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	<title>orientação aos pais - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>orientação aos pais - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Etapas da adolescência</title>
		<link>https://casule.com/blog/etapas-da-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2017 19:54:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adolescência é uma extraordinária etapa na vida de todas as pessoas. É nela que a pessoa descobre a sua identidade e define a sua personalidade. Nesse processo, manifesta-se uma crise, na qual se reformulam os valores adquiridos na infância e se assimilam numa nova estrutura mais madura. A adolescência é uma época de imaturidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A adolescência é uma extraordinária etapa na vida de todas as pessoas. É nela que a pessoa descobre a sua identidade e define a sua personalidade. Nesse processo, manifesta-se uma crise, na qual se reformulam os valores adquiridos na infância e se assimilam numa nova estrutura mais madura.</p>
<p style="text-align: justify;">A adolescência é uma época de imaturidade em busca de maturidade. Mas… como é difícil para os pais este novo período na educação dos filhos! No adolescente, nada é estável nem definitivo, porque se encontra numa época de transição.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos, pois, em que consiste a adolescência e o que é a maturidade; quais são as mudanças que os adolescentes costumam sofrer, bem como as fases pelas quais vão passando, para podermos ter atitudes positivas que favoreçam a superação dessa crise.</p>
<p style="text-align: justify;">O caminho básico que os pais devem seguir é o da compreensão, com o devido respeito e carinho que merece cada um dos adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A adolescência é este período no qual uma criança se transforma em adulto. Não se trata apenas de uma mudança na altura e no peso, nas capacidades mentais e na força física, mas, também, de uma grande mudança na forma de ser, de uma evolução da personalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Alterações que sucedem nas diferentes etapas da adolescência</h2>
<p style="text-align: justify;">a) A puberdade ou adolescência inicial (11 a 14 anos)</p>
<p style="text-align: justify;">Nasce a intimidade (o despertar do próprio “eu”).</p>
<p style="text-align: justify;"> Crise de crescimento físico, psíquico e maturação sexual.</p>
<p style="text-align: justify;"> Não há ainda consciência daquilo que se está a passar.</p>
<p style="text-align: justify;"> Conhece pela primeira vez as suas limitações e fraquezas, e sente-se indefeso perante elas.</p>
<p style="text-align: justify;"> Desequilíbrio nas emoções, que se reflete na sensibilidade exagerada e na irritabilidade de carácter.</p>
<p style="text-align: justify;"> “Não sintoniza” com o mundo dos adultos.</p>
<p style="text-align: justify;"> Refugia-se no isolamento ou no grupo de companheiros de estudo, ou integra-se num grupo de amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ajudas positivas:</p>
<p style="text-align: justify;"> Conhecer bem cada adolescente, os seus pontos fortes, as suas fraquezas, amizades, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"> Revelar-lhe como é, o que lhe está a suceder e que sentido têm as mudanças que está a sofrer.</p>
<p style="text-align: justify;"> Que conheça as suas limitações e as suas possibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ajudá-lo a esclarecer o que é a autêntica liberdade, distinguindo-a da libertinagem.</p>
<p style="text-align: justify;"> Que desenvolva a virtude da fortaleza, para que possa fazer por si mesmo esforços pessoais.</p>
<p style="text-align: justify;"> Fomentar a flexibilidade nas relações sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"> Sugerir atividades que lhe permitam estar ocupado.</p>
<p style="text-align: justify;"> Que reflita nas influências negativas do ambiente, especialmente nas que derivam da manipulação publicitária e nas que motivam condutas sexuais desordenadas.</p>
<p style="text-align: justify;">B) A adolescência média (13 a 17 anos)</p>
<p style="text-align: justify;">Do despertar do “eu” passa-se à descoberta consciente do “eu”, ou da própria intimidade. A introversão tem agora lugar, pois o adolescente médio precisa de viver dentro de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparece a necessidade de amar. Costumam ter imensas amizades. Surge o “primeiro amor”.</p>
<p style="text-align: justify;"> A timidez é característica desta fase. Medo da opinião alheia, motivado pela desconfiança em si mesmo e nos outros.</p>
<p style="text-align: justify;"> Conflito interior ou da personalidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> Comportamentos negativos, de inconformismo e agressividade para com os outros. Causados pela frustração de não poderem valer-se por si mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ajudas positivas:</p>
<p style="text-align: justify;"> Guiá-los para que adaptem as suas condutas às aspirações mais nobres e íntimas que descubram dentro de si.</p>
<p style="text-align: justify;"> Que saibam desmascarar as manipulações publicitárias e as do meio ambiente, especialmente as do consumismo e tudo aquilo que não lhes permita meterem-se dentro de si mesmos e refletir.</p>
<p style="text-align: justify;"> Que aprendam a procurar o silêncio, para que, sem medo, possam conhecer-se a si mesmos – a pensar e a refletir – e descobrir as suas mais profundas aspirações e fazer propósitos com decisão.</p>
<p style="text-align: justify;"> Colaborar com eles para que descubram o valor e o respeito pela intimidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> Que se esforcem por pensar e refletir com rigor, evitando a superficialidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A paciência e o amor, unidos a uma suave firmeza, são os recursos para libertar o jovem da esfera das suas impertinências.</p>
<p style="text-align: justify;">Evitar os enfrentamentos violentos. Permitir-lhe que se acalme perante as suas reações violentas.</p>
