<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>alextimia - Casule Saúde e Bem-estar</title>
	<atom:link href="https://casule.com/tag/alextimia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://casule.com/tag/alextimia/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Dec 2014 20:59:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://casule.com/wp-content/uploads/2019/07/cropped-favicon-casule-am-1-32x32.png</url>
	<title>alextimia - Casule Saúde e Bem-estar</title>
	<link>https://casule.com/tag/alextimia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Depressão Major</title>
		<link>https://casule.com/blog/depressao-major/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2014 20:59:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#estresse]]></category>
		<category><![CDATA[#psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adultos]]></category>
		<category><![CDATA[alextimia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ataque de pânico]]></category>
		<category><![CDATA[casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=1225</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Depressão Major é também conhecida por depressão unipolar, como referência à presença de apenas um pólo, ou humor extremo, neste caso o depressivo, por oposto à depressão bipolar, composta pela alternância entre humor depressivo e mania (euforia, intensa agitação e actividade). As pessoas reagem de formas diferentes na depressão major. Algumas apresentam dificuldades de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/depressao-major/">Depressão Major</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Depressão Major é também conhecida por depressão unipolar, como referência à presença de apenas um pólo, ou humor extremo, neste caso o depressivo, por oposto à depressão bipolar, composta pela alternância entre humor depressivo e mania (euforia, intensa agitação e actividade).</p>
<p>As pessoas reagem de formas diferentes na depressão major. Algumas apresentam dificuldades de sono, perdem peso e sentem-se genericamente agitadas e irritáveis. Outras podem dormir e comer em excesso e sentirem-se sem valor e dominadas por sentimentos de culpabilização. Ainda outras podem estar aparentemente bem, funcionarem bem no trabalho e aparentarem bem-estar em situações sociais, enquanto, lá no fundo, se sentem verdadeiramente deprimidas e sem interesse pela vida. Não existe uma forma única de viver a depressão – no entanto, a maior parte das pessoas fica dominada ou por um humor depressivo ou por uma perda generalizada de interesse nas actividades que anteriormente a interessavam, ou por uma conjugação destes dois aspectos. Além disso, apresentam outros sintomas físicos e mentais que podem incluir fadiga, dificuldades de concentração e memória, sentimentos de impotência e desespero, dores de cabeça, dores no corpo e pensamentos suicidas.</p>
<p>Nos adultos, a depressão major afecta duas vezes mais mulheres do que homens. Em ambos, é mais comum na faixa etária dos 25-44 anos, sendo mais provável afectar pessoas na casa dos vinte anos, ainda que a idade dos primeiros sintomas tenha vindo a diminuir ao longo do tempo. Nas crianças, a depressão clínica afecta uma proporção idêntica de rapazes e raparigas. Ao longo de toda a vida, a depressão irá afectar 10 – 25% de mulheres e 5 – 12% de homens. Em qualquer momento que se observe a população, 5 a 9% das mulheres e 2 a 3% dos homens estarão deprimidos. As pessoas com um dos pais ou irmãos que tiverem sofrido de depressão major têm 1,5 a 3 vezes mais probabilidades de vir a sofrer da mesma perturbação.</p>
<p>Para aqueles que têm episódios recorrentes de depressão major, o curso desta perturbação varia. Algumas pessoas têm crises depressivas separadas por vários anos sem qualquer sintomatologia enquanto outras podem ter períodos ao longo do tempo com vários episódios. Ainda outras podem ter crises depressivas progressivamente mais frequentes à medida que envelhecem. Alguns estudos têm vindo a identificar que quanto mais episódios depressivos uma pessoa vai tendo, assim vai diminuindo o intervalo entre eles. Além disso o número de episódios depressivos que uma pessoa teve serve como critério de previsão de próximos: das pessoas que tiveram uma única crise, 50 a 60% podem vir a sofrer um segundo episódio de depressão; dos que tiveram dois, 70% pode vir a sofrer um terceiro e 90% das pessoas que tiveram 3 episódios de depressão poderão vir a sofrer um quarto.</p>
<p>Cerca de dois terços das pessoas que têm um episódio depressivo major recuperam totalmente; o outro terço pode não conseguir ultrapassar a crise ou apenas recuperar parcialmente – neste caso, a probabilidade de vir a sofrer de nova crise depressiva major é mais elevada.</p>
<p>Diagnóstico diferencial</p>
<p>1 A pessoa tem um episódio depressivo único:Para se considerar um episódio depressivo a pessoa tem de ter apresentado, pelo menos, 5 dos 9 sintomas abaixo, durante 2 ou mais semanas consecutivas, a maior parte do tempo quase todos os dias, e estes sintomas deverão ter representado uma mudança face ao seu funcionamento anterior. Um dos sintomas tem de ter sido ou (a) humor depressivo (em crianças e adolescentes, pode corresponder a irritabilidade) ou (b) perda de interesse ou prazer, na maioria ou em todas as actividades. c)Uma perda ou ganho de peso significativos (ex: 5% ou mais de alteração no peso ao longo de 1 mês, sem esforço de regime alimentar); pode ser, igualmente, apenas aumento ou diminuição de apetite; nas crianças, este sintoma pode surgir como não ganharem o peso esperado face ao crescimento. d) Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir (insónia) ou dormir mais do que o habitual (hipersónia). e)Comportamento agitado ou lentificado, de uma forma observável para os outros. f) Fadiga ou decréscimo de energia g) Sentimentos de desvalorização pessoal ou de culpabilização elevada (não referente ao facto de estar doente). h) Dificuldades de raciocínio, concentração ou tomada de decisões. i) Pensamentos frequentes sobre morte ou suicídio (com ou sem um plano específico) ou tentativa de suicídio.<br />
Os sintomas não indicam um episódio misto<br />
Os sintomas causam grande perturbação ou dificuldades de funcionamento familiar, ocupacional ou outras áreas importantes<br />
Os sintomas não são causados por abuso de substâncias (ex: álcool, drogas, medicamentos) ou por doença do foro orgânico<br />
Os sintomas não se devem a um processo de luto ou morte de um ente querido, mantêm-se durante mais de 2 meses, ou incluem grande dificuldade no funcionamento quotidiano, pensamentos frequentes de desvalorização pessoal, ideação suicida, sintomas psicóticos ou comportamento lentificado (psicomotricidade retardada).<br />
Não existe outra perturbação que explique melhor a sintomatologia<br />
