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	<title>tept - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>tept - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Pensamentos intrusivos: quais os transtornos em que eles podem aparecer?</title>
		<link>https://casule.com/blog/pensamentos-intrusivos-quais-os-transtornos-em-que-eles-podem-aparecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2020 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[obsessão]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento indesejavel]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento intrusivo]]></category>
		<category><![CDATA[TAG]]></category>
		<category><![CDATA[tept]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno dismórfico corporal]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno do pânico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os pensamentos são considerados intrusivos quando são vivenciados pelo sujeito de forma espontânea, involuntária e indesejada, podendo se configurar de diversas formas, como por exemplo, através de lembranças, ideias, sensações, impulsos e pensamentos. Dessa maneira, cada transtorno terá a sua característica e em cada pessoa ele será disfuncional e irá se manifestar de um aspecto, [&#8230;]</p>
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<p>Os pensamentos são considerados intrusivos quando são vivenciados pelo sujeito de forma espontânea, involuntária e indesejada, podendo se configurar de diversas formas, como por exemplo, através de lembranças, ideias, sensações, impulsos e pensamentos. Dessa maneira, cada transtorno terá a sua característica e em cada pessoa ele será disfuncional e irá se manifestar de um aspecto, pois cada indivíduo terá uma resposta e avaliação sobre esses pensamentos chamados de intrusivos.&nbsp;</p>



<p>No Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) o individuo crê que há uma dualidade entre pensamento e ação, são indissociáveis, ou seja, ao ter um pensamento sobre algo ele irá se tornar realidade, e o conteúdo da vivência desses pensamentos geralmente estão relacionados ao medo de cometer erros ou serem contaminados por algo.&nbsp;</p>



<p>No Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado por preocupações futuras, pensamentos repetitivos, geralmente negativos e de forma exacerbada.&nbsp;</p>



<p>No Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) há presença de imagens, sensações, lembranças, impulsos advindos de um evento traumático real. Dessa forma, se houver algum estímulo semelhante ao evento traumático, pode ocorrer uma associação por parte do indivíduo e como resposta ele vivenciar “novamente” o trauma.&nbsp;</p>



<p>Em relação ao Transtorno de Pânico, nota-se a avaliação de sintomas fisiológicos, ou seja, as sensações são consideradas intrusivas e geralmente são associadas a pensamentos catastróficos pelo indivíduo.&nbsp;</p>



<p>Na Ansiedade pela Saúde há uma hipervigilância, uma observação exacerbada relacionada a diversos sintomas e sensações fisiológicas, além de “imperfeições” no corpo que são interpretadas (pensamentos) como possíveis doenças, como por exemplo: uma verruga como câncer de pele ou uma indigestão como gastrite.&nbsp;</p>



<p>Na Esquizofrenia, as intrusões se manifestam através de delírios e alucinações, no entanto, o sujeito acredita que esses elementos são totalmente reais, concretos, e não pensamentos que podem ser resistidos, elaborados ou suprimidos.&nbsp;</p>



<p>Em relação ao Transtorno Dismórfico Corporal, o automonitoramento é constante através de autoexame e observação, pois qualquer imperfeição é interpretada negativamente de modo exagerado, como feiura e deformidade.</p>