<p style="text-align: justify;">Manter a serenidade a todo o custo, para poder dialogar com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">C) A adolescência superior (16 a 22 anos)</p>
<p style="text-align: justify;">Começa a compreender-se e a encontrar-se a si mesmo e sente melhor a integração no mundo onde vive.</p>
<p style="text-align: justify;">Apresenta um significativo progresso na superação da timidez.</p>
<p style="text-align: justify;">É mais sereno na sua conduta. Mostra-se menos vulnerável às dificuldades.</p>
<p style="text-align: justify;"> Tem maior autodomínio.</p>
<p style="text-align: justify;">É a época de tomar decisões: futuro, estudos…</p>
<p style="text-align: justify;">Começa a projetar a sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Estabelece relações mais pessoais e profundas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Ajudas positivas:</h2>
<p style="text-align: justify;">Que aprendam a escutar e a compreender os que pensam de forma diferente da deles ou do seu pequeno grupo, mas que não abdiquem das suas ideias ou princípios.</p>
<p style="text-align: justify;">Que reflitam constantemente sobre os pontos de vista que são contrários aos seus, sabendo interpretá-los adequadamente.</p>
<p style="text-align: justify;"> Que saibam suportar as contrariedades que qualquer responsabilidade implica, seja própria ou perante os outros.</p>
<p style="text-align: justify;"> “Querer é poder”. Que se convençam de que não é possível conseguir mais se não nos propomos seriamente a isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Tópicos para lidar com um adolescente:</p>
<p style="text-align: justify;"> Mostra-lhe sincera amizade.</p>
<p style="text-align: justify;"> Estabelece uma comunicação baseada no respeito, na confiança e na oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> Tem sempre muita compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprende a escutá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Não te canses de os animar.</p>
<p style="text-align: justify;">Exige suavemente, mas com firmeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Compartilha dos seus projetos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mede bem aquilo que lhe vais exigir.</p>
<p style="text-align: justify;"> Mantém-te firme nas decisões que se tiverem tomado.</p>
<p style="text-align: justify;"> Cede nas coisas de pouca importância</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://educacao.aaldeia.net/etapas-adolescencia/</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Terapia de crianças e adolescentes</title>
		<link>https://casule.com/blog/terapia-de-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2017 19:02:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é? A psicoterapia infantil é dirigida ao atendimento psicológico a crianças e adolescentes que estejam apresentando problemas emocionais e/ou comportamentais. Assim como a psicoterapia de adultos, a terapia de crianças/adolescentes visa à identificação e tratamento de problemas, desenvolvimento de habilidades sociais e o restabelecimento de uma infância saudável. Além disso, sabendo que os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;"><strong>O que é?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A psicoterapia infantil é dirigida ao atendimento psicológico a crianças e adolescentes que estejam apresentando problemas emocionais e/ou comportamentais. Assim como a psicoterapia de adultos, a terapia de crianças/adolescentes visa à identificação e tratamento de problemas, desenvolvimento de habilidades sociais e o restabelecimento de uma infância saudável. Além disso, sabendo que os transtornos da infância podem ser preditores de psicopatologias na vida adulta, a terapia infantil é extremamente relevante pela função preventiva de suas intervenções.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos atendimentos da criança, também são realizadas intervenções com a família e reuniões na escola a fim de coletar alguns dados pertinentes à queixa da criança e ao desenvolvimento da mesma. As sessões com os pais são extremamente importantes, pois os pais são colaboradores diretos no fornecimento de dados terapêuticos, fatores que contribuem para a manutenção da demanda apresentada e o mais importante, o terapeuta poderá fazer uma análise das práticas educativas utilizadas pelos pais. Orientações aos pais serão frequentes e acontecerão de acordo com a observação do progresso na criança na terapia.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Como funciona?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Na Casule Saúde e Bem-estar, a terapia infantil é indicada para crianças a partir de 4 anos, tem frequência semanal e duração de 45 minutos. Conta-se com linguagem adaptada e recursos técnicos lúdicos a fim de abordar o mundo das crianças, considerando as necessidades particulares de cada uma delas, como a forma de expressar seus problemas, trabalhar seus conflitos, comportamentos inadequados e aspectos do desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Os recursos lúdicos são empregados na terapia infantil permitindo que as crianças expressem seus sentimentos, angústias e dificuldades. Através da brincadeira, a criança reproduz o que vive através da imaginação, do <em>faz-de-conta</em>, promovendo uma regulação emocional. A partir desses dados, o terapeuta formula o caso e faz intervenções de acordo com a demanda fornecida pelos pais e escola.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>É eficaz para quais transtornos?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A psicoterapia infantil atende a diversos transtornos, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtornos de ansiedade, ansiedade de separação, fobias, terror noturno, medos, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do estresse pós-traumático, transtornos do humor, depressão infantil, transtorno bipolar, transtornos alimentares, transtornos de aprendizagem, dislexia, baixo rendimento escolar, transtornos do sono, enurese, encoprese, transtornos de conduta, transtorno opositivo desafiador, bullying, abuso infantil, transtornos invasivos do desenvolvimento, agressividade e indisciplina, orientação de estudos, separação dos pais, timidez, ciúmes, adolescentes com dependência de substâncias psicoativas, impulsividade, luto, entre outras queixas.