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		<title>Até quando é vaidade? E quando passa a ser obsessão?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Aug 2017 22:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[distúrbio de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[obsessão]]></category>
		<category><![CDATA[procedimentos estéticos]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno dismórfico corporal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca por procedimentos estéticos têm aumentado significativamente nos últimos anos, eles podem ser desde os mais simples, como aplicação de botox até mais radicais, como uma cirurgia plástica. Muitos são os motivos que levam alguém a procurar por esses procedimentos, mas um motivo, todas as pessoas que procuram têm em comum, a insatisfação com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca por procedimentos estéticos têm aumentado significativamente nos últimos anos, eles podem ser desde os mais simples, como aplicação de botox até mais radicais, como uma cirurgia plástica. Muitos são os motivos que levam alguém a procurar por esses procedimentos, mas um motivo, todas as pessoas que procuram têm em comum, a insatisfação com algo quando se olham no espelho. Não existe problema querer mudar alguma coisa que incomoda, o problema é quando esse desejo vai muito além de melhorar o que não gosta e torna-se uma obsessão. Damos o nome de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) ou Dismorfofobia quando existe uma preocupação e insatisfação excessiva com o corpo.</p>
<p>As pessoas que sofrem desse transtorno se enxergam de uma maneira diferente do que são, maximizam alguma imperfeição (geralmente na face) ou até mesmo criam imperfeições que não existem. Diante disso, o sujeito acredita que a intervenção estética é a única solução, porém apesar dos inúmeros procedimentos que ele passa a realizar, nunca fica satisfeito. A pessoa pode até mudar o foco do problema, mas sempre encontra algo errado.</p>
<p>A Disrmofofobia pode causar inúmeros prejuízos, o indivíduo para de se relacionar socialmente por vergonha da imperfeição que acredita possuir, apresenta ansiedade, depressão e em alguns casos mais graves pode chegar até a ter pensamentos suicidas. Além disso, ainda existe o risco dos inúmeros procedimentos cirúrgicos causarem alguma deformação.</p>
<p>O diagnóstico desse transtorno, que pode surgir ainda na adolescência, nem sempre é rápido. A pessoa pode passar anos sendo considerada apenas como muito vaidosa, por isso a importância de se ficar atento a alguns sinais:</p>
<ul>
<li><strong>Fazer um procedimento estético e já pensar no próximo </strong></li>
<li><strong>Insatisfação em relação a procedimentos estéticos anteriores</strong></li>
<li><strong>Evitar ocasiões que sua imperfeição possa ser observada</strong></li>
<li><strong>Comparar frequentemente sua aparência com de outras pessoas </strong></li>
<li><strong>Abusar de maquiagem ou adereços que escondam o rosto</strong></li>
<li><strong>Tentar convencer outras pessoas sobre sua imperfeição </strong></li>
</ul>
<p>As causas do Transtorno Dismórfico Corporal podem estar relacionadas à predisposição genética, ansiedade, perfeccionismo, baixa autoestima, influência da mídia ou ainda estar associado a outros transtornos.</p>
<p>Cada caso deve ser avaliado com atenção, mas normalmente o tratamento é feito com terapia e uso de antidepressivos. Os dois tratamentos em conjunto possuem resultados bastante eficazes. Entre as mudanças promovidas pela Terapia Cognitivo- Comportamental está a melhora da confiança do paciente em relação ao próprio corpo. É importante ainda dizer, que aliado ao tratamento médico e psicológico, o apoio da família e amigos também contribui para esse resgaste da autoestima.</p>
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		<title>Será que o que você vê no espelho é real?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/sera-que-o-que-voce-ve-no-espelho-e-real/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2017 14:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Aparência]]></category>
		<category><![CDATA[desequilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[distúrbio de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Medicação]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno dismórfico corporal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O transtorno dismórfico corporal (TDC) ou simplesmente dismorfofobia é uma preocupação obsessiva com algum defeito corporal suposto ou de mínima realidade, que afeta a aparência física. Na maioria das vezes esta condição mórbida ocorre nos adolescentes de ambos os sexos, mas pode ocorrer também em adultos, principalmente nas mulheres. O transtorno dismórfico corporal é constituído [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O transtorno dismórfico corporal (TDC) ou simplesmente dismorfofobia é uma preocupação obsessiva com algum defeito corporal suposto ou de mínima realidade, que afeta a aparência física. Na maioria das vezes esta condição mórbida ocorre nos adolescentes de ambos os sexos, mas pode ocorrer também em adultos, principalmente nas mulheres. O transtorno dismórfico corporal é constituído por pensamentos praticamente delirantes, com características obsessivas, resistentes a todas as demonstrações objetivas em contrário (opinião das demais pessoas, espelhos, balanças, fotos etc.), além de serem intrusivos à consciência e em geral acompanhados por rituais.</p>
