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	<title>transtorno de conduta - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Mundo da Criança: Transtornos Disruptivos</title>
		<link>https://casule.com/blog/mundo-da-crianca-transtornos-disruptivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 20:04:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos pais, professores e cuidadores questionam o que é normal e esperado durante o desenvolvimento infantil. O fato é que durante o percurso de seu desenvolvimento, as crianças passarão por alguns momentos em que irão fazer birra, mentir, matar aula, desobedecer, desafiar e até mesmo apresentar algum comportamento agressivo. Mas e quando tais características são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muitos pais, professores e cuidadores questionam o que é normal e esperado durante o desenvolvimento infantil. O fato é que durante o percurso de seu desenvolvimento, as crianças passarão por alguns momentos em que irão fazer birra, mentir, matar aula, desobedecer, desafiar e até mesmo apresentar algum comportamento agressivo. Mas e quando tais características são constantes? Como é possível saber se tais comportamentos estão dentro do esperado ou se são patológicos?</p>
<p style="text-align: justify;">Um primeiro aspecto que deve ser enfatizado é que todos os nossos comportamentos são aprendidos e para que se faça a distinção deles entre normal e patológico deve-se observar se ocorrem esporadicamente, de forma isolada ou se são caracterizados como síndromes.</p>
<p style="text-align: justify;">Um segundo aspecto relevante é entender o que são comportamentos agressivos e comportamentos antissociais. Quando se pensa em comportamento agressivo imagina-se que o mesmo esteja invadindo o direito alheio, de forma que não respeite os limites da convivência social.</p>
<p style="text-align: justify;">Os comportamentos agressivos são constituídos por várias atitudes sociais inábeis, tais como gritar, ameaçar, quebrar ou xingar. Deve-se atentar o fato de que o temperamento da criança e o ambiente em que ela se encontra influenciam na expressão da agressividade em diferentes graus. Sugere-se que crianças com comportamentos agressivos constantes possam evoluir para práticas antissociais.</p>
<p style="text-align: justify;">A definição mais utilizada para o comportamento antissocial é “qualquer conduta que reflita a violação das regras sociais ou atos contra os outros, incluindo comportamentos como roubo, mentiras, vandalismo e fugas”. São comportamentos que visam benefícios próprios a qualquer custo e independem dos danos que podem ser causados aos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Novamente, é importante falar que os comportamentos agressivos, desafiadores e antissociais podem aparecer durante o desenvolvimento de crianças e adolescentes e são considerados normais, especialmente nas idades pré-escolares e na adolescência. O preocupante é quando passa a existir um padrão consistente dessas condutas, causando prejuízos aos demais e à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os transtornos disruptivos são caracterizados por comportamentos de transgressão de regras, comportamentos desafiadores e antissociais, que provocam incômodo nas pessoas, gerando impacto no ambiente social e possui implicações severas. Costuma-se apontar que as crianças com algum tipo de transtorno disruptivo geram sentimentos negativos nas pessoas, incluindo raiva, frustração e ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa classificação mais geral inclui dois transtornos: o Transtorno de Conduta (TC) e o Transtorno Desafiador Opositivo (TDO). Ambos atingem crianças e adolescentes. Quando as características globais citadas são apresentadas por pessoas com mais de 18 anos são classificadas como Transtorno da Personalidade Antissocial (TPAS).</p>
<p style="text-align: justify;">Considera-se que o Transtorno Desafiador Opositivo preceda o Transtorno de Conduta. Isso porque se verifica que as crianças que recebem o diagnóstico de TDO têm maior risco de desenvolver posteriormente o TC. E da mesma forma, aqueles com TC possuem maior propensão a serem diagnosticados com TPAS após os 18 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Argumenta-se que os aspectos do TDO estão presentes no TC, sendo que o diagnóstico do TDO não é realizado se os critérios para o TC são satisfeitos. Resumidamente, considera-se o TC como um quadro mais amplo e mais complexo que o TDO.</p>
<p style="text-align: justify;">O Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) se caracteriza por um padrão de comportamentos negativista, desafiador, desobediente e hostil direcionado para figuras de autoridade. Segundo os critérios diagnósticos do DSM, o TDO deve persistir por no mínimo seis meses e apresentar no mínimo quatro dos seguintes comportamentos com frequência:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Perde a calma com frequência;</li>
<li>Frequentemente tem discussões com adultos;</li>