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitivo-comportamental tem sido aplicada com êxito a diversos problemas clínicos e cada vez mais, estudos apontam a eficácia da terapia na qualidade de vida, redução dos sintomas e melhora das dificuldades emocionais e comportamentais da criança e/ou adolescente.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Há possibilidade somente dos pais serem atendidos?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Além das primeiras sessões com os pais e algumas orientações ao longo da terapia, há possibilidade dos pais serem <u>treinados</u>, ensinados e algumas práticas parentais saudáveis serão desenvolvidas, além de tirarem suas dúvidas quanto à educação e desenvolvimento emocional dos filhos. Essa modalidade se chama “treinamento de pais”, sendo assim, as intervenções serão voltadas para os pais e o objetivo maior é a promoção de uma relação saudável com os filhos. O treinamento conta com o desenvolvimento de práticas educativas mais consistentes, resoluções de problemas, habilidades sociais, reforçamento, treino de comunicação, dentre outras técnicas cognitivas, comportamentais e vivenciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Nayara Benevenuto Peron</p>
<p style="text-align: justify;">Psicóloga | Terapeuta Cognitivo-Comportamental</p>
<p style="text-align: justify;">Pós-graduada em Terapia Cognitivo-Comportamental com crianças e adolescentes</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Adolescência: O sujeito em busca da sua verdade</title>
		<link>https://casule.com/blog/adolescencia-o-sujeito-em-busca-da-sua-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2017 19:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adolescÊncia é um “conceito” construído socialmente. Constitui uma fase da vida que, em geral, é vista pelos pais como um “período crítico” do sujeito, que está “rebelde”. Trata-se de um processo de transição conturbado e conflitante, e é esperado que seja assim. Porém, também é possível que esta seja a fase mais bonita da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A adolescÊncia é um “conceito” construído socialmente. Constitui uma fase da vida que, em geral, é vista pelos pais como um “período crítico” do sujeito, que está “rebelde”.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de um processo de transição conturbado e conflitante, e é esperado que seja assim. Porém, também é possível que esta seja a fase mais bonita da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O adolescente (que tem, em média, entre 13 e 18 anos) vivencia (literalmente) na pele as mudanças físicas da puberdade: alteração no timbre da voz, pêlos no corpo, espinhas, menstruação – no caso das meninas etc., e também enfrenta as mudanças psicológicas comuns a esta idade (cobranças, responsabilidades, escolhas a fazer).</p>
<p style="text-align: justify;">Já não é mais possível e nem desejável que os pais decidam pelos seus filhos adolescentes: preferem um programa com os amigos a acompanhar os pais nos passeios em família, queixam-se das broncas e dizem que os pais estão “ultrapassados”, confrontam valores e ideias, adotam alguém como ídolo (geralmente banda, artista ou alguém da mídia), vestem-se de maneira arrojada e parecem querer “marcar” o seu corpo de alguma maneira (tattoo, piercing, cabelos coloridos ou arrepiados, roupas extravagantes, etc). Por essas e outras dizemos que a adolescência compõe um processo de desligamento dos pais/figuras parentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso que acontece do lado de fora do sujeito adolescente faz parte do seu processo interno de autoconhecimento, de construção da identidade, de questionamentos (“quem eu quero ser quando crescer?”) e de elaboração de escolhas. Os confrontos com o outro podem ser uma maneira de se auto afirmar e até mesmo de mostrar que tudo parece um pouco confuso agora. Existe aí um processo de luto pelo corpo infantil e pelos pais da infância (que já não o vêem do mesmo jeito).</p>
<div class="code-block code-block-1" style="text-align: justify;">
<div class="player_dynad_tv">
<div id="_dynad_c_I5550001923_1485535766385569749943"></div>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">A sexualidade e a agressividade também ganham ênfase nesta etapa da vida do sujeito e compõem, junto com outros afetos, os traços da personalidade do adolescente. Sua personalidade irá florescer de acordo com aquilo que o adolescente vem cultivando ao longo do seu desenvolvimento e estará diretamente relacionada com as referências que ele tem (ou com a falta delas), isto é, com os tipos de vínculos familiares que construiu e com os significados que ele atribui a estes vínculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é neste período que se concretiza (e não que se define) a orientação sexual do sujeito, os critérios de escolha do parceiro amoroso, a forma de lidar com as frustrações e privações que a vida impõe, a relação com o dinheiro, com o trabalho, com os estudos e com tudo aquilo que se torna seu objeto de desejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, os pais do adolescente possuem expectativas e ideais depositados sobre o filho: “Meu filho vai ser isso ou aquilo”, “Vou dar a ele o que eu não tive”, “No meu tempo se fizesse isso era assim, assado, etc.” Contudo, ao fantasiar demais o “filho ideal”, superproteger e controlar, muitos pais não fornecem o espaço necessário para que o adolescente assuma papéis sociais e adquira autonomia para fazer escolhas próprias. Logo, os pais podem dar “asa” ao seu filho, mas ele precisará “voar” sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro os limites, as regras e os “NÃOS” são necessários e muito importantes. É preciso que os pais conheçam o círculo de amigos do filho, estabeleçam horário para chegar em casa e exijam o respeito às tradições familiares (respeitar não é obrigar), além de cobrar que ele faça as tarefas que é capaz de fazer. Mas, também é necessário muito diálogo (ouvir e falar), muita negociação e muita paciÊncia para construir uma relação de confiança com o filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez confiança seja a palavra chave para esta e para qualquer outra fase da vida. Se o filho confia nos seus pais (sejam eles biológicos ou adotivos, avós, parentes ou quem quer que seja que exerce estes papéis) ele poderá confiar em si mesmo e SABERÁ ESCOLHER O QUE É MELHOR PARA SI não importa onde ou com quem esteja.