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	<title>doença crônica - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>doença crônica - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Por que devemos cuidar do cuidador do doente crônico?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2019 15:00:27 +0000</pubDate>
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<p>Quando a família se depara com um doente em estado crônico, é inegável constatar as diversas mudanças que toda a família sofrerá em vários aspectos. Uma primeira mudança que pode-se destacar é a financeira, na medida em que agora a família irá arcar com as despesas relacionadas ao tratamento, como medicamentos, exames, deslocamento para as unidades de saúde, dentre outros. Isso representa uma alteração no orçamento familiar que se agrava quando a doença se torna crônica, pois isto representa despesas contínuas que podem acarretar cortes de suprimentos e de outras necessidades da família, gerando uma preocupação com as condições financeiras para atender às necessidades financeiras do paciente e da família.&nbsp;</p>



<p>Além disso, pode ocorrer uma desestruturação familiar quando o doente crônico é o provedor da família, acarretando uma mudança da pessoa-foco para o suprimento das carências familiares. Além dos aspectos financeiros, os familiares dos doentes crônicos experimentam alterações emocionais &#8211; sentimentos de aflição, medo, tensão, insegurança, preocupação, impotência e intranquilidade &#8211; desencadeadas pelas internações recorrentes, pelo medo de complicações e pelo medo da morte. Certamente, essa instabilidade emocional repercute no enfrentamento pessoal e familiar dessa situação. Diante disso, observa-se que a doença de um membro da família também é a doença da própria família, pois a saúde de uma família está intimamente ligada com a soma da saúde de todos os indivíduos que a constituem (Silva et al, 2002).</p>



<p>De acordo com Simonetti e Ferreira (2008), as famílias que tem um de seus membros com problemas crônicos de saúde sentem, juntamente com ele, toda a problemática que envolve a questão. Observa-se que uma doença crônica pode trazer transtornos tanto para o portador como para o responsável pelo cuidado desse indivíduo, porque o desempenho deste papel pode gerar mudanças e sobrecarga, bem como estresse, interferindo de maneira significativa na vida do cuidador. Na maioria das vezes, o cuidador familiar desempenha seu papel sozinho, sem ajuda de outros familiares ou de profissionais. Nesse caso, ele se configura como cuidador principal e representa o elo entre o doente, a família e a equipe de saúde.&nbsp;</p>



<p>Indivíduos que convivem com pessoas que necessitam de constantes cuidados de saúde podem demonstrar os mais diversos sentimentos que permeiam este processo. A maioria dos cuidadores relata ter sentimento de impotência e incompetência para desempenhar algumas tarefas específicas que envolvem o cuidado com o doente crônico. As narrativas desses cuidadores revelam as dificuldades da realidade diária, como conviver com o sofrimento e a dor, permeado por sentimentos ambíguos que se originam nos conflitos afetivos (Simonetti e Ferreira, 2008).</p>



<p>O cuidado ao doente crônico traz para o cuidador, na maioria das vezes, sofrimento e privações. Segundo estudo realizado por Simonetti e Ferreira (2008), alguns dos principais estressores enfrentados pelos cuidadores são: cuidados diretos e contínuos e necessidade de constante vigilância; falta de preparo e conhecimento para executar o cuidado; problemas de saúde associados ao excesso de trabalho; conflitos familiares pela falta de divisão do trabalho e de reconhecimento por parte de outros membros da família; dificuldades de adaptação à nova situação, incluindo aspectos financeiros, redução de atividades profissionais, sociais e de lazer.</p>



<p>Portanto, pode-se dizer que a doença crônica afeta todos os aspectos da vida familiar, visto que os padrões, papéis e tarefas da dinâmica familiar são profundamente alterados. E, por esta razão, o familiar irá se beneficiar do tratamento psicológico.</p>



<p>Fontes: </p>



<p>Silva, L. F.; Guedes, M. V. C.; Moreira, R. P.; Souza, A. C. C. (2002). Doença Crônica: o enfrentamento pela família. São Paulo: Acta Paulista de Enfermagem, v. 15, n. 1, p. 40- 47. Disponível em: &lt;http://www.unifesp.br/denf/acta/2002/15_1/pdf/art5.pdf></p>



<p>Simonetti, J.P.; Ferreira, J.C. (2008). Estratégias de coping desenvolvidas por cuidadores de idosos portadores de doença crônica. São Paulo: Revista da Escola de Enfermagem da USP, 42 (1): 19-25. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v42n1/03.pdf> </p>
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		<title>Fui diagnosticado com uma doença crônica, a terapia pode me ajudar?</title>
		<link>https://casule.com/blog/fui-diagnosticado-com-uma-doenca-cronica-a-terapia-pode-me-ajudar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Dec 2018 11:21:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[doença crônica]]></category>
		<category><![CDATA[modificações psicológicas]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças crônicas não transmissíveis apresentam evolução lenta e prolongada, provocam danos celulares geralmente irreversíveis e, podem levar a morte. Uma parte significativa desses problemas de saúde são as doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças crônicas respiratórias, diabetes entre outras.&#160; Essas doenças causam modificações psicológicas, físicas e sociais importantes, exigem mudanças no estilo de vida e cuidados [&#8230;]</p>
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<p>As doenças crônicas não transmissíveis apresentam evolução lenta e prolongada, provocam danos celulares geralmente irreversíveis e, podem levar a morte. Uma parte significativa desses problemas de saúde são as doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças crônicas respiratórias, diabetes entre outras.&nbsp;</p>



