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	<title>beck - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>beck - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Os pensamentos automáticos</title>
		<link>https://casule.com/blog/os-pensamentos-automaticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2015 22:00:26 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2362" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault.jpg" alt="maxresdefault" width="600" height="253" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-300x126.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-768x323.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-610x257.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-980x412.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-480x202.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-600x253.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para Beck, o modelo de funcionamento mental está baseado em um processo em que estão interligados pensamentos, sentimentos e comportamentos. Nele, esses três fatores estão interligados e se influenciam mutuamente. Dessa forma entendemos que determinados pensamentos nos geram alguns sentimentos e diante disso agimos conforme esse mecanismo. Destacamos que o evento em si não gera as emoções, mas sim o que pensamos sobre o evento. Esse processo funciona como um ciclo, portanto, um sentimento pode gerar um pensamento e comportamento, ou um comportamento provocar os outros dois. Um evento comum pode gerar diferentes formas de sentir e agir em diferentes pessoas, mas não é o evento em si que gera esses comportamentos e sentimentos, mas sim sobre o que nós pensamos sobre o evento. Ou seja, o que pensamos influencia nossas emoções e comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Beck, os pensamentos disfuncionais são comuns a todos os distúrbios psicológicos. Em termos psicopatológicos, a perspectiva cognitiva atenta sobre representações cognitivas conscientes de cada indivíduo, essenciais ao funcionamento mental, normal e patológico. Os sintomas aparecem a partir de comportamentos e representações cognitivas disfuncionais, aprendidas e reforçadas pela experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">A Terapia Cognitivo-Comportamental atua nas mudanças dos pensamentos automáticos, almejando eliminar as reações prejudiciais; reestrutura as crenças intermediárias, mudando conclusões do paciente sobre eventos e percepções deles; e amplia a concepção das situações em que o paciente está envolvido, estabelecendo comportamentos alternativos, resolução de problemas, entre outros. Além disso, busca atuar nas crenças centrais para diminuir a formação e reforços de novas crenças que podem surgir, diminuindo a recaída e interrompendo o ciclo em que as reações inadequadas reforçam as crenças mal adaptadas e geram novos pensamentos automáticos e comportamentos inadequados. Apostamos no alívio das angústias, ansiedades e outros transtornos, através das alterações provocadas no modo como a pessoa percebe e se comporta no mundo e em suas relações, buscando sempre a harmonia entre seus pensamentos e sentimentos, tornando-a mais adaptada e funcional para seu ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;"><u>Pensamentos Automáticos</u> seria o nível mais superficial do pensamento. Caracterizam-se por serem rápidos, repentinos, involuntários. Podem ser ativados por eventos internos ou externos e existem em duas formas: em forma de palavras não faladas e de imagens;</p>
<p style="text-align: justify;">Este vídeo fala dos pensamentos automáticos, distorções cognitivas e como melhorar seu bem estar de maneira lúdica e didática. Foi traduzido e legendado sem fins lucrativos, original publicado por WatchWellCast.</p>
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<p>Nayara Benevenuto Peron</p>
<p>Psicóloga e Terapeuta Cognitivo-Comportamental</p>
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		<title>Perturbação de personalidade narcísica</title>
		<link>https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-narcisica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 20:06:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Perturbação de personalidade narcísica O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. [&#8230;]</p>
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<h1>Perturbação de personalidade narcísica</h1>
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<div class="pf-content">
<p>O termo narcisismo tem as suas origens no clássico mito grego de Narciso, um jovem belo, confinado pelos deuses a nunca se conhecer a si mesmo e condenado a um amor impossível de consumar. Despertava o amor das jovens gregas e das ninfas, mas era arrogante e desprezava-as, tratando-as com indiferença. Um dia, Narciso aproximou-se de um lago e apaixonou-se pela sua própria imagem ao vê-la reflectida na água, lançando-se ao lago para se unir aquele por quem se apaixonara – ele próprio.</p>