A pessoa nunca teve um episódio maníaco, misto ou hipomaníaco (a não ser que tenha sido um episódio causado por uma doença médica ou pela utilização de uma substância química)</p>
<p>Distimia</p>
<p>1 A pessoa tem humor depressivo a maior parte do tempo, quase todos os dias, durante pelo menos 2 anos. As crianças e os adolescentes podem apresentar irritabilidade e basta uma duração de um ano.<br />
Quando deprimida, a pessoa exibe pelo menos dois dos seguintes sintomas:<br />
Comer em demasia ou perda de apetite<br />
Dormir demais ou dificuldades em dormir<br />
Fadiga, falta de energia<br />
Baixa auto-estima<br />
Dificuldades de concentração ou tomada de decisão<br />
Sensação de impotência<br />
Durante o período de dois anos (um para crianças e adolescentes) não existiu nenhum período assintomático.<br />
Durante esse período (2 anos adultos, 1 ano crianças/adolescentes) não existiu nenhum episódio de depressão major<br />
Não existiu nenhum episódio maníaco, misto ou hipomaníaco<br />
Os sintomas não ocorrem apenas na presença de outra perturbação crónica<br />
Os sintomas causam forte perturbação ou dificuldades no funcionamento familiar, ocupacional ou outra área importante.</p>
<p>Estima-se que 10 a 25% das pessoas que reúnem critérios clínicos para um diagnóstico de depressão major, sofreram previamente de distimia.</p>
<p>O desenvolvimento da depressão major pode estar relacionada com algumas doenças orgânicas – cerca de 20 a 25% de pessoas afectadas por doenças oncológicas, acidentes cardiovasculares ou diabetes desenvolvem depressão major durante a doença. A intervenção nas doenças resulta mais complicada quando ocorrem em simultâneo com a depressão e o prognóstico do problema médico é menos positivo, o que faz sugerir fortemente um acompanhamento simultâneo psicoterapêutico, para resolução da depressão.</p>
<p>Frequentemente, outras situações do foro psicológico/psiquiátrico co-existem com a depressão major, como, por exemplo; o alcoolismo e toxicodependência, as perturbações de ansiedade, as perturbações de comportamento alimentar e a perturbação borderline da personalidade.</p>
<p>A gravidade da depressão major é indicada por alguns dados apontam que uma taxa de 15% de suicídio.</p>
<p>Distimia<br />
As pessoas com distimia sentem pouca ou nenhuma alegria nas suas vidas – em vez disso, as suas vidas são bastante sombrias a maioria do tempo. Se sofrer de distimia, é provável que tenha dificuldade em recordar-se de momentos em que se sentiu feliz, entusiasmado ou inspirado, parecendo que esteve deprimido toda a sua vida. Provavelmente, é-lhe difícil ter prazer nas suas actividades ou divertir-se; em vez disso, instala-se a falta de vontade de fazer coisas e a tendência para o isolamento, preocupa-se frequentemente e critica-se por se sentir um falhado. Pode, igualmente, culpabilizar-se, sentir-se irritado, sem energia e ter dificuldade em dormir normalmente.</p>
<p>A distimia é uma forma de depressão, mais suave mas de maior duração, que afecta mulheres duas a três vezes mais do que homens. O diagnóstico aplica-se quando uma pessoa demonstra um humor depressivo durante pelo menos 2 anos. Para ser aplicado a crianças, bastará um ano de duração, e, em vez de tristeza ou humor depressivo, a criança poderá demonstrar irritabilidade. As pessoas com distimia podem parecer medianamente deprimidas de uma forma crónica, a um ponto em que parece fazer parte das suas personalidades. Quando finalmente procuram tratamento, é provável que já sofram de distimia há vários anos, em média 10 desde os primeiros sintomas – como surge precocemente na vida, entre a infância e o início da idade adulta, é habitual as pessoas terem-se adaptado de tal forma que consideram a sua forma de sentir e estar como normal. Este carácter crónico e que afecta o funcionamento normal em muito menor grau leva a que a distimia passe despercebida, frequentemente e, logo, não seja tratada. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as probabilidades de recuperação. No caso das crianças, muito em particular, o diagnóstico e correcto tratamento são fundamentais para prevenir o desenvolvimento posterior de perturbações graves do humor, dificuldades académicas e sociais e, mesmo, o abuso de substâncias mais tarde.</p>
<p>Em qualquer momento, cerca de 3% da população pode sofrer de distimia. Quando existedepressão major na família, há uma maior probabilidade de se sofrer de distimia, e a distimia aumenta o risco de se vir a sofrer de depressão major – 10% das pessoas com distimia evoluem para depressão major.</p>
<p>A distimia surge, por vezes, associada com algumas perturbações de personalidade (evitante, dependente, histriónica, borderline, narcísica) e com o abuso de substâncias. A distimia nas crianças está relacionada frequentemente com perturbações da ansiedade, perturbações da aprendizagem, deficits de atenção e hiperactividade, perturbações de comportamento e atraso cognitivo.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/depressao-major/">Depressão Major</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Xixis</title>
		<link>https://casule.com/blog/xixis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2014 17:28:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#emoções]]></category>
		<category><![CDATA[adultos]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[alextimia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ataque de pânico]]></category>
		<category><![CDATA[casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[descontrole]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=1193</guid>

					<description><![CDATA[<p>Xixis Deixar as fraldas nem sempre é fácil para as crianças e consequentemente, para os pais. É a preocupação: Será que é normal não deixar as fraldas já? Passa-se algo de errado? E depois as tentativas e os lençóis que ficam molhados e a roupa para lavar porque mais uma vez não foi possível. Depois [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/xixis/">Xixis</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Xixis<br />
Deixar as fraldas nem sempre é fácil para as crianças e consequentemente, para os pais. É a preocupação: Será que é normal não deixar as fraldas já? Passa-se algo de errado? E depois as tentativas e os lençóis que ficam molhados e a roupa para lavar porque mais uma vez não foi possível.<br />
Depois há os casos em que deixa de dia e nunca mais consegue deixar de noite e as crianças que já deixaram e voltam a fazer xixi novamente, aparentemente sem razão. É importante avaliar e perceber o que pode estar a acontecer.</p>
<p>Talvez queira experimentar algumas dicas, enquanto não começamos a trabalhar consigo e com o seu filho:</p>
<p>Se ainda frequentar o Jardim-de-Infância, converse com a educadora e alinhem estratégias;<br />
Encontre situações em que possa promover o crescimento e autonomia do seu filho, valorizando-o por estar crescido;<br />
