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	<title>Causa - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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	<title>Causa - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Hipocondria</title>
		<link>https://casule.com/blog/hipocondria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 14:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Causa]]></category>
		<category><![CDATA[Doença]]></category>
		<category><![CDATA[hipocondria]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao contrário do que muita gente acredita, a hipocondria&#160;não está relacionada ao consumo excessivo de medicamentos. Também não é verdade a crença de que os pacientes fingem os sintomas. Com o boom da internet, a comunidade médica tem encontrado motivos ainda maiores para se preocupar com o quadro, que hoje apresenta uma nova forma de [&#8230;]</p>
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<p>Ao contrário do que muita gente acredita, a hipocondria&nbsp;não está relacionada ao consumo excessivo de medicamentos. Também não é verdade a crença de que os pacientes fingem os sintomas.</p>



<p>	Com o boom da internet, a comunidade médica tem encontrado motivos ainda maiores para se preocupar com o quadro, que hoje apresenta uma nova forma de manifestação: a chamada&nbsp;<a href="https://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/2013/11/13/cibercondria-a-hipocondria-da-era-digital/">cibercondria</a>&nbsp;— ou hipocondria digital.</p>



<p>	Mas afinal de contas, você sabe o que é esse transtorno e como identificá-lo?</p>



<p>	A hipocondria trata-se de uma&nbsp;patologia&nbsp;na qual a pessoa acredita que possui uma doença, geralmente séria, mesmo&nbsp;sem nenhuma evidência médica. A hipocondria está diretamente ligada à ansiedade e a transtornos obsessivos compulsivos e os pacientes que desenvolvem esse transtorno tendem a interpretar sintomas comuns como sinais de algo grave, degenerativo ou potencialmente fatal. Por exemplo: uma simples dor de cabeça certamente significará um tumor cerebral. Nesse caso, os sintomas realmente existem, mas são amplificados e erroneamente interpretados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Causas&nbsp;</strong></h2>



<p>	A hipocondria atinge igualmente homens e mulheres e normalmente aparece no início da vida adulta, apesar de poder se desenvolver em qualquer idade. Não se sabe ao certo o que causa esse transtorno, mas algumas situações podem aumentar a chance de uma pessoa desenvolver hipocondria:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>eventos&nbsp;<a href="https://www.psicologiaviva.com.br/blog/o-que-e-trauma/">traumáticos</a> e doenças graves, principalmente durante a infância;</li><li>histórico familiar;&nbsp;</li><li>preexistência de outros transtornos, como ansiedade,&nbsp;<a href="https://www.psicologiaviva.com.br/blog/tipos-de-depressao/">depressão</a>,&nbsp;<a href="https://www.psicologiaviva.com.br/blog/transtorno-obsessivo-compulsivo/">Transtorno Obsessivo-Compulsivo</a>&nbsp;e Transtornos de Personalidade;</li><li>acreditar que boa saúde significa estar livre de quaisquer sintomas;&nbsp;</li><li>pais pouco afetivos.&nbsp;</li></ul>



<p>	Este último causador parece estranho, mas se trata de um determinante influenciador do desenvolvimento desta patologia, pois a pouca afetividade, traz, ao hipocondríaco, uma necessidade de atenção, o que faz com que ele intensifique seus sintomas para que as pessoas direcionem sua atenção a eles.<br></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como identificar um hipocondríaco?</strong></h2>



<p>	Uma pessoa com hipocondria costuma apresentar os seguintes comportamentos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ter um medo intenso ou prolongado de ter uma doença grave;</li><li>Preocupar-se que os menores sintomas e sensações físicas podem significar uma doença grave;</li><li>Procurar médicos repetidamente ou fazer exames complexos com frequência, como ressonâncias magnéticas e ecocardiogramas;</li><li>Trocar de médico constantemente, sempre buscando uma segunda opinião que indique uma condição grave;</li><li>Falar diversas vezes sobre seus sintomas ou das doenças que suspeita ter;</li><li>Checar frequentemente o corpo em busca de problemas;</li><li>Checar frequentemente os sinais vitais, como pulsação ou pressão arterial;</li><li>Pensar ter uma doença só de ler ou ouvir sobre ela;</li><li>evitar obsessivamente ambientes ou situações que podem trazer riscos à saúde ou&nbsp;de contrair uma doença grave.</li></ul>



