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	<title>loucura - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Será que eu sou “normal”?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2017 22:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O normal e o patológico dentro da Psicopatologia &#160; A sociedade insiste em dividir as pessoas em dois grandes grupos: loucos e normais. Mas qual seria a gradação entre normalidade e loucura? Onde termina a saúde e começa a doença? O que é normalidade? Saúde, normalidade e psicopatologia são termos altamente interligados. A psicopatologia é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>O normal e o patológico dentro da Psicopatologia</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>A sociedade insiste em dividir as pessoas em dois grandes grupos: loucos e normais. Mas qual seria a gradação entre normalidade e loucura? Onde termina a saúde e começa a doença? O que é normalidade?</p>
<p>Saúde, normalidade e psicopatologia são termos altamente interligados.</p>
<p>A psicopatologia é uma área do conhecimento que objetiva estudar os estados psíquicos relacionados ao sofrimento mental e passa a ocorrer quando o comportamento de uma pessoa, ou eventualmente de um grupo de pessoas, foge àquilo que é esperado como referência de determinada sociedade, ou seja, quando a pessoa passa a ter alterações importantes em relação ao comportamento que tinha no passado, com prejuízos significativos em seu funcionamento (comportamento), causando a si e a outros (especialmente seus familiares) acentuado grau de sofrimento.</p>
<p>Já o conceito de normalidade em psicopatologia está atrelado a saúde mental, mas apresenta-se repleto de controvérsias. Alguns desses conceitos podem ser vistos abaixo, conforme enumerado por Dalgalarrondo (2008):</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>Normalidade como ausência de doença</strong>. De acordo com esse conceito, quem não possui uma enfermidade mental, seria saudável. No entanto, pode-se considerar esse conceito fechado e falho, pois foca-se numa definição negativa (ausência da doença);</li>
<li><strong>Normalidade como sinônimo de bem estar</strong>. Este conceito é da OMS (1946), mas guarda alto grau de utopia, pois para ser saudável o sujeito precisa apresentar bem estar completo: físico, mental e social. Percebe-se que poucos se enquadrariam nesse conceito;</li>
<li><strong>Normalidade estatística</strong>. Aqui a normalidade teria um conceito de fenômeno quantitativo. O normal passa a ser aquilo que se observa com mais freqüência, o que torna esse conceito bastante questionável, pois nem tudo que é raro é patológico;</li>
<li><strong>Normalidade subjetiva</strong>. Aqui a ênfase é dada na percepção subjetiva do próprio sujeito em relação ao seu estado de saúde. Esse critério é questionado, pois muitos sentem-se bem e se consideram saudáveis, mesmo estando doentes.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando se fala em transtornos mentais, a Organização Mundial de Saúde, classifica  como Transtornos Mentais e Comportamentais as condições caracterizadas por alterações mórbidas do modo de pensar e/ou do humor (emoções), e/ou por alterações mórbidas do comportamento associadas a angústia expressiva e/ou deterioração do funcionamento psíquico global. Os Transtornos Mentais e Comportamentais não constituem apenas variações dentro da escala do &#8220;normal&#8221;, sendo antes, fenômenos claramente anormais ou patológicos.</p>
<p>No entanto, um <em>comportamento anormal</em> ou um curto período de <em>anormalidade do estado afetivo</em> não significa, em si, a presença de distúrbio mental ou de comportamento. Para serem categorizadas como transtornos, é preciso que essas anormalidades sejam persistentes ou recorrentes e que resultem em certa deterioração ou perturbação do funcionamento pessoal, em uma ou mais esferas da vida. Os Transtornos Mentais e Comportamentais se caracterizam também por sintomas e sinais específicos e, geralmente, seguem um curso natural mais ou menos previsível, a menos que ocorram intervenções. Nem toda deterioração humana denota distúrbio mental.</p>
<p>Diferentes modos de pensar e se comportar, entre diferentes culturas, podem influenciar a maneira pela qual se manifestam os <em>Transtornos Mentais</em>. Assim, as variações normais determinadas pela cultura não devem ser rotuladas como <strong>Transtornos Mentais</strong>, da mesma forma como, também, não podem ser tomadas como indicações de distúrbio mental as crenças sociais, religiosas e/ou políticas.</p>
<p>Os <em>Transtornos Mentais e Comportamentais</em> são identificados e diagnosticados através dos métodos clínicos semelhantes aos utilizados para os transtornos físicos. Esses métodos incluem uma cuidadosa <strong>entrevista</strong> (<em>anamnese</em>) colhida com o paciente e com outras pessoas, incluindo sua família, um <em>exame clínico</em> sistemático para verificar o estado mental e suas condições orgânicas, <em>testes e exames</em> especializados que forem necessários.</p>
<p>A partir destes conceitos, pode-se concluir que os critérios de normalidade e de doença em psicopatologia variam em função dos fenômenos específicos e de acordo com as opções filosóficas e conceituais do profissional responsável. Desta forma, a díade saúde/doença e saúde mental, pode ser interpretada de diversas formas, de acordo com o seu tempo, período histórico, contexto, cultura, sociedade e crenças.</p>
<p>Embora seja possível destacar manifestações psíquicas isoladas ao observar o estado psíquico atual de um paciente, como por exemplo, o estado de sua memória, de seu raciocínio, sua sensopercepção, etc., <em>não deve-se acreditar na valorização absoluta de quaisquer aspectos desse psiquismo isoladamente</em>, pois, cada aspecto da realidade psíquica só existe em estreita vinculação com as demais ocorrências psíquicas.</p>
<p>Assim como a sinfonia não é a somatória das notas musicais, também a vida psíquica não pode ser compreendida como um amontoado de sinais e sintomas academicamente separados. A vida psíquica se comporta como <em>um todo</em> e, tal como a sinfonia, ela se compõe de acontecimentos e ocorrências que só obtém significado nas relações entre si.</p>
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