Faça uma consulta com o pediatra e exponha o problema.<br />
Este tipo de comportamentos pode ter a sua origem nas mais variadas situações:</p>
<p>Nascimento de um irmão;<br />
Instabilidade familiar;<br />
Dificuldades de adaptação à escolar;<br />
Mudanças significativas na vida da criança.</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/xixis/">Xixis</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é a Personalidade Borderline?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-e-personalidade-borderline/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2014 12:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[alextimia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ataque de pânico]]></category>
		<category><![CDATA[beck]]></category>
		<category><![CDATA[bipolar]]></category>
		<category><![CDATA[descontrole]]></category>
		<category><![CDATA[frustração]]></category>
		<category><![CDATA[http://oficinadepsicologia.com/perturbacoes-de-personalidade/estado-limite]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade bordeline]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva-comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=1136</guid>

					<description><![CDATA[<p>Encontra-se entre o tipo de personalidade mais amplamente estudado em psicologia, em virtude das suas características tão amplas, desafiadoras e peculiares. Os traços borderline na personalidade denotam a presença de um padrão global de instabilidade na forma habitual de funcionar que afecta as relações com os outros, a imagem que tem de si e os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/o-que-e-personalidade-borderline/">O que é a Personalidade Borderline?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encontra-se entre o tipo de personalidade mais amplamente estudado em psicologia, em virtude das suas características tão amplas, desafiadoras e peculiares.<br />
Os traços borderline na personalidade denotam a presença de um padrão global de instabilidade na forma habitual de funcionar que afecta as relações com os outros, a imagem que tem de si e os afectos, bem como o comportamento, no qual existe um reduzido controlo de impulsos. Essa instabilidade está provavelmente a ter um impacto negativo no seu dia-a-dia numa variedade de contextos, nos domínios social, familiar e profissional. Como resultado dessas especificidades na sua maneira de pensar, sentir e agir, poderá sentir um grande desconforto ou sofrimento pelo rumo que a sua vida está a tomar. Parece que uma enorme desorganização e caos se instalaram, nada tem um objectivo ou sentido.</p>
<p>Está por isso convidado a continuar atento e a perceber por si mesmo se os exemplos partilhados se aproximam da experiência subjetiva vivenciada nos últimos tempos.</p>
<p>Se, por um lado, talvez se sinta frágil e vulnerável, por outro lado, talvez creia que o mundo parece ser um local mau, perigoso e as pessoas não são de confiança. Por vezes, chega mesmo a questionar a utilidade de confiar em si próprio(a), em atender ao que sente que precisa ou quer e em que é capaz de cuidar sozinho(a) de si.</p>
<p>As relações estabelecidas com os outros, apesar de muito intensas, poderão ser particularmente instáveis, marcadas por desapontamentos. Poderá criar, com as pessoas de quem se aproxima, laços de uma dependência muito forte, pois deseja ser cuidado(a), amado(a) e confiar nesses. A pessoa a quem se liga torna-se uma figura sem defeitos, que se reveste de uma grande importância, que se torna o seu apoio emocional. Esta relação de dependência dará origem a uma necessidade de atenção e cuidado permanente, a qual é particularmente intensa. Porém, receia paralelamente essa dependência, teme confiar nessa pessoa que tanto ama, pois sente um medo terrível de ser abandonado(a). Tudo isto porque é particularmente doloroso e difícil lidar com a perda ou abandono de pessoas significativas (por exemplo, término de relação amorosa, morte, ausência temporária de pessoa importante). Assim, quando sente que há um afastamento, por mais pequeno que seja, este amor transforma-se numa zanga profunda, em ressentimento.</p>
<p>Encontra-se bastante sensível a qualquer comportamento que possa ser percebido como rejeitante: um atraso a um encontro, um esquecimento de telefonar, uma desmarcação ou até uma ausência por doença ou férias de uma pessoa importante, mudando rapidamente de opinião acerca daqueles que ama. Como se em determinados momentos essas pessoas significativas pudessem ser vistas como sensíveis, cuidadores e protetoras, merecendo ser intensamente amadas, mas noutros momentos, o fizessem sentir negligenciado e traído, o que desperta em si um ódio ou zanga profunda. Isso é compreensível pois, provavelmente, antecipa que a tão indesejável e insuportável rejeição se venha a concretizar. Há por isso que evitá-la a todo o custo. Nesses momentos, podem surgir explosões de raiva e violência difíceis de controlar, com exigência de melhor cuidado e dedicação que o outro sente como exagerado e raramente compreende, ao mesmo tempo que expressa uma intensa frustração.</p>
<p>Manter um estado de humor estável é particularmente difícil. É frequente que, de forma repentina e sem explicação, dê por si a sentir-se angustiado(a), irritado(a) ou apático e noutros momentos cheio de energia e eufórico.</p>
<p>As relações com o sexo oposto podem ser provavelmente numerosas e breves. Deseja incessantemente relações românticas significativas e próximas. Quando deixado(a) sozinho(a), sente um vazio profundo e uma solidão intolerável. Provavelmente, será difícil para si encontrar estabilidade interior, pois parece sentir tédio sempre que a sua vida encontra maior serenidade ou tranquilidade. Numa procura incessante de emoções e agitação, talvez de uma forma impulsiva se envolva em consumos excessivos de substâncias, atividade sexual arriscada e com múltiplos parceiros, condução imprudente, ou até gastos financeiros excessivos.</p>
<p>Em certos momentos poderá sentir culpa, vivenciando episódios de ansiedade e depressão, o que talvez leve a que se envolva noutro tipo de comportamentos auto – destrutivos. Incapaz de lidar com a dor sentida na sequência de situações que percepciona como formas de abandono, rejeição ou de retirada de investimento emocional, debaixo de um profundo desespero, poderá apresentar gestos de violência direcionada contra si próprio(a). Esses comportamentos podem envolver a auto – mutilação do seu corpo, por corte ou queimadura, e, em casos limite, tentativas de suicídio.</p>
<p>A sua identidade, a imagem ou sentimento que possui de si próprio(a), parece ser marcada por uma instabilidade e indefinição persistente. Talvez por momentos não saiba quem é, deseje ser diferente de quem é, ou não queira estar como e onde está. Os seus objectivos de vida e valores são frequentemente variáveis, o que pode por exemplo conduzir a alterações repetidas nas preferências vocacionais ou até no emprego.</p>