<p>Os sintomas podem se desenvolver gradual ou abruptamente. Embora a intensidade dos sintomas possa variar, o transtorno é habitualmente crônico, a não ser que os pacientes recebam tratamento adequado. Os sintomas comumente envolvem face ou cabeça, mas podem envolver qualquer parte do corpo ou várias partes, podendo mudar de uma parte para outra. Por exemplo, os pacientes podem se preocupar com perda de cabelo, acne, rugas, escaras, marcas vasculares, cor da fisionomia, excesso de pelos faciais ou corporais. Ou pode focar em forma ou tamanho de uma parte do corpo, como nariz, olhos, ouvidos, boca, mamas, nádegas, pernas ou outras partes do corpo. Os homens podem ter uma forma do transtorno chamada dismorfia muscular, que envolve a preocupação com a ideia de que seu corpo não é suficientemente magro e musculoso.</p>
<p>Os pacientes costumam gastar de 3 a 8h por dia pensando em seus defeitos percebidos e tem controle apenas limitado sobre esses pensamentos. Tentar explicar que o defeito físico é inexistente ou menor será inútil; indivíduos com transtorno dismórfico corporal continuarão a agonizar sobre suas falhas percebidas. Muitos checam a si mesmos, com frequência, em espelhos (olhando nas portas reflexivas, janelas e outras superfícies refletoras), outros evitam espelhos e outros ainda alternam entre os dois comportamentos. Outros rituais compulsivos comuns incluem asseio excessivo, busca por reafirmação e mudanças de roupas. A maioria tenta camuflar seus defeitos imaginários – por exemplo, deixando crescer a barba para esconder cicatrizes ou usando chapéu para cobrir leve perda de cabelos. Muitos procuram tratamentos cosméticos, médicos (mais comum, dermatológico), dentários ou cirúrgicos para corrigir seu defeito percebido, mas esse tratamento geralmente não tem sucesso, o que pode intensificar o seu sofrimento.</p>
<p>Algumas pessoas exibem preocupação com o cheiro corporal (mau hálito, odor das axilas ou dos pés) que exalam ou com uma alegada “feiúra” geral. As pessoas com transtorno dismórfico corporal normalmente demoram muito em atividades como verificar sua aparência num espelho, apalpar sua pele com os dedos, pentear e ajeitar os cabelos, cuidar de sua pele, comparar-se com os modelos em revistas etc. Tudo isso leva as pessoas que sofrem do mal a evitar lugares públicos e até mesmo sair de casa. Alguns deixam suas casas apenas à noite; outros nem assim, o que pode resultar em isolamento social, hospitalização repetida e comportamento suicida.</p>
<p>Como muitos pacientes ficam envergonhados e embaraçados demais para revelar seus sintomas, o transtorno pode não ser diagnosticado por anos, sendo diferente de preocupações normais com a aparência, pois consome tempo e causa desconforto significativo, prejuízo no funcionamento ou ambos.</p>
<p>As causas do transtorno dismórfico corporal são bastante discutíveis e existem algumas teorias que tentam explicá-las: a teoria biológica sugere que haja um aspecto genético e que o distúrbio se acompanha de um desequilíbrio da serotonina ou de outros neurotransmissores no cérebro. Há também relato de casos que tiveram início pós-<a href="http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/510324/encefalites+definicao+causas+sintomas+diagnostico+tratamento+e+evolucao.htm">encefalite</a> ou pós-<a href="http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/27150/meningite.htm">meningite</a>. A explicação psicológica aponta para uma baixa auto-estima; a educação rígida ou pais superprotetores; poucos amigos durante a fase escolar; ganhos secundários; famílias em que se dá maior ênfase em conceitos estereotipados de beleza; comentários, ainda que inócuos ou neutros, em relação à aparência; acidentes traumáticos; e a deficiência de carinho e aprovação na infância, levando a uma autocrítica destrutiva e a sentimentos de abandono. Os adolescentes podem ter medo de ficar sozinhos e isolados por toda sua vida ou acreditar que serão inúteis se não conseguirem corrigir aspectos da sua aparência. Eles desejam uma perfeição ideal em sua aparência, o que é impossível. Uma vez que a doença tenha se desenvolvido, ela é mantida pela excessiva atenção que a pessoa dedica a um comportamento auto-centrado, como verificar o “defeito” percebido e fazer comparações com outras pessoas.</p>
<p>O transtorno dismórfico corporal pode estar associado com o Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Delirante, Fobia Social e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o seu tratamento geralmente inclui terapia cognitivo-comportamental (TCC), medicação e aconselhamento comportamental.</p>
<p><strong>                A Terapia cognitivo-comportamental (TCC)</strong> ajuda as pessoas a reduzir comportamentos problemáticos por desafiar suas crenças e pensamentos negativos. Ajuda a ter uma visão e parar pensamentos negativos automáticos enquanto aprende a se autoavaliar de uma forma mais realista e positiva. Indivíduos também podem aprender maneiras saudáveis de lidar com impulsos ou rituais, como a verificação no espelho. Já a m<strong>edicação, normalmente </strong>antidepressivos, complementam o tratamento.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/sera-que-o-que-voce-ve-no-espelho-e-real/">Será que o que você vê no espelho é real?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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