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	<title>#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<item>
		<title>Fim de relacionamento!</title>
		<link>https://casule.com/blog/fim-de-relacionamento-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 20:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das maiores dores para algumas pessoas pode ser o fim de um relacionamento. Algumas situações possíveis: &#8211;  Você não queria e/ou não esperava o fim deste relacionamento &#8211; Você planejava este rompimento. O interessante é que mesmo quando uma pessoa deseja, planeja ou tem a iniciativa do rompimento, pode haver dor. Até mesmo relacionamentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Uma das maiores dores para algumas pessoas pode ser o fim de um relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas situações possíveis:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211;  Você não queria e/ou não esperava o fim deste relacionamento</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Você planejava este rompimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O interessante é que mesmo quando uma pessoa deseja, planeja ou tem a iniciativa do rompimento, pode haver dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Até mesmo relacionamentos ruins podem deixar um certo “buraco” emocional. Talvez o ser humano tenha sido feito para viver com outras pessoas. Mesmo relacionamentos ruins podem oferecer uma certa parceria e a possibilidade de contar com a outra pessoa em alguns momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">De toda forma o ser humano costuma ser feito de rotinas. Chegar em casa e encontrar sempre a aquela  pessoa, ou final de semana receber sempre aquela ligação , que mesmo que não seja a pessoa ideal, ainda assim pode oferecer um certo sentimento de “aconchego”. Perder esta pessoa também pode ser doloroso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, percebo que o sofrimento mais intenso pode acontecer quando não esperamos e não desejamos o rompimento pois amamos esta pessoa e não conseguimos nos imaginar longe dela. Algumas vezes o fim do relacionamento acontece de surpresa, não havia sinais de insatisfação por parte da outra pessoa, ou porque ele tomou esta decisão repentinamente ou porque não tinha habilidades para ir colocando suas insatisfações.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Porque relacionamentos acabam?</h2>
<p style="text-align: justify;">Algumas vezes o sentimento simplesmente vai se esvaindo, a rotina pode ser reconfortante para alguns mas para outros pode ir deixando lacunas que um dia se percebem enormes.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas vezes um manifesta comportamentos, que parecem coisas pequenas, os quais o outro não aprova mas apesar de algumas conversas não houve interesse em mudança – talvez acreditasse que a reclamação do outro não seria suficiente para acabar com o relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">As vezes a causa é algo  grande, como uma traição por exemplo. Muitos não superam o fato de serem traídos, por mais que o outro garanta que não houve grandes envolvimentos e nem continuidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes os relacionamentos são rompidos porque ao conhecermos a outra pessoa, pouco a pouco percebemos que aquela impressão inicial não corresponde a realidade da personalidade do parceiro. Algumas pessoas se esforçam por parecerem interessantes no inicio do relacionamento mas aos pouco percebemos que tratava-se apenas de uma forma como ele gostaria de ser e não de como ele é de verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Como superar a dor do fim de um relacionamento</h2>
<p style="text-align: justify;">Esta é a receita que todos querem, e se existe uma palavra que eu possa dar a todas as pessoas que procuram conforto neste momento tão difícil seria: Reconstrua-se. Aproveite a vivencia, mesmo que este rompimento  não tenha sido sua escolha, use este turbilhão emocional como informações a seu próprio respeito. Creio que você pode aprender muito sobre si mesmo. Talvez esteja tendo reações que nunca imaginou que seria de seu feitio, talvez esteja tendo pensamentos e comportamentos que o faz não reconhecer a si mesmo, mas você pode crescer e sair renovado (a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>FONTE:http://www.marisapsicologa.com.br/fim-de-relacionamento.html</p>
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		<title>Vídeo mostra como é viver com depressão</title>
		<link>https://casule.com/blog/2988-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2016 12:54:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Espero que isso ajude você a entender o processo. Eu fiz isso porque muitas pessoas parecem pensar que estar deprimido é algo que você escolhe e que, no final, tudo se resume a olhar pela janela e ouvir música triste”. Assim começa o texto que a atriz e diretora Katarzyna Napiórkowska escreveu para apresentar o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Espero que isso ajude você a entender o processo. Eu fiz isso porque muitas pessoas parecem pensar que estar deprimido é algo que você escolhe e que, no final, tudo se resume a olhar pela janela e ouvir música triste”. Assim começa o texto que a atriz e diretora Katarzyna Napiórkowska escreveu para apresentar o vídeo que ela produziu sobre viver com depressão.</p>
<p>Living with depression (“Vivendo com depressão”, em português) narra os momentos da vida de uma pessoa com o distúrbio e alguns de seus sintomas, que tornam a rotina dos dias um desafio a ser superado, na intenção de mostrar que o problema precisa ser tratado, que as pessoas não estão sozinhas e que, o melhor, existe cura.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bZexFbgSC8c">https://www.youtube.com/watch?v=bZexFbgSC8c</a></p>
<p>Fonte: http://www.hypeness.com.br/2016/01/video-poderoso-mostra-como-e-viver-com-depressao/</p>
<p>Depressão é um dos transtornos mais comuns e constitui um grande problema de saúde pública. A depressão é uma síndrome com muitos e variáveis sintomas de alterações emocionais, de pensamentos, de comportamento, da atenção, memória e humor.</p>
<p>Os fatores causais que podem provocar a depressão estão divididos em genéticos, psicossociais, e biológicos (neuronais). Os sintomas mais presentes na depressão são: sentimentos profundos de tristeza e desesperança, alterações no apetite ou peso, alterações no sono e atividade psicomotora, diminuição da energia, sentimentos de desvalia ou culpa, pensamentos recorrentes sobre morte ou ideação suicida, planos e tentativas de suicídio, crises de choro. Alguns indivíduos apresentam queixas somáticas (p. ex., dores corporais) em vez de sentimentos de tristeza. Em crianças e adolescentes e até em alguns adultos, o humor pode ser irritável em vez de triste.</p>
<p>A pessoa com depressão relata ainda menor interesse por passatempos que antes lhe eram agradáveis, diz não se importar mais, algumas vezes também com as pessoas a sua volta. Até mesmo se alimentar pode ser uma tarefa difícil para pessoas que passam por depressão, sentem que precisam se forçar a comer. Algumas pessoas, ainda, apresentam avidez por determinados alimentos, como doces ou massas. Fadiga persistente sem esforço físico também é bastante relatada por quem está passando por depressão.</p>
<p>O rendimento intelectual é diminuído na depressão, havendo uma diminuição da habilidade de se concentrar. As queixas mais frequentes são dificuldades para concluir um pensamento, elaborar ideias, dificuldade para se lembrar de fatos passados, que tenham ocorrido há alguns dias ou mesmo há poucas horas.</p>
<p>O retraimento social é bem característico, associado à diminuição dos movimentos, onde a tendência é ficar deitado e em isolamento. Também pode ocorrer uma agitação psicomotora (esfregar as mãos, balançar as pernas).</p>
<p>A pessoa com sintomas depressivos age e acredita que as coisas estão sendo piores do que realmente são, partindo de erros cognitivos que processam em sua mente. Assim sendo, a abordagem cognitivo-comportamental consiste em modificar as crenças desadaptativas que geram pensamentos distorcidos, ocasionando comportamentos disfuncionais e emoções negativas.</p>
<p>Nayara Benevenuto Peron<br />
Psicóloga<br />
Terapeuta cognitivo-comportamental</p>
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		<title>O que é a timidez? Como resolver?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-e-a-timidez-como-resolver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2015 21:04:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[fobia do medo]]></category>
