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	<title>educação - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>educação - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Como escolher a escola ideal para seu filho? (Vídeo Completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-escolher-a-escola-ideal-para-seu-filho-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste vídeo levantaremos alguns pontos que facilitaram na hora de escolher uma escola para seu filho. Confira com Larissa Leite, Psicóloga da Casule! Quer tomar um café? Venha conhecer a Casule ou marque um atendimento online aqui&#160;(em qualquer lugar do mundo) Você pode falar direto com nossa central de atendimento pelo WhatsApp:&#160;https://goo.gl/yWewR2 Acompanhe nossos bastidores [&#8230;]</p>
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<p>Neste vídeo levantaremos alguns pontos que facilitaram na hora de escolher uma escola para seu filho.</p>



<p>Confira com Larissa Leite, Psicóloga da Casule! Quer tomar um café? </p>



<p>Venha conhecer a Casule ou marque um <a href="https://casule.com/marcar-consulta/#marcar-consulta">atendimento online aqui</a>&nbsp;(em qualquer lugar do mundo)</p>



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		<title>Como aproveitar as férias escolares com seu filho?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-aproveitar-as-ferias-escolares-com-seu-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2019 15:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Férias. As crianças e adolescentes esperam ansiosamente por essa época do ano para descansarem, relaxarem e, principalmente, poderem se divertir, encontrar os amigos, brincar, jogar, ficar na internet, entre outras formas de lazer. É o período ideal para passar mais tempo com a família e mesmo que os pais estejam trabalhando nesse período de férias [&#8230;]</p>
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<p>Férias. As crianças e adolescentes esperam ansiosamente por essa época do ano para descansarem, relaxarem e, principalmente, poderem se divertir, encontrar os amigos, brincar, jogar, ficar na internet, entre outras formas de lazer. É o período ideal para passar mais tempo com a família e mesmo que os pais estejam trabalhando nesse período de férias escolares, é possível remodelar a rotina para ter um tempo de maior qualidade com as crianças.</p>



<p>Uma preocupação comum dos pais é a forma como os filhos irão se divertir, uma vez que muitos dedicam muitas horas do dia a jogos eletrônicos e/ou internet. Uma forma de administrar essa preocupação é planejar as atividades de lazer junto com o seu filho, lembrando que a ideia não é ser algo rígido e nem uma “obrigação” em ter cumprir todas as atividades, mas seria uma boa estratégia distribuir o tempo livre entre as atividades que os pequenos mais gostam e que sejam saudáveis para eles, como passear ao ar livre, visitar parentes e amigos, ir ao cinema, brincar/jogar com a família toda, etc.&nbsp; &nbsp;</p>



<p>Dicas para aproveitar melhor o tempo com os filhos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Tente se desconectar da internet, da televisão ou do computador enquanto estiver com seu filho. Dedicar tempo às crianças implica em estar integralmente com elas, livre de distrações, de modo a permitir que a criança se sinta acolhida e amada.&nbsp;</li><li>Procure adequar seu comportamento não verbal às necessidades e entendimento do seu filho. Adote gestos de aproximação, como agachar, olhar nos olhos e adequar o tom de voz.</li><li>Reserve pelo menos uma hora por dia para brincar ou conversar com a criança, de modo a dar total atenção. Pergunte como foi o dia dela, como ela se sentiu e o que fez.</li><li>Procure fazer as refeições em família e à mesa, evitando distrações e fortalecendo o vínculo familiar.</li><li>Promova passeios esporádicos com o seu filho, em atividades que realmente envolvam pai e filho. Não apenas o leve para passear. Fique longe do celular nesse momento e dê atenção a ele.</li><li>Esteja envolvido com os interesses do seu filho, demonstrando atenção aos seus gostos. Evite criticar as preferências dele, e sim, aproveite para se aproximar dos interesses dele.</li><li>Mesmo que acabem as férias, estabeleça um dia da semana como sendo o “dia da família”, mesmo que sejam poucas horas ao fim do dia. O objetivo é envolver toda a família em uma atividade prazerosa para todos.</li><li>Se preocupe em fornecer um ambiente tranquilo e acolhedor à criança, para que ela possa se sentir segura e à vontade.</li><li>Leia uma história antes da criança dormir, explorando o máximo de detalhes possíveis. As histórias são benéficas para o desenvolvimento emocional, na medida em que possibilitam a expressão dos sentimentos e conflitos internos através da fantasia.</li><li>Brinque com a criança sem preocupações de ordem prática (como se sujar, por exemplo), permitindo que ela satisfaça suas curiosidades.</li><li>Expresse amor de forma clara e compreensível.&nbsp;</li><li>Reforce positivamente os momentos que estiveram juntos, agradecendo pelo tempo que passaram juntos e dizendo como foi bom vivenciar isso.</li></ul>
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		<title>Existe parceria entre família e escola? (Vídeo Completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/psicologia/existe-parceria-entre-familia-e-escola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2019 15:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
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		<category><![CDATA[conexão]]></category>
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		<category><![CDATA[relação]]></category>
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<p> Confira com Milena Magiolo, psicóloga da Casule! Quer tomar um café? </p>



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		<title>Estilos parentais: como os pais se relacionam com os seus filhos?</title>
		<link>https://casule.com/blog/os-estilos-parentais-como-os-pais-se-relacionam-com-os-seus-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2015 11:28:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A forma como os pais exercem a sua função parental é bastante diversificada e tem variado ao longo dos tempos conforme os grupos culturais. As ideias que temos sobre a educação dos filhos diferem de pessoa para pessoa porque são uma faceta importante da nossa personalidade e da nossa filosofia de vida. Mesmo os teóricos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas.jpg"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2694" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas.jpg" alt="Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas" width="600" height="408" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas.jpg 601w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas-300x204.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/Por-que-os-adultos-sao-ensinados-como-criancas-480x327.