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	<title>livro de colorir - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Livros de colorir são terapia ou passatempo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2015 14:55:27 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="bigode" style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/foto.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2110" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/07/foto.jpg" alt="foto" width="600" height="451" /></a></p>
<p class="bigode" style="text-align: justify;">A febre dos cadernos de colorir tem ganhado força como atividade antiestresse em Juiz de Fora. Os traços, cores e formas se tornaram popular e quem passa pelas galerias do Centro consegue encontrar com facilidade edições com diversos temas nas bancas e livrarias. Os primeiros formatos que chegaram na cidade são o Jardim Secreto e Floresta Encantada, da ilustradora britânica Johanna Basford, que tem desenhos inspirados na sua infância e ainda são os mais vendidos. Estes livros já ultrapassam 2 milhões de cópias e está no top 100 dos livros mais vendidos no Amazon. As versões são para adultos e se tornaram passatempo para quebrar a ansiedade, mas, além disso, veio como uma proposta lucrativa para livrarias e papelarias.</p>
<p style="text-align: justify;">A gerente de uma livraria da rua Santa Rita, Carina Gleice Cardoso, conta que em maio os livros esgotavam logo que chegavam. &#8220;Agora tem reduzido a procura, mas ainda vendemos muito como livros antiestresse, principalmente o Jardim Secreto que nunca temos no estoque, pois chega e é todo vendido. Temos 15 opções de desenhos e temas&#8221;, destaca.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Benefícios</h2>
<p style="text-align: justify;">Dedicar minutos do dia para preencher algumas formas com cores e sombreados pode ser opção para aliviar o estresse e ansiedades do dia a dia, mas a psicóloga e terapeuta cognitiva comportamental,Nayara Benevenuto, explica que estes benefícios não se aplicam a todas as pessoas. Ela destaca que as terapias cognitivas estimulam atividades que despertam prazer nas pessoas, como em casos de depressão, em que o paciente perdeu a sensibilidade em atividades que antes eram relaxantes e tranquilizadoras. &#8220;Mas é importante alertar que nem todas as pessoas podem se adaptar a este tipo de atividade. Temos pacientes que começaram a colorir e estavam em estado de ansiedade muito alto e não conseguiram se beneficiar, pois os desenhos não possuem muitas informações e pedaços pequenos, causando mais estresse neles.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, conforme Nayara, isso depende de cada um, da mesma forma que a musicoterapia e dança beneficiam algumas pessoas que gostam. O importante é o paciente encontrar uma forma de aliviar o estresse e ansiedade. A especialista detalha que as figuras abstratas dos livros têm um porquê de serem desta forma. &#8220;Os formatos mais complexos possibilitam que a pessoa expresse todo o sentimento e pensamento, com as cores variadas. Mas o ideal mesmo é que ela esteja fazendo terapia, para que todo este trabalho seja avaliado e tenha um significado. Ou então, comece uma vida mental mais ativa, com avaliações diárias de suas reações, estado de humor, de ansiedade antes e depois da atividade&#8221;, completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes mesmo da fama dos cadernos adultos para colorir, a arquiteta e urbanista Laura Villar Lignani, 27, já utilizava esta prática como forma de relaxar os ânimos. Ela confirma a análise de Nayara, quando fala sobre a abstração das formas. O que mais encanta Laura é poder usar a criatividade nas cores, sem seguir padrões. &#8220;Se quero um céu pink vou ter um céu pink. Folhagens azul, roxa, o que for. O desenho é meu. Uso as cores que eu quiser. Isso é o que mais me encanta, poder explorar minha criatividade ao extremo.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A arquiteta conta que desde pequena sempre amou colorir com lápis de cor ou até mesmo tinta. &#8220;Sou uma pessoa bastante ansiosa e o fato de precisar ter paciência, delicadeza e sutileza para finalizar um desenho com um resultado bacana, com certeza me ajuda a controlar estes sentimentos. Gasto, normalmente, uma semana ou mais para finalizar um desenho com resultado que desejo. Para aguentar este tempo, tenho que trabalhar a calma e aguentar firme a ansiedade&#8221;, fala com humor.</p>
<p style="text-align: justify;">A estudante Sarah Rocha, de 16 anos, começou a colorir há três meses e avalia a atividade como uma forma de descarregar a ansiedade da rotina que está vivendo, com toda a pressão de vestibulares. &#8220;Acredito que colorir me ajuda muito. Quando eu começo, ligo uma playlist e parece que tudo que eu tenho que fazer se resume a isso. Eu me isolo de tudo. As coisas ficam mais fáceis quando a única preocupação do momento é que cor combina com a outra&#8221;, destaca. Ela conta que sempre se interessou por atividades artísticas e começou a desenhar com 8 anos e a pintar quadros com 10 anos. Em maio, sua mãe comprou o Jardim Secreto e Floresta Encantada para ela, mas acabou que Sarah coloriu os dois. &#8220;O que mais me atrai em colorir são os resultados. Muita gente pensa que é fácil e até banaliza ou ridiculariza a atividade, mas para fazer algo direito, tem que ter esforço, paciência, dedicação e gostar. A sensação nunca é de tempo perdido&#8221;.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Colorir não é uma técnica terapêutica</h2>
<p style="text-align: justify;">Outro alerta muito importante que Nayara acrescenta é sobre generalizar ação, como se colorir fosse uma técnica boa para todo o tipo de paciente. Ela intitula os livros como uma forma de passatempo, sem análises científicas que possam colocá-lo como um instrumento terapêutico. &#8220;Não existe um estudo, como por exemplo, os trabalhos que realizamos nas terapias cognitiva comportamentais, que são aliadas aos estudos científicos. Ainda não existem trabalhos acadêmicos que avaliem nem mesmo a correlação entre colorir e respostas emotivas do paciente. Sabemos das reações por relatos informais&#8221;, concluí.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.acessa.com/cultura/arquivo/noticias/2015/07/08-livros-de-colorir-sao-terapia-ou-passatempo/</p>
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