		<category><![CDATA[fobia social]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[timdez]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é a timidez? A timidez manifesta-se através da tensão e inibição em situações sociais, as quais interferem e dificultam a realização de objetivos pessoais ou profissionais de uma pessoa. Uma pessoa tímida tem dificuldade na busca de novos empregos, ao iniciar novas amizades e namoros, em situações de intimidade, quando precisa pedir informações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-timidez.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2170" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/casule-psicologia-timidez.jpg" alt="casule-psicologia-timidez" width="600" height="450" /></a></p>
<h2 style="text-align: justify;">O que é a timidez?</h2>
<p style="text-align: justify;">A timidez manifesta-se através da tensão e inibição em situações sociais, as quais interferem e dificultam a realização de objetivos pessoais ou profissionais de uma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pessoa tímida tem dificuldade na busca de novos empregos, ao iniciar novas amizades e namoros, em situações de intimidade, quando precisa pedir informações a estranhos, quando tem necessidade de reclamar seus direitos ou falar com autoridades, enfim, a timidez surge nas mais variadas e diferentes situações da vida social.</p>
<p style="text-align: justify;">A timidez pode variar do &#8220;ficar sem jeito&#8221; em uma situação social específica (por exemplo, dificuldade de falar em público), passando por uma timidez crônica (que aparece em todas ou quase todas as áreas da vida do tímido), até chegar à fobia social (a mais grave de todas, impedindo a pessoa de fazer até mesmo as coisas mais simples do dia a dia).</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma situação social, ao invés de envolver-se na conversa, o tímido observa a situação &#8220;de fora&#8221; da mesma: não presta atenção ao que o outro diz, mas fica prestando atenção em si mesmo, em como está saindo sua voz (sempre baixa, trêmula); não sabe onde colocar as mãos (que podem estar suando ou trêmulas); não consegue encarar ninguém nos olhos, sempre desviando o olhar, ficando de cabeça baixa, olhos voltados para o chão.</p>
<p style="text-align: justify;">O tímido procura ir a festas e reuniões sempre acompanhado, tenta nunca estar só e só vai sozinho quando não encontra nenhuma desculpa para não ir. Quando alguém se aproxima dele em festas, fica vermelho, deseja desaparecer e permanece sempre quieto nos cantinhos!</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pessoa tímida sempre ensaia muito o que vai dizer ou procura evitar a exposição de suas ideias, pois tem medo da avaliação negativa dos outros (ele morre de medo de passar-se por tolo).</p>
<p style="text-align: justify;">Por estar sempre tenso nas situações sociais, o tímido pode passar para as outras pessoas uma imagem de &#8220;poucos amigos&#8221;, de ser alguém de &#8220;difícil acesso&#8221; ou até mesmo a imagem de ser uma pessoa arrogante. Puro engano!!!</p>
<h2 style="text-align: justify;">O tímido tem muitos medos&#8230;</h2>
<p style="text-align: justify;">Ele tem medo de situações novas, de falar em público, de expor sua ideias ou a si mesmo pois teme ser avaliado, julgado ou não ser aceito pelos outros. Uma pessoa tímida é incapaz de ousar!</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto mais inseguro o tímido se sentir em relação a outras pessoas, quanto mais nova for a situação e quanto menos conhecida seja a pessoa com quem o tímido está se relacionando, maior será a necessidade dele de se refugiar internamente, retrair-se, pois sente-se muito ameaçado.</p>
<p style="text-align: justify;">O tímido tem medo de gente&#8230; tem medo de não ser aceito, medo de ser rejeitado!</p>
<p style="text-align: justify;">Possui pensamentos e sentimentos negativos sobre si próprio, sentimentos de inferioridade, sua auto estima e confiança em si mesmo são muito baixas, tem medo de errar, etc&#8230;</p>
<h2 style="text-align: justify;">Quais seriam as causas da timidez?</h2>
<p style="text-align: justify;">O medo de não ser aceito e de ser rejeitado é universal!</p>
<p style="text-align: justify;">A necessidade de se sentir aceito e receber carinho e amor é comum a todas as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o tímido lida com essa necessidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Se crescemos num clima em que nos sentimos rejeitados e mal-amados, carregamos conosco o sentimento de desvalorização, responsável por uma baixa autoestima: somos adultos inseguros com enormes dificuldades diante da possibilidade de um fracasso, incapazes de suportar a avaliação do outro e a nossa própria auto avaliação.</p>
<p style="text-align: justify;">Se crescemos num clima com excesso de amor, com uma proteção excessiva, perdemos a capacidade de sustentar as frustrações e caminharemos ao longo da vida tentando evitar as decepções.</p>
<p style="text-align: justify;">O tímido permanece prisioneiro de seus temores e não aprende com as experiências, pois não se permite arriscar!</p>
<p style="text-align: justify;">Uma psicoterapia (tratamento psicológico) pode dar apoio emocional ao tímido e ajudá-lo a entender seus medos e suas inseguranças pessoais, propiciando uma transformação gradativa do seu &#8220;eu&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Consequentemente, surgirão os benefícios na área amorosa, social e profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">É possível superar a timidez e ter uma vida normal!!</p>
<p style="text-align: justify;">Procure ajuda para resolver a sua timidez através de um profissional psicólogo(a)!</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://ajudaemocional.tripod.com/id21.html</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Oito atitudes típicas de pessoas que têm depressão, mas não demonstram</title>
		<link>https://casule.com/blog/oito-atitudes-tipicas-de-pessoas-que-tem-depressao-mas-nao-demonstram/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2015 19:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#timidez]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medo ou desconhecimento? Nesse artigo conheça 8 sintomas de pessoas que levam a vida com o que chamamos de “depressão mascarada”, doença que elas tentam esconder ou mesmo que nem sabem que têm. Embora a sociedade atual demonstre, de modo geral, um maior conhecimento sobre a depressão, o que se vê, muitas vezes, é uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-1493" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao.jpg" alt="casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao" width="520" height="517" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao.jpg 320w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao-300x298.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao-150x150.jpg 150w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao-100x100.jpg 100w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao-120x120.jpg 120w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao-24x24.jpg 24w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao-48x48.jpg 48w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/05/casule-psicologia-juiz-de-fora-depressao-96x96.jpg 96w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /></a></p>
<h2>Medo ou desconhecimento?</h2>
<p style="text-align: justify;">Nesse artigo conheça 8 sintomas de pessoas que levam a vida com o que chamamos de “depressão mascarada”, doença que elas tentam esconder ou mesmo que nem sabem que têm.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a sociedade atual demonstre, de modo geral, um maior conhecimento sobre a depressão, o que se vê, muitas vezes, é uma compreensão equivocada desta doença e de seus sintomas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tratar-se de uma doença marcada por um estigma, nem sempre conseguimos identificar familiares ou pessoas próximas que estejam lutando contra a depressão. Pior ainda: devido às concepções equivocadas sobre os diferentes modos de manifestação da doença, e o tipo de ajuda a ser buscado, muitos indivíduos que sofrem de depressão não recebem o devido diagnóstico.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado disso é que muitos indivíduos convivem com uma depressão mascarada – ou seja, invisível para as pessoas que os cercam, ou mesmo para eles próprios. Além disso, nos casos em que não recebeu o diagnóstico adequado, o indivíduo tenderá a lidar com seus problemas de modo a esconder a depressão, e terá dificuldades para reconhecer os verdadeiros sintomas da doença.</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso deixar de lado a concepção de que o sofrimento é sempre visível. Deste modo, será possível compreender melhor e oferecer ajuda aos que lutam contra as doenças não manifestas. Listamos, a seguir, alguns sinais de uma pessoa que talvez sofra de uma depressão mascarada.</p>