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A forma como os pais exercem a sua função parental é bastante diversificada e tem variado ao longo dos tempos conforme os grupos culturais. As ideias que temos sobre a educação dos filhos diferem de pessoa para pessoa porque são uma faceta importante da nossa personalidade e da nossa filosofia de vida. Mesmo os teóricos da educação têm pontos de vista variados que talvez reflitam este facto. Exemplificando: para alguns, as pessoas devem ser educadas em colaboração com os seus pares (irmãos, amigos, etc.) através do treino na resolução de problemas e nesta aprendizagem pais, professores e outros familiares participam como conselheiros. Para outros, a natureza humana é a mesma em qualquer sítio e ao longo dos tempos e, portanto, as pessoas devem ter todas a mesma educação consistindo no treino da razão (do raciocínio) e no estudo dos produtos mais importantes da atividade humana: a literatura, a filosofia, a história, a ciência, etc. Para outros ainda, a educação deve ser tradicional, trabalhosa e estritamente controlada pelo educador. Finalmente, para outros a educação deve visar objetivos sociais: a construção de uma sociedade nova, democrática, controlada pelo povo, baseando-se nos dados das ciências do comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Compete ao educador convencer o educando da validade destes objetivos. É de prever que muitos de nós, por razões afetivas, adotem uma mistura de partes destes pontos de vista e não é de estranhar que nos seja muito difícil analisar objetivamente a nossa escolha e que resistamos ferozmente a modificá-la, justificando-nos muitas vezes com argumentos que nos parecem racionais e razoáveis.</p>
<p>A forma como os pais exercem a sua função parental é bastante diversificada e tem variado ao longo dos tempos conforme os grupos culturais. Os pais podem ser afetivos, compreensivos e autoritários. Para perceber estas diferenças é necessário conhecer as crenças e valores dos pais. Nas sessões de reflexão sobre as práticas educativas e sobre as dificuldades que os pais enfrentam na educação dos filhos, procuro compreender como decorreu o processo educativo desde o nascimento. Está muito generalizada entre os psicólogos a ideia de que há diferenças no «estilo» e nas «práticas» parentais. «O estilo parental define-se como sendo a forma como os pais se relacionam com os filhos.» Reflete o clima emocional em que decorrem as relações entre ambos e revela-se em aspectos como o tom de voz, a linguagem corporal, a formalidade no trato e as mudanças de humor. «Exprime-se também por um conjunto de estratégias que os pais utilizam no seu quotidiano com os filhos e que visa instruí-los em aptidões em diferentes domínios (acadêmico, social, afetivo) e em determinados contextos.» É uma forma de controlo em que se usam explicações, punições e recompensas numa supervisão e disciplina consistentes.</p>
<p>O estilo pode ser usado para definir quatro grupos distintos de pais: autoritários, democráticos, permissivos e negligentes. A diferença entre estes quatro grupos reside na forma como se exprime a sua autoridade e no grau de afabilidade e tolerância para com os filhos. Muito esquematicamente, os pais «autoritários» são exigentes e não são compreensivos; os pais «democráticos» são exigentes e compreensivos; os pais «permissivos» são compreensivos e não são exigentes; os pais «negligentes» não são exigentes nem compreensivos. Na prática pode não ser fácil fazer uma catalogação rigorosa. Há trabalhos que pretendem relacionar os estilos parentais com as características que os filhos adquirem durante o desenvolvimento. São estudos que se enquadram na chamada Psicologia Positiva, por visarem promover um bom desenvolvimento das crianças para que estas possam ter uma vida mais saudável em diversos aspectos (psicológicos, cognitivos, sociais) e possam ter mais sucesso nos seus empreendimentos. Os resultados destes trabalhos não podem ser ignorados, mas devem ser encarados com alguma reserva porque subsiste sempre o problema de avaliar a contribuição das características herdadas em relação às adquiridas pela educação. Irmãos com pais comuns e educados de forma idêntica desenvolvem-se de maneira distinta.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2695" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001.jpg" alt="estilos-parentais-001" width="600" height="450" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001.jpg 1024w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-300x225.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-768x576.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-610x458.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-510x382.jpg 510w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-980x735.jpg 980w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-480x360.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2015/11/estilos-parentais-001-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></h2>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo autoritário</h2>
<p style="text-align: justify;">O estilo autoritário caracteriza-se pela imposição da obediência e do respeito pela autoridade. Se na relação que se estabelece entre os pais e a criança o afecto, a reciprocidade e o equilíbrio de poder não estão presentes, o desenvolvimento da criança pode ser prejudicado, comprometendo-se as relações posteriores que ela virá a estabelecer com outras pessoas. Os pais autoritários são exigentes, pouco tolerantes e pouco compreensivos, daí resultando a submissividade e o conformismo dos filhos. Pautam-se por uma constante tentativa de promover nos filhos padrões de comportamento rígidos, no sentido de impedir o desrespeito pela autoridade, aplicando quando necessário medidas como a punição física e a privação de privilégios ou ameaças, compelindo a criança a adequar o seu comportamento às reacções dos pais. Estas práticas podem provocar emoções intensas, como hostilidade, medo e ansiedade, interferindo na capacidade de a criança ajustar o seu comportamento às situações com que é confrontada. Nestas condições as expectativas dos pais não são acompanhadas pela flexibilidade na aceitação dos comportamentos e necessidades das crianças. Desencorajam-se o diálogo e as trocas verbais e colocam-se limites rígidos às manifestações. Dá-se grande valor à manutenção da autoridade e anula-se qualquer tentativa por parte da criança para contestar ou discutir as regras impostas que não resultam de qualquer consenso prévio. O ambiente emocional criado é caracterizado, muitas vezes, por frieza, uma reduzida troca de afecto, distância, e pela ausência de estímulo e de encorajamento. Não é favorável ao desenvolvimento da auto-estima na criança e dificulta a compreensão de regras, uma vez que impede a negociação. As crianças tornam-se frequentemente submissas e dependentes, aparentando não se empenharem na conquista de objectivos. A autonomia que é necessária à tomada de decisões nem sempre se desenvolve.Ao que parece, os filhos de pais autoritários podem ter bom rendimento nos estudos, mas são pressionados a corresponder a expectativas nem sempre razoáveis dos pais em relação ao trato social, ao aproveitamento académico e às escolhas profissionais. Alguns estudos mostram que os filhos de mães autoritárias exibem comportamentos agressivos (agressões verbais ou físicas, destruição de objectos) e mentira e são socialmente retraídos, são depressivos e ansiosos. Noutros estudos os filhos de pais autoritários foram descritos como tendo tendência para um desempenho escolar moderado, sem problemas de comportamento, mas possuindo pouca desenvoltura em sociedade, baixa auto-estima e alto índice de depressão. Outro efeito encontrado do estilo parental autoritário é a transmissão deste estilo aos filhos. A responsividade caracteriza-se pelo apoio e aquiescência, que favorecem a individualidade e a auto-afirmação dos filhos e existe em pais que são afectuosos, dialogantes e empenhados, assumindo a responsabilidade de aceitarem, tanto quanto possível, os pontos de vista e as razoáveis exigências dos filhos. O estilo autoritário resulta da combinação entre altos níveis de controlo e baixa responsividade.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo democrático</h2>