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que a maior contribuição que os pais podem dar ao filho adolescente será sempre o AMOR, junto com o seu olhar, a sua atenção e a sua disponibilidade para apoiá-lo. É a procura do amor do outro que aplacará a sensação de desamparo sentida pelo adolescente. E, para oferecer este amor será preciso que os pais também saibam lidar com suas próprias inseguranças e com seus erros, expostos pelo filho adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, cabe aos pais e aos filhos adolescentes saber se colocarem um no lugar do outro e reconhecer que eles têm formas diferentes de enxergar o mundo e de interpretar as situações (e sempre terão!) e, principalmente, que também poderão falhar.</p>
<p style="text-align: justify;">É válido considerar, ainda, que ser adolescente na década de 60 e ser adolescente em 2017 é beeemmm diferente. O contexto social afeta muito a auto imagem do adolescente e os ideais que ele traça para si próprio ao se deparar com padrões de beleza, de status profissional, de bens de consumo, entre tantos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Você já se perguntou o que a sociedade atual espera do adolescente? E o que esta mesma sociedade oferece ao adolescente? Além do que, vemos muitos sujeitos (inclusive pais) que estenderam a sua adolescência por muitos anos a frente e que ainda não conseguiram elaborar e superar todos os conflitos deste período, afinal, ser eternamente jovem e belo é uma imposição da sociedade atual. Mas, este já seria assunto para um próximo post…</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, não se esqueçam de que todos estes conflitos podem ser compreendidos durante a psicoterapia, que consiste na oferta de um espaço de escuta clínica que ajuda a revelar, através da palavra, a verdade de cada sujeito.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.psicologiasdobrasil.com.br/adolescencia-o-sujeito-em-busca-da-sua-verdade/</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que fazer se seu filho não aprova o novo relacionamento!</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-fazer-se-seu-filho-nao-aprova-o-novo-relacionamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2015 20:32:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Um dos maiores desafios para algumas mães solteiras, é quando chega a hora de apresentar o namorado novo para os filhos, principalmente se eles ainda forem crianças. E essa situação pode ser ainda mais complicada se você tiver se divorciado do pai recentemente. Crianças costumam expressar muito bem seus sentimentos, e se elas não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos maiores desafios para algumas mães solteiras, é quando chega a hora de apresentar o namorado novo para os filhos, principalmente se eles ainda forem crianças. E essa situação pode ser ainda mais complicada se você tiver se divorciado do pai recentemente. Crianças costumam expressar muito bem seus sentimentos, e se elas não gostarem de alguém, elas irão demonstrar isso com bastante clareza.</p>
<p>É muito comum que os filhos imaginem que seus pais irão ficar sempre juntos, e quando uma outra pessoa fica no meio disso, eles podem não gostar e fazer questão de demonstrar pra você e seu parceiro que não aprovam a ideia. Nesse caso, procure ser paciente e conversar com eles. Mostre que você tem sentimentos e interesses pessoais, e que reatar com o pai deles está fora de questão. É importante ainda dar um tempo para que eles se acostumem com a situação, não force nenhuma relação entre seus filhos e seu novo namorado.</p>
<p>Outro motivo muito comum para que as crianças não aprovem sua relação, pode ser o fato de elas acharem que, agora que existe uma outra pessoa na sua vida, você irá dar menos atenção à elas. Seus filhos podem achar que devem fazer de tudo para chamar a sua atenção, com medo de que você não se preocupe tanto com eles. Por isso, não mude a rotina e certifique-se de não mudar as atividades que você e eles sempre fazem juntos. Eles precisam saber que você estará sempre por perto, e que seu novo namorado não irá interferir nisso.</p>
<p>Não tente forçar seu filho a gostar do seu parceiro, obrigando eles a ficarem juntos, por exemplo. Dê o tempo que as crianças precisam para elas se adaptarem a essa nova realidade. Se você obrigar eles a conviverem, será ainda mais difícil fazer ele aceitar a ideia de você ter um novo relacionamento.</p>
<p>Cada criança tem sua maneira de reagir diante desta situação, mas é importante que eles saibam que sempre terão o seu amor, e que outras pessoas surgindo na vida de vocês não irá alterar em nada esses sentimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.sonhos.com.br/amor-e-sexo/o-que-fazer-se-seu-filho-nao-aprova-o-novo-relacionamento#.Vngsr_krLct</p>
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		<title>Disciplina: a importância de estabelecer regras claras para os filhos!</title>