<h2><strong>1. Ela talvez “não pareça deprimida”</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Influenciados por estereótipos culturais e veiculados pela mídia, muitos têm uma imagem equivocada do comportamento e da aparência do indivíduo com depressão. Na visão do senso comum, esta pessoa raramente sai de seu quarto, veste-se com desleixo, e parece estar sempre triste. Porém, nem todos que sofrem de depressão têm o mesmo comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que os indivíduos são diferentes, assim como variam os sintomas e a capacidade de cada um de lidar com a doença. Muitos conseguem exibir um “verniz” de boa saúde mental – como mecanismo de autoproteção –, mas o fato de serem capazes de fazê-lo não significa que eles sofram menos. Do mesmo modo, as pessoas incapazes de mostrar tal “verniz” não são mais “fracas” que as demais.</p>
<h2><strong>2. Ela pode parecer exausta, ou queixar-se de um cansaço constante</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Um efeito colateral da depressão é um cansaço permanente. Embora este sintoma não se manifeste em todos que sofrem de depressão, ele é muito comum. Em geral, é um dos piores efeitos colaterais desta doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, se o indivíduo não recebeu o diagnóstico de depressão, a causa deste cansaço pode ser uma incógnita. Mesmo que ele durma um número suficiente de horas à noite, talvez acorde na manhã seguinte como se tivesse dormido pouco. Pior que isso: talvez ele culpe a si mesmo, atribuindo isso à preguiça ou então que algum defeito de sua personalidade esteja causando esta sensação de fraqueza e falta de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Este sintoma também acaba se tornando uma dificuldade para quem recebeu o diagnóstico de depressão, mas tenta ocultá-la dos amigos e colegas. Isso porque esta sensação de cansaço afeta o seu ritmo de trabalho e também os seus relacionamentos pessoais.</p>
<h2><strong>3. Ela poderá ficar mais irritadiça</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O comportamento de uma pessoa com depressão pode ser interpretado equivocadamente, como melancolia. É muito comum que a pessoa deprimida fique mais irritadiça, e que isso não seja interpretado como um sintoma da doença. Isso é compreensível, já que a depressão não é problema de saúde “visível”, e tampouco pode ser medido com precisão – o que dificulta o combate à doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o esforço constante exigido do indivíduo para lidar, ao mesmo tempo, com as inúmeras demandas de sua vida cotidiana, e com a depressão, suga suas energias, deixando-o impaciente e incapaz de ter a compreensão exata sobre as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o seu amigo ou conhecido recebe o diagnóstico de depressão, e compartilha esta informação com você, uma dificuldade poderá surgir, caso o comportamento desta pessoa não corresponda à imagem (equivocada) que se tem de uma pessoa com depressão: um indivíduo tímido e calado. A tendência a ter “pavio curto” e a irritar-se com facilidade é, na verdade, um efeito colateral da depressão.</p>
<h2><strong>4. Para ela, pode ser difícil corresponder ao afeto e preocupação das pessoas ao redor</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A ideia equivocada mais comum em relação à depressão, sugerida nos parágrafos acima, é que ela causa um sentimento de tristeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo contrário: muitas vezes, o indivíduo com depressão não sente nada; ou então vive as emoções de modo limitado ou passageiro. Depende de cada caso, mas muitos relatam um sentimento parecido com o “torpor”, e o mais próximo que chegam de uma emoção é uma espécie de tristeza, ou irritação.</p>
<p style="text-align: justify;">Deste modo, o indivíduo terá dificuldade para corresponder de modo adequado a gestos ou palavras afetuosas. Ou então nem se dará ao trabalho de manifestar qualquer reação.</p>
<p style="text-align: justify;"> Talvez demonstre uma irritação nada racional: é possível que o cérebro dele tenha dificuldades para processar e corresponder ao seu afeto e carinho.</p>
<h2><strong>5. Talvez recuse a participar de atividades de que gostava muito</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Uma atípica falta de interesse em participar de atividades – e durante um longo período – pode ser um sinal de depressão. Conforme mencionado acima, esta doença drena a energia do indivíduo tanto no plano físico quanto no mental – o que afeta sua capacidade de sentir prazer com as atividades cotidianas.</p>
<p style="text-align: justify;">Um indivíduo com depressão talvez não se sinta mais atraído por atividades que adorava no passado, pois esta doença acaba dificultando o desfrute de tais atividades, que não satisfazem mais o indivíduo. Se não há nenhum outro sinal visível que possa explicar o interesse cada vez menor do indivíduo por estas atividades, este talvez seja um sintoma de depressão clínica.</p>
<h2><strong>6. Talvez passe a ter hábitos alimentares incomuns</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O indivíduo deprimido desenvolve hábitos alimentares incomuns por duas razões: como um modo de lidar com a doença, ou como um efeito colateral da ausência do cuidado consigo mesmo. Comer pouco ou em demasia é um sinal comum de depressão. A ingestão excessiva de alimentos é vista como vergonhosa, e neste caso a comida talvez seja a principal fonte de prazer da pessoa com depressão, o que a faz comer além do necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o indivíduo depressivo come pouco, em geral é porque a doença está afetando seu apetite, transformando o ato de comer em algo desagradável. Isso também pode ser uma necessidade subconsciente de controlar algo, já que ele não é capaz de controlar sua depressão. Se a pessoa não recebeu o devido diagnóstico, ou se omitiu diante das pessoas o fato de estar deprimida, elas poderão considerar que os hábitos alimentares “errados” se devem a um defeito de personalidade, e tal “julgamento” fará com que o indivíduo deprimido se sinta ainda pior.</p>
<h2><strong>7. Os outros talvez passem a exigir mais de você</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente, as funções vitais de um indivíduo com depressão não podem ser as mesmas de alguém com boa saúde mental. Haverá coisas que ele não será mais capaz de fazer com a mesma frequência, ou abandonará de vez. Perturbá-lo ou fazer com que ele se envergonhe por causa disso só tende a causar mágoas, em vez de ajudar. Se a depressão é um assunto que ele tem tido dificuldade de abordar, será igualmente difícil para ele lidar com alguém que fique irritado diante de sua incapacidade de agir do mesmo modo que uma pessoa mentalmente sadia.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, convém sempre ser compreensivo com as pessoas, seja de seu círculo profissional ou do pessoal. Não há como saber se um indivíduo está simplesmente “desacelerando”, ou se está enfrentando um verdadeiro problema de saúde.</p>
<h2><strong>8. Ela poderá ter dias ruins, e dias “melhores”</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de uma doença com altos e baixos. Se o indivíduo sofre de uma depressão mascarada, ou não diagnosticada, pode parecer que suas flutuações de humor são aleatórias, dependendo da regularidade de sua depressão. Para você (e mesmo para ele, no caso de ele não ter recebido um diagnóstico), talvez não haja uma motivação para as alterações de humor, mas esta é simplesmente a maneira como a depressão se manifesta em algumas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você sabe que o indivíduo sofre de depressão, poderá ter a falsa impressão de que ele, tendo passado por uma sequência de dias “bons”, está definitivamente curado. O fato de ele ter passado um dia melhor do que na véspera pode ser excelente, mas convém que você sempre lhe peça para que ele deixe claro o que consegue ou não fazer, e em que momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluir que o indivíduo que sofria de depressão está plenamente recuperado, ou forçá-lo a retomar rapidamente a rotina normal poderá sobrecarregá-lo, e fazer com que ele se “retraia” novamente. Ofereça apoio ao amigo ou parente com depressão, mas deixe que <em>ele</em> tome as decisões necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.contioutra.com/oito-atitudes-tipicas-de-pessoas-que-tem-depressao-mas-nao-demonstram/</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Depressão Major</title>
		<link>https://casule.com/blog/depressao-major/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2014 20:59:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Depressão Major é também conhecida por depressão unipolar, como referência à presença de apenas um pólo, ou humor extremo, neste caso o depressivo, por oposto à depressão bipolar, composta pela alternância entre humor depressivo e mania (euforia, intensa agitação e actividade). As pessoas reagem de formas diferentes na depressão major. Algumas apresentam dificuldades de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Depressão Major é também conhecida por depressão unipolar, como referência à presença de apenas um pólo, ou humor extremo, neste caso o depressivo, por oposto à depressão bipolar, composta pela alternância entre humor depressivo e mania (euforia, intensa agitação e actividade).</p>
