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	<title>transtorno de escoriação - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Transtorno de Escoriação: o que é e como tratar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 18:17:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[escoriação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Transtorno de Escoriação (Skin-picking) é caracterizado por comportamentos compulsivos e repetitivos de picar, escoriar, coçar, arranhar ou furar regiões da própria pele, de modo que os machucados resultem em danos ao tecido, podendo chegar a formar cicatrizes, manchas ou feridas. Por essa razão, é também considerado um problema dermatológico incluído na categoria denominada dermatite [&#8230;]</p>
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<p>O Transtorno de Escoriação (<em>Skin-picking</em>) é caracterizado por comportamentos compulsivos e repetitivos de picar, escoriar, coçar, arranhar ou furar regiões da própria pele, de modo que os machucados resultem em danos ao tecido, podendo chegar a formar cicatrizes, manchas ou feridas. Por essa razão, é também considerado um problema dermatológico incluído na categoria denominada <em>dermatite paraartefacta</em> e <em>dermatite factícia </em>(Harth,Taube &amp; Gieler, 2010), mesmo tendo como causa emocional. Acomete, em média, 1,4% da população geral, especialmente mulheres (Flessner, Busch, Heideman, &amp; Woods, 2008).</p>



<p>É importante ressaltar que no transtorno de escoriação há tentativas repetidas de reduzir ou parar de se machucar, e mesmo assim não conseguem sem tratamento. Como consequência, observa-se um sofrimento emocional muito grande, bem como prejuízos em nível social e profissional em outras áreas da vida (APA, 2013). Muitas vezes, as pessoas com o transtorno de escoriação tem vergonha em procurar ajuda, muitos não usam algumas roupas para não mostrar os machucados ou usam mangas compridas para esconder, por exemplo.&nbsp;</p>



<p>Os estados emocionais influenciam muito no transtorno, principalmente a ansiedade, angústia, vergonha e tristeza. O ciclo da escoriação inicia tendo como a ansiedade sendo, geralmente, o principal desencadeador. Com isso há um aumento da (seja imediatamente antes de escoriar, seja quando tenta resistir ao impulso) e pode levar a gratificação, prazer ou um sentimento de alívio quando a pele ou casca foram arrancadas. O maior problema é que esse ciclo se retroalimenta, o alívio é temporário e depois de um tempo, a escoriação ocorre novamente.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Alívio</li><li>Tensão</li><li>Ansiedade</li><li>Escoriação</li></ul>



<p>Em relação à comorbidades, o transtorno de escoriação é com frequência acompanhado de outros transtornos mentais, especialmente o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Tricotilomania, bem como o Transtorno Depressivo Maior (APA, 2013).</p>



<p>O tratamento é multidisciplinar, engloba psicólogo e psiquiatra. Richartz, Gon e Zazula (2017) realizaram uma revisão bibliográfica de relatos de caso e de pesquisa aplicada realizada com pacientes com transtorno de escoriação e observou-se que as intervenções psicológicas foram efetivas para garantir redução do quadro patológico. A maioria dos pacientes melhoraram e, entre as principais estratégias terapêuticas, foi utilizada pela maioria dos terapeutas, a técnica chamada “terapia de reversão de hábito” (TRH). Na TRH, o objetivo é substituir um hábito nocivo por outro inofensivo, englobando a conscientização, relaxamento, resposta concorrente, apoio social e generalização do comportamento. De modo geral, dos estudos já desenvolvidos, há uma maior eficácia da terapia comportamental, terapia cognitivo-comportamental e terapia de aceitação e compromisso (Coginotti &amp; Reis, 2016).</p>



<p>Quanto ao medicamento, são amplamente indicados os antidepressivos (geralmente da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina) e antipsicóticos. Para a melhor escolha, faz-se necessário observar as particularidades de cada paciente referentes às comorbidades e fatores desencadeadores do quadro clínico. Um dado importante foi o estudo no qual observaram que pacientes com transtorno de escoriação, como característica comum, a dificuldade de adesão ao tratamento medicamentoso, que acaba contribuindo com uma limitação de pesquisas científicas (Alves et al 2009 apud Coginotti &amp; Reis 2016)</p>



<p>A tecnologia também pode ajudar como suporte social aos pacientes. Há um aplicativo chamado “Skinpick app” que está disponível no App Store e no Google Play, ele tem a função de monitoramento dos episódios de escoriação, ferramenta utilizada na terapia. Além do aplicativo, existem no <em>Facebook</em> grupos de apoio para ajudar as pessoas que sofrem com a doença, como o grupo “Dermatilomania”, “Skin Picking Brasil” e o “Dermatilomaníacos Anônimos – OSPA”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> <br> Referências:<br> <br><br> American Psychiatric Association, 2013. <em>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders </em>(5th ed.). Washington, DC.<br> <br><br> Coginotti, I.N &amp; Reis, A.H, 2016. Transtorno de Escoriação (Skin Picking): revisão de literatura. <em>Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. 12(2). pp.64-72.</em><br> <br><br> Flessner, C.A.; Busch, A.M.; Heideman P.W. &amp; Woods, D.W., 2008. Acceptance-enhance behavior therapy (AEBT) for trichotillomania and chronic skin picking: exploring the effects of component sequencing. <em>Behavior Modification, 32(5), 579-594.</em><br> <br><br> Harth, W.; Taube, K.M. &amp; Gieler, U., 2010. Facticious disorders in dermatology. <em>Journal of the German Society of Dermatology</em>, 8(5), 361-372.<br> <br><br> Richartz, M.; Gon, M.C. &amp; Zazula, R., 2017. Intervenções comportamentais para o transtorno de escoriação: revisão de artigos publicados em periódicos de saúde. <em>Revista Brasileira de Análise do Comportamento.</em> <em>Vol. 13, No.2, 28-39.</em> </p></blockquote>
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