		<link>https://casule.com/blog/disciplina-a-importancia-de-estabelecer-regras-claras-para-os-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2015 18:48:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Atitudes amorosas, regras claras e a aplicação das consequências estabelecidas previamente estimulam o desenvolvimento de comportamentos positivos na criança. Quando os pais se comportam dessa maneira, a criança é estimulada a explorar seu ambiente, respeitando, ao mesmo tempo, certos limites. Pais interessados que dão à criança a oportunidade de conseguir fazer coisas divertidas transmitem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Atitudes amorosas, regras claras e a aplicação das consequências estabelecidas previamente estimulam o desenvolvimento de comportamentos positivos na criança. Quando os pais se comportam dessa maneira, a criança é estimulada a explorar seu ambiente, respeitando, ao mesmo tempo, certos limites. Pais interessados que dão à criança a oportunidade de conseguir fazer coisas divertidas transmitem a ela confiança e a estimulam a explorar o ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Respeitando a personalidade de cada criança, os pais devem discipliná-la de forma que não seja excessivamente autoritária nem excessivamente permissiva, para que ela obedeça instruções.</p>
<p style="text-align: justify;">Crianças que são controladas de forma muito rígida terão dificuldade para tomar decisões e expressar suas necessidades. Por outro lado, crianças às quais é permitido fazer tudo o que querem terão dificuldade para saber o que é ou não aceitável.</p>
<p style="text-align: justify;">Disciplina adequada resulta em sucesso na escola e na capacidade de fazer amigos. Se os pais não conseguem construir respeito por regras nos primeiros anos de vida (zero a 5 anos), é possível que a criança desenvolva diversos tipos de problemas comportamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Se os pais não oferecem supervisão suficiente (não se envolvem nas atividades da criança, não são encorajadores) e reagem com punições, explosões de mau humor ou rigidez, há maior risco de que a criança desenvolva problemas comportamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma disciplina que ajude a compreender o que é ou não é aceitável contribui para que a criança desenvolva habilidades sociais, empatia, autocontrole e capacidade de prestar atenção e de planejar suas ações</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como agir diante de comportamentos da criança que devem ser desencorajados:</h2>
<p style="text-align: justify;">&#8211; estabelecer regras claras;<br />
&#8211; explicitar as consequências do desrespeito às regras;<br />
&#8211; aplicar as consequências que foram estabelecidas;<br />
&#8211; ignorar a criança se seu comportamento for agressivo ou desrespeitoso;<br />
&#8211; aplicar a técnica de retirada (de forma breve e repetida). Por exemplo, tomar um objeto que é fonte de conflito entre duas crianças ou pedir que a criança se retire para um local sossegado onde possa se acalmar.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como agir diante de comportamentos da criança que devem ser estimulados:</h2>
<p style="text-align: justify;">&#8211; mostrar à criança que seu comportamento foi adequado;<br />
&#8211; elogiar a criança por meio de palavras e de ações. Por exemplo, expressar orgulho, abraçar, sorrir, dar uma piscadela etc;<br />
&#8211; ajudar a criança a identificar a ligação entre suas ações e resultados bem-sucedidos;<br />
&#8211; estimular a criança a prosseguir.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como agir diante de situações que podem levar a criança a perder o controle:</h2>
<p style="text-align: justify;">&#8211; dar apoio à criança oferecendo maneiras agradáveis de se acalmar. Por exemplo, mudar de atividade, respirar calmamente, distrair ou desviar a atenção da criança etc.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2015/02/disciplina-importancia-de-estabelecer-regras-claras</p>
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		<title>Como construir um lar positivo para os filhos!</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-construir-um-lar-positivo-para-os-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2015 19:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia de famila]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio a tantas mídias sociais e modelos esteriotipados, não é fácil educar. Esses modelos podem influenciar negativamente no desenvolvimento das crianças, porém, a compaixão, o caráter, a educação e a confiança começam a ser construídos dentro de casa. Como não podemos controlar o que acontece escola, ou o que está escrito em revistas ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-2731 aligncenter" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos.jpg" alt="casule-psicologia-lar-para-os-filhos" width="600" height="400" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos-300x200.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos-768x512.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos-610x407.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos-980x654.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos-480x320.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/casule-psicologia-lar-para-os-filhos-600x400.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<h2>Em meio a tantas mídias sociais e modelos esteriotipados, não é fácil educar. Esses modelos podem influenciar negativamente no desenvolvimento das crianças, porém, a compaixão, o caráter, a educação e a confiança começam a ser construídos dentro de casa.</h2>
<p style="text-align: justify;">Como não podemos controlar o que acontece escola, ou o que está escrito em revistas ou é transmitido pela televisão, é importante saber que temos o controle sobre um aspecto da vida de nossos filhos: o que acontece em nossa casa. Por isso, estabelecer alguns padrões e fazer algumas mudanças pode ajudar a fazer do convívio familiar e do espaço da casa um lugar seguro que fortaleça o autoconhecimento e a autoestima deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ajudá-las nesta tarefa tão difícil, seguem algumas dicas para construir um lar positivo para as crianças:</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Elogiem na medida certa!</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Elogiem, mas não muito! Enquanto a crítica constante faz com que nossos filhos duvidem de suas habilidades, uma abundância de elogios pode inflar seus egos e levá-los a colocar os outros para baixo. Elogie-os sem afetação, e não tenham medo de dar feedbacks construtivos quando eles precisarem.