<p style="text-align: justify;">Há dados que sugerem que uma educação num ambiente familiar com poucas tensões (pais democráticos) pode formar pessoas mais relaxadas, mais aptas a lidar com problemas (de forma optimista) e a sobreviver socialmente. Quando os pais são afetivos e participativos em relação aos filhos influenciam a forma como eles aprendem e se relacionam com os outros, assim como o repertório dos seus comportamentos: as suas atitudes e objetivos. A ser assim, o investimento na prevenção de problemas nas relações pais/filhos pode contribuir para um desenvolvimento mais saudável das crianças. Os pais democráticos caracterizam-se por serem muito tolerantes embora sejam exigentes face aos filhos, ou seja, há uma reciprocidade: os filhos devem responder às exigências dos pais, mas estes também aceitam a responsabilidade de responderem, quanto possível, aos pontos de vista e razoáveis exigências dos filhos. Encorajam-lhes a autonomia, ouvem-lhe as opiniões, mas não hesitam no caminho a seguir e não descuram o cumprimento de regras. A negociação e o compromisso são possíveis. Os limites são bem definidos e os pais deixam bem claro até onde os filhos podem ir. Estimulam a discussão e partilham pontos de vista. Tentam direcionar as atividades das suas crianças de maneira racional e orientada, incentivam o diálogo e exercem firme controlo nos pontos de divergência, colocando a sua perspectiva de adulto e reconhecendo a que a criança possui. Os pais democráticos estimulam nos filhos um «estilo explicativo» optimista, interesses próprios e estilos próprios.</p>
<p style="text-align: justify;">A disciplina indutiva envolve práticas educativas que comunicam à criança o desejo dos pais de que ela modifique o seu comportamento, induzindo-a a obedecer-lhes. Esta estratégia disciplinar caracteriza-se por direcionar a atenção da criança para as consequências de seu comportamento para com as outras pessoas e para as exigências lógicas da situação, ao invés das consequências punitivas para ela mesma. Práticas deste tipo envolvem explicações sobre as consequências do comportamento da criança, explicações sobre regras, princípios, valores, advertências morais, apelos ao orgulho da criança e ao amor que ela sente pelos pais, explicações sobre as possíveis implicações maléficas ou dolorosas de certas ações da criança para os outros e para si mesma e sobre o seu relacionamento com as outras pessoas. Pais democráticos estabelecem regras para o comportamento dos filhos que são consistentemente enfatizadas. Supervisionam-lhes a conduta, corrigindo atitudes negativas e recompensando atitudes positivas. A disciplina é imposta de forma indutiva e a comunicação entre pais e filhos é clara e aberta, baseada no respeito mútuo. São pais que têm altas expectativas em relação ao comportamento dos filhos em termos de responsabilidade e maturidade. Além disso, são afetuosos na interação, responsivos às suas necessidades e, frequentemente, solicitam a sua opinião quando conveniente, encorajando a tomada de decisões e proporcionando oportunidades para o desenvolvimento das suas aptidões. Várias trabalhos destacam a influência positiva do estilo democrático sobre o desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes. Os filhos de pais democráticos têm sido associados a aspectos positivos, como a assertividade, maturidade, responsabilidade social, conduta independente e empreendedora, alto índice de competência psicológica e baixo índice de disfunção comportamental e psicológica.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo permissivo</h2>
<p style="text-align: justify;">Os pais permissivos são compreensivos, tolerantes e afetuosos. Utilizam pouco a punição e evitam sempre que possível o exercício da autoridade ou a imposição de regras e restrições. Não conseguem estabelecer limites, permitindo comportamentos desadequados causadores de problemas. Não exigem um comportamento maduro («boa educação», cumprimento de tarefas), permitindo às crianças que elas regulem o seu próprio comportamento, tomem as suas próprias decisões e utilizem poucas regras na gestão do dia-a-dia (horas de deitar, refeições, tempo para ver televisão, etc.) Tentam comportar-se de maneira não-punitiva e receptiva diante dos desejos e ações da criança; apresentam-se aos seus filhos como um recurso para a realização dos seus desejos e não como um modelo, nem como um agente responsável por moldar ou direcionar o seu comportamento.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Estilo negligente</h2>
<p style="text-align: justify;">Os pais negligentes não são exigentes nem responsivos. Tendem a orientar-se pela fuga às inconveniências, o que os faz responder a pedidos imediatos das crianças apenas de forma evasiva. O estilo negligente resulta da combinação entre controlo e responsividade em baixos níveis. Pais negligentes não são nem afetivos nem exigentes nem compreensivos. Tendem a manter os seus filhos à distância, respondendo somente às suas necessidades básicas. Não conseguem organizar-se de modo a fornecerem cuidados e apoio continuados aos seus filhos. Demonstram pouco envolvimento na socialização da criança, não supervisionando o seu comportamento. A ausência de contenção e de orientação vai ter como consequência uma manipulação do mundo exterior por parte das crianças, pois esse é o padrão relacional a que se habituaram no seu dia-a-dia. Enquanto os pais permissivos estão envolvidos com os seus filhos, os pais negligentes estão, frequentemente, centrados em si próprios. O estudo dos estilos parentais engloba também as famílias negligentes mas importa diferenciar um estilo parental negligente da negligência abusiva, considerada uma violência contra criança na literatura sobre maus-tratos. A negligência considerada como maus-tratos ocorre quando os responsáveis pelas necessidades básicas (necessidades físicas, sociais, psicológicas e intelectuais) não as satisfazem, ao passo que o estilo parental negligente se refere aos pais que não assumem integralmente os seus papéis de pais. Neste caso, as relações afetivas entre pais e filhos tendem a diminuir cada vez mais a longo prazo, e até a desaparecer restando uma mínima relação funcional entre pais e filhos. Não é de estranhar que diferentes opiniões sobre como educar possam gerar conflitos entre pais ou com os avós. À medida que o tempo passa tornamo-nos cada vez menos aventureiros, mais conservadores, mais egocêntricos e, porque não dizê-lo, mais egoístas. Simultaneamente, o mundo à nossa volta vai mudando. Mudam as relações entre as gerações e entre os sexos, as correntes de opinião e os regimes políticos dominantes, os hábitos, os passatempos e os vícios, as modas, o estatuto social das profissões, alteram-se as aspirações e os projetos de vida dos mais novos. Estas transformações são uma força constante que tende a separar gerações e, portanto, pais de filhos e de avós.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://www.janela-aberta-familia.org/pt/content/os-estilos-parentais</p>