<p>	Pessoas com hipocondria tendem a aumentar sintomas quando realmente estão doentes. Mas a principal característica está no pensamento obsessivo de que isso de fato se trata de uma doença muitíssimo grave e de que sua vida pode estar em risco.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tratar?</h2>



<p>	O diagnóstico pode ser difícil e demorado, já que os pacientes não percebem que tem um transtorno psiquiátrico. Se sentem um desconforto no peito, provavelmente vão procurar um cardiologista — e não um psicólogo ou psiquiatra.</p>



<p>	Nesse momento, é muito importante que pessoas próximas ao paciente se atentem a esses sinais e não compactuem com os comportamentos obsessivos ou ignorem o problema. São eles que normalmente percebem que algo está errado e encorajam o&nbsp;paciente a procurar por um especialista.</p>



<p>	O tratamento para hipocondria tem diversas abordagens. A primeira é a psicoterapia e a metodologia mais usada é a Terapia Cognitiva Comportamental. Essa abordagem permite ao paciente reconhecer as causas de seu comportamento ansioso e ensina formas de parar com ele. Além disso, é importante que o paciente aprenda mais sobre a hipocondria, até para saber melhor como lidar. Essa educação sobre o quadro também é importante para a família do paciente.</p>



<p>	Em alguns casos, medicamentos também podem ajudar, principalmente os antidepressivos. Muitas vezes, tratar comorbidades, como ansiedade e depressão, também ajudam no quadro.</p>



<p>	É importantíssimo&nbsp;ressaltar&nbsp;que&nbsp;o tratamento medicamentoso para a hipocondria,&nbsp;sozinho, não resolve o problema&nbsp;— o&nbsp;<a href="https://www.psicologiaviva.com.br/blog/procurar-um-psicologo/">acompanhamento psicológico</a>&nbsp;é indispensável, já que não foca apenas nos sintomas, mas em&nbsp;todas as possíveis causas que geraram o transtorno.</p>



<p>	Ter preocupação com a própria saúde é normal e importante para evitar futuras doenças. É normal também ficar ansioso quando se tem algum sintoma cuja causa o médico não consegue identificar claramente. Essa preocupação só se torna um problema quando a ideia de estar com uma doença séria consome você, mesmo que você já tenha feito exames apropriados e seu médico tenha assegurado que o problema é simples ou mesmo inexistente.</p>



<p> Esta patologia pode durar a vida toda se o paciente não buscar ajuda e tratamento. No entanto, trata-se de uma doença tratável (apesar de não se tratar hipocondria de um dia para o outro), por isso a importância do&nbsp;acompanhamento psicológico e psiquiátrico.</p>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>https://www.unimedfortaleza.com.br/blog/cuidar-de-voce/sintomas-hipocondriaco</p>



<p>https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipocondria</p>



<p><br></p>
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		<title>Quais os sinais da automutilação? (Vídeo Completo)</title>
		<link>https://casule.com/blog/quais-os-sinais-da-automutilacao-video-completo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 15:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[automutilação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda os motivos que fazem as pessoas se machucarem intencionalmente, os sinais de alerta e a melhor forma de tratamento assistindo o vídeo completo no nosso canal do YouTube. Confira com Suelen Tebaldi, psicologa da Casule! Quer tomar um café? Venha conhecer a Casule ou marque um atendimento online aqui&#160;(em qualquer lugar do mundo) Você [&#8230;]</p>
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<p>Entenda os motivos que fazem as pessoas se machucarem intencionalmente, os sinais de alerta e a melhor forma de tratamento 
assistindo o vídeo completo no nosso canal do YouTube.</p>



<p>Confira com Suelen Tebaldi, psicologa da Casule! Quer tomar um café? </p>



<p>Venha conhecer a Casule ou marque um <a href="https://casule.com/marcar-consulta/#marcar-consulta">atendimento online aqui</a>&nbsp;(em qualquer lugar do mundo)</p>