<p>Durante períodos de stress, esta desagregação interna e externa sentida torna mais propícia uma alteração plena e realista da consciência no aqui e agora. Talvez tenha a sensação de que, por momentos, é um simplesmente um observador que assiste do exterior aos eventos e acontecimentos da sua própria vida.</p>
<p>Estima-se que a presença de traços borderline na personalidade encontra-se em cerca de 2 % da população em geral e em 30% a 60% da população com perturbações de personalidade. Ressalta-se que é mais frequente no sexo feminino e em familiares diretos com a perturbação. Há um aumento de risco familiar para perturbações relacionadas com substâncias, perturbação anti-social da personalidade e perturbações de humor.</p>
<p><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1137" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2.jpg" alt="esquizo2" width="562" height="750" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2.jpg 562w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2-225x300.jpg 225w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/esquizo2-480x641.jpg 480w" sizes="(max-width: 562px) 100vw, 562px" /></p>
<p>Poderão estar todos ou apenas cinco dos sintomas mencionados:<br />
(1)    esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado;<br />
(2)    um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;<br />
(3)    perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self;<br />
(4)    impulsividade em pelo menos duas das áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex. sexo, gastos financeiros, abuso de substâncias, condução imprudente, comer compulsivamente);<br />
(5)    recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento de automutilação;<br />
(6)    instabilidade afectiva devido a acentuada reatividade do humor (por ex. episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade, geralmente durando algumas horas e apenas raramente alguns dias);<br />
(7)    sentimentos crónicos de vazio;<br />
(8)   raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex. demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, agressões corporais recorrentes);<br />
(9)    ideação paranóide transitória e relacionada com stress ou sintomas dissociativos.<br />
Como intervir?<br />
O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado na procura de um maior alívio para as suas dificuldades. Tudo isto para que possa adquirir maiores graus de liberdade e bem-estar na sua vida ao mesmo tempo que aprende a gerir, reduzir ou estabilizar as suas vulnerabilidades e fragilidades. Nesse espaço, pretende-se:<br />
•    Aumentar a consciência sobre padrões de pensamento, comportamento e emoção não adaptativos, construindo novas formas de pensar, agir e sentir mais satisfatórias;<br />
•    Compreender a sintomatologia descrita à luz de acontecimentos da sua história de vida passada, presente e futura;<br />
•    Diminuir o caos relacional, aumentando as competências de eficácia interpessoal em situações de conflito;<br />
•    Diminuir a instabilidade emocional, promovendo competências de regulação das emoções, controlo da raiva e de mudanças repentinas de humor;<br />
•    Desenvolver competências de controlo dos impulsos, de tolerância de mal-estar e de consciencialização;<br />
•    Estimular a reconstrução de uma auto – imagem mais coesa, minorando a confusão sentida acerca de si próprio.</p>
<p>Este é um trabalho prático, que poderá nalguns momentos envolver familiares e amigos se isso for vantajoso. Os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.</p>
<p>Fonte:  http://oficinadepsicologia.com/perturbacoes-de-personalidade/estado-limite</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/o-que-e-personalidade-borderline/">O que é a Personalidade Borderline?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Perturbação de Personalidade Obsessivo-compulsiva</title>
		<link>https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-obsessivo-compulsiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2014 19:38:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#esgotamento]]></category>
		<category><![CDATA[#psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adultos]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[alextimia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ataque de pânico]]></category>
		<category><![CDATA[panico]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=1130</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ao longo deste texto vão sendo apresentadas especificidades que caracterizam esta forma de pensar e de fazer. Antes de lhe dar início coloque-se as seguintes perguntas: sente uma atenção extrema com organização, controlo e perfeccionismo? Tem dificuldade em ser flexível, em se adaptar a mudanças ou aprendizagens? Pois bem, se estes comportamentos estão a tomar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-obsessivo-compulsiva/">Perturbação de Personalidade Obsessivo-compulsiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo deste texto vão sendo apresentadas especificidades que caracterizam esta forma de pensar e de fazer. Antes de lhe dar início coloque-se as seguintes perguntas: sente uma atenção extrema com organização, controlo e perfeccionismo? Tem dificuldade em ser flexível, em se adaptar a mudanças ou aprendizagens? Pois bem, se estes comportamentos estão a tomar conta de si, a dominá-lo e a condicioná-lo, este texto pode bem ser o impulsionador para a resposta que procura.</p>
<p>Continue atento e perceba se se revê nos exemplos que vão sendo enunciados e se estes o descrevem de forma permanente, acabando por o prejudicar nas suas funções, papeis e actividades no dia-a-dia, nas esferas social, profissional e familiar.</p>
<p>Concretizando, perceba se se preocupa excessivamente com pormenores triviais, regras, listas, ordens, organizações ou esquemas ao ponto de perder a própria finalidade da actividade que está a realizar, ou seja, como se o essencial das tarefas que realiza acabasse por ser: cumprir de forma criteriosa as regras por si definidas. (por exemplo, não completa um projecto porque este não segue a 100% a estrutura ou os pormenores que decidiu que a ele se adequam).</p>
<p>Pode também ser tão perfeccionista que procura continuamente a perfeição em tudo o que faz, revendo as tarefas vezes sem fim, com a sensação de que há sempre mais correcções a fazer. Estas duas características contribuem para uma grande limitação em definir prioridades (por exemplo, em escolher o que é urgente – prazos – e o que é importante – objectivos).</p>