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		<title>Como lidar com a má-criação do seu filho pequeno?</title>
		<link>https://casule.com/blog/como-lidar-com-a-ma-criacao-do-seu-filho-pequeno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2015 21:59:10 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/calvin-hobbes-32-uppwyd2ye8-1024x768.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2562" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2015/09/calvin-hobbes-32-uppwyd2ye8-1024x768.jpg" alt="calvin-hobbes-32-uppwyd2ye8-1024x768" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Que menino malcriado!&#8221;. Não é raro ouvir essa frase partindo dos próprios pais em relação a seus filhos. Nessas ocasiões, vale a pena refletir: o que quer dizer malcriado? Malcriado é aquele que não recebeu boa criação, que não teve boa educação. E quem são os principais responsáveis pela criação e educação dos filhos? Sim, são os pais.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor forma de evitar as atitudes malcriadas dos filhos é ensinando desde cedo às crianças a ter respeito pelos outros. E também orientando sobre como se portar bem nos diferentes ambientes sociais. Isso se faz estabelecendo limites e principalmente dando o exemplo. &#8220;Muitas vezes a falta de educação vem da falta de limites. As crianças precisam de parâmetros que devem ser dados pelo adulto. Elas necessitam da ajuda do adulto para conseguir conviver socialmente, para saber o que é ou não é aceito pela sociedade&#8221;, diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A partir de que idade os pais devem começar a educar os filhos para agir com respeito em relação aos outros?</h2>
<p style="text-align: justify;">Esse é um ensinamento que deve começar desde os primeiros anos de vida. Mesmo quando a criança ainda não sabe falar ou se expressar bem, ela começará a aprender pelo exemplo dado pelos adultos. Afinal, educar é dar modelo, conforme ressalta a psicóloga Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. &#8220;Tratar a criança com respeito e educação é dar melhores condições para ela aprender a fazer o mesmo&#8221;, afirma</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como agir quando a criança faz birra?</h2>
<p style="text-align: justify;">Em situações em que a criança se descontrola, o adulto deve ser firme, sem ser agressivo. &#8220;Deve mostrar os limites, sem agressão e sem desrespeitar a criança. E deve oferecer outras opções (de ação, de palavras, de atitudes) para mostrar como se pode controlar a situação em questão&#8221;, diz Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. É muito importante que o adulto não perca o controle nessas horas e não deixe a criança assumir o comando. &#8220;Atualmente vemos muitas crianças assumindo o papel do adulto, decidindo pelos pais, agindo como donas da palavra em um mundo que gira em torno dela e onde ela tratada como um príncipe ou princesa&#8221;, afirma Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Como ensinar as crianças a agirem de forma educada?</h2>
<p style="text-align: justify;">O aprendizado é feito aos poucos, conforme a criança vai vivenciando as situações e observando os exemplos dados pelos adultos. &#8220;Esse ensino é, na verdade, uma construção que acontecerá progressivamente. É vivendo situações em que essas palavras façam sentido que a assimilação acontecerá&#8221;, explica Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o filho é muito pequeno, muitos pais tendem a desculpar ou a deixar para lá as má-criações dos filhos pelo fato de acharem que eles ainda são pequenos demais para serem corrigidos. &#8220;As crianças não são pequenas para compreender que as boas relações são geradas por boas ações. Cada vez que o adulto deixa de intervir, está aprovando a atitude do filho. Então essas atitudes vão se tornando parte do repertório de ação daquela criança. Mudar depois será muito mais difícil&#8221;, alerta Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que fazer quando a criança fala palavrão?</h2>
<p style="text-align: justify;">A criança pequena repete tudo que ouve. Quando isso acontecer, cabe ao adulto mostrar que esse não é um comportamento adequado. &#8220;Se o adulto rir ou achar graça na atitude da criança, tornará a conduta aceita e a criança vai sentir que está agradando quando falar a palavra, quando na verdade é o inverso&#8221;, diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo. Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo, acrescenta que achar graça quando o filho fala palavrão ou faz uma malcriação só mostra a falta de limites e a incoerência dos adultos. &#8220;Se falar palavrão é algo que se reprove, deve-se mostrar à criança a sua reprovação e ensiná-la o que é o correto&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a criança é bem pequena, deve-se explicar a ela que o palavrão é uma expressão do universo dos adultos e tentar encontrar com a criança uma palavra do universo infantil que ela possa usar para se expressar, conforme diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo. Porém deve se ter em mente que as palavras &#8211; sendo consideradas ou não &#8220;palavrões&#8221; &#8211; não devem ser usadas com a intenção de ofender ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a criança pequena achar graça em falar palavrões, mostre que ela não deve repetir essas palavras, mas que há outras que podem ser ditas e que também podem ser engraçadas. &#8220;Deixe a criança falar palavras diferentes, inventadas, fazer sons engraçados. Se o adulto somente repreender a criança, ela vai saber que se desejar provocá-lo, usar aquela palavra será uma boa ideia&#8221;, diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/como-ajudar-lidar-malcriacao-seu-filho-pequeno-743039.shtml</p>
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		<title>Os benefícios psicológicos da prática da atividade física na infância</title>
