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	<title>transtornobipolar - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Entendendo o transtorno bipolar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Mar 2018 14:30:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O transtorno bipolar é considerado um dos transtornos psiquiátricos mais graves devido à sua complexidade clínica, por envolver aspectos cognitivos, psicológicos, sociais, funcionais, até mesmo, neuroquímicos (Suppes &#38; Dennehy, 2009). Além disso, é uma doença crônica e com elevados índices de comorbidade, prejudicando sensivelmente a qualidade de vida. Segundo o Manual diagnóstico e estatístico de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O transtorno bipolar é considerado um dos transtornos psiquiátricos mais graves devido à sua complexidade clínica, por envolver aspectos cognitivos, psicológicos, sociais, funcionais, até mesmo, neuroquímicos (Suppes &amp; Dennehy, 2009). Além disso, é uma doença crônica e com elevados índices de comorbidade, prejudicando sensivelmente a qualidade de vida.</p>
<p>Segundo o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, DSM -5, o transtorno bipolar é caracterizado por uma desregulação do estado de humor, que oscila entre o extremamente baixo – depressão – ao extremamente alto – mania e/ou hipomania. Um paciente que se encontra em episódio depressivo maior pode apresentar perda de interesse/prazer por quase todas as atividades durante pelo menos duas semanas; alterações no apetite ou peso, no padrão de sono e atividade psicomotora; diminuição da energia; sentimento de culpa e/ou desvalia; dificuldade para pensar ou concentrar-se ou tomar decisões; pensamentos recorrentes sobre a morte, ideação, planos ou mesmo tentativas suicidas (APA, 2014).</p>
<p>No polo oposto, o paciente em estado maníaco pode apresentar humor elevado, eufórico e irritável. O comportamento é marcado por ser excessivo, ele passa a fazer diversas atividades de alto risco; reduz drasticamente a necessidade de sono; tem delírios por grandiosidade ou autoestima inflada; apresenta fuga de ideias ou pensamentos acelerados; sua atenção é desviada muito mais facilmente por estímulos externos insignificantes e, também, há um aumento da loquacidade (pressão por falar). Ressalte-se que, para diagnosticar um episódio maníaco, deve haver graves prejuízos no funcionamento psicossocial do paciente, por exemplo, presença de sintomas psicóticos ou até mesmo internação.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>O DSM-5 faz distinção entre o transtorno bipolar de tipos I e II, sendo o tipo I caracterizado pela presença de episódios maníacos ou mistos sindrômicos completos e, no tipo II, haver pelo menos um episódio depressivo maior e um episódio hipomaníaco. O transtorno bipolar é comórbido com outras condições, algumas que fazem com que haja piora no prognóstico. Entre as principais comorbidades, destacam-se os transtornos de ansiedade, transtornos do déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de oposição desafiante e transtornos relacionados ao uso de substâncias (Barlow, 2016).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tratamento</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tratamento envolve farmacoterapia, psicoterapia e intervenções familiares. Atualmente, há estabilizadores de humor, anticonvulsivantes e antipsicóticos atípicos que aliviam os sintomas, controlam os episódios agudos e ainda ajudam a prevenir episódios futuros com duração ou gravidade maiores.</p>
<p>Ademais, a psicoterapia cognitivo-comportamental, como método de tratamento do transtorno em questão, tem por objetivo a psicoeducação, isto é, ensina aos pacientes e seus familiares e amigos sobre o transtorno, seu tratamento e dificuldades associadas à doença; facilita a cooperação e o engajamento no tratamento; atua como suporte no enfrentamento das situações de estresse que podem interferir no tratamento ou precipitar episódios de mania ou depressão; ensina habilidades de solução de problemas; promove o treino de comunicação; realiza intervenções e ensina o paciente a realizar o automonitoramento do humor e reestrutura crenças e esquemas cognitivos (Neto, 2004).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>APA (2014). <em>Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais</em>. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed.</p>
<p>Barlow, D.H. (2016). Manual clínico dos transtornos psicológicos. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed.</p>
<p>Neto, F.L. (2004). Terapia comportamental cognitiva para pessoas com transtorno bipolar. <em>Rev Bras Psiquiatr </em>26 (Supl III): 44-6. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbp/v26s3/22339.pdf</p>
<p>Suppes, T.; Dennehy, E. B. (2009). <em>Transtorno Bipolar. </em>Tradução Marina Fodra. Porto Alegre: Artmed, 2009.</p>
<p>&nbsp;</p>
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