a mãe/pai irão sempre voltar para a buscar onde quer que ela esteja;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Sempre que a deixar no Jardim-de-Infância ou outro lugar não desapareça de imediato, dê-lhe um beijinho ou um abraço de despedida, dizendo-lhe tranquilamente que voltará no final do dia;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Os momentos que passarem juntos procure que sejam de tranquilidade, alegria e de atenção à criança;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Lembre-se da sua própria ansiedade e de como é importante que a tente controlar;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Se precisar de apoio não hesite em contactar um psicólogo infantil, poderá ser essencial para que possa da melhor forma possível superar com o seu filho esta situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://oficinadepsicologia.com/ansiedade-de-separacao</p>
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		<item>
		<title>Ansiedade de separação na infância: o que é e como tratar?</title>
		<link>https://casule.com/blog/ansiedade-de-separacao-na-infancia-o-que-e-e-como-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2015 16:07:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade de separação]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno na infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O medo da separação de figuras de forte vinculação afetiva é algo já previsto no desenvolvimento infantil. Alguns exemplos são quando o bebê chora ao ser retirado do colo da mãe ou a reação emocional de crianças pré-escolares no primeiro dia de aula. A ansiedade, como se vê, se mostra presente desde a infância. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/Ansiedade-de-separação.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2054" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/06/Ansiedade-de-separação.jpg" alt="Schoolgirl Hugging Her Mom --- Image by © Jim Craigmyle/Corbis" width="600" height="399" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/Ansiedade-de-separação.jpg 640w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/Ansiedade-de-separação-300x200.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/Ansiedade-de-separação-610x406.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/Ansiedade-de-separação-480x320.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/06/Ansiedade-de-separação-600x399.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O medo da separação de figuras de forte vinculação afetiva é algo já previsto no desenvolvimento infantil. Alguns exemplos são quando o bebê chora ao ser retirado do colo da mãe ou a reação emocional de crianças pré-escolares no primeiro dia de aula. A ansiedade, como se vê, se mostra presente desde a infância. No entanto, quando a ansiedade atinge níveis elevados que perturbam a rotina da criança ou de seus familiares devido ao afastamento dos mesmos, fazendo-a evitar atividades diárias e apresentando sintomas físicos sem constatação clínica, pode trazer prejuízos ao desenvolvimento infanto-juvenil através do transtorno de ansiedade de separação.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos em populações americanas indicaram que os transtornos de ansiedade têm prevalência estimada entre 8 e 12% [1]. Por sua vez, no Brasil, um estudo populacional encontrou índices de prevalência de 4,6% em crianças e 5,8% entre os adolescentes. Apesar de suas primeiras descrições na literatura datarem do início do século XIX, apenas no início do século seguinte foram descritos os primeiros casos clínicos de ansiedade infantil. Sigmund Freud relatou um caso de fobia em 1909, conhecido como Pequeno Hans. A partir da década de 40, com o número de crianças órfãs em virtude da Segunda Guerra Mundial, cresceu o interesse de pesquisadores da época em estudar a ansiedade na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a década de 80, os manuais de classificação dos transtornos mentais estabeleciam que as manifestações de ansiedade na infância eram transitórias. A partir de então, as três categorias iniciais desse transtorno foram ampliadas, existindo na versão mais atualizada do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais- DSM IV cerca de dez tipos, cujos critérios de diagnóstico abrange crianças e adolescentes. Dentre eles, apenas o Transtorno de Ansiedade de Separação é definido como exclusivo da infância e adolescência (APA, 2000).</p>