		<link>https://casule.com/blog/os-beneficios-psicologicos-da-pratica-da-atividade-fisica-na-infancia/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2014 17:38:32 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1211" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/img_tornando_as_criancas_interessadas_em_atividade_fisica.jpg" alt="img_tornando_as_criancas_interessadas_em_atividade_fisica" width="450" height="300" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/img_tornando_as_criancas_interessadas_em_atividade_fisica.jpg 450w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/img_tornando_as_criancas_interessadas_em_atividade_fisica-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>Através da atividade física, a criança desenvolve algumas habilidades sociais importantes para o seu desenvolvimento cognitivo e interpessoal e, como consequência, é mais competente socialmente. Com o esporte, a criança começa a aprender a conviver melhor com os colegas, valorizar as relações interpessoais, superar a sua própria resistência, aprimorar a capacidade de lidar com a frustração, compreender e aceitar mais as regras, resolver conflitos, além da consciência corporal, coordenação motora e orientação espacial que é estimulada. Além disso, a atividade física é essencial para regular o sono, melhorar a atenção e concentração, elevar a autoestima e aliviar a ansiedade e o estresse da criança. Portanto, com o esporte, a criança apresenta melhoras pessoais, escolares e sociais.</p>
<p>Qualquer esporte deve ser prazeroso! A criança deve procurar fazer aquela atividade que ela se sinta bem e que lhe traga benefícios. Nenhum tipo de exigência extrema por resultados é benéfica, nem dos pais, nem da criança e nem do educador físico. Para isso, os pais deverão monitorar as crianças nas atividades físicas e sempre conversar com o professor sobre o assunto. Além disso, não deve haver sobrecarga de atividades extras que a criança faz, senão haverá mais prejuízos do que benefícios. A criança precisa também de descansar, de brincar e estudar, tudo com planejamento e na medida certa. Caso a criança se cobre excessivamente, não apenas em relação ao esporte, mas em outros aspectos da vida, outra opção é procurar ajuda profissional de um psicólogo para que tais aspectos sejam trabalhados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dificuldades habituais na escola</title>
		<link>https://casule.com/blog/dificuldades-habituais-na-escola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2014 19:01:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Distração A atenção é essencial para que nas aulas, a criança/jovem consiga estar atento ao que é transmitido, ao que o professor explica e aos exercícios que são feitos. Sem a capacidade atencional, o aluno não consegue focar-se na tarefa ou conteúdo que está a trabalhar ou a aprender. Qualquer outro som, imagem, objecto é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Distração</p>
<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1187" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/11/crian-a_hiper_psi_gr00.jpg" alt="Boy with Paper Airplane in Classroom with Classmates" width="586" height="480" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/crian-a_hiper_psi_gr00.jpg 586w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/crian-a_hiper_psi_gr00-300x246.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/11/crian-a_hiper_psi_gr00-480x393.jpg 480w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /><br />
A atenção é essencial para que nas aulas, a criança/jovem consiga estar atento ao que é transmitido, ao que o professor explica e aos exercícios que são feitos. Sem a capacidade atencional, o aluno não consegue focar-se na tarefa ou conteúdo que está a trabalhar ou a aprender. Qualquer outro som, imagem, objecto é motivo para se distrair. Por exemplo, a restante turma poderá estar a perturbar, um colega pode distrair a criança ou jovem ou a realidade que se passa fora da sala de aula é suficiente para que perca parte da matéria ou não aponte o trabalho de casa e claro as notas são prejudicadas. Será que ter a cabeça no ar é sintoma de algo grave?</p>
<p>Talvez queira experimentar algumas dicas, enquanto não começamos a trabalhar consigo e com o seu filho:</p>
<p>Jogos simples de promoção da atenção;<br />
Ajude-o a identificar em que situações se distrai mais e o que poderá fazer para não se distrair.<br />
Este tipo de comportamentos pode ter a sua origem nas mais variadas situações:</p>
<p>Défice de atenção;<br />
Instabilidade emocional;<br />
Desmotivação escolar;<br />
Problemas exteriores à escola;<br />
Depressão infantil.</p>
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		<title>9 Hábitos tóxicos que fazem diminuir a sua motivação</title>
		<link>https://casule.com/blog/9-habitos-toxicos-que-fazem-diminuir-sua-motivacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2014 21:53:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A motivação gera-nos grande impulso para a ação face aos objetivos que pretendemos alcançar ou sonhos que queremos realizar. Quando nos sentimos motivados emerge uma força de vontade enorme que facilita a obtenção do que desejamos. Indubitavelmente a motivação é uma força em ação que promove a realização daquilo que nos é significativos. Mas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A motivação gera-nos grande impulso para a ação face aos objetivos que pretendemos alcançar ou sonhos que queremos realizar. Quando nos sentimos motivados emerge uma força de vontade enorme que facilita a obtenção do que desejamos. Indubitavelmente a motivação é uma força em ação que promove a realização daquilo que nos é significativos. Mas por vezes, no percurso para sermos bem sucedido deparamo-nos com alguns obstáculos que podem promover alguns maus hábitos que aniquilam a motivação. São hábitos que nos colocam num estado emocional desfavorável, retiram-nos foco, objetividade e promovem o desenvolvimento de crenças disfuncionais. Para nos sentirmos realizados é muito importante termos um enorme impulso face a algo que nos é significativo, mas importa igualmente certificarmo-nos que alguns dos nossos comportamentos não se viram contra nós mesmos.</p>
<p>Apresento 9 hábitos tóxicos que fazem diminuir a sua motivação:<br />
1. VOCÊ DESEJA SER PERFEITO<br />
Perseguir a perfeição é a maneira mais rápida de aniquilar a sua motivação. Se você evita começar algo ou não se propõe a algum desafio ou projeto porque julga não conseguir realizar a tarefa na perfeição, certamente gerou a crença disfuncional de que tem de ser perfeito em tudo o que faz. O seu perfeccionismo transformou-se num obstáculo à sua motivação. Você desenvolveu um pensamento de tudo ou nada. Ou faz na perfeição ou não vale a pena fazer. O que pode prejudicá-lo sempre que você não se perceciona vir a ser totalmente eficaz ou a realizar algo na perfeição. Da próxima vez que você estiver trabalhando num projeto, diga a si mesmo que está no processo de melhoramento. Que o que está a realizar não é algo acabado, e que pode ser melhorado à medida que vai avançando. Isto permite que se proponha a iniciar aquilo no qual poderá ter ficado paralisado. Ter algo feito é melhor do que nunca iniciar nada.</p>
<p>2. VOCÊ COMPARA-SE AOS OUTROS<br />
Estar constantemente a comparar-se aos outros pode ser uma das maneiras mais fáceis de perder a motivação. Quando nos comparamos aos outros (aqueles que têm mais ou obtém melhores resulsados que nós) e isso faz disparar autoavaliações negativas, conduzindo-nos a um diálogo autocrítico negativo, tendemos a diminuir os nossos níveis de energia e a aumentar a descrença nas nossas capacidades, habilidades ou esforços. Quando nos comparamos por defeito, por estarmos “abaixo” dos outros, no retorno, podemos ter a perceção de uma grande discrepância entre o que os outros estão a alcançar e aquilo que nós não estamos a conseguir, levando-nos a desistir. Foque-se naquilo que julga conseguir realizar, e se percecionar que não está a obter o que deseja, oriente a sua atenção para estratégias que possam aumentar a probabilidade de ser bem sucedido.</p>