<li>Constantemente desacata ou se recusa obedecer a solicitações ou regras de adultos;</li>
<li>Adota comportamento incomodativo;</li>
<li>Frequentemente responsabiliza terceiros por seus erros ou comportamentos inadequados;</li>
<li>Demonstra irritação com facilidade;</li>
<li>Geralmente aparenta estar com raiva e ressentido;</li>
<li>Mostra-se rancoroso ou vingativo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Geralmente, o TDO se manifesta antes dos oito anos e possui pouca probabilidade de aparecer após o início da adolescência. Esses comportamentos devem ser observados em lugares públicos, além da escola e do ambiente familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra característica importante é que devido ao excesso de atividade, a dificuldade de se acalmar e uma grande reatividade pode-se facilmente confundir o diagnóstico com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).</p>
<p style="text-align: justify;">No transtorno de conduta, crianças e adolescentes apresentam comportamentos antissociais ou muito difíceis de lidar que trazem prejuízos significativos, mantendo um padrão repetitivo e persistente em que viola normas e regras sociais. Em geral, demonstram pouca empatia e apresentam pouca ou nenhuma preocupação pelos sentimentos, desejos e bem estar dos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na maioria dos casos, não apresentam sentimentos de culpa ou remorso e justificam seus comportamentos agressivos com a suposta hostilidade que outros lhes direcionam. Observa-se que o TC está associado com início precoce de comportamento sexual, consumo de bebidas alcoólicas, uso de substâncias ilícitas e ações perigosas.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico para TC tem se mostrado difícil de ser realizado, pois esses indivíduos apresentam a capacidade de manipular o ambiente e as pessoas, dissimular seus comportamentos e demonstrar sentimentos de culpa para evitar punição.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o DSM, para que o TC seja diagnosticado, deve-se apresentar pelo menos três dos seguintes critérios nos últimos 12 meses, em que pelo menos um deles esteja presente nos últimos 6 meses:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Provocações, ameaças e intimidações frequentes;</li>
<li>Frequentes lutas corporais;</li>
<li>Uso de armas capazes de causar danos corporais;</li>
<li>Crueldade física com pessoas;</li>
<li>Crueldade com animais;</li>
<li>Roubo com confronto com a vítima;</li>
<li>Coação sexual;</li>
<li>Incêndios provocados com o intuito de causar danos;</li>
<li>Destruição deliberada de propriedade alheia;</li>
<li>Invasão de casas, prédios ou automóveis alheios;</li>
<li>Mentiras frequentes para obter ganhos ou para se esquivar de obrigações;</li>
<li>Roubo de objetos valiosos sem confronto com a vítima;</li>
<li>Frequente permanência na rua à noite com a proibição dos pais (início antes dos 13 anos);</li>
<li>Pelo menos duas fugas de casa enquanto vive na casa dos responsáveis legais;</li>
<li>Faltas frequentes na escola (início antes dos 13 anos).</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;">O TC pode ser classificado em dois subtipos:</h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Tipo com início na infância: é definido pela presença de pelo menos um critério antes dos dez anos de idade.</li>
<li>Tipo com início na adolescência: é definido pela ausência de quaisquer critérios antes dos 10 anos de idade.</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;">Esses subtipos ainda podem ser classificados como:</h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Leve: os problemas de conduta causam danos considerados pequenos aos demais. P. ex.: mentir.</li>
<li>Moderado: os danos causados pelos problemas de conduta estão situados entre o leve e o severo. P. ex.: furtos sem confronto com a vítima.</li>
<li>Grave: os problemas de conduta causam sérios danos aos demais. P. ex.: sexo forçado.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Quanto à avaliação psicoterápica é necessário realizar uma avaliação minuciosa para que uma linha de base possa ser traçada. É importante conhecer a pessoa, sua demanda, sua história de vida e de aprendizagem, as relações que estabelece com o meio. Tudo isso ajuda no levantamento e realização do diagnóstico topográfico e funcional, em que pode-se apontar diagnósticos diferenciais e escolher as melhores técnicas e direcionamento do processo terapêutico.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se ressaltar que a avaliação deve ocorrer durante todo o processo psicoterápico, pois novas interpretações podem ser formuladas, novas situações ocorrem e novas habilidades podem surgir. Dessa forma, quando realizada uma avaliação constante pode-se focar as metas, verificar resultados alcançados, restabelecer intervenções e objetivos terapêuticos.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://mundodapsi.com/mundo-crianca-transtornos-disruptivos/</p>
