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	<title>autismo - Casule Saúde e Bem-estar</title>
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		<title>Dia mundial do Autismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor de Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2015 17:31:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Hoje, dia 02 de Abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é comemorado em todo o mundo com o objetivo de abrir um novo olhar sobre o autismo e a vivência dos seus portadores com este espectro. Seja você também um cidadão/ã consciente, diga não ao preconceito e contribua para uma sociedade [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;">Hoje, dia 02 de Abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é comemorado em todo o mundo com o objetivo de abrir um novo olhar sobre o autismo e a vivência dos seus portadores com este espectro. Seja você também um cidadão/ã consciente, diga não ao preconceito e contribua para uma sociedade mais esclarecida! Saiba mais sobre o Autismo abaixo.</p>
<h3>O que é o autismo?</h3>
<p>O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.</p>
<p>Em maio de 2013 foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), que trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam. Nesse manual, o autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento, dessa forma o diagnóstico fica mais completo. O Transtorno do Espectro Autista é definido pela presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”, de acordo com o DSM-V.</p>
<h3>Causas</h3>
<p>As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno. De acordo com a Associação Médica Americana, as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode corresponder a fatores exógenos, como o ambiente de criação. De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas.</p>
<p>Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.</p>
<h3>Quantas crianças têm autismo?</h3>
<p>O número exato de crianças com autismo é desconhecido. Um relatório publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sugere que o autismo e seus distúrbios relacionados são muito mais comuns do que se imagina. Não está claro se isso se deve a um aumento na taxa da doença ou à maior capacidade de diagnóstico do problema.</p>
<p>O autismo afeta quatro a cinco vezes mais meninos do que meninas. Renda familiar, educação e estilo de vida parecem não influenciar no risco de autismo. Alguns médicos acreditam que a maior incidência de autismo se deve a novas definições do transtorno. O termo &#8220;autismo&#8221; agora inclui um espectro mais amplo de crianças. Por exemplo, hoje em dia, uma criança diagnosticada com autismo altamente funcional poderia ser simplesmente considerada tímida ou com dificuldade de aprendizado há 30 anos.</p>
<p>Outros transtornos de desenvolvimento parecido incluem:</p>
<p><strong>Síndrome de Rett</strong>: muito diferente do autismo, só ocorre no sexo feminino</p>
<p><strong>Transtorno desintegrativo da infância</strong>: doença rara em que uma criança adquire as habilidades e depois esquece tudo antes dos 10 anos de idade</p>
<p><strong>Transtorno de desenvolvimento pervasivo</strong>: não especificado, também chamado de autismo atípico.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Sintomas</h3>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos pais de crianças com autismo suspeita que algo está errado antes de a criança completar 18 meses de idade e busca ajuda antes que ela atinja 2 anos. As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em:</p>
<p style="text-align: justify;">Brincar de faz de conta; Interações sociais; Comunicação verbal e não verbal. Algumas crianças com autismo parecem normais antes de um ou dois anos, mas de repente &#8220;regridem&#8221; e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente. Esse tipo de autismo é chamado de autismo regressivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pessoa com autismo pode ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis (por exemplo, eles podem se recusar a usar roupas &#8220;que dão coceira&#8221; e ficam angustiados se são forçados a usá-las); Ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina; Fazer movimentos corporais repetitivos; Demonstrar apego anormal aos objetos.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves. Os problemas de comunicação no autismo podem incluir: Não poder iniciar ou manter uma conversa social; Comunicar-se com gestos em vez de palavras; Desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la; Não ajustar a visão para olhar para os objetos que as outras pessoas estão olhando; Não se referir a si mesmo de forma correta (por exemplo, dizer &#8220;você quer água&#8221; quando a criança quer dizer &#8220;eu quero água&#8221;); Não apontar para chamar a atenção das pessoas para objetos (acontece nos primeiros 14 meses de vida); Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais; Usar rimas sem sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem diversos sintomas que podem indicar autismo, e nem sempre a criança apresentará todos eles. Entre os grupos de sintomas que podem afetar uma pessoa com autismo estão:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Interação social</strong>: Não faz amigos; Não participa de jogos interativos; É retraído; Pode não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual; Pode tratar as pessoas como se fossem objetos; Prefere ficar sozinho, em vez de acompanhado; Mostra falta de empatia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resposta a informações sensoriais</strong>: Não se assusta com sons altos; Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos; Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos; Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo; Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe; Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Brincadeiras</strong>: Não imita as ações dos outros; Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas; Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Comportamentos: </strong>Acessos de raiva intensos; Fica preso em um único assunto ou tarefa (perseverança); Baixa capacidade de atenção; Poucos interesses; É hiperativo ou muito passivo; Comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo; Necessidade intensa de repetição e faz movimentos corporais repetitivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte:</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.minhavida.com.br/saude/temas/autismo</p>