<p>E como a terapia pode auxiliar o paciente? Uma das formas é que mediante as avaliações realizadas e a identificação das respostas desencadeadas pelos pacientes em relação aos seus pensamentos intrusivos há uma gama de técnicas com objetivo de tratar esses elementos considerados intrusivos e indesejados, proporcionando autocontrole e diminuição dos sentimentos negativos causados no paciente. </p>
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		<title>Transtorno do Estresse Pós-traumático (TEPT) em crianças e adolescentes</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-do-estresse-pos-traumatico-tept-em-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2017 13:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[tept]]></category>
		<category><![CDATA[transtornodoestressepostraumatico]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conceito de trauma foi sendo modificado ao longo do tempo e com ele, os critérios diagnósticos do TEPT. Atualmente, segundo o DSM-V (APA, 2014), o TEPT é caracterizado pela presença de cinco grupos de sintomas: exposição a um evento traumático, presença de sintomas intrusivos, evitação de estímulos associados ao trauma, alterações negativas no humor [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O conceito de trauma foi sendo modificado ao longo do tempo e com ele, os critérios diagnósticos do TEPT. Atualmente, segundo o DSM-V (APA, 2014), o TEPT é caracterizado pela presença de cinco grupos de sintomas: exposição a um evento traumático, presença de sintomas intrusivos, evitação de estímulos associados ao trauma, alterações negativas no humor e nas cognições associadas ao evento e aumento da reatividade fisiológica. Em relação ao primeiro, deve haver exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual em uma, ou mais, das seguintes formas:</p>
<ol>
<li>Vivenciar diretamente o evento traumático;</li>
<li>Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com outras pessoas;</li>
<li>Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo próximo. Nos casos de episódio concreto ou ameaça de morte envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental;</li>
<li>Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do evento traumático (como socorristas que recolhem restos de corpos humanos; policiais repetidamente expostos a detalhes de abuso infantil).</li>
</ol>
<p>O segundo grupo de sintomas se referem aos seguintes sintomas intrusivos associados ao evento traumático, começando depois de sua ocorrência:</p>
<ol>
<li>Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias do evento traumático. Em crianças acima de seis anos de idade, pode ocorrer brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento traumático são expressos;</li>
<li>Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o sentimento do sonho estão relacionados ao evento traumático. Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo identificável;</li>
<li>Reações dissociativas nas quais o indivíduo sente ou age como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente. Essas reações podem ocorrer em um <em>continuum</em>, com a expressão mais extrema na forma de uma perda completa de percepção do ambiente ao redor. Em crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer na brincadeira;</li>
<li>Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático;</li>
<li>Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos relacionados a algum aspecto do trauma;</li>
</ol>
<p>O terceiro grupo de sintomas se relaciona à evitação persistente de estímulos associados ao evento traumático, começando após a ocorrência do evento, conforme evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos:</p>
<ol>
<li>Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do situação marcante, ou associados de perto a ela;</li>
<li>Evitação ou esforços para evitar lembranças externas (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do ao evento traumático, ou associados de perto a ele.</li>
</ol>
<p>O quarto grupo de sintomas são alterações negativas em cognições e no humor associadas ao evento traumático começando ou piorando depois da ocorrência de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes aspectos:</p>
<ol>
<li>Incapacidade de recordar algum aspecto importante do evento traumático, geralmente devido à amnésia dissociativa, e não a outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas;</li>
<li>Crenças ou expectativas negativas persistentes e exageradas a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo;</li>
<li>Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das consequências do evento traumático que levam o indivíduo a culpar a si mesmo ou os outros;</li>
<li>Estado emocional negativo persistente;</li>
<li>Interesse ou participação bastante diminuída em atividades significativas;</li>
<li>Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos outros;</li>
<li>Incapacidade persistente de sentir emoções positivas.</li>
</ol>
<p>O último grupo de sintomas diz respeito às alterações marcantes na excitação e na reatividade associadas ao evento traumático, começando ou piorando após o evento, conforme evidenciado por dois ou mais dos seguintes aspectos:</p>
<ol>
<li>Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) geralmente expressos sob a forma de agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos;</li>
<li>Comportamento imprudente ou autodestrutivo;</li>
<li>Hipervigilância;</li>
<li>Resposta de sobressalto exagerada;</li>
<li>Problemas de concentração;</li>
<li>Perturbação do sono.</li>
</ol>
