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	<title>Farmacoterapia - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>Farmacoterapia - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Quando o “gostar de sexo” passa a ser um problema?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/quando-o-gostar-de-sexo-passa-ser-um-problema/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2017 15:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Compulsão Sexual]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há pessoas para as quais a sexualidade está longe de ser saudável e a vontade de fazer sexo nunca é saciada, independentemente do número e da frequência das relações. Nos homens, o nome correto é donjuanismo, ou satiríase, enquanto as mulheres viciadas em sexo são chamadas de ninfomaníacas. No entanto, antes de começar a discutir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há pessoas para as quais a sexualidade está longe de ser saudável e a vontade de fazer sexo nunca é saciada, independentemente do número e da frequência das relações.</p>
<p>Nos homens, o nome correto é donjuanismo, ou satiríase, enquanto as mulheres viciadas em sexo são chamadas de ninfomaníacas.</p>
<p>No entanto, antes de começar a discutir qualquer questão a respeito da compulsão sexual, é preciso primeiro esclarecer que existe uma enorme diferença entre ser compulsivo e gostar muito de sexo.</p>
<p>O fato da pessoa ter uma vida sexual intensa, de maneira alguma é um sintoma da compulsão sexual. Ter muita vontade de transar não caracteriza um transtorno. A diferença é que o compulsivo não consegue resistir aos pensamentos e desejos, que precisam ser saciados no mesmo momento, não importando com quem.</p>
<p>A Compulsão Sexual é caracterizada por fantasias  e comportamentos sexuais (por exemplo, masturbação excessiva, uso excessivo de pornografia, múltiplos parceiros sexuais ocasionais) que aumentam de intensidade e frequência ao longo do tempo causando consequências adversas na vida, incluindo distanciamento familiar ou dos entes queridos, prejuízo no desempenho profissional ou nos estudos, alto consumo de pornografia ou de uso da internet para sexo virtual e/ou real, prejuízo financeiro, doenças sexualmente transmissíveis e elevada troca de parceiros sexuais.</p>
<p>História familiar de compulsão sexual ou dependência ao álcool ou outras drogas; famílias com funcionamento problemático e abuso sexual durante a infância podem favorecer o surgimento da compulsão sexual por causarem desajustes psicológicos. Não há números precisos nem explicação definitiva, mas a experiência médica indica que 90% dos casos acomete os homens por volta dos 35 anos.</p>
<p>Os comportamentos de uma pessoa dependente de sexo podem ser caracterizados pelos seguintes passos, formando um ciclo que se repete constantemente:</p>
<ul>
<li><strong>Preocupação antecipatória: o indivíduo apresenta pensamentos recorrentes sobre sexo, com sensação de ansiedade, excitação, “transe”;</strong></li>
<li><strong>“Ritualização”: o indivíduo estabelece rotinas especiais que o conduzem às atividades sexuais. Por exemplo, tranca a porta do escritório e pega materiais pornográficos em uma gaveta trancada deixada para tal; inventa uma história no trabalho ou em casa, pega o carro e dirigi-se a locais mais ou menos conhecidos para atividades sexuais;</strong></li>
<li><strong>Ato sexual propriamente dito;</strong></li>
<li><strong>Sensação de vazio, impotência ou desespero: o indivíduo comumente sente que mais uma vez não conseguiu controlar seu comportamento sexual.</strong></li>
</ul>
<p>A busca por excitação entre pessoas com quadros de dependência de sexo é bastante similar à de outras síndromes de dependência por substâncias. O indivíduo demonstra perda do controle sobre o comportamento, sensação de ansiedade e irritação quando não desempenha o comportamento, progressivo aumento da “ritualização”, diminuição do repertório de outras atividades prazerosas, prejuízos pessoais, familiares, sociais e no trabalho em decorrência disso.</p>
<p>Tendo em vista a semelhança comportamental entre esses indivíduos e aqueles dependentes de drogas, foram criados critérios para o diagnóstico da <em>Dependência de Sexo</em>, baseados nos critérios utilizados para o diagnóstico da <em>Síndrome de Dependência de Substâncias</em><em> </em>(Goodman, 1990).</p>
<p>São eles:</p>
<ul>
<li><strong>Padrão de comportamento recorrente, ocasionando desconforto ou comprometimento clínico significativo, que se manifesta por três (ou mais) das seguintes características, persistentes por um período de 12 meses:</strong><br />
