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	<title>estímulos desagradáveis - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Emoções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2018 11:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[regulação emocional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todos nós vivenciamos emoções de vários tipos em nosso dia-a-dia. Tentamos lidar com elas de maneiras tanto eficazes quanto ineficazes. Não há problemas em sentir emoções. Sem emoções, nossas vidas não teriam significado, textura, riqueza, contentamento e conexão com outras pessoas. As emoções nos lembram de nossas necessidades, nossas frustrações e nossos direitos – nos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Todos nós vivenciamos emoções de vários tipos em nosso dia-a-dia. Tentamos lidar com elas de maneiras tanto eficazes quanto ineficazes. Não há problemas em sentir emoções. Sem emoções, nossas vidas não teriam significado, textura, riqueza, contentamento e conexão com outras pessoas. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">As emoções nos lembram de nossas necessidades, nossas frustrações e nossos direitos – nos levam a fazer mudanças, fugir de situações difíceis ou saber quando estamos satisfeitos. Ainda assim, há muitas pessoas que se sentem sobrecarregadas por suas emoções, temerosas dos sentimentos e incapazes de lidar com eles por acreditar que a tristeza e a ansiedade impedem um comportamento efetivo. É necessário entender que as emoções, mesmo quando negativas, possuem funções importantes em nossas vidas. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Quando em uma situação de perigo de vida reagimos com entorpecimento emocional, não lidamos bem com a situação. Deveríamos temer e fugir ou enfrentar.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A capacidade de identificar, reconhecer e nomear, bem como a capacidade de diferencias as próprias emoções é importante para a compreensão do nosso funcionamento. A psicoeducação sobre as emoções incluir orientar o paciente no sentido de que:</span></p>
<ol class="ol1">
<li class="li2"><span class="s1">Os homens nascem com a capacidade de experimentar emoções universais como medo, raiva, tristeza, nojo, alegria e surpresa;</span>
<ul class="ul1">
<li class="li2"><span class="s1">Estas emoções não requerem aprendizagem, embora sua expressão ou inibição dependa do desenvolvimento cognitivo e do contexto cultural;</span></li>
<li class="li2"><span class="s1">Estas emoções possuem um valor adaptativo;</span></li>
</ul>
</li>
</ol>
<ol class="ol1">
<li class="li2"><span class="s1">Outas emoções surgem posteriormente, como a vergonha e a culpa;</span></li>
<li class="li2"><span class="s1">As emoções não duram indefinidamente, mas apenas segundo sou minutos, tendendo a diminuir de intensidade após atingirem o pico;</span></li>
<li class="li2"><span class="s1">As emoções podem se autoperpetuar e talvez se tornem um estado de humor.</span></li>
</ol>
<p class="p3"><span class="s1">As emoções compreendem um conjunto de processos, dos quais nenhum é por si só suficiente para denominar uma experiência como “emoção”. Elas envolvem avaliação, sensação, intencionalidade (um objeto), “sentimento” (ou qualia), comportamento motor e, na maioria dos casos, um componente interpessoal. </span></p>
<p class="p3"><span class="s1">Assim, ao ter a emoção “ansiedade”, você reconhece que está preocupado com o fato de que não conseguirá concluir o trabalho a tempo (avaliação), o ritmo cardíaco acelera (sensação), você se concentra em sua competência (intencionalidade), tem sentimentos terríveis em relação à vida (sentimento), torna-se fisicamente agitado e inquieto (comportamento motor) e pode muito bem dizer a seu parceiro que está em um dia ruim (interpessoal). </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A desregulação emocional, que causa prejuízo ao nosso funcionamento, pode se manifestar tanto como intensificação excessiva quanto como desativação excessiva das emoções. </span></p>
<ul class="ul1">
<li class="li2"><span class="s1">A intensificação excessiva inclui qualquer aumento de intensidade de uma emoção que seja sentida pelo indivíduo como indesejada, intrusiva, opressora ou problemática. </span></li>
<li class="li2"><span class="s1">A desativação excessiva de emoções inclui experiências dissociativas, como despersonalização e desrealização, cisão ou entorpecimento emocional em situações nas quais normalmente se esperaria que as emoções fossem sentidas em alguma intensidade ou magnitude. </span></li>
</ul>
<p class="p1"><span class="s1">Quando a TCC trabalha regulação emocional, estamos auxiliando nossos pacientes a:</span></p>
<ol class="ol2">
<li class="li2"><span class="s1">perceber e classificar emoções, </span></li>
<li class="li2"><span class="s1">usar as emoções para tomar decisões e esclarecer valores e metas, </span></li>
<li class="li2"><span class="s1">compreender a natureza das emoções, descartando interpretações negativas acerca delas, e </span></li>
<li class="li2"><span class="s1">entender como as emoções podem ser manejadas e controladas.</span></li>
</ol>
<p class="p1"><span class="s1">Em virtude da natureza multidimensional das emoções, os clínicos podem considerar qual dimensão deve ser o foco primordial, escolhendo entre várias abordagens: técnicas de manejo do estresse (p. ex., relaxamento, exercícios respiratórios), intervenções baseadas na aceitação (p. ex. ampliar a capacidade de suportar estímulos desagradáveis, vivendo os mesmo sem julgá-los), estratégias focadas nos esquemas emocionais ou atenção plena (mindfulness).</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Referência:</span></p>
<p class="p5"><span class="s1">Leahy et. al. Regulação Emocional em Psicoterapia. Artmed, 2013.</span></p>
<p class="p5"><span class="s1">Melo et. al. Estratégias psicoterápicas e a terceira onda em terapia cognitiva. 2014.</span></p>
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