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	<title>psiquiatria - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>psiquiatria - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<item>
		<title>Qual a diferença entre Psiquiatria, Psicanálise e Psicologia?</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/qual-a-diferenca-entre-psiquiatria-psicanalise-e-psicologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já confundiu um psiquiatra com um psicanalista ou com um psicólogo? Na hora de procurar um profissional de saúde mental é fundamental entendermos quais são os atributos, especialidades e qualificações de cada um. </p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/psicologia/qual-a-diferenca-entre-psiquiatria-psicanalise-e-psicologia/">Qual a diferença entre Psiquiatria, Psicanálise e Psicologia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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<p>Você já confundiu um psiquiatra com um psicanalista ou com um psicólogo? Na hora de procurar um profissional de saúde mental é fundamental entendermos quais são os atributos, especialidades e qualificações de cada um. </p>



<p>Não é incomum que esses termos sejam usados de forma equivocada e parece haver muitas dúvidas sobre o que significam. </p>



<p>Nesse vídeo eu explico o que são e a que servem cada um desses profissionais.</p>



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		<title>Qual a diferença entre psicólogo, psicanalista, psiquiatra e terapeuta?  (Vídeo Completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/qual-a-diferenca-entre-psicologo-psicanalista-psiquiatra-e-terapeuta-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2019 15:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[demanda medicamentosa]]></category>
		<category><![CDATA[diferença na atuação clinica]]></category>
		<category><![CDATA[psicanalista]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatra]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[terapeuta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda existem muitas dúvidas sobre a atuação desses profissionais. Quais suas formações? Quem pode prescrever medicação? Como atuam? Essas são perguntas que voce tambem gostaria de obter respostas? Confira com Letícia Medeiros, psicologa da Casule! Quer tomar um café? Venha conhecer a Casule ou marque um atendimento online aqui&#160;(em qualquer lugar do mundo) Você pode [&#8230;]</p>
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<p>Ainda existem muitas dúvidas sobre a atuação desses profissionais. Quais suas formações? Quem pode prescrever medicação? Como atuam? 
Essas são perguntas que voce tambem gostaria de obter respostas?</p>



<p>Confira com Letícia Medeiros, psicologa da Casule! Quer tomar um café? </p>



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		<item>
		<title>Psicofármacos</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicofarmacos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2019 11:33:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiolítico]]></category>
		<category><![CDATA[Antidepressivo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicofármacos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A&#160;psicofarmacologia&#160;é o ramo da farmácia que trata de substâncias conhecidas como psicotrópicas. As drogas psicotrópicas ou psicofármacos atuam de forma seletiva no&#160;sistema nervoso central&#160;(SNC), sendo também conhecidas como agentes psicoativos ou psicoterápicos. Desta forma, incluem nesta classe os fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente as ações do SNC, que devido a tais propriedades, fizeram reduzir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A&nbsp;psicofarmacologia&nbsp;é o ramo da farmácia que trata de substâncias conhecidas como psicotrópicas. As drogas psicotrópicas ou psicofármacos atuam de forma seletiva no&nbsp;sistema nervoso central&nbsp;(SNC), sendo também conhecidas como agentes psicoativos ou psicoterápicos. Desta forma, incluem nesta classe os fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente as ações do SNC, que devido a tais propriedades, fizeram reduzir de forma considerável o número de internações em hospitais psiquiátricos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Embora tenha sido diversos os avanços observados na categoria dos psicofármacos, até o momento não se conhece de forma bem estabelecida os mecanismos que levam às patologias que afetam o SNC e que causam os distúrbios mentais e emocionais. Desta forma, os fármacos pertencentes a esta classe tem como objetivo o tratamento dos sintomas, e não a cura em finito, já que os mecanismos não são bem elucidados. Acredita-se que uma das razões dos distúrbios e alterações ocorra por um desequilíbrio na concentração e/ou ação das aminas cerebrais, substâncias que atuam regulando os mecanismos bioquímicos, fisiológicos, psicológicos e clínicos deste sistema.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Em 1976 a&nbsp; Organização Mundial de Saúde&nbsp;(OMS) dividiu esses fármacos de acordo com dois critérios: classificação farmacológica e classificação terapêutica. Com base na classificação farmacológica, esses fármacos são divididos em sedativos&nbsp;ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, liberadores indiretos de catecolaminas, psicodislépticos ou alucinógenos, metabólitos do SNC e antagonistas da serotonina. Quanto à classificação terapêutica, temos os sedativos ansiolíticos, antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, psicotogênicos e drogas para sintomas de&nbsp; doenças neurodegenerativas.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes antipsicóticos, também conhecidos como neurolépticos, são usados no tratamento da&nbsp;esquizofrenia. Apesar de não curar, produz calma e melhoram os sintomas desta patologia, que incluem alucinações auditivas e visuais, sem afetar a consciência ou deprimir os centros vitais. Também não causam a dependência física&nbsp;ou psíquica.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes ansiolíticos, popularmente conhecidos como tranquilizantes, são aqueles utilizados no tratamento da ansiedade. Quanto à classificação, podem ser divididos em: carbamatos de propanodiol e compostos relacionados, benzodiazepinas e compostos diversos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O diazepam é o fármaco mais prescrito para o tratamento da ansiedade e tensão, apresentando maior eficácia que o clordiazepóxido, sendo o mais vendido no mundo. Também é utilizado na síndrome da abstinência alcoólica e como adjuvante à anestesia. Os efeitos adversos desses fármacos incluem sonolência (mais comum) e ataxia, vertigem, cefaleia, fadiga, fraqueza muscular e icterícia (mais raros). Com doses elevadas e a longo prazo podem provocar a dependência.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os agentes antidepressivos, como o nome sugere, são utilizados no tratamento da depressão, melhorando os sintomas. As principais classes são: compostos tricíclicos, inibidores da MAO, sais de lítio e estrôncio e agentes antidepressivos diversos.</p>