<p>Devido a este excesso de zelo pode acontecer que se dedique tanto ao trabalho, à responsabilidade e à produtividade que se afaste totalmente dos seus amigos, hobbies e lazer. Acredita que “não pode perder tempo”, o que o impede de relaxar e aproveitar os bons momentos, levando consigo tarefas de trabalho para “aproveitar bem o tempo” e assim sentir menos desconforto mesmo quando vai de férias. Até os momentos de humor e diversão são para si momentos de responsabilidade, o que deixa frustradas as pessoas que o rodeiam.</p>
<p>Existe também a possibilidade de se focar imensamente em tarefas domésticas ou de higiene, repetindo muitas acções como forma de “garantir” que tudo está organizado e limpo.</p>
<p>Uma outra característica que o pode dominar é estar hiper-consciente da moral, regras, ética ou valores ao ponto em que são elas que decidem o seu dia-a-dia, havendo grande ansiedade sempre que alguma é desrespeitada. O seu lado crítico está desenvolvido de tal forma que qualquer falha que possa cometer, em relação a estes “imperativos” o leva a sentir-se terrivelmente culpado e incapaz, procurando rapidamente a correcção meticulosa da situação (o que também é válido para as pessoas que o rodeiam, podendo criticá-las frequentemente).</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1131" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/10/toc.jpg" alt="toc" width="520" height="370" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/toc.jpg 520w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/toc-300x213.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/toc-400x284.jpg 400w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/toc-480x342.jpg 480w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /></p>
<p>Observe agora a sua casa, o seu automóvel e o seu local de trabalho. Pode sentir-se incapaz de se libertar de objectos sem utilidade, mesmo que não tenham qualquer valor sentimental, por pensar que nunca se sabe quando serão úteis, mesmo que quem o rodeie reclame com a quantidade de “tralha” acumulada.</p>
<p>Observe-se agora no seu local de trabalho, e repare como lhe é difícil delegar tarefas. Parece-lhe imprudente visto que desconfia que alguém possa realizar as tarefas que tem em mente, a não ser que siga detalhadamente o seu procedimento. É que para si, existe um modo único e rígido de realizar uma tarefa como pintar uma parede, cozinhar um bife ou enviar um email. Na verdade, é-lhe muito difícil trabalhar em equipa dado que cada pessoa tem o seu modo próprio de trabalhar.</p>
<p>A nível financeiro, existe a possibilidade de você viver abaixo das suas reais possibilidades visto lhe parecer que tem de estar preparado para qualquer eventualidade, imprevisto ou catástrofe acabando por controlar rigidamente as suas despesas, verificando constantemente o orçamento, para que não haja “derrapagens”.</p>
<p>Está tão preocupado com o modo “correcto” das tarefas serem realizadas, que não está receptivo a sugestões vindas de outros, pois é-lhe extremamente difícil ver a vida pela perspectiva deles. Para si, tudo tem de estar bem planeado e estruturado. Nada pode falhar!</p>
<p>Pode também perceber que não lhe parece natural a expressão dos afectos visto que o faz de uma forma controlada e rígida, valorizando a lógica e o intelecto em detrimento da expressão da afectividade.</p>
<p>Por fim, gostaríamos de lhe dizer que estas características presentes de forma moderada podem ser adaptativas e a verdade é que vivemos numa sociedade que valoriza e premeia algumas destas, como: a atenção ao detalhe, disciplina, controlo emocional e perseverança. No entanto, se perceber que estas características são persistentes, rígidas e desadaptativas e afectam o seu desempenho e relacionamentos, acabando por prejudicar de forma decisiva o seu bem-estar, lembre-se que estamos aqui para o ajudar a começar a libertar-se destas amarras e a encontrar novos rumos para o bem-estar!</p>
<p>fonte: http://oficinadepsicologia.com/perturbacoes-de-personalidade/obsessivo-compulsiva</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/perturbacao-de-personalidade-obsessivo-compulsiva/">Perturbação de Personalidade Obsessivo-compulsiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como lidar com um ataque de panico?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-lidar-com-um-ataque-de-panico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2014 19:47:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#emoções]]></category>
		<category><![CDATA[#esgotamento]]></category>
		<category><![CDATA[alextimia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ataque de pânico]]></category>
		<category><![CDATA[casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=1126</guid>

					<description><![CDATA[<p>sos estudos clínicos demonstram a eficácia da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no tratamento da Perturbação de Pânico. A TCC consiste em ensinar ao paciente procedimentos terapêuticos que visam a redução dos sintomas físicos da ansiedade (relaxamento e treino de respiração), da esquiva fóbica (terapia de exposição aos estímulos desencadeantes dos ataques de pânico) e a modificação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/como-lidar-com-um-ataque-de-panico/">Como lidar com um ataque de panico?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>sos estudos clínicos demonstram a eficácia da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no tratamento da Perturbação de Pânico. A TCC consiste em ensinar ao paciente procedimentos terapêuticos que visam a redução dos sintomas físicos da ansiedade (relaxamento e treino de respiração), da esquiva fóbica (terapia de exposição aos estímulos desencadeantes dos ataques de pânico) e a modificação dos pensamentos disfuncionais (reestruturação cognitiva). O tempo de duração é curto e a auto-aplicação, entre as consultas, das técnicas aprendidas é essencial para o sucesso do tratamento e para a manutenção da melhora clínica a longo prazo.</p>
<p>Descrevo as principais etapas da TCC da Perturbação de Pânico e alguns factores que podem dificultar e facilitar a resposta terapêutica. O modelo Cognitivo-Comportamental da Perturbação de Pânico procura integrar as abordagens biológicas e sociopsicológica nos procedimentos terapêuticos (Barlow, 1988). O ataque de pânico, elemento central deste transtorno, é considerado uma reacção de alerta do organismo, que pode ocorrer em situações externas, percebidas pelo indivíduo como ameaçadoras, ou sem causa aparente, por influência de factores biológicos. Possuir história pessoal ou familiar de algum transtorno ansioso e submeter-se a um período de stresse são factores que contribuem para o aumento da ansiedade geral e que facilitam o desencadeamento do primeiro ataque.</p>