<p>As pessoas reagem de formas diferentes na depressão major. Algumas apresentam dificuldades de sono, perdem peso e sentem-se genericamente agitadas e irritáveis. Outras podem dormir e comer em excesso e sentirem-se sem valor e dominadas por sentimentos de culpabilização. Ainda outras podem estar aparentemente bem, funcionarem bem no trabalho e aparentarem bem-estar em situações sociais, enquanto, lá no fundo, se sentem verdadeiramente deprimidas e sem interesse pela vida. Não existe uma forma única de viver a depressão – no entanto, a maior parte das pessoas fica dominada ou por um humor depressivo ou por uma perda generalizada de interesse nas actividades que anteriormente a interessavam, ou por uma conjugação destes dois aspectos. Além disso, apresentam outros sintomas físicos e mentais que podem incluir fadiga, dificuldades de concentração e memória, sentimentos de impotência e desespero, dores de cabeça, dores no corpo e pensamentos suicidas.</p>
<p>Nos adultos, a depressão major afecta duas vezes mais mulheres do que homens. Em ambos, é mais comum na faixa etária dos 25-44 anos, sendo mais provável afectar pessoas na casa dos vinte anos, ainda que a idade dos primeiros sintomas tenha vindo a diminuir ao longo do tempo. Nas crianças, a depressão clínica afecta uma proporção idêntica de rapazes e raparigas. Ao longo de toda a vida, a depressão irá afectar 10 – 25% de mulheres e 5 – 12% de homens. Em qualquer momento que se observe a população, 5 a 9% das mulheres e 2 a 3% dos homens estarão deprimidos. As pessoas com um dos pais ou irmãos que tiverem sofrido de depressão major têm 1,5 a 3 vezes mais probabilidades de vir a sofrer da mesma perturbação.</p>
<p>Para aqueles que têm episódios recorrentes de depressão major, o curso desta perturbação varia. Algumas pessoas têm crises depressivas separadas por vários anos sem qualquer sintomatologia enquanto outras podem ter períodos ao longo do tempo com vários episódios. Ainda outras podem ter crises depressivas progressivamente mais frequentes à medida que envelhecem. Alguns estudos têm vindo a identificar que quanto mais episódios depressivos uma pessoa vai tendo, assim vai diminuindo o intervalo entre eles. Além disso o número de episódios depressivos que uma pessoa teve serve como critério de previsão de próximos: das pessoas que tiveram uma única crise, 50 a 60% podem vir a sofrer um segundo episódio de depressão; dos que tiveram dois, 70% pode vir a sofrer um terceiro e 90% das pessoas que tiveram 3 episódios de depressão poderão vir a sofrer um quarto.</p>
<p>Cerca de dois terços das pessoas que têm um episódio depressivo major recuperam totalmente; o outro terço pode não conseguir ultrapassar a crise ou apenas recuperar parcialmente – neste caso, a probabilidade de vir a sofrer de nova crise depressiva major é mais elevada.</p>
<p>Diagnóstico diferencial</p>
<p>1 A pessoa tem um episódio depressivo único:Para se considerar um episódio depressivo a pessoa tem de ter apresentado, pelo menos, 5 dos 9 sintomas abaixo, durante 2 ou mais semanas consecutivas, a maior parte do tempo quase todos os dias, e estes sintomas deverão ter representado uma mudança face ao seu funcionamento anterior. Um dos sintomas tem de ter sido ou (a) humor depressivo (em crianças e adolescentes, pode corresponder a irritabilidade) ou (b) perda de interesse ou prazer, na maioria ou em todas as actividades. c)Uma perda ou ganho de peso significativos (ex: 5% ou mais de alteração no peso ao longo de 1 mês, sem esforço de regime alimentar); pode ser, igualmente, apenas aumento ou diminuição de apetite; nas crianças, este sintoma pode surgir como não ganharem o peso esperado face ao crescimento. d) Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir (insónia) ou dormir mais do que o habitual (hipersónia). e)Comportamento agitado ou lentificado, de uma forma observável para os outros. f) Fadiga ou decréscimo de energia g) Sentimentos de desvalorização pessoal ou de culpabilização elevada (não referente ao facto de estar doente). h) Dificuldades de raciocínio, concentração ou tomada de decisões. i) Pensamentos frequentes sobre morte ou suicídio (com ou sem um plano específico) ou tentativa de suicídio.<br />
Os sintomas não indicam um episódio misto<br />
Os sintomas causam grande perturbação ou dificuldades de funcionamento familiar, ocupacional ou outras áreas importantes<br />
Os sintomas não são causados por abuso de substâncias (ex: álcool, drogas, medicamentos) ou por doença do foro orgânico<br />
Os sintomas não se devem a um processo de luto ou morte de um ente querido, mantêm-se durante mais de 2 meses, ou incluem grande dificuldade no funcionamento quotidiano, pensamentos frequentes de desvalorização pessoal, ideação suicida, sintomas psicóticos ou comportamento lentificado (psicomotricidade retardada).<br />
Não existe outra perturbação que explique melhor a sintomatologia<br />
A pessoa nunca teve um episódio maníaco, misto ou hipomaníaco (a não ser que tenha sido um episódio causado por uma doença médica ou pela utilização de uma substância química)</p>
<p>Distimia</p>
<p>1 A pessoa tem humor depressivo a maior parte do tempo, quase todos os dias, durante pelo menos 2 anos. As crianças e os adolescentes podem apresentar irritabilidade e basta uma duração de um ano.<br />
Quando deprimida, a pessoa exibe pelo menos dois dos seguintes sintomas:<br />
Comer em demasia ou perda de apetite<br />
Dormir demais ou dificuldades em dormir<br />
Fadiga, falta de energia<br />
Baixa auto-estima<br />
Dificuldades de concentração ou tomada de decisão<br />
Sensação de impotência<br />
Durante o período de dois anos (um para crianças e adolescentes) não existiu nenhum período assintomático.<br />
Durante esse período (2 anos adultos, 1 ano crianças/adolescentes) não existiu nenhum episódio de depressão major<br />
Não existiu nenhum episódio maníaco, misto ou hipomaníaco<br />
Os sintomas não ocorrem apenas na presença de outra perturbação crónica<br />
Os sintomas causam forte perturbação ou dificuldades no funcionamento familiar, ocupacional ou outra área importante.</p>
<p>Estima-se que 10 a 25% das pessoas que reúnem critérios clínicos para um diagnóstico de depressão major, sofreram previamente de distimia.</p>
<p>O desenvolvimento da depressão major pode estar relacionada com algumas doenças orgânicas – cerca de 20 a 25% de pessoas afectadas por doenças oncológicas, acidentes cardiovasculares ou diabetes desenvolvem depressão major durante a doença. A intervenção nas doenças resulta mais complicada quando ocorrem em simultâneo com a depressão e o prognóstico do problema médico é menos positivo, o que faz sugerir fortemente um acompanhamento simultâneo psicoterapêutico, para resolução da depressão.</p>
<p>Frequentemente, outras situações do foro psicológico/psiquiátrico co-existem com a depressão major, como, por exemplo; o alcoolismo e toxicodependência, as perturbações de ansiedade, as perturbações de comportamento alimentar e a perturbação borderline da personalidade.</p>
<p>A gravidade da depressão major é indicada por alguns dados apontam que uma taxa de 15% de suicídio.</p>
<p>Distimia<br />
As pessoas com distimia sentem pouca ou nenhuma alegria nas suas vidas – em vez disso, as suas vidas são bastante sombrias a maioria do tempo. Se sofrer de distimia, é provável que tenha dificuldade em recordar-se de momentos em que se sentiu feliz, entusiasmado ou inspirado, parecendo que esteve deprimido toda a sua vida. Provavelmente, é-lhe difícil ter prazer nas suas actividades ou divertir-se; em vez disso, instala-se a falta de vontade de fazer coisas e a tendência para o isolamento, preocupa-se frequentemente e critica-se por se sentir um falhado. Pode, igualmente, culpabilizar-se, sentir-se irritado, sem energia e ter dificuldade em dormir normalmente.</p>
<p>A distimia é uma forma de depressão, mais suave mas de maior duração, que afecta mulheres duas a três vezes mais do que homens. O diagnóstico aplica-se quando uma pessoa demonstra um humor depressivo durante pelo menos 2 anos. Para ser aplicado a crianças, bastará um ano de duração, e, em vez de tristeza ou humor depressivo, a criança poderá demonstrar irritabilidade. As pessoas com distimia podem parecer medianamente deprimidas de uma forma crónica, a um ponto em que parece fazer parte das suas personalidades. Quando finalmente procuram tratamento, é provável que já sofram de distimia há vários anos, em média 10 desde os primeiros sintomas – como surge precocemente na vida, entre a infância e o início da idade adulta, é habitual as pessoas terem-se adaptado de tal forma que consideram a sua forma de sentir e estar como normal. Este carácter crónico e que afecta o funcionamento normal em muito menor grau leva a que a distimia passe despercebida, frequentemente e, logo, não seja tratada. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as probabilidades de recuperação. No caso das crianças, muito em particular, o diagnóstico e correcto tratamento são fundamentais para prevenir o desenvolvimento posterior de perturbações graves do humor, dificuldades académicas e sociais e, mesmo, o abuso de substâncias mais tarde.</p>