<p style="text-align: justify;">https://www.facebook.com/abpbrasil?fref=ts</p>
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		<title>O que é o Autismo?</title>
		<link>https://casule.com/blog/o-que-e-o-autismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redatora Casule]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2014 21:52:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1021" src="https://casulepsicologia.com.br/teknabox/wp-content/uploads/2014/09/IMG_8311-e1410558704529.jpg" alt="IMG_8311" width="600" height="400" srcset="https://casule.com/wp-content/uploads/2014/09/IMG_8311-e1410558704529.jpg 600w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/09/IMG_8311-e1410558704529-300x200.jpg 300w, https://casule.com/wp-content/uploads/2014/09/IMG_8311-e1410558704529-480x320.jpg 480w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>O autismo é fundamentalmente uma forma particular de se situar no mundo e, portanto, de se construir uma realidade para si mesmo.<br />
Associado ou não a causas orgânicas, o autismo é reconhecível pelos sintomas que impedem ou dificultam seriamente o processo de entrada na linguagem para uma criança, a comunicação e o laço social.<br />
As estereotipias, as ecolalias, a ausência de linguagem, os solilóquios, a auto agressividade, a insensibilidade à dor ou a falta de sensação de perigo, são alguns dos sintomas que mostram o isolamento da criança ou do adulto em relação ao mundo que o rodeia e sua tendência a bastar-se a si mesmo.</p>
<p>QUAIS SÃO SEUS SINTOMAS?</p>
<p>Os principais sintomas são:<br />
&#8211; Isolamento do mundo exterior e recusa do contato com os outros. (Tanto no nível da voz quanto no do olhar).<br />
&#8211; Alterações da linguagem que podem ir desde uma ausência total da fala até uma verbiagem ininteligível. Em algumas ocasiões, repetição de fragmentos de frases retiradas de filmes ou que foram escutadas de alguém, estabelecendo verdadeiros solilóquios.<br />
&#8211; É uma fala que não se dirige a ninguém, que não é usada nem para comunicar nem para estabelecer um diálogo mínimo.<br />
&#8211; Ausência de interação com os outros.<br />
&#8211; Ausência de jogo simbólico.<br />
&#8211; Estereotipias<br />
&#8211; Rituais<br />
&#8211; Temor das mudanças e insistência em manter uma imobilidade naquilo que o rodeia.</p>
<p>ENTÃO, QUE VALOR DAR A ESSES SINTOMAS? O QUE FAZEMOS COM ELES, PARA ALÉM DO SINAL DE ALARME QUE ELES NOS DÃO, PARA NOS PERGUNTARMOS SOBRE O QUE SE PASSA COM ESSAS CRIANÇAS?<br />
Considerar esses traços como sinais de um retardo no desenvolvimento ou de uma patologia nos levaria a um reducionismo. Nós nos reduziríamos a considerar o autismo como uma deficiência ou como uma doença que implica numa deficiência com graus diferentes. Por isso, muitos tratamentos se reduzem também a programas cujas intenções consistem unicamente em suprir essas supostas deficiências. Tais tratamentos têm como objetivo “ensinar” a criança autista a cumprir os ideais da normalidade. Nesse sentido, não há dúvida de que os métodos cognitivo-comportamentais se inscrevem nessa direção e, provavelmente, são aqueles que mais se dedicaram a alcançar os objetivos de reeducação. Pelo contrário, nós consideramos que a criança com autismo deve ser tratada levando-se em conta seus sintomas para nos perguntarmos o que se passa com ela para que ela se apresente dessa maneira. Que disciplina ou quem se ocupa em compreender a criança com autismo?<br />
Por que, além disso, aquele que não obedece à normalidade teria necessariamente um déficit? Nós consideramos que não é assim. O autismo é uma forma particular de se situar no mundo e é justamente isso que deve ser considerado para orientar o tratamento clínico adequado.</p>
<p>QUAIS SÃO SUAS CAUSAS?<br />
Na atualidade, as áreas de investigação científica sobre as causas do autismo são fisiológicas. Existem várias hipóteses sobre essas investigações em curso. As principais são: Afecção em áreas do cérebro, disfunções genéticas, consequências dos metais pesados no interior do organismo, intolerâncias alimentares assintomáticas.<br />
Entretanto, não há, até o momento, nenhuma causa determinante nem conclusiva que se derive do conjunto dessas investigações científicas, ainda que muitos recursos se destinem a buscar uma causa genética ou fisiológica. Quer dizer, nenhuma investigação científica pode, até agora, estabelecer a etiologia do autismo.<br />
O posicionamento da psicanálise lacaniana é claro nesse sentido: a pergunta pela causa não explica em quê consiste ser um sujeito com autismo. Tampouco consideramos que os sintomas do autismo sejam a consequência de um déficit que deva ser reeducado, nem a expressão de uma doença. Para a psicanálise lacaniana, a pergunta fundamental visa saber um pouco mais sobre o que implica ser uma pessoa com autismo.</p>
<p>COMO VIVEM A CRIANÇA OU O ADULTO COM AUTISMO?<br />
COMO SE ORGANIZA A REALIDADE QUE OS RODEIA?<br />
COMO CONVIVEM COM OS OUTROS?</p>
<p>Conseguir responder a estas preguntas nos aproximará mais da compreensão das pessoas afetadas por autismo e poder, dessa forma, oferecer a elas a possibilidade de conectar nossos dois mundos: o delas e o nosso.<br />
Sabemos que o que caracteriza o ser humano é a dimensão de uma linguagem simbólica (feita de símbolos e não de signos), a partir da qual ele pode estabelecer coordenadas simbólicas que conferem um sentido ao mundo que o rodeia e lhe permitem situar-se nele. Estas coordenadas simbólicas atuam sob a forma de união entre as imagens, as coisas e as palavras.<br />
Dessa maneira nós, seres humanos, organizamos o mundo exterior, quer dizer, situamos um espaço e um tempo, um interior e um exterior, um antes e um depois. É dessa maneira também que construímos uma ideia de nosso corpo, localizamos seus limites e o diferenciamos daquele dos outros. São também essas coordenadas simbólicas que nos permitem situar a dor, o prazer, o mal estar e a angustia; diferenciar o eu do tu, nossos pensamentos e os dos outros, o que pensamos e o que ouvimos.<br />
Dessa forma, construímos a realidade que, para o ser humano, nunca está dada de entrada, como o próprio autismo nos ensina. É através do uso das palavras ou de diversos elementos simbólicos (a linguagem dos surdos, por exemplo) que nós acedemos a ter um discurso próprio sobre todas essas coisas, a pensar sobre elas e a falar delas com os outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte:  http://autismos.net/o-que-e-o-autismo.html</p>
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