<p>Com a repetição, esses ataques ficam condicionados a desencadeantes externos (locais ou situações) ou internos (pensamentos ou sensações corporais), que avaliados negativamente pelo indivíduo representam sinal de perigo iminente, de morte, de estar a enlouquecer ou a perder o controlo. Essas sensações levam a um aumento da ansiedade subjectiva, dos sintomas físicos e das antecipações catastróficas, e a pessoa torna-se apreensiva, em vigia constante, antecipando os sinais de que um novo ataque irá acontecer. Pode apresentar comportamentos de esquiva e fobias de situações em que acha que um ataque ocorrerá; de lugares de onde fugir ou escapar seja difícil; de condições em que não possa receber ajuda imediata em caso de necessidade; de sair ou ficar sozinho.</p>
<p>A Terapia Cognitivo-Comportamental da Perturbação de Pânico é composta por um conjunto de procedimentos que são utilizados de forma integrada e podem, para fins didácticos, ser subdivididos naqueles que auxiliam o paciente a lidar com os sintomas físicos da ansiedade, como o relaxamentoe as técnicas cognitivas, os que visam à redução da esquiva fóbica, como a terapia de exposição aos estímulos desencadeantes dos ataques de pânico, e a modificação dos pensamentos disfuncionais, como a reestruturação cognitiva.</p>
<p>ABORDAGEM AO TRATAMENTO<br />
O tratamento é breve quando focaliza a redução da ansiedade geral, dos ataques de pânico e da esquiva fóbica. Terapeuta e paciente trabalham em colaboração, planeando estratégias para lidar com as dificuldades expressas pela pessoa. A auto-aplicação, entre as consultas, das técnicas aprendidas é essencial para o sucesso do tratamento e para a manutenção da melhora clínica a longo prazo. As sessões são planeadas através de uma agenda que contém os alvos e as metas a serem alcançados na semana, os procedimentos apresentados, a revisão de diários com as respectivas tarefas de casa, os acontecimentos importantes relacionados ao tratamento e o planeamento dos próximos passos. Tarefas de casa são fundamentais para que o paciente possa praticar os procedimentos aprendidos em consulta e verificar o grau de seu aprendizado na gestão da ansiedade e dos desencadeantes dos ataques de pânico.</p>
<p>A utilização de diários permite identificar problemas e dificuldades na realização dos exercícios, adaptar as estratégias usadas e avaliar o progresso alcançado. A primeira etapa da terapia é a de avaliação de todos os componentes da Perturbação de Pânico, como duração, frequência e intensidade, e principalmente os desencadeantes do quadro, como factores de stress, dificuldades interpessoais, pensamentos ansiogénicos, sensações corporais, ansiedade antecipatória, esquiva fóbica e ataques de pânico limitados, os situacionais e espontâneos. Factores como presença dedepressão ou outras patologias associadas deverão ser levadas em consideração. Problemas decorrentes de complicações da desordem, como os de origem familiar e conjugal, devem ser identificados na fase inicial da terapia. Dificuldades de ordem diversa podem ser abordadas rapidamente, mas se requererem maior tempo e atenção deverão ser, no momento apropriado, encaminhadas para uma terapia mais abrangente.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1127" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/10/sindromepanico.jpg" alt="sindromepanico" width="630" height="340" /></p>
<p>APRENDA A LIDAR COM UM ATAQUE DE PÂNICO<br />
Sendo mais fácil controlar a ansiedade nas suas primeiras fases, é muito importante reconhecer o início do processo ansioso. Contudo, é possível que não repare nos primeiros sinais de ansiedade e que subitamente se descubra ansioso.. Nesses momentos é difícil pensar de forma clara e agir sensatamente. Torna-se pois fundamental aprender o que fazer quando tiver um ataque de pânico. Se estiver bem preparado, será capaz de controlar de forma adequada as suas emoções.</p>
<p>Lembre-se de que as suas emoções são normais e não lhe podem fazer mal.<br />
Afaste pensamentos assustadores: procure pensar na situação duma forma mais positiva.<br />
Aceite o que lhe está a acontecer. Se aguardar algum tempo, o medo passará. Se “fugir”, será mais difícil lidar com essa situação no futuro.<br />
Tente gerir a sua ansiedade relaxando, distraindo-se e pensando de forma mais racional.<br />
Faça um plano para se acalmar na situação. Por exemplo, descansar até se sentir mais calmo \ menos ansioso, ou pedir ajuda a um amigo. Seja o que for que decidir, faça-o da forma mais relaxada que puder.<br />
A RESPIRAÇÃO DURANTE UM ATAQUE DE PÂNICO<br />
Normalmente, quando entram em Pânico, as pessoas respiram depressa e/ou curto. A isto chama-se hiper-respiração ou hiperventilação, e é uma reacção assustadora em si, a hiperventilação é um problema. Entra demasiado oxigénio no corpo, o que irá resultar em sensações muito desagradáveis. Estas sensações incluem formigueiros, dores, tremores, tonturas, dificuldades de respirar, etc., e são tão semelhantes às sensações de ansiedade que muitas vezes se confundem. A tensão e a ansiedade que estas sensações desagradáveis causam, têm tendência para causar mais hiperventilação, e assim se forma um ciclo. Ansiedade – Sensações – Desagradáveis – Hiperventilação, este ciclo pode ser rompido se mudar o padrão de respiração – mesmo durante um ataque de pânico. Há duas maneiras de o fazer:</p>
<p>RESPIRAR PARA UM SACO DE PAPEL: Ponha o saco, bem seguro, sobre o nariz e a boca e expire dentro do saco por uns segundos. O saco enche-se assim de dióxido de carbono. Re-inspirar este ar restaura bastante depressa o balanço de oxigénio/dióxido de carbono, e as sensações desagradáveis desaparecem.<br />
MUDAR A SUA RESPIRAÇÃO: Desacelere a sua respiração. Tente inspirar devagar e suavemente e expire igualmente devagar. Respire com o seu diafragma – o músculo imediato abaixo do tórax:<br />
(a) Primeiro esvazie os pulmões, depois inspire suavemente através do nariz contando devagar até 4, deixando a barriga expandir-se.</p>
<p>(b) Depois, expire, também suavemente contando devagar até 6. Tente respirar entre 8 e 12 inalações por minuto estabelecendo um ritmo confortável. No início pode sentir que não tem ar suficiente, mas é importante resistir à vontade de inspirar ar rapidamente. Tente também não respirar com a parte superior do peito. Assim é possível restaurar o equilíbrio de oxigénio/dióxido de carbono no seu corpo, e as sensações desagradáveis desaparecerão.</p>
<p>É preciso treinar estes exercícios de respiração em ambiente calmo e tranquilo, para ser capaz de utilizar estas técnicas prontamente quando estiver ansioso. Para se recordar de praticar este exercício de respiração coloque um sinal num sítio que possa ver muitas vezes. Por exemplo uma mancha de tinta de unhas no vidro do relógio relembrá-lo-á que deve controlar a sua respiração sempre que quiser ver as horas.</p>
<p>Fontes:  http://www.escolapsicologia.com/como-lidar-com-um-ataque-de-panico/</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/como-lidar-com-um-ataque-de-panico/">Como lidar com um ataque de panico?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Você sabe dizer não?</title>