<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1091" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/10/desmotivação2.jpg" alt="desmotivação2" width="639" height="349" /></p>
<p>3. VOCÊ NÃO ACREDITA EM VOCÊ MESMO<br />
Se você não acreditar em você mesmo, quem o fará? Pare de perder tempo e energia botando-se para baixo. Da próxima vez que você se estiver sentindo para baixo, force-se a pensar em alguma coisa que você faz bem. Foque a sua atenção nas suas forças, naquilo que são as suas habilidades. Se tiver dúvidas, pergunte a um amigo chegado. Não faças avaliações do seu valor baseando-se apenas em filtros negativos. Ou seja, não olhe apenas para aquilo que não conseguiu realizar ou atingir. Recorde dos seus feitos, mesmo que sejam coisas insignificantes. Foque a sua atenção naquilo que é positivo, e se mesmo assim não for suficientemente positivo, trabalhe naquilo que pode melhorar. Deixe de se vitimizar. Faça o que pode fazer.</p>
<p>4. VOCÊ ESPERA DEMASIADO NAS SUAS AÇÕES<br />
A melhor maneira de promover o sucesso nas suas ações e comportamentos é executando passo a passo, pouco a pouco. Concentre-se nas tarefas que você deseja concluir. Você pode olhar para o grande objetivo, mas deve focar as suas energias nas pequenas coisas, para que as pequenas coisas se transforme em grande coisas.</p>
<p>5. VOCÊ NÃO ESTABELECE OBJETIVOS CLAROS<br />
Se você não tem metas, você não irá promover a sua motivação porque não sabe para onde está indo. Você precisa descobrir onde você quer ir e , em seguida, empenhar todos os seus esforços, energia e dedicação nos seus objetivos. Se você não sabe por onde caminhar, pode ir ter a um lugar que não deseja. Não ter metas é como tentar encontrar um novo restaurante sem um endereço. Você pode ter sorte de vez em quando, mas certamente vai ficar deambulando a maior parte do tempo.</p>
<p>6. VOCÊ NÃO ENCORAJA A SI MESMO<br />
Se você não se incentiva a si mesmo, está a dar um tiro nos seus próprios pés. Construa o seu alfabeto motivacional. Formule um conjunto de palavras, imagens mentais, gestos, músicas, ou qualquer coisa que possa funcionar como um gatilho que faça disparar em você mesmo uma vontade enorme para a realização dos seus objetivos. Ao encontrar uma maneira de encorajar a si mesmo você vai sentir-se mais recompensado e motivado. Lembre-se, trate-se da mesma maneira que você espera que os outros o tratem.</p>
<p>7. VOCÊ NÃO CUIDA DE SI MESMO<br />
Uma das formas primárias mas primordiais é o descanso. Se você não descansa devidamente, se não recupera do seu esforço do dia a dia, certamente irá ver a sua motivação afetada. A motivação faz uso da nossa energia disponível, e é negativamente afetada quando andamos exaustos. Certifique-se que agenda devidamente e intencionalmente a sua recuperação e energização. Dedique algum do seu tempo ao lazer e a atividades relaxantes que você gosta de realizar.</p>
<p>8. VOCÊ DEIXOU DE SER CRIATIVO<br />
Você precisa alimentar a sua motivação com novas ideias. Se você entra num estado rotineiro de pensar e fazer sempre as mesmas coisas, o ânimo, curiosidade e criatividade tendem a cristalizar-se. Mantenha a sua mente ativa. Mantenha-se informado dos assuntos que gosta, desenvolva-os, leia, troque opiniões, fale com outras pessoas. O poder criativo que todo nós comportamos é a porta de entrada para novas ideias. Se você desenvolver uma mentalidade de melhoria e de desenvolvimento pessoal, a sua mente manter-se-á ativa, aumentando a probabilidade de surgirem novas ideias e você sentir-se mais motivado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9. VOCÊ PERDE O FOCO DAS SUAS PRIORIDADES<br />
Se você persegue um determinado objetivo e existem distrações, vícios ou comportamentos parasitas que interferem com o seu foco prioritário, é importante trabalhar na sua autodisciplina. Esforce-se para realizar uma lista das principais distrações que você tem que o impedem de realizar o que mais importa. Ganhe consciência daquilo que o afasta dos seus objetivos. Depois devolva o poder a você mesmo. Organize o seu tempo. Não tem de deixar de fazer algumas das coisas que servem de escape da sua vida. O que tem de fazer é organizar-se e decidir os momentos que pretende dispensar a cada uma dessas atividades</p>
<p>Fonte:  http://www.escolapsicologia.com/9-habitos-toxicos-que-aniquilam-a-sua-motivacao/</p>
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		<item>
		<title>A dor emocional é inevitável,o sofrimento é opcional</title>
		<link>https://casule.com/blog/dor-emocional-e-inevitavelo-sofrimento-e-opcional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2014 19:43:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não podemos não sentir dor, é uma condição humana. No processo evolutivo funciona como uma forma avançada de sobrevivência. A dor física permite-nos identificar a grande maioria das coisas que nos podem causar dano imediato, ou servir de alerta para algo no nosso organismo que precisa de cuidados e atenção. No que respeita à dor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não podemos não sentir dor, é uma condição humana. No processo evolutivo funciona como uma forma avançada de sobrevivência. A dor física permite-nos identificar a grande maioria das coisas que nos podem causar dano imediato, ou servir de alerta para algo no nosso organismo que precisa de cuidados e atenção. No que respeita à dor emocional, poderemos dizer que se assemelha às funções da dor física. Funciona como um alerta de que algo na nossa vida não está acontecendo como desejamos, ou que estamos insatisfeitos face a algo ou a alguém. Entre o estímulo que provoca dor emocional e a forma como respondemos à nossa percepção criada, reside a nossa oportunidade de resposta. Isto quer dizer que perante o sentimento de dor emocional (que pode ser pontual e transitório), não temos necessariamente que transformá-lo em sofrimento. A forma como respondemos à dor emocional, o enquadramento e atitude que decidimos ter, pode conduzir-nos à vitmização e consequente sofrimento, ou à capacitação e consequente conforto e bem-estar.</p>
<p>Viktor- Frankl escreveu sobre os impactos psicológicos da vida como um prisioneiro nos campos de concentração nazis da Segunda Guerra Mundial. A sua mãe, pai, irmão e esposa grávida foram mortos nos campos. Dr. Frankl descreve em detalhes arrepiantes sobre a forma como os seus captores lhe tomaram quase tudo o que era significativo, incluindo a sua dignidade humana básica. A única coisa que os nazis não foram capazes de tirar foi a sua escolha quanto à forma de responder à privação, degradação e trauma a que ele foi submetido. Ele tomou uma decisão consciente para concentrar as suas energias em “utilizar” a seu favor o curto espaço de tempo, mas muito importante, entre o estímulo (o que fosse dito ou feito para ele) e a sua resposta a isso. A sua capacidade de manter esse grau de autonomia psicológica e autorregulação emocional nas circunstâncias mais terríveis que se possa imaginar, fornece um exemplo notável de força emocional sob extrema pressão, o poder de escolha pessoal, e a serenidade na ação.</p>