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		<title>Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP)</title>
		<link>https://casule.com/blog/transtorno-da-compulsao-alimentar-periodica-tcap/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2019 11:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bulimia]]></category>
		<category><![CDATA[Causa]]></category>
		<category><![CDATA[compulsão alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de Controle]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é? É umtranstorno alimentarcaracterizado por episódios recorrentes decompulsão alimentar, sem qualquer comportamento de compensação para evitar um possívelganho de peso. Como saber se eu sofro de compulsão alimentar? Um episódio de&#160;compulsão alimentar&#160;é caracterizado por ambos os seguintes: &#8211; Ingestão em um período limitado de tempo (p.ex., dentro de 2 horas), de quantidade de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>O que é?</strong></p>



<p>É umtranstorno alimentarcaracterizado por episódios recorrentes decompulsão alimentar, sem qualquer comportamento de compensação para evitar um possívelganho de peso<strong>.</strong></p>



<p><strong>Como saber se eu sofro de compulsão alimentar?</strong></p>



<p>Um episódio de&nbsp;compulsão alimentar&nbsp;é caracterizado por ambos os seguintes:</p>



<p>&#8211; Ingestão em um período limitado de tempo (p.ex., dentro de 2 horas), de quantidade de alimentos&nbsp;definitivamente maior&nbsp;que a maioria das pessoas consumiria em circunstâncias similares;</p>



<p>-Sensação de&nbsp;falta de controle&nbsp;sobre o comportamento alimentar durante o episódio (p.ex. sensação de incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou o quanto está comendo).</p>



<p>OBS: a compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses. Além disso, é importante o sentimento de perda de controle, em que o indivíduo fica sem liberdade para optar entre comer ou não comer. Por fim, o paciente deve apresentar sofrimento relativo a esse comportamento recorrente e ter sua vida pessoal comprometida em virtude dessa enfermidade.</p>



<p><strong>Quem tem compulsão alimentar, também costuma, durante a compulsão:</strong></p>



<p>Comer muito mais rapidamente que o normal;&nbsp;</p>



<p>Comer até se sentir desconfortavelmente “cheio”;</p>



<p>Comer grandes quantidades de comida mesmo sem fome;</p>



<p>Comer sozinho por se sentir vergonha;</p>



<p>Sentir repulsa por si mesmo, depressão ou muita culpa após ter comido excessivamente.</p>



<p><strong>Quadro clínico do TCAP</strong></p>



<p>No TCAP, a pessoa sofre episódios de compulsão alimentar que não são acompanhados por comportamentos compensatórios. Isto é, embora o paciente se sinta muito incomodado pela ingestão compulsiva, ele não procura compensar com métodos purgativos como vômitos ou uso de laxantes nem com métodos restritivos como longos jejuns, por exemplo.</p>



<p>Como a compulsão alimentar é acompanhada por sentimentos de vergonha, a pessoa tende a comer escondida. Em público, costuma apresentar um comportamento alimentar controlado.</p>



<p>Pessoas com este quadro podem ter peso normal, mas, após algum tempo, costumam evoluir para obesidade, que pode se tornar bastante grave.</p>



<p><strong>Este problema é comum?</strong></p>



<p>O TCAP atinge 2 a 3% da população, mas em alguns grupos, como entre obesos em programa para perda de peso pode chegar a afetar 30% das pessoas . É um pouco mais comum em mulheres, mas acomete cada vez mais homens.</p>



<p><strong>Qual a causa?</strong></p>



<p>Não é possível apontar uma única causa para o TCAP. Estão envolvidos fatores socioculturais, familiares, biológicos e psicológicos.</p>



<p><strong>Toda pessoa obesa tem esse problema?</strong></p>



<p>Não. Obesos sem compulsão alimentar costumam ingerir muitas calorias ao longo do dia inteiro, “beliscando” o dia todo, e não em episódios bem delimitados como no TCAP. Obesos com TCAP consomem quantidades maiores de alimentos, tendem a ser mais obesos e a ter história de flutuações mais acentuadas de do que os obesos sem compulsão alimentar.</p>



<p><strong>Qual a diferença entre o TCAP e a&nbsp; HYPERLINK &#8220;http://psiquiatrarj.com.br/dicionario/bulimia-nervosa/&#8221; \o &#8220;Bulimia Nervosa&#8221; \t &#8220;_blank&#8221; </strong><strong>Bulimia nervosa</strong><strong>?</strong></p>