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Demonstrem carinho!</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Vocês ficariam surpresas com o que um abraço e um “eu te amo” podem fazer para a confiança das crianças. Não só as fazem lembrar que vocês se importam, mas também as tornam confortáveis para expressar suas emoções, tornando mais fácil para elas lidar com os próprios problemas.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Expulsem a negatividade!</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Nós sabemos que é mais fácil dizer do que fazer, e que ficamos às vezes para baixo e com dificuldades de manter pensamentos tranquilos e positivos o tempo todo. Mas mesmo assim, ensinem seus filhos desde pequenos a terem uma postura positiva, proibindo palavras que crianças adoram falar, ainda que sem maldade, como por exemplo: feio, chato etc. Claro que eles escutarão essas palavras na escola ou onde estiverem, mas banindo-as de casa vocês instalam um ambiente que é seguro quando eles se sentem para baixo.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Sejam boas mentoras!</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Como diz o ditado: você precisa praticar o que prega. Se vocês se chamam de estúpidas ou fogem de desafios, é provável que seus filhos sigam esses exemplos. Olhem para isso com uma oportunidade não só para construir a autoconfiança deles, mas também para impulsionar a autoconfiança em vocês.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Aproveitem o tempo com eles!</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Entendemos que toda mãe precisa de algum tempo sozinha, mas quando tomamos muito tempo para nós mesmas isso pode fazer com que nossos filhos achem que não nos preocupamos com eles. Então, desliguem o telefone e passem algum tempo com eles, um tempo “de verdade”.  Ao se envolverem com eles – sejam em um passeio no parque ou conversando à mesa de jantar, vocês fazem seus filhos se sentirem importantes, o que, por sua vez, fortalece a autoestima deles.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://feiradobebe.com.br/larpositivo/</p>
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		<title>Estilos parentais: como os pais se relacionam com os seus filhos?</title>
		<link>https://casule.com/blog/os-estilos-parentais-como-os-pais-se-relacionam-com-os-seus-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2015 11:28:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A forma como os pais exercem a sua função parental é bastante diversificada e tem variado ao longo dos tempos conforme os grupos culturais. As ideias que temos sobre a educação dos filhos diferem de pessoa para pessoa porque são uma faceta importante da nossa personalidade e da nossa filosofia de vida. Mesmo os teóricos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2694" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas.jpg" alt="Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas" width="600" height="408" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas.jpg 601w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas-300x204.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas-480x327.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A forma como os pais exercem a sua função parental é bastante diversificada e tem variado ao longo dos tempos conforme os grupos culturais. As ideias que temos sobre a educação dos filhos diferem de pessoa para pessoa porque são uma faceta importante da nossa personalidade e da nossa filosofia de vida. Mesmo os teóricos da educação têm pontos de vista variados que talvez reflitam este facto. Exemplificando: para alguns, as pessoas devem ser educadas em colaboração com os seus pares (irmãos, amigos, etc.) através do treino na resolução de problemas e nesta aprendizagem pais, professores e outros familiares participam como conselheiros. Para outros, a natureza humana é a mesma em qualquer sítio e ao longo dos tempos e, portanto, as pessoas devem ter todas a mesma educação consistindo no treino da razão (do raciocínio) e no estudo dos produtos mais importantes da atividade humana: a literatura, a filosofia, a história, a ciência, etc. Para outros ainda, a educação deve ser tradicional, trabalhosa e estritamente controlada pelo educador. Finalmente, para outros a educação deve visar objetivos sociais: a construção de uma sociedade nova, democrática, controlada pelo povo, baseando-se nos dados das ciências do comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Compete ao educador convencer o educando da validade destes objetivos. É de prever que muitos de nós, por razões afetivas, adotem uma mistura de partes destes pontos de vista e não é de estranhar que nos seja muito difícil analisar objetivamente a nossa escolha e que resistamos ferozmente a modificá-la, justificando-nos muitas vezes com argumentos que nos parecem racionais e razoáveis.</p>
<p>A forma como os pais exercem a sua função parental é bastante diversificada e tem variado ao longo dos tempos conforme os grupos culturais. Os pais podem ser afetivos, compreensivos e autoritários. Para perceber estas diferenças é necessário conhecer as crenças e valores dos pais. Nas sessões de reflexão sobre as práticas educativas e sobre as dificuldades que os pais enfrentam na educação dos filhos, procuro compreender como decorreu o processo educativo desde o nascimento. Está muito generalizada entre os psicólogos a ideia de que há diferenças no «estilo» e nas «práticas» parentais. «O estilo parental define-se como sendo a forma como os pais se relacionam com os filhos.» Reflete o clima emocional em que decorrem as relações entre ambos e revela-se em aspectos como o tom de voz, a linguagem corporal, a formalidade no trato e as mudanças de humor. «Exprime-se também por um conjunto de estratégias que os pais utilizam no seu quotidiano com os filhos e que visa instruí-los em aptidões em diferentes domínios (acadêmico, social, afetivo) e em determinados contextos.» É uma forma de controlo em que se usam explicações, punições e recompensas numa supervisão e disciplina consistentes.</p>