<p>Em qualquer momento, cerca de 3% da população pode sofrer de distimia. Quando existedepressão major na família, há uma maior probabilidade de se sofrer de distimia, e a distimia aumenta o risco de se vir a sofrer de depressão major – 10% das pessoas com distimia evoluem para depressão major.</p>
<p>A distimia surge, por vezes, associada com algumas perturbações de personalidade (evitante, dependente, histriónica, borderline, narcísica) e com o abuso de substâncias. A distimia nas crianças está relacionada frequentemente com perturbações da ansiedade, perturbações da aprendizagem, deficits de atenção e hiperactividade, perturbações de comportamento e atraso cognitivo.</p>
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		<title>Perturbação de personalidade narcísica</title>
		<link>https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-narcisica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 20:06:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Perturbação de personalidade narcísica O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. [&#8230;]</p>
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<h1>Perturbação de personalidade narcísica</h1>
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<div class="pf-content">
<p>O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. Um dia, Narciso aproximou-se de um lago e apaixonou-se pela sua própria imagem ao vê-la reflectida na água, lançando-se ao lago para se unir aquele por quem se apaixonara – ele próprio.</p>
<p>Daqui surge o termo de “personalidade narcísica”, a qual tentaremos explicar de acordo com o ponto de vista de um leitor com esta personalidade.</p>
<p>Provavelmente sente, muitas vezes, que as pessoas que o(a) rodeiam têm vários defeitos. Parece que na maioria das vezes, essas não estão comparativamente à sua altura. Como se não compreendessem as suas qualidades, fossem incapazes de as reconhecer e validar de acordo com aquele que acredita ser o seu verdadeiro valor. Tendencialmente sente que só as pessoas de elevado estatuto, valor e importância é que conseguem estar ao seu nível, sendo naturalmente a essas que procura recorrer.</p>
<p>Sentir que não é suficientemente reconhecido pela maioria das pessoas é realmente intolerável. Por isso, tenta ainda mais explicitamente demonstrar ou tornar claro aos outros aquele que acredita ser o seu real valor. Procura sistematicamente que as pessoas o reconheçam, apreciem e valorizem. Ao mesmo tempo, é como se a sua auto-estima fosse muito frágil, o que faz com que tenha medo que os outros o(a) avaliem de forma negativa. E por vezes este medo é tão grande, que mesmo antes que eles o(a) possam rejeitar, torna-se imperativo desvalorizá-los.</p>
<p>Parece surgir um padrão de relações instável, uma vez que torna-se impossível manter relações estáveis e seguras com as pessoas que o(a) rodeiam já que estas parecem nunca o(a) compreender ou valorizar como desejaria. Há um desejo de ser o centro das atenções, mas as pessoas com quem interage acusam-no constantemente de se gabar e de ser pretensioso(a). Ao ouvir isto pode sentir o despertar de uma grande fúria.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há alguma dificuldade em identificar os sentimentos dos outros, em colocar-se no seu lugar e em validar as suas experiências. É que ainda por cima, quando eles parecem ser melhor sucedidos, surge uma ponta de inveja. Por vezes, os outros podem acusá-lo de ter um comportamento altivo, arrogante e de ser incapaz de amparar as suas vulnerabilidades sem os criticar.</p>
<p>As suas relações amorosas também parecem falhar sucessivamente e provavelmente sente que a maior parte das pessoas acabou por se afastar de si. Se por um lado não compreende o porquê disso acontecer, por outro lado não atribui muita importância a esses afastamentos. Como se existisse um lado de si com medo de continuar a ser desvalorizado pelas pessoas que o rodeiam e por isso também não precisasse delas por perto.<br />
Uma vez que existe a expectativa de que os outros não irão gostar de si, então exige muito desses ao mesmo tempo que dá-lhes pouco de si, não os deixando aproximar-se em demasia. É como se existisse um lado seu que procurasse intimidade nas relações com os outros, e outro lado que se sentisse extremamente inconfortável quando esta intimidade se gera. Afinal, acredita que se a outra pessoa descobrisse uma falha sua, poderia rejeitá-lo(a) e humilhá-lo(a). Porém, se isto eventualmente acontecesse, rapidamente encontraria uma forma de evitar isso, demonstrando a forma como acredita ser superior a essa pessoa.</p>
<p>Os traços de personalidade narcísica surgem, normalmente, no início da idade adulta e manifestam-se nos mais diversos contextos da vida da pessoa. A prevalência na população geral é de menos de 1%, sendo que na população psiquiátrica varia entre 2% a 16%. De salientar que é mais frequente nos homens (50% a 75%).</p>
<p>Um padrão invasivo de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por pelo menos cinco dos seguintes critérios:<br />
(1) sentimento grandioso da própria importância (por ex., exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis);<br />
(2) preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal;<br />
(3) crença de ser “especial” e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada;<br />
(4) exigência de admiração excessiva;<br />
(5) sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas;<br />
(6) é explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos;<br />
(7) ausência de empatia: relutante em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias;<br />
(8) frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia;<br />
(9) comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como intervir?</h2>
<p>O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado. Neste espaço, pretende-se:<br />
•    Criar um clima de segurança em que se sinta compreendido e cuidado;<br />
•    Aumentar a tendência para agir com sucesso, estabelecendo objectivos alcançáveis;<br />
•    Compreender a ligação entre forma como age e a forma como isso o torna mais vulnerável à crítica dos outros;<br />
•    Diminuir as interacções potencialmente arrogantes para com os outros;<br />
•    Ajudá-lo a lidar com imperfeições e as suas vulnerabilidades;<br />
•    Aumentar a consciência das suas emoções e auto-controlo;<br />
•    Diminuir possíveis explosões de fúria;<br />
•    Melhorar as relações com os outros.</p>
<p>Este é um trabalho prático e os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.</p>
</div>
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		<title>Xixis</title>
		<link>https://casule.com/blog/xixis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2014 17:28:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Xixis Deixar as fraldas nem sempre é fácil para as crianças e consequentemente, para os pais. É a preocupação: Será que é normal não deixar as fraldas já? Passa-se algo de errado? E depois as tentativas e os lençóis que ficam molhados e a roupa para lavar porque mais uma vez não foi possível. Depois [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Xixis<br />
Deixar as fraldas nem sempre é fácil para as crianças e consequentemente, para os pais. É a preocupação: Será que é normal não deixar as fraldas já? Passa-se algo de errado? E depois as tentativas e os lençóis que ficam molhados e a roupa para lavar porque mais uma vez não foi possível.<br />
Depois há os casos em que deixa de dia e nunca mais consegue deixar de noite e as crianças que já deixaram e voltam a fazer xixi novamente, aparentemente sem razão. É importante avaliar e perceber o que pode estar a acontecer.</p>
<p>Talvez queira experimentar algumas dicas, enquanto não começamos a trabalhar consigo e com o seu filho:</p>
<p>Se ainda frequentar o Jardim-de-Infância, converse com a educadora e alinhem estratégias;<br />
Encontre situações em que possa promover o crescimento e autonomia do seu filho, valorizando-o por estar crescido;<br />
Faça uma consulta com o pediatra e exponha o problema.<br />
Este tipo de comportamentos pode ter a sua origem nas mais variadas situações:</p>
<p>Nascimento de um irmão;<br />
Instabilidade familiar;<br />
Dificuldades de adaptação à escolar;<br />
Mudanças significativas na vida da criança.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/xixis/">Xixis</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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		<title>Manifesto anti-acomodação</title>
