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	<title>terapia adolescente - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>terapia adolescente - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Adolescência: O sujeito em busca da sua verdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2017 19:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adolescÊncia é um “conceito” construído socialmente. Constitui uma fase da vida que, em geral, é vista pelos pais como um “período crítico” do sujeito, que está “rebelde”. Trata-se de um processo de transição conturbado e conflitante, e é esperado que seja assim. Porém, também é possível que esta seja a fase mais bonita da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A adolescÊncia é um “conceito” construído socialmente. Constitui uma fase da vida que, em geral, é vista pelos pais como um “período crítico” do sujeito, que está “rebelde”.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de um processo de transição conturbado e conflitante, e é esperado que seja assim. Porém, também é possível que esta seja a fase mais bonita da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O adolescente (que tem, em média, entre 13 e 18 anos) vivencia (literalmente) na pele as mudanças físicas da puberdade: alteração no timbre da voz, pêlos no corpo, espinhas, menstruação – no caso das meninas etc., e também enfrenta as mudanças psicológicas comuns a esta idade (cobranças, responsabilidades, escolhas a fazer).</p>
<p style="text-align: justify;">Já não é mais possível e nem desejável que os pais decidam pelos seus filhos adolescentes: preferem um programa com os amigos a acompanhar os pais nos passeios em família, queixam-se das broncas e dizem que os pais estão “ultrapassados”, confrontam valores e ideias, adotam alguém como ídolo (geralmente banda, artista ou alguém da mídia), vestem-se de maneira arrojada e parecem querer “marcar” o seu corpo de alguma maneira (tattoo, piercing, cabelos coloridos ou arrepiados, roupas extravagantes, etc). Por essas e outras dizemos que a adolescência compõe um processo de desligamento dos pais/figuras parentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso que acontece do lado de fora do sujeito adolescente faz parte do seu processo interno de autoconhecimento, de construção da identidade, de questionamentos (“quem eu quero ser quando crescer?”) e de elaboração de escolhas. Os confrontos com o outro podem ser uma maneira de se auto afirmar e até mesmo de mostrar que tudo parece um pouco confuso agora. Existe aí um processo de luto pelo corpo infantil e pelos pais da infância (que já não o vêem do mesmo jeito).</p>
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<p style="text-align: justify;">A sexualidade e a agressividade também ganham ênfase nesta etapa da vida do sujeito e compõem, junto com outros afetos, os traços da personalidade do adolescente. Sua personalidade irá florescer de acordo com aquilo que o adolescente vem cultivando ao longo do seu desenvolvimento e estará diretamente relacionada com as referências que ele tem (ou com a falta delas), isto é, com os tipos de vínculos familiares que construiu e com os significados que ele atribui a estes vínculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é neste período que se concretiza (e não que se define) a orientação sexual do sujeito, os critérios de escolha do parceiro amoroso, a forma de lidar com as frustrações e privações que a vida impõe, a relação com o dinheiro, com o trabalho, com os estudos e com tudo aquilo que se torna seu objeto de desejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, os pais do adolescente possuem expectativas e ideais depositados sobre o filho: “Meu filho vai ser isso ou aquilo”, “Vou dar a ele o que eu não tive”, “No meu tempo se fizesse isso era assim, assado, etc.” Contudo, ao fantasiar demais o “filho ideal”, superproteger e controlar, muitos pais não fornecem o espaço necessário para que o adolescente assuma papéis sociais e adquira autonomia para fazer escolhas próprias. Logo, os pais podem dar “asa” ao seu filho, mas ele precisará “voar” sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro os limites, as regras e os “NÃOS” são necessários e muito importantes. É preciso que os pais conheçam o círculo de amigos do filho, estabeleçam horário para chegar em casa e exijam o respeito às tradições familiares (respeitar não é obrigar), além de cobrar que ele faça as tarefas que é capaz de fazer. Mas, também é necessário muito diálogo (ouvir e falar), muita negociação e muita paciÊncia para construir uma relação de confiança com o filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez confiança seja a palavra chave para esta e para qualquer outra fase da vida. Se o filho confia nos seus pais (sejam eles biológicos ou adotivos, avós, parentes ou quem quer que seja que exerce estes papéis) ele poderá confiar em si mesmo e SABERÁ ESCOLHER O QUE É MELHOR PARA SI não importa onde ou com quem esteja.