<strong>Envolvimento frequente em atividades sexuais por mais vezes ou durante tempo maior que o pretendido inicialmente.</strong></li>
<li><strong>Tentativas mal-sucedidas de redução ou controle desse comportamento sexual;</strong></li>
<li><strong>Gasto excessivo de tempo em atividades relacionadas a esse comportamento sexual;</strong></li>
<li><strong>Desistência de outras atividades sociais, ocupacionais ou recreativas em decorrência desse comportamento sexual;</strong></li>
<li><strong>Continuidade da atividade sexual apesar de frequentemente apresentar problemas sociais, financeiros, psicológicos ou físicos causados por esse comportamento;</strong></li>
<li><strong>Necessidade progressiva de aumentar a frequência ou a intensidade dessa atividade sexual para obtenção dos mesmos níveis de prazer;</strong></li>
<li><strong>Inquietação ou irritação diante da impossibilidade de exercer essa atividade sexual.</strong></li>
</ul>
<p>Também é importante considerar que pessoas que padecem de <em>Dependência de Sexo</em><em> </em>comumente demonstram outros transtornos psiquiátricos comórbidos, como síndromes depressivas e ansiosas, dependência de álcool e outras drogas e transtornos da personalidade. É fundamental a avaliação médica e psicológica rigorosa objetivando o diagnóstico correto e a proposta terapêutica mais adequada possível e sempre baseada em evidência científica de efetividade.</p>
<p>O grande problema de lidar com essa doença é o fato de que o sexo envolve prazer. Nesse sentido, a compulsão não incomoda e, a princípio, não parece fazer mal. Por isso é bastante comum que o compulsivo sexual conviva com esse transtorno por muitos anos, antes de perceber que se trata de um problema sério.</p>
<p>Existem várias formas de tratamento para pessoas que padecem desse transtorno: terapia cognitivo-comportamental, farmacoterapia e grupos de mútua-ajuda, como o DASA (<em>Dependentes de Amor e Sexo Anônimos</em>), por exemplo.</p>
<p>Em algumas situações, o portador do comportamento sexualmente impulsivo não consegue se controlar apenas com o tratamento psicoterapêutico e psicossocial, necessitando de abordagem farmacológica. Existem medicações que ajudam o paciente a controlar o comportamento impulsivo.</p>
<p>Atualmente, as mais prescritas são os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina. De qualquer forma, a utilização das medicações deve sempre ser associada com o tratamento psicoterapêutico, tendo em vista a multiplicidade de fatores relacionados com o comportamento.</p>
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		<title>Palpitações? Medo de morrer ou “enlouquecer”? Pode ser Transtorno do Pânico&#8230;</title>
		<link>https://casule.com/blog/palpitacoes-medo-de-morrer-ou-enlouquecer-pode-ser-transtorno-do-panico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2017 14:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Farmacoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno de ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Transtorno de Pânico (ou Síndrome do Pânico) é um transtorno de ansiedade caracterizado por um intenso medo e/ou mal-estar com sintomas físicos e cognitivos que se iniciam de forma brusca e habitualmente depois dos 20 anos. É igualmente prevalente entre homens e mulheres e que se encontram na plenitude da vida profissional. Ataques do Pânico Os ataques [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Transtorno de Pânico (ou Síndrome do Pânico) é um transtorno de ansiedade caracterizado por um intenso medo e/ou mal-estar com sintomas físicos e cognitivos que se iniciam de forma brusca e habitualmente depois dos 20 anos. É igualmente prevalente entre homens e mulheres e que se encontram na plenitude da vida profissional.</p>
<h2>Ataques do Pânico</h2>
<p>Os ataques de pânico são recorrentes (voltam) e caracterizam essencialmente este distúrbio. Essas crises se manifestam por <strong>ansiedade aguda</strong> e intensa, extremo desconforto e <em>medo de algo ruim acontecer de repente</em>, como por exemplo, morte iminente, passar mal, desmaiar, perder o controle, etc.</p>
<p>As crises de ansiedade no <em>Pânico</em> duram minutos (atingindo o pico, geralmente, em 10 minutos) e costumam ser inesperadas, ou seja, não seguem situações especiais, podendo surpreender o paciente em ocasiões variadas. Normalmente, depois do primeiro episódio de <em>Pânico</em>, essas pessoas tornam-se mais amedrontadas, tensas e inseguras.</p>