		<link>https://casule.com/blog/manifesto-anti-acomodacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2014 12:21:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Somos todos iguais. Buscamos as mesmas coisas. É incrível como tantas vezes nos camuflamos debaixo de uma capa que não deixa que ninguém nos veja realmente. Procuramos as estrelas mas não vemos o céu. Queremos conhecer o universo mas nem nos conhecemos a nós próprios. Estamos debaixo da terra, num buraco bem fundo e não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Somos todos iguais. Buscamos as mesmas coisas. É incrível como tantas vezes nos camuflamos debaixo de uma capa que não deixa que ninguém nos veja realmente. Procuramos as estrelas mas não vemos o céu. Queremos conhecer o universo mas nem nos conhecemos a nós próprios. Estamos debaixo da terra, num buraco bem fundo e não vemos nada. Por isso é fácil fingir e de vez em quando escrever qualquer coisa que mostra a sensibilidade com que captamos a natureza das coisas à nossa volta. Vemos que as coisas não fazem sentido e então tentamos descrever o que nos vai no pensamento. Mas, apesar disso, nós também não saímos da roda das coisas fúteis em que estamos metidos. E porquê? Será assim tão difícil fugir a isto tudo?” *</p>
<p>É difícil e muito poucas pessoas o fazem. Abandonar todas as nossas seguranças, deixar de fazer tudo aquilo que não faz sentido e entregarmo-nos à vida é muito difícil. Gera uma guerra interior. Queremo-nos libertar mas há algo que nos impede…</p>
<p>“Gostava de ser eu próprio. De me libertar das palavras dos outros, de flutuar no espaço e no tempo. Não tenho tempo. Roubam-me o tempo. Todos querem saber de algo que eu faço e eu só queria uma oportunidade para viver. Estou farto de ouvir um milhão de vozes sempre a dizerem-me o que devo fazer. Quero ser livre.” *</p>
<p>Quem nunca pensou isto? Crescemos demasiado aprisionados e quando nos conseguimos libertar, pagamos bem caro por essa libertação. No entanto, o preço a pagar é incontestavelmente menor que aquilo que ganhamos com essa liberdade. A vida só faz sentido se for vivida consoante aquilo em que acreditamos. Consoante o que nós queremos fazer e não quando fazemos o que os outros nos dizem para fazer. Não podemos deixar de ser o que realmente somos.</p>
<p>*Citações do livro “Onde está o Branco em ti”, de Ricardo Antunes, Editora Quinta Essência.</p>
<p>Fonte: http://oficinadepsicologia.com/manifesto-anti-acomodacao</p>
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		<title>Exigências da terapia de casal</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2014 17:36:16 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Iniciar um processo de terapia de casal cria uma exigência em diversos eixos. Se todos esses eixos tomarem uma direção, o sucesso é muito mais fácil de atingir.</p>
<p>Na terapia existe um processo de mudança, que cria uma exigência ao cliente mas também ao terapeuta, pois ao processo terapêutico são exigidos diversos resultados. Na terapia de casal, a exigência aos participantes é ainda maior. Exige-se que se mude o próprio casal (neste caso, a relação), mas também os cônjuges. Assim, espera-se que se altere o outro, mas também o próprio. Tal como a exigência do terapeuta é a dobrar, pois são duas expectativas que estão em jogo.</p>
<p>Em qualquer processo terapêutico, seja individual ou conjugal, a mudança é sempre complicada e difícil. Frequentemente o casal exige resultados ao terapeuta sem tentar fazer qualquer mudança aos seus comportamentos, comunicação ou rotinas. Também frequentemente o cônjuge exige a mudança do outro, sem que o próprio identifique razões para alterar seja o que for. Nestes casos, em geral um dos cônjuges inicia o processo de terapia apenas por pressão do outro ou na esperança de que o terapeuta mencione que tudo está bem e que a relação é natural ou normal. Quando começa a haver a necessidade de mudança, estas pessoas poderão rejeitar o processo ou criar dificuldades em todos os exercícios propostos. Nesta situação, a terapia de casal não pode continuar e o processo termina.</p>
<p>Por vezes, em sessão, somos surpreendidos por cônjuges que, à partida, não estavam muito motivados, mas que depois de explicado todo o processo que leva à maioria das dificuldades no casal, revelam-se prontos a mudar o seu comportamento ou comunicação. Anteriormente não o faziam apenas porque não identificavam as situações como estando na base dos problemas. A motivação “assimétrica” é comum, da mesma forma que a facilidade de mudança pode ser muito díspar, o que pode levar a algum mal-estar por parte da pessoa menos motivada ou menos “capaz” da mudança. Mas, como se diz, cada pessoa é única e, como tal, cada casal é único. Não devemos deixar que o processo terapêutico termine ou se interrompa porque existem mais dificuldades de um dos cônjuges em proceder à mudança na relação. Todas as alterações são importantes, mesmo as mais pequenas.</p>
<h2>Exigências da terapia de casal</h2>
<p>Para o processo terapêutico, a identificação dos erros e a vontade de mudar é deveras importante, ao invés de “apontar o dedo” aos outros. O esforço de mudança deve fazer parte do processo e, por poucos resultados que traga, requer um envolvimento e um reconhecimento dos problemas muito importante. Já a responsabilização do cônjuge pelos problemas ou até a exigência ao terapeuta que opere mudanças na relação geralmente resultam em processos com resultados muito pobres.</p>
<p>Fonte:  http://oficinadepsicologia.com/exigencias-da-terapia-de-casal</p>
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		<title>Transtorno de Conduta</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-de-conduta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2014 12:17:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dentro da psiquiatria da infância e da adolescência, um dos quadros mais problemáticos tem sido o chamado Transtorno de Conduta, anteriormente (e apropriadamente) chamado de Delinqüência, o qual se caracteriza por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora, por no mínimo seis meses (segundo a CID10). E é um diagnóstico problemático, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro da psiquiatria da infância e da adolescência, um dos quadros mais problemáticos tem sido o chamado Transtorno de Conduta, anteriormente (e apropriadamente) chamado de Delinqüência, o qual se caracteriza por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora, por no mínimo seis meses (segundo a CID10). E é um diagnóstico problemático, exatamente por situar-se nos limites da psiquiatria com a moral e a ética, sem contar as tentativas de atribuir à delinqüência aspectos também políticos.</p>
<p>Trata-se, sem dúvida, de um sério problema comportamental, entretanto, muitos são os autores que se recusam a situá-lo como uma doença, uma patologia capaz de isentar seu portador da responsabilidade civil por seus atos, responsabilidade esta comum a todos nós.</p>
<p>De fato, soa estranho a alguns psiquiatras a necessidade de se considerar &#8220;doença&#8221; um quadro onde o único sintoma é uma inclinação voraz ao delito. No mínimo, seria de bom senso à medicina ter em mente que, para problemas médicos aplicam-se soluções médicas e para problemas éticos&#8230; devem ser aplicadas soluções éticas. Entendam como quiser&#8230;</p>
<p>Para ser considerado Transtorno de Conduta, esse tipo de comportamento problemático deve alcançar violações importantes, além das expectativas apropriadas à idade da pessoa e, portanto, de natureza mais grave que as travessuras ou a rebeldia normal de um adolescente, ainda que extremamente enfadonhos. Este tipo comportamento delinqüencial parece preocupar muito mais os outros do que a própria criança ou adolescente que sofre da perturbação.<br />
Seu portador pode não ter consideração pelos sentimentos alheios, direitos e bem estar dos outros, faltando-lhe um sentimento apropriado de culpa e remorso que caracteriza as &#8220;boas pessoas&#8221;. Normalmente há, nesses delinqüentes, uma demonstração de comportamento insensível, podendo ter o hábito de acusar seus companheiros e tentar culpar qualquer outra pessoa ou circunstância por suas eventuais más ações. A baixa tolerância a frustrações das pessoas com Transtorno de Conduta favorece as crises de irritabilidade, explosões temperamentais e agressividade exagerada, parecendo, muitas vezes, uma espécie de comportamento vingativo e desaforado.</p>
<p>Entende-se por &#8220;baixa tolerância a frustrações&#8221; uma incapacidade em tolerar as dificuldades existenciais comuns a todas as pessoas que vivem em sociedade, uma falta de capacidade em lidar com os problemas do cotidiano ou com as situações onde as coisas não saem de acordo com o desejado.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1149" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/conduta.jpg" alt="conduta" width="404" height="293" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/conduta.jpg 404w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/conduta-300x218.jpg 300w" sizes="(max-width: 404px) 100vw, 404px" /></p>
<p>Essas crianças ou adolescentes costumam apresentar precocemente um comportamento violento, reagindo agressivamente a tudo e a todos, supervalorizando o seu exclusivo prazer, ainda que em detrimento do bem-estar alheio.</p>
<p>Elas podem também exibir um comportamento de provocação, ameaça ou intimidação, podem iniciar lutas corporais freqüentemente, inclusive com eventual uso de armas ou objetos capazes de causar sério dano físico, como por exemplo, tacos e bastões, tijolos, garrafas quebradas, facas ou mesmo arma de fogo.</p>