<p style="text-align: justify;">Este transtorno é caracterizado pela vivência de ansiedade excessiva em função do afastamento de casa ou de figuras de apego e vínculo. Cabe destacar que a reação emocional exagerada diante do afastamento dos pais é esperada no desenvolvimento de crianças pré-escolares, motivada pela insegurança gerada pela ausência dos cuidadores. A ansiedade de separação e a ansiedade diante de estranhos costumavam ser consideradas como marcos no desenvolvimento emocional e cognitivo da segunda metade da primeira infância (período de 0 a 3 anos de idade), constituindo reflexos do apego à mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, no percurso do desenvolvimento, para que a ansiedade seja considerada um transtorno, ela deve interferir no funcionamento da vida diária do indivíduo, repercutindo negativamente também na rotina e bem-estar de cuidadores. Assim, o DSM-IV estabelece uma série de critérios para o diagnóstico do Transtorno de Ansiedade de Separação. Pelo menos três deles devem estar presentes em relação ao afastamento de casa ou dos pais. Dentre os sintomas possíveis estão o sofrimento excessivo e recorrente diante da ocorrência ou iminência de afastamento; preocupações persistentes e excessivas acerca de perigos envolvendo os pais ou a si mesmo; recusa ou resistência a ir desacompanhado para a escola ou outros locais; temor em ficar sozinho em casa; preocupação persistente e excessiva acerca de perder ou sobre possíveis perigos envolvendo as figuras de apego; temor excessivo de que um evento indesejado ocasione à separação das pessoas com quem se vincula (como perder-se ou ser sequestrado); repetidas queixas de sintomas somáticos (sintomas sem comprovação médica, como dores de cabeça e abdominais) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista; pesadelos repetidos envolvendo a possibilidade de separação e relutância ou recusa persistente a ir dormir sem a presença de uma figura de vinculação ou para pernoitar longe de casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros critérios relevantes são o prejuízo funcional e significativo em áreas da vida da criança (como o acadêmico e o social), a duração dos sintomas de pelo menos quatro semanas e que ele não ocorra durante o curso de outros transtornos de comportamento. O diagnóstico também requer que o quadro tenha início antes dos 18 anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante da ocorrência ou previsão de afastamento dos pais ou das figuras de vinculação, a criança e o adolescente com este transtorno tendem a apresentar um medo irreal de que algo muito ruim aconteça com eles ou com seus pais que impediria o reencontro com eles. Os medos mais frequentes são ferimentos graves, morte e sequestro, que podem ocorrer até mesmo durante o sono, perturbando-o. Ao passo disso, eles tendem a seguir e perseguir os pais dentro de casa (ou fora dela, através de telefone, incessantemente), recusam-se a dormir sozinhos ou a saírem de casa desacompanhados. Não raro, diante da separação ou na antecipação do afastamento, sentem uma saudade sufocante que ocasionam sintomas corporais como dores de cabeça, náuseas e dores estomacais.</p>
<p style="text-align: justify;">Este transtorno é mais comum em crianças com idade 7 a 9 anos, havendo diferenças em como expressam os medos. Por exemplo, crianças com idade entre 5 e 8 anos costumam preocupar-se e terem pensamentos trágicos sobre os pais, ao passo que protestos, acessos de raiva, apatia e desconcentração são mais comuns em púberes de 9 a 12 anos. Por sua vez, sintomas psicossomáticos e recursa escolar são manifestados em adolescentes. Cabe destacar que não há distinção entre os sintomas de acordo com o sexo.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe destacar que várias situações históricas podem influenciar o surgimento de sintomas de ansiedade. Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas alguns fatores são relatados na literatura, como mudanças de escola ou domicílio, doença de algum membro familiar ou separação conjugal. Não raro, com acesso a reportagens que destacam a vulnerabilidade humana a eventos sociais aversivos, como sequestros relâmpagos, assassinatos e assaltos a mão armada, eles sentem o perigo mais próximo e, assim, temem que algo ruim aconteça a si mesmo ou com seus familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o medo de afastar-se dos familiares, crianças e adolescentes podem perder oportunidades de contato social, como excursões, viagens e reuniões em casas de amigos. Assim, pode prejudicar a socialização dos mesmos, uma vez que preocupados consigo e com os outros, poderão não se envolver em atividades ou serem alvos de fofocas ou chacotas sociais. Ademais, essa ansiedade também pode perturbar a rotina laboral dos pais, que tenderão a receber inúmeros telefonemas, checando