<p>Daqui surge o termo de “personalidade narcísica”, a qual tentaremos explicar de acordo com o ponto de vista de um leitor com esta personalidade.</p>
<p>Provavelmente sente, muitas vezes, que as pessoas que o(a) rodeiam têm vários defeitos. Parece que na maioria das vezes, essas não estão comparativamente à sua altura. Como se não compreendessem as suas qualidades, fossem incapazes de as reconhecer e validar de acordo com aquele que acredita ser o seu verdadeiro valor. Tendencialmente sente que só as pessoas de elevado estatuto, valor e importância é que conseguem estar ao seu nível, sendo naturalmente a essas que procura recorrer.</p>
<p>Sentir que não é suficientemente reconhecido pela maioria das pessoas é realmente intolerável. Por isso, tenta ainda mais explicitamente demonstrar ou tornar claro aos outros aquele que acredita ser o seu real valor. Procura sistematicamente que as pessoas o reconheçam, apreciem e valorizem. Ao mesmo tempo, é como se a sua auto-estima fosse muito frágil, o que faz com que tenha medo que os outros o(a) avaliem de forma negativa. E por vezes este medo é tão grande, que mesmo antes que eles o(a) possam rejeitar, torna-se imperativo desvalorizá-los.</p>
<p>Parece surgir um padrão de relações instável, uma vez que torna-se impossível manter relações estáveis e seguras com as pessoas que o(a) rodeiam já que estas parecem nunca o(a) compreender ou valorizar como desejaria. Há um desejo de ser o centro das atenções, mas as pessoas com quem interage acusam-no constantemente de se gabar e de ser pretensioso(a). Ao ouvir isto pode sentir o despertar de uma grande fúria.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há alguma dificuldade em identificar os sentimentos dos outros, em colocar-se no seu lugar e em validar as suas experiências. É que ainda por cima, quando eles parecem ser melhor sucedidos, surge uma ponta de inveja. Por vezes, os outros podem acusá-lo de ter um comportamento altivo, arrogante e de ser incapaz de amparar as suas vulnerabilidades sem os criticar.</p>
<p>As suas relações amorosas também parecem falhar sucessivamente e provavelmente sente que a maior parte das pessoas acabou por se afastar de si. Se por um lado não compreende o porquê disso acontecer, por outro lado não atribui muita importância a esses afastamentos. Como se existisse um lado de si com medo de continuar a ser desvalorizado pelas pessoas que o rodeiam e por isso também não precisasse delas por perto.<br />
Uma vez que existe a expectativa de que os outros não irão gostar de si, então exige muito desses ao mesmo tempo que dá-lhes pouco de si, não os deixando aproximar-se em demasia. É como se existisse um lado seu que procurasse intimidade nas relações com os outros, e outro lado que se sentisse extremamente inconfortável quando esta intimidade se gera. Afinal, acredita que se a outra pessoa descobrisse uma falha sua, poderia rejeitá-lo(a) e humilhá-lo(a). Porém, se isto eventualmente acontecesse, rapidamente encontraria uma forma de evitar isso, demonstrando a forma como acredita ser superior a essa pessoa.</p>
<p>Os traços de personalidade narcísica surgem, normalmente, no início da idade adulta e manifestam-se nos mais diversos contextos da vida da pessoa. A prevalência na população geral é de menos de 1%, sendo que na população psiquiátrica varia entre 2% a 16%. De salientar que é mais frequente nos homens (50% a 75%).</p>
<p>Um padrão invasivo de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por pelo menos cinco dos seguintes critérios:<br />
(1) sentimento grandioso da própria importância (por ex., exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis);<br />
(2) preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal;<br />
(3) crença de ser “especial” e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada;<br />
(4) exigência de admiração excessiva;<br />
(5) sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas;<br />
(6) é explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos;<br />
(7) ausência de empatia: relutante em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias;<br />
(8) frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia;<br />
(9) comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como intervir?</h2>
<p>O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado. Neste espaço, pretende-se:<br />
•    Criar um clima de segurança em que se sinta compreendido e cuidado;<br />
•    Aumentar a tendência para agir com sucesso, estabelecendo objectivos alcançáveis;<br />