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que a maior contribuição que os pais podem dar ao filho adolescente será sempre o AMOR, junto com o seu olhar, a sua atenção e a sua disponibilidade para apoiá-lo. É a procura do amor do outro que aplacará a sensação de desamparo sentida pelo adolescente. E, para oferecer este amor será preciso que os pais também saibam lidar com suas próprias inseguranças e com seus erros, expostos pelo filho adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, cabe aos pais e aos filhos adolescentes saber se colocarem um no lugar do outro e reconhecer que eles têm formas diferentes de enxergar o mundo e de interpretar as situações (e sempre terão!) e, principalmente, que também poderão falhar.</p>
<p style="text-align: justify;">É válido considerar, ainda, que ser adolescente na década de 60 e ser adolescente em 2017 é beeemmm diferente. O contexto social afeta muito a auto imagem do adolescente e os ideais que ele traça para si próprio ao se deparar com padrões de beleza, de status profissional, de bens de consumo, entre tantos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Você já se perguntou o que a sociedade atual espera do adolescente? E o que esta mesma sociedade oferece ao adolescente? Além do que, vemos muitos sujeitos (inclusive pais) que estenderam a sua adolescência por muitos anos a frente e que ainda não conseguiram elaborar e superar todos os conflitos deste período, afinal, ser eternamente jovem e belo é uma imposição da sociedade atual. Mas, este já seria assunto para um próximo post…</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, não se esqueçam de que todos estes conflitos podem ser compreendidos durante a psicoterapia, que consiste na oferta de um espaço de escuta clínica que ajuda a revelar, através da palavra, a verdade de cada sujeito.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE:http://www.psicologiasdobrasil.com.br/adolescencia-o-sujeito-em-busca-da-sua-verdade/</p>
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		<title>Crianças pressionadas, filhos perfeitos?</title>
		<link>https://casule.com/blog/criancas-pressionadas-filhos-perfeitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2016 20:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[pressão psicológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Por que a sua nota não é um 10”? “Na sua idade eu era o melhor aluno da sala”. “Você precisa se esforçar mais”. “Não vai parar de estudar até aprender tudo sobre matemática”. “Você não pode errar”…As crianças ouvem essas frases muitas vezes durante a sua infância e adolescência. É claro que os pais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Por que a sua nota não é um 10”? “Na sua idade eu era o melhor aluno da sala”. “Você precisa se esforçar mais”. “Não vai parar de estudar até aprender tudo sobre matemática”. “Você não pode errar”…As crianças ouvem essas frases muitas vezes durante a sua infância e adolescência.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que os pais querem o melhor para os seus filhos, e quando os incentivam a se superarem é para que não sofram mais tarde. No entanto, por trás da pressão e das expectativas dos adultos existem questões não resolvidas no passado. Isto pode criar pessoas prepotentes que repetirão esse comportamento com os seus descendentes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Filhos pressionados: quando a perfeição não é suficiente</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de estudar dia e noite durante várias semanas, finalmente Pedro conseguiu tirar a nota 10 que seus pais tanto queriam. Quando chegou em casa com o exame e feliz com o que tinha conseguido, não recebeu um elogio. Os pais olharam para ele e ao invés de parabenizá-lo, lhe disseram <em>“esperamos que de agora em diante estas sejam as únicas notas que você trará da escola”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Inês é uma menina que foi obrigada por seus pais a fazer aulas de dança. Desde pequena usa as sapatilhas e o cabelo preso, assiste a todas as aulas e fica praticando em frente ao espelho depois que todos já se foram. Sozinha em casa, ouve a música que precisa aprender para a apresentação do final do ano.</p>
