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	<title>Despersonalização - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Síndrome de Burnout: O estresse ocupacional/assistencial crônico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Aug 2017 15:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Despersonalização]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos sabemos que o trabalho gera competição e um certo nível de estresse, que em níveis adequados podem nos auxiliar a tomar decisões, portanto, este quadro pode se agravar e gerar sintomas muito mais complexos. A Síndrome de <em>Burnout </em>é caracterizada por sintomas e sinais de exaustão física, psíquica e emocional, em decorrência da má adaptação do indivíduo a um trabalho prolongado, altamente estressante e com grande carga tensional. Acompanha-se de sentimento de frustração em relação a si e ao trabalho. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso. Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno, além de cuidadores ou mães de filhos com limitações físicas ou psicológicas.</p>
<p>O <em>Burnout</em> tem sido considerado como resultante da vivência profissional em um contexto de relações sociais complexas, envolvendo a representação que a pessoa tem de si e dos outros. O trabalhador que antes era muito envolvido afetivamente com os seus clientes, pacientes ou com as atividades em si, desgasta-se, desiste, perde a energia ou se consome por completo, isto deve-se especialmente ao acúmulo de tarefas, cobranças excessivas, perfeccionismo e foco no trabalho como fonte exclusiva de prazer.</p>
<p>Os sintomas mais comuns são fadiga, cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, irritabilidade, alterações de humor e de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite, depressão e perda de iniciativa. A Síndrome de  <em>Burnout </em>caracteriza-se por três dimensões:</p>
<ul>
<li><strong>Exaustão Emocional: </strong>Falta ou carência de energia, entusiasmo e um sentimento de esgotamento de recursos.</li>
<li><strong>Despersonalização: </strong>Tentativa de distanciamento entre o indivíduo e os destinatários do serviço (usuários/clientes) ou ainda a “perda do sentimento” de que estamos lidando com outro ser humano.</li>
<li><strong>Envolvimento Pessoal ou Realização Profissional: </strong>Tendência do trabalhador a se auto-avaliar de forma negativa. As pessoas sentem-se infelizes consigo próprias e insatisfeitas com sua performance profissional.</li>
</ul>
<h3>Diagnóstico e tratamento:</h3>
<p>Por ser uma síndrome e apresentar uma diversidade grande de sintomas, seu diagnóstico pode ser mais complexo que outros distúrbios emocionais e se desdobrar em outras hipóteses diagnósticas, como outros tipos de estresse, fadiga crônica, problemas dermatológicos, do sistema nervoso ou digestivo, ou transtornos mentais, como ansiedade e a depressão. Para detectar a síndrome, deve-se fazer um exame minucioso e analisar se os problemas enfrentados estão relacionados ao ambiente de trabalho ou à profissão. É necessário avaliar se é o ambiente profissional que causa o estresse ou se são as atitudes do próprio indivíduo que causam os sintomas.</p>
<p>É fundamental que se faça o acompanhamento psicológico/psiquiátrico para amenizar o sofrimento. São priorizados alguns temas de trabalho durante a psicoterapia, que se resumem na relação do sujeito com sua ocupação/profissão, o ambiente de trabalho no qual ele está inserido e o trabalho com foco nos sintomas – por exemplo, a dificuldade de concentração ou perda de interesse. É importante ressaltar que uma alimentação adequada, boa qualidade de sono e prática de atividades físicas podem auxiliar no sucesso do tratamento.</p>
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