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	<title>Compulsãoalimentar - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Compulsão alimentar na infância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Sep 2017 14:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A compulsão alimentar, do inglês binge eating, caracteriza-se por um consumo alimentar maior que o normal em um curto período de tempo, com sensação de descontrole. Na compulsão alimentar, não ocorre mecanismos compensatórios, o que significa que a pessoa ingere grande quantidade de comida e mesmo assim não tenta compensar essa ingestão com vômitos, dietas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A compulsão alimentar, do inglês <em>binge eating</em>, caracteriza-se por um consumo alimentar maior que o normal em um curto período de tempo, com sensação de descontrole. Na compulsão alimentar, não ocorre mecanismos compensatórios, o que significa que a pessoa ingere grande quantidade de comida e mesmo assim não tenta compensar essa ingestão com vômitos, dietas restritivas ou excesso de atividade física como acontece em outros casos.</p>
<p>Por ser um dos grandes fatores de risco para a saúde fisiológica e psíquica, a compulsão alimentar deve ser melhor estudada, principalmente em crianças e adolescentes.</p>
<p>Na maioria das vezes é difícil para os pais perceberem precocemente esta condição, pois uma vez que as crianças estão se alimentando, não são motivo de preocupação. Porém, o problema em geral só é reconhecido de fato quando o pediatra, o nutricionista, familiares ou em alguns casos os próprios pais, percebem alguma dificuldade na criança.</p>
<p>Além disso, diversos problemas de saúde podem surgir, como por exemplo, dificuldade nos movimentos, simples cansaço, baixa agilidade aos esportes, exclusão e “piadas” por parte dos colegas de turma, isolamento social, pressão alta, elevação nos níveis de colesterol e glicemia, apneia do sono, problemas gastrointestinais, baixa autoestima e pressão social. Vale ressaltar ainda, que pais que utilizam o alimento como forma de recompensa ou criticam constantemente o corpo de seus filhos, são comportamentos que podem levar à compulsão alimentar.</p>
<p>Para que seja feito o diagnóstico de compulsão alimentar é necessário o exame físico, testes laboratoriais, exame psicológico, dentre outros específicos, caso seja necessário. Uma vez diagnosticado, os objetivos são: reduzir os episódios de compulsão, identificar e trabalhar os aspectos emocionais que tenham desencadeado o problema, reduzir peso (se necessário), estabelecer um plano de alimentação saudável e atividade física.</p>
<p>É muito importante a atuação de uma equipe multidisciplinar (pediatra, nutricionista e psicólogo) no processo de recuperação da criança ou do adolescente com compulsão alimentar. A Psicologia trabalha com as dificuldades emocionais frente à condição existente, e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma intervenção psicoterápica considerada eficaz para esses casos.</p>
<p>Além de técnicas cognitivas, a TCC também utiliza de técnicas comportamentais para ajudar na modificação dos hábitos alimentares como a auto monitoração, técnicas para controle de estímulos associado às situações que favorecem a recorrência da compulsão e o treinamento em resolução de problemas, ajudando o paciente a desenvolver estratégias alternativas para enfrentar suas dificuldades sem recorrer à alimentação inadequada e também estratégias para prevenção de recaídas.</p>
<p>É importante ressaltar ainda, que o envolvimento da família é fundamental, já que os pais e/ou responsáveis precisam ser informados e auxiliados no manejo deste problema. Por isso, fiquem atentos e procurem ajuda se observar em seus filhos o consumo alimentar exagerado relacionado à ansiedade, obesidade na fase inicial da infância, envolvimento precoce em programas de dietas, preocupação excessiva com as calorias dos alimentos, demasiada preocupação com a imagem corporal e baixa autoestima.</p>
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