<p>Essas doenças causam modificações psicológicas, físicas e sociais importantes, exigem mudanças no estilo de vida e cuidados com a saúde, podem levar à limitações e incapacidades, requerem aderência contínua ao tratamento além de influenciarem as relações familiares, sociais e profissionais.</p>



<p>A psicoterapia tem por objetivo auxiliar o paciente a identificar as crenças que ele tem sobre o tratamento, que podem estar acompanhados de sentimentos de angustia, incertezas, dificuldades e fatores estressantes. O foco não é o diagnóstico em si, mas as percepções da doença em relação às esferas da sua vida.</p>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="560" src="https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/doença-crônica-a-terapia-pode-me-ajudar-psicóloga-Andresa-Casule.jpg" alt="" class="wp-image-11826" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/doença-crônica-a-terapia-pode-me-ajudar-psicóloga-Andresa-Casule.jpg 960w, https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/doença-crônica-a-terapia-pode-me-ajudar-psicóloga-Andresa-Casule-300x175.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/doença-crônica-a-terapia-pode-me-ajudar-psicóloga-Andresa-Casule-768x448.jpg 768w, https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/doença-crônica-a-terapia-pode-me-ajudar-psicóloga-Andresa-Casule-610x356.jpg 610w, https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/doença-crônica-a-terapia-pode-me-ajudar-psicóloga-Andresa-Casule-480x280.jpg 480w, https://casule.com/wp-content/uploads/2018/12/doença-crônica-a-terapia-pode-me-ajudar-psicóloga-Andresa-Casule-600x350.jpg 600w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p>O psicólogo pode auxiliar o paciente a lidar com as emoções de uma maneira mais efetiva, através de estratégias de enfrentamento adaptativas que valorizam e estimulam a curto e longo prazo um funcionamento mais produtivo definido por propósitos do próprio indivíduo.&nbsp;</p>



<p>Durante o processo terapêutico as intervenções também podem ser direcionadas às respostas fisiológicas envolvidas na doença, como o relaxamento muscular progressivo e treino de respiração para o manejo dos sintomas de estresse, dessensibilização sistemática para redução da náusea que geralmente ocorre em antecipação a procedimentos médicos como a quimioterapia e&nbsp; desenvolvimento de recursos para auxiliar os pacientes a lidarem com a cronicidade da dor em casos de dor crônica, por exemplo.&nbsp;</p>



<p>A terapia cognitivo-comportamental (TCC) facilita a aderência a tratamentos médicos; aborda os problemas e desafios vivenciados pelo enfermo no tratamento; favorece o empoderamento em relação a sua saúde, aumentando o autocuidado e a capacidade de tomar decisões em relação ao seu tratamento; promove a percepção de controle sobre os sintomas; previne ou reduz comportamentos que podem ter consequências negativas à saúde do indivíduo e auxilia na redução do uso excessivo de medicação ou de visitas ao médico decorrentes de erros de interpretação de sintomas, como aqueles associados à ansiedade.</p>



<p>Dessa forma, a TCC&nbsp; pode fornecer muitas ferramentais úteis para modificações na percepção da doença e promoção de estratégias de enfrentamento mais adaptativas às pessoas com doenças crônicas. Esses métodos também podem ajudar às pessoas promoverem mudanças em seu estilo de vida, quando necessário, desenvolver habilidades de solução de problemas e comunicação mais efetivas.</p>



<p>Cuidados inovadores para condições crônicas: organização e prestação de atenção de alta qualidade às doenças crônicas não transmissíveis nas Américas. Washington, DC:OPAS, 2015.</p>



<p>LEAHY, Robert L. Regulação emocional em psicoterapia: um guia para o terapeuta cognitivo-comportamental. Porto Alegre : Artmed, 2013.</p>



<p>NOGUEIRA, Graziela Souza. Efeitos da intervenção cognitivo-comportamental sobre a percepção de doença de pessoas que vivem com HIV/Aids. 2016. 193f. Tese (Doutorado em processos do desenvolvimento humano e saúde)- Universidade de Brasília, Brasília, 2016.</p>



<p>NUNES, Bruno Pereira et al . Multimorbidity: The Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brazil).&nbsp;Rev. Saúde Pública,&nbsp;São Paulo ,&nbsp; v. 52,&nbsp;supl. 2,&nbsp;2018.</p>



<p>World Health Organization. Global action plan for the prevention and control of noncommunicable diseases 2013-2020, 2013.&nbsp;</p>
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