onde estão e solicitando que estes vão resgatá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante deste panorama, é necessária uma avaliação criteriosa. Os comportamentos, por mais disfuncionais que pareçam, são mantidos pelas suas consequências no ambiente. No caso da ansiedade, tendemos a fugir ou evitar o contato com os estímulos que causam temor. Outra questão que comumente acontece é que, emitindo verbalizações de medo de que algo ruim aconteça, os ouvintes tendem a reassegurar que nada irá acontecer, protegendo e acalentando a criança/adolescente. Além disso, se com isso evitam que os pais saiam de perto delas, ou se esquivam de responsabilidades como a escola ou de se exporem a situações sociais, tais consequências fortalecem o comportamento ansioso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Algumas recomendações são válidas para prevenir este transtorno:</h2>
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<li style="text-align: justify;">Desde cedo, diante dos afastamentos dos pais, estes devem sinalizar para onde irão e quando devem retornar, porém, com uma certa “margem de erro”. Por exemplo, “volto quando o sol se pôr”, “venho para te colocar para dormir”. Se for dar uma saída e for demorar, não adianta dizer que volta logo, ou estipular os minutos (“volto em dez minutos”). Recomenda-se estabelecer as horas para mais, para evitar os atrasos em virtude dos imprevistos. Não é recomendada a “saída à francesa”.</li>
<li style="text-align: justify;">Recomenda-se que a despedida seja algo natural. Coloca-se em evidência as questões satisfatórias que os filhos terão contato na escola (o melhor amigo, a aula da disciplina que tem afinidade, os paqueras) e não o afastamento ou as exigências (por exemplo, “não me ligue!”).</li>
<li style="text-align: justify;">Alguns pais, em momentos de irritação, podem ameaçar o abandono do lar diante do comportamento inadequado da criança visando a diminuição da frequência deste. Por exemplo, “se você fizer isso de novo, eu vou embora e não volto mais!”. Em brigas conjugais, esta fala também é comum. Diante de crianças ansiosas, então, não se recomenda este tipo de verbalização, pois ela provoca ansiedade e deixa a criança alerta quanto à possibilidade deste perigo.</li>
<li style="text-align: justify;">Elimine estímulos ambientais que possam remeter aos perigos sociais: evite assistir jornais diante dos filhos, supervisione o que estes estão vendo na internet e também os assuntos das rodas de amigos. Tendo conhecimento dos perigos que circundam a sociedade, o jovem pode ficar ansioso quanto à iminência de algo aversivo quando este ou seus pais for sair de casa, mesmo quando há segurança.</li>
<li style="text-align: justify;">Trate de segurança, mas sem apavorar os filhos. Ao invés de “ligue a cerca elétrica, pois bandidos não escolhem a hora de assaltar as casas”, diga um simples “ligue a cerca elétrica”. Se você tem medo e se sente inseguro quando sai de casa, tente não verbalizar suas fragilidades diante dos filhos. Procure ajuda, mas com outras pessoas.</li>
<li style="text-align: justify;">Incentive o brincar, o contato com os colegas e o lazer. Quando estão em um contexto com estímulos satisfatórios, estas situações concorrem com as preocupações, fazendo com que o medo fique em segundo plano.</li>
<li style="text-align: justify;">Diante do medo da criança ou adolescente, jamais afirme a sua invulnerabilidade a eventos como doença, morte ou mazelas sociais, apenas mude o foco, apontando as evidências que não favorecem o perigo. Por exemplo, se o adolescente revelar o medo de ficar sozinho em casa, lembre-o da segurança que possui no momento, que reduz a probabilidade de que algo ruim aconteça, como o porteiro, a trava da porta ou a cerca elétrica.</li>
<li style="text-align: justify;">O risco é inerente à vida. O ser humano é vulnerável e a vida é finita. Mas tais preocupações na infância e adolescência acaba reduzindo o brilho da vida que se vê com mais clareza apenas nesta fase da vida. Assim, para evitar que esta ansiedade prejudique a adaptação da criança no ambiente ou evolua para outro transtorno de ansiedade (como transtorno de pânico ou de ansiedade generalizada), procure um profissional de sua confiança.</li>
</ol>
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[1] Viana, Campos e Landeira-Fernandez (2009). Transtornos de ansiedade na infância e adolescência: uma revisão. Revista brasileira de terapia cognitiva, v.5, n.1.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.inpaonline.com.br/mae-fique-comigo-ansiedade-separacao-infancia/</p>
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