•    Compreender a ligação entre forma como age e a forma como isso o torna mais vulnerável à crítica dos outros;<br />
•    Diminuir as interacções potencialmente arrogantes para com os outros;<br />
•    Ajudá-lo a lidar com imperfeições e as suas vulnerabilidades;<br />
•    Aumentar a consciência das suas emoções e auto-controlo;<br />
•    Diminuir possíveis explosões de fúria;<br />
•    Melhorar as relações com os outros.</p>
<p>Este é um trabalho prático e os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.</p>
</div>
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		<item>
		<title>Perturbação de Pós-Stress Traumático</title>
		<link>https://casule.com/blog/perturbacao-de-pos-stress-traumatico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2014 16:48:23 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1153" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/stressed-man-e1415119667677.jpg" alt="stressed-man" width="600" height="408" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/stressed-man-e1415119667677.jpg 600w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/stressed-man-e1415119667677-300x204.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/stressed-man-e1415119667677-480x326.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>A Perturbação Pós-Stress Traumático (PPST) é um problema de ansiedade que surge, como o próprio nome indica, depois de uma pessoa ter sido exposta a um acontecimento que constituiu um trauma psicológico.</p>
<p>Se já foi exposto a um acontecimento que constitui um trauma psicológico é possível que tenha desenvolvido um problema de ansiedade relacionado com essa situação. Habitualmente, trata-se de um acontecimento que foi uma ameaça à sua segurança ou à sua vida, em que terá sentido medo, desespero, falta de ajuda ou horror intenso.</p>
<p>Alguns exemplos de acontecimentos traumáticos:</p>
<p>Provocados por seres humanos: assalto, violação, abuso, tortura, guerra;<br />
Provocados por acidentes: automóveis e transportes em geral, trabalho;<br />
Provocados por fenómenos da natureza: incêndios, inundações, tempestades, terramotos.<br />
O que os estudos da comunidade científica nos informam é que o número de pessoas a sofrerem desta perturbação ronda os 8% nos Estados Unidos da América. Existem, mesmo, alguns autores que começam em falar em proporções assustadoramente superiores. Embora gostássemos de lhe dar números sobre a realidade portuguesa, actualmente, ainda não existe informação quanto à prevalência na população em geral nos outros países.</p>
<p>Um factor que deverá ter em conta para a compreensão desta perturbação é que ela muitas vezes manifesta-se sem que todos os critérios de diagnóstico estejam preenchidos. Dá-se a esta configuração o nome de PPST sub-clínico e, embora possa passar despercebida, origina igual sofrimento à vítima do trauma. A PPST pode ocorrer em qualquer idade, porque podemos sempre estar sujeitos a um acontecimento traumático. Se este é o seu caso, a memória de um acontecimento traumático poderá ter começado a condicionar, em larga medida, o seu pensamento e desde então, é como se lhe tivesse sido retirado o significado da sua vida.</p>
<p>Fonte:  http://oficinadepsicologia.com/sobre-ansiedade/pos-stress-traumatico</p>
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		<item>
		<title>O que é a Personalidade Borderline?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-e-personalidade-borderline/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2014 12:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontra-se entre o tipo de personalidade mais amplamente estudado em psicologia, em virtude das suas características tão amplas, desafiadoras e peculiares. Os traços borderline na personalidade denotam a presença de um padrão global de instabilidade na forma habitual de funcionar que afecta as relações com os outros, a imagem que tem de si e os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Encontra-se entre o tipo de personalidade mais amplamente estudado em psicologia, em virtude das suas características tão amplas, desafiadoras e peculiares.<br />
Os traços borderline na personalidade denotam a presença de um padrão global de instabilidade na forma habitual de funcionar que afecta as relações com os outros, a imagem que tem de si e os afectos, bem como o comportamento, no qual existe um reduzido controlo de impulsos. Essa instabilidade está provavelmente a ter um impacto negativo no seu dia-a-dia numa variedade de contextos, nos domínios social, familiar e profissional. Como resultado dessas especificidades na sua maneira de pensar, sentir e agir, poderá sentir um grande desconforto ou sofrimento pelo rumo que a sua vida está a tomar. Parece que uma enorme desorganização e caos se instalaram, nada tem um objectivo ou sentido.</p>