<p>O estilo pode ser usado para definir quatro grupos distintos de pais: autoritários, democráticos, permissivos e negligentes. A diferença entre estes quatro grupos reside na forma como se exprime a sua autoridade e no grau de afabilidade e tolerância para com os filhos. Muito esquematicamente, os pais «autoritários» são exigentes e não são compreensivos; os pais «democráticos» são exigentes e compreensivos; os pais «permissivos» são compreensivos e não são exigentes; os pais «negligentes» não são exigentes nem compreensivos. Na prática pode não ser fácil fazer uma catalogação rigorosa. Há trabalhos que pretendem relacionar os estilos parentais com as características que os filhos adquirem durante o desenvolvimento. São estudos que se enquadram na chamada Psicologia Positiva, por visarem promover um bom desenvolvimento das crianças para que estas possam ter uma vida mais saudável em diversos aspectos (psicológicos, cognitivos, sociais) e possam ter mais sucesso nos seus empreendimentos. Os resultados destes trabalhos não podem ser ignorados, mas devem ser encarados com alguma reserva porque subsiste sempre o problema de avaliar a contribuição das características herdadas em relação às adquiridas pela educação. Irmãos com pais comuns e educados de forma idêntica desenvolvem-se de maneira distinta.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2695" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001.jpg" alt="estilos-parentais-001" width="600" height="450" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-300x225.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-768x576.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-610x458.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-510x382.jpg 510w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-980x735.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-480x360.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></h2>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo autoritário</h2>
<p style="text-align: justify;">O estilo autoritário caracteriza-se pela imposição da obediência e do respeito pela autoridade. Se na relação que se estabelece entre os pais e a criança o afecto, a reciprocidade e o equilíbrio de poder não estão presentes, o desenvolvimento da criança pode ser prejudicado, comprometendo-se as relações posteriores que ela virá a estabelecer com outras pessoas. Os pais autoritários são exigentes, pouco tolerantes e pouco compreensivos, daí resultando a submissividade e o conformismo dos filhos. Pautam-se por uma constante tentativa de promover nos filhos padrões de comportamento rígidos, no sentido de impedir o desrespeito pela autoridade, aplicando quando necessário medidas como a punição física e a privação de privilégios ou ameaças, compelindo a criança a adequar o seu comportamento às reacções dos pais. Estas práticas podem provocar emoções intensas, como hostilidade, medo e ansiedade, interferindo na capacidade de a criança ajustar o seu comportamento às situações com que é confrontada. Nestas condições as expectativas dos pais não são acompanhadas pela flexibilidade na aceitação dos comportamentos e necessidades das crianças. Desencorajam-se o diálogo e as trocas verbais e colocam-se limites rígidos às manifestações. Dá-se grande valor à manutenção da autoridade e anula-se qualquer tentativa por parte da criança para contestar ou discutir as regras impostas que não resultam de qualquer consenso prévio. O ambiente emocional criado é caracterizado, muitas vezes, por frieza, uma reduzida troca de afecto, distância, e pela ausência de estímulo e de encorajamento. Não é favorável ao desenvolvimento da auto-estima na criança e dificulta a compreensão de regras, uma vez que impede a negociação. As crianças tornam-se frequentemente submissas e dependentes, aparentando não se empenharem na conquista de objectivos. A autonomia que é necessária à tomada de decisões nem sempre se desenvolve.Ao que parece, os filhos de pais autoritários podem ter bom rendimento nos estudos, mas são pressionados a corresponder a expectativas nem sempre razoáveis dos pais em relação ao trato social, ao aproveitamento académico e às escolhas profissionais. Alguns estudos mostram que os filhos de mães autoritárias exibem comportamentos agressivos (agressões verbais ou físicas, destruição de objectos) e mentira e são socialmente retraídos, são depressivos e ansiosos. Noutros estudos os filhos de pais autoritários foram descritos como tendo tendência para um desempenho escolar moderado, sem problemas de comportamento, mas possuindo pouca desenvoltura em sociedade, baixa auto-estima e alto índice de depressão. Outro efeito encontrado do estilo parental autoritário é a transmissão deste estilo aos filhos. A responsividade caracteriza-se pelo apoio e aquiescência, que favorecem a individualidade e a auto-afirmação dos filhos e existe em pais que são afectuosos, dialogantes e empenhados, assumindo a responsabilidade de aceitarem, tanto quanto possível, os pontos de vista e as razoáveis exigências dos filhos. O estilo autoritário resulta da combinação entre altos níveis de controlo e baixa responsividade.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo democrático</h2>
<p style="text-align: justify;">Há dados que sugerem que uma educação num ambiente familiar com poucas tensões (pais democráticos) pode formar pessoas mais relaxadas, mais aptas a lidar com problemas (de forma optimista) e a sobreviver socialmente. Quando os pais são afetivos e participativos em relação aos filhos influenciam a forma como eles aprendem e se relacionam com os outros, assim como o repertório dos seus comportamentos: as suas atitudes e objetivos. A ser assim, o investimento na prevenção de problemas nas relações pais/filhos pode contribuir para um desenvolvimento mais saudável das crianças. Os pais democráticos caracterizam-se por serem muito tolerantes embora sejam exigentes face aos filhos, ou seja, há uma reciprocidade: os filhos devem responder às exigências dos pais, mas estes também aceitam a responsabilidade de responderem, quanto possível, aos pontos de vista e razoáveis exigências dos filhos. Encorajam-lhes a autonomia, ouvem-lhe as opiniões, mas não hesitam no caminho a seguir e não descuram o cumprimento de regras. A negociação e o compromisso são possíveis. Os limites são bem definidos e os pais deixam bem claro até onde os filhos podem ir. Estimulam a discussão e partilham pontos de vista. Tentam direcionar as atividades das suas crianças de maneira racional e orientada, incentivam o diálogo e exercem firme controlo nos pontos de divergência, colocando a sua perspectiva de adulto e reconhecendo a que a criança possui. Os pais democráticos estimulam nos filhos um «estilo explicativo» optimista, interesses próprios e estilos próprios.</p>