<p> Por fim, os agentes alucinógenos, também conhecidos como psicomiméticos, psicodislépticos, psicodélicos, além de outras denominações, possuem pouca aplicação terapêutica, sendo consumidos de forma ilegal, por produzirem efeitos alucinógenos. As drogas desta classe incluem a LSD, mescalina e psilocibina.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Benefícios dos Psicofármacos no Tratamento Psicológico</strong></p>



<p>Hoje em dia, os psicofármacos tornaram-se protagonistas da contemporaneidade e quanto a isso não há objeções. Nunca se prescreveu e consumiu tantos remédios em comparação com outro período histórico.</p>



<p>	Essa popularidade tem consequências positivas e negativas.</p>



<p>	Apesar de haver, atualmente, um uso abusivo de medicamentos, nesse texto serão abordadas as suas contribuições e o lugar dos psicofármacos em um tratamento psicológico.</p>



<p>	Fármaco vem da palavra&nbsp;<em>pharmakón</em>, que significa tanto veneno quanto remédio.</p>



<p>Ou seja, de acordo com a dose, aquilo que mata também pode curar.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Foi na década de 50 que ocorreu a chamada “explosão farmacológica”, época em que as pesquisas científicas dessa área aumentaram em demasia, paralela a criação de medicamentos mais eficazes.</p>



<p> O desenvolvimento e expansão da farmacologia em parceria com a Psiquiatria partiu do princípio de amenizar os efeitos colaterais que algumas substâncias químicas poderiam provocar no organismo do ser humano.</p>



<p>Para entender os benefícios dos psicofármacos nos tratamentos psicológicos, é necessária a reflexão de que nos casos considerados graves – em que os sintomas atingem uma proporção a ponto de deixar o sujeito paralisado na vida – a indicação do psicofármaco é muito bem vinda pois a pessoa pode encontrar-se em um quadro de angústia tão avassalador, que não consegue nem falar de seu sofrimento.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O medicamento, então, assumiria uma função de desbloquear aquilo que está bloqueando a fala e seria uma espécie de catalizador do processo terapêutico, ou seja, uma ferramenta de&nbsp;“<em>fazer falar”</em>.</p>



<p> Assim, a mascarada rivalidade existente entre Psiquiatria e Psicologia, deixaria de existir em prol de uma parceria muito relevante.</p>



<p>Como ilustração, pensemos em um indivíduo com o diagnóstico de transtorno do pânico que apresenta sintomas, tais como:&nbsp; <strong>ansiedade</strong>, angústia, pensamentos negativos, medo generalizado, etc.</p>



<p>Nesse exemplo, o psicofármaco poderia ser o primeiro passo na direção de um tratamento, pois, de que forma uma pessoa com o contato social tão restrito iria frequentar um consultório de Psicologia?</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A partir dessa lógica, a medicação seria útil no alívio momentâneo dos sintomas, a fim de abrir caminho para que o paciente se tornasse mais acessível à exploração psicoterapêutica. Ou seja, o papel dos psicofármacos seria semelhante a um anestésico em uma cirurgia: eles representariam as condições que permitem uma intervenção.</p>



<p>Além disso, a aliança entre Psiquiatria e Psicologia é imprescindível nos casos de psicose, em que a simbolização através da fala é muito precário, quando não inexistente.</p>



<p>	É preciso apostar na intercessão entre mente e corpo, que não significa um todo completo, mas uma direção de tratamento que leve em consideração as particularidades do caso e que promova um diálogo com outros profissionais.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>&nbsp;<a href="https://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/">https://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/</a></p>



<p>&nbsp;<a href="https://opsicologoonline.com.br/beneficios-dos-psicofarmacos/">https://opsicologoonline.com.br/beneficios-dos-psicofarmacos/</a></p>
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		<item>
		<title>Por que as crianças francesas não têm Déficit de Atenção?</title>
		<link>https://casule.com/blog/por-que-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2015 19:03:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Déficit de Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatra]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como é que a epidemia do Déficit de Atenção, que tornou-se firmemente estabelecida em vários países do mundo, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França? Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Como é que a epidemia do Déficit de Atenção, que tornou-se firmemente estabelecida em vários países do mundo, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?</p></blockquote>
<p>Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?</p>
<p>TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.</p>
<p>Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.</p>
<p>Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.</p>
<p>Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.</p>
<p>A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.</p>
<p>E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.</p>
<p>A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre – que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.</p>
<p>Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.</p>
<p>Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.</p>
<p>Via: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/deficit-de-atencao-nas-criancas-francesas.html</p>
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