<p>Está por isso convidado a continuar atento e a perceber por si mesmo se os exemplos partilhados se aproximam da experiência subjetiva vivenciada nos últimos tempos.</p>
<p>Se, por um lado, talvez se sinta frágil e vulnerável, por outro lado, talvez creia que o mundo parece ser um local mau, perigoso e as pessoas não são de confiança. Por vezes, chega mesmo a questionar a utilidade de confiar em si próprio(a), em atender ao que sente que precisa ou quer e em que é capaz de cuidar sozinho(a) de si.</p>
<p>As relações estabelecidas com os outros, apesar de muito intensas, poderão ser particularmente instáveis, marcadas por desapontamentos. Poderá criar, com as pessoas de quem se aproxima, laços de uma dependência muito forte, pois deseja ser cuidado(a), amado(a) e confiar nesses. A pessoa a quem se liga torna-se uma figura sem defeitos, que se reveste de uma grande importância, que se torna o seu apoio emocional. Esta relação de dependência dará origem a uma necessidade de atenção e cuidado permanente, a qual é particularmente intensa. Porém, receia paralelamente essa dependência, teme confiar nessa pessoa que tanto ama, pois sente um medo terrível de ser abandonado(a). Tudo isto porque é particularmente doloroso e difícil lidar com a perda ou abandono de pessoas significativas (por exemplo, término de relação amorosa, morte, ausência temporária de pessoa importante). Assim, quando sente que há um afastamento, por mais pequeno que seja, este amor transforma-se numa zanga profunda, em ressentimento.</p>
<p>Encontra-se bastante sensível a qualquer comportamento que possa ser percebido como rejeitante: um atraso a um encontro, um esquecimento de telefonar, uma desmarcação ou até uma ausência por doença ou férias de uma pessoa importante, mudando rapidamente de opinião acerca daqueles que ama. Como se em determinados momentos essas pessoas significativas pudessem ser vistas como sensíveis, cuidadores e protetoras, merecendo ser intensamente amadas, mas noutros momentos, o fizessem sentir negligenciado e traído, o que desperta em si um ódio ou zanga profunda. Isso é compreensível pois, provavelmente, antecipa que a tão indesejável e insuportável rejeição se venha a concretizar. Há por isso que evitá-la a todo o custo. Nesses momentos, podem surgir explosões de raiva e violência difíceis de controlar, com exigência de melhor cuidado e dedicação que o outro sente como exagerado e raramente compreende, ao mesmo tempo que expressa uma intensa frustração.</p>
<p>Manter um estado de humor estável é particularmente difícil. É frequente que, de forma repentina e sem explicação, dê por si a sentir-se angustiado(a), irritado(a) ou apático e noutros momentos cheio de energia e eufórico.</p>
<p>As relações com o sexo oposto podem ser provavelmente numerosas e breves. Deseja incessantemente relações românticas significativas e próximas. Quando deixado(a) sozinho(a), sente um vazio profundo e uma solidão intolerável. Provavelmente, será difícil para si encontrar estabilidade interior, pois parece sentir tédio sempre que a sua vida encontra maior serenidade ou tranquilidade. Numa procura incessante de emoções e agitação, talvez de uma forma impulsiva se envolva em consumos excessivos de substâncias, atividade sexual arriscada e com múltiplos parceiros, condução imprudente, ou até gastos financeiros excessivos.</p>
<p>Em certos momentos poderá sentir culpa, vivenciando episódios de ansiedade e depressão, o que talvez leve a que se envolva noutro tipo de comportamentos auto – destrutivos. Incapaz de lidar com a dor sentida na sequência de situações que percepciona como formas de abandono, rejeição ou de retirada de investimento emocional, debaixo de um profundo desespero, poderá apresentar gestos de violência direcionada contra si próprio(a). Esses comportamentos podem envolver a auto – mutilação do seu corpo, por corte ou queimadura, e, em casos limite, tentativas de suicídio.</p>
<p>A sua identidade, a imagem ou sentimento que possui de si próprio(a), parece ser marcada por uma instabilidade e indefinição persistente. Talvez por momentos não saiba quem é, deseje ser diferente de quem é, ou não queira estar como e onde está. Os seus objectivos de vida e valores são frequentemente variáveis, o que pode por exemplo conduzir a alterações repetidas nas preferências vocacionais ou até no emprego.</p>
<p>Durante períodos de stress, esta desagregação interna e externa sentida torna mais propícia uma alteração plena e realista da consciência no aqui e agora. Talvez tenha a sensação de que, por momentos, é um simplesmente um observador que assiste do exterior aos eventos e acontecimentos da sua própria vida.</p>