<p>Outra característica no comportamento do portador de Transtorno de Conduta é a crueldade com outras pessoas e/ou com animais. Não é raro que a violência física possa assumir a forma de estupro, agressão ou, em outros casos, homicídio.</p>
<p>O padrão de comportamento no Transtorno de Conduta se caracteriza pela violação dos direitos básicos dos outros e das normas ou regras sociais. Esse comportamento pode ser agrupado em 4 tipos principais:</p>
<p>Padrão comportamental do Indivíduo com Transtorno de Conduta<br />
1. conduta agressiva que causa ameaça ou danos a outras pessoas e/ou animais;</p>
<p>2. conduta não-agressiva, mas que causa perdas ou danos a propriedades;</p>
<p>3. defraudação e/ou furto e;</p>
<p>4. violações habituais de regras.</p>
<p>As perturbações do comportamento no Transtorno de Conduta acabam por causar sérios prejuízos no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional, favorecendo uma espécie de círculo vicioso: transtornos de conduta, prejuízo sócio-ocupacional, repressões sociais, rebeldia, mais Transtorno de Conduta. O Transtorno de Conduta é um diagnóstico especialmente infantil ou da adolescência pois, depois dos 18 anos, persistindo os sintomas básicos (contravenção), o diagnóstico deve ser alterado para Transtorno da Personalidade Anti-Social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra característica do Transtorno de Conduta é que esse padrão sociopático de comportamento costuma estar presente numa variedade de contextos sociais e não apenas em algumas circunstâncias, ou seja, não só na escola, não só no lar, só na rua&#8230;, por exemplo. O portador desse transtorno causa mal estar e rebuliço na comunidade em geral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diagnóstico de Transtorno de Conduta deve ser feito muito cuidadosamente, tendo em vista a possibilidade dos sintomas serem indício de alguma outra patologia, como por exemplo, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou Retardo Mental,Episódios Maníacos do Transtorno Afetivo Bipolar ou mesmo a Esquizofrenia. Devido à excelente capacidade das pessoas com Transtorno de Conduta manipular o ambiente e dissimular seus comportamentos anti-sociais, o psiquiatra precisa recorrer a informantes para avaliar com mais precisão o quadro clínico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também a destruição deliberada da propriedade alheia é um aspecto característico doTranstorno de Conduta, podendo incluir a provocação deliberada de incêndios com a intenção de causar sérios danos ou destruição de propriedade de outras maneiras, como por exemplo, quebrar vidros de automóveis, praticar vandalismo na escola, etc. Atualmente a psiquiatria tende a considerar dois subtipos de Transtorno de Condutacom base na idade de início, isto é, o Tipo com Início na Infância e Tipo com Início na Adolescência. Ambos os subtipos podem ocorrer de 3 formas: leve, moderada ou severa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tipos Com Início na Infância</p>
<p>Neste tipo de Transtorno de Conduta um dos critérios de diagnóstico (veja adiante) é que ele aparece antes dos 10 anos. Os portadores de de Transtorno de Conduta com Início na Infância são, em geral, do sexo masculino, freqüentemente demonstram agressividade física para com outros, têm relacionamentos perturbados com seus pais, irmãos e colegas, podem ter concomitantemente um Transtorno Desafiador Opositivo e, geralmente, apresentam sintomas que satisfazem todos os critérios para Transtorno de Conduta antes da puberdade. Esses indivíduos (que satisfazem todos os critérios paraTranstorno de Conduta) estão mais propensos a desenvolverem o Transtorno da Personalidade Anti-Social na idade adulta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com Início na Adolescência</p>
<p>Este tipo de Transtorno de Conduta, ao contrário do anterior, se caracteriza pela ausência de sinais característicos da conduta sociopática antes dos 10 anos de idade. Em comparação com o Transtorno de Conduta com Início na Infância, esses indivíduos estão menos propensos a apresentar comportamentos agressivos e tendem a ter relacionamentos mais normais com seus familiares e colegas. Quanto mais tardio for o início do quadro, menos propensos estão as pessoas de desenvolver um Transtorno da Personalidade Anti-Social na idade adulta. Aqui a incidência entre homens e mulheres é quase o mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Níveis de Gravidade Leve</p>
<p>No nível leve do Transtorno de Conduta há poucos problemas de comportamento, e tais problemas causam danos relativamente pequenos a outros, tais como, por exemplo, mentiras, gazetas à escola, permanência na rua à noite sem permissão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Moderado</p>
<p>O número de problemas de conduta e o efeito sobre os outros são intermediários entre &#8220;leves&#8221; e &#8220;severos&#8221;, onde já pode haver furtos sem confronto com a vítima, vandalismo, uso de fumo e/ou outra droga.</p>
<p>Muitos problemas de conduta estão presentes na forma severa do Transtorno de Conduta, problemas que causam danos consideráveis a outros, tais como, sexo forçado, crueldade física, uso de arma, roubo com confronto com a vítima, arrombamento e invasão.</p>
<p>Classificação</p>
<p>Uma das dúvidas de quem não está familiarizado com os Transtornos de Conduta é saber onde, dentro da psiquiatria, se classificam esses quadros. Essa categoria de diagnóstico é classificado naquilo que chamamos de Transtornos de Comportamentos Disruptivos (TCDs), segundo o DSM.IV. Os TCDs englobam o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o Transtorno Desafiador e Opositivo e o Transtorno de Conduta, propriamente dito, sob o código 312.8. Na CID.10 os Transtorno de Conduta são chamados de Distúrbios de Conduta e estão classificados como uma categoria isolada no código (veja) F91.</p>
<p>Quando dissemos no início que os Transtornos de Conduta se situam nos limites da psiquiatria com a moral e a ética, é porque o diagnóstico desses casos se baseia em conceitos sociológicos, uma vez que se pautam nas conseqüências que as relações sociais divergentes e mal adaptadas podem ter sobre a argüição das pessoas. O comportamento de portadores de Transtorno de Conduta é definitivamente &#8220;mau&#8221; para todos os envolvidos.</p>
<p>Com freqüência o resultado desse tipo de conduta, além dos dissabores à boa convivência social, acabam por determinar investimentos em classes de educação especial, colocações em lares adotivos, hospitais e clínicas psiquiátricas e programas de tratamento de abuso de substâncias, cadeias, além da periculosidade social à qual toda sociedade se sujeita. Mesmo que esses comportamentos da infância e adolescência acabem por desaparecer com a idade, muitas vezes deixam importantes cicatrizes policiais, jurídicas, familiares e sociais durante toda a idade adulta. Se eles persistirem (transformando-se emTranstornos Anti-Social da Personalidade), a regra será perda de emprego, crimes, prisão e falhas terríveis de relacionamentos.</p>
<p>Uma vez que os Transtornos de Conduta se apresentam, há uma forte tendência do entorno sócio-familiar em reagir, e essa resposta da família, da escola, dos pares, do sistema policial e da justiça criminal podem acompanhar a pessoa a vida toda, empurrando-o definitivamente para a marginalidade.</p>
<p>Sintomas</p>
<p>&nbsp;<br />
Como dissemos, as pessoas comTranstorno de Conduta costumam ter pouca empatia e pouca preocupação pelos sentimentos, desejos e bem estar dos outros. Elas podem ter uma sensibilidade grosseira para as questões sentimentais e emocionais (dos outros) e não possuem sentimentos próprios e apropriados de culpa, ética, moral ou remorso. Entretanto, como essas pessoas são extremamente manipuladoras e aprendem que a expressão de culpa pode reduzir ou evitar punições, não titubeiam em demonstrarem remorso sempre que isso resultar em benefício próprio.<br />
Por outro lado, costumam delatar facilmente seus companheiros e tentar culpar outras pessoas por seus atos. Uma característica marcante nesse quadro é a baixíssima tolerância à frustração, irritabilidade, acessos de raiva e imprudência quando contrariados. O Transtorno de Conduta está freqüentemente associado com um início precoce de comportamento sexual, consumo de álcool, uso de substâncias ilícitas e atos imprudentes e arriscados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os comportamentos do Transtorno de Conduta podem levar à suspensão ou expulsão da escola, problemas de ajustamento no trabalho, dificuldades legais, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não planejada e ferimentos por acidentes ou lutas corporais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os sintomas do transtorno variam com a idade, à medida que o indivíduo desenvolve maior força física, capacidades cognitivas e maturidade sexual. Comportamentos menos severos (por ex., mentir, furtar em lojas, entrar em lutas corporais) tendem a emergir primeiro, enquanto outros (por ex., roubo, estupro&#8230;) tendem a manifestar-se mais tarde. Entretanto, existem amplas diferenças entre os indivíduos, sendo que alguns se envolvem em comportamentos mais prejudiciais em uma idade mais precoce.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Curso e Prevalência</p>