<p style="text-align: justify;">A disciplina indutiva envolve práticas educativas que comunicam à criança o desejo dos pais de que ela modifique o seu comportamento, induzindo-a a obedecer-lhes. Esta estratégia disciplinar caracteriza-se por direcionar a atenção da criança para as consequências de seu comportamento para com as outras pessoas e para as exigências lógicas da situação, ao invés das consequências punitivas para ela mesma. Práticas deste tipo envolvem explicações sobre as consequências do comportamento da criança, explicações sobre regras, princípios, valores, advertências morais, apelos ao orgulho da criança e ao amor que ela sente pelos pais, explicações sobre as possíveis implicações maléficas ou dolorosas de certas ações da criança para os outros e para si mesma e sobre o seu relacionamento com as outras pessoas. Pais democráticos estabelecem regras para o comportamento dos filhos que são consistentemente enfatizadas. Supervisionam-lhes a conduta, corrigindo atitudes negativas e recompensando atitudes positivas. A disciplina é imposta de forma indutiva e a comunicação entre pais e filhos é clara e aberta, baseada no respeito mútuo. São pais que têm altas expectativas em relação ao comportamento dos filhos em termos de responsabilidade e maturidade. Além disso, são afetuosos na interação, responsivos às suas necessidades e, frequentemente, solicitam a sua opinião quando conveniente, encorajando a tomada de decisões e proporcionando oportunidades para o desenvolvimento das suas aptidões. Várias trabalhos destacam a influência positiva do estilo democrático sobre o desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes. Os filhos de pais democráticos têm sido associados a aspectos positivos, como a assertividade, maturidade, responsabilidade social, conduta independente e empreendedora, alto índice de competência psicológica e baixo índice de disfunção comportamental e psicológica.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo permissivo</h2>
<p style="text-align: justify;">Os pais permissivos são compreensivos, tolerantes e afetuosos. Utilizam pouco a punição e evitam sempre que possível o exercício da autoridade ou a imposição de regras e restrições. Não conseguem estabelecer limites, permitindo comportamentos desadequados causadores de problemas. Não exigem um comportamento maduro («boa educação», cumprimento de tarefas), permitindo às crianças que elas regulem o seu próprio comportamento, tomem as suas próprias decisões e utilizem poucas regras na gestão do dia-a-dia (horas de deitar, refeições, tempo para ver televisão, etc.) Tentam comportar-se de maneira não-punitiva e receptiva diante dos desejos e ações da criança; apresentam-se aos seus filhos como um recurso para a realização dos seus desejos e não como um modelo, nem como um agente responsável por moldar ou direcionar o seu comportamento.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo negligente</h2>
<p style="text-align: justify;">Os pais negligentes não são exigentes nem responsivos. Tendem a orientar-se pela fuga às inconveniências, o que os faz responder a pedidos imediatos das crianças apenas de forma evasiva. O estilo negligente resulta da combinação entre controlo e responsividade em baixos níveis. Pais negligentes não são nem afetivos nem exigentes nem compreensivos. Tendem a manter os seus filhos à distância, respondendo somente às suas necessidades básicas. Não conseguem organizar-se de modo a fornecerem cuidados e apoio continuados aos seus filhos. Demonstram pouco envolvimento na socialização da criança, não supervisionando o seu comportamento. A ausência de contenção e de orientação vai ter como consequência uma manipulação do mundo exterior por parte das crianças, pois esse é o padrão relacional a que se habituaram no seu dia-a-dia. Enquanto os pais permissivos estão envolvidos com os seus filhos, os pais negligentes estão, frequentemente, centrados em si próprios. O estudo dos estilos parentais engloba também as famílias negligentes mas importa diferenciar um estilo parental negligente da negligência abusiva, considerada uma violência contra criança na literatura sobre maus-tratos. A negligência considerada como maus-tratos ocorre quando os responsáveis pelas necessidades básicas (necessidades físicas, sociais, psicológicas e intelectuais) não as satisfazem, ao passo que o estilo parental negligente se refere aos pais que não assumem integralmente os seus papéis de pais. Neste caso, as relações afetivas entre pais e filhos tendem a diminuir cada vez mais a longo prazo, e até a desaparecer restando uma mínima relação funcional entre pais e filhos. Não é de estranhar que diferentes opiniões sobre como educar possam gerar conflitos entre pais ou com os avós. À medida que o tempo passa tornamo-nos cada vez menos aventureiros, mais conservadores, mais egocêntricos e, porque não dizê-lo, mais egoístas. Simultaneamente, o mundo à nossa volta vai mudando. Mudam as relações entre as gerações e entre os sexos, as correntes de opinião e os regimes políticos dominantes, os hábitos, os passatempos e os vícios, as modas, o estatuto social das profissões, alteram-se as aspirações e os projetos de vida dos mais novos. Estas transformações são uma força constante que tende a separar gerações e, portanto, pais de filhos e de avós.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.janela-aberta-familia.org/pt/content/os-estilos-parentais</p>
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