<p>Pessoas com&nbsp; HYPERLINK &#8220;http://psiquiatrarj.com.br/dicionario/bulimia-nervosa/&#8221; \o &#8220;Bulimia Nervosa&#8221; \t &#8220;_blank&#8221; Bulimia Nervosa&nbsp;(BN) também sofrem episódios de compulsão alimentar, mas depois provocam o vômito, tomam laxantes ou remédios para emagrecer, se exercitam em excesso ou passam longos períodos em jejum tentando “compensar” as calorias a mais. Porém, é importante lembrar que 10% das pessoas com bulimia nervosa acaba parando os comportamentos compensatórios e preenchendo critérios para o diagnóstico de TCAP.</p>



<p><strong>Como é o tratamento?</strong></p>



<p>O melhor tratamento parece ser a&nbsp; HYPERLINK &#8220;http://psiquiatrarj.com.br/tema/terapia-cognitivo-comportamental-como-funciona/&#8221; \o &#8220;Terapia Cognitivo-comportamental&#8221; \t &#8220;_blank&#8221; Terapia cognitivo-comportamental&nbsp;associada ou não a medicamentos (antidepressivos). É parte essencial da terapia cognitivo-comportamental a análise de como o quadro surgiu e o que está mantendo-o ativo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>  <br> <strong>Fonte:</strong><br> &nbsp;HYPERLINK &#8220;http://psiquiatrarj.com.br/tema/tcap/#&#8221; http://psiquiatrarj.com.br/tema/tcap/#</p><p><br> &nbsp;HYPERLINK &#8220;http://www2.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu1_07.htm&#8221; http://www2.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu1_07.htm </p></blockquote>
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		<item>
		<title>Automutilação – quando o machucar-se vira um grito de socorro</title>
		<link>https://casule.com/blog/automutilacao-quando-o-machucar-se-vira-um-grito-de-socorro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Apr 2018 14:23:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[automutilação]]></category>
		<category><![CDATA[Causa]]></category>
		<category><![CDATA[suicidio]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Longe da vista dos outros, no refúgio do quarto ou do banheiro&#8230;auto lesões praticadas repetidamente não têm a intenção de chamar a atenção, representam antes uma expressão de grande mal-estar interno, como forma de aliviar fisicamente a dor que é psicológica e emocional. A automutilação é definida como qualquer comportamento, intencional, envolvendo agressão direta ao próprio corpo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Longe da vista dos outros, no refúgio do quarto ou do banheiro&#8230;auto lesões praticadas repetidamente não têm a intenção de chamar a atenção, representam antes uma expressão de grande mal-estar interno, como forma de aliviar fisicamente a dor que é psicológica e emocional.</p>
<p>A automutilação é definida como qualquer comportamento, intencional, envolvendo agressão direta ao próprio corpo, sem intenção suicida e por razões não socialmente ou culturalmente compreendidas. Esta definição exclui tatuagens, piercings e danos não intencionais ao próprio corpo.</p>
<p>As formas mais frequentes de automutilação são: cortar a própria pele com facas, lâminas e tesouras; bater-se ou chicotear-se; arranhar-se ou queimar-se; furar-se com agulhas, canetas, pregos; apertar ou reabrir feridas; enforcar-se por instantes. Essas lesões, normalmente em áreas mais escondidas do corpo, como braços, pernas, coxas e abdômen, podem variar de superficial a moderada, mas em geral não há intenção de provocar a própria morte ou lesões mais graves.</p>
<p>Geralmente a pessoa que se automutila possui uma autoestima baixa e apresenta problemas ao nível das relações interpessoais, tendendo, por isso, afastar-se da família e dos amigos. O automutilador tende a revelar grandes dificuldades na expressão verbal e não consegue manifestar as suas emoções, pelo qual não fala com os outros sobre as suas angústias e problemas. Muitos deles ferem-se como forma de autopunição, por sentirem-se fracassados e inúteis. É um comportamento que a pessoa não consegue controlar. Logo após a crise, em que o automutilador se fere ou apresenta comportamentos agressivos, permanece o sentimento de culpa, arrependimento e fracasso.</p>
<p>A automutilação é mais comum do que pensamos, especialmente porque as pessoas que se machucam costumam esconder seus ferimentos por vergonha ou medo. Ainda que possa acontecer em qualquer etapa da vida, é mais comum na adolescência, principalmente entre as meninas.</p>