		<link>https://casule.com/blog/voce-sabe-dizer-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2014 19:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão #psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[#esgotamento]]></category>
		<category><![CDATA[#psicologia #jf #casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adultos]]></category>
		<category><![CDATA[alextimia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ataque de pânico]]></category>
		<category><![CDATA[bipolar]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=1117</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Você é uma daquelas pessoas que: • Vive dizendo sim para o seu chefe por medo da retaliação ou de perder o emprego? • Muda todo o seu trajeto para dar carona a alguém? • Fica horas ao telefone ouvindo uma amiga se lamentar, enquanto uma pilha de trabalho inacabado espera por você sobre [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/voce-sabe-dizer-nao/">Você sabe dizer não?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Você é uma daquelas pessoas que:</p>
<p>• Vive dizendo sim para o seu chefe por medo da retaliação ou de perder o emprego?</p>
<p>• Muda todo o seu trajeto para dar carona a alguém?</p>
<p>• Fica horas ao telefone ouvindo uma amiga se lamentar, enquanto uma pilha de trabalho inacabado espera por você sobre a mesa?</p>
<p>• Vive emprestando dinheiro e nunca recebe de volta?</p>
<p>• Continua um relacionamento falido por medo de magoar seu parceiro?</p>
<p>• Passa mal de tanto comer, só porque a sua avó cismou que você tinha que repetir a macarronada três vezes e ainda comer a sobremesa?</p>
<p>Por que você faz isso consigo mesmo?</p>
<p>Dizer não pode ser estressante, mas não dizê-lo pode ser pior ainda!</p>
<p>Há pessoas que, por medo de dizerem não, vendem suas casas, fazem a faculdade errada só para agradarem seus pais, compram o carro que não queriam ter só para exibirem o mesmo status dos</p>
<p>colegas e se sentirem fazendo parte da turma, acabam com seus relacionamentos porque a família não aceita a pessoa que amam, mudam de cidade para agradar a pessoa amada, comem o que não</p>
<p>podem, bebem o que não devem…</p>
<p>Infelizmente, a maioria das pessoas dá muita importância à opinião dos outros e não suporta a ideia de ver a expressão das pessoas contrariadas ao ouvirem o seu “não”! Mas por que isso acontece?</p>
<p>As crianças aprendem desde cedo que suas opiniões, atitudes e comportamentos não costumam valer muita coisa e, sem perceberem, podem chegar à vida adulta duvidando de si mesmas, buscando a</p>
<p>aprovação e o afeto dos outros, agindo de forma a agradá-los e, infelizmente, desagradando-se na maioria das vezes. Em geral, são crianças que crescem em um lar com muitas críticas, brigas, conflitos ou</p>
<p>comentários negativos a seu respeito: “você é burro”, “não sabe fazer nada direito”, etc. E como elas só descobrem o seu valor a partir do conceito daqueles em quem ela confia, se essas pessoas não lhe</p>
<p>dão um feedback positivo, elas crescem acreditando que não tem valor algum, passando a agir de forma a agradar os outros e assim se sentirem queridas por eles, justamente porque seu próprio conceito</p>
<p>é ruim e sua autoestima é baixa.</p>
<p>Por medo de parecerem antipáticas ou de imaginarem que as pessoas deixarão de gostar delas se eles disserem não, aqueles que não sabem dizer não acabam sendo vistos como disponíveis sempre</p>
<p>para fazer tudo por todos!</p>
<p>Ou seja, quem não sabe dizer não imagina-se como uma boa pessoa, mas os outros a veem como boba, explorando-a sempre que for possível.</p>
<p>E como falar não? Pense!</p>
<p>• Você prefere desagradar a si mesmo para agradar alguém? Por que?</p>
<p>• Se é contra a sua vontade ou os seus ideais, qual é a sua dificuldade em dizer não?</p>
<p>• Diga não com educação e gentileza! Certamente a outra pessoa vai entender. E, se ela não entender, continue no seu foco e não se deixe levar pelos argumentos dela que tem como objetivo fazer você</p>
<p>dizer sim;</p>
<p>• Se você precisar expor os motivos do seu não, seja sucinto e concentre-se nisso: esse não é o momento para você dizer o que pensa sobre a pessoa!</p>
<p>• Siga até o fim com sua decisão! Dizer não e voltar atrás pode ser pior do que negar logo de início.</p>
<p>Entenda que é impossível que todas as pessoas gostem de você: sempre haverá alguém que não vai gostar de você, independente do que você fizer para agradá-la! O importante mesmo é fazer as</p>
<p>pessoas respeitarem você como você é! Quem nunca diz não, não costuma ser respeitado pelos outros a sua volta.</p>
<p>E, se você ainda continuar com dificuldade em dizer não, procure um(a) psicólogo(a) de sua confiança e faça um tratamento psicológico para aprender a respeitar a si mesmo em primeiro lugar!</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/voce-sabe-dizer-nao/">Você sabe dizer não?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alextimia</title>
		<link>https://casule.com/blog/alextimia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2014 21:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[alextimia]]></category>
		<category><![CDATA[casulepsicologia]]></category>
		<category><![CDATA[jf]]></category>
		<category><![CDATA[psicologojf]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casulepsicologia.com.br/?p=1010</guid>

					<description><![CDATA[<p>Trata-se da dificuldade para expressar sentimentos. &#160; Alexithymia é uma palavra com raízes gregas: a partícula a tem um sentido de negação, de “falta ou ausência”; lex, significa “palavra”; e thymos é “emoção ou sentimento”. Literalmente, alexitimia pode ser traduzida como sem palavras para sentimento.  Na década de 60, os psiquiatras John Nemiah e Peter Sifneos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/alextimia/">Alextimia</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="color: #433c3a"></div>
<h2 style="color: #433c3a;text-align: center"><strong><span id="_ctl0_lblDescricaoResumida">Trata-se da dificuldade para expressar sentimentos.</span></strong></h2>
<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1011" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/09/casule-psicologia-jf3-e1410297203443.jpg" alt="casule-psicologia-jf" width="600" height="397" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/09/casule-psicologia-jf3-e1410297203443.jpg 600w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/09/casule-psicologia-jf3-e1410297203443-300x199.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/09/casule-psicologia-jf3-e1410297203443-480x318.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #433c3a"><i>Alexithymia</i> é uma palavra com raízes gregas: a partícula a tem um sentido de negação, de “falta ou ausência”; lex, significa “palavra”; e thymos é “emoção ou sentimento”. Literalmente, alexitimia pode ser traduzida como sem palavras para sentimento.</div>