<p>O TEPT é considerado mais um dos transtornos de ansiedade, segundo Stallard (2010), estes transtornos constituem o maior grupo de problemas de saúde mental durante a infância, podendo causar um efeito significativo no funcionamento diário, criar impacto na trajetória do desenvolvimento e interferir na capacidade de aprendizagem, no desenvolvimento de amizades e nas relações familiares. O autor afirma que muitos são persistentes e se não forem tratados aumentam a probabilidade de problemas na idade adulta. O TEPT se diferencia dos demais transtornos de ansiedade por requerer a identificação de um acontecimento desencadeante. Devido às intensidades e naturezas dos estímulos traumáticos, esses produzem medo, terror e desamparo extremos à pessoa (Caballo &amp; Simón, 2011).</p>
<p>A prevalência de TEPT é de 6,5% na população geral (Cunha &amp; Borges, 2014), e seus sintomas podem perdurar por meses, ou por toda a vida. São marcados por persistência de pensamentos, sensações e comportamentos especificamente relacionados ao trauma. Tais pensamentos são indesejáveis e acabam por tomar conta do funcionamento psíquico, dificultando o desempenho do indivíduo em outras atividades (Cunha &amp; Borges, 2014; Friedman, 2009). Devido a isso, eventos traumáticos na infância podem acarretar prejuízos significativos no desenvolvimento global, comprometendo sua vida adulta (Tricolli, 2011).</p>
<p>O TEPT em crianças e adolescentes ganha uma atenção especial, devido ao momento crítico do desenvolvimento e fragilidade. Muitos dos sintomas encontrados entre crianças e adolescentes com TEPT são comuns aos adultos com o mesmo transtorno, porém algumas particularidades vem sendo destacadas nos estudos com crianças: tendências a reexperimentar ou reviver o acontecimento em formas estereotipadas e repetitivas de brincadeiras, pode ocorrer ausência de cenas retrospectivas instantâneas, regressão de etapas de desenvolvimento com comportamentos regressivos evidentes e perdas habilidades já adquiridas. Além disso são comuns sonhos aterrorizantes e outros transtornos cognitivos (Cunha &amp; Borges, 2014; Caballo &amp; Simón, 2011).</p>
<p>A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) procura identificar as principais crenças do paciente e suas relações com os sintomas apresentados, além disso aposta em novos condicionamentos para a melhora do transtorno. Procura ainda desenvolver habilidades de resolução de problemas e fortalece os pontos de amparo do indivíduo (Clarck &amp; Beck, 2012). A TCC infantil tem o mesmo propósito, porém utiliza técnicas lúdicas, brincadeiras, contos, desenhos e jogos para alcançar as mudanças necessárias. (Petersen &amp; Wainer, 2011)</p>
<p>Todos os tratamentos para TEPT com bases na TCC possuem cinco etapas básicas: psicoeducação sobre o transtorno, treinamento de relaxamento para diminuição da ansiedade, reestruturação cognitiva, exposição a objetos e lugares geradores de ansiedade, prevenção de recaídas. Esses pontos também são trabalhados com crianças e adolescentes com TEPT (Tricolli, 2011; Reinecke, Dattilio &amp; Freeman, 2009). A TCC é a base teórica mais apontada na literatura em relação a sua eficácia no tratamento desse transtorno em crianças e adolescentes.</p>
<p>Algumas abordagens buscam complementar as intervenções da TCC, entre elas a Terapia dos esquemas e TCC-Focada no trauma. Ambas propões complementos às TCC tradicional com crianças e adolescentes, alcançando resultados satisfatórios. Pesquisas que busquem testar novos meios de tratamento e novas adaptações da TCC fortalecem os tratamentos clínicos, por isso são tão importante para população como um todo.</p>
<p>No Brasil, estudos sobre TEPT e TCC são escassos, aqueles que objetivam a testagem de intervenções, como novas técnicas e formas de tratamento são ainda em menor quantidade. Se faz necessário mais produções científicas brasileiras que avaliem os tratamentos para TEPT com crianças e adolescentes, que testem as intervenções oferecidas e possam traçar o perfil daquelas que apresentem resultados positivos, com o propósito de melhorar a qualidade dos tratamentos psicológicos no país.</p>
<p>#trauma #transtornodoestressepostraumatico #tept #crianca #adolescente</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>American Psychiatric Association (2014). <em>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders </em>– Fifith edition<em>: DSM-V</em>. 5th ed. Washington (DC): American Psychiatric Association.</p>
<p>Caballo, V.E. &amp; Simón, M.A., (2011). <em>Manual de psicologia clínica e infantil e do adolescente. </em>Editora Santos, São Paulo, SP</p>
<p>Clarck, D.A. &amp; Beck, A.T. (2012). <em>Terapia cognitive para os transtornos de ansiedade.</em> Artmed. Porto Alegre, RS</p>
<p>Cunha, M.P &amp; Borges, L. M., 2014. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) na infância e na adolescência e sua relação com a violência familiar. <em>Academia paulista de psicologia</em>. v. 33. n. 2. pp 1-24.</p>
<p>Friedman, M., (2009). <em>Transtorno de estresse agudo e pós-traumático</em>. Artmed, 4 ed. Porto Alegre, RS.</p>
<p>Petersen, C.S &amp; Wainer, R., 2011. <em>Princípios básicos da terapia cognitivo-comportamental de crianças e adolescentes, in Terapias cognitivo-comportamentais para crianças e adolescentes</em>, org. Petersen, C.S.&amp; Wainer, R., 2011. Artmed, Porto Alegre, RS.</p>
<p>Reinecke, M.A, Dattilio, F.M. &amp; Freeman, A., 2009. <em>Terapia cognitiva com crianças e adolescentes: relatos de casos e a prática clínica.</em> LMP, São Paulo, SP.</p>
<p>Stallard, P. (2010). <em>Ansiedade: Terapia Cognitivo-comportamental para crianças e jovens. </em>Porto Alegre: Artmed.</p>
<p>Tricolli, V.A.C., 2011. <em>Terapia cognitivo-comportamental aplicada ao estresse pós-traumático na infância, in Terapias cognitivo-comportamentais para crianças e adolescentes</em>, org. Petersen, C.S.&amp; Wainer, R., 2011. Artmed, Porto Alegre, RS.</p>
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