<p>Embora possa parecer estranho, a automutilação entre os jovens pode ocorrer como uma espécie de “moda”, quando alguém no grupo de pares experimenta fazê-lo e acaba por ser seguido pelos outros. Sendo uma experiência dolorosa, a maioria dos adolescentes acaba por interromper o comportamento. No entanto, quando a automutilação persiste, geralmente é porque estamos perante um jovem que vive um grande sofrimento psicológico, que busca na dor do corpo uma “justificativa” para a dor emocional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Na maioria dos casos, as pessoas se machucam para ajudá-las a lidar com questões emocionais insuportáveis, que podem ser causadas por:</p>
<p><strong>            Problemas sociais</strong> – tais como ser intimidado, ter dificuldades no trabalho ou na escola, ter relacionamentos difíceis com amigos ou familiares, entrar em acordo com a sua sexualidade (homo ou bissexualidade) ou lidar com expectativas culturais, como um casamento arranjado;</p>
<p><strong>            Trauma</strong> – como abuso físico ou sexual, a morte de um familiar ou amigo próximo, ou ter um aborto;</p>
<p><strong>            Causas psicológicas</strong> – repetidos pensamentos negativos e depreciadores, sentimentos difíceis (por exemplo, angústia, ansiedade, stress, tristeza), episódios de dissociação (perder o contato com quem você é ou seu ambiente); depressão, bulimia, anorexia, bullying, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O abuso de substâncias também pode ser considerado uma das causas. Ao usar uma droga a pessoa até pode inibir o contato com as emoções negativas (que diminuiria a necessidade de se flagelar), mas também pode aumentar sua impulsividade e levar a uma maior probabilidade de se ferir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sinais de alerta </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No caso dos adolescentes, os pais devem ficar atentos a alterações comportamentais que podem lançar suspeitas sobre a automutilação, como a presença de cicatrizes ou uso de roupas compridas em períodos de calor; pequenos arranhões que aumentam de frequência; pedidos constantes de substituição de apontadores e objetos cortantes de uso escolar; isolamento; desinteresse por atividades antes praticadas;  retraimento social e bullying.</p>
<p>Adolescentes que se automutilam desejam relações de proximidade e segurança, mas temem profundamente a rejeição e abandono. Algumas vezes, por não saber o que fazer, a família acaba invalidando as emoções que ele relata.  Por isso, é importante permitir que ele fale sobre o assunto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tratamento</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Já que a automutilação pode ter muitas causas, uma avaliação consistente é necessária para garantir que a pessoa que se fere encontre tratamento adequado para seu sofrimento.</p>
<p>Como esse comportamento é frequentemente usado como um mecanismo para lidar com pensamentos e sentimentos negativos, <strong>o acompanhamento com um psicólogo é essencial para ajudar essas pessoas a darem nome às suas emoções, a identificarem formas saudáveis e adequadas de lidar com os seus problemas e angústias, a aumentarem a </strong><strong><a href="https://oficinadepsicologia.com/test/a-sua-autoestima/">autoestima</a></strong><strong> e aprenderem a gostar de si mesmas.</strong></p>
<p>A psicoterapia, mais precisamente a Terapia Cognitivo Comportamental, visa ajudar o paciente a procurar outras formas de lidar com as suas frustrações, desenvolvendo estratégias mais adaptadas para reagir ao estresse mental, assim como modificar estilos de pensamentos negativos. Quando necessário, a medicação se mostra eficaz no alívio dos sintomas depressivos e ansiosos e na diminuição da impulsividade. No entanto, o tratamento farmacológico não se mostra eficaz como tratamento isolado para automutilação, devendo estar sempre associado a um tratamento psicológico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>www.oficinadepsicologia.com/automutilacao-sofrer-para-viver/</p>
<p>www.gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2017/04/suicidio-de-jovens-casos-de-automutilacao-sao-frequentes-e-acendem-alerta-9775605.html</p>
<p>www.psicoajuda.pt/psicologia-adolescentes/automutilacao-disturbio-do-comportamento/</p>
<p>www.plin.net.br/2016/12/02/automutilacao-em-adolescentes-como-ajudar/</p>
<p>O post <a href="https://casule.com/blog/automutilacao-quando-o-machucar-se-vira-um-grito-de-socorro/">Automutilação – quando o machucar-se vira um grito de socorro</a> apareceu primeiro em <a href="https://casule.com">Casule Saúde e Bem-estar</a>.</p>
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