<div style="color: #433c3a"> Na década de 60, os psiquiatras John Nemiah e Peter Sifneos perceberam que alguns pacientes psicossomáticos mostravam grande dificuldade para falar sobre suas emoções e sentimentos, dando a impressão de não compreenderem o significado dessas palavras. Sifneos (1972) criou então a palavra alexitimia para explicar esse comportamento</div>
<div style="color: #433c3a">Esta é uma perturbação que afeta o processamento emocional, da qual resulta a incapacidade de exprimir as emoções, sob a forma de sentimentos, por intermédio da linguagem.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">Suas características mais salientes são:</div>
<blockquote style="color: #433c3a">
<div><i>(a) dificuldade em identificar e descrever sentimentos; </i></div>
<div><i>(b) dificuldade em distinguir os sentimentos de sensações corporais decorrentes da atividade emocional;</i></div>
<div><i>(c) processos imaginativos limitados e </i></div>
<div><i>(d) estilo cognitivo utilitário, baseado no concreto e orientado para o exterior, também conhecido como pensamento operacional. </i></div>
</blockquote>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">Estas duas ultimas características são consideradas elementos básicos que evidenciam a pobreza ou a ausência de fantasias e a preocupação com detalhes pontuais de acontecimentos externos.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">Esses comportamentos vêm sendo descritos na literatura especializada já há algum tempo. Em 1948, Jürgen Ruesch citou pacientes sem imaginação, que usavam ações e canais corporais para expressar suas emoções, eram falhos na comunicação afetiva e mostravam excessivo nível de conformidade social. Paul MacLean (1949) escreveu: “deve ser considerado que uma das notáveis observações sobre o paciente psicossomático é sua aparente inabilidade intelectual para verbalizar seus sentimentos”. Os alexitímicos são descritos como “robôs humanos”, portadores de uma espécie de analfabetismo emocional.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">Sua incidência é estimada em 10% na população em geral (Aleman, 2005). Contudo, no Brasil a alexitimia ainda é relativamente desconhecida, mas no mundo ocidental ela vem sendo constantemente estudada, existindo diversos instrumentos de medição já traduzidos e adaptados para vários países com o intuito de facilitar seu diagnóstico.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">Embora a alexitimia seja um construto clínico já testado, ela não constitui uma doença diagnosticada, mas sim um aspecto clínico associado a algum outro problema médico, tal como Desordem de Stress Pós Traumático, Anorexia Nervosa ou outra desordem psiquiátrico. Estudos realizados com indivíduos portadores de anorexia nervosa têm encontrado uma elevada prevalência de alexitimia nos trabalhos publicados, com resultados superiores a 50% dessa comorbidade. Tais valores são considerados elevados quando consideramos a prevalência da alexitimia na população geral varia de 10 a 20%, ou menos. Alguns estudos atuais mostram evidências que possibilitam considerar a alexitimia como uma condição independente pelo seu caráter de disfunção afetivo-cognitiva, duplamente associada a alguma condição física-patológica e por danos à vida relacional do indivíduo.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">Ainda não há consenso sobre a etiologia da alexitimia. Existem teorias que a associam a algum trauma cerebral, a defeitos na formação neurológica, a influências socioculturais e outras que acreditam numa origem psicológica, como por exemplo, traumas na formação infanto-juvenil, ou mesmo mais tarde.</div>
<div style="color: #433c3a">Contudo, as teorias e pesquisas mais atuais sobre alexitimia, lançam uma proposta segundo a qual nos alexítimicos existiria um rompimento na comunicação entre os dois hemisférios cerebrais: ou seja, uma “comissurotomia funcional”, refletindo uma limitada capacidade de coordenar e integrar atividades inter-hemisféricas.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">Mesmo que alguma causa orgânica possa contribuir para a alexitimia, a perspectiva da maioria dos autores dessa área é a de que esse transtorno seja desenvolvido; isto é, ele surge a partir e durante as interações da pessoa com o ambiente, principalmente no seu período de formação. Segundo essa proposta, o alexitímico não tem um problema anatômico ou de arquitetura cerebral, mas sim uma disfunção cerebral aprendida, como acontece, por exemplo, com outras desordens afetivas. Ao nascimento nosso cérebro não está desenvolvido por igual, sendo necessários muitos anos de desenvolvimento pós-natal até que o indivíduo se forme psiquicamente. Esses anos exigem a participação de outras pessoas para a formação do futuro adulto, as quais ajudam a criança a aprender a identificar e regular suas emoções. Isso é primariamente executado pela mãe ou por quem que desempenhe esse papel, sendo necessário estar “sintonizado” com as necessidades da criança. Percebe-se, então, que a maturação cerebral e a formação individual relacionam-se a processos orgânicos e biopsicossociais podendo ser alteradas caso haja desarranjos em algum deles.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a">As emoções necessitam de uma sequência para se tornarem processos de sentimentos e esta sequência não ocorre no alexitímico. Não é possível afirmar que ele não tenha emoções, mas sim que não é viável realizar a passagem emoção – sentimento. Nele, o circuito neural que permite a autoconsciência emocional (percepção consciente das sensações subjetivas que acompanham as emoções) não é completado de forma satisfatória, resultando num circuito que não permite a regulação (experienciação e expressão) emocional adequada. Essa deficiência impede a geração do sentimento consciente e de um processo cognitivo-experiencial. Não havendo geração de sentimento, não há também a possibilidade de seu cultivo. Instala-se então o círculo vicioso que pode trazer prejuízos psíquicos a esses pacientes e levá-los a procurar ajuda.</div>
<div style="color: #433c3a"></div>
<div style="color: #433c3a"><i><b>Juliana P. Meneguette</b></i></div>
<div style="color: #433c3a"><i><b> </b></i></div>
<div style="color: #433c3a">Para referir:</div>
<div style="color: #433c3a"><b>Meneguete J</b> &#8211; <i>Alexitimia</i> in. PsiqWeb, Internet &#8211; disponível em http://www.psiqweb.med.br/, 2012.</div>
<p>Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&amp;idNoticia=349</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/alextimia/">Alextimia</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