<p>DOR FÍSICA E DOR EMOCIONAL<br />
A dor física tem componentes biológicos e psicológicos distintos que efetivamente representam o estímulo e a resposta. A biologia da dor é o sinal transmitido através do sistema nervoso central que “algo está errado.” A psicologia da dor é a interpretação ou o significado que damos a esse sinal de dor, o discurso interno e crenças internas sobre o assunto, que, em seguida, dirige as nossas reações emocionais. O sofrimento resulta de respostas psicológicas e emocionais à dor. As facetas biológicas e psicológicas da dor combinam-se para orientar a grande maioria dos nossos recursos internos para a deteção do perigo (real ou imaginado), fazendo soar um alarme continuo e angustiante que fornece a matéria prima para o sofrimento.</p>
<p><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1080" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/10/sofrimento.jpg" alt="sofrimento" width="640" height="350" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/sofrimento.jpg 640w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/sofrimento-300x164.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/sofrimento-610x334.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/sofrimento-480x263.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/10/sofrimento-600x328.jpg 600w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>A recuperação ou superação da dor emocional pode ser alcançado através da distinção consciente entre a dor real e o sofrimento que esta causa, focando-se em recursos pessoais que permitam a obtenção de alívio do sofrimento. A dor é inevitável, o sofrimento não. O sofrimento instala-se em resposta a pensamentos como: “Por que eu? Não é justo. Isto é horrível. Eu não aguento mais.” Com este tipo de declarações a pessoa vê-se destituída de controle sobre o seu estado. Fica com uma percepção de ausência de capacidade de resposta que possa trazer alívio.</p>
<p>O sofrimento, em geral, bem como o específico, como o sofrimento emocional ou a dor crónica, é uma função de desequilíbrios no funcionamento físico, mental, emocional e / ou espiritual. Porque tudo o que afeta a mente ou o corpo irá inevitavelmente afetar a oura parte, independentemente de qual lado é originado. Desequilíbrios no pensamento podem criar desequilíbrios no funcionamento físico, emocional e espiritual. A recuperação do sofrimento gira em torno de progressivamente e continuamente restabelecer o equilíbrio nessas áreas.</p>
<p>O sofrimento é tanto uma causa como um efeito dos pensamentos catastróficos e emoções perturbadoras associadas ao sentimento de dor emocional: ansiedade, irritabilidade, raiva, medo,depressão, frustração, culpa, vergonha, solidão, desespero, decepção, desesperança. O pensamento negativo só contribui para analisarmos as situações difíceis, ainda pior. Muitas pessoas, inclusive aquelas que não estão afetadas cronicamente pela dor emocional, prejudicam-se quando continuamente ficam repetindo nas suas mentes os aspetos negativos daquilo que provoca dor. Os nossos pensamentos negativos têm a capacidade de nos fazer infelizes, podendo ser especialmente traiçoeiros, alimentando-se de um padrão mental negativo que promove profecias autorealizáveis e autodestrutivas.</p>
<p>ALÍVIO DO SOFRIMENTO<br />
O sofrimento pode ser aliviado quando as pessoas se tornam conscientes da sua reação na presença da dor emocional. Para evitar ou diminuir a probabilidade da dor emocional se tornar em sofrimento, tem de aprender-se a responder de forma construtiva a essa mesma dor. O processo de recuperação ou evitamento do sofrimento pode ser conseguido através da aplicação de estratégias de aceitação e práticas baseadas na mindfulness (atenção plena). Restabelecer o equilíbrio emocional perante um acontecimento que nos gera dor emocional implica ganhar consciência de todo o processo que conduz ao sofrimento, para, pouco a pouco, ir implementando uma forma mais saudável de lidar com a dor.</p>
<p>Importa tomar consciência do pensamento negativo e do discurso interno que começam a ser ativados, para que nesse exato momento se aceite a experiência de dor emocional e se acione o processo de desapego da mesma. A ideia de desapego aqui, pode ser melhor compreendida, se perceber que na presença de dor emocional você é maior que essa dor. Que você não se resume aquele acontecimento. Na verdade, na presença de dor emocional, você continua a ter imensas capacidades e recursos, os quais pode acionar e focar-se para lhe darem algum conforto e ânimo, no sentido de perceber que nesse momento continuam a existir imensas coisas boas das quais pode usufruir e servirem como ajuda, para que a situação em que se encontra possa ser melhorada ou mais facilmente suportada.</p>
<p>Este processo é fácil de ser aprendido e praticado? Claro que não. Todavia, é absolutamente possível. Ao ajustar o nosso pensamento, e a forma como pensamos acerca dos pensamentos que temos na presença da dor emocional, podemos mudar as nossas respostas emocionais, a intensidade daquilo que sofremos (ou não), o nosso nível de tensão e estresse, e, por sua vez, a nossa experiência de dor.</p>
<p>Fonte: http://www.escolapsicologia.com/</p>
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		<title>Pais que praticam bullying com filhos são frustrados com a própria educação</title>
		<link>https://casule.com/blog/pais-que-praticam-bullying-com-filhos-sao-frustrados-com-propria-educacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2014 16:44:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na tentativa de fazer com que a filha emagreça e se torne mais vaidosa, Shirley (Vivianne Pasmanter) sempre acaba pegando pesado com Bárbara (Polliana Aleixo). Uma das atitudes mais execráveis da ricaça de &#8220;Em Família&#8221;, da Globo, foi ter dado de presente à garota uma roupa tamanho GG, com clara intenção de humilhá-la. Assim como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na tentativa de fazer com que a filha emagreça e se torne mais vaidosa, Shirley (Vivianne Pasmanter) sempre acaba pegando pesado com Bárbara (Polliana Aleixo). Uma das atitudes mais execráveis da ricaça de &#8220;Em Família&#8221;, da Globo, foi ter dado de presente à garota uma roupa tamanho GG, com clara intenção de humilhá-la.</p>
<p>Assim como acontece na trama de Manoel Carlos, na vida real algumas mães – e pais, também – ultrapassam os limites do bom senso na hora de fazer uma crítica aos filhos, ou ao tentar incentivá-los. Mas nem sempre, os motivos têm a ver com crueldade ou falta de afeto.</p>
<p>Segundo Marcelo Lábaki Agostinho, psicólogo clínico, psicanalista e terapeuta familiar com atuação em consultório particular e no Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), o modo como os pais lidam com os filhos é fruto, principalmente, da educação que receberam – para o bem e para o mal.</p>
