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	<title>Doenças crônicas - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>O papel do psicólogo no tratamento de doenças crônicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2018 12:01:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos profissionais da saúde se uniram em diversas especialidades com o intuito de promover novas formas de cuidados e assistência  a pessoas com doenças crônicas e possibilitar uma melhor qualidade de vida. A doença crônica se caracteriza como um estado patológico permanente, que produz alterações psicológicas irreversíveis e requer um longo processo de reabilitação, observação, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Muitos profissionais da saúde se uniram em diversas especialidades com o intuito de promover novas formas de cuidados e assistência  a pessoas com doenças crônicas e possibilitar uma melhor qualidade de vida.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> A doença crônica se caracteriza como um estado patológico permanente, que produz alterações psicológicas irreversíveis e requer um longo processo de reabilitação, observação, controle e cuidados. Alguns exemplos de doenças crônicas são: diabetes, doença de Alzheimer, hipertensão, asma e doenças autoimunes.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> As doenças crônicas podem acompanhar durante muito tempo a vida de uma pessoa ou toda a sua vida e, neste último caso, não há cura, apenas tratamentos periódicos, tornando-se assim numa ameaça ao bem-estar e à qualidade de vida. Além da parte física, as doenças crônicas também apresentam efeitos emocionais e psicológicos que podem ser devastadores e até influenciarem o processo de tratamento. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Cada doença tem as suas especificidades, seja o número de horas que a pessoa tem de passar em serviços de saúde, as alterações na alimentação, o tempo recomendado de descanso, a possível ausência do trabalho, menos rendimento, etc. Nas situações em que a pessoa precisa de alguém para se deslocar ou para realizar alguma atividade do quotidiano, as dificuldades emocionais da gestão da doença tendem a piorar.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> A Psicologia contribui para ajudar esse paciente a manter equilíbrio e entender o funcionamento dos conflitos enfrentados devido a patologia vivenciada. É papel do psicólogo oferecer ao paciente instrumentos terapêuticos para ajudá-lo a diminuir seu sofrimento e ter uma compreensão mais ampla sobre sua desorganização psíquica e encorajá-lo a criar novas possibilidades de enfrentamento.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Conviver com uma doença que não tem cura não deve significar render-se, abdicando de sonhos e objetivos. Por mais grave que uma patologia seja, por mais cruel o seu diagnóstico, o paciente precisa sempre contar com o acompanhamento psicológico em busca de um caminho menos doloroso.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> A finitude do ser humano provavelmente será para sempre a mais complexa das questões humanas. Ter uma doença crônica, muitas vezes, significa lidar de maneira muito direta com esse difícil conflito existencial.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> São situações de instabilidade psicológica e emocional, em que toda a equipe médica, o meio social e familiar exigem atenção do psicólogo. É ele quem poderá direcionar todos para um tratamento mais humanizado e para uma melhor comunicação entre o paciente e os demais afetados.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"><b>Diferentes doenças, diferentes reações</b></span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Nem toda doença crônica ocasionará efeitos traumáticos sobre a vida e o bem-estar dos pacientes. Mesmo que exijam cuidados constantes, alguns distúrbios provocarão sintomas mais brandos, sem afetar gravemente o indivíduo.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Outros casos já exigem um acompanhamento psicológico mais cauteloso. A própria depressão e o transtorno bipolar podem ser doenças crônicas ou, ainda, se manifestar em pessoas que sofram de outras patologias irreversíveis.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Distúrbios que apresentem efeitos mais acelerados exigem bastante atenção para o emocional dos pacientes.