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		<title>Pais devem observar de perto as crianças com comportamento problemático e consistentemente agressivo.</title>
		<link>https://casule.com/blog/pais-devem-observar-de-perto-as-criancas-com-comportamento-problematico-e-consistentemente-agressivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jun 2016 20:23:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É preciso, no entanto, distinguir uma maldade infantil natural, típica da idade, de um sério distúrbio que pode resultar em um comportamento psicopata. Mas detectar esse distúrbio é delicado e os pais devem levar em consideração diversos fatores. “Se juntarmos repetição de um comportamento agressivo ou maldoso sem motivo aparente; generalizado, ou seja, a criança [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É preciso, no entanto, distinguir uma maldade infantil natural, típica da idade, de um sério distúrbio que pode resultar em um comportamento psicopata. Mas detectar esse distúrbio é delicado e os pais devem levar em consideração diversos fatores.</p>
<p style="text-align: justify;">“Se juntarmos repetição de um comportamento agressivo ou maldoso sem motivo aparente; generalizado, ou seja, a criança não é agressiva apenas na escola ou em casa; ausência de arrependimento e culpa; falta de afetividade; dificuldade de lidar com frustrações e total falta de empatia com o sofrimento alheio, temos fortes indicativos de que tem algo errado com a criança”.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Afeto</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A falta de afetividade na infância é um dos indicativos mais preocupantes. As crianças tendem a ser naturalmente encantadas com seus pais. Já para quem tem transtorno de conduta isso não vem de forma tão natural. Na verdade, o afeto gratuito – ou seja, sem que a criança ganhe algo em troca, como um brinquedo ou um doce – é praticamente inexistente.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro sinal é o gosto pelo sofrimento, seja de outra pessoa ou de um animal. “Se você tem um filho com 10 anos que continua fazendo xixi na cama – a enurese noturna tardia é apontada por muitos especialistas como um dos sinais da presença de transtorno de conduta – e mata filhotes de animais significa que ele vai se tornar um psicopata quando for adulto? Não, mas significa que ele não está bem”.</p>
<p style="text-align: justify;">A idade também é fator importante na equação. “O comportamento agressivo apresentado por uma criança de três anos não tem o mesmo significado do apresentado aos nove ou 10 anos. A etapa de desenvolvimento das faixas etárias é diferente”</p>
<p style="text-align: justify;">uma criança não pode ser diagnosticada como psicopata. O termo correto para os menores de 18 anos é transtorno de conduta ou de personalidade. Isso porque as crianças não têm a personalidade totalmente formada e a condição ainda pode ser minimizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com tantos sinais, não é fácil reconhecer em seu filho uma criança com distúrbios que podem levar a uma psicopatia na vida adulta. A dificuldade, que segundo especialistas é mais latente nas mães do que nos pais, pode tirar da criança a possibilidade de uma vida em sociedade mais harmoniosa.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Consequências</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Essa vida mais próxima do que muitos consideram normal pode ser possível através de um trabalho de contenção de impulsos. A criança precisa aprender desde cedo que suas atitudes podem trazer sérias consequências. Para acostumá-la com essa noção do que pode e o que não pode é preciso que os pais sejam rígidos e não amoleçam durante o processo. “Tirar coisas de que a criança gosta é o caminho mais indicado na infância. Mas não pode deixar brincar com o videogame só um pouquinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando esse esforço é feito precocemente, a criança vai aprender que não pode quebrar algumas regras porque dessa forma vai se prejudicar. O sentimento do outro continua não sendo importante, mas pelo menos ela não sofrerá perdas. “Essas crianças não têm alteração intelectual ou cognitiva. O que falta mesmo é a empatia pelo outro. O problema da perversidade não é a inteligência, e sim a falta de afetividade”</p>
<p style="text-align: justify;">Aos pais que tentam conter uma perversidade excessiva de seus filhos resta lembrar que ninguém vai conseguir ensiná-los a amar. O que se pode fazer é moldá-los de tal forma que tenham medo de desrespeitar as regras da convivência em sociedade. Ana Beatriz esclarece que a perversidade não é apenas matar, e sim não ter empatia. “Estima-se que 4% da população mundial sofra com esse transtorno, sendo 3% leves e moderados que não matam ninguém. Inclusive eles podem ser até bem sucedidos em diversas áreas de sua vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://delas.ig.com.br/filhos/o-limite-da-maldade-infantil/n1597599696753.html</p>
<p>&nbsp;</p>
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