<p>&#8220;Considerando que os pais costumam educar os filhos a partir da própria experiência com que foram educados, a tendência seria repetir a educação que receberam. Só que essa repetição pode se dar de duas formas distintas&#8221;, comenta o especialista.</p>
<p>A primeira seria a partir da idealização da educação que receberam. Ou seja, se pais usaram, por exemplo, de castigos ou autoridade, e isso aparentemente funcionou, por que não agir igual com os próprios filhos?</p>
<p>&#8220;A partir da idealização, a pessoa repete a educação recebida sem olhar para as necessidades e história dos próprios filhos, que podem ser muito diferentes da que os pais tiveram quando pequenos&#8221;, diz Marcelo. A outra maneira percorre a direção inversa: educar os filhos a partir do contrário de como foram educados. Aqui, ao invés da idealização, há uma crítica (que pode ser mais ou menos acirrada) em relação ao modelo de educação que receberam.</p>
<p>&#8220;Se os pais foram muito rígidos, eles podem, por exemplo, educar os filhos de uma forma mais permissiva&#8221;, fala o psicólogo. Para Marcelo, no caso exposto pela novela, Shirley demonstra extrema inabilidade em abordar o assunto da obesidade com a filha, resultado de questões mal elaborados no passado com os próprios pais.</p>
<p>Para quem não lembra, Shirley abominava os porres e escândalos públicos de Viriato (Henrique Schafer) e tinha vergonha do jeito fútil de Mafalda (Simone Soares) que, inclusive, parecia querer competir a com a filha no jeito de se vestir e se comportar.</p>
<p><div id="attachment_846" style="width: 281px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-846" class="wp-image-846 size-medium" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/05/pai-bullying-filha-psicologia-juiz-de-fora-271x380.jpg" alt="Comentários pejorativos podem provocar resultados desastrosos na autoestima. Psicologia em juiz de fora" width="271" height="380" /><p id="caption-attachment-846" class="wp-caption-text">Comentários pejorativos podem provocar resultados desastrosos na autoestima</p></div></p>
<p>&#8220;Talvez pais e mães parecidos com Shirley não queiram magoar ou não ajam por maldade ou falta de afeto, mas suas ações machucam os filhos, que as recebem de outra forma, sem que se dêem conta disso&#8221;, diz o especialista.</p>
<p>Na opinião de Rejane Sbrissa, psicóloga de São Paulo (SP) especializada no tratamento da obesidade e de transtornos alimentares, outro ponto de vista é que mães excessivamente críticas como a personagem de &#8220;Em Família&#8221; são controladoras e não aceitam os filhos como são por causa do próprio passado.</p>
<p>&#8220;Provavelmente seus pais foram exigentes e cheios de cobranças. São mães que sofreram falta de afeto e que acreditam que estão agindo corretamente com os filhos para que eles não sofram o que ela sofreu&#8221;, declara.</p>
<h2>Consequências ao longo da vida</h2>
<p>O fato é que críticas e comentários pejorativos podem provocar resultados desastrosos na autoestima do filho. &#8220;Durante a infância a criança cresce achando que a mãe esta correta, mas não entende em que realmente erra&#8230; Só sabe que do modo como se comporta, não agrada. Sente-se sempre culpada e nem sabe direito o porquê&#8221;, conta Rejane.</p>
<p>De acordo com a psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira, de São José do Rio Preto (SP), a criança não tem capacidade de crítica para compreender que a mãe a maltrata por problemas relacionados à própria personalidade.</p>
<p>&#8220;Ela acredita que se o desprezo da mãe deve-se ao fato de que ela é ruim e não merecedora de afeto, daí a constante busca de aprovação dos pais&#8221;, explica.</p>
<p>Essa sensação de culpa já faz com que a criança se desenvolva até a adolescência sem autoestima, tornando-se insegura e fechada, pois tem medo de ser criticada, como a mãe o fez. Nem por isso, entretanto, os filhos rechaçam os pais ou deixam de gostar deles – na novela das 21h, é perceptível o amor que Bárbara sente por Shirley e o quanto gostaria de se sentir amada pela mãe.</p>
<p>E na idade adulta a pessoa não consegue se gostar e aceitar como realmente é. Está sempre querendo agradar aos outros e tentando fazer as coisas como os demais esperam. São indivíduos que nunca se sentem em seu próprio corpo, pois aprenderam desde cedo que o modo como são é errado ou insatisfatório.</p>
<p>A psiquiatra Dinah Akerman, de São Paulo, diz que ao longo da vida todos costumamos criar defesas psíquicas para nos proteger de situações que causam medo, dor e vergonha. E assim conseguimos sobreviver à prova dos arranhões no plano emocional.</p>
<p>&#8220;O maior desejo de qualquer pessoa é ser amada, principalmente pelos pais. Isso tende a se perpetuar na vida adulta se ela continua presa às defesas criadas na infância pela falta de afeto. É como se a Bárbara fosse regida pela sua criança interna&#8221;, fala.</p>
<h2>Mudança de atitude</h2>
<p>É possível mudar esse padrão de relacionamento, mesmo se estiver arraigado há tempos? Dá trabalho, mas a resposta é sim.</p>
<p>Primeiro, é necessário que os pais se dêem conta de que vêm praticando uma espécie de bullying . &#8220;O passo seguinte é tentar agir de forma diferente. Será que quando se critica um filho de forma repetida, os pais não pensam que estão desejando que ele seja diferente do que é? Vale a pena analisar que, na sua diferença, o filho real pode ter outros aspectos positivos&#8221;, afirma Marcelo Lábaki Agostinho.</p>
<p>Aprender a criticar ou orientar sem magoar também exige esforço, segundo Rejane Sbrissa. &#8220;Comece avaliando se o filho precisa mesmo ser criticado e se você realmente o estará ajudando&#8221;, afirma.</p>
<p>A especialista recomenda começar a conversa falando das qualidades. Só depois a crítica deve ser colocada e sempre acompanhada de uma possível solução para o problema.</p>
<p>&#8220;Diga como pensa e como você resolveria. Ouça a resposta e lembre-se sempre que ele é outro ser humano, não uma extensão sua. Cada pessoa tem sua personalidade, vontades e gostos&#8230; Ao se sentir respeitado, o filho vai ouvir o que você tem a dizer. Ao final diga que ele sempre poderá contar com você&#8221;, explica a psicóloga.</p>
<p>Em casos mais extremos, em que os pais são resistentes a mudar a própria conduta, cabe à outra parte tentar romper esse padrão ao se esforçar para se conhecer melhor e, assim, se sentir mais confiante. Às vezes o auxílio de uma terapia é necessário, principalmente para quem quer fazer diferente quando tiver os próprios filhos. Durante esse processo, tentar enxergar algo de positivo na atitude dos pais também pode ajudar.</p>
<p>&#8220;Por mais que a mãe ou o pai critique um filho, praticando bullying, a relação pode englobar outros aspectos e, em alguns momentos, afetos positivos também aparecem. Na novela, a Shirley, apesar de a todo o momento apontar a questão da filha ser gorda, ela também tenta estimulá-la no desenvolvimento de sua sexualidade, comprando lingeries para a garota&#8221;, diz Marcelo Lábaki, da USP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2014/05/07/pais-que-praticam-bullying-com-filhos-sao-frustrados-com-a-propria-educacao.htm</p>
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