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> O psicólogo precisa, nesses casos, se aproximar do drama do paciente e da família, contribuindo para seu entendimento existencial, para a aceitação de tratamentos possíveis e, até mesmo, para uma compreensão menos dolorosa de um destino inevitável.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"><b>Os mecanismos de defesa</b></span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Ainda que cada reação às doenças crônicas seja única, alguns comportamentos são identificados com grande frequência. Ter que encarar um diagnóstico sem cura leva o paciente a refletir sobre aspectos muito complexos como sua própria existência, suas perdas e sua morte.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Diante desse quadro, ele pode disparar alguns mecanismos de defesa que o ajudarão a lidar com suas angústias. Alguns dos mecanismos mais comumente apontados são:</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"><b>Regressão</b></span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Algumas enfermidades afetarão a independência dos pacientes. Por consequência das doenças crônicas, pode-se necessitar de cuidados mais constantes. Nesses casos é comum o paciente assumir uma postura infantilizada, embarcando em um jogo de atenção e cuidados. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1"><b>Negação</b></span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Nota-se bastante a negação de alguns quadros essencialmente relacionados ao psicológico, como a dependência química e a própria depressão. Mas o mecanismo de recusa também se apresenta em outras doenças crônicas, independentemente de terem ou não sintomas muito facilmente detectáveis.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Negando o diagnóstico o paciente também recusará tratamentos, o que pode ocasionar uma progressão mais acelerada do seu distúrbio.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"><b>Aceitação</b></span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Aceitando seu diagnóstico, o paciente pode adquirir uma postura de investigação, explorando ao máximo os conhecimentos sobre a sua doença, sua condição pessoal e suas perspectivas. Esse mecanismo pode ser bem direcionado, mas precisa de atenção para que o paciente não adquira um comportamento obsessivo.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1"> Perante esta situação, existem algumas questões fundamentais que ajudam a uma maior aceitação da doença e a uma maior procura de alternativas que aumentam o bem-estar do paciente:</span></p>
<ul class="ul1">
<li class="li3"><span class="s1">Procurar um médico com o qual se identifique e seguir o tratamento de forma adequada;</span></li>
<li class="li3"><span class="s1">Juntar-se a um grupo de apoio e assim perceber que não está sozinho com a doença e que há várias pessoas na mesma situação;</span></li>
<li class="li3"><span class="s1">Manter um exercício físico regular adequado à sua situação clínica, um dieta equilibrada e cuidados preventivos, além do tratamento clínico;</span></li>
<li class="li3"><span class="s1">Manter-se ativo socialmente, permitindo a aproximação de familiares e amigos, e participar em atividades que promovam o bem-estar psicológico;</span></li>
<li class="li3"><span class="s1">Reconhecer e aceitar que, durante o tratamento, poderão haver dias bons e maus;</span></li>
<li class="li3"><span class="s1">Lembrar-se sempre que as pessoas são muito mais do que a sua doença;</span></li>
<li class="li3"><span class="s1">Procurar apoio psicológico, mesmo quando se tem um bom suporte familiar e de amigos. A ajuda de um profissional de saúde mental pode ser necessária e também muitas vezes aconselhável para os membros da família que lidam com a doença de um ente querido.</span></li>
</ul>
<p class="p3"><span class="s1"><b>Fontes:</b></span></p>
<p class="p3"><span class="s3"><a href="https://maismaismedicina.wordpress.com/2016/01/18/o-papel-do-psicologo-no-tratamento-de-doencas-cronicas/">https://maismaismedicina.wordpress.com/2016/01/18/o-papel-do-psicologo-no-tratamento-de-doencas-cronicas/</a></span></p>
<p class="p3"><span class="s3"><a href="http://actinstitute.org/blog/diagnostico-nao-e-sentenca-a-relacao-de-psicologos-e-doencas-cronicas/">http://actinstitute.org/blog/diagnostico-nao-e-sentenca-a-relacao-de-psicologos-e-doencas-cronicas/</a></span></p>
<p class="p3"><span class="s3"><a href="http://www.psicologia.pt/artigos/ver_carreira.php?viver-com-uma-doenca-cronica&amp;id=364">http://www.psicologia.pt/artigos/ver_carreira.php?viver-com-uma-doenca-cronica&amp;id=364</a></span></p>
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