<p style="text-align: justify;">O dia tão esperado chega e toda família vai para o teatro. No final da apresentação não recebe um elogio. Apesar de ter sido escolhida pelo professor para ser a personagem principal, seus pais lhe dizem:<em>“Na próxima vez, você precisa ser melhor do que as suas colegas”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os filhos de Maria e Ernesto estudam piano e tênis, porque esse era o sonho de cada um deles quando eram crianças. As crianças não gostam, mas isso pouco importa. O casal não aceita ser contrariado; o seu desejo é que seus filhos sejam pianistas e tenistas de sucesso, uma vez que eles não tiveram a chance de ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas situações parecem ter saído da imaginação de um simples escritor, mas são verdadeiras. Em muitos casos os pais não percebem que, por quererem filhos perfeitos, estão formando pessoas perfeccionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Estimular ou pressionar as crianças</h2>
<p style="text-align: justify;">É claro que a maioria dos pais não quer fazer mal aos seus filhos, mas pela ignorância ou repetição de atitudes do passado, em vez de ajudar, acabam criando um adulto complexado, triste e sem a capacidade de aceitar os próprios erros. E provavelmente, ele repetirá esse comportamento com os seus filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, quando estamos estimulando e quando estamos pressionando? A linha tênue que separa essas duas ações está baseada na atitude. Para entender melhor, Madeline Levine diz em seus livros que se os adultos se conectam com as crianças e participam das suas atividades, o processo é chamado de “estimulação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, por outro lado, se os desejos pessoais são mais importantes que o bem-estar da criança ou se enquanto o adulto exige a sua dedicação está focado em outra atividade, como as tarefas domésticas, o processo é chamado de “pressão”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">A pressão é algo atual?</h2>
<p style="text-align: justify;">Um hábito do século XXI é que as crianças tenham muitas atividades extracurriculares desde pequenos.  A lista é enorme: inglês, esporte, música, pintura, dança e muito mais. Por um lado, isso acontece porque os pais trabalham muitas horas por dia e não tem muito tempo para cuidar delas. Por outro lado, acreditam que dessa forma estão “dando o melhor de si”.</p>
<div class="centered" style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">É muito bom fazer exercícios ou falar uma segunda língua; o que não podemos é obrigá-los a fazer algo de que não gostam ou pressioná-los de tal forma que se não forem perfeitos, serão “crianças más”, “ingratas” ou que “não merecem nada”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h2 style="text-align: justify;">Como evitar buscar “filhos perfeitos”</h2>
<p style="text-align: justify;">Antes de tentar ter filhos perfeitos, deveríamos nos perguntar o que entendemos por perfeição. “Não seria melhor que os filhos fossem felizes fazendo o que gostam”? É claro que existe diferença entre liberdade e libertinagem. Não queremos que eles parem de estudar, abandonem a escola e não tenham uma profissão.</p>
<div class="text-content" style="text-align: justify;">
<p>Desejar só coisas boas para os nossos filhos é típico de todos os pais. No entanto, qual é o preço que devemos pagar por isso? Incentivem seus filhos a darem o melhor de si para além dos resultados. Não coloquem rótulos negativos quando eles não conseguirem a melhor nota. Perguntem a eles o que sentem quando vão às aulas ou o que gostariam de fazer quando saem da escola.</p>
<p>Desta forma, você estará criando futuros adultos que podem superar os obstáculos que se apresentam, que podem utilizar o seu potencial máximo sem se comparar com os outros e, acima de tudo, podem ser felizes com o futuro que escolherem.</p>
<p>FONTE:http://amenteemaravilhosa.com.br/criancas-pressionadas-filhos-perfeitos/?utm_medium=post&amp;utm_source=website&amp;utm_campaign=popular</p>
</div>
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