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	<title>Psicofármacos - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>Psicofármacos - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Psicofármacos</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicofarmacos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2019 11:33:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiolítico]]></category>
		<category><![CDATA[Antidepressivo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicofármacos]]></category>
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		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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<p>A&nbsp;psicofarmacologia&nbsp;é o ramo da farmácia que trata de substâncias conhecidas como psicotrópicas. As drogas psicotrópicas ou psicofármacos atuam de forma seletiva no&nbsp;sistema nervoso central&nbsp;(SNC), sendo também conhecidas como agentes psicoativos ou psicoterápicos. Desta forma, incluem nesta classe os fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente as ações do SNC, que devido a tais propriedades, fizeram reduzir de forma considerável o número de internações em hospitais psiquiátricos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Embora tenha sido diversos os avanços observados na categoria dos psicofármacos, até o momento não se conhece de forma bem estabelecida os mecanismos que levam às patologias que afetam o SNC e que causam os distúrbios mentais e emocionais. Desta forma, os fármacos pertencentes a esta classe tem como objetivo o tratamento dos sintomas, e não a cura em finito, já que os mecanismos não são bem elucidados. Acredita-se que uma das razões dos distúrbios e alterações ocorra por um desequilíbrio na concentração e/ou ação das aminas cerebrais, substâncias que atuam regulando os mecanismos bioquímicos, fisiológicos, psicológicos e clínicos deste sistema.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Em 1976 a&nbsp; Organização Mundial de Saúde&nbsp;(OMS) dividiu esses fármacos de acordo com dois critérios: classificação farmacológica e classificação terapêutica. Com base na classificação farmacológica, esses fármacos são divididos em sedativos&nbsp;ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, liberadores indiretos de catecolaminas, psicodislépticos ou alucinógenos, metabólitos do SNC e antagonistas da serotonina. Quanto à classificação terapêutica, temos os sedativos ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, psicotogênicos e drogas para sintomas de&nbsp; doenças neurodegenerativas.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes antipsicóticos, também conhecidos como neurolépticos, são usados no tratamento da&nbsp;esquizofrenia. Apesar de não curar, produz calma e melhoram os sintomas desta patologia, que incluem alucinações auditivas e visuais, sem afetar a consciência ou deprimir os centros vitais. Também não causam a dependência física&nbsp;ou psíquica.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes ansiolíticos, popularmente conhecidos como tranquilizantes, são aqueles utilizados no tratamento da ansiedade. Quanto à classificação, podem ser divididos em: carbamatos de propanodiol e compostos relacionados, benzodiazepinas e compostos diversos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O diazepam é o fármaco mais prescrito para o tratamento da ansiedade e tensão, apresentando maior eficácia que o clordiazepóxido, sendo o mais vendido no mundo. Também é utilizado na síndrome da abstinência alcoólica e como adjuvante à anestesia. Os efeitos adversos desses fármacos incluem sonolência (mais comum) e ataxia, vertigem, cefaleia, fadiga, fraqueza muscular e icterícia (mais raros). Com doses elevadas e a longo prazo podem provocar a dependência.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes antidepressivos, como o nome sugere, são utilizados no tratamento da depressão, melhorando os sintomas. As principais classes são: compostos tricíclicos, inibidores da MAO, sais de lítio e estrôncio e agentes antidepressivos diversos.</p>



<p> Por fim, os agentes alucinógenos, também conhecidos como psicomiméticos, psicodislépticos, psicodélicos, além de outras denominações, possuem pouca aplicação terapêutica, sendo consumidos de forma ilegal, por produzirem efeitos alucinógenos. As drogas desta classe incluem a LSD, mescalina e psilocibina.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Benefícios dos Psicofármacos no Tratamento Psicológico</strong></p>



<p>Hoje em dia, os psicofármacos tornaram-se protagonistas da contemporaneidade e quanto a isso não há objeções. Nunca se prescreveu e consumiu tantos remédios em comparação com outro período histórico.</p>