<p>A característica essencial de um <strong>Ataque de Pânico</strong> é um período distinto de intenso medo ou desconforto acompanhado por alguns desses sintomas físicos: palpitações, sudorese, tremores ou abalos, sensações de falta de ar ou sufocamento, sensação de asfixia, dor ou desconforto no tórax, náusea ou desconforto abdominal, tontura ou vertigem, sensação de não ser você mesma, medo de perder o controle ou &#8220;enlouquecer&#8221;, medo de morrer (por um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral por ex.), formigamentos e calafrios ou ondas de calor.</p>
<p>A ansiedade é tanta que os pacientes <strong>ficam ansiosos diante da possibilidade de virem a ficar ansiosos</strong>. É o famoso, &#8220;<em>medo de ter medo</em>&#8220;. Por causa disso, esses pacientes passam a evitar situações possivelmente facilitadoras da crise, prejudicando-se socialmente e/ou profissionalmente em graus variados (<strong>comportamento evitativo)</strong><strong>.</strong></p>
<h2>Incidência e Causas de Pânico</h2>
<p>No mundo inteiro existem pessoas que sofrem de <em>Síndrome do Pânico</em>. De acordo com as pesquisas, de 2 a 4% da população mundial é acometida por este mal, o qual já é considerado um sério problema de saúde. O <em>Pânico</em> ou as diversas formas de <em>Fobias</em> é, certamente, uma das causas mais freqüentes de procura a psiquiatras e pode vir associado a <em>Depressão</em>.</p>
<p>A causa desse grande aumento do número de casos de <em>Transtorno do Pânico p</em>ossivelmente se deve ao <strong>aumento</strong> <strong>da ansiedade patológica na vida moderna</strong>. Tanto eventos desagradáveis, profissionais ou extra-profissionais, quanto eventos agradáveis, também em ambos os campos, podem se constituir em agentes estressores: morte de ente querido, nascimento de filho, despedida ou promoção no emprego, casamento ou separação.</p>
<p>Sabe-se hoje que a síndrome do <em>Pânico</em> está biologicamente associada a uma disfunção dos neurotransmissores a qual criaria um fator agravante na sensação de medo. De acordo com uma das teorias, o sistema de alerta normal do organismo &#8211; um conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja à alguma ameaça ou se adapte a uma circunstância &#8211; é ativado desnecessariamente na crise de <em>Pânico</em>, sem que haja um perigo iminente de fato.</p>
<p>No caso do <em>Transtorno do Pânico</em> os neurotransmissores que se encontram em desequilíbrio são os mesmos envolvidos na <em>Depressão</em><em>:</em> a Serotonina e a Noradrenalina. Vem daí a idéia de aplicar-se ao transtorno do Pânico o mesmo tratamento medicamentoso da <em>Depressão</em>.</p>
<h2>Tratamento da Síndrome do Pânico</h2>
<p>É muito importante o paciente saber que os sintomas ansiosos e físicos desaparecerão com o tratamento e que a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode auxiliar bastante durante esse processo. Seu enfoque consiste em psicoeducação sobre o Transtorno do Pânico (para corrigir interpretações errôneas); treinamento de técnicas para diminuir a ansiedade (como respiração diafragmática e relaxamento muscular); reestruturação cognitiva (para identificar e corrigir distorções no pensamento); exposição interoceptiva (para que o paciente aprenda a lidar com os sintomas físicos do ataque de pânico); e exposição in vivo (para estimulá-lo a enfrentar as principais situações que teme por medo de passar mal).</p>
<p>Havendo a necessidade de medicamentos, sua base será sempre com antidepressivos, com ou sem o auxílio de ansiolíticos. No caso dos ansiolíticos, estes serão para o alívio mais rápido de sintomas, os quais normalmente se constituem na principal queixa que motiva a consulta. Neste caso, deve-se considerar a brevidade em que serão usados, uma vez que seu efeito é mais sintomático do que curativo.</p>
<p>O paciente sempre deve ser orientado acerca de dois fatos extremamente importantes: primeiro, que a Síndrome do Pânico tem cura e segundo, que o tratamento pode ser longo. Apesar dos sintomas desaparecerem paulatinamente após o primeiro mês de tratamento, a medicação deve ser continuada por um período maior, sob o risco dos sintomas reaparecerem caso o tratamento seja interrompido.</p>
<p>Os efeitos dos antidepressivos começam a ser observados normalmente após a segunda semana de uso. Os principais objetivos desse tratamento são reduzir a intensidade e a freqüência de ataques de pânico, reduzir a ansiedade antecipatória e tratar sintomas depressivos, freqüentemente associados.</p>
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