<p>O diagnóstico de Transtorno de Conduta é importante, tendo em vista o grande número de encaminhamentos psiquiátricos motivados por comportamentos anti-sociais e agressivos, notadamente depois da criação do Estatuto do Menor e do Adolescente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Interessa ao sistema (família, juizado de menores e polícia, nessa ordem) que adolescentes problemáticos sejam deixados aos cuidados médicos e psiquiátricos, poupando à muitos o dissabor de deparar-se com o fato de &#8220;não ter o que fazer&#8221;. Boa parte da importância do diagnóstico está no fato de, muito freqüentemente, o Transtorno de Conduta ser um precursor do Transtorno Anti-social no adulto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De modo geral, é muito incomum encontrar um adulto com Transtorno Anti-social da personalidade na ausência de uma história pregressa Transtorno de Conduta na infância ou adolescência. Apesar dos modismos atrelados ao comportamento inconseqüente e irrequieto da juventude, as estatísticas sobre a delinqüência refletem o fato de que, embora algum tipo de comportamento delinqüente seja relativamente comum na adolescência, apenas um pequeno percentual de jovens torna-se infrator crônico ou anti-social depois de adulto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há alguma crença de que o Transtorno de Conduta seja mais freqüente nas classes sociais mais baixas, notadamente em famílias que apresentam, concomitantemente, instabilidade familiar, desorganização social, alta mortalidade infantil e incidência mais alta de doenças mentais graves.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entretanto, essa não é uma opinião unânime, acreditando-se que entre o comportamento delinqüencial das classes mais baixas e mais altas hajam diferenças apenas no modo de apresentação do comportamento, sugerindo assim uma falsa idéia de que os mais pobres têm mais esse transtorno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A prevalência do Transtorno de Conduta tem aumentado nas últimas décadas, podendo ser superior em circunstâncias urbanas, em comparação com a rural. As taxas variam amplamente, mas têm sido registradas, para os homens com menos de 18 anos, taxas que variam de 6 a 16%; para as mulheres, as taxas vão de 2 a 9%. O Transtorno de Conduta pode se iniciar já aos 5 ou 6 anos de idade, mas habitualmente aparece ao final da infância ou início da adolescência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O início após os 16 anos é raro. Alguns pesquisadores crêem que a maioria dos portadores o Transtorno de Conduta apresenta remissão na idade adulta, entretanto, acreditamos que essa visão otimista reflita mais um erro de diagnóstico que uma evolução benéfica do quadro. O início muito precoce indica um pior prognóstico e um risco aumentado de Transtorno Anti-Social da Personalidade e/ou Transtornos Relacionados a Substâncias na vida adulta. As pessoas que não apresentam mais o quadro delinqüencial depois de adulto eram, exatamente, aquelas que tinham essa postura motivada por modismo ou adequação ao grupo social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De fato, não se tratava de Transtorno de Conduta propriamente dito. É por isso que muitos indivíduos com Transtorno de Conduta, particularmente aqueles com Início na Adolescência e aqueles com sintomas mais leves conseguem um ajustamento social e profissional satisfatório na idade adulta. De verdade, uma proporção substancial de pessoas diagnosticadas com o Transtorno de Conduta continua apresentando, na idade adulta, comportamentos próprios do Transtorno Anti-Social da Personalidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diagnóstico</p>
<p>O diagnóstico de Distúrbio de Conduta deve ser feito somente se o comportamento anti-social continuar por um período de pelo menos seis meses, e assim representar um padrão repetitivo e persistente. Devem estar presentes algumas características importantes para o diagnóstico:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Características para o diagnóstico (duração pelo menos 6 meses)<br />
1. Roubo sem confrontação com a vítima em mais de uma ocasião (incluindo falsificação).</p>
<p>2. Fuga de casa durante a noite, pelo menos duas vezes enquanto vivendo na casa dos pais (ou em um lar adotivo) ou uma vez sem retornar.</p>
<p>3. Mentira freqüente (por motivo que não para evitar abuso físico ou sexual).</p>
<p>4. Envolvimento deliberadamente em provocações de incêndio.</p>
<p>5. Gazetas freqüentemente na escola (para pessoa mais velha, ausência ao trabalho).</p>
<p>6. Violação de casa, edifício ou carro de uma outra pessoa.</p>
<p>7. Destruição deliberadamente de propriedade alheia (que não por provocação de incêndio).</p>
<p>8. Crueldade física com animais.</p>
<p>9. Forçar alguma atividade sexual com ele ou ela.</p>
<p>10. Uso de arma em mais de uma briga.</p>
<p>11. Freqüentemente inicia lutas físicas.</p>
<p>12. Roubo com confrontação da vítima (por exemplo: assalto, roubo de carteira, extorsão, roubo à mão armada).</p>
<p>13. Crueldade física com pessoas.<br />
Causas</p>
<p>Não está estabelecido ainda uma causa única para o Transtorno de Conduta. Uma multiplicidade de diferentes tipos de estressores sociais e a vulnerabilidade de personalidade parece associado com esses comportamentos anti-sociais. Durante muitos anos, as teorias sobre comportamentos eram de natureza sociológica. O princípio básico desta tendência afirmativa era que jovens socialmente e economicamente desprivilegiados, incapazes de adquirirem sucesso através de meios legítimos e socialmente aceitos, se voltariam para o crime.</p>
<p>Atualmente os sociólogos têm se mostrado mais dispostos a considerar como fatores causais a integração entre características individuais e forças ambientais (veja elementos históricos em Personalidade Criminosa). Certamente devem influenciar no desenvolvimento do Transtorno de Conduta as atitudes e comportamentos familiares, assim como a exclusão sócio-econômica, a má distribuição de rendas, a inversão dos valores, a desestrutura familiar e mais um sem número de ocorrências sociais, políticas e econômicas propaladas por pesquisadores das mais variadas áreas.</p>
<p>De qualquer forma essas tentativas de explicações causais são sempre muito vagas e imprecisas. É difícil estabelecer claras relações causais entre condições familiares adversas e caóticas com delinqüência pois, como se exige em medicina, não se observa constância satisfatória dessa regra e, muitas vezes, jovens provenientes de famílias conturbadas ou mesmo sem famílias não desenvolvem a delinqüência, enquanto seus irmãos, que vivenciam o mesmo ambiente, sim.</p>
<p>Observa-se, variavelmente em diversas estatísticas, que muitos pais de delinqüentes sofrem de psicopatologias‚ assim como histórias de crianças com perturbações comportamentais graves podem revelar, muitas vezes, um quadro de abuso físico e/ou sexual por adultos, geralmente os pais e padrastos.</p>
<p>Existem estudos mostrando relações entre certos tipos de violência episódica e transtornos do SNC (veja Violência e Psiquiatria), particularmente do sistema límbico. Alguns portadores de Transtornos de Conduta podem mostrar, no exame clínico, sinais e sintomas indicativos de algum tipo de disfunção cerebral.</p>
<p>Uma das ocorrências neuropsiquiátricas mais comumente encontradas nos Transtornos de Conduta é o de Hiperatividade com Déficit de Atenção, outras vezes o diagnóstico se confunde com casos atípicos de depressão grave em crianças e adolescentes.</p>
<p>Tratamento</p>
<p>Um dos fatores que mais desanimam a psiquiatria em relação aos portadores deTranstornos de Conduta é o fato de não haver nenhum tratamento efetivo e reconhecido especificamente para esse estado. Este é um fator que contribui, significativamente, para alguns autores não considerarem este modo de reagir à vida como doença. Tratar-se-ia de uma alteração qualitativa do caráter que caracteriza uma maneira de ser, não exatamente um processo ou desenvolvimento patológico.</p>
<p>Evidentemente quando esse Transtorno de Conduta reflete uma depressão subjacente ou uma Hiperatividade o tratamento é dirigido para esses estados patológicos de base e, é claro, o prognóstico é substancialmente melhor (veja tratamento da Depressão Infantil e da Hiperatividade). Outros programas têm tentado lidar com o comportamento disruptivo dessas crianças com fármacos, tais como o carbonato de lítio, a carbamazepina ou antidepressivos, conforme o caso.</p>
<p>Fonte:  http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO%2FLerNoticia&amp;idNoticia=136</p>
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