<p>	Essa popularidade tem consequências positivas e negativas.</p>



<p>	Apesar de haver, atualmente, um uso abusivo de medicamentos, nesse texto serão abordadas as suas contribuições e o lugar dos psicofármacos em um tratamento psicológico.</p>



<p>	Fármaco vem da palavra&nbsp;<em>pharmakón</em>, que significa tanto veneno quanto remédio.</p>



<p>Ou seja, de acordo com a dose, aquilo que mata também pode curar.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Foi na década de 50 que ocorreu a chamada “explosão farmacológica”, época em que as pesquisas científicas dessa área aumentaram em demasia, paralela a criação de medicamentos mais eficazes.</p>



<p> O desenvolvimento e expansão da farmacologia em parceria com a Psiquiatria partiu do princípio de amenizar os efeitos colaterais que algumas substâncias químicas poderiam provocar no organismo do ser humano.</p>



<p>Para entender os benefícios dos psicofármacos nos tratamentos psicológicos, é necessária a reflexão de que nos casos considerados graves – em que os sintomas atingem uma proporção a ponto de deixar o sujeito paralisado na vida – a indicação do psicofármaco é muito bem vinda pois a pessoa pode encontrar-se em um quadro de angústia tão avassalador, que não consegue nem falar de seu sofrimento.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O medicamento, então, assumiria uma função de desbloquear aquilo que está bloqueando a fala e seria uma espécie de catalizador do processo terapêutico, ou seja, uma ferramenta de&nbsp;“<em>fazer falar”</em>.</p>



<p> Assim, a mascarada rivalidade existente entre Psiquiatria e Psicologia, deixaria de existir em prol de uma parceria muito relevante.</p>



<p>Como ilustração, pensemos em um indivíduo com o diagnóstico de transtorno do pânico que apresenta sintomas, tais como:&nbsp; <strong>ansiedade</strong>, angústia, pensamentos negativos, medo generalizado, etc.</p>



<p>Nesse exemplo, o psicofármaco poderia ser o primeiro passo na direção de um tratamento, pois, de que forma uma pessoa com o contato social tão restrito iria frequentar um consultório de Psicologia?</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A partir dessa lógica, a medicação seria útil no alívio momentâneo dos sintomas, a fim de abrir caminho para que o paciente se tornasse mais acessível à exploração psicoterapêutica. Ou seja, o papel dos psicofármacos seria semelhante a um anestésico em uma cirurgia: eles representariam as condições que permitem uma intervenção.</p>



<p>Além disso, a aliança entre Psiquiatria e Psicologia é imprescindível nos casos de psicose, em que a simbolização através da fala é muito precário, quando não inexistente.</p>



<p>	É preciso apostar na intercessão entre mente e corpo, que não significa um todo completo, mas uma direção de tratamento que leve em consideração as particularidades do caso e que promova um diálogo com outros profissionais.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>&nbsp;<a href="https://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/">https://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/</a></p>



<p>&nbsp;<a href="https://opsicologoonline.com.br/beneficios-dos-psicofarmacos/">https://opsicologoonline.com.br/beneficios-dos-psicofarmacos/</a></p>
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		<title>Remédios: quando associá-los a terapia?</title>
		<link>https://casule.com/blog/remedios-quando-associa-los-terapia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 13:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicofármacos]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Psiquiatra? Psicólogo? Terapia? Medicamentos? O quê ou a quem recorrer para aliviar o sofrimento de pessoas com problemas, distúrbios ou doenças mentais? Por mais comum que seja essa dúvida, a resposta não é tão clara e óbvia assim. As doenças e distúrbios psicológicos variam muito e vão desde os mais graves até os mais simples. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Psiquiatra? Psicólogo? Terapia? Medicamentos? O quê ou a quem recorrer para aliviar o sofrimento de pessoas com problemas, distúrbios ou doenças mentais? Por mais comum que seja essa dúvida, a resposta não é tão clara e óbvia assim.</p>
<p>As doenças e distúrbios psicológicos variam muito e vão desde os mais graves até os mais simples. Fato é que todos precisam de tratamento e em sua maioria são curáveis. Porém, em alguns casos, a psicoterapia é suficiente e, em outros, é necessário entrar com medicamentos para complementar o tratamento. Somente uma consulta com um psicólogo e médico psiquiatra pode determinar qual é o caso.</p>
<p>Não é fácil identificar quando a situação exige medicação ou não. O que se tem visto atualmente, é que, por causa da correria, do estresse e da grande velocidade com que as coisas acontecem, as pessoas estão tomando remédios indiscriminadamente porque procuram um alívio rápido. O problema é que alguns sintomas desconfortáveis podem até desaparecer, mas não curam a doença central, que pode estar causando insônia, ansiedade, frustração e até mesmo depressão. Isto é, os sintomas desaparecem quase que por magia enquanto se toma os medicamentos, porém quando se deixa de tomá-los, os sintomas voltam e por vezes de forma mais intensa e descontrolada.</p>
<p>Observa-se que com o avanço da indústria farmacêutica no desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes e com menos efeitos colaterais, juntamente com os atuais valores que prioriza satisfações imediatas, a crença excessiva no medicamento como instrumento de “cura mágica” para as dores psíquicas tornou a medicação um novo modo de vida.</p>
<p>Inicialmente utilizados como um recurso para possibilitar ao sujeito curar-se de seu sofrimento, os psicofármacos acabaram por alienar o homem na promessa de libertar-se das dores da própria essência humana, tornando-se um meio de camuflar o sofrimento humano.</p>
<p>Os medicamentos que agem no sistema nervoso central têm o nome de drogas psi-coativas ou substâncias psicotrópicas. Estas podem atuar sobre a percepção, humor, comportamento e consciência, tendo consequências diretas e indiretas sobre outras capacidades cognitivas.</p>
<p>A depressão é o quadro predominante no uso medicamentoso e os antidepressivos e ansiolíticos são os medicamentos mais utilizados.</p>
<p>Os psicofármacos tornaram-se uma revolução no tratamento daqueles antes denominados loucos. No lugar dos manicômios e tratamentos de choques, a medicação possibilitou ao paciente uma diminuição de seus sintomas e sofrimento, a adaptação do sujeito ao mundo e, conseqüentemente, sua integração à sociedade.</p>
<p>Os medicamentos só podem ser ministrados por médicos. Os psicólogos não podem receitá-los. O ideal é quando se estabelece uma parceria entre o médico, psicólogo e paciente, de forma a aliar a psicoterapia à medicação, pelo menos durante algum tempo. Normalmente, o paciente toma os remédios durante a fase mais aguda da doença (crise) e depois os mesmos podem ser diminuídos e até cessados, sendo que a terapia continua porque é um tratamento com efeitos em logo prazo. O uso medicamentoso, orientado por um profissional de confiança, pode auxiliar a escuta, percepção e orientação do sujeito.</p>
<p>No caso de pacientes em processo terapêutico que necessitam de medicação, mas encontram-se resistentes (devido ao medo da dependência, ao “susto do psiquiatra” ou ao conhecimento de efeitos adversos) se faz necessário a participação ativa do psicólogo sobre a importância da associação naquele momento (psicoterapia + medicamentos), bem como a psicoeducação sobre o transtorno e as formas de tratamento (inclusive medicamentosa).</p>
<p>No entanto, é importante ressaltar que entre a medicação e a psicoterapia, deve-se dar prioridade à psicoterapia ou em alguns casos a associação de ambas. Não aconselha-se optar unicamente pela medicação visto que por si só, a medicação é capaz de aliviar os sintomas, mas não curar a doença.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>www.psicologiafree.com/curiosidades/medicamentos-ou-psicoterapia/</p>
<p>newpsi.bvs-psi.org.br/tcc/220.pdf</p>
<p>www.psicologoeterapia.com.br/psicoterapia/psicoterapia-ou-medicacao/</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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