<p>Estima-se que a presença de traços borderline na personalidade encontra-se em cerca de 2 % da população em geral e em 30% a 60% da população com perturbações de personalidade. Ressalta-se que é mais frequente no sexo feminino e em familiares diretos com a perturbação. Há um aumento de risco familiar para perturbações relacionadas com substâncias, perturbação anti-social da personalidade e perturbações de humor.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1137" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2.jpg" alt="esquizo2" width="562" height="750" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2.jpg 562w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2-225x300.jpg 225w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2-480x641.jpg 480w" sizes="(max-width: 562px) 100vw, 562px" /></p>
<p>Poderão estar todos ou apenas cinco dos sintomas mencionados:<br />
(1)    esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado;<br />
(2)    um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;<br />
(3)    perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self;<br />
(4)    impulsividade em pelo menos duas das áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex. sexo, gastos financeiros, abuso de substâncias, condução imprudente, comer compulsivamente);<br />
(5)    recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento de automutilação;<br />
(6)    instabilidade afectiva devido a acentuada reatividade do humor (por ex. episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade, geralmente durando algumas horas e apenas raramente alguns dias);<br />
(7)    sentimentos crónicos de vazio;<br />
(8)   raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex. demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, agressões corporais recorrentes);<br />
(9)    ideação paranóide transitória e relacionada com stress ou sintomas dissociativos.<br />
Como intervir?<br />
O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado na procura de um maior alívio para as suas dificuldades. Tudo isto para que possa adquirir maiores graus de liberdade e bem-estar na sua vida ao mesmo tempo que aprende a gerir, reduzir ou estabilizar as suas vulnerabilidades e fragilidades. Nesse espaço, pretende-se:<br />
•    Aumentar a consciência sobre padrões de pensamento, comportamento e emoção não adaptativos, construindo novas formas de pensar, agir e sentir mais satisfatórias;<br />
•    Compreender a sintomatologia descrita à luz de acontecimentos da sua história de vida passada, presente e futura;<br />
•    Diminuir o caos relacional, aumentando as competências de eficácia interpessoal em situações de conflito;<br />
•    Diminuir a instabilidade emocional, promovendo competências de regulação das emoções, controlo da raiva e de mudanças repentinas de humor;<br />
•    Desenvolver competências de controlo dos impulsos, de tolerância de mal-estar e de consciencialização;<br />
•    Estimular a reconstrução de uma auto – imagem mais coesa, minorando a confusão sentida acerca de si próprio.</p>
<p>Este é um trabalho prático, que poderá nalguns momentos envolver familiares e amigos se isso for vantajoso. Os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.</p>
<p>Fonte:  http://oficinadepsicologia.com/perturbacoes-de-personalidade/estado-limite</p>
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		<title>Reformulações teórico-práticas da Terapia Cognitiva por Aaron Beck</title>
		<link>https://casule.com/blog/reformulacoes-teorico-praticas-da-terapia-cognitiva-por-aaron-beck/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Schumann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2014 12:26:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[beck]]></category>
		<category><![CDATA[reformulações]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aaron Beck publica um novo artigo propondo avanços tanto teóricos quanto práticos sobre a  Terapia Cognitiva. Beck e Haigh nomearam a nova proposta de &#8220;Modelo Cognitivo Genérico&#8221; e trazem exemplos de aplicações da Terapia Cognitiva Comportamental para a prática clínica e tratamento de diversos transtornos. Vale a pena conferir! Link para download do arquivo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aaron Beck publica um novo artigo propondo avanços tanto teóricos quanto práticos sobre a  Terapia Cognitiva. Beck e Haigh nomearam a nova proposta de &#8220;Modelo Cognitivo Genérico&#8221; e trazem exemplos de aplicações da Terapia Cognitiva Comportamental para a prática clínica e tratamento de diversos transtornos. Vale a pena conferir! <a href="https://www.dropbox.com/s/j6i2ejdscazyfs9/Generic%20Cog%20Model%20